Governador parabeniza servidores públicos pelo seu dia
Os funcionários públicos estaduais recebem uma mensagem do governador Jaques Wagner no programa Conversa com o Governador desta terça-feira (28), quando é comemorado o Dia do Servidor. “Quero deixar aqui primeiro o meu agradecimento, porque, afinal de contas, tudo o que acontece no Estado, do ponto de vista do Governo, quem faz é o servidor público”.
O governador também comenta sobre a inauguração de uma fábrica de embalagens para colheita de algodão em Feira de Santana, nesta terça-feira, e de mais um trecho de estrada, na quarta (29), beneficiando os municípios de Abaíra, Jussiape, Rio de Contas, Livramento de Nossa Senhora e Piatã.
Wagner fala ainda da sua participação, nesta terça, da abertura do 3º Encontro Estudantil Todos pela Escola, na Arena Fonte Nova, em Salvador, e da abertura da 28ª Edição do Salão do Automóvel de São Paulo, na próxima quinta-feira (30). O governador encerra o programa parabenizando a presidente Dilma Rousseff por ter vencido as eleições e os baianos, pela realização do processo eleitoral de forma pacífica e organizada.
Sobre a política de valorização do funcionalismo público, o governador disse que houve um esforço de sua gestão e “que há o reconhecimento de que ao longo desses oito anos nós conseguimos organizar carreiras, dar um reajuste sempre acima da inflação, com ganho real bastante significativo e resolver uma série de problemas que eram pendentes”. Entre as melhorias, a criação do Fundo de Previdência, que não existia na Bahia, garantindo a tranquilidade de quem vai se aposentar. Para Wagner, “o governador Rui Costa continuará nesse processo de valorização do servidor público estadual”.
Fábrica de embalagens e estrada
Ao comentar as inaugurações desta semana, Wagner diz que a Tama Brasil começa suas atividades nesta terça-feira, em Feira de Santana, e vai produzir embalagens específicas para o beneficiamento do algodão. “Nosso Estado é um dos grandes produtores de algodão. Essa fábrica foi um investimento de R$ 54 milhões, além de viabilizar a não importação desse produto”.
Na quarta-feira, Wagner estará em Abaíra e Jussiape para a entrega da BA-148 que teve quase R$ 34 milhões de investimento, vai atender uma população de aproximadamente 145 mil habitantes, não só das duas cidades, mas de quem circula na região. “Tenho certeza que será uma grande festa, tanto em Abaíra quanto em Jussiape”, comemora.
Todos pela Escola e Salão do Automóvel
Ao destacar sua participação, na quarta-feira, do Encontro Todos pela Escola, o governador afirma que o governo tem obtido bons resultados na melhoria da educação na Bahia. “Não cuidando apenas daquela parte que legalmente, constitucionalmente, é obrigação do Estado, mas também estendendo as mãos do Governo do Estado para o Ensino Fundamental, no sentido de melhorar o começo da vida estudantil, desde a creche até a universidade”.
Wagner encerra o programa falando de sua participação no 28º Salão Internacional do Automóvel, na quinta-feira (30), em São Paulo. “A gente tem a Ford já funcionando aqui, há a expectativa da chegada da JAC [Motors] e da Foton aqui também, então eu não poderia deixar de estar presente em um evento, que é o mais significativo na área da indústria automobilística do País”.
O governador informa que a presidente Dilma Rousseff também deve participar do Salão do Automóvel. “Então, quero agradecer a todos, parabenizar, desejar a ela um ótimo governo. Que ela continue fazendo mais e melhor por todo o povo brasileiro, particularmente […] por aqueles que mais precisam. Não tenho dúvida que poderá ajudar o próximo governador, Rui Costa, a fazer um belo trabalho aqui na Bahia também”.
Aécio diz que parabenizou Dilma pela vitória e que sai da campanha com ‘missão cumprida’
Governador Eleito Rui Costa, em entrevista pontua as três áreas consideradas prioritárias nos primeiros meses de seu governo -saúde, segurança pública e educação.

