A Gente diz

Vitória da Conquista realiza o melhor São João da região. 2024.

Público presente que compareceram no  Arraiá da Conquista aprovaram a programação realizada pela prefeitura de Vitória da Conquista. Em destaque, itens mais elogiados são: Organização, Shows, segurança e infraestrutura.

Após cinco noites e metade da tarde deste domingo (23), a programação musical do Arraiá da Conquista no Centro Cultural Glauber Rocha chegou ao fim, com shows de Xamego Proibido, Chambinho do Acordeon, Erlan Forrozão, Forró Chegança, Forró Temperado e Quadrilha da Boa Vontade no palco alternativo. E hoje, Amado Batista.

Show de Amado Batista

Desde a terça-feira (18), foram 20 atrações no palco principal e 12 no palco alternativo, além de três quadrilhas juninas. “Sucesso total”, sintetizou a prefeita Sheila Lemos.

“Cinco noites e metade da tarde deste domingo de muita festa, muita confraternização da família nordestina. O que vimos aqui foi a família se divertindo. Crianças, idosos, adultos, todos com muita paz, muita harmonia. O povo de Vitória da Conquista é ordeiro e acolhedor, e soube receber os artistas e as pessoas de fora que vieram. Então, foi uma maravilhosa festa”, analisou a gestora.

Alecxandre Magno

Ao fazer um balanço do evento no Glauber Rocha, o coordenador municipal de Cultura, Alecxandre Magno, destacou o caráter coletivo da organização. “Gratidão à prefeita Sheila Lemos, por ter-nos dado essa oportunidade de abraçar esse projeto. Desde o ano passado que a gente vem trabalhando para ter, este ano, o maior São João de todos os tempos”, avaliou. “Parabéns a todas as equipes, de todas as secretarias envolvidas na festa, que é feita a várias mãos”.

‘Muita tranquilidade’

O evento contou com a presença de representantes de diferentes forças de segurança, como a Guarda Municipal, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, agentes de segurança privada e o Simtrans – órgão municipal que mobilizou 20 agentes por noite e mais 20 neste domingo (23), organizando o bloqueio temporário da Avenida Brumado, durante os shows, e coordenando o fluxo do trânsito nas imediações do Glauber Rocha.

No caso da Guarda Municipal, foram 90 agentes a cada noite e 50 hoje, atuando dentro e fora do espaço. No entender do comandante da tropa, Cristóvão Lemos, a sintonia entre os responsáveis pela segurança contribuiu para a ausência de ocorrências graves.

“Para que esse clima de tranquilidade viesse a ocorrer, a estrutura que o município vem apresentando também favorece bastante a nós, que trabalhamos com segurança pública”, observou Lemos. “E também o povo de Vitória da Conquista e região, que é um povo muito ordeiro”.

O contingente da Polícia Militar variou de acordo com as circunstâncias de cada dia. Nesse sábado (22), a PM atuou com um efetivo de 70 policiais, sendo 30 deles na parte interna do local da festa. Já neste domingo, cerca de 50 agentes atuaram na segurança do evento.

Segundo o major Márcio Chagas, responsável por comandar o policiamento destacado para o Arraiá da Conquista, a programação transcorreu em clima amistoso. “Quase nenhuma ocorrência digna de relato. O evento tem transcorrido com muita tranquilidade”, afirmou Chagas, no início da programação da última noite. “É um evento muito familiar, muito bem organizado por todas as forças. Nós não tivemos nenhum registro que valesse a pena uma mudança na tática do policiamento”, relatou.

Mailza Aragão, com o marido, Lucas, e os filhos

‘Legal, bonito e animado’

Da parte do público, os relatos são parecidos. A assistente social Mailza Aragão, 43 anos, foi ao Glauber Rocha ao lado do marido, o eletricista Lucas Aragão, 36, e dos filhos: Cecília, 7 anos, e os gêmeos Emanoel e Helena, de 2 anos e meio. “O evento está bastante organizado, com uma estrutura acolhedora que permite a participação da família. Por esse motivo, nós trouxemos as nossas crianças para prestigiar este evento. A Prefeitura está realmente de parabéns”, elogiou Mailza.

Lucas complementou os comentários da esposa: “É um ambiente familiar para todas as idades. Os meninos falam por si. Estão alegres. Parabéns à organização do evento”.

A própria Cecília fez sua avaliação pessoal do que viu no Centro Cultural Glauber Rocha: “Ótimo. Muito legal, muito bonito, bem animado”.

Pedro Santos (de camisa xadrez) e Adailton de Oliveira (último à direita)

‘Show inesquecível’

Os colegas de trabalho Adailton de Oliveira, 29 anos, e Pedro Santos, 38, também aprovaram o ambiente instalado no Glauber Rocha pela Prefeitura de Vitória da Conquista. Adailton, que trabalha como auxiliar de produção, acompanhou o show de Nadson Ferinha, na quinta-feira (20). “Foi um dia maravilhoso. Uma multidão maravilhosa, um povo bonito de Conquista e região. Um show inesquecível”, exultou Adailton.

Pedro, que atua como coordenador de produção, avaliou o clima do evento com entusiasmo parecido. “Cara, é muito legal. Uma iniciativa muito boa de entretenimento na cidade e para divertir o pessoal, também. Para a gente ter um momento de lazer. Isso é muito importante”, disse. Quanto à estrutura, ele elogiou: “Tá legal. Sempre foi muito boa e, este ano, tá melhor ainda”.

