A Gente diz

MAIS UM ACIDENTE NO ANEL VIÁRIO ASSUSTA MCMP

Nesta quarta, ocorreu mais um acidente no Anel Rodoviário que circula Vitória da Conquista, cruzamento Barra do Choça, desta vez sem vítimas fatais, porém, com enormes perdas e danos, além do estado de pânico entre motoristas, pedestres e moradores próximos ao local do acidente. O ambientalista e Presidente do Movimento Contra a Morte Prematura – MCMP, André Cairo,  esteve no local, registrando mais um acidente, podendo ser evitado, além de tantos outros, com a construção de quatro viadutos nos cruzamentos Barra do Choça, URBIS VI, Campinhos e Av. Brumado.

”Na inauguração do Anel, em 2002, já tendo ocorrido oito mortes, entreguei Ofício em mãos do Ministro dos Transportes, João Henrique, solicitando a construção dos viadutos, em seguida intensificamos uma cobrança contínua para solução deste sério problema, com manifestações, faixas, cartazes, documentos, pronunciamentos, audiências, Tribuna Livre da Câmara, Representação no Ministério Público Federal, entregue ao Procurador, Mário Medeiros, sendo protocolado pela Promotora Dra. Guiomar Miranda de Oliveira, com expressivo apoio da Imprensa.” Finaliza Cairo, aguardando Ação do Ministério Público Federal, contra a Via Bahia.

ASCOM do MCMP   

Revista satírica alemã afirma que publicará caricatura de Maomé

A revista satírica alemã Titanic anunciou nesta quinta-feira, 20, a publicação de uma caricatura do profeta Maomé na capa de sua edição de outubro. Segundo o Estadão, além de retratar o profeta, o que deve incendiar os ânimos e levar a mais protestos de muçulmanos, a revista também publicará uma charge da esposa do ex-presidente alemão Christian Wulff.

Mulher receberá R$ 3 mil por ficar mais de uma hora em fila de banco

O Banco do Brasil S/A (BB) deverá pagar R$ 3 mil, corrigidos desde a data dos fatos, por manter uma mulher na fila sem atendimento e acesso ao sanitário por mais de uma hora, em uma agência de Mato Grosso. Para a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o caso não se confunde com mero aborrecimento nem se vincula a leis locais que impõem limites para o tempo de espera. A mulher alegou que estava com a saúde debilitada, mas foi mantida em condições “desumanas”, pois aguardou atendimento em pé. A instituição bancária buscou afastar a condenação, imposta pela primeira instância e mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e sustentou no STJ que a espera em fila de banco, ainda que configure ofensa à lei municipal que estabelece limite de 15 minutos para atendimento, não é suficiente para configurar dano moral. O ministro Sidnei Beneti, que analisou o recurso, afirmou que a espera não gera, por si, o direito de indenização por dano moral ao usuário. Porém, o dano surge de circunstâncias em que o banco realmente cria sofrimento além do normal ao consumidor dos serviços. Para o relator, esse dano ocorreu no caso analisado. No seu voto, o ministro avaliou o montante da indenização, fixado em R$ 3 mil: “A quantia é adequada, inclusive ante o caráter pedagógico da condenação, como é típico das indenizações atinentes à infringência de direitos dos consumidores, isto é, para que se tenha em mira a correção de distorções visando ao melhor atendimento.” O relator também afirmou que a manutenção do valor fixado pela Justiça de Mato Grosso serve como “desincentivo ao recorrismo” perante o STJ. A Turma negou provimento ao recurso do Banco do Brasil de forma unânime.

Malafaia diz que grupo gay é “intolerante”

O pastor evangélico Silas Malafaia não se intimidou com as ameaças do nudismo do Grupo Gay da Bahia (GGB), nem com o abaixo-assinado que está circulando nas redes sociais para a retirada do seu título de cidadão soteropolitano. “Eu não tenho medo deles e vou estar aí para receber meu título. Estou só esperando as eleições passarem.”, afirma. “Eu estou gostando dessa polêmica. Vai ficar provado quem são os verdadeiros intolerantes, quem é que não suporta crítica”, provoca o pastor.

