A Gente Diz – Prouni divulga lista de aprovados nesta quarta-feir

Candidatos aprovados para as bolsas de estudos terão de comprovar os dados pessoais

O resultado do Programa Universidade Para Todos (ProUni) 2018 será divulgado nesta quarta-feira de Cinzas, dia 14, no site. O programa oferece 242.987 bolsas de estudo em 2.976 instituições de ensino particulares. Dessas, 113.863 são integrais e 129.124, parciais.

Os candidatos aprovados para as bolsas de estudos terão de comprovar os dados pessoais na universidade onde estudarão, entre os dias 15 e 23 de fevereiro. A falta de documentos no momento da comprovação de informações gera a perda da bolsa.

As oportunidades foram exclusivas para quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 com média 450 pontos em cada uma das provas e nota superior a zero na redação.

Os candidatos precisaram comprovar a renda familiar per capita (por pessoa) para saber à qual bolsa teriam direito: para ter bolsas de 100%, a renda é de até um salário mínimo por pessoa; para bolsas de 50%, renda de até três salários mínimos.

Além disso, o candidato deve satisfazer a pelo menos uma das condições abaixo:

– Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou como bolsista integral em escola particular.

– Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em escola da rede particular, na condição de bolsista integral da própria escola privada.

– Ser pessoa com deficiência.

– Ser professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica, integrante de quadro de pessoal permanente de instituição pública e concorrer a bolsas exclusivamente nos cursos de licenciatura. Nesses casos, não há requisitos de renda.

Segunda chamada
A segunda lista dos aprovados será divulgada no dia 2 de março. Caso o candidato não seja aprovado novamente, poderá manifestar interesse em participar da lista de espera entre os dias 16 e 19 de março, no site do Prouni.

Calendário Prouni 2018

– Resultado da primeira chamada: 14 de fevereiro.

– Comprovação de informações da 1ª chamada: entre 15 e 23 de fevereiro.

– Resultado da segunda chamada: 2 de março.

– Comprovação de informações da 2ª chamada: entre 2 e 9 de março

– Prazo para participar da lista de espera: entre 16 e 19 de março.

Bancada evangélica reage à ‘pauta de costumes’ do STF Foto: Dida Sampaio / Estadão Dias Toffoli A pauta de costumes prevista para ir a julgamento no Supremo Tribunal Federal provocou reação de parlamentares da bancada evangélica. Nesta terça-feira, 12, em reunião com o presidente da Corte, Dias Toffoli, eles pressionaram para que o julgamento sobre criminalização da homofobia, marcado para esta quarta-feira, 13, fosse adiado. Toffoli manteve as ações na pauta, mas auxiliares do STF temem que a discussão abra uma crise com o Congresso em um momento em que parlamentares se mobilizam contra o chamado “ativismo judicial”. Enquanto isso, no Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), desengavetou projeto que proíbe o aborto em qualquer situação, o que tornaria mais rígida a legislação atual. A proposta, que havia sido arquivada, volta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser discutida. “O projeto deve ir para as comissões, ter o debate, colocar o País para discutir, mas não entrarmos nesse processo de avestruzamento, que é enfiar a cabeça debaixo da terra e dizer que não vamos tomar conhecimento, e depois ficarmos dizendo: ‘Olha, o Supremo foi lá e interpretou’”, disse o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP). A iniciativa tem como objetivo se antecipar a outro julgamento no STF, previsto para maio, em que os ministros analisarão ação que tenta abrir mais uma condição para aborto legal no País, incluindo a possibilidade a grávidas infectadas com zika. Atualmente, a interrupção da gravidez só é permitida em caso de violência sexual, se há risco de vida para a mãe ou se o feto é anencéfalo. Defensores da medida dizem que a PEC não afeta estes casos, apenas veda novas exceções, como a que será discutida no STF. Para Alcolumbre, a proposta não é uma afronta ao Supremo. “O Senado está trabalhando como poder instituído”, disse. O Estado apurou que, no caso das ações sobre homofobia, a expectativa é de que a maioria dos ministros do STF concorde com a omissão do Congresso, mas não devem fixar prazo para os parlamentares aprovarem uma legislação criminal sobre o tema. Isso porque o objetivo das ações é equiparar a homofobia ao racismo, o que torna o debate mais complexo na área penal, na avaliação de um ministro. Um pedido de vista (mais tempo para análise) pode interromper a discussão. Estadão