Eu preparei um programa de governo que eu divulguei amplamente. Está disponível na internet. Registrei na Justiça Eleitoral. E o que eu vou fazer do primeiro ao último dia é cumprir e buscar com toda a dedicação e muito trabalho aquele programa de governo. As primeiras medidas serão voltadas para a saúde, para a segurança pública e para a educação. Evidente que iremos cuidar de todas as áreas, mas estas, eu diria, têm um caráter mais emergencial e as primeiras ações, as primeiras medidas, as primeiras reuniões que eu irei fazer serão dessas três áreas. Evidentemente, cuidando destas três áreas e a escolha do secretariado é apenas uma questão… a decisão precisa ser tomada de uma forma muito madura. E eu quero evitar esse período de especulações. Eu não iniciei nenhuma conversa ainda com ninguém, com nenhum partido político e não irei iniciar antes do mês de novembro. Até o dia 26 eu estarei na campanha de Dilma, vou tirar duas semanas para descansar com a minha família e só após isso eu vou reunir a equipe de transição e iniciar o diálogo com todas as lideranças e todos os partidos sobre a composição do governo e eu anuncio até … provavelmente, o dia 10 de dezembro o secretariado para que todos tenham, pelo menos, 20 dias para fazer a transição para discutir os elementos de passagem do governo.
Na área da saúde eu já pedi para se fazer um diagnóstico do que pode ser melhorado em curto prazo do ponto de vista da gestão, da economia de recurso, da otimização e do aumento da produtividade e do atendimento. Ou seja, temos uma estrutura instalada na rede estadual e temos uma rede municipal, uma privada e filantrópica. Então, eu diagnosticarei até dezembro o que com essa rede existente eu posso já, no primeiro semestre do próximo ano, aumentar o atendimento e exames da população. Ou seja, independente das construções de hospitais que eu irei fazer, e o primeiro será construído em Feira de Santana, e a obra será iniciada ainda no primeiro semestre de 2015, eu já quero tomar medidas de otimizar as estruturas existentes para fazer mais exames e mais consultas com a mesma estrutura já nos primeiros meses de 2015.

O processo de industrialização da Bahia se alicerçou na produção de insumos e de matérias primas cujo beneficiamento é feito, na sua maioria, no sudeste. Queremos aumentar a verticalização da cadeia produtiva. Significa o quê? Por exemplo, estou implantando no pólo petroquímico um grande projeto de acrílicos da BASF. Um investimento de R$ 1,3 bilhão. Com esses produtos intermediários, químicos e plásticos, eu posso produzir aqui na Bahia e no Nordeste fraldas descartáveis e camisa, porque no oeste tenho algodão e poliéster. Então, essas camisas que usamos com esses materiais podem ser feitos aqui na Bahia, onde já temos as duas matérias primas. Eu posso montar aqui na Bahia duas indústrias têxteis e usar as duas matérias primas ao invés de mandar o algodão e o poliéster pra o sudeste ou, pelo menos, para outro país. O que tentaremos fazer é tentar aproveitar todas as cadeias produtivas da indústria e da agroindústria para produzir aqui na Bahia. Um exemplo, o que temos como exemplo aqui é o umbu, que é até a agricultura familiar aqui faz. Nós temos aqui duas produções industriais de beneficiamento do umbu em que a maioria da produção é exportada. Com comporta de umbu, suco, geléia etc. Um no município de Uauá e outro no município de Manoel Vitorino. Da grande indústria à produção familiar nós queremos verticalizar e estruturar as cadeias produtivas. A energia eólica, por exemplo. Já que a Bahia tem um potencial, montamos todas as indústrias que produzem, a torre, as pás, o gerador…. Tudo aqui na Bahia. O que tentaremos fazer é justamente isso. Temos agora o pólo industrial que vai montar navios no recôncavo. O estaleiro. O que nós queremos fazer junto do estaleiro? Montar um pólo do recôncavo. Pra quê esse pólo? Pra produzir peças para fornecer ao estaleiro. Ao invés das peças virem de outros países ou estados, nós queremos ter um pólo industrial aqui de junto que produza para fornecer o estaleiro. Essa é a estratégia que iremos adotar, para o adensamento da verticalização das cadeias produtivas.
