A Gente diz

Família do 1º Sargento Diomedes Prado Oliveira comunica que, o sepultamento acontecerá na Fazenda Recruta, na BA 262, estrada que liga Vitória da Conquista à Anagé, entre o posto da PRE e a Coalhada, às 16h.

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Enterro de Sargento da 80ª CIPM acontecerá no próximo domingo (02)

O corpo do 1º Sargento Diomedes Prado Oliveira, que morreu em um grave acidente na BR 116, na manhã deste sábado, será enterrado no próximo domingo (02). Seu corpo está sendo velado na residência da família.

O velório acontece na Avenida Serrinha, 1913, desde as 15h de hoje. O sepultamento acontecerá na Fazenda Recruta, na BA 262, estrada que liga Vitória da Conquista à Anagé, entre o posto da PRE e a Coalhada, às 16h.

O 1º Sargento Diomedes Prado Oliveira era comandante de um pelotão da 80ª CIPM em Encruzilhada e já tinha cerca de 30 anos de corporação. Em março, ele pediria aposentadoria da Polícia Militar.

Diomedes deixa mulher e um filho de 15 anos.

Como aconteceu  – foto sargeneo

O 1º Sargento  Diomedes Prado Oliveira, comandante de uma unidade da 80ª CIPM em Encruzilhada, morreu em um acidente na BR 116, no Km 844, próximo a Lagoa de Zé Luiz.

O acidente envolveu um veículo Gol de Vitória da Conquista, em que o 1º Sargento estava de carona, e um Corsa, que seguia para Mauá – SP. Quando o condutor, Josias Bezerra de Matos, realizava uma ultrapassagem em local indevido, colidiu frontalmente com o Gol. O motorista do Gol, ainda não identificado, tentou evitar o acidente, saindo para o acostamento, onde foi atingido.

O 1º Sargento conquistense voltava de serviço e faleceu no local. O motorista do Gol foi encaminhado ao Hospital de Base, mas ainda não foi informado o seu estado. Os outros dois ocupantes do Corsa sofreram escoriações leves.

por Mateus Novais
Foto: Rafael Gusmão

População de Piripá comemora a vitória da Prefeita Suely Bispo 3×2

 

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O Tribunal Eleitoral da Bahia – TRE-BA decidiu manter a prefeita Sueli Bispo Gonçalves (PP), do Município de Piripá no cargo. A prefeita teve seu mandato cassado por conta de uma eventual denuncia de que, havia usado  a força do poder econômico nas últimas eleições.  Na decisão, que aconteceu na quarta-feira, 29 de janeiro, na Capital baiana, ela contabilizou (3) três votos, a favor, contra (2) dois, que optaram em dizer não. A prefeita, até então, vinha exercendo a sua função no comando da prefeitura, na base de um mandato de segurança. Com a decisão, ela agora esta gozando de plenos poderes para governar sua cidade com mais tranquilidade.

A população de Piripá,  e, principalmente os aliados da prefeita, e do  ex-prefeito Jeová, os receberam na tarde desta quinta feira, com grande e festiva passeata (veículos, motos, bicicletas) pelo centro da cidade.

O ex-prefeito Jeová Bispo, que é esposo da Prefeita Sueli, e que mantem forte influencia política no comando da prefeitura, assegura que, de agora em diante a gestão tomará outro rumo, e diz que: “agora que tudo está resolvido é bola para frente.” Comentou Jeová.

A Prefeita que acompanhou e participou das manifestações, celebradas  à  sua vitória, pelo grupo politico e simpatizantes, diz estar muito contente com a decisão, mas, que a administração nunca parou e que enfrentou muitas dificuldades, principalmente com escassez de agua e falta de chuvas na região. Pretendendo, portanto dar o melhor de si e cocluir a sua gestão da melhor forma possível.

Feira de Saúde é realizada na Farmácia da Família, no bairro Brasil

Em comemoração do Dia do Farmacêutico, celebrado na data de 20 de janeiro, a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou a Feira de Saúde nesta quinta-feira, 30. A atividade aconteceu na Farmácia da Família, no bairro Brasil, em parceria com o curso de Farmácia e o Diretório Acadêmico da Universidade Federal da Bahia, campus Anísio Teixeira.

“A ideia que nós tivemos hoje foi fazer uma atividade para mostrar à população a importância do papel do farmacêutico na sociedade. Dia 20 de janeiro é comemorado o Dia do Farmacêutico, então selecionamos hoje para fazer esta Feira de Saúde”, explica a farmacêutica da Ufba, Priscila Ribeiro de Castro.

Segundo Priscila, o evento contou com uma sala de espera, na qual os pacientes foram abordados individualmente e receberam orientações quanto ao uso racional de medicamentos. Houve ainda a distribuição de informativos sobre o tratamento de diabetes e hipertensão e realizados testes de glicemia e aferição de pressão.

O morador do bairro Guarani, Lindomar Rocha, considerou a atividade muito importante para a população. “Cada momento que nós tivermos de aprendizado durante nossa vida é sempre bom. Eu mesmo tinha dúvidas sobre o assunto e tirei todas elas hoje. Se fosse um dia comum, iria embora e continuaria com essas dúvidas. Atualmente, damos prioridade para todas as outras coisas na vida e acabamos esquecendo de cuidar da saúde, então essa atitude é louvável”, comentou Lindomar.