Malafaia nega ser homofóbico e acusa a comunidade gay de querer privilégios: “Não tenho preconceito contra homossexual, sou contra a prática. Você pode ser contra a prática evangélica e não ter preconceito contra as pessoas evangélicas. A comunidade gay é que é o grupo social mais intolerante da pós-modernidade. Eles querem ter direito de xingar e achincalhar, mas qualquer um que fale alguma coisa é logo tachado de homofóbico. Eu tenho uma opinião contrária e ela não pode ser cerceada”.

Por enquanto, a militância do GGB só recebeu o apoio do deputado federal Jean Willys e da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil. A comissão se comprometeu a entrar com um requerimento junto à Câmara de Vereadores por causa da falta de regimentalidade, alegando que Silas Malafaia não teria prestado relevantes serviços à cidade. Os artistas convocados por Luiz Mott a dar apoio à causa (Caetano Veloso, Gilberto Gil, Preta Gil, Ney Matogrosso e Marina Lima) conforme publicado por A TARDE na terça, 18, não se manifestaram.

CURSO DE DIREITO DA FTC DISCUTE A HISTÓRIA DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA

        Nos dias 21 e 22 de setembro acontece, no auditório da FTC Conquista, o evento “História e Evolução das Constituições Brasileiras: da Independência à Constituição Cidadã.” A programação é composta por palestras, debates e discussões voltadas para estudantes e profissionais de Direito.

A organizadora do evento, Rebeca Medeiros, Coordenadora de Extensão do Curso de Direito da FTC Conquista, destaca a importância dessa atividade: “O objetivo principal desse evento é promover o aprendizado das constituições brasileiras junto à comunidade universitária, analisar as constituições brasileiras e o contexto histórico, social, político, jurídico e cultural em que foram elaboradas e organizar discussões sobre a importância do Direito Constitucional em uma sociedade moderna e democrática”.

As palestras e discussões serão ministradas pelo historiador Riva Costa e pelo advogado Ruy Medeiros.

A abertura contará com a participação da Filarmônica 26 de Junho, da cidade de Poções, sob a regência do maestro Leandro Fagundes, aluno da FTC.

Greve dos bancários: saiba como fazer para pagar contas e cumprir outras obrigações

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bancários de todo o país entram em greve; em 2011, paralisação durou 21 dias

A partir desta terça-feira (18), bancários de todo o país entram em greve por tempo indeterminado. A paralisação inclui tanto bancos públicos quanto privados, segundo informou Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. No ano passado, a categoria ficou em greve por 21 dias.

A paralisação foi aprovada nas assembleias realizadas na última quarta-feira (12) pelos mais de 130 sindicatos representados pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

Clientes de bancos que forem a uma agência bancária poderão encontrar funcionando apenas os caixas eletrônicos. Porém, o sindicato afirma que, em geral, no primeiro dia de greve, a adesão dos trabalhadores pode não ser muito grande.

“A greve começa nesta terça nos principais corredores [locais com grande concentração de bancos, tais como o centro de São Paulo e a avenida Paulista] e depois vai atingindo e ampliando para um maior número de agências e também pegando as concentrações bancárias”, disse Juvandia, em entrevista coletiva em São Paulo. “Os caixas eletrônicos vão funcionar. O cliente que for à agência vai ter o caixa eletrônico disponível. Mas não vai ter atendimento ao público”.

Reivindicações

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 10,25%, com 5% de aumento real, além de plano de cargos, carreira e salários, maior participação nos lucros e resultados (PLR) e mais segurança nas agências. A proposta oferecida pela Fenaban foi 6% de reajuste salarial (0,58% de aumento real).

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) afirmou em nota que “lamenta a decisão dos sindicatos de bancários de recorrer à greve e confia no diálogo para a construção da convenção coletiva”. A entidade alertou a população de que muitas das operações bancárias poderão ser realizadas por meio dos caixas eletrônicos, internet banking, telefone e correspondentes bancários, tais como casas lotéricas, agências dos Correios e outros estabelecimentos credenciados.

Há quase 500 mil bancários em todo o Brasil, sendo 138 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A expectativa do sindicato é que a greve desse ano possa mobilizar mais do que os 42 mil bancários que entraram em greve no ano passado em São Paulo e na região metropolitana.