Eu acho que a política interferiu nisso. Espero que passada a eleição volte somente a racionalidade e a gestão administrativa, porque na minha opinião teve intervenção política neste processo.
Os prazos estão mantidos. Eu quero tranquilizar o povo da Bahia que, até o final do meu mandato, nós vamos inaugurar todas as estações previstas no projeto e Salvador terá 41 km de extensão do metrô dentro do meu mandato eu terei o orgulho e o prazer de estar junto com vocês, jornalistas, inaugurando cada estação e a cada estação pronta o povo já vai começar a usar. Não precisa esperar todo o trecho. Então Pirajá vai ficar pronta e será logo usada. A próxima estação vai ser o do Detran já da linha 2. Então, assim que ficar pronta, a população vai usar. Então assim, sucessivamente, a cada período nós vamos ter uma inauguração de uma estação e o povo vai utilizar tanto a linha 1 quanto a linha 2.
26/10/2014 –
Como enfrentar as redes sociais em véspera de eleição
Época –
Redes sociais são, o tempo todo, palco de manifestações inflamadas – sobre futebol, celebridades, economia, a vida dos outros. O cenário esquenta mais ainda quando nos aproximamos de momentos de tensão coletiva, como o segundo turno das eleições para presidente e governadores de vários estados. É difícil encontrar quem não esteja ao menos incomodado com as manifestações de algum amigo ou parente no Facebook, no Whatsapp, no Twitter. Há até quem tenha desfeito amizades.
Se você se enquadra no grupo dos preocupados com seus relacionamentos em tempos de radicalismo político na internet, aqui vai uma receita para superar o período difícil. Ouvimos psicólogos e especialistas em mídias sociais que nos ajudaram a criar um “manual de administração de relacionamentos nas redes sociais para períodos de tensão coletiva”. Use-o antes de eleições e jogos de futebol importantes.
- Não seja o tio bêbado virtual
O psicólogo Pedro Del Picchia, mestre em Comunicação com dissertação sobre redes sociais, tem uma analogia interessante: considera que navegar muito nas redes sociais causa um efeito parecido com o de consumo de álcool ou drogas. O usuário perde as inibições, perde discernimento, torna-se mais agressivo e fala (ou escreve) mais rapidamente do que pensa. Parece o seu tio normalmente engraçado, mas que fica bêbado no churrasco e começa a gritar “Bom mesmo era no tempo da ditadura!”. Há coisas que você não deveria pensar. E, se pensa, não deveria manifestar.
- Conte até 30
Serve para a vida real e a virtual. Experimente fazer um exercício: ao escrever um texto inflamado no Facebook ou uma mensagem ríspida no Whatsapp, não envie. Pare de olhar para o computador ou celular por 30 segundos. Levante da mesa ou do sofá, tome água. Volte, releia o que escreveu. Vale mesmo a pena publicar? Você não está se expondo demais? Não estará ofendendo alguém? Depois do exercício, tome sua decisão. Um palpite: com essa técnica, você passará a desistir de publicar ao menos um em cada três textos que escrever.
- Escolha as brigas certas
O ideal é não brigar. Mas se for para entrar em alguma discussão que vale a pena, escolha bem com quem travará um embate — especialmente se for público. Tem gente disposta a provocar e ou criar polêmica apenas para conseguir mais curtidas e comentários. Fuja desses tipos.