Dentro da programação, também foram selecionados pacientes para participar de uma atividade que a Universidade Federal da Bahia (Ufba) desenvolve em parceria com o município. Trata-se do atendimento clínico farmacêutico de pacientes identificados como tendo necessidades relacionadas ao uso de medicamentos.

– See more at: http://www.pmvc.ba.gov.br/v2/noticias/feira-de-saude-e-realizada-na-farmacia-da-familia-no-bairro-brasil/#sthash.g18cbuql.dpuf

Esporte: COISAS DO FUTEBOL

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Difícil encontrar um adjetivo para dizer, na realidade, o que é o futebol, pois, além de ser apaixonante, intrigante, polêmico e surpreendente, é ingrato. O que assistimos ontem no Lomantão foi uma dessas perversidades que o futebol faz com os times que, embora tenham uma boa estrutura, dentro e fora de campo, vez por outra, são pegos pelo acaso. No jogo entre o Vitória da Conquista X Bahia, a expectativa era grande, por parte da imprensa e torcedores e, apreensão, pela diretoria do Bode, que temia mais uma vez uma ajudinha da arbitragem, a qual, diga-se à bem da verdade, em nada concorreu para a derrota do Bode. Seria o jogo da reabilitação, esperança do time ocupar a segunda colocação em seu grupo, dependendo, era claro, do resultado do jogo do CSA, então o alviverde não tomou conhecimento do tricolor da capital e, partiu pra cima com vontade, determinação e uma boa dose de entusiasmo. Um gol aos 19 minutos do primeiro tempo, deu aquela sensação de que o segundo viria,  era  uma questão de tempo, oportunidades foram perdidas, sustos foram tomados, então o placar não se alterou no primeiro tempo. Segunda etapa, o Bode continua dando as cartas, dobrando o adversário em termos táticos e postura dentro de campo, mas faltava a tranquilidade para marcar o segundo gol, o que quase, quase mesmo, ocorre aos 3 minutos do segundo tempo, Vander chutou, para sorte de Lomba, a bola bateu na trave e voltou para o goleiro, aos cinco uma cabeçada de Sílvio, por pouco, muito pouco mesmo, não sai o segundo gol salvador. Como acontece, como se diz no jargão do futebol, “quem não faz leva”, aos 32 minutos, em cobrança de falta, por sinal, muito bem feita, o Bahia empatou o jogo, então, o Bode foi pra cima em busca do desempate, conseguindo três escanteios, sem proveito e, aos 48 minutos, depois de o Bahia ter um jogador expulso e, começar a achar que o empate tinha sabor de vitória, com o cai, cai de alguns jogadores, o Bode tem mais um escanteio a seu favor e, após a bola ser rebatida pela defesa do tricolor, sobrou para Candinho que não chutou nem teve domínio da Bola, do que se aproveitaram os jogadores velozes do Bahia, para armar um contra-ataque e decretar o placar no Lomantão, para a tristeza dos torcedores do Bode. Faltou ao Bode, paciência, sabedoria, e acima de tudo, competência para administrar o placar que lhe era favorável. Fica a lição.

De: Ubaldino Figueiredo

             COMENTÁRIO  – quinta feira – 30 de janeiro de 2014 

Veja nove temas polêmicos sobre reforma política

 

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com Tribuna da BahiaAs manifestações populares que aconteceram no Brasil em junho e julho de 2013 colocaram a reforma política de volta ao centro dos debates. Mudanças nas práticas políticas, nas formas de representação e nas regras das eleições estão em discussão. Reclamada pelos manifestantes, a reforma foi prometida pela presidente Dilma Rousseff, que chegou a encaminhar ao Congresso a proposta de consultar a população sobre o tema.Diversos assuntos podem ser incluídos na reforma política: a duração dos mandatos, a possibilidade ou não de reeleição, a forma como devem ser eleitos os deputados, as formas de financiamento de campanha, a obrigatoriedade do voto, a possibilidade de candidaturas desvinculadas de partidos e de revogação de mandatos por meio do voto, a suplência de parlamentares, a frequência das eleições. Até o próprio sistema de governo pode ser colocado em questão.O que dificulta aprovar uma reforma política é a falta consenso. Há muitas possibilidades, algumas contraditórias, o que torna o debate muito polêmico. Há quem defenda o fim da reeleição para presidente da República e quem seja a favor dela. Há quem proponha voto distrital e quem prefira voto em lista. E essas são só algumas das alternativas.

1 – Reeleição: Sim ou Não?

A reeleição para cargos executivos foi aprovada no Brasil em 1997. Hoje os governantes podem se reeleger uma vez consecutiva, sem necessidade de deixar o cargo. O assunto foi muito polêmico na época e assim continua até hoje – de modo que se discute tanto a ampliação da possibilidade de reeleições consecutivas quanto a proibição de presidentes, governadores e prefeitos se reelegerem.

Quem apoia a reeleição argumenta que ela permite aos governos trabalhar com mais tempo, favorecendo maior estabilidade nas políticas públicas. Quem é contra, lembra que há a possibilidade de o governante usar a estrutura do governo para se promover e se reeleger.

A maioria dos países permite a reeleição. Nos Estados Unidos, por exemplo, é permitida apenas uma reeleição e, normalmente, os ex-presidentes não disputam outros cargos depois de oito anos de governo. Alguns países latino-americanos permitem reeleições ilimitadas, como a Venezuela e a Bolívia. Já o México não permite a reeleição.

