A Gente diz

Aécio diz que parabenizou Dilma pela vitória e que sai da campanha com ‘missão cumprida’

aercio

Foto: Divulgação
Ao som de “Aécio guerreiro, orgulho brasileiro”, o candidato Aécio Neves (PSDB), derrotado na eleição deste domingo por Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência da República, agradeceu os quase 51 milhões de votos que recebeu que o “permitiram voltar a sonhar com a construção de um novo projeto”​. “Cumprimentei agora a pouco a presidente reeleita e desejei sucesso em seu próximo mandato”, contou. Segundo o tucano, a prioridade agora deve ser unir o Brasil em um projeto que “dignifique” os brasileiros. Emocionado, Aécio agradeceu, ainda, os membros do partido e seu candidato a vice-presidente, Aloysio Nunes (PSDB) e disse sair da campanha com o sentimento de “missão cumprida”. “Saio desta campanha mais vivo do que nunca, mais sonhador do que nunca, com sentimento de que cumprimos nosso papel”, defendeu. Presente durante o discurso feito em Belo Horizonte (MG), o senador eleito por São Paulo, José Serra, confessou estar “triste” com o resultado. “Lógico [que estou triste]! Em São Paulo ele mostrou estar à frente… Aliás, teve uma votação extraordinária, mas infelizmente na média não deu”, afirmou.

Dilma é reeleita na disputa mais apertada da história; PT ganha 4º mandato

12mai2014---a-presidente-dilma-rousseff-discursou-durante-cerimonia-de-assinatura-das-ordens-de-inicio-das-obras-de-duplicacao-da-br-381-trecho-de-belo-horizonte-a-governador-Dilma cresce na reta final, é reeleita e emplaca quarto mandato do PT – Notícias – UOL Eleições 2014

  • Com a vitória de Dilma Rousseff, o PT chega ao 4° mandato seguido no governo federal

Após uma campanha de intensa polarização no segundo turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita neste domingo (26) e impediu a virada do senador mineiro Aécio Neves, candidato do PSDB – nunca um candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno foi eleito presidente do Brasil.

Por volta da 20h30, com 98% das urnas apuradas, Dilma tinha 51,45% dos votos e Aécio, 48,55%. A diferença de votos era de 3 milhões. Essa foi a menor diferença de votos em um segundo turno desde a redemocratização.

Antes disso, a disputa mais apertada foi em 1989, quando Fernando Collor de Mello (então no PRN) venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 4 milhões de votos. Na época, Collor teve 53,03% contra 46,97% de Lula.

Nas outras eleições presidenciais decididas em duas etapas, a diferença entre o vencedor e o segundo colocado foi maior. Em 2002, Lula teve 19,4 milhões de votos a mais do que José Serra (PSDB). Quatro anos depois, Lula foi reeleito com uma margem ainda maior: 20,7 milhões de votos a mais do que Geraldo Alckmin (PSDB). Já na última eleição, a diferença voltou a se estreitar, e Dilma bateu Serra por 12 milhões de votos.

Com a vitória, o Partido dos Trabalhadores vai para o quarto mandato seguido e deverá completar 16 anos à frente do governo federal.

Primeira mulher a presidir o país, a petista liderou a votação no primeiro turno, mas passou a maior parte da campanha do segundo turno em situação de empate técnico com Aécio nas pesquisas de intenção de voto.

É a quarta derrota seguida que o PT impõe aos tucanos nas eleições presidenciais. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma venceram José Serra – duas vezes — e Geraldo Alckmin nas eleições de 2002, 2006 e 2010.

Com Dilma, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) também foi reeleito. Os dois tomarão posse do novo mandato em 1º de janeiro de 2015.

Nascida em Belo Horizonte (MG) em 14 de dezembro de 1947, Dilma tem 66 anos, é divorciada, tem uma filha e um neto. Durante a ditadura militar (1964-1985), integrou organizações como a VAR-Palmares, que defendia a luta armada. Ficou presa entre 1970 e 1972 e foi torturada.

Depois de solta, mudou-se para Porto Alegre com o companheiro Carlos Araújo e formou-se em ciências econômicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Iniciou o mestrado em economia na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), mas não concluiu.

No período final da ditadura, ajudou a fundar o PDT no Rio Grande do Sul. Trabalhou na Fundação de Economia e Estatística, na Assembleia Legislativa do Estado e na Câmara Municipal da capital gaúcha.

Nos anos 80, foi secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre. Na década seguinte, atuou como secretária de Minas e Energia do governo gaúcho. Filiou-se ao PT em 2001 e integrou o governo Lula desde o início, em 2003. Foi ministra de Minas e Energia e, depois, ministra-chefe da Casa Civil.

Indicada por Lula, disputou sua primeira eleição em 2010 e já como candidata a presidente. Foi ao segundo turno contra José Serra (PSDB) e, com 55,7 milhões de votos, tornou-se a primeira mulher eleita presidente na história do país.

Tomou posse em 1º de janeiro de 2011 e teve altos índices de aprovação nos primeiros anos de gestão. Em março de 2013, a aprovação ao modo de governar da presidente atingiu o recorde de 79%, de acordo com pesquisa CNI/Ibope.

Entre as realizações de seu primeiro mandato, estão o programa Mais Médicos, o Pronatec (Programa Nacional Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), a expansão do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e investimentos em obras de infraestrutura e mobilidade. Em setembro, o governo comemorou a exclusão do país do Mapa da Fome da ONU (Organização das Nações Unidas).

Protestos, denúncias e problemas na economia

A avaliação do governo piorou após os protestos de junho de 2013, mas os levantamentos continuaram a apontar o favoritismo de Dilma na disputa eleitoral.

A petista passou o ano de 2014 enfrentando denúncias relacionadas à Petrobras, envolvendo o ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal. Ele é suspeito de operar um esquema de desvio de recursos da estatal, com o envolvimento de políticos e partidos.

A presidente também enfrentou críticas em relação à condução da política econômica. O PIB (Produto Interno Bruto) do país teve um crescimento médio de 2% por ano entre 2011 e 2013, o nível mais baixo desde o governo Collor. Nos dois primeiros trimestres de 2014, os resultados do indicador foram negativos, o que deixou o país em uma recessão técnica.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses ficou acima do limite máximo da meta do governo, que é de 6,5%. Dilma atribuiu os problemas à crise econômica internacional e afirmou que a condução da política economia teve o mérito de preservar o nível de emprego no país.

Campanha tensa

Durante a campanha do primeiro turno, as pesquisas de intenção de voto chegaram a apontar uma ameaça ao favoritismo de Dilma para conseguir a reeleição. Isso aconteceu entre o fim de agosto e o começo de setembro, quando a ex-senadora Marina Silva foi oficializada como candidata a presidente pelo PSB, após a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Quando Marina cresceu nas pesquisas, a campanha petista procurou desgastar a imagem da candidata do PSB. A estratégia surtiu efeitos nos dois momentos, com o aumento da rejeição aos nomes da ex-senadora e do tucano.

Marina e outros candidatos derrotados no primeiro turno, como Pastor Everaldo (PSC)Eduardo Jorge (PV)Levy Fidelix (PRTB) e José Maria Eymael (PSDC), preferiram apoiar Aécio na reta final.

Dilma não obteve o apoio formal de partidos de fora de sua coligação, mas conseguiu atrair o ex-presidente do PSB Roberto Amaral. Apesar das dificuldades, a aprovação a seu governo voltou a crescer ao longo da campanha eleitoral.

No segundo turno, com o eleitorado dividido, os primeiros encontros entre Dilma e Aécio nos debates presidenciais foram marcados por muita tensão, com discussões agressivas sobre casos de corrupção. Enquanto o senador mineiro citava a denúncia de desvio de recursos da Petrobras, a presidente apontava casos envolvendo o PSDB, como o mensalão tucano; o fato de o governo mineiro ter construído um aeroporto dentro da fazenda de Múcio Tolentino, tio de Aécio; e acusações de nepotismo.

Ao fim do encontro promovido pelo UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan, no último dia 16, a presidente admitiu que o debate havia sido “renhido” e chegou a passar mal quando concedia uma entrevista.

Desafios

Um primeiro desafio para Dilma é como lidar com um país dividido. Esta foi a eleição presidencial mais disputada desde 1989. O tom elevado das duas campanhas, especialmente na reta final, pode fazer com que o diálogo entre a presidente eleita e a oposição fique mais difícil. Para Josias de Souza, blogueiro do UOL, a disputa deixou “um rastro pegajoso de rancor e incompreensões; na oposição, PT ou PSDB tendem a elevar o tom“.

Alguns dos temas abordados com mais veemência nesta eleição não acabaram com a votação de hoje, como a corrupção na Petrobras. As investigações devem avançar em 2015 e podem abalar o PT e partidos da base aliada. No último dia 18, Dilma admitiu que houve desvios de recursos na estatal e prometeu buscar o ressarcimento dos cofres públicos.

Dilma precisará de um novo ministro da Fazenda, que terá o desafio de reaquecer a economia e combater a inflação, sem elevar a taxa de desemprego. Durante a disputa eleitoral, a presidente afirmou que o ministro Guido Mantega não continuará no cargo. O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, deve permanecer como figura influente no governo.

Entre as propostas que Dilma apresentou durante a campanha, está a criação de uma Academia Nacional de Segurança Pública para a formação de policiais. O programa de governo prevê o fortalecimento do controle de fronteiras e de ações de combate a organizações criminosas e à lavagem de dinheiro.

Para levar adiante as medidas propostas, é importante ter maioria no Congresso. A aprovação de projetos de lei depende de maioria simples, ou seja, precisa contar com o apoio de 257 deputados e de 41 senadores. Para promover mudanças na Constituição, são necessários 308 votos na Câmara e 49 no Senado.

A coligação de Dilma — formada por PT, PMDB, PSD, PP, PR, PRB, PDT, PROS e PC do B — elegeu 304 deputados federais e 51 senadores. Ou seja, em tese, ela tem maioria no Congresso, mas precisa evitar deserções de parlamentares da base e conseguir mais alguns votos na Câmara caso pretenda fazer alterações na Constituição.

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26.out.2014 – Simpatizantes e militantes do PT aguardam a chegada da presidente Dilma Rousseff, que fará um pronunciamento após a divulgação do resultado das eleições 2014, no hotel Royal Tulip, em Brasília, neste domingo (26) Ed Ferreira/Estadão Conteúdo
  • Partido: PT
  • Nascimento: 14/12/1947, em Belo Horizonte (MG)
  • Ocupação: Presidente da República
  • Vice: Michel Temer (PMDB)
  • Coligação: Com a força do povo (PT / PMDB / PSD / PP / PR / PROS / PDT / PC do B / PRB)

Governador Eleito Rui Costa, em entrevista pontua as três áreas consideradas prioritárias nos primeiros meses de seu governo -saúde, segurança pública e educação.


Rui Costa —

governador eleito Bahia

O governador eleito no último dia 5, Rui Costa (PT), foi entrevistado pelo Bahia Notícias em meio ao evento de apoio da candidatura de Dilma Rousseff (PT), no último dia 16. Ele elenca as três áreas consideradas prioritárias nos primeiros meses de seu governo (saúde, segurança pública e educação) e, diante de especulações sobre possíveis nomes para as secretarias, declarou que os terá somente em dezembro e nada ainda foi conversado. Em relação a uma possível eleição de Aécio Neves, Rui é bem taxativo ao perfilar os seus adversários tucanos. “A má vontade do PSDB com o nordeste é histórica e está presente nos dias de hoje”, comenta o governador da Bahia a partir de 2015. Costa aponta a interferência política como o principal motivo do adiamento da operação comercial, contudo, garante que os prazos das obras não foram prejudicados.  
O senhor tem falado nas entrevistas que não pretende até agora fazer nenhuma especulação sobre os nomes das secretarias. O que o senhor acha que o seu eleitor pode esperar nos primeiros meses do governo?
Eu preparei um programa de governo que eu divulguei amplamente. Está disponível na internet. Registrei na Justiça Eleitoral. E o que eu vou fazer do primeiro ao último dia é cumprir e buscar com toda a dedicação e muito trabalho aquele programa de governo. As primeiras medidas serão voltadas para a saúde, para a segurança pública e para a educação. Evidente que iremos cuidar de todas as áreas, mas estas, eu diria, têm um caráter mais emergencial e as primeiras ações, as primeiras medidas, as primeiras reuniões que eu irei fazer serão dessas três áreas. Evidentemente, cuidando destas três áreas e a escolha do secretariado é apenas uma questão… a decisão precisa ser tomada de uma forma muito madura. E eu quero evitar esse período de especulações. Eu não iniciei nenhuma conversa ainda com ninguém, com nenhum partido político e não irei iniciar antes do mês de novembro. Até o dia 26 eu estarei na campanha de Dilma, vou tirar duas semanas para descansar com a minha família e só após isso eu vou reunir a equipe de transição e iniciar o diálogo com todas as lideranças e todos os partidos sobre a composição do governo e eu anuncio até … provavelmente, o dia 10 de dezembro o secretariado para que todos tenham, pelo menos, 20 dias para fazer a transição para discutir os elementos de passagem do governo.
Quais serão, então, as primeiras medidas tomadas pelo governo nestes primeiros dias?
Na área da saúde eu já pedi para se fazer um diagnóstico do que pode ser melhorado em curto prazo do ponto de vista da gestão, da economia de recurso, da otimização e do aumento da produtividade e do atendimento. Ou seja, temos uma estrutura instalada na rede estadual e temos uma rede municipal, uma privada e filantrópica. Então, eu diagnosticarei até dezembro o que com essa rede existente eu posso já, no primeiro semestre do próximo ano, aumentar o atendimento e exames da população. Ou seja, independente das construções de hospitais que eu irei fazer, e o primeiro será construído em Feira de Santana, e a obra será iniciada ainda no primeiro semestre de 2015, eu já quero tomar medidas de otimizar as estruturas existentes para fazer mais exames e mais consultas com a mesma estrutura já nos primeiros meses de 2015.
Em relação ao segundo turno, se Aécio for eleito, o senhor acredita que existe a possibilidade das obras não andarem?
Eu acho que muito mais do que uma questão de perseguição ou não, se trata de uma questão de valor e de opção. Eu cito a questão da industrialização. O bloqueio das indústrias do governo a exemplo da Ford que São Paulo e Minas Gerais, com governadores do PSBD, insistem em perseguir a Bahia e perseguir o nordeste glosando os benefícios fiscais que trouxeram para aqui as indústrias. Então, é a forma de pensar deles. O bombardeiro que eles fizeram no Porto-Sul, em Ilhéus, o bombardeio que eles fazem uma vez que vem universidade para aqui. Eles disseram, no passado, que aqui era lugar de turismo e de agricultura. Quando eles votam, sistematicamente, no salário mínimo e o futuro ministro da economia caso ele ganhasse a eleição (Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no mandato de Fernando Henrique Cardoso) diz que o salário mínimo está muito alto, ele vai prejudicar a economia baiana e do nordeste. Isso não sou eu que estou falando, ele diz. Eu só estou analisando para a população, traduzindo o que ele diz e o que vai acontecer com a população. Por isso que eu considero péssimo para a Bahia e para o nordeste uma possível eleição. E não entro nesta história de perseguição porque a Bahia é um estado grande e vamos brigar, com todas as forças, para buscar os recursos. Mas é evidente que eu tenho muito mais diálogo, e terei as portas completamente abertas com a eleição da presidenta Dilma. A má vontade do PSDB com o nordeste é histórica e está presente nos dias de hoje. Um exemplo é a perseguição quanto às indústrias do nordeste.
A produção industrial na Bahia sofreu algumas quedas ao longo deste ano. Quais seriam as medidas, na sua gestão, específicas para essa área?
O processo de industrialização da Bahia se alicerçou na produção de insumos e de matérias primas cujo beneficiamento é feito, na sua maioria, no sudeste. Queremos aumentar a verticalização da cadeia produtiva. Significa o quê? Por exemplo, estou implantando no pólo petroquímico um grande projeto de acrílicos da BASF. Um investimento de R$ 1,3 bilhão. Com esses produtos intermediários, químicos e plásticos, eu posso produzir aqui na Bahia e no Nordeste fraldas descartáveis e camisa, porque no oeste tenho algodão e poliéster. Então, essas camisas que usamos com esses materiais podem ser feitos aqui na Bahia, onde já temos as duas matérias primas. Eu posso montar aqui na Bahia duas indústrias têxteis e usar as duas matérias primas ao invés de mandar o algodão e o poliéster pra o sudeste ou, pelo menos, para outro país. O que tentaremos fazer é tentar aproveitar todas as cadeias produtivas da indústria e da agroindústria para produzir aqui na Bahia. Um exemplo, o que temos como exemplo aqui é o umbu, que é até a agricultura familiar aqui faz. Nós temos aqui duas produções industriais de beneficiamento do umbu em que a maioria da produção é exportada. Com comporta de umbu, suco, geléia etc. Um no município de Uauá e outro no município de Manoel Vitorino. Da grande indústria à produção familiar nós queremos verticalizar e estruturar as cadeias produtivas. A energia eólica, por exemplo. Já que a Bahia tem um potencial, montamos todas as indústrias que produzem, a torre, as pás, o gerador…. Tudo aqui na Bahia. O que tentaremos fazer é justamente isso. Temos agora o pólo industrial que vai montar navios no recôncavo. O estaleiro. O que nós queremos fazer junto do estaleiro? Montar um pólo do recôncavo. Pra quê esse pólo? Pra produzir peças para fornecer ao estaleiro. Ao invés das peças virem de outros países ou estados, nós queremos ter um pólo industrial aqui de junto que produza para fornecer o estaleiro. Essa é a estratégia que iremos adotar, para o adensamento da verticalização das cadeias produtivas.
Em relação ao metrô, houve um adiamento na operação comercial por conta de indecisões entre a prefeitura e o governo do estado…
Eu acho que a política interferiu nisso. Espero que passada a eleição volte somente a racionalidade e a gestão administrativa, porque na minha opinião teve intervenção política neste processo.
Os prazos para a conclusão das próximas obras serão mantidos?
Os prazos estão mantidos. Eu quero tranquilizar o povo da Bahia que, até o final do meu mandato, nós vamos inaugurar todas as estações previstas no projeto e Salvador terá 41 km de extensão do metrô dentro do meu mandato eu terei o orgulho e o prazer de estar junto com vocês, jornalistas, inaugurando cada estação e a cada estação pronta o povo já vai começar a usar. Não precisa esperar todo o trecho. Então Pirajá vai ficar pronta e será logo usada. A próxima estação vai ser o do Detran já da linha 2. Então, assim que ficar pronta, a população vai usar. Então assim, sucessivamente, a cada período nós vamos ter uma inauguração de uma estação e o povo vai utilizar tanto a linha 1 quanto a linha 2.
E quanto ao complexo esportivo de Pituaçu, o projeto acabou sendo engavetado. Teve até a duplicação da Avenida de Pinto de Aguiar…
(interrompeu) Não …  quem disse?
Veiculamos uma matéria sobre isso no nosso site…
Não… Isso faz parte do meu programa de governo e continua. Eu quero montar um complexo esportivo com perfil olímpico até para que, em 2016, nós possamos disputar algumas modalidades. Já temos o equipamento para o judô em Lauro de Freitas de padrão internacional para que possamos atrair competições internacionais para aquele ginásio. Ficou muito bonito. Devemos estar inaugurando o estádio em Cazajeiras, em que eu vi e pela foto ficou muito bonito. Demorou, mas ficou bonito. E Pituaçu será um complexo esportivo, você pode ter certeza disso… não abandonou não.
Tem algum prazo para a conclusão?
Aí não. Nós nem começamos…
Vai ser entregue no final do seu mandato?
Olha, eu não queria dar prazo aqui até porque é o seguinte. Quanto às obras do complexo eu não preciso fazer tudo de uma vez e todos os equipamentos juntos. Eu posso fazer a pista, posso fazer o ginásio, posso fazer a piscina, ou seja, um complexo com vários equipamentos em que nós podemos construir paulatinamente. Eu não quero dar prazo porque eu não tenho planejada a execução e nem está encaixado o recurso, portanto eu não vou dar prazo. Do metrô eu dei prazo porque nós temos um cronograma feito. Do VLT no subúrbio eu posso dar prazo e dizer que vou inaugurar o VLT de Paripe até o comércio e até a Lapa no meu governo. Isso eu posso dar prazo porque já tenho um planejamento, já tenho um recurso. Do complexo eu ainda vou fazer isso então mais na frente, daqui a alguns meses, eu posso lhe dar prazo. Neste momento eu não tenho como te dar.
por Juliana Almirante/Maria Garcia  Bahia Notícias / Entrevistas / Rui Costa – 20/10/2014 Bahia noticias

26/10/2014 –

Como enfrentar as redes sociais em véspera de eleição

 

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Época –

Redes sociais são, o tempo todo, palco de manifestações inflamadas – sobre futebol, celebridades, economia, a vida dos outros. O cenário esquenta mais ainda quando nos aproximamos de momentos de tensão coletiva, como o segundo turno das eleições para presidente e governadores de vários estados. É difícil encontrar quem não esteja ao menos incomodado com as manifestações de algum amigo ou parente no Facebook, no Whatsapp, no Twitter. Há até quem tenha desfeito amizades.

Se você se enquadra no grupo dos preocupados com seus relacionamentos em tempos de radicalismo político na internet, aqui vai uma receita para superar o período difícil. Ouvimos psicólogos e especialistas em mídias sociais que nos ajudaram a criar um “manual de administração de relacionamentos nas redes sociais para períodos de tensão coletiva”. Use-o antes de eleições e jogos de futebol importantes.

  1. Não seja o tio bêbado virtual

O psicólogo Pedro Del Picchia, mestre em Comunicação com dissertação sobre redes sociais, tem uma analogia interessante: considera que navegar muito nas redes sociais causa um efeito parecido com o de consumo de álcool ou drogas. O usuário perde as inibições, perde discernimento, torna-se mais agressivo e fala (ou escreve) mais rapidamente do que pensa. Parece o seu tio normalmente engraçado, mas que fica bêbado no churrasco e começa a gritar “Bom mesmo era no tempo da ditadura!”. Há coisas que você não deveria pensar. E, se pensa, não deveria manifestar.

  1. Conte até 30

Serve para a vida real e a virtual. Experimente fazer um exercício: ao escrever um texto inflamado no Facebook ou uma mensagem ríspida no Whatsapp, não envie. Pare de olhar para o computador ou celular por 30 segundos. Levante da mesa ou do sofá, tome água. Volte, releia o que escreveu. Vale mesmo a pena publicar? Você não está se expondo demais? Não estará ofendendo alguém? Depois do exercício, tome sua decisão. Um palpite: com essa técnica, você passará a desistir de publicar ao menos um em cada três textos que escrever.

  1. Escolha as brigas certas

O ideal é não brigar. Mas se for para entrar em alguma discussão que vale a pena, escolha bem com quem travará um embate — especialmente se for público. Tem gente disposta a provocar e ou criar polêmica apenas para conseguir mais curtidas e comentários. Fuja desses tipos.

  1. Não faça comentários preconceituosos e generalizantes

Clássicos na categoria são “Como é que pode, o sujeito estudou, tem pós graduação e vai votar em X” ou “Pensei que o sujeito tinha sensibilidade para os problemas do país, mas vai votar em Y”. Talvez o alvo da provocação seja alguém específico, mas ele ofenderá todo mundo que vai votar em X ou Y, ignorando os diferentes motivos que levaram cada um a tomar suas decisões. O mesmo vale para as brincadeiras entre amigos que fazem ironia com preconceitos. Amigos próximos podem dar, uns aos outros, o direito de brincar com o gênero, etnia, orientação sexual, hábitos e características dos integrantes desse círculo restrito. Mas essa “autorização” não vale para manifestações públicas, como publicar mensagens abertas numa rede social. Quem estiver lendo e não fizer parte do círculo terá razão em se sentir ofendido e em formar um juízo de valor nada elogioso sobre quem faz a piada.

  1. Verifique a veracidade do que compartilha

Um dos hábitos mais irritantes dos primeiros usuários de e-mail era repassar automaticamente o que recebiam – o espírito era “na dúvida, melhor repassar”. Errado. Na dúvida, interrompa a corrente, porque o hábito piora muito a vida nas redes sociais. Será que o ator Wagner Moura publicou mesmo uma foto dele vestido de Capitão Nascimento bradando “Pede pra sair!” a um candidato? A foto da multidão é de passeata pró candidato ou do réveillon em Copacabana? Antes de compartilhar, cheque de onde vem a informação e atribua os créditos corretos dos autores dos textos. Há muita besteira circulando pela rede. Não passe vergonha.

  1. Desligue a metralhadora de links

Discordar da postagem de alguém com uma resposta clara e sucinta é uma ótima forma de começar uma discussão saudável. Um texto um pouco maior e um ou dois links de fontes confiáveis está dentro das regras de etiqueta virtual. Evite, porém, publicar uma sequência de links de sites e blogs que contrariem a tese do seu amigo. Você poluirá a linha do tempo de todo mundo. Ninguém tem tempo sobrando para clicar em link por link e ler tudo só para entender o seu raciocínio. Se você não consegue resumi-lo num comentário sintético e coerente, é você quem precisa ler mais e pensar melhor.

  1. Evite textos gigantes e redundantes.

Falando sério. Nem sua mãe vai ler.

  1. Comentário publicado é como filho que sai de casa

Ao publicar um texto, você perde o controle de quem irá ter contato com ele e como ele será interpretado e usado. Desconhecidos irão comentar, compartilhar, capturar a imagem da tela, usar fora de contexto, adaptar, fingir que é deles, colocar em fóruns e, quem sabe, em boca de sapo. Você e seu texto estão maduros o suficiente para essa separação?

  1. Não seja um inquisidor

Se você não tem problema algum em declarar o seu voto em público, que bom para você. Tem gente que não é assim, e o voto é secreto. Não coloque seus amigos na parede, se eles não se sentem confortáveis revelando o voto ou se não se sentem seguros a respeito de qual candidato escolher. Se você é do tipo que não contém a curiosidade e o amigo é próximo, insista apenas em conversa privada. E o voto dele continuará a ser um segredo que você tem de saber guardar.

  1. Respeite a página alheia

Entrar na página de um candidato a presidente para dizer o que você pensa de forma mais ríspida não deverá trazer grandes problemas. Afinal, estamos numa democracia. Mas cuidado ao reagir àquelas mensagens de amigos de amigos que aparecem de repente para você. Isso ocorre quando algum amigo seu comentou um texto alheio e aberto. Você pode arrumar uma briga com um desconhecido e com o amigo (que talvez até concorde com a sua posição política).

Legião em defesa do crime – Sede da Revista Veja é vandalizada e depredada por militantes petistas

 

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Internautas denunciam que a sede da editora Abril, onde funciona a revista Veja, foi vandalizada e depredada por militantes, como se vê na foto ao lado. 
 
A revista Veja foi responsável por várias das denúncias dos escândalos envolvendo a Petrobras, e ontem divulgou o conteúdo da delação premiada do doleiro Alberto Youssef, que afirmou que Lula e Dilma tinham pleno conhecimento da corrupção que ocorria no interior da maior estatal do Brasil. 

Candidata à reeleição, Dilma classificou a reportagem de “terrorismo eleitoral” e disse que a revista “agride nossa tradição democrática” ao publicar as acusações do doleiro “sem prova concreta”.

O grupo jogou lixo do lado de dentro do prédio, fez pichações e colocou uma faixa com o escrito: “Veja mente! Pig”. Os manifestantes também gritaram que a revista prega o ódio contra os nordestinos. A PM foi chamada e por volta das 20h o protesto acabou.

 

Candidatos fizeram o último debate da campanha na Rede Globo

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  • Candidatos fizeram o último debate da campanha na Rede Globo

Candidatos fizeram o último debate da campanha na Rede Globo

As denúncias apresentadas na última edição da revista Veja, segundo a qual o doleiro Alberto Youssef diz que a  presidenciável Dilma Roussef (PT) e o ex-presidente Lula (PT) tinham, supostamente, conhecimento do desvio de verbas na Petrobras, abriram o debate entre os presidenciáveis realizado, nesta sexya-feira. 24, à noite, pela Rede Globo. O candidato tucano Aécio Neves começou o debate dizendo que esta seria a mais sórdida das campanhas presidenciais após de democratização. A candidata petista, por sua vez, desqualificou a matéria da Veja: “A revista faz sistemática oposição a mim e faz esta calúnia, sem provas”, disse a petista. A presidente, candidata à reeleição, disse que se defenderá na justiça e  que a revista Veja tem hábito de tentar dar “golpe eleitoral”, o que teria acontecido, segundo ela, nas campanhas de 2002, 2006 e 2010, quando os petistas venceram a disputa pelo Palácio do Planalto. Ainda na primeira rodada de perguntas, Aécio citou matéria da revista IstoÉ, que acusa a campanha petista de se fiar em mentiras. E atacou: “A sede de seu partido (o PT) no Rio distribui boletins apócrifos. No Nordeste, carros de som anunciam que o eleitor que votar em mim será desligado do Bolsa Família”. A presidente Dilma voltou, então, a desqualificar as duas revistas. “Tenho respeito pela imprensa, mas o senhor (candidato Aécio) cita duas revistas que sabemos para quem fazem campanha”. Meu banho, minha vida A candidata petista usou a crise de desabastecimento em São Paulo para atacar o adversário tucano. Na avaliação de Dilma, houve falhas de planejamento do governo tucano naquele estado. A candidata disse que, diante da situação, via-se obrigada a concordar com o humorista José Simão. “Temos que ter o programa ´Meu banho minha vida”, gracejou a presidente, numa referência ao programa que é carro-chefe de sua campanha: o Minha Casa Minha Vida. Aécio Neves, porém, devolveu a acusação de que a falta de planejamento foi do governo federal, que teria falhado na condição da crise hídrica por meio da Agência Nacional de Águas (ANA). Segundo o tucano, o órgãos, como outros na gestão petistas, foram aparelhados e não atuaram segundo sua função específica, mas para atender a interesses partidários. “Não tivemos a parceria da ANA. Seu candidato em São Paulo (Alexandre Padilha), buscou demonizar a ação do governador Geraldo Alckmin, mas o eleitorado deu a resposta”, disse. Mensalão O caso do Mensalão também voltou ao debate, quando Aécio perguntou a Dilma se, para ela, o ex-ministro José Dirceu, condenado no processo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), seria considerado por ela um herói. Dilma então mencionou que os implicados no mensalão mineiro não foram julgados ou condenados, como o tucano Eduardo Azeredo. “O mensalão do seu partido não teve condenados ou punidos”, disse Dilma. Já Aécio disse que o julgamento do caso poderia trazer constrangimentos a Dilma. Ele disse que Valfrido Mares Guia, implicado no caso, voou com Dilma há uma semana. Nas considerações finais, Aécio Neves fez referência a uma citação do Apóstolo São Paulo. “Travei o bom combate, falei a verdade e jamais traí minha fé”, disse. A frase do apóstolo, na II Carta a Timóteo: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé”. Católicos e evangélicos, nas redes sociais, entenderam a mensagem e a replicaram.

Concurso Público: Prefeitura realiza quinta convocação

concurso publico

A Prefeitura de Vitória da Conquista realiza a quinta convocação do Concurso Público Municipal (Edital nº 01/2013) relacionada no anexo I, pela ordem de classificação. Os candidatos estão sendo convocados para apresentação do formulário de cadastramento admissional, documentação e realização dos exames admissionais, na forma dos anexos II, III e IV desde Edital, na Coordenação de Gestão de Pessoas – localizada na Praça Joaquim Correia, nº 21, Centro, das 9h às 12h e das 14h às 17h, no período de: 03/11 a 07/11/2014 – para agendamento de exames admissionais. É facultado ao candidato convocado realizar os exames admissionais na rede particular ou na rede pública (neste caso, a Administração Municipal fará o encaminhamento). 03/11 a 14 /11/2014 – realização dos exames; 03/11 a 21/11/2014 – recebimento do laudo médico e documentação exigida, consoante publicação no endereço eletrônico www.pmvc.ba.gov.br e no Diário Oficial Eletrônico do Município. Na data da posse, a ser divulgada posteriormente, o candidato deverá apresentar declaração de bens e valores do seu patrimônio, quanto à acumulação ou não de cargo, emprego ou função pública e de demais obrigações legais (anexo V). Aquele que não apresentar os documentos e exames até o prazo fixado ou não entregar no ato da posse a declaração exigida será considerado desistente e eliminado do certame (subitem 20.7 do Edital do Concurso), salvo se requerer o reposicionamento para o último lugar da lista dos aprovados e classificados (subitem 20.11 do Edital do Concurso). Confira: Edital da 5ª convocação Anexo I – Relação de convocados 5ª chamada Anexo II – Formulário de Cadastramento Anexo III – Lista de documentos para a posse Anexo IV – Lista de Exames Admissionais Anexo V – Declaração de cargo efetivo – See more at: http://www.pmvc.ba.gov.br/v2/noticias/concurso-publico-prefeitura-realiza-quinta-convocacao/#sthash.QcLxcnd5.dpuf

Dilma e Lula sabiam de tudo, diz Alberto Youssef à Polícia Federal

lula e dilma

Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada.

Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, pôs os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se colocou à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado desde março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, o cabelo raspado e não cultiva mais a barba.

O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:

— O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.

— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

Conheça, nesta edição de VEJA, os detalhes do depoimento que Alberto Youssef prestou às autoridades.

“Votar em Dilma seria exercer o direito de ser idiota”, diz fundadora do PT

 

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Folha Política
Fundadora e estrela de primeira grandeza do PT até 2010, Sandra Starling revelou em artigo divulgado nesta quarta-feira que seu voto para presidente será de Aécio Neves, do PSDB. “Meu voto é um veto ao voto em Dilma”, diz a ex-deputada que chegou a ser líder do Partido na Câmara. “O PT se julgou a consciência política do Brasil, mas é tão corrupto quanto os demais”, afirmou.
Sandra Starling foi uma das principais lideranças do PT em Minas Gerais, sendo a primeira candidata da legenda a disputar o governo do Estado, em 1982. No primeiro mandato de Lula (2003 e 2006) ocupou a secretaria executiva do Ministério do Trabalho. A decisão de apoiar o tucano Aécio Neves se deu depois que soube da “censura” imposta pela presidenta Dilma Rousseff ao IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Segundo a ex-líder do PT, os dados levantados pelo IPEA mostrariam que a “desigualdade social no Brasil não diminuiu. “Não dá para continuar acreditando nas mentiras que a presidenta Dilma vem contando”, afirmou. “Votar em Dilma seria exercer o direito de ser idiota”.
Sandra Starling não é a primeira fundadora do PT que se rebela contra os rumos tomados pela legenda desde que chegou ao poder em janeiro de 2003.
O jurista Hélio Bicudo, que chegou a ser vice na chapa de Lula em 1982, quando o ex-presidente disputou ao governo paulista, e foi vice-prefeito de São Paulo na gestão de Marta Suplicy, também tem feito sérias críticas ao PT e a forma como o partido vem se portando no governo federal. “Se Dilma vencer a democracia estará em jogo”, chegou a dizer o jurista em 2010. Homem de história comprometida com a ética e com a defesa dos Direitos Humanos, Bicudo deixou o PT em 2005, logo depois do escândalo do Mensalão.

Curso de Medicina da Ufba é anunciado oficialmente em Vitória da Conquista

Presente à cerimônia, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, descreveu o fato como ‘uma grande conquista para a cidade’

A partir de 2015, os estudantes que participarem do Exame Nacional do Ensino Médio e se credenciarem no Sistema de Seleção Unificada para disputar vagas no ensino superior, terão uma opção a mais em Vitória da Conquista. No segundo semestre do ano, estará plenamente disponível, inicialmente oferecendo 45 vagas, o curso de Medicina no Campus Anísio Teixeira, da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

O anúncio oficial foi feito na manhã desta quarta-feira, 22, no auditório do campus, em cerimônia que contou com a presença do ministro da Saúde, Arthur Chioro, e de várias autoridades municipais e estaduais. “É uma grande conquista para cada cidade conseguir não só um curso de Medicina, mas, fundamentalmente, valorizar e fortalecer a sua universidade pública”, afirmou Chioro, diante de uma plateia forma majoritariamente por estudantes.

O ministro disse ter-se “encantado” com o conteúdo do projeto político pedagógico do novo curso de Medicina, apresentado ao público pelo diretor do campus, Orlando Caires. “O nosso desafio hoje não é somente formar mais profissionais de saúde e mais médicos. É fazer uma formação profissional diferenciada, capaz de atender às necessidades de saúde da população brasileira no nosso sistema nacional de saúde”, acrescentou.

‘Passo importante’ – “Este campus está caminhando a passos rápidos para ser uma universidade federal”, afirmou o prefeito Guilherme Menezes, ao relembrar o apoio que sempre foi dado pela Administração Municipal, primeiro à implantação do campus no município, e em seguida ao processo de desmembramento. E, por fim, às atuais gestões em andamento para que se transforme numa universidade federal autônoma que atenda à região sudoeste.

“Precisamos pensar numa universidade que adentre mais as regiões vizinhas”, destacou o diretor do campus, Orlando Caires. Para o reitor da Ufba, João Carlos Sales, tal transformação será “um passo importante para a região e enriquecedor para a universidade”, e significará “a maturidade do campus”.

‘Quanto mais formação, melhor’ – Entre os estudantes presentes, estava Ronei França, 18 anos, atualmente no 4º semestre de Farmácia. Ronei comemorou a implantação do novo curso no campus, que já oferece seis opções na área da saúde – Enfermagem, Nutrição, Farmácia, Ciências Biológicas, Biotecnologia e Psicologia. “Quanto mais tiver formação de médicos apropriados, melhor. Tanto para a população quanto para a universidade, que vai ser mais vista”, oministrobservou o estudante.

“Escola Sem Partido” – será apresentada e discutida dia 30 de Outubro em audiência pública na Câmara de Vereadores de Conquista

Gilzete destaca audiência sobre PL que cria programa “Escola Sem Partido”

 

As leis educacionais já garantem o direito ao professor de ensinar e, aos alunos, a liberdade de consciência, o direito de aprender e de terem respeitados os valores culturais trazidos de casa”, esclareceu o parlamentar em seu discurso.

O Líder da Bancada de Situação, Gilzete Moreira (PSB), em seu pronunciamento na sessão desta sexta-feira (17) convidou a população de Vitória da Conquista a participar, no dia 30 de Outubro, da audiência pública que vai discutir o Projeto de Lei 19/2014 que cria no município o programa “Escola Sem Partido”, que se coloca contra a doutrinação política e ideológica dentro das salas de aula. Na ocasião, estarão presentes o fundador da Organização Escola Sem Partido, advogado Miguel Nagib; a assessora parlamentar da Câmara Federal, advogada Damares Alves, e o mestre em Letras e Linguística e mestrando em Estudos Teológicos, Professor José da Silva.

“Serão apresentados e discutidos os motivos do projeto de lei, que tem a finalidade de instrumentalizar alunos e pais contra o abuso de liberdade de ensinar exercido por alguns professores, isso para que a sala de aula não se transforme em espaço de manipulação política, ideológica e partidária. As leis educacionais já garantem o direito ao professor de ensinar e, aos alunos, a liberdade de consciência, o direito de aprender e de terem respeitados os valores culturais trazidos de casa”, esclareceu o parlamentar em seu discurso. “Não se trata de evento de movimento evangélico. Já estivemos com o arcebispo da cidade e vamos convidar todos os segmentos que defendem a família: maçons, universidades, segmentos religiosos”.