Inhotim reabre com homenagem às vítimas da tragédia em Brumadinho

Museu estava fechado desde 25 de janeiro devido ao rompimento da barragem da Vale.

 

 

um minuto de silêncio pelas vítimas de Brumadinho

O Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG) reabriu neste sábado (9) com entrada gratuita e homenagem às vítimas da tragédia ocorrida na cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O museu ficou fechado por duas semanas devido ao rompimento da barragem da Vale, no dia 25 de janeiro.

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O Inhotim vai funcionar até as 17h30. No início do dia, a instituição fez um minuto de silêncio em respeito a quem perdeu a vida no desastre. Até as 11h, o Inhotim já havia recebido mil visitantes.

Visitantes e funcionários do Instituto e Museu Inhotim fazem um minuto de silêncio neste sábado (9) em homenagem às vítimas de Brumadinho — Foto: Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo

Inicialmente, o local ficaria fechado até o dia 31 de janeiro, mas o prazo acabou aumentado. A assessoria apontou que o instituto terá “um papel importante” na recuperação da cidade e na superação da tragédia.

“O rompimento da barragem não atingiu fisicamente as dependências do Museu, mas abalou profundamente a equipe. Dos aproximadamente 600 funcionários do Instituto, 80% moram na região e 41 têm familiares desaparecidos ou com óbito confirmado”, disse em nota.

Visitantes do Inhotim fizeram um minuto de silêncio — Foto: Reprodução/TV Globo

 

 

Por G1 Minas — Belo Horizonte

Bancada evangélica reage à ‘pauta de costumes’ do STF Foto: Dida Sampaio / Estadão Dias Toffoli A pauta de costumes prevista para ir a julgamento no Supremo Tribunal Federal provocou reação de parlamentares da bancada evangélica. Nesta terça-feira, 12, em reunião com o presidente da Corte, Dias Toffoli, eles pressionaram para que o julgamento sobre criminalização da homofobia, marcado para esta quarta-feira, 13, fosse adiado. Toffoli manteve as ações na pauta, mas auxiliares do STF temem que a discussão abra uma crise com o Congresso em um momento em que parlamentares se mobilizam contra o chamado “ativismo judicial”. Enquanto isso, no Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), desengavetou projeto que proíbe o aborto em qualquer situação, o que tornaria mais rígida a legislação atual. A proposta, que havia sido arquivada, volta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser discutida. “O projeto deve ir para as comissões, ter o debate, colocar o País para discutir, mas não entrarmos nesse processo de avestruzamento, que é enfiar a cabeça debaixo da terra e dizer que não vamos tomar conhecimento, e depois ficarmos dizendo: ‘Olha, o Supremo foi lá e interpretou’”, disse o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP). A iniciativa tem como objetivo se antecipar a outro julgamento no STF, previsto para maio, em que os ministros analisarão ação que tenta abrir mais uma condição para aborto legal no País, incluindo a possibilidade a grávidas infectadas com zika. Atualmente, a interrupção da gravidez só é permitida em caso de violência sexual, se há risco de vida para a mãe ou se o feto é anencéfalo. Defensores da medida dizem que a PEC não afeta estes casos, apenas veda novas exceções, como a que será discutida no STF. Para Alcolumbre, a proposta não é uma afronta ao Supremo. “O Senado está trabalhando como poder instituído”, disse. O Estado apurou que, no caso das ações sobre homofobia, a expectativa é de que a maioria dos ministros do STF concorde com a omissão do Congresso, mas não devem fixar prazo para os parlamentares aprovarem uma legislação criminal sobre o tema. Isso porque o objetivo das ações é equiparar a homofobia ao racismo, o que torna o debate mais complexo na área penal, na avaliação de um ministro. Um pedido de vista (mais tempo para análise) pode interromper a discussão. Estadão