Jornal do Sudoeste: Aguiberto rejeita pressão e deve adiar reforma administrativa
Prêmio Elson Galdino é entregue ao Complexo Escolar, do Círculo Integrado do Pradoso – que são compostos por seis Escolas da Rede Municipal.
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| Em sua primeira edição, o Prêmio Elson Galdino foi entregue ao Círculo Escolar Integrado do Pradoso, composto por seis escolas, pelo destaque no aperfeiçoamento da gestão, participação popular e preservação da instituição, bem como pela contribuição para a melhoria de vida da comunidade do Pradoso. | ||||
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Em sua primeira edição, o Prêmio Elson Galdino foi entregue ao Círculo Escolar Integrado do Pradoso, composto por seis escolas, pelo destaque no aperfeiçoamento da gestão, participação popular e preservação da instituição, bem como pela contribuição para a melhoria de vida da comunidade do Pradoso. O presidente da Casa, vereador Fernando Vasconcelos (PT), enalteceu a iniciativa da Câmara em reconhecer o serviço público, incentivando o servidor a colaborar para o bom andamento das atividades que envolvem a comunidade. O presidente destacou ainda que o projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores, que reconhecem a história de luta de Elson Galdino e a importância de valorização do funcionalismo público.
Ainda em sua fala Ademir Abreu falou que o município vive um momento especial no serviço público, e parabenizou o Círculo Escolar pelo trabalho realizado em prol da sociedade. “Estamos homenageando o Círculo Escolar Integrado do Pradoso pela atenção dedicada aos alunos, pelo cuidado com o espaço físico, pelo empenho dos profissionais na formação dos discentes, além da participação da comunidade”, disse, destacando o crescimento das escolas que compõem o Círculo em 0,6% no resultado do IDEB. O coordenador de Habitação Popular, José Cerqueira, emocionou-se ao falar de Elson Galdino, seu antigo companheiro de luta. “Não é qualquer pessoa que tem coragem de lutar nesse país, e Elson teve muita coragem para conquistar melhorias para os servidores”, disse, parabenizando a homenagem, que, segundo ele, é uma forma de estender o reconhecimento a instituições que prestam relevantes serviços a Vitória da Conquista.
A diretora apontou oito áreas importantes para uma gestão integradora com um olhar para o todo – área pedagógica, parte que traça o “raio x da escola”; gestão administrativa, pois envolve todas as repartições da escola, entendendo que cada unidade faz parte do processo, criando a cultura da eficiência; gestão financeira, suporte para as áreas anteriores; Infraestrutura, que contribui com o sucesso educacional dos alunos. Comunidade escolar, que proporciona um bom ambiente de trabalho, com coesão da equipe; relações pessoais; gestão dos resultados escolares; gestão do relacionamento com a rede, estabelecido em processos dinâmicos de interação com a comunidade. Gidelson Felício, representante do prefeito Guilherme Menezes, o Círculo do Pradoso é uma comunidade que está empenhada em transformar as crianças através do processo educacional. Felício afirmou que o Prêmio Elson Galdino é uma meritocracia àqueles que trabalham dentro da estrutura pública para o êxito da comunidade. Cumprimentou a família de Elson Galdino, a quem considera uma figura de um homem destemido e libertário. “Elson era uma liderança carismática que não fazia questão de ser a liderança principal. Elson foi uma referência”, afirmou.
