Rui Costa reafirma que a escolha
do vice é exclusiva do governador, que deve ter tempo para refletir sobre a melhor estratégia eleitoral. |
A indefinição sobre o nome que vai compor como vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) segue movimentando os bastidores da política baiana e alimentando especulações dentro da base aliada. Em meio à pressão de partidos e lideranças por espaço, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), reforçou nesta sexta-feira (27) que a decisão cabe exclusivamente ao governador e que o tempo de escolha deve ser respeitado.
“Não, a decisão da chapa, como eu disse hoje, cabe exclusivamente ao governador, até porque o vice é dele. E ele vai definir o vício dele. O que eu defendi e defendo é que o governador tenha o tempo para refletir, para fazer a composição e para adotar a melhor estratégia para ganhar a eleição. Não se trata de capricho de ninguém, se trata de escolher a melhor opção para ganhar a eleição, que todo mundo quer”, afirmou Rui.
A declaração foi dada durante evento no Parque de Exposições de Salvador, onde Jerônimo e Rui anunciaram um pacote de obras e serviços para todo o estado, com autorização de licitações e assinatura de ordens de serviço em diversas áreas.
Jerônimo ofereceu vice a diversos políticos
Nos últimos dias, o debate sobre a vaga de vice tem ganhado força, especialmente diante das articulações de partidos da base que buscam ampliar protagonismo na chapa majoritária. Siglas como PSD, PP e MDB são frequentemente citadas nas conversas de bastidores, cada uma defendendo espaço na composição.
A postura tem irritado especialmente o comando do MDB, que atualmente ocupa a vaga com Geraldo Júnior. O ex-ministro Geddel Vieira Lima passou a mandar recados recentes cobrando um posicionamento.
Apesar da pressão, interlocutores do governo indicam que Jerônimo tem adotado cautela para evitar ruídos internos e garantir uma escolha que fortaleça a coalizão para 2026.
A estratégia passa por equilibrar interesses políticos, garantir capilaridade eleitoral e manter a unidade do grupo, considerado um dos principais ativos do atual governo. A expectativa é que a definição ocorra apenas após a consolidação da janela partidária, no início de abril.