 

 

Todos os consumidores têm, por exemplo, direito a uma quantidade mínima de serviços gratuitos, como determina o Banco Central. Entre eles estão o fornecimento de um cartão de débito, a realização de até quatro saques mensais e a retirada de dois extratos.

“Dependendo do uso que o consumidor faz da conta, esses serviços podem ser suficientes, e ele não precisa contratar um pacote de tarifas”, diz a assessora técnica do Procon de São Paulo Edila Moquedace.

Conta-salário permite transferência sem cobrança

Trabalhadores contratados pelo regime da CLT e funcionários públicos também podem optar por ter uma conta-salário. Essa conta é vantajosa para quem já tem conta em banco, mas precisa abrir outra numa instituição diferente só para receber o salário pago pela empresa. Se ele abrir uma conta-salário, poderá transferir o valor recebido sem pagar nenhuma tarifa.

A portabilidade de crédito é outro direito pouco exercido pelo consumidor, segundo os especialistas. Ela prevê que quem tem algum tipo de financiamento com um banco (empréstimo pessoal, financiamento de carro ou imóvel, por exemplo) possa transferir essa dívida para outra instituição que ofereça melhores condições de juros e prazos, sem que precise pagar por esta transferência.

Teste mostra que faltam informações em bancos

Um teste feito recentemente pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) comprovou como o início de relacionamento do cliente com o banco pode ser conturbado.

Em dezembro de 2011, voluntários do instituto abriram contas em agências de seis bancos (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú Unibanco e Santander) e avaliaram as informações dadas aos novos clientes.

Os bancos foram reprovados em vários quesitos. Nenhum deles informou, espontaneamente, sobre a existência dos serviços gratuitos aos consumidores e todos concederam cheque especial sem o cliente ter solicitado.

“O que parece é que os bancos não tomam o cuidado necessário para manter a base de funcionários informada sobre o que deve ser feito”, diz o gerente de testes e pesquisas do Idec, Carlos Thadeu de Oliveira. “Não podemos dizer que eles agem de má-fé, mas o fato é que ganham dinheiro com isso.”

Procurados pela reportagem, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC informaram que seus funcionários são orientados a dar as informações completas aos clientes. Os demais bancos não enviaram resposta.

Bancos lideram listas de reclamações

Em 2011, pela primeira vez em 12 anos, os bancos passaram as empresas de planos de saúde como o setor que mais teve reclamações no Idec. Também em 2011, o banco Bradesco ficou no topo da lista de queixas do Procon-SP, superando a Telefonica, que liderava a lista havia seis anos.

Para a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o aumento das queixas se deve “à elevação da base de clientes das instituições financeiras, ao maior grau de exigência dos clientes e ao crescimento no consumo de produtos como cartões de crédito”.

Joaquim Barbosa culpa membros do PP e sinaliza voto contra petista

Relator do mensalão culpa integrantes do PP, reafirma tese de que o mensalão existiu e indica que vai pedir a condenação de petistas graduados por envolvimento no maior escândalo de corrupção da era Lula

 

O mensalão existiu. É essa a análise feita pelo relator do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa, no julgamento do escândalo de corrupção no Supremo Tribunal Federal (STF). Cinco réus foram considerados culpados por Barbosa pelos crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Após atestar a existência do esquema de compra de apoio político com propinas oriundas de desvios de verba pública, Barbosa julgou ontem apenas as acusações que recaíam sobre membros do Partido Progressista (PP) e seus associados.

Foram considerados culpados o então presidente do PP, o deputado federal cassado Pedro Corrêa, o então líder do partido na Câmara, Pedro Henry, o ex-assessor do deputado José Janene, João Cláudio Genu, além dos sócios da corretora Bônus Banval Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg. Embora tenha morrido em 2010, o ex-deputado José Janene, vice-líder do PP, também foi considerado culpado pelo relator.

Além da ala do PP, o item 6 da denúncia irá julgar outros 18 réus, dos quais oito são políticos. Estão na lista José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério e seus sócios, o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP), os ex-deputados do PTB Roberto Jefferson, presidente nacional do partido, e Romeu Queiroz, e os também ex-deputados Bispo Rodrigues (do extinto PL) e José Borba (PMDB).