O assunto foi discutido pelo Senado em 2011. Na época, uma comissão especial criada para tratar da reforma política sugeriu o fim da reeleição, mas a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) discordou e rejeitou a Proposta de Emenda à Constituição 39/2011, do senador José Sarney (PMDB-AP).

Depois disso, foram apresentadas outras propostas que mantêm a reeleição, mas obrigam o governante a se licenciar do cargo para concorrer novamente. São as PECs 48/2012, da senadora Ana Amélia (PP-RS), 73/2011, do ex-senador Wilson Santiago e 65/2007, do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). As duas primeiras esperam decisão da CCJ. A terceira aguarda inclusão na ordem do dia do Plenário do Senado.

2 – Duração do mandato

Quanto deve durar o mandato do presidente, dos governadores e dos prefeitos? Ao longo da História do Brasil, isso mudou várias vezes: quatro anos durante a República Velha; cinco anos após a Era Vargas; o mesmo período no começo da redemocratização, com José Sarney e Fernando Collor, e novamente quatro anos a partir de Fernando Henrique Cardoso.

O debate sobre a duração do mandato costuma estar atrelado ao da reeleição. Em geral, os políticos consideram curto o mandato de quatro anos, de modo que é preciso autorizar os governantes a tentarem se reeleger. Já aqueles que defendem o fim da reeleição em geral também defendem mandatos mais longos, de cinco ou seis anos.

Como é em outros países? Há grande diversidade quanto a isso. Nos Estados Unidos e na Argentina, o mandato presidencial é de quatro anos. Na Venezuela e no México, de seis. Na França, de cinco e na Itália parlamentarista, de sete.

Em 2011, a comissão especial que apresentou uma proposta de reforma política sugeriu acabar com a reeleição e ampliar os mandatos de cargos executivos para cinco anos. A CCJ rejeitou a ideia, mas a PEC 38/2011 continuou tramitando na forma de um substitutivo apresentado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para alterar para dois anos os mandatos dos prefeitos eleitos em 2016, com o objetivo de que, em 2018 e nas eleições seguintes, todos os cargos eletivos estejam em disputa. Essa PEC aguarda inclusão na ordem do dia do Plenário.

3 – Eleição de deputados: voto proporcional x voto distrital

Este é um dos assuntos mais polêmicos quando se fala de reforma política. De que maneira devem ser eleitos os deputados federais, estaduais e os vereadores, valorizando os partidos ou destacando os próprios candidatos? Há quase um consenso de que o sistema atual é ruim por distanciar o eleitor dos eleitos, enfraquecer a identidade partidária e permitir a eleição de políticos desconhecidos do público. Existem várias alternativas propostas, cada uma com virtudes e defeitos.

a) Como é hoje: sistema proporcional

Atualmente, o eleitor vota em um candidato, mas a eleição depende também do desempenho de cada partido. Cada legenda tem o direito de eleger um número de deputados federais proporcional ao número de votos que obteve. São considerados eleitos os candidatos que obtiveram mais votos dentro das vagas que cabem a cada partido.

Esse sistema é muito criticado por permitir a eleição de candidatos com poucos votos que estejam em partidos bem votados. Com isso, candidatos desconhecidos, ou mesmo rejeitados pelo eleitor, podem acabar sendo eleitos graças a um candidato considerado “puxador de votos”.

As principais alternativas propostas são o voto distrital e o voto em lista fechada, além da combinação de ambos, o voto distrital misto.

b) Voto distrital

Por esse sistema, cada estado é dividido em distritos eleitorais, e cada um deles elege um representante, sempre o candidato mais votado, independente do desempenho do partido. Por exemplo: O estado de São Paulo, que hoje tem 70 deputados federais, seria dividido em 70 distritos e cada um elegeria um representante.

Os defensores desse sistema argumentam que ele aproxima os representantes da população representada, o que favorece a cobrança e a fiscalização, e dificulta a eleição de pessoas identificadas a grupos de pressão como sindicalistas e religiosos. Já os adversários afirmam que ele enfraquece os partidos e diminui a possibilidade de que sejam eleitos representantes de minorias.

Os principais países que utilizam esse sistema são a Grã-Bretanha, os Estados Unidos, o Canadá e a Índia. No Brasil, o voto distrital é defendido pelo PSDB.

c) Voto em lista fechada

Nesse modelo, o eleitor vota apenas no partido, e não em um candidato específico. Cada partido terá uma lista de candidatos já definida e já ordenada (por isso é chamado de “lista fechada”). Assim como no modelo atual, cada partido elege um número de candidatos proporcional ao número de votos que recebeu, obedecendo a ordem em que os candidatos aparecem na lista, que deve ser elaborada por meio de prévias.

Os defensores dessa proposta afirmam que ela fortalece os partidos, pois o eleitor escolhe entre plataformas partidárias, e não entre personalidades. Já aqueles que são contrários dizem que o sistema permite a eleição de pessoas desconhecidas, pois o eleitor tenderia a fixar a atenção apenas nos primeiros candidatos da lista. Além disso, alegam que o compromisso dos eleitos para com o eleitor seria menor.