Vereadores destacam importância do Prêmio Elson Galdino O vereador Álvaro Pithon (DEM) falou em nome da Bancada de Oposição parabenizando a iniciativa do vereador Ademir Abreu em memorar os tempos da Emurc e o trabalho dos seus funcionários. “Elson sempre foi uma liderança nata. Todos os ex-colegas se sentem honrados em ter convivido com este grande homem”, afirmou. Em nome do Bloco Parlamentar, o vereador Joaquim Libarino (PCdoB) parabenizou a iniciativa e afirmou que a homenagem é mais do que justa, pois Elson Galdino foi um cidadão que deu início a um importante processo de luta na cidade. Destacou ainda a luta dos vereadores por uma quadra poliesportiva no Povoado do Pradoso e outra no Povoado do Baixão. O líder do Governo na Câmara, vereador Florisvaldo Bittencourt (PT), parabenizou a iniciativa do Prêmio Elson Galdino por reconhecer a importância da atuação do militante para o município, e por homenagear o trabalho do Círculo Escolar do Pradoso. Segundo o parlamentar, a premiação às escolas reforça o compromisso do Governo Municipal com a educação do município. “Vocês alunos, não são somente o nosso futuro, vocês já são o presente que mostra que as políticas públicas têm dado certo”. Ainda em sua fala Florisvaldo destacou o desenvolvimento do Pradoso, e ressaltou que a Administração Municipal vem lutando para que políticas públicas cheguem a todas as comunidades. O vereador ainda lembrou que a partir do dia 10 de novembro o Programa Nacional de Habitação Rural será assinado para beneficiar regiões próximas ao Pradoso. |
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ESQUEMA FRAUDULENTO QUE FEZ INÚMERAS VÍTIMAS EM VITÓRIA DA CONQUISTA E REGIÃO E BRASIL AFORA
BREVE RELATO SOBRE O ESQUEMA FRAUDULENTO
Explicando o esquema em rápidas e didáticas palavras, com ajuda do especialista Rafael Seabra, editor do Quero Ficar Rico (um dos maiores blogs sobre Educação Financeira do país), uma pirâmide financeira, que também pode ser confundida com marketing de rede (apesar de existirem produtos sérios nesse ramo), é um esquema onde você investe um determinado valor para entrar na pirâmide, beneficiando quem já está nela.
Em estruturas mais elaboradas, você adquire um produto (que podem ser produtos para emagrecer, cartões de crédito, alimentos) de algum membro dessa estrutura (que fica com uma parte do valor) e está apto a participar do negócio.
Os novos faraós prometiam retornos sobre o investimento bem lucrativo para os padrões americanos (algo em torno de 10% ao ano), mas, na verdade, eles repassavam um retorno financeiro aos clientes mais antigos através da entrada de recursos dos clientes mais recentes.
A maioria dos investidores provavelmente não verá a cor do dinheiro investido e já contabilizam suas perdas. Para suavizar essa rasteira, alguns se gabam de “terem tirado o seu” e que “o reste que se dane”. É assim a lei do capital: Os espertos no trono e os “trouxas”, na forca. Ruy Barbosa tinha razão ao cunhar a célebre frase: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.
TESTEMUNHO EM ARTIGO : CONQUISTA
Por Celino Souza
Conquista, 40 graus. Não, não me refiro ao calor dos últimos dias, mas sim á efervescência da chamada “febre das pirâmides”, ou como alguns preferem Marketing Multi Nível (MMN), um esquema multibilionário e fraudulento, um negócio que prometia faturamento alto e rápido, de mais de R$ 10 mil por mês.
De repente, num estalo, numa velocidade digna de um raio, uma legião de novos ricos surgiu na cidade, da noite pro dia, ostentando lindos e possantes carros, todos devidamente plotados com as respectivas marcas das empresas que seus condutores representavam.
O palco do desfile, não raro, eram as avenidas Olívia Flores, Rosa Cruz, Siqueira Campos, Frei Benjamin e festas regadas a whisky 21 anos, Chandon, Absolut e charuto cubano. Dizem que rolava algo mais também, drogas bancadas por, assim chamados, “otários” que colocaram o suado dinheiro na fogueira da usura.
Choveram convites para novos adeptos dessa “promissora corrida do ouro”. Contas se multiplicavam, postagens nas redes sociais falavam até em fortunas para comprar mansões, ferraris, helicópteros. Um luxo só. Mas só no papel.
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Muito não durou até a máscara cair e vermos centenas de aplicadores sumirem como fumaça ao vento, deixando para trás outros tantos lesados, obnubilados pela ganância. Dinheiro se dissipando, preso por determinação da Justiça. Carros plotados agora “mascarados”, sem as inscrições do MMN e muitas cabeças fervendo e corpos insones.
Advogados, empresários, pecuaristas, policiais, músicos, jornalistas, médicos, diaristas. Poucas foram as classes que não emprestaram alguns dos seus profissionais para servirem como “cobaias” dos faraós dos tempos modernos. Amigos, parentes, pais e muita gente que conheço, foi lesada por um ou mais de um destes esquemas.
Formou-se uma multidão de desiludidos, agora descapitalizados e prestes á loucura. E a bem da verdade, explico que sou jornalista, não trabalho contra as empresas golpistas, jamais apliquei um centavo sequer e nem estou ganhando nada com isso.
Certo é que temos exemplos vivos (ou quase mortos) de pessoas que passaram a depender de depressivos, barbitúricos e outras drogas para tentar amenizar a dor da perda material; a cegueira piramidal. Casos reais de empresários que beiram a falência depois de perder carro, casa, dinheiro e até família e amigos.