Compra de voto
Até então, a principal dúvida da defesa dos réus era se os ministros acolheriam a tese da Procuradoria-Geral da República, de que os repasses aos parlamentares e partidos eram para compra de apoio político em votações de interesse do governo na Câmara.

Os advogados, em consonância, defenderam a versão de que o esquema visava distribuir dinheiro para pagar dívidas de campanha, sem a devida contabilização (o famoso caixa 2), o que seria apenas crime eleitoral. “Não há qualquer dúvida sobre o esquema de compra de votos a esta altura do julgamento. Há várias provas de reuniões mantidas entre os interessados. Não vislumbro qualquer deficiência probatória quanto a esse crime”, disse Barbosa.

Em sua argumentação, o relator chegou a citar depoimentos de Corrêa, no qual ele admite a participação do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (apontado pela acusação como o grande líder do esquema), nos acordos entre PT e PP que originaram o pagamento das propinas. Segundo o pepista, as negociações ocorreram entre ele, Henry e Janene pelo PP, com o então presidente do PT, José Genoíno, e Dirceu.

Para consolidar a existência do mensalão, Barbosa destacou que, em depoimento, os próprios deputados Arlindo Chinaglia (PT), então líder do governo na Câmara, e o ex-deputado Aldo Rabelo (PCdoB), atual ministro dos Esportes, já tinham ouvido falar dos pagamentos. Citou ainda votações no Congresso, como as reformas Tributária e Previdenciária. Nesta segunda, em 27 de agosto de 2003, os líderes dos partidos beneficiados orientaram suas bancadas para votar junto ao governo.

“Todos os deputados do PL que participaram da sessão votaram a favor. Dos 50 do PTB, apenas sete votaram contra. Dos 46 do PP, 14 votaram contra. Dos 60 do PMDB, 18 votaram contra. Foram 163 votos. A demonstrar a relevância do apoio, cito Aldo Rabelo, que disse que em alguns itens a vitória foi por poucos votos”, recordou. Barbosa lembrou ainda que o tema era polêmico e antipopular, de forma que parlamentares do PT chegaram a votar contra o governo, e foram punidos.

O ministro relator destacou ainda que o PP não apoiou Lula na eleição de 2002, mas o seu adversário, José Serra (PSDB), e o PT não teria, portanto, motivo para pagar as despesas de campanha do PP, conforme sustentou a defesa. Não houve, também, compromissos firmados para a eleição de 2004, quando os dois partidos se mantiveram como adversários em todo o país.

“Não existia qualquer outro motivo para que o PT auxiliasse o PP naquele momento, se não o voto de seus parlamentares”, ponderou. Ele citou o fato de o PP ter iniciado o ano de 2003 votando contra o governo, postura que mudou somente com o início do pagamento das propinas. “Não houve aliança política, os dois partidos eram antípodas, sempre foram, opositores ideologicamente”, sustentou.

Lavagem de dinheiro
O mecanismo usado pelos parlamentares do PP para ocultar a origem da propina foi condenado ontem por Barbosa. Ele relata que a lavagem de dinheiro ocorreu de duas formas. Primeiro, membros do partido aceitaram o esquema oferecido pela empresa de Marcos Valério. Nesta versão, Delúbio Soares, então tesoureiro do PT, indicava a Valério quem deveria ser beneficiado.

Valério acionava sua equipe de apoio – as funcionárias Geiza Dias e Simone Vasconcelos. Simone procurava o indicado para o recebimento do valor. Ela ia até a agência do Banco Rural em Brasília para sacar a quantia em dinheiro, com cheques que tinham como pagador e recebedor a própria agência de Valério, a SMP&B.

No caso do PP, quem recebia esta quantia em mãos era João Cláudio Genu, a mando de Janene ou Corrêa. “Geralmente (Genu) se encontrava com Simone na sede do Banco Rural em Brasília e entregavam a ela uma pasta do tipo 007, que a mesma colocava em seu interior a quantia a ser entregue, não conferia o valor e não se lembra quantas vezes recebeu quantias de Simone no interior da agência do Banco Rural em Brasília”, disse Barbosa, citando o depoimento de Genu. “Milhares de reais puderam ser livremente utilizados para a satisfação de seus interesses privados, já que jamais prestaram conta”, salientou.