O voto em lista fechada é praticado em muitos países, como Argentina, África do Sul, Albânia, Espanha, Itália, Portugal, Bulgária e Turquia. Sua adoção é defendida pelo PT e outros partidos aliados.

d) Voto Distrital Misto

Esse sistema é a combinação do voto distrital com o voto em lista fechada. De modo geral, determina-se que cada um desses dois sistemas será usado para preencher uma parte das vagas existentes. Nesse caso, o eleitor votaria duas vezes: uma em um candidato de seu distrito e outra em um partido. Há variações desse sistema, que modificam a forma como são escolhidos os eleitos pelo voto proporcional.

Aqueles que defendem esse modelo consideram que ele combina as vantagens do voto distrital e do voto proporcional: fortalecer os partidos e aproximar os representantes dos seus eleitores. Assim, essa seria uma possível solução para conciliar os adeptos dos outros sistemas.

Países como Alemanha, Coreia do Sul, Japão, Ucrânia e México utilizam variações do voto distrital misto.

e) Outras propostas

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) propôs um modelo que foi apelidado de “distritão”. A ideia seria eleger os deputados federais simplesmente obedecendo a ordem dos votos nominais recebidos por cada um, sem levar em conta a proporção de votos dos partidos, como se cada estado fosse um grande distrito eleitoral. A proposta ainda tramita.

O Movimento Contra a Corrupção Eleitoral (MCCE), que liderou a coleta de assinaturas a favor da Lei da Ficha Limpa, divulgou no mês passado um outra proposta: a eleição dos deputados passaria a acontecer em dois turnos. No primeiro, o eleitor votaria apenas no partido, definindo o número de cadeiras a que cada um teria direito, de acordo com a proporção de votos que recebesse. No segundo turno, o eleitor votaria em um candidato específico, entre as opções oferecidas pelos partidos. Seriam eleitos os mais votados dentro do número de vagas já conquistado no primeiro turno por cada legenda.

Em 2011, a comissão especial da reforma política aprovou o voto em lista fechada (PEC 43/2011). Quando tramitou na CCJ, o relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR) apresentou substitutivo, descartando a lista fechada e propondo o modelo do “distritão”. Por sua vez, o senador José Pimentel (PT-CE) apresentou voto em separado, recuperando o voto proporcional. Ao final, ambos os relatórios foram rejeitados. O senador Jucá recorreu ao Plenário e o projeto foi incluído na pauta, porém, atendendo a requerimento, acabou retornando à CCJ para novo exame, onde o relatório propõe novamente a rejeição do voto proporcional e a adoção do distritão.

Além disso, aguarda inclusão na ordem do dia do Senado a PEC 42/2011, apresentada pela Comissão da Reforma Política, convocando referendo popular para decidir sobre a validade de qualquer proposta que altere o sistema eleitoral.

4 – Financiamento de Campanha

Outro assunto bastante polêmico dentro da reforma política é o financiamento das campanhas eleitorais. Hoje, dentro de certos limites, tanto empresas quanto pessoas podem fazer doações. Além disso, cada partido recebe recursos públicos provenientes do chamado Fundo Partidário, que são distribuídos de acordo com o tamanho de cada bancada na Câmara dos Deputados.

Alguns problemas são levantados quanto ao financiamento de campanhas: os gastos excessivos; a influência que o poder econômico pode ter no resultado de uma eleição; e as doações ilegais, o chamado “Caixa 2”.

As propostas oscilam entre deixar tudo como está, apenas fiscalizando melhor as doações; proibir as doações de empresas, permitindo apenas as de pessoas físicas; ou proibir toda e qualquer doação privada, estabelecendo que o governo financiará sozinho todas as campanhas eleitorais.

Os defensores do financiamento público afirmam que ele facilita a fiscalização, elimina a influência de grandes empresas nas eleições e permite que os partidos menores tenham mais recursos para fazer suas campanhas. No entanto, contra a ideia pesam os argumentos de que seriam favorecidos os partidos que hoje já são os maiores; não seriam coibidas as doações ilegais, ou seja, esse sistema não acabaria com o Caixa 2. Além disso, muitos consideram que o dinheiro destinado a financiar campanhas eleitorais poderia ser usado para investir em saúde e educação, por exemplo.

Atualmente, o financiamento público de campanha é defendido por partidos como PT e PCdoB.

Em 2011, a CCJ rejeitou a proposta de adoção do financiamento exclusivamente público de campanhas eleitorais (PLS 268/2011). Foi apresentado, entretanto, recurso para a votação dessa matéria em Plenário e desde outubro de 2011 a matéria aguarda inclusão na ordem do dia. Também está em tramitação o projeto de lei do Senado 140/2012, do senador Cristovam Buarque. Aprovado na forma de substitutivo do senador Sérgio Souza (PMDB-PR), ele determina que 45% das doações recebidas por cada candidato serão distribuídas entre todos os partidos, de acordo com o número de votos na eleição anterior para a Câmara.

O MCCE também tem proposta para o financiamento. Eles sugerem que as doações de empresas sejam proibidas. As doações de pessoas físicas seriam aceitas no valor individual máximo de R$ 700,00 e se somariam a recursos do Orçamento no Fundo Democrático de Campanhas gerido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Em caso de coligação, os recursos públicos a serem destinados aos partidos não poderia exceder ao do maior partido da coligação. Igual procedimento seria aplicado ao tempo de propaganda no rádio e na televisão, evitando-se alianças não programáticas, ou seja feitas com o único intento de aumentar as possibilidades das agremiações e candidatos envolvidos na manobra.

5 – Voto: obrigatório ou facultativo?