Diagnóstico de loucura pós-pirâmide e bloqueio judicial?. Sim, temos casos confirmados em clínicas psiquiátricas de Conquista e até em Minas Gerais. Fugas da cidade para tentar escapar da ira dos que foram chamados a formar novos grupos? Também houve registros.
A, assim, liminar após liminar, esperança após esperança e sonho após sonhos, dias se passam e incertezas crescem como massa de pão ao fermento. Os que foram bancados pela farra dos faraós se calam, seja por omissão ou por subserviência.
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), por seu turno, se queixa da redução das vendas pela falta de circulação de dinheiro. Não sabe – ou parece não querer saber – que, de janeiro até agora, o município de Vitória da Conquista viu escoar pelo ralo mais de R$3,6 milhões, segundo dados coletados pela Justiça, em ações de ressarcimento ajuizadas por advogados das “inocentes vítimas”.
Já escrevi e postei que empresas como a Telexfree, Multiclique, Polishop, Aloe Vera, BBom, NNEX, Herbalife e outras, se beneficiam única e puramente da suposta ignorância das pessoas. Mais ainda: Da ganância e da falta de informação e da preguiça em pesquisar sobre as coisas. Você vai investir um valor considerável, e para obter retorno, vai se tornar aquele amigo chato que todos irão comentar na rodinha.
Importuna família, conhecidos, sua rede de pessoas, todos ao seu redor, e que tem respeito por ti, a entrarem em algo que é falho e certo a te dar prejuízo. Alguns até obtiveram lucro a principio, mas em curto prazo, perderam muito dinheiro. O pior: seu valioso círculo de amigos acabou.
Os que ficam de fora são taxados pelos que estão dentro como os idiotas que não entendem do esquema. Quem ficou de fora foi visto como um imbecil. Quem tem curiosidade logo é bombardeado com respostas dadas que mais se assimilam com a de um robô.
Sempre falsas promessas vindas juntamente com um otimismo absurdamente irritante e as promessas de um lucro altíssimo em curto prazo, coisa que só se consegue com muito estudo, dedicação e trabalho, na vida real.
Os golpistas, desde o topo da pirâmide, os cargos mais altos, até os mais recentes adendos, sabem no fundo, de todos os riscos, mas se encobrem com esse falso otimismo para adestrar e atrair mais otários que investirão dinheiro, e pagarão o ‘salário’ dos que estão mais acima, e assim por diante.
Enquanto você, “isca viva”, luta pra conseguir alguns centavos, os que estão no topo da pirâmide e aderiram primeiro, estão nadando em dinheiro e fazendo viagens ao exterior. O primeiro fraudador é a única ferramenta necessária para que o ciclo repetitivo comece. E ele só termina com o esquema sendo desmascarado, ou a empresa indo a bancarrota.
Não escrevo sem conhecimento da causa. Segundo o Ministério da Fazenda, o Brasil proíbe qualquer tipo de negócios em pirâmide. A lei 1.521 de 1951 aponta que é crime contra a economia popular, com possível punição de 6 meses a 2 anos de detenção, “obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos (“ bola de neve”, “cadeias”, “pichardismo” e quaisquer outros equivalentes)”.
Um conselho: estude, trabalhe, pesquise. Não vá achar que dinheiro vai vir fácil na sua vida. Por trás de todo dinheiro fácil, há alguém querendo se aproveitar de você.
Inscrições para Corrida da Cidade 2013 serão abertas nessa sexta, 1º de novembro
Como parte da programação do aniversário de Vitória da Conquista será realizada a tradicional Corrida da Cidade – uma competição esportiva que integra atletas amadores e profissionais. Para participar, é necessário se inscrever, de forma gratuita, no Ginásio de Esportes Raul Ferraz, no período de 1º a 7 de novembro, das 8h às 12h e das 14h às 18h.
A corrida é aberta a competidores nas categorias masculino e feminino, residentes em Vitória da Conquista e em qualquer outra cidade do sudoeste da Bahia. No ato da inscrição, o atleta deverá entregar o formulário de inscrição devidamente preenchido e anexar, encadernados, todos os documentos exigidos pelo Edital 07/2013.