- Não faça comentários preconceituosos e generalizantes
Clássicos na categoria são “Como é que pode, o sujeito estudou, tem pós graduação e vai votar em X” ou “Pensei que o sujeito tinha sensibilidade para os problemas do país, mas vai votar em Y”. Talvez o alvo da provocação seja alguém específico, mas ele ofenderá todo mundo que vai votar em X ou Y, ignorando os diferentes motivos que levaram cada um a tomar suas decisões. O mesmo vale para as brincadeiras entre amigos que fazem ironia com preconceitos. Amigos próximos podem dar, uns aos outros, o direito de brincar com o gênero, etnia, orientação sexual, hábitos e características dos integrantes desse círculo restrito. Mas essa “autorização” não vale para manifestações públicas, como publicar mensagens abertas numa rede social. Quem estiver lendo e não fizer parte do círculo terá razão em se sentir ofendido e em formar um juízo de valor nada elogioso sobre quem faz a piada.
- Verifique a veracidade do que compartilha
Um dos hábitos mais irritantes dos primeiros usuários de e-mail era repassar automaticamente o que recebiam – o espírito era “na dúvida, melhor repassar”. Errado. Na dúvida, interrompa a corrente, porque o hábito piora muito a vida nas redes sociais. Será que o ator Wagner Moura publicou mesmo uma foto dele vestido de Capitão Nascimento bradando “Pede pra sair!” a um candidato? A foto da multidão é de passeata pró candidato ou do réveillon em Copacabana? Antes de compartilhar, cheque de onde vem a informação e atribua os créditos corretos dos autores dos textos. Há muita besteira circulando pela rede. Não passe vergonha.
- Desligue a metralhadora de links
Discordar da postagem de alguém com uma resposta clara e sucinta é uma ótima forma de começar uma discussão saudável. Um texto um pouco maior e um ou dois links de fontes confiáveis está dentro das regras de etiqueta virtual. Evite, porém, publicar uma sequência de links de sites e blogs que contrariem a tese do seu amigo. Você poluirá a linha do tempo de todo mundo. Ninguém tem tempo sobrando para clicar em link por link e ler tudo só para entender o seu raciocínio. Se você não consegue resumi-lo num comentário sintético e coerente, é você quem precisa ler mais e pensar melhor.
- Evite textos gigantes e redundantes.
Falando sério. Nem sua mãe vai ler.
- Comentário publicado é como filho que sai de casa
Ao publicar um texto, você perde o controle de quem irá ter contato com ele e como ele será interpretado e usado. Desconhecidos irão comentar, compartilhar, capturar a imagem da tela, usar fora de contexto, adaptar, fingir que é deles, colocar em fóruns e, quem sabe, em boca de sapo. Você e seu texto estão maduros o suficiente para essa separação?
- Não seja um inquisidor
Se você não tem problema algum em declarar o seu voto em público, que bom para você. Tem gente que não é assim, e o voto é secreto. Não coloque seus amigos na parede, se eles não se sentem confortáveis revelando o voto ou se não se sentem seguros a respeito de qual candidato escolher. Se você é do tipo que não contém a curiosidade e o amigo é próximo, insista apenas em conversa privada. E o voto dele continuará a ser um segredo que você tem de saber guardar.
- Respeite a página alheia
Entrar na página de um candidato a presidente para dizer o que você pensa de forma mais ríspida não deverá trazer grandes problemas. Afinal, estamos numa democracia. Mas cuidado ao reagir àquelas mensagens de amigos de amigos que aparecem de repente para você. Isso ocorre quando algum amigo seu comentou um texto alheio e aberto. Você pode arrumar uma briga com um desconhecido e com o amigo (que talvez até concorde com a sua posição política).
Legião em defesa do crime – Sede da Revista Veja é vandalizada e depredada por militantes petistas
Candidata à reeleição, Dilma classificou a reportagem de “terrorismo eleitoral” e disse que a revista “agride nossa tradição democrática” ao publicar as acusações do doleiro “sem prova concreta”.
O grupo jogou lixo do lado de dentro do prédio, fez pichações e colocou uma faixa com o escrito: “Veja mente! Pig”. Os manifestantes também gritaram que a revista prega o ódio contra os nordestinos. A PM foi chamada e por volta das 20h o protesto acabou.