O voto é um direito ou uma obrigação? Há quem defenda que são as duas coisas e que o cidadão deve ser obrigado a se manifestar nas eleições de modo a exercer sua cidadania e evitar o comodismo. Outros consideram que o voto obrigatório agride a liberdade individual de optar por não votar.

Em 2011, a comissão da reforma política decidiu não propor a mudança para o voto facultativo. No entanto, a PEC 55/2012, do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), acaba com a obrigatoriedade do voto. A proposta aguarda relator na CCJ do Senado.

6 – Candidatura avulsa

Um cidadão deveria poder se candidatar sem estar vinculado a partidos? Isso é o que defende, por exemplo, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Nos estados Unidos, essa também é uma possibilidade. Os defensores consideram que é preciso abrir espaço para outras formas de representação política que não são contempladas em partidos políticos. Já os opositores afirmam que é preciso fortalecer, e não enfraquecer os partidos.

Em 2011, a comissão para a reforma política apresentou a PEC 41/2011 contemplando essa possiblidade, mas a CCJ a rejeitou. No entanto, depois disso foi apresentada a PEC 7/2012, do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) abrindo essa possibilidade. Além dela, continua tramitando a PEC 21/2006, do senador Paulo Paim (PT-RS), com o mesmo conteúdo.

7 – Recall

A possibilidade de a população decidir revogar o mandato de um governante por meio de uma consulta é conhecida pela palavra inglesa “recall”. Hoje, apenas o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), em casos específicos, podem destituir um governante ou um parlamentar. Algumas pessoas defendem a tese de que a democracia pressupõe, em certas circunstâncias, o direito de a população ser consultada sobre a continuidade ou não de um governo. Já os críticos veem riscos para a governabilidade caso tal instituto exista.

No Senado, tramitam a PEC 73/2005, do senador Eduardo Suplicy e a PEC 80/2003, do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) tratando dessa questão.

8 – Suplência de senador

Atualmente, cada senador é eleito com mais dois suplentes, que o substituem em caso de licenças longas ou de renúncia, cassação ou morte. Uma das críticas feitas ao sistema atual é o fato de que nem sempre os suplentes são conhecidos pelo eleitor e, às vezes, são parentes do titular. Tramita no Senado uma proposta (PEC 37/2011) da Comissão da Reforma Política estabelecendo que haverá apenas um suplente, o qual não poderá ser parente próximo do titular. A matéria aguarda inclusão na ordem do dia do Plenário.

9 – Data da Posse

Hoje, os candidatos eleitos para cargos executivos tomam posse sempre em 1° de janeiro. Como é imediatamente depois da virada do ano, muitos parlamentares consideram que essa data dificulta a participação popular na posse e a presença de chefes de Estado estrangeiros, além de impedir que os próprios governadores estejam presentes na pose do presidente da República, por estarem, eles mesmos, sendo empossados. A CCJ aprovou a PEC 38/2011 que altera a data. Os prefeitos passam a tomar posse no dia 5 de janeiro; os governadores, no dia 10 de janeiro; e o presidente, no dia 15 de janeiro. A PEC também altera o tempo de mandato dos prefeitos e vereadores eleitos em 2016 para que, a partir de 2018 haja eleições para todos os cargos.

Artigo: A COPA ESTÁ CHEGANDO !

 

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Faltando menos de cinco meses para o início da Copa do mundo, algumas

seleções ainda não têm um time formado, e outras que conseguiram classificação

nas eliminatórias ou repescagem, estão às voltas com problemas de atletas

lesionados ou que a idade já pesa para cumprir uma maratona de jogos a cada

4 dias. Na semana passada fiz uma análise do grupo A, hoje falaremos sobre

um dos grupos mais equilibrados, levando-se em consideração o retrospecto

de cada seleção. O grupo B, que tem ESPANHA, mesmo vivendo uma fase não

muito favorável, conta com jogadores experientes, mas alguns já sentindo o peso

da idade, caso de Xavi, e no gol a grande dúvida se Casillas ou Victor Valdés, no

entanto dois tarimbados jogadores, Iniesta e David Silva podem fazer a diferença,

aí vem a contribuição brasileira para os espanhóis, com a decisão do Diego Costa

disputar a Copa, em sua terra, pela seleção espanhola. A HOLANDA, também vem

recheada de jogadores com idade madura e considerados os cabeças pensantes

da seleção “laranja”, Sneijder, Kuyt, Nigel, Robben e, o grande artilheiro, Van

Persi, esses terão a incumbência de passar experiências e tranquilidade para

os mais novos coadjuvantes; Menfhis, Van Gaal, Jeremain, Leroy Fer e, outras

promessas da terra dos moinhos. O CHILE, que desde 1962 não tem feito

boas participações em Copas do Mundo, este ano vem ao Brasil com vários

valores individuais e um time bastante ofensivo, assimilaram com facilidade a

proposta de jogo do treinador Jorge Sampaoli, além disso, vem ostentando uma

invencibilidade de treze jogos, com uma única derrota para o Brasil, por 2×1. A

AUSTRÁLIA fará a sua terceira participação seguida em Copas do Mundo; mesmo

tendo conseguido sua classificação nas eliminatórias da Ásia, com certa facilidade,

o time está em baixa, depois das derrotas, por goleadas, para o Brasil e França. É

uma seleção em renovação e formação, da qual não pode esperar muito.