Sônia Guimarães e Roberto Novaes

‘Valeu a pena ter vindo’

O casal Sônia Guimarães e Roberto Novaes, ambos aposentados, esteve no Glauber Rocha em todas as cinco noites do evento. Ela é de Salvador, e ele, do Rio de Janeiro, mas os dois moram em Vitória da Conquista há anos. “Achei legal. Bem organizado. Não teve briga, nem coisa de roubo, de nada”, comentou Sônia, que gostou especialmente do show de Targino Gondim, na quinta-feira (20).

O marido a acompanhou na análise. “Achei excelente, maravilhoso, porque a gente vem pra curtir, né? Só pra curtir beleza”, disse Roberto. “Valeu a pena ter vindo, lógico. Aqui tem tudo: comida, bebida, tudo legal”.

Andréia Gonçalves e a filha Jéssica

‘Bem diferente, bem legal’

Já para a paulistana Andréia Gonçalves, que trabalha como especialista em sistemas, o Arraiá da Conquista foi uma novidade. Ela veio a Vitória da Conquista para ajudar na mudança da filha, Jéssica, que, no dia 8 de julho, inicia suas aulas no curso de Medicina da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). “Acabei de chegar e parece que está bem animado. Tem bastante coisa enfeitada, espaços para a gente tirar foto. Está bem legal”, avaliou.

Jéssica reparou no contraste entre o clima de São João em Vitória da Conquista e o período junino na capital paulista. “Estou gostando. Achando bem diferente do que a gente está acostumado lá em São Paulo. Lá, só tem quermesse, e olhe lá. E aqui, eu vi o pessoal na rua, vi essa festa aqui. Está bem diferente, bem legal”, comparou a estudante.

Arraiá da Conquista continua até dia 29

Com o fim da programação no Centro Cultural Glauber Rocha, o Arraiá da Conquista continua na Praça Nove de Novembro e na Vila Junina da Lagoa das Bateias, até 29 de junho, Dia de São Pedro.

Nos distritos rurais, a programação do evento junino acontece nos dias 23 e 24

Vereador Dr. Andreson presta contas do seu mandato

Durante seu pronunciamento na Sessão Itinerante realizada no distrito de Iguá, na noite desta quarta-feira, 29, o vereador Andreson Ribeiro (PCdoB) demonstrou seu pesar pelo falecimento do ex-vereador Vivi Mendes, e afirmou que ele “deixou vários legados na cidade, entre eles seus filhos e filhas, que muito orgulham o pai, um líder político de excelência, que fortaleceu a zona rural do município”.

Ao fazer a prestação de contas do seu mandato, o edil destacou que o seu time político têm feito diversas mudanças na zona rural, entre elas, pavimentação de estradas, melhorias em campos de futebol, e a maior obra de todas, o Aeroporto Glauber Rocha, iniciado no governo do ex-governador do estado, Jaques Wagner, e concluído na gestão de Rui Costa.

Ao final de seu pronunciamento, Andreson agradeceu a todos os presentes e destacou a importância das sessões itinerantes, lembrando que “na democracia, o progresso é feito pela luta do povo”. Conteúdo Sudoeste Digital

Lei reconhece quadrilhas juninas como manifestação da cultura nacional

Por g1 PE

Raio de Sol, campeã do Festival de Quadrilhas Juninas da Globo em 2024 — Foto: Brenda Alcântara/Divulgação

Raio de Sol, campeã do Festival de Quadrilhas Juninas da Globo em 2024 — Foto: Brenda Alcântara/Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que reconhece as quadrilhas juninas como manifestação da cultura nacional. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União, nesta segunda-feira (24).

Com isso, as quadrilhas se juntam a outras manifestações culturais reconhecidas como expressões autênticas da cultura do país, como o forró, escolas de samba, festas juninas e a música gospel.A Lei nº 14.900 foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República nesta segunda-feira, data em que é celebrado o Dia de São João.

A lei altera uma legislação já vigente desde abril de 2023, que reconhecia as festas juninas como manifestação da cultura nacional, e acrescenta as quadrilhas típicas do período ao texto.

Raio de Sol, de Pernambuco, vence o Festival de Quadrilhas Juninas da Globo 2024

Raio de Sol, de Pernambuco, vence o Festival de Quadrilhas Juninas da Globo 2024

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O autor do projeto para incluir as quadrilhas como manifestação cultural nacional é de autoria do deputado federal Ruy Carneiro (Podemos-PB). Ele foi aprovado pelos deputados, seguiu para o Senado e, lá, também foi aprovado, seguindo para sanção.

Durante a tramitação, o projeto recebeu parecer favorável na Comissão de Educação do Senado. Quem deu o parecer foi a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que considerou que as quadrilhas “incentivam o turismo cultural, criam empregos e promovem a economia local através da venda de comidas típicas, artesanato, músicos, transportes, confecção e demais serviços relacionados aos eventos”.

São João: Entenda o significado das características, dos elementos e da origem da festa que celebra santo junino

 

Foto: Manu Dias/GOVBA

“A fogueira está queimando em homenagem a São João”. Entre os dias 23 e 24 de junho, cidades do interior do Nordeste e da Bahia se transformam em grandes capitais ao receberem uma grande quantidade de pessoas para celebrarem o São João. Considerada uma das manifestações mais populares, a festa comemora o nascimento de João Batista, o primo de Jesus Cristo, principal figura do catolicismo. 

