A Gente Diz – População de Poções e região sofre com precarização do serviço bancário

 

 

 

O Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região flagrou, na manhã da última quarta-feira (08), a

desumanidade em que clientes e bancários vêm vivenciando nas agências do Banco do Brasil e do Bradesco na cidade de Poções diariamente. Os diretores do SEEB/VCR, Arnaldo Prates, Carlos Alberto e Jornan Almeida, pontuaram superlotação, estrutura precária e insalubre, além do quadro de funcionários reduzido, como parte da rotina de todos que frequentam os bancos.

No Bradesco de Poções, a forma em que os clientes são “amontoados” nas dependências insuficientes e em péssimas condições da agência, que não possui bancários suficientes para atender à demanda da região, refletem o descasco do Bradesco com os seus clientes. “Eles atendem muito bem, só que, com a vinda dos clientes de Boa Nova depois que fecharam lá, não organizaram para colocar mais bancários. Não está bom assim, e a gente é obrigado por isso até eles resolverem, contratar mais gente, reformar o banco e aumentar o espaço”, se queixou o senhor Otacílio Alves, aposentado e cliente do Bradesco.

Outro caso de desrespeito na agência foi registrado contra a senhora Laudelina de Souza. “Eu estou aqui acompanhando minha mãe, de 87 anos, desde 09h da manhã, sem se alimentar, e ela é diabética e hipertensa, e não foi atendida até agora, quase meio-dia. O banco cobra taxas tão altas, tantos descontos, e nos oferecem um atendimento péssimo. Tem tantos idosos esperando nessas filas, com problemas de saúde, com idade avançada, e só tem um bancário para atender mais de 100 pessoas”, denuncia Miguel de Souza, filho e acompanhante de Laudelina.

O BB de Poções também não oferece uma realidade muito diferente. Depois do fechamento da agência de Boa Nova, apesar da carteira de clientes de mais três municípios ter sido realocada, cerca de 8 mil correntistas, somente três funcionários deverão ser transferidos para Poções. Além da ausência de funcionários, os terminais de autoatendimento não conseguem dar conta da demanda também.

 

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Por/ Sid. Bancários – Eline Luz

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