Por: Ubaldino Figueiredo

COMENTÁRIO – quarta feira – 29 jan 2014uba

Semana de Combate à Hanseníase – campanha propoem intensificar as ações de prevenção e de tratamento da doença.

 

Na manhã desta terça-feira, 28, a Unidade de Saúde da Urbis V recebeu atividades alusivas à hanseníase, realizadas durante a Semana de Combate à Hanseníase, que tem como tema “Apague essa mancha”. O objetivo do evento, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Pneumologia e Dermatologia Sanitária, é coleta

Maria de Lourdes Freitas Fontes

A médica Maria de Lourdes Freitas  conversou com os pacientes que estavam na unidade de saúde sobre os sintomas da doenças, o tratamento e a prevenção, além de distribuir panfletos informativos.

“As pessoas precisam ser orientadas e conhecer para não ter medo. O grande problema da hanseníase é que a população tem medo e por isso não vai ao médico. Além disso, existe um grande preconceito e com ele vem a intolerância e a violência. A gente vê pessoas afastadas do convívio social porque os familiares têm medo e acham que vão se contaminar. Se a pessoa reconhece e faz o tratamento, a hanseníase é curável. Existe remédio e é de graça”, explica Maria de Lourdes.

Teresinha Pereira Vieria

Teresinha Pereira Vieria, moradora da Urbis V, frequenta a unidade de saúde há quinze anos e aprova a iniciativa. “Só depende da população para acabar com esse preconceito, fazendo a propaganda e a prevenção. Nós temos que acabar com esse medo, reconhecer quem tem a doença, fazer o tratamento e acabar com ela. Achei muito importante essa conversa porque tirei várias dúvidas”, conta Teresinha.

Além das atividades em unidades de saúde, a programação conta com blitz educativa, busca ativa de casos suspeitos e consulta com dermatologistas no Centro Municipal.

Confira:

27 a 31/01/2014 – Abordagem, palestras e panfletagem para população na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, às 8h e às 14h

31/01/2014 – Atividades alusivas à hanseníase, realizadas nas unidades de saúde, às 8h e às 14h

28/01/2014 – Blitz da saúde “Apague essa Mancha”, com abordagem e panfletagem nas avenidas Brumado e Frei Benjamim – Manhã

27 e 29/01/2014 – Palestras no Centro Municipal, às 8h

27 a 31/01/2014 – Busca Ativa de Casos Suspeitos – Manhã e Tarde

29/01/2014 – Dia da Mancha – Consulta com dermatologistas no Centro Municipal, das 8 às 11h

30/01/2014 – Atividade educativa na Praça 9 Novembro e no Centro, a partir das 8h

31/01/2014 – Atividade com os pacientes – Manhã

Semana de Combate à Hanseníase: Unidade de Saúde da Urbis V recebe atividades

Prefeitura convida agricultores, autoridades municipais e equipes da imprensa local para visitarem Fazenda Experimenta do cultivo do umbu gigante

A atividade está agendada para 6 de fevereiro, às 15h; a Prefeitura convida agricultores, autoridades municipais e equipes da imprensa local

 

 

 

 

 

 

umbus                                                                                                              Uma vez por mês, o secretário municipal de Agricultura, Odir Freire, se reúne com todo o grupo de técnicos ligados à pasta, a fim de planejar as ações que serão desenvolvidas durante o mês seguinte. A que houve na tarde desta segunda-feira, 27, teve um componente a mais: a presença de autênticos exemplares de umbu gigante, cultivados e colhidos na Fazenda Experimental, uma área de 10 hectares mantida pela Prefeitura na região da Pedra Mole, a cerca de 30 quilômetros da área urbana de Vitória da Conquista. Ali existem mais de 700 umbuzeiros de quase 30 tipos de umbu gigante.

A presença das frutas na reunião não foi por acaso, já que um dos principais pontos da pauta foi a visita coletiva à Fazenda Experimental, agendada para o dia 6 de fevereiro, às 15h. Para essa atividade, que está em fase de organização, o Governo Municipal pretende convidar produtores rurais, autoridades do município e equipes da imprensa local para uma demonstração, in loco, do que é feito na Fazenda Experimental.

“É um momento importante, pois a produção de umbu gigante está no seu pique maior”, explicou Odir, após a reunião. “Vamos fazer uma demonstração de todo o trabalho desenvolvido na Fazenda Experimental e incentivar o produtor rural para que ele possa produzir o umbu, que é uma fruta da região e que vai incorporar no seu orçamento familiar, dando frutos para o futuro”, acrescentou o secretário de Agricultura.

Potencial econômico – O umbu gigante pesa em torno de 150 gramas, enquanto os frutos comuns não passam de 20. Na Fazenda Experimental, criada há cerca de quatro anos por uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), há um banco de germoplasma que abriga plantas matrizes, das quais são extraídas mudas que os técnicos da secretaria fornecem a agricultores que se interessam por cultivar a planta em suas propriedades. Desde a criação da Fazenda, mais de 3 mil mudas foram repassadas a produtores rurais do município.

Além de fornecer as mudas de forma gratuita, a Prefeitura oferece ainda toda a orientação e a assistência técnica necessárias para que o cultivo da planta seja bem-sucedido. Além de intensificar o cultivo do umbuzeiro, os produtores podem obter lucros a partir da comercialização do fruto e dos produtos derivados, como a extração da polpa, doces, geleias e sorvetes.