Em janeiro de 2004, o PP mudou a forma de receber propinas. Por sugestão dos três parlamentares que comandavam o partido, pediram para receber através da corretora Bônus Banval, e uma das clientes da Banval, a empresa Natimar. Neste novo esquema, Valério transferia os recursos dos empréstimos simulados e dos desvios de recursos públicos de contratos com a Câmara e com o Banco do Brasil para a Banval.

“Enivaldo Quadrado recebia os recursos em mãos e, a partir daí, prosseguia a distribuição aos beneficiários”, completou o relator. “Não havia mais necessidade de Genu se encontrar com Simone Vasconcelos. Ou seja, houve uma certa sofisticação”, disse. Amanhã, Barbosa prosseguirá o voto do item ligado ao núcleo político. As acusações contra os líderes petistas estão no final do capítulo.

Procurador pede ‘cautela’ sobre declarações de Valério à revista
Tratando Marcos Valério como um “jogador”, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que é preciso ter “muito cuidado” com as declarações atribuídas ao empresário pela revista Veja. Contudo, ressaltou que elas são “importantes” e devem ser analisadas.

Segundo a reportagem publicada no fim de semana, Valério afirmou que o esquema do mensalão desviou R$ 350 milhões – quase o triplo do que consta na denúncia – e era comandado pelo ex-presidente Lula, junto com o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil).

“As declarações dele no momento têm que ser sempre tomadas com cautela. Não se sabe exatamente que tipo de jogo está sendo feito. Marcos Valério é uma pessoa que, ao longo de todo esse processo, deixou muito claro que é jogador”, disse Gurgel, para quem a prioridade atual do Ministério Público (MP) é a conclusão do julgamento.

“A gente tem esse tipo de declaração no momento em que, aparentemente, (Valério) se ressente das condenações que já sofreu”, afirmou. O Supremo já condenou Valério por corrupção ativa, peculato (desvio de recursos públicos) e lavagem de dinheiro. Já a oposição pensa diferente de Gurgel. Ontem, o PSDB elaborou uma minuta de representação contra Lula para ser encaminhada ao MP, com o objetivo de pedir para que as denúncias da Veja sejam averiguadas.

O partido, no entanto, espera o aval do DEM e do PPS pera decidir se formaliza o pedido. Já para o presidente do PPS, Roberto Freire, a oposição precisa ter cautela antes de enviar a representação ao MP. “A base fundamental para pedir a investigação é comprovar as declarações de Marcos Valério. A reportagem é verossímil, mas é melhor ter segurança para apresentar o pedido”, disse Freire. PPS e PSDB vão discutir hoje com o presidente do DEM, Agripino Maia, uma estratégia conjunta para decidir o que fazer com as revelação de Valério sobre Lula.

Zé Dirceu nega que vá fugir do país
O ex-ministro da Casa Civil no governo Lula José Dirceu (PT) negou que fugirá do Brasil caso seja condenado no julgamento do mensalão. “O PT tem defeitos. Mas se tem algo que não conhecemos no PT é a palavra covardia. A chance de eu fugir do Brasil é nenhuma. Zero”, disse. Pela primeira vez após o início do julgamento, o ex-ministro da Casa Civil falou à imprensa.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, disse estar “preparado para qualquer resultado”, mas enfatizou sua inocência: “Confio na Justiça”. Ele afirma que o ex-presidente Lula lhe liga a cada dois dias para saber como está. Disse ainda receber uma média de três visitas de amigos diariamente. Entre eles, o escritor Fernando Morais, o produtor de cinema Luiz Carlos Barreto e o líder do MST, João Pedro Stédile.

“Se alguém tem a ilusão de que, me condenando, vai me derrubar, pode tirar o cavalinho da chuva”, afirmou. O deputado cassado foi qualificado como o “chefe do mensalão” pelo Ministério Público. As penas máximas para os crimes de que é acusado chegam a 15 anos. “Não é que não tem prova no processo contra mim. Eu fiz a contraprova”, argumentou

 

Das agências
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O menestrel Elomar Figueira é destaque em entrevista no jornal o Estadão

Elomar Figueira Mello é um genial compositor e músico brasileiro!