Com aproximadamente 7 quilômetros de percurso, a largada da corrida será às 8h30, na Praça Caixeiros Viajantes. Os competidores passarão pela Praça Estevão Santos e, em seguida, pelas avenidas Vivaldo Mendes, Rosa Cruz, Olívia Flores, Luís Eduardo Magalhães, Juracy Magalhães e Bartolomeu de Gusmão, percorrendo ainda a Praça Vítor Brito e a Avenida 2 de Julho, finalizando na Barão do Rio Branco.
Preparação – Para completar o percurso, é preciso que os atletas estejam em boas condições físicas. Para quem quiser se preparar, a Prefeitura mantém espaços propícios a essa atividade, como a pista em volta da Lagoa das Bateias e a do entorno do campo do Estádio Municipal Lomanto Júnior. No estádio, inclusive, os competidores poderão ter acesso aos conhecimentos técnicos do instrutor de esportes Luís Cláudio Miranda.
Experiente corredor, Miranda já participou de várias competições regionais e nacionais, incluindo a Corrida de São Silvestre. Ele está diariamente no Lomanto Júnior, sempre pelas manhãs, à disposição de quem quiser consultá-lo sobre a prática de atividades físicas e a preparação para a Corrida da Cidade.
Ações da OGX saem do Ibovespa nesta quinta
Papel fechou nesta quarta-feira em R$ 0,17 na Bovespa; entre outubro de 2010, quando o valor foi recorde, e o último pregão, perda soma R$ 74,7 bilhões
SÃO PAULO – Com a recuperação judicial anunciada pela OGX, suas ações cotadas na Bovespa passaram a valer menos que um chiclete: meros R$ 0,17. Do fechamento anterior do mercado ao desta quarta-feira, a desvalorização dos papéis da empresa foi de 26,1%.
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Essa derrocada torna o pregão desta quinta-feira, 30, histórico: será o último no qual a petroleira de Eike Batista participará da composição do Ibovespa, índice que mede a evolução dos negócios na bolsa de valores. A OGX se despede ainda de outros nove índices, menos negociados, como confirmou a BM&FBovespa na noite desta quarta-feira, 30.
Conforme já estava previsto, as ações da OGX ficam suspensas, mas apenas no início do pregão, durante uma hora desde às 10h. Até as 16h, quem quiser vender ou comprar seus papéis estará liberado.
Depois, em processo com duração mínima de uma hora, no fechamento do mercado, em “procedimento especial de negociação”, será determinado o “preço de retirada” da OGX do Ibovespa.
Nesta sexta-feira, portanto, dia 1.º de novembro, os índices que hoje contam com as cotações da petroleira de Eike Batista seguem sem a empresa. Mas, apesar da recuperação judicial, a OGX “continuará a ser negociada normalmente”, segundo a bolsa.
Este é o primeiro caso do tipo nos mais de 45 anos do Ibovespa. Das 73 empresas listadas pelo índice, a OGX detém ainda o sexto maior peso. Fica atrás somente de Petrobrás, Vale, Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil.
Sem choro nem vela. Para William Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), não há muito o que lamentar: o mercado só tem a ganhar com a saída da OGX do principal índice da bolsa. “Esse sobe e desce da OGX só atrapalha quem investe em fundos indexados ao Ibovespa”, diz.
Sobre as grandes perdas e as consequências da saída das ações da OGX de, ao todo, dez índices, Eid Júnior não vê motivos para reclamação. E medidas só poderiam ser tomadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), segundo ele, em caso de comprovação de fraude – o que não houve. Quem achar que vale o custo, que pague bom advogado. “A OGX prometeu, quem acreditou que arque com o prejuízo.”
Histórico. Desde o maior valor de mercado alcançado pela OGX, em outubro de 2010, foram perdidos R$ 74,7 bilhões. Trata-se de depreciação de 99,3%. A empresa tinha até o último pregão valor de R$ 550,1 milhões, calcula a consultoria Economática.
Quando a OGX abriu seu capital na bolsa (IPO, na sigla em inglês), em 12 de junho de 2008, cada ação valia R$ 11,31. A partir de então, em meio a uma série de anúncios promissores feitos ao mercado e projetos com grandes incentivos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os papéis alcançaram ritmo forte de valorização.
Houve um dia, por exemplo, em que as ações da empresa valiam pouco mais que um bom chocolate suíço. No seu valor máximo, obtido em 15 de outubro de 2010, custavam R$ 23,27.
À época, a OGX anunciava descobertas e mais descobertas de reservas de petróleo. Um ano antes, por exemplo, revisou em 60% sua estimativa de produção, de 6,8 bilhões de barris para 10,9 bilhões.
Mas nem tudo correu exatamente como o prometido ao público.