‘Vitrine’ – Na visita do dia 6, os interessados poderão conferir de perto o potencial econômico oferecido pela Fazenda Experimental. “Vamos demonstrar que o umbu gigante é uma realidade e pode ser produzido aqui no município”, explica o engenheiro agrônomo Dilermando Fonseca, para quem o local pode funcionar como uma “vitrine” do cultivo do umbuzeiro. “Além do banco de germoplasma, onde temos material genético para propagar, podemos demonstrar para a população que é possível produzir o umbu gigante. Neste momento da safra, já existem frutos que podem ser vistos e comparados ao fruto comum”, finaliza Fonseca, que faz parte da equipe de técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura.

 

Em Vitória da Conquista dois homens atearam fogo em um ônibus e deixa população assustada e preocupada com a insegurança pública na cidade

onibus pega fogo

Ação aconteceu na manhã desta terça-feira em Vitória da Conquista, na BA. Moradores ficaram assustados com o barulho da explosão.

Durante uma reintegração de posse de um conjunto residencial do Minha Casa Minha Vida, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, dois homens atearam fogo em um ônibus.

 

Por causa do incêndio, os pneus do veículo explodiram e moradores ficaram assustados com o barulho. Foi preciso o reforço de outro carro do Corpo de Bombeiros para apagar as chamas.

A desocupação de cerca de 30 casas foi determinada pela Justiça. Os imóveis teriam sido invadidos nos últimos meses. Representantes da Justiça, da Caixa Econômica Federal e da Polícia Militar não quiseram falar sobre o que ocorreu. O cobrador da empresa de ônibus teve queimaduras de segundo grau e foi levado para o Hospital Geral de Vitória da Conquista. De acordo com a assessoria do hospital, o quadro dele é estável.

Atentado

Dois homens encapuzados colocaram fogo em um ônibus na manhã desta terça-feira (28) na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, segundo informações da polícia. Ainda de acordo com o órgão, a ação foi um protesto em relação à reintegração de posse que acontece desde o início desta segunda-feira no bairro Miro Cairo.

O cobrador que estava dentro do veículo foi atingido pelo fogo e foi socorrido pelo Samu. O motorista e um passageiro que também estavam dentro do veículo conseguiram sair ilesos. Uma fumaça preta tomou conta do condomínio e muitos moradores entraram em pânico. Os imóveis foram invadidos nos últimos meses, de acordo com informações da polícia. Um caminhão foi utilizado para retirar os móveis e quem precisou sair de casa, entrou em desespero. Toda desocupação teve o apoio da Polícia Militar. (Foto: Blog do Anderson)

ônibus queimado em Vitória da Conquista (Foto: Anderson Oliveira / Blog do Anderson)

tv sudoeste bahiaREDE BAHIA | G1

Artigo: ASPECTOS DA COPA DO MUNDO

      

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Faltando cinco meses pra que o BRASIL seja o alvo das atenções para os apaixonados por futebol que reunirá, no período de 12 de junho a 13 de julho, trinta e duas seleções de todos os continentes. Ontem participando do programa GIRO ESPORTIVO da UESB FM, um questionamento do Junior Patente, me despertou atenção quanto ao potencial de cada seleção que disputará o titulo mundial, do qual o Brasil leva vantagem em numero de vezes campeão. Buscando  fazer um retrospecto preliminar de cada seleção, vimos que essa Copa será nivelada, uma vez que, diante de um futebol globalizado, cada treinador já estudou seus adversários, logo após o sorteio dos grupos. O que fará a diferença serão a individualidade e qualidade de cada atleta, principalmente, aqueles que em seus clubes são destaque e ao longo dos últimos dois anos vêm mantendo uma regularidade, tanto nos campeonatos nacionais, quanto nas competições continentais. Para começar essa série de comentários, vamos ver o grupo do Brasil, que será a seleção mais cobrada pelos torcedores, por estar sediando a Copa e, jogando com o apoio dos torcedores. A Croácia vem com uma seleção que suou para se classificar, conseguindo a vaga na repescagem, mas conta com jogadores experientes e um conjunto mais coeso, pois a dificuldade para conseguir a vaga o fez crescer. O México, também obteve a classificação na repescagem, não tendo feito bons jogos na Copa das Confederações, e além do mais, se quiser passar para as oitavas de final terá que lutar bastante. Camarões disputou cinco das seis últimas Copas, então será um forte candidato a passar para a fase seguinte, isto é, se praticar um futebol responsável, marca não registrada das seleções africanas; como essa atual seleção é cautelosa e equilibrada, por certo dará muito trabalho aos adversários. Está aí um breve parecer do grupo A. Na próxima semana abordaremos outros grupos

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Bahia tem o maior número de ações por improbidade do Brasil

Com um total de 1.073 ações em 267 municípios, a Bahia lidera no país o número de ações por improbidade administrativa em tramitação, apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF-BA) contra políticos e gestores públicos. Somadas às 215 ações de improbidade propostas pelo Ministério Público Estadual (MP-BA), o estado tem 1.288 processos.

Os dados foram recolhidos por A TARDE nos mapas da improbidade alimentados pelos órgãos de controle. O quadro, porém, é ainda mais abrangente, de acordo com o promotor de Justiça Valmiro Macedo, que trabalhou no mapa do MP-BA. O total de processos, incluindo os julgados, estava em 838 até a última sexta-feira, 24.

