Artigo: . “O dialogo de Movér.” c/ Dulcíssima Janete

 

 

Dulcíssima Janete

 

Eis a síntese do meu sonho

 

Faz mais de um século que não nos falamos… Talvez mais! Onde estavas?

Que não mais te fizeste presente no meu e-mail, nem na minha vida!

Por onde andaste? Não consigo me esquecer de ti, nem da tua imagem que desconheço desde sempre. Nem da tua sombra! Que jamais andou junto à minha sombra. Lembranças antigas e saudades imensas, fazem com que eu sempre me lembre de ti! Ainda que não acredites continuo o mesmo, Sou aquele sonhador de sempre! Por mais que o tempo passe, não consigo me esquecer de nossos encontros virtuais. Talvez nos encontremos ainda! Noutros mundos ou noutras esferas, ou mesmo noutros universos paralelos… Como vai tua cidadezinha acolhedora e familiar! Com que tens sonhado ultimamente? Com os anjos do céu? Com as ninfas do parnaso? Ou com paraísos coloridos pelo amor? Ou mesmo, com os mesmos sonhos da tua infância? Normalmente os anjos sonham, com os anjos!

E os poetas com os amores desfeitos pela brisa do destino.

Espero te encontrar, inda que noutra encarnação… Para te cantar loas e versos encantados, Contendo mil estribilhos de amor… Já no pairar das coisas, Já no sumir das lembranças, já no perder das esperanças! Já nos últimos contar dos dias! Lembrar-me-ei de ti! E da tua silhueta holográfica, A bailar nos espaços diáfanos da minha memória virtual, Sois a minha Rosa que não desabrochou,

E que se despetalou inda em botão… Fostes o meu único amor! Que não aconteceu… Pois, de mim ele fugiu na transparência da prometida primavera que se aproximava, deixou-me no rigor do inverno da minha amada terra! E nunca mais se fez presente. A vida é como um oceano imenso, em que, nem todas suas águas tocam na alvura das praias! Eu sou como as águas das profundezas abissais! Nunca vou ver a luz dos teus olhos, Nem o frescor do teu amor, Nem o teu suspirar, Nem o leve roçar da tua pele, nem o teu doce e meigo olhar… Pois, moras na superfície dos mares, Onde moram e cantam as sereias. Sentirei eternamente a ausência do teu perfume! Que nunca inalei… Sois, portanto, o sonho dos meus sonhos… O que mais me magoa é nunca ter visto o teu sorriso nem o teu olhar puro de náiade vaporosa, a bailar nas fontes da tua terra, nem a tua já saudosa e translúcida imagem! Que nunca vi… Este poema eu dedico aos teus sentimentos mais puros! Aos teus sonhos mais fugazes, aos teus amores não acontecidos e, à memória do teu pai que há tão pouco tempo se foi… Serás eternamente a minha doce e saudosa Janete Piva virtual…

 

Do teu amor que não aconteceu…

Que é um nome! Diante de tantas vicissitudes da vida?

 

Vitória da Conquista, Bahia, terça-feira,

8 de junho de 2010, 08:34:59hs

Edimilson Santos Silva

 

 

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