VITÓRIA DA CONQUISTA (BA) – O menestrel Elomar não dá entrevistas, não permite fotos, mora onde não mora quase ninguém, canta o que poucos de fora de sua galáxia entendem, virou mito no sertão baiano. Espécie de Quixote da Gameleira, trouxe para a música brasileira a poética do mundo medieval.

Lá na Casa dos Carneiros, seu refúgio silencioso, a 20 e poucos quilômetros de Vitória da Conquista, perto da divisa da Bahia com Minas, o ermitão arquiteto de quase 75 anos bancou do próprio bolso a construção do grande Teatro Domus Operae para montagens de óperas, com fosso de orquestra, palco aberto para a paisagem montanhosa que circunda uma de suas três fazendas e plateia com capacidade para acomodar cerca de 2 mil pessoas.

 

No dia 13 de outubro, Elomar vai se reunir a Chico César, Xangai e Saulo Laranjeira naquele palco no concerto Cantadores, Lá na Casa dos Carneiros. No dia 7 de dezembro, encena com coral e orquestra o Auto da Catingueira, uma de suas criações mais importantes, editada em 1983. A montagem estreou em 2011 no Palácio das Artes em Belo Horizonte e agora, no “cenário vivo”, vai ter novidades, como a personagem central, uma pastora, chiqueirando as cabras da fazenda, e desfiles de cavalarias em curso pelo fundo vazado do palco.

Lá onde se planta o feijão no pó e não pega celular, a paisagem árida do inverno se impõe e deslumbra os olhos como evidência da lírica de suas canções, entre personagens reais, inventados ou adaptados. Pisar ali, conversar com a gente que não troca o pedaço de terra com cheiro de bode no ar por nada que envolva a confusão da urbe é descortinar boa parte do universo épico de seu cancioneiro.

Há duas semanas, ao lado do filho João Omar, compositor e violonista como o pai, Elomar abriu a grande sala do casarão do final do século 18, onde funciona o Teatro Escola Lírica Mineira, para o concerto Ensaiando o Riachão do Bode Brabo. Nessa sala foi gravado oAuto da Catingueira. Na parte dos fundos é que o poeta recluso se recolhe, guarda tesouros no que chama de “arquivos implacáveis”, como o primeiro compacto simples, que lançou em 1967, com o futuro clássico O Violeiro e Canções da Catingueira. Outro, gravado no mesmo ano por Israel Silveira, tem as músicas O Robot e Mulher Imaginária, que o autor retoma agora.

Cúmplices. Acomodados em bancos de madeira com assento e encontro de tiras de couro de boi trançadas, cerca de 120 privilegiados ouviram em primeira mão canções inéditas e outras raras, como dois sambas que Elomar Figueira Mello compôs na juventude. A maioria veio de fora: Sorocaba, Recife, Camaragibe, São Luiz do Maranhão, São Paulo, Montes Claros, norte de Minas, Salvador, Feira de Santana, Eunápolis, alguns poucos de Vitória da Conquista. “Não tenho fãs, tenho cúmplices com a mesma percepção estética que a minha”, diz Elomar.

Pernambucanos, Nívia Arruda, Cleide Lima e Manoel Souza, esses cúmplices se tornaram amigos por causa de Elomar. Comunicam-se em rede, marcam encontros, chegam cedo para “sentir o ambiente” e confraternizar, conversando por horas no avarandado da casa-fundação, sob lua cheia, saboreando cachaça e espetinho de carne, produtos da própria região.

“Aqui a gente encontra o ambiente onde tudo de Elomar foi criado. Essa é a emoção de vir para cá”, diz Cleide. “Fizemos um blog onde comentei essa sensação. O silêncio que tem aqui não tem em lugar nenhum. A música de Elomar é exatamente isso. Aqui é o oco do mundo literalmente falando”, diz Nívia.

Advogado sem nenhuma ligação com o meio artístico, Manoel Souza se desdobrou em mil para levar o novo concerto de Elomar e João Omar para sua cidade, Recife nos próximos dias 28 e 29, no Teatro Boa Vista. “Sou leigo, não temos patrocínio, só estou fazendo isso por amor pela causa. Tivemos muita dificuldade para achar um teatro adequado para a música dele”, diz.