O ato de improbidade, previsto na Lei nº 8429/92, é descrito como o ilícito cometido por agente público “em desrespeito às regras inerentes ao trato da coisa pública, podendo causar enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e/ou ofensa aos princípios da administração pública”

Casos mais comuns

A procuradora da República Melina Flores lembra que a Bahia também ocupa o posto de estado no qual foram ajuizadas mais ações em 2013. Para explicar a liderança, ela cita dois fatores: a necessidade de não permitir a prescrição dos casos e o volume de recursos federais recebidos.

“Houve um esforço dos procuradores em ajuizar ações relativas a mandatos que se encerravam em 2008, porque precisamos propor as ações até cinco anos após o mandato, devido ao risco de prescrição. O outro fator é que a Bahia ainda é um estado muito pobre. Por isso, os municípios recebem muitos recursos federais”, afirma.

Ao falar sobre o ritmo de julgamento dos processos, a procuradora evita atacar o Judiciário. Ela destaca o estabelecimento de metas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas reconhece que ainda há muito a melhorar.

“O Judiciário tem se preocupado em acelerar o ritmo, mas precisamos avançar muito”, afirma. De acordo com ela, os casos mais frequentes de improbidade estão relacionados a desvios de recursos públicos federais destinados à saúde e educação, principalmente do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Com atuação na região de Irecê, o procurador da República Samir Nachef acrescenta à lista de irregularidades mais cometidas a não prestação de contas de recursos federais recebidos e o fracionamento de licitação.

Gentio do Ouro

Segundo ele, ambas foram praticadas pelo ex-prefeito de Gentio do Ouro, José Henrique Queiroz, alvo de seis ações de improbidade. Em alguns dos casos, o atual prefeito, Ivonilton Vieira, também é citado. “Ele foi o campeão de ações da minha parte: praticamente cometeu todos os exemplos de atos que a Lei de Improbidade Administrativa prevê”, aponta.

Conforme Nachef, o ex-gestor realizou saques da conta da prefeitura sem identificar o destino, apresentou cheques sem fundo, fracionou e direcionou licitação, usou notas fiscais falsas, comprou carro superfaturado e deixou alunos sem merenda escolar.

Além disso, contratou até estudantes de Medicina para dar plantão e os pagou como se fossem médicos. O procurador diz que o prejuízo causado pelas ações é de R$ 1,3 milhão.

O fracionamento de licitação consiste em adquirir bens ou serviços mensalmente, e não por um período mais longo. “Ao invés de fazerem um contrato anual para fornecimento de merenda, eles compram mês a mês, porque o valor é baixo e não se atinge o limite mínimo para haver licitação. Aí já se sabe quem será contratado: os financiadores de campanha”, enumera Nachef.

 

“Vou tomar providências”, diz deputada Luiza Maia, após assistir clipe da banda Abrakadabra

Deputada estadual do PT classificou peça como “provocação” e “acinte”, afirmando também que acionará o Ministério Público.

A polêmica que a banda baiana Abrakadabra, de Vitória da Conquista, vem formando com o hit “Tigrão Gostoso” chegou aos ouvidos da deputada estadual Luiza Maia (PT), defensora da causa feminista na Assembleia Legislativa da Bahia.

Após assistir ao clipe do grupo na internet, a parlamentar garantiu que vai “tomar providências” contra o que considerou “uma provocação, um acinte”. No clipe, um homem persegue uma mulher em um local escuro e, mais tarde, o grupo promove uma invasão ao lar da mesma, para logo após exibir uma coreografia de teor sexual. No entendimento da deputada, trata-se de mais um caso em que o imaginário da mulher-objeto é levado adiante, o que ajuda a solidificar esta imagem na sociedade.

Tais comportamentos culturais, porém, devem ser punidos segundo a petista. Fico impressionada e triste com gente que ainda faz isso. Temos dois anos de Lei Antibaixaria e ainda tem pessoas que ainda criam músicas assim. Nós vamos procurar o Ministério Público, com certeza”, avaliou. Luiza Maia argumenta que as bandas precisam se conscientizar de seu papel de formadoras de opinião e lembra que a sociedade brasileira não é feita só de adultos com opinião formada. Por conta disto, os sucessos que grupos musicais fazem influenciam o caráter de jovens e o exemplo de canções como o “Tigrão Gostoso” é o pior possível.

 

“A nossa intenção é pegar esse conteúdo e debater. Não tenho nada contra a banda e nem contra nenhum estilo musical. Eu tenho contra quem se apropria da imagem feminina para fazer canções de apologia a este tipo de prática. Nós vamos tomar uma providência contra isso e na próxima segunda-feira (27) vou me reunir com a minha assessoria jurídica para decidirmos que posição adotar.”

Nesta sexta, um coletivo de entidades de defesa da luta feminina, diretórios acadêmicos da universidades baianas e outras instituições redigiram em conjunto um comunicado de repúdio ao clipe da Abrakadabra. Na nota, os militantes alegam que a obra “reforça a imagem da mulher como um ser frágil e submisso, sem autonomia de vontade, sendo explícita a apologia ao estupro”.

O caso New Hit é lembrado como referencial na luta pela dignidade feminina e que chocou a sociedade pela seriedade e proporção que tomou. “Diante disto, um clipe como este representa uma afronta aos direitos das mulheres e não ficará por isso mesmo! É inadmissível que uma banda lucre a partir da naturalização da violência, da apologia ao estupro e do incentivo à transfobia!”