Após algumas oscilações na bolsa ao longo do tempo, a OGX entrou de vez em queda livre neste ano.
Tombaço. O primeiro grande tombo veio em julho. Aconteceu sob o impacto do anúncio feito no dia 1.º daquele mês, de que não havia dinheiro em caixa para desenvolver alguma tecnologia capaz de explorar o petróleo dos campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, na Bacia de Campos.
Assim como o patrimônio da OGX despencou, Eike Batista também tem visto seu dinheiro ir embora. De maior bilionário do Brasil e 7.º homem mais rico do mundo, ele passou a ser “somente” milionário, em setembro deste ano. Sua fortuna pessoal, de US$ 30 bilhões em 2012, caiu para menos de US$ 900 milhões – aponta o último ranking produzido pela revista Forbes
Black Bloc e democracia
Já tive oportunidade de escrever sobre o movimento black bloc nessa coluna em artigo passado. Volto ao tema pelo andar recente da carruagem, me dando a liberdade jornalística de não me alongar em argumentos acadêmicos e citações.
O Estado Democrático de Direito implica na disputa pacífica do poder político. O argumento como substituto da violência, a lei como substituta do poder soberano absolutista.
Nesse aspecto a legalidade é um valor essencial. A lei expressa a soberania popular e como tal tem de ser observada. A ordem democrática é um valor estruturante do regime político
Entretanto, não há como deixar de observar na história do regime democrático no mundo que este evoluiu em termos de ampliação da garantia de direitos, por meio de rupturas desta mesma ordem jurídica.
Do voto feminino e universal aos direitos sociais, todas foram conquistas obtidas por rupturas populares da ordem que fizeram evoluir a democracia burguesa do fim do século XVIII para a democracia universal, representativa e com elementos de democracia direta, do mundo ocidental contemporâneo.
De instrumento puro de dominação, a democracia transmutou-se em veículo possível de transformações libertárias e sociais.
Em verdade há de se constatar que a evolução democrática guarda com sua ordem jurídica uma relação complexa e contraditória. Demanda sua observância e sua não observância concomitantemente
Se a conduta humana de servidão à uma determinada ordem jurídica pode ser observada com relativa objetividade pela incidência da lei sobre o fato, o mesmo não ocorre com sua desobediência. Essa sempre é ilícita.
Se reduzida sua avaliação ao mero exame de sua legalidade, se perderá, no plano político, a exata compreensão de sua complexidade, cabendo lembrar que compreender não é aceitar.
No plano político, a desobediência civil pode sim ser avaliada sob o ponto de vista democrático. Será contributiva à evolução do regime democrático se implicar ampliação de direitos das pessoas, dos grupos sociais e da sociedade como um todo, difusamente considerada.
Como ocorre no âmbito politico, e não deôntico, a ação de desobediência deve ser tida em seu resultado concreto para a vida social e das pessoas.
Por evidente, o poder constituído sempre tenderá a tratar atos de desobediência civil como meros atos de banditismo comum, desconhecendo seu móvel, propósito e resultado político.
Se muitas vezes no plano jurídico a intenção política pouco influencia o juízo de legalidade da conduta, no plano ético-político influenciará muito o juízo de sua legitimidade.
O ato político, mesmo quando violento, mesmo quando inaceitável, é provido de uma pretensão de correção própria da crença política. Por mais equivocado que seja, pretende alguma forma que supõe ser de bem comum. Nesse sentido, se diferencia no plano ético-político do ato de bandidagem.
O poder constituído sempre busca subtrair do ato de desobediência o substrato político para esvaziar sua legitimidade. Muitas vezes logrará êxito pela ausência de legitimidade real e de apoio social a sua prática, ocorrente, às vezes, pela inobservância no ato de desobediência de valores morais universais caracterizadores de um dado processo civilizatório. Outras vezes, por perda da batalha comunicativa, outras ainda por repressão bruta, mas eficaz.
Assim ao avaliarmos os atos violentos de desobediência civil praticados pelo black bloc, não devemos nos ater à dimensão jurídica. Juridicamente, não há duvida. É crime depredar propriedade alheia e muito mais grave a ilicitude quando implica violência física contra agente policial.
O papel jurídico do poder constituído é reprimir tal conduta e submeter seus agentes ao devido processo legal para sua punição.
Na analise política da conduta e de sua legitimidade democrática, o tema é mais complexo. Ocorre que, no plano estritamente político, há em todo ato de desobediência um potencial constituinte, uma nova ordem no broto, que poderá florescer para o bem ou para o mal da sociedade e do regime democrático.
