Mau agouro ao Brasil!
Desde quanto me entendo por gente, no meu submundo de pobretão, a lei sempre foi dura: escreveu não leu o pau comeu. Quer dizer, quando um pobre é flagrado, mesmo roubando uma lata de lei para o seu filho, vai direto para cadeia e não tem ninguém para acudi-lo, e sempre aparece um delegado de meia-tigela para anunciar que a lei é dura mas é a lei.
Hoje o PT mostrou que não, a lei é falha e que desmoraliza e humilha o povo e o próprio judiciário. A justiça brasileira virou o símbolo do descaso e da esculhambação, ao ponto do parlamento, quando quer, se torna num poder judiciário para absolver seus correligionários, como ficou claro na absolvição do deputado Natan Donadon do processo de cassação do mandato. Dura Lex, Sed Lex é para os pobres e para os trouxas. As leis brasileiras têm poder de absolvição dos afortunados que a própria Lei desconhece. Quando você pensa que os crápulas do mensalão estão indo para a cadeia, eis que aparece uma tal de dosimetria da pena para réus que ja foram julgados e condenados. Como se não bastasse, agora, a lei, com a ternura de mãe, estende aos quadrilheiros do mensalão um tal de Embargo Infringente, que jogando por terra toda batalha judicial travada até o momento, um desperdício de tempo e de dinheiro, ao permitir aos réus o direito a um novo julgamento, um novo julgamento do mesmo processo, dos mesmos réus, pelos mesmos ministros, isto tem um propósito: protelar o julgamento levando-o para à eternidade.
Somente um povo, que ainda carrega em si o ranço da subserviência escravocrata, para aceitar tamanha humilhação. A lei brasileira é dura para com o réu pobre, mas excessivamente benevolente para com o criminoso rico e poderoso.
É lamentável tudo isso que está acontecendo. O povo já não aguentava mais tanta hipocrisia nos políticos, agora nos representantes da justiça. Hoje, no Brasil, a magistratura mostrou-se ladra da ética, da decência e da esperança de um povo. Hoje, no Brasil, a toga dos magistrados esconde a vergonha, a indecência e as iniquidades sociais.
Essa horrorosa magistratura, tão dura para o povo, tão dócil para o seu amo, deixa o povo sem saber quem realmente deveria estar sentado no banco dos réus.
A sociedade sempre respeitará o juiz, se for a encarnação da justiça, e sempre respeitará o governo, se representar a esperança. Precisamos estancar a efusão de farisaísmo que emana da caneta desses ladrões de esperança de um povo. Em toda e qualquer sociedade não há senão um poder, a consciência a serviço da justiça; e não há senão uma glória, o da inteligência a serviço da verdade. E isso!
Vitória da Conquista-Bahia 13 de setembro de 2013.
O Circo Abrem-se as cortinas e começa mais um espetáculo circense com direito a Juiz, Promotor, Advogado de defesa, Advogado de acusação, Jurados e toda estrutura do estado para mais uma representação teatral da justiça brasileira; julgamento de Mizael Bispo de Souza. Carlinhos Cachoeira, protagonista desse tipo espetáculo, depois de toda encenação foi condenado a 39 anos de lua de mel nas praias do nordeste, com uma linda mulher que comprou do assessor do Senador Demostenes Torres. Gil Rugai, assassino do pai e da madrasta, condenado pelo mesmo diretor desse espetáculo, também conhecido como tribunal do júri, num Mega Show que durou cinco dias, com todas as despesas bancadas pelo estado, foi condenado a 33 anos e nove meses, após encenação partiram-se os grilhões, abriu o ergástulo fatal e Gil Rugai voltou livre ao seu lar doce lar. Os irmãos cravinhos, que matou um casal enquanto dormia, com pedaço de pau e barra de ferro, foram absolvidos. Os Magistrados de luxo, Ministro STF, instrumento da elite, condenou a cúpula do PT por Lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha; Corrupção passiva; Corrupção ativa; Peculato; Evasão de divisas; Gestão Fraudulenta e o escambau, hoje esses condenados andam pelo mundo afora visitando defunto ilustre. Ontem, 10 de março, ladrão de ônibus tropeça no pé de um jovem de 25 anos, se irrita e mata o jovem com tiro na cara. Isso aconteceu em Poços de Caldas(MG). Nunca foi tão fácil matar no Brasil. A lei do velho oeste era mais eficiente. O nosso sistema legal é o grande responsável pela banalização da vida, pela sensação de impunidade por permitir de forma magnânima a progressão de regime. A sociedade Brasileira precisa despertar desse sono letárgico e cobrar do Congresso Nacional urgência na reforma do Judiciário. Mas com os atuais representes do povo no poder, essa reforma é impossível, a grande maioria tem ficha suja e não moverá uma palha para que a reforma seja realizada. É preciso, antes, limpar a casa congressistas desses salafrários, enxotar as ratazanas de lá e eleger políticos idôneo e bem intencionados. O Brasil amadureceu, a legislação está defasada, não atende a realidade do país. Não é possível que a sociedade aceite, passivamente, esses absurdos; não é possível que em 2014 elejamos esses mesmos crápulas.
Vitória da Conquista-Bahia, 11 de março de 2013.




