Candidatos fizeram o último debate da campanha na Rede Globo
Candidatos fizeram o último debate da campanha na Rede Globo
As denúncias apresentadas na última edição da revista Veja, segundo a qual o doleiro Alberto Youssef diz que a presidenciável Dilma Roussef (PT) e o ex-presidente Lula (PT) tinham, supostamente, conhecimento do desvio de verbas na Petrobras, abriram o debate entre os presidenciáveis realizado, nesta sexya-feira. 24, à noite, pela Rede Globo. O candidato tucano Aécio Neves começou o debate dizendo que esta seria a mais sórdida das campanhas presidenciais após de democratização. A candidata petista, por sua vez, desqualificou a matéria da Veja: “A revista faz sistemática oposição a mim e faz esta calúnia, sem provas”, disse a petista. A presidente, candidata à reeleição, disse que se defenderá na justiça e que a revista Veja tem hábito de tentar dar “golpe eleitoral”, o que teria acontecido, segundo ela, nas campanhas de 2002, 2006 e 2010, quando os petistas venceram a disputa pelo Palácio do Planalto. Ainda na primeira rodada de perguntas, Aécio citou matéria da revista IstoÉ, que acusa a campanha petista de se fiar em mentiras. E atacou: “A sede de seu partido (o PT) no Rio distribui boletins apócrifos. No Nordeste, carros de som anunciam que o eleitor que votar em mim será desligado do Bolsa Família”. A presidente Dilma voltou, então, a desqualificar as duas revistas. “Tenho respeito pela imprensa, mas o senhor (candidato Aécio) cita duas revistas que sabemos para quem fazem campanha”. Meu banho, minha vida A candidata petista usou a crise de desabastecimento em São Paulo para atacar o adversário tucano. Na avaliação de Dilma, houve falhas de planejamento do governo tucano naquele estado. A candidata disse que, diante da situação, via-se obrigada a concordar com o humorista José Simão. “Temos que ter o programa ´Meu banho minha vida”, gracejou a presidente, numa referência ao programa que é carro-chefe de sua campanha: o Minha Casa Minha Vida. Aécio Neves, porém, devolveu a acusação de que a falta de planejamento foi do governo federal, que teria falhado na condição da crise hídrica por meio da Agência Nacional de Águas (ANA). Segundo o tucano, o órgãos, como outros na gestão petistas, foram aparelhados e não atuaram segundo sua função específica, mas para atender a interesses partidários. “Não tivemos a parceria da ANA. Seu candidato em São Paulo (Alexandre Padilha), buscou demonizar a ação do governador Geraldo Alckmin, mas o eleitorado deu a resposta”, disse. Mensalão O caso do Mensalão também voltou ao debate, quando Aécio perguntou a Dilma se, para ela, o ex-ministro José Dirceu, condenado no processo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), seria considerado por ela um herói. Dilma então mencionou que os implicados no mensalão mineiro não foram julgados ou condenados, como o tucano Eduardo Azeredo. “O mensalão do seu partido não teve condenados ou punidos”, disse Dilma. Já Aécio disse que o julgamento do caso poderia trazer constrangimentos a Dilma. Ele disse que Valfrido Mares Guia, implicado no caso, voou com Dilma há uma semana. Nas considerações finais, Aécio Neves fez referência a uma citação do Apóstolo São Paulo. “Travei o bom combate, falei a verdade e jamais traí minha fé”, disse. A frase do apóstolo, na II Carta a Timóteo: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé”. Católicos e evangélicos, nas redes sociais, entenderam a mensagem e a replicaram.
Concurso Público: Prefeitura realiza quinta convocação
Dilma e Lula sabiam de tudo, diz Alberto Youssef à Polícia Federal
Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada.
Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, pôs os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se colocou à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado desde março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, o cabelo raspado e não cultiva mais a barba.
O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:
— O Planalto sabia de tudo!
— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.
— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.
Conheça, nesta edição de VEJA, os detalhes do depoimento que Alberto Youssef prestou às autoridades.