Um tanto avesso a receber visitas no camarim dos concertos, na Casa dos Carneiros Elomar conversa à vontade com os admiradores, boa parte dos quais já pisou ali algumas vezes. O artista plástico Juraci Dórea, que veio de Feira de Santana, além do projeto visual do álbum Auto da Catingueira e do concerto de dezembro, também desenhou a capa deFantasia Leiga para Um Rio Seco.

“Conheci Elomar nos anos 1980 e vinha pra cá com muita frequência. Essa aproximação com ele não se deu por acaso. Meu trabalho também tem ligação com o sertão”, diz Dórea. “Elomar investe muito na linguagem do sertão mais profundo, mais verdadeiro, que eu procuro também na visualidade. Ele radicaliza mais porque se afasta muito da cidade. Isso é o que a gente admira nele e o que nos une. Temos dificuldade de combinar as vindas para cá, porque ele não tem telefone, nem nada. Mas mesmo se passar 10 anos sem vê-lo, quando nos encontramos parece que foi ontem que o vi pela última vez.”

Vou de táxi. O taxista Márcio Silva conhece Elomar de longe, mas sabe das histórias que contam sobre ele na cidade. “Aqui em Vitória as pessoas sabem do valor que ele tem. É muito reservado, mas não tem aquelas frescuras de artista. De vez em quando faz uns shows fechados, aí toma sua cachacinha e se solta um pouco”, conta. Coincidência ou não, Márcio conheceu um vaqueiro cuja impressionante história é idêntica à de personagens de muitas canções épicas de Elomar, como Chula no Terreiro, mas com final um pouco mais feliz.

Certa vez, Márcio transportou um engenheiro que chefia uma equipe de exploração de granito numa das fazendas de Elomar. No meio do caminho, parou para dar carona a uma senhora que também trabalhou para o compositor e o emocionou cantando uma de suas canções.

E lá fomos nós rodando pela estrada de terra, até que depois de tanto parar e perguntar por ela, finalmente Marcio localizou a sorridente Geni de Jesus Viana e a levou até a Casa dos Carneiros. Quando ainda trabalhava para Elomar, ela integrou o coro que gravou oAuto da Catingueira. “Sou filha daqui da Gameleira. Já morei muito com doutor Elomar. Meu marido e meus filhos também nasceram e se criaram aqui. Nós trabalhávamos no campo, cuidando de gado, da casa”, conta a senhora de 55 anos. “Ele pode não saber, porque nunca falei, mas amo as músicas dele. Não tenho os discos, mas aprendi as músicas ouvindo ele cantar em casa. Fico muito emocionada.”

E a voz melodiosa da senhorinha corta o silêncio da noite enluarada e comove os presentes com os versos fortes de Arrumação. É a fuga poética da urbe, na casa imortalizada emCantiga de Amigo, com seus sete candeeiros, onde Elomar não poupa verbos para “esculhambar com a modernidade”.

Lauro Lisboa Garcia – ESPECIAL PARA O ‘ESTADO’

Elomar Figueira Mello é um genial compositor e músico brasileiro!

“O violeiro que suscita a nossa busca por seus trabalhos mostra genialidade em tudo o que faz; compositor de obras primas é também, genial nas melódicas prefere viver no sertão como criador de bodes. Mas, você precisa conhecê-lo melhor! Elomar Figueira Mello é um genio no que faz!” Ana Marly de Oliveira Jacobino

Conheça Elomar por ele mesmo:
http://youtu.be/7KxR1lO1imE

Nasceu Elomar na Fazenda Boa Vista, pertencente aos seus avós, Sr. Virgilio Ferraz e Sra Dona Maricota Gusmão Figueira.

A formação protestante foi herdada da família. Passagens do Velho Testamento estão sempre presentes nas letras de sua obra, como na música “Ecos de uma Estrofe de Abacuc”.
Seus pais eram o Sr. Ernesto Santos Mello, filho de tradicional família da zona da mata de Itambé, Bahia e a Sra. Dona Eurides Gusmão Figueira Mello. Tem dois irmãos: Dima e Neide.
Estudou entre o sertão e a capital e mais tarde, formou-se em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia, no final da década de 1960. Teve uma passagem rápida também pela Escola de Música dessa Universidade.