Considerado pela igreja católica como “precursor”, João Batista se diferencia de outros santos, tendo o seu dia celebrado na data em que nasceu e não no dia de sua morte. Ele ainda era conhecido por realizar batismos e batizou o próprio Cristo. Apesar de ser um dia de um santo, a origem da festa é pagã, mas foi aderida pelo catolicismo e tem um caráter religioso. Com o intuito de explicar sobre a festividade, a reportagem do Bahia Notícias preparou uma matéria especial acerca do significado da festa, sua origem, características e elementos. 

De acordo com o historiador, Rafael Dantas, a tradição da festa junina no país é oriunda e tem influência europeia, desde o Brasil Colônia, através dos portugueses, que também celebram o santo, além dos espanhóis. 

“O São João nasce junto com a ocupação europeia no contexto brasileiro. Então temos os primeiros registros, as primeiras descrições já na época da Colônia, especialmente no decorrer do século XVII, com essa presença ibérica, ou seja, portuguesa e espanhola, aqui no contexto do que vem se tornar o Brasil, do que vem se tornar Salvador. Temos inclusive algumas menções relacionadas aos santos. Não só João além de outros santos populares. Isso começa a se intensificar no decorrer dos séculos seguintes, especialmente com a força da Igreja Católica”, revelou Dantas. 

Segundo o especialista, a festa tem um grande marco por conta do enorme apelo popular e expressividade que ultrapassa o tempo e gerações, além da memória afetiva. 

“Eu diria que talvez essa inserção popular, essa capilarização do ponto de vista do povo, como as pessoas abraçam e sentem a festa ao longo do tempo, acho que essa é a principal causa, é o principal ponto de destaque para a gente entender a festa como um todo. O São João foi, continua e espero que fique como essa expressividade de um tempo, e especialmente de como as pessoas vivenciam isso com suas memórias afetivas”, explicou. 

ELEMENTOS

Outro ponto explicado por Rafael foi acerca dos elementos que são utilizados durante os dias juninos, a exemplo das comidas típicas, bebidas, roupas entre outros. 

“É uma tradição mediterrânea, que bebe de cultos pagãos que foram ressignificados pela igreja católica, seguindo a ideia direcionada ao culto dos santos específico e chegam no Brasil. A fogueira é importantíssima, como esse elemento já presente na Europa, ligada a essa questão das mudanças de estações, as mudanças de tempo, os momentos de fartura, de comidas específicas, assim como as roupas também, que bebem de uma tradição relacionada à questão campestre, que vem para o Brasil. Tem uma mistura com a questão indígena também, que é muito forte aqui, e depois com a questão africana. Mas especialmente elementos que já estavam presentes em culturas antigas, no contexto mediterrâneo europeu, que vêm para o Brasil e são hibridizados, misturados às influências das culturas tanto brancas como indígenas, ameríndias ou negras”, detalhou. 

 

 

O uso de outros elementos como a dança, bandeirolas entre outros foi explicado também pelo o Vigário para Cultura Educação e Comunicação na Arquidiocese de Salvador, Manoel Filho. 

“As quadrilhas das festas juninas vem das danças de salão na França e na Europa, do renascimento da origem, aquelas danças de casais ensaiadas dos casais. Então tudo isso vem de Portugal, uma herança muito forte. Os enfeites, as bandeirinhas, o colorido, se a gente chega hoje em Portugal, a gente vai encontrar também isso lá. A gente chega aqui e dialoga com a culinária mais indígena, do amendoim, do milho e lá está presente a sardinha assada na brasa, as ruas ficam com cheiro de sardinha durante o mês de junho.Toda essa festa vem de lá e óbvio chega aqui vai encontrando as suas características próprias”, observou Filho. 

A fogueira, um dos principais elementos culturais da festa, carrega uma lenda e uma história por trás do seu uso, que muitas pessoas desconhecem. Segundo Manoel, existe uma tese de que quando João Batista nasceu, sua mãe, a Santa Isabel, tia de Jesus, acendeu uma fogueira na porta de casa para avisar a Maria que seu João tinha nascido. 

“A fogueira existe uma lenda a qual Santa Isabel acendeu uma fogueira na porta de casa para avisar a Nossa Senhora que São João tinha nascido. As fogueiras tem a ver também com o aquecer a noite de frio também. Então no fundo é essa grande mistura, esse grande caldeirão onde se coloca a religião, a cultura, por causa da festa religiosa surgem manifestações culturais”, pontuou. 

O vigário indicou ainda sobre a importância do São João não só para a cultura, mas para a economia e turismo. 

“Esse movimento de volta às Origens tem uma repercussão econômica muito grande também. Às populações urbanas voltam para as pequenas cidades do interior. Então são 6 dias em que a capital é o interior. O centro do Estado está no interior. Essa centralidade da vida do estado não está na capital, está no interior, então isso faz toda a diferença. Isso leva a economia, faz a economia girar e faz com que nós nos tornemos turistas em nosso próprio estado. O São João é marcado muitíssimo por esse turismo local, por esse deslocamento. Da capital para o interior, o que leva a um movimento econômico gigantesco”, indicou. 

Vale quanto pesa – Amado Batista lota Centro Clauber Rocha e apresentação é coroada de êxito.

Arraiá da Conquista: Amado Batista lota Centro Glauber Rocha na tarde deste domingo e encerra festa com chave de ouro

As narrativas ou mesmo os depoimentos ilustram o que foi a programação junina de vitória da Conquista, e em especial a apresentação do grande astro Amado Batista.

Pode-se falar em química, sintonia, admiração ou paixão, mas a relação que se estabelece entre um fã e um artista não se explica. Apenas se sente. E as relações entre os fãs de Amado Batista e o cantor podem ser sentidas a partir do que se viu e ouviu durante o show do artista goiano, neste domingo (23), fechando o último dia da programação do Arraiá da Conquista no Centro Cultural Glauber Rocha.

Pessoas se postaram desde o início da tarde diante da grade em frente ao palco principal, portando faixas com mensagens carinhosas, bandanas com o nome do ídolo e as letras de seus sucessos na ponta da língua – o que é possível até mesmo para quem não é tão fã, dada a onipresença da obra musical de Amado no Brasil.

É possível sentir algo relacionado a isso quando a empregada doméstica Silvana Gomes da Silva, 46 anos, tenta explicar as razões de seu gosto pelas músicas de Amado. “Gosto desde sempre, desde quando eu tinha nove anos e ouvia ele cantar no Chacrinha a primeira vez. Meu amado cantor me ajudou a enfrentar a vida, tudo que já passei, não tenho palavras para descrever”, responde com lágrimas nos olhos a alagoana, que atualmente mora em Águas Vermelhas, Minas Gerais, mas veio para Vitória da Conquista ver o seu ídolo de perto.

Neia Sampaio e seu neto Alisson Brito

Essa paixão inexplicável é algo comum entre ela e a nova colega de fã-clube – amizade feita durante a espera para o show – , a aposentada Neia Sampaio, 53 anos, moradora do Kadija. “Eu tinha 10 anos de idade quando me apaixonei por Amado. Ouço todos os dias, guardo os discos, os CDs. Eu não tenho palavras para agradecer, primeiramente a Deus, depois ao meu neto que tá aqui comigo, à minha família, à produção, às pessoas que eu conheci aqui hoje que me deram muita força. Teve gente que riu de mim, mas eu falei ‘hoje eu vejo ele’, e agora estou aqui!”, confidenciou. “Desde quando eu entendi que eu gostava dele, eu tinha um passado com meus pais muito triste, então, ele me acompanhou a vida toda. Eu estou fazendo 53 anos em julho e esse é meu presente de aniversário”, disse.

Odete Cunha, segurando o disco autografado, sua filha Larinha Cunha à direita, e Juliana Oliveira.

Então, a explicação passa mesmo pelos afetos. E, se não se pode compreendê-la por lógicas racionais, é possível transportá-la para objetos físicos cujas recordações equivalem a uma vida: dona Odete Cunha guarda, há 40 anos, o primeiro disco que era do falecido esposo – ainda mais fã do que ela, segundo as suas próprias palavras. “Eu estou muito emocionada, eu não consigo nem falar. Estou realizando um sonho meu e do meu marido. Minha filha que está aqui comigo escuta Amado Batista desde quando estava na barriga”, disse, enquanto estampava orgulhosa a dedicatória feita pelo seu ídolo.

Bianca Oliveira

Sem conter a ansiedade, Bianca de Oliveira fez questão de abrir seu coração para falar de Amado. “Sou fã demais, gosto muito dele, escuto todas as músicas dele. Acho que ele é super maravilhoso. Estou tão nervosa! Feliz demais por ter essa oportunidade de conhecê-lo tão de perto. Melhor presente que eu poderia ter na vida”, comemorou a cuidadora de crianças.

Maria Lúcia de Jesus

“O amor é grande, né? Porque, desde quando ele gravou o primeiro CD dele, que eu sempre acompanho. Com revistinha, com CDs, desde o primeiro. Então, não importa a idade, é paixão mesmo, eu sou fã número um, de carteirinha dele. Gosto de muitos, mas como eu gosto dele não tem nenhum”, contou dona Maria Lúcia Jesus, 67 anos, moradora do Jurema.

Sim, Maria Lúcia, o amor é grande. Dá para entender que a relação entre fã e artista é mesmo passional e não há o que discutir. Igualmente compartilhada com sua cunhada, Albertina Santos de Jesus, 77 anos, soteropolitana, que veio turistar na cidade apenas para participar do Arraiá da Conquista quando soube que seu maior ídolo tinha sido confirmado na programação. “Meu Amado Batista, ele mora aqui dentro do meu coração. Igual ao dela, minha cunhada. Graças a Deus que estou aqui hoje! Graças a Deus estou firme e forte, gritando de emoção parecendo uma louca”, comemorou a aposentada.

Ainda na temática de trajetória, registre-se que, em 48 anos de carreira, Amado Batista vendeu mais de 38 milhões de discos, entre LPs e CDs. Já na atual era das plataformas digitais, suas músicas amealharam mais de 3 bilhões de visualizações até o momento. Canções como “Desisto”, “O fruto do nosso amor (Amor perfeito)”, “Seresteiro das noites”, “Princesa” e “Secretária”, entre inúmeras outras, são conhecidas e cantadas pelos mais longínquos grotões do país.

Assim como ocorre com a relação entre o artista e os fãs, não há como apontar uma fórmula para esse sucesso comercial, mas é perceptível que Amado se utiliza de elementos da moda de viola, da sonoridade Jovem Guarda e do viés romântico popular para tratar, em suas canções, de temas cotidianos, com os quais qualquer pessoa consegue se identificar.

“Eu vim para esse show com uma expectativa muito grande. Eu sabia que meus fãs estariam me esperando porque eu sempre me apresento com muito prazer, amo exercer a minha profissão. Faço com muita paixão para eles”, confidenciou o cantor Amado Batista.

Essa identificação afetiva explica, por exemplo, a lotação na agenda de shows do artista, neste mês de junho, que foi iniciada no dia 1º, com uma apresentação em Sabinópolis (MG). No dia seguinte, ele esteve em Aparecida do Rio Negro (TO). Daí por diante, o artista fez mais 17 apresentações, passando por estados como Sergipe, Mato Grosso, Pernambuco, Goiás e Espírito Santo – até desembarcar em Vitória da Conquista na madrugada deste domingo (23), vindo diretamente de outro show na cidade pernambucana de Araripina, a cerca de 1000 quilômetros de distância.

Neste domingo (23), a agenda de Amado prevê ainda mais dois shows na Bahia, nos municípios de Itatim e Jequié. Na segunda-feira (24), dia de São João, outras duas apresentações em terras baianas, em Jaguaripe e Presidente Tancredo Neves. Até o dia 30, serão mais seis shows, passando ainda por Maranhão e Minas Gerais, e completando um total de 29 compromissos em 30 dias.

“Cantar, pra mim, é uma alegria, me diverte, e a gente vê que diverte também as pessoas e isso me realiza. Eu sou muito agradecido”, contou o artista, que está com novo álbum: Perdoa, com 12 canções inéditas (entre elas Perdoa, Chocolate e Pimenta e Quero Namorar) e duas regravações do repertório de Amado.

Congresso analisa proposta que busca obrigar operadoras de planos de saúde a oferecer opções individuais

O projeto, atualmente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa, aguarda a definição de um relator para apreciação

O Congresso analisa uma proposta que busca obrigar operadoras de planos de saúde a oferecer opções individuais de planos aos consumidores. O projeto, atualmente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa, aguarda a definição de um relator para apreciação. O PL 1.174/2024 é de autoria do senador Romário (PL-RJ) e tem o intuito de oferecer alternativas às opções fornecidas pelas grandes seguradoras.

Conforme o texto da proposta, essas garantias seriam o reajuste dos planos abaixo do valor máximo permitido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a rescisão unilateral dos contratos com o consumidor sem notificação prévia. “Atualmente, as empresas de planos de saúde obrigam, na prática, os consumidores a adquirirem planos coletivos, os quais não contam com garantias importantes aos consumidores e especificação de condições”, afirmou Romário ao justificar o projeto.

Ainda segundo o senador, também apontou que, mesmo nos casos de planos vendidos por preços menores, caracterizados como individuais, ainda pode ser que se trate de um plano coletivo. Nesse caso, os reajustes de mensalidade ficam muito acima dos praticados em um plano individual.

No projeto, a comercialização de planos coletivos, empresariais e por adesão não seria desautorizada, mas as operadoras seriam obrigadas a oferecer, também, modalidades individuais. Em 2021, a Comissão de Transparência e Defesa do Consumidor (CTFC) chegou a aprovar um projeto com o mesmo objetivo do atual PL. A proposta, de autoria do ex-senador Reguffe, foi enviada para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), mas arquivada posteriormente.

informe da: Metro1

Fernando Diniz sai do clube carioca depois de conquistar um título de Libertadores, uma Recopa Sul-Americana e o Campeonato Carioca

 

Após derrota no FlaFlu, Diniz deixa o comando do Fluminense

 

Fernando Diniz não é mais o técnico do Fluminense. Após perder o clássico para o Flamengo nesse domingo (23), o tricolor carioca anunciou a demissão de Diniz nesta segunda-feira (24). O Flu vive um momento delicado na temporada, sendo lanterna do Campeonato Brasileiro com apenas 6 pontos.

Diniz foi responsável por comandar a equipe na campanha que terminou com o título da Libertadores do ano passado. O técnico fez duas passagens pelo clube.

Em nota publicada nas redes sociais, o Fluminense destacou o legado deixado pelo técnico no clube, agradeceu o trabalho e desejou sorte na nova jornada. Conteúido Metro1

Arraiá da Conquista chega aos distritos da Zona Rural de 23 a 24 de junho

O Arraiá da Conquista ainda tem muito forró pela frente. Hoje (23) e amanhã (24), a festa chega aos distritos de Veredinha, Bate-Pé, José Gonçalves, Cercadinho, Inhobim, Pradoso, Dantilândia, Cabeceira do Jiboia, Iguá, São Sebastião, São João da Vitória e Lagoa de José Luiz. O evento já contemplou a Praça Nove de Novembro, de 10 a 29, o Glauber Rocha, de 18 a 22, e a Lagoa das Bateias, todas às sextas e sábados até o final do mês. Esse envolvimento reafirma o compromisso com as raízes típicas dos festejos de São João, a Prefeitura faz com que a festa aconteça nos quatro cantos da cidade. Com atrações locais, são 24 shows espalhados pelas doze localidades da zona rural do município.

Confira a programação:

O arrasta-pé conquistense começou no dia 10 de junho, na Praça Nove de Novembro, e se estende até o dia 29 deste mês. No Centro Cultural Glauber Rocha, a festança seguiu até 22 de junho, com diversas atrações nacionais. Por lá já passaram Elba Ramalho, Liv Moraes, Frank Aguiar, Alcymar Monteiro, Nadson Ferinha, Targino Gondim, Alcymar Monteiro, Robertinha, entre outros.

Programa Celular Seguro  recebe 57,8 mil alertas de bloqueio em 6 meses

Após seis meses de funcionamento, o Programa Celular Seguro já recebeu 57.790 mil alertas de bloqueios de usuários que já instalaram o aplicativo em seus telefones móveis. Lançado em dezembro do ano passado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o programa possui mais de 2 milhões de usuários cadastrados, com mais de 1,1 milhão de celulares. A plataforma funciona como uma espécie de botão de emergência que deve ser utilizado somente em casos de perda, furto ou roubo do celular. A ação garante o bloqueio ágil do aparelho, da linha telefônica e de aplicativos bancários em poucos cliques. O acesso ao Celular Seguro é feito por meio do cadastro no Gov.br, a plataforma de serviços do governo federal. Os aparelhos podem ser registrados via site – ou aplicativo, disponíveis na Play Store (Android) e na App Store (iOS).

As empresas que já aderiram à iniciativa estão descritas nos termos de uso. Não há limite para o cadastro de números, mas eles precisam estar vinculados ao CPF do titular da linha para que o bloqueio seja efetivado. Quem estiver cadastrado no Celular Seguro pode indicar pessoas da sua confiança, que estarão autorizadas a efetuar os bloqueios, caso o titular tenha o celular roubado, furtado ou extraviado. Também é possível que a própria vítima bloqueie o aparelho acessando o site por meio de um computador. Após o envio do alerta, as instituições financeiras e empresas de telefonia que aderiram ao projeto farão o bloqueio do chip e dos aplicativos.

O procedimento e o tempo de bloqueio de cada empresa também estão disponíveis nos termos de uso do programa.

Entenda o significado das características, dos elementos e da origem da festa que celebra santo junino – São João.

 

 

“A fogueira está queimando em homenagem a São João”. Entre os dias 23 e 24 de junho, cidades do interior do Nordeste e da Bahia se transformam em grandes capitais ao receberem uma grande quantidade de pessoas para celebrarem o São João. Considerada uma das manifestações mais populares, a festa comemora o nascimento de João Batista, o primo de Jesus Cristo, principal figura do catolicismo.

 

Considerado pela igreja católica como “precursor”, João Batista se diferencia de outros santos, tendo o seu dia celebrado na data em que nasceu e não no dia de sua morte. Ele ainda era conhecido por realizar batismos e batizou o próprio Cristo. Apesar de ser um dia de um santo, a origem da festa é pagã, mas foi aderida pelo catolicismo e tem um caráter religioso. Com o intuito de explicar sobre a festividade, a reportagem do Bahia Notícias preparou uma matéria especial acerca do significado da festa, sua origem, características e elementos.

 

De acordo com o historiador, Rafael Dantas, a tradição da festa junina no país é oriunda e tem influência europeia, desde o Brasil Colônia, através dos portugueses, que também celebram o santo, além dos espanhóis.

 

“O São João nasce junto com a ocupação europeia no contexto brasileiro. Então temos os primeiros registros, as primeiras descrições já na época da Colônia, especialmente no decorrer do século XVII, com essa presença ibérica, ou seja, portuguesa e espanhola, aqui no contexto do que vem se tornar o Brasil, do que vem se tornar Salvador. Temos inclusive algumas menções relacionadas aos santos. Não só João além de outros santos populares. Isso começa a se intensificar no decorrer dos séculos seguintes, especialmente com a força da Igreja Católica”, revelou Dantas.

 

Segundo o especialista, a festa tem um grande marco por conta do enorme apelo popular e expressividade que ultrapassa o tempo e gerações, além da memória afetiva.

 

“Eu diria que talvez essa inserção popular, essa capilarização do ponto de vista do povo, como as pessoas abraçam e sentem a festa ao longo do tempo, acho que essa é a principal causa, é o principal ponto de destaque para a gente entender a festa como um todo. O São João foi, continua e espero que fique como essa expressividade de um tempo, e especialmente de como as pessoas vivenciam isso com suas memórias afetivas”, explicou.

 

ELEMENTOS

Outro ponto explicado por Rafael foi acerca dos elementos que são utilizados durante os dias juninos, a exemplo das comidas típicas, bebidas, roupas entre outros.

 

“É uma tradição mediterrânea, que bebe de cultos pagãos que foram ressignificados pela igreja católica, seguindo a ideia direcionada ao culto dos santos específico e chegam no Brasil. A fogueira é importantíssima, como esse elemento já presente na Europa, ligada a essa questão das mudanças de estações, as mudanças de tempo, os momentos de fartura, de comidas específicas, assim como as roupas também, que bebem de uma tradição relacionada à questão campestre, que vem para o Brasil. Tem uma mistura com a questão indígena também, que é muito forte aqui, e depois com a questão africana. Mas especialmente elementos que já estavam presentes em culturas antigas, no contexto mediterrâneo europeu, que vêm para o Brasil e são hibridizados, misturados às influências das culturas tanto brancas como indígenas, ameríndias ou negras”, detalhou.

 

O uso de outros elementos como a dança, bandeirolas entre outros foi explicado também pelo o Vigário para Cultura Educação e Comunicação na Arquidiocese de Salvador, Manoel Filho.

 

“As quadrilhas das festas juninas vem das danças de salão na França e na Europa, do renascimento da origem, aquelas danças de casais ensaiadas dos casais. Então tudo isso vem de Portugal, uma herança muito forte. Os enfeites, as bandeirinhas, o colorido, se a gente chega hoje em Portugal, a gente vai encontrar também isso lá. A gente chega aqui e dialoga com a culinária mais indígena, do amendoim, do milho e lá está presente a sardinha assada na brasa, as ruas ficam com cheiro de sardinha durante o mês de junho.Toda essa festa vem de lá e óbvio chega aqui vai encontrando as suas características próprias”, observou Filho.

 

A fogueira, um dos principais elementos culturais da festa, carrega uma lenda e uma história por trás do seu uso, que muitas pessoas desconhecem. Segundo Manoel, existe uma tese de que quando João Batista nasceu, sua mãe, a Santa Isabel, tia de Jesus, acendeu uma fogueira na porta de casa para avisar a Maria que seu João tinha nascido.

 

“A fogueira existe uma lenda a qual Santa Isabel acendeu uma fogueira na porta de casa para avisar a Nossa Senhora que São João tinha nascido. As fogueiras tem a ver também com o aquecer a noite de frio também. Então no fundo é essa grande mistura, esse grande caldeirão onde se coloca a religião, a cultura, por causa da festa religiosa surgem manifestações culturais”, pontuou.

 

O vigário indicou ainda sobre a importância do São João não só para a cultura, mas para a economia e turismo.

 

“Esse movimento de volta às Origens tem uma repercussão econômica muito grande também. Às populações urbanas voltam para as pequenas cidades do interior. Então são 6 dias em que a capital é o interior. O centro do Estado está no interior. Essa centralidade da vida do estado não está na capital, está no interior, então isso faz toda a diferença. Isso leva a economia, faz a economia girar e faz com que nós nos tornemos turistas em nosso próprio estado. O São João é marcado muitíssimo por esse turismo local, por esse deslocamento. Da capital para o interior, o que leva a um movimento econômico gigantesco”, indicou.

Contéudo Bahia noticias Por Victor Hernandes

Foto: Manu Dias/GOVBA

Após três noites no Centro Glauber Rocha, Prefeitura avalia sucesso parcial do Arraiá da Conquista e analisa possíveis melhorias

Depois de três noites com um total de 12 shows no palco principal, mais oito atrações musicais no palco alternativo e duas apresentações de quadrilhas juninas, a programação do Arraiá da Conquista no Centro Cultural Glauber Rocha já pode ser avaliada de forma mais consistente pelo Governo Municipal.

“O nosso Arraiá da Conquista está sendo o maior sucesso. Esta edição foi a maior de todas. E também quero dar destaque aos artistas locais, que fizeram excelentes apresentações nesses três dias”, comenta o coordenador municipal de Cultura, Alecxandre Magno.

Restam ainda duas noites: a desta sexta-feira (21), com Nando Cordel, Ito Moreno e banda Carcará, Rege de Anagé e Seu Baducha no palco principal, além de Ramon Roman, Doro Brasamundo e Quadrilha Flor de Açucena no palco alternativo; e a de sábado (22), que terá Amado Batista, Chambinho, Erlan Forrozão e Xamego Proibido como atrações principais, e mais Forró Chegança, Forró Temperado e Quadrilha da Boa Vontade no outro espaço.

“É um momento de gratidão”, diz Alecxandre. “Esperamos que hoje também seja uma noite muito boa, que as famílias estejam presentes. Nando Cordel vai dar um showzaço. Além dele, Rege de Anagé, Ito Moreno e Seu Baducha serão maravilhosos. E, amanhã, a gente fecha com chave de ouro com Amado Batista. Com certeza, estão vindo caravanas”, observa o coordenador.

De acordo com as estimativas da Guarda Municipal, o público da noite de terça-feira (18), cuja programação incluiu a cantora Elba Ramalho, foi de quase 15 mil pessoas. Na quarta-feira (19), quando se apresentaram, por exemplo, Frank Aguiar e Alcymar Monteiro, 7,5 mil pessoas foram ao Centro Cultural Glauber Rocha. E, na quinta-feira (20), a lotação ultrapassou a marca de 25 mil pessoas durante o show de Nadson Ferinha – um recorde que levou a Prefeitura a fechar os portões por medida de segurança.

Mas, já prevendo que isso pudesse ocorrer, devido à movimentação e às expectativas geradas pelo anúncio da presença de Nadson Ferinha no Arraiá da Conquista, a Sectel instalou um telão de LED na Avenida Brumado, a fim de permitir que as pessoas que ficassem de fora também tivessem acesso ao que ocorria lá dentro. “A gente sabe que um espaço como aquele acaba ficando pequeno para tanta gente, com as atrações que a gente trouxe”, avalia Alecxandre.

A medida será repetida na última noite, pois o Governo Municipal já prevê um público alto – e, possivelmente, até maior que o de quinta-feira (20) – quando Amado Batista subir ao palco principal. “Tenho certeza de que Amado Batista vai bater o recorde do recorde, se é que isso é possível numa mesma edição do Arraiá da Conquista”, aposta o coordenador. “E o telão vai estar lá. Caso tenha novamente a necessidade de fechar os portões, a gente vai ligá-lo”.

Mesmo assim, a recomendação é para que as pessoas tentem chegar ao Centro Cultural Glauber Rocha mais cedo, para garantir que consigam entrar. Os dois portões estarão abertos a partir das 18h. “O ideal é chegar mais cedo e ficar na fila”, sugere Alecxandre.

Segurança e conforto

No evento deste ano, o espaço interno do Centro Cultural Glauber Rocha deu a impressão de estar mais amplo, já que o palco principal foi montado numa área mais recuada, bem próxima à sede da Prefeitura da Zona Oeste (PZO), enquanto o palco alternativo está localizado exatamente na extremidade oposta – o que deu origem a uma ampla área entre ambos. “Recuamos o palco para ter mais espaço. E conseguimos atingir esse objetivo, para que coubessem mais pessoas”, conta Alecxandre.