Será verdadeiramente constituinte na perspectiva democrática, se resultar na ampliação de direitos. Será autoritária, se objetivar e resultar na redução de direitos, implicando a realização de valores de exceção em detrimento de valores de direito.
Neste sentido, não há que se reduzir a análise política da conduta dos black blocs à sua dimensão jurídica de ilicitude. Isso significa tratar toda desobediência civil, “a priori” e sem qualquer juízo político mais complexo, como mero ato de bandidagem.
Tal análise reducionista tem como função fortalecer o elemento imperial do poder constituído, ressaltar a ordem em detrimento dos direitos das pessoas. Não é por aí que se deve criticar as condutas recentes dos black blocs.
No plano político, os atos de violência extrema dos black blocs se iniciaram por meros ataques a propriedades símbolos do sistema capitalista, mas acabaram se convertendo em atos de violência contra um ser humano especifico, que por mais que porte um uniforme não pode ser subtraído de sua condição humana.
Um movimento verdadeiramente libertário pode ter como inimigo o Estado, mas nunca um ser humano especifico, ainda que agente deste Estado. Se não agir assim, perde em termos de ganho civilizatório, pondo-se no mesmo papel do fascismo e outras formas de retrocesso da civilização democrática.
Quem adota valores democráticos repudia, no interior do jogo democrático, agressões a pessoas. A violência neste caso não pode ser tida como legítima defesa contra o Estado.
Se esse Estado tem estrutura de legalidade democrática, a violência contra pessoas não pode ser tida como forma de reação legitima, pois perde em proporcionalidade ética.
Quando esta violência extrema é praticada por um punhado de pessoas, comprometendo a imagem de um movimento social mais amplo face a maioria da população, estes atos servem mais ao poder constituído em sua sanha de criminalizar a oposição social do que a qualquer conquista libertária pretendida.
O risco do agente de um ato político de desobediência civil numa sociedade democrática é esse mesmo: ser julgado por seus resultados e não por suas intenções subjetivas. Esse é um juízo político legítimo, pois nem toda desobediência é libertaria. Em especial, quando praticada no interior de um sistema de legalidade minimamente democrática.
Como resultado da conduta recente dos black bloc, temos a ampliação da legitimidade social de atos de repressão contra o movimento social. Tratou-se portanto de um movimento de desobediência redutor de direitos e ampliador da potência repressiva do Estado.
Pouco importam as intenções políticas desse movimento de desobediência, se anarquista socialista, anarco-capitalista ou de direita. Seus resultados são fascistas. Assim se tornaram. Que seus agentes repensem criticamente seu caminho, em favor da cidadania, dos movimentos sociais e das liberdades humanas em nosso pais.
Secretário acredita que Rui Costa e Pinheiro têm mais competitividade no PT

Questionado sobre quem era o “companheiro da sua preferência”, o secretário fez a política da boa vizinhança e não cravou um nome. “Meu candidato é o do Wagner”, decretou. Sem querer descartar Gabrielli de uma vez por todas, Robinson elogiou a atuação dele enquanto presidente da Petrobras, mas não economizou nos adjetivos graciosos quando resolveu falar de Rui Costa, possível favorito do governador. “Gabrielli tem força. Foi um bom gestor na maior empresa do país, é um nome respeitado dentro da legenda. Rui Costa é o principal secretário do governo atual, é responsável pela condução da Casa Civil, pela solução do projeto do metrô, pelas obras da ferrovia do Porto Sul e da Via Expressa”, enumerou. Já Pinheiro é o líder na Bahia da sua própria corrente: a Democracia Socialista (DS).
por Alexandre Galvão
Diretor do programa de Aids da ONU prevê fim da epidemia em 20302
Presente nas comemorações de 30 anos do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, o diretor adjunto do Unaids (Programa de Aids das Nações Unidas) e subsecretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Luiz Antonio Loures, estimou nesta terça-feira (29) que a epidemia de Aids deverá ter fim em 2030.
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“A minha perspectiva pessoal, não é uma estimativa institucional da Unaids, eu acho que 2030 é um alvo razoável para pensar sobre o fim da epidemia. Se tomarmos em consideração a experiência histórica, o tempo que levou a expansão dos tratamentos dá um bom parâmetro de pensar que, talvez, 15 anos seja um tempo razoável [para o fim da epidemia]”, disse em palestra durante evento no Hospital das Clínicas, na capital paulista.
De acordo com Loures, até o ano de 2015 será possível eliminar globalmente a transmissão horizontal do vírus, ou seja de mãe para filho. “Eu acredito que até 2015 é possível eliminar a transmissão mãe e filho. Existem casos acontecendo ainda no Continente Africano, sendo que é quase virtual a transmissão mãe filho fora da África. Esta epidemia pode ser terminada nos próximos dois três anos”, disse.
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Atualmente, de acordo com o diretor, a maior epidemia de Aids ocorre entre homossexuais do sexo masculino. A transmissão nesse grupo cresce em países do Hemisfério Norte, como os Estados Unidos e a Rússia; aumenta também na Europa, na África, na Ásia, e em alguns países do Hemisfério Sul.
“A epidemia entre homossexuais masculinos, essa é, no meu ver, a única epidemia verdadeiramente global que nós temos hoje, entre as muitas epidemias de Aids. O risco de um homossexual jovem adquirir HIV hoje em uma capital europeia é igual ao risco para adquirir HIV de um jovem crescendo na África do Sul, que tem a maior epidemia do mundo”, destacou.
Segundo dados apresentados por Loures, em 2011 foram registradas 500 mil mortes causadas por Aids a menos do que em 2005. As maiores quedas ocorreram nos países da África Subsaariana. “Não há dúvida nenhuma que existe progresso. Isso é resultado de uma mobilização social e avanço da ciência”, disse.
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“Não somos censores”, diz Roberto Carlos em vídeo sobre biografias
“Queremos garantias contra os ataques, os excessos, as mentiras, os insultos, os aproveitadores”, pede Gil
Da Redação
O grupo “Procure Saber”, do qual grandes nomes da música brasileira fazem parte, divulgou nesta terça-feira (29) um vídeo dando detalhes sobre sua posição quanto às biografias não autorizadas, assunto polêmico que tem dividido opiniões.
Falam no vídeo Gilberto Gil, Roberto Carlos, Erasmo Carlos. Outros nomes como Caetano Veloso e Chico Buarque também fazem parte do grupo.
O projeto de lei que libera a divulgação de filmes ou livros biográficos sem autorização da pessoa retratada ou da família está sendo discutida na Câmara.
“Se nos sentirmos ultrajados, temos o dever de buscar nossos direitos. Sem censura prévia. Sem a necessidade de que se autorize por escrito quem quer falar de quem quer que seja”, defende Erasmo no vídeo.
Roberto Carlos menciona uma suposta visão radical do grupo, acusado de defender a censura. “Não negamos que essa vontade de evitar a exposição da intimidade, da nossa dor, ou da dor dos que nos são caros, em dado momento, nos tenha levado a assumir uma posição mais radical”, afirma. “Não somos censores. Nós estamos onde sempre estivemos. Pregando a liberdade, o direito às ideias, o direito de sermos cidadãos que têm uma vida comum, que têm família e que sofrem e que amam. Às vezes a dois, ou na solidão, sem compartilhar com todos os momentos que são nossos”, afirma mais à frente.
“A reflexão sobre os direitos coletivos, e necessidade de preservá-los, nos leva a considerar que deve haver um ponto de equilíbrio”, acrescenta Gil. “Queremos garantias contra os ataques, os excessos, as mentiras, os insultos, os aproveitadores”, pede Gil.
“Não queremos calar ninguém, mas queremos que nos ouçam”, diz o Rei.
Assista:
BOM JESUS DA SERRA: TV UESB GRAVA MATÉRIA COM HOMEM QUE COMPROU O PRÓPRIO CAIXÃO

A matéria vai ao ar no próximo sábado (02), na TV Uesb.
Os blogueiros Adelson Meira (Portal Poções) e Humberto Campos (Bom Jesus Eventos) receberam, na manhã desta segunda-feira (28), no povoado de Bonfim do Amianto, zona rural de Bom Jesus da Serra, a equipe de reportagem da TV Uesb para a gravação de uma matéria especial sobre o dia de finados.

Nonô foi entrevistado pela repórter Cris Girard.
A equipe composta pela jornalista Cris Girard e o repórter cinematográfico Paulo Kalled, estiveram gravando com o Sr. Agenor dos Santos, popularmente conhecido por Nonô Mamona, que guarda em casa o caixão em que quer ser enterrado quando morrer. À espera da morte fez com que além do caixão, Nonô Mamona também separasse a calça, o paletó e a gravata que quer usar no próprio velório.