 

Casado com Adalmária de Carvalho Mello, pai de Rosa Duprado, João Ernesto e do maestro João Omar.
Elomar prefere viver a maior parte do seu tempo nas suas fazendas. A Fazenda Gameleira, que ele chama de Casa dos Carneiros, imortalizada na música Cantiga do Amigo, localizada a 22 Km de Vitória da Conquista, na Fazenda Duas Passagens,que se localiza na bacia do Rio Gavião, e na Fazenda Lagoa dos Patos, na Chapada Diamantina.

Ouça a sua genialidade:
http://youtu.be/21cVlNw8Gcc

Elomar, é descendente direto do Bandeirante e Sertanista João Gonçalves da Costa, fundador em 1783 do Arraial da Conquista, hoje a cidade de Vitória da Conquista.

Escute toda a musicalidade deste cabra do sertão brasileiro:
http://youtu.be/o2llUR84gNY

Depois que gravou seu primeiro disco …Das Barrancas do Rio Gavião, passou a investir mais na sua carreira musical, bastante influenciados pela tradição ibérico e árabe que a colonização portuguesa levou ao nordeste brasileiro. dos textos musicais e obras de Elomar são escritos em linguagem dialetal sertaneza ; título de linguagem atribuída por ele. Com seu estilo típico de tocar violão, muitas vezes alterando a afinação do instrumento, Elomar criou fama entre o universo violeiro.
Conheça mais deste genial músico brasileiro:

A Radio Nova Vida – 87.9 FM de Brumado promoverá debate com prefeituráveis

Debate em Brumado

A Radio Nova Vida – 87.9 FM,  do Município de Brumado  pretende  realizar e transmitir através das ondas sonoras da emissora, o ultimo debate da  série, com os candidatos a Prefeito no Município.

O evento esta programado  para o próximo dia 04 de outubro. A direção da emissora e os coordenadores  pretendem manter a mesma estrutura e formato da programação, realizados com os mesmos em etapas anteriores. Embora sugira algumas alterações para da melhor comodidade aos convidados e assessores e, que os mesmos possam prestigiar e compartilhar e visualizar, presencialmente da realização do debate.

O Programa será transmitido via link,  do local em que  se pretende realizar o evento, que será na Casa de Formação Monsenhor Fagundes.

Segundo Teonio Lima, no primeiro momento,  as temáticas a serem abordadas no debate serão apresentadas antecipadamente aos candidatos, que fará uma síntese expositivas da razão e porque pretende ser o Gestor no Município. já no segundo momento no quadro do debate, a imprensa local foi convidada para participarem com perguntas relacionadas ao plano de Governo de cada candidato.

Em tempo, é importante resaltar que o debate realizado pela emissora no mês de agosto, foi convidado os três candidatos, dois destes, não compareceram, e para essas circunstâncias à luz da lei procede–se, somente com o que se faz presente no momento,  quando fora feita uma entrevista com o material previamente elaborado, ao candidato(a) presente. no caso, a  professora e ex-deputada –Marizete, que usou todo o horário que seria destinado na programação para apresentar suas propostas de governo. O Município de Brumado, três candidatos disputa o Governo: Marizete Fernandes Pereira, Aguiberto Lima e Gilson.

Marqueteiros transformam pesquisas em propaganda

 

Na campanha de 2010, resultado das urnas contrariou tendência das pesquisas

Retrato de uma realidade que nem sempre se reflete nas urnas – a exemplo do que aconteceu em 2006, quando Jaques Wagner (PT) contrariou os números e derrotou Paulo Souto, do PFL -, a pesquisa eleitoral tem se consolidado como um instrumento cada vez mais forte de propaganda política. Apesar da escassez de levantamentos em Salvador – até agora foram divulgados quatro -, hoje os partidos políticos utilizam a pesquisa não apenas para nortear suas campanhas. “Pesquisas têm se transformado em atores políticos centrais”, alerta Paulