A Gente diz

Ativista do movimento Duplica Sudoeste desabafa: “Vivenciamos uma Bahia desprezada”

 

A população de Vitória da Conquista, representada por lideranças políticas, setores do comércio, indústria e serviços, além de diversas entidades sociais, tem cobrado dos governos estadual e federal posicionamentos sobre demandas urgentes para destravar o crescimento de Vitória da Conquista e região.

Entre as pautas prioritárias estão: a duplicação da Rio-Bahia (BR-116), no perímetro   – Encruzilhada eté Poções; a construção de viadutos nas rotatórias do Anel Viário – rotatória Lagoa das Flores, nos das  saídas para Brumado e de Barra do Choça e Itambé e Campinhos); a construção da Barragem do Rio Pardo e, mais recentemente, o Hospital Universitário. Embora essas propostas tenham sido objeto de debates e manifestações com a presença de autoridades da União e do Estado, quase nada avançou no cronograma de execuções.

O empresário e ativista José Maria Caires, que há décadas lidera os movimentos: Conquista pode mais e Duplica Sudoeste, afirma em tom de desabafo: “Vivenciamos uma Bahia desprezada”. Segundo ele, essa realidade não se restringe à gestão atual. “Os sucessivos governos baianos sempre deram as costas para o interior; é algo secular”, conclui Caires.

Segue artigo por José Maria Caires.

BAHIA DE COSTAS PARA O INTERIOR DO ESTADO.

A ideia de que a Bahia foi “construída de costas para o interior” vem do período colonial. Durante séculos, o desenvolvimento se concentrou no litoral, especialmente em cidades como Salvador e Camaçari.

Os portugueses chegaram pelo mar e organizaram tudo a partir da costa.

No interior do Estado a sociedade vem cobrando a DUPLICAÇÃO DA BR-116 e está sempre em terceiro ou quarto plano.

A Barragem do Rio Pardo, uma reivindicação de 100 anos, que será a redenção do Sudoeste da Bahia até o projeto está esquecido.

Ora, ora se um Viaduto na saída de Itambé aqui na URBIS VI orçado em R$ 40 milhões, ainda continua na promessa.

Mas, R$ 2 bilhões para construir O Tramo IV da Linha 1 do Metrô de Salvador conectando a Estação da Lapa ao Campo Grande, com MIL E CEM METROS subterrâneo, para melhorar a mobilidade no centro ao circuito do Carnaval, é possível.

Portanto não é só atual governo que a BAHIA sempre deu as costas pra o interior, é secular.

JOSE MARIA CAIRES
DUPLICA SUDOESTE