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Durante a gravação da reportagem, o idoso de 74 anos contou os causos da região, cantou musicas de sua autoria, brincou com a repórter e ainda entrou no caixão, que segundo ele será sua futura morada. As imagens e entrevistas colhidas pela equipe se transformarão em uma matéria a ser exibida no próximo sábado (02), na TV Uesb. Veja as fotos:
Inep divulga gabarito oficial do Enem 2013; consulte
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) publicou na noite desta terça-feira (29) o gabarito oficial do Enem 2013 (Exame Nacional do Ensino Médio). Mais de 5 milhões de inscritos fizeram as provas com 180 perguntas e uma redação no final de semana dos dias 26 e 27 de outubro.
No sábado, foram aplicadas as provas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias, com duração de 4h30. No domingo, os candidatos tiveram 5h30 para resolver 90 questões de múltipla escolha sobre linguagens, códigos e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.
No segundo dia, os alunos tiveram também de escrever um texto dissertativo-argumentativo com o tema “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”. Este ano, a redação terá correção mais rigorosa. Após textos com hino de time e receita de macarrão no ano passado, o MEC (Ministério da Educação) prometeu que redações com gracinhas e com trechos desconexos receberão zero.





Na manhã desta quarta-feira (30), a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista realizou sessão solene para entrega do Prêmio Elson Galdino, instituído para homenagear instituições públicas que se destacam em Vitória da Conquista. O projeto de lei foi uma iniciativa do mandato do vereador Ademir Abreu (PT).
O vereador Ademir Abreu destacou a importância do serviço público para a população, ressaltando que é o maior patrimônio de uma nação, pois, se bem utilizado, a sociedade pode se tornar mais justa e igualitária. Segundo o parlamentar, a iniciativa de criar o Prêmio Elson Galdino surgiu para valorizar os serviços que têm destaque e que valorizam os funcionários públicos em Vitória da Conquista. “Pensando em alguém que pudesse representar os servidores públicos, escolhemos Elson Galdino para dar nome ao prêmio, pois ele é um filho de Vitória da Conquista, que teve uma trajetória de luta que é referência para todos os que querem uma sociedade mais justa”.
Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Vitória da Conquista/Sinserv, José Marcos, falar de Elson Galdino é uma emoção. “O que nós servidores somos devemos a Elson. Sabemos de cada dificuldade que passamos, mas hoje o Sinserv é o maior sindicato do norte e nordeste, e atua em 32 cidades. Elson Galdino para mim não morreu e sempre vai continuar vivo, porque a minha história é a história dele e de toda a sua família”. Ainda em sua fala José Marcos reconheceu que ainda há muito a ser feito em benefício dos servidores, mas ressaltou que muitos foram os avanços que ocorreram a passos largos.
Representando a Secretaria de Educação, Mozart Tanajura afirmou que, a homenagem da manhã além de ressaltar a história de um homem do povo e fala de uma educação voltada para aprendizagem, envolvendo toda família e comunidade. Mozart ainda parabenizou a direção por desenvolver um brilhante trabalho educacional nas dez comunidades que envolvem o Círculo Escolar do Pradoso.
Nélia Oliveira Rocha, diretora do Círculo Escolar do Pradoso, destacou os 53 anos de história de trabalho do processo educacional das comunidades envolvidas, processo este que contou com a contribuição dos demais colegas, e comemorou o salto considerável no desempenho avaliado pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica/Ideb, criado em 2007. Destacou ainda que as escolas estão equipadas favorecendo o bom rendimento escolar. “A gestão só deu certo porque houve parceria, cumplicidade e harmonia dentro do grupo. Portanto, este prêmio é de todos nós”.
O filho de Elson Galdino, Matheus Galdino, falou sobre a história do pai, e disse que o prêmio é uma justa homenagem ao militante. “Meu pai não foi apenas um militante sindicalista e libertário, mas em qualquer lugar que ele ia ele tinha uma atuação diferente. O principal para ele era buscar o bem do outro, o que vai na contramão do que a sociedade prega hoje, que é o egoísmo”. Matheus Galdino destacou que a herança deixada por seu pai foi a humildade, honestidade e honra, e disse que talvez seja de homens como ele que o Brasil e que Conquista necessita para ser melhor. “Ele não tinha ânsia de poder, ele tinha ânsia de lutar. Essa homenagem é um momento de esperança de que surjam mais “Elsons Galdinos” no mundo”.