A ideia foi dotar o espaço com uma estrutura que permitisse o máximo possível de conforto aos frequentadores. “Fizemos um planejamento para passar segurança para o público da nossa cidade e para as pessoas que vêm de fora”, relata o coordenador municipal de Cultura. Isso inclui a presença da Guarda Municipal, com um efetivo de 90 agentes a cada noite, e o apoio de outras forças de segurança, como a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, além de outros setores da Prefeitura e do apoio da segurança privada. “Os órgãos estão trabalhando de forma integrada”, garante o comandante da Guarda Municipal, Cristóvão Lemos.

“Este ano, como nos anos anteriores, estamos trabalhando com força total. E esse efetivo é distribuído de forma consciente e estratégica”, afirma ainda o comandante. Além dos 90 agentes por noite, o contingente inclui seis viaturas, distribuídas em pontos estratégicos do evento, a exemplo dos portões de entrada e das saídas de emergência. Na parte externa, os guardas operam no trecho da Avenida Brumado entre o Seminário e a BR-116, dedicando-se à proteção preventiva de transeuntes e agentes de trânsito. E, na parte interna, eles patrulham a área de aglomeração do público e se posicionam em locais como as imediações dos dois palcos, a entrada para os camarins dos artistas, a PZO, a praça de alimentação e o camarote, entre outros.

“Não tivemos nenhuma ocorrência de maior gravidade nesses três primeiros dias”, relata Lemos. “O saldo foi muito positivo. A expectativa para hoje [21] é de um público razoável. E amanhã [22], com Amado Batista, casa cheia. Esperamos que chegue até o público de ontem [20], ou até mesmo que supere”, analisa o comandante.

Ainda na questão da segurança, cerca de 20 agentes de trânsito se mantém em atividade em todas as noites do evento, tanto na área frontal do Glauber Rocha quanto nas vias do entorno. Eles realizam patrulhas nas imediações e, a partir das 18h, iniciam o bloqueio da Avenida Brumado, no trecho entre as avenidas Itabuna e Integração (BR-116). A interdição permanece até o término do último show, com o objetivo de permitir a livre circulação das pessoas que vão ao local para participar do Arraiá da Conquista.

Duas equipes de limpeza

Ainda na questão do conforto, é preciso destacar o trabalho de limpeza, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep). Por meio da Coordenação Municipal de Limpeza Pública, duas equipes atuam no Centro Cultural Glauber Rocha ao longo do dia. A primeira, vinculada à empresa Torre, é formada por 12 pessoas, que fazem a limpeza do local do evento entre as 7h30 e as 12h.

A segunda equipe, composta por oito servidores públicos municipais, começa a trabalhar às 17h e vão até a meia-noite. Os dois grupos são responsáveis pelos serviços de varrição, rastelagem e recolhimento do conteúdo dos baldes de lixo. “Estimamos que, diariamente, 15 toneladas de resíduos são recolhidas do local”, informa o secretário municipal de Serviços Públicos, Luís Paulo Sousa.

‘Público aprovou’

As três noites iniciais – incluindo o episódio da superlotação – já permitiram o surgimento de novas ideias, visando à edição de 2025. A começar pela possível escolha de novos espaços, nos quais seja possível reunir um número maior de pessoas. “Vamos apresentar essa ideia à prefeita Sheila Lemos e ela vai avaliar, junto com o secretário Xangai, para que a gente dê mais conforto para a população e tenha uma estrutura maior”, explica Alecxandre.

De resto, o Arraiá da Conquista segue rumo às duas últimas noites. “Não vou deixar de destacar o sucesso do evento. Vimos pessoas felizes e famílias participando. Acho que o público aprovou o espaço que preparamos, com uma estrutura para dar o maior conforto para a população”, concluiu o coordenador municipal de Cultura.

Senac realiza pré-lançamento da 2ª edição do Rota do Vinho, e conta com a participação  dos veículos de comunicação de Vitória da Conquista e apreciadores do bom vinho.

 

No inicio desta semana, especialmente na terça-feira,18, o SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Vitória da Conquista promoveu o  pré lançamento do programa   Rota do Vinho, que já vem acontecendo nas principais cidades da Bahia.  E para Conquista, previsto para  os dias  12 e 13 de julho.

A programação  deste ano do A Rota do Vinho esta previsto para  acontecer entre os dias 5 e 6 de julho, em Feira de Santana, Vitória da Conquista no dia 12 e 13 de julho, Salvador nos dias 19 e 20 de julho e Porto Seguro nos dias 26 e 27 de julho. A programação tem mais de 60 horas de aulas, com temas como história dos vinhos, harmonização e valorização da produção de rótulos da região, como os vinhos do Vale do São Francisco.

Entre os palestrantes estão o sommelier e contador Alexandre Vasconcelos, a sommelière e professora de enologia, Aline Oliveira, e o CEO da Vinífera Import, Marco Stalonne.

Na programação que ocorreu neste inicio da semana, com o pré-lançamento do programa,  a  professora de enologia e  sommelier Aline Oliveira apresentou uma série de vinhos e espumante, aos convidados. Aline fez os comentários técnicos das características, perfil  e qualidade de cada vinho degustado pela pessoas presente no evento. Algumas delas também pontuaram suas avaliações e considerações. A enóloga Aline em seus comentários disse que estes tipos de evento também se  propõem para fomentar a cultura e  harmonização do vinho e sua praticidade no dia a dia das pessoas que aprecia e utiliza este tipo de bebida.

A Coordenadora do evento, que compõem o quadro do Senac  Raissa Magalhães, ao final da programação agradeceu as presenças e disse que a equipe esta pronta para superar inclusive o encontro – A rota do Vinho – realizado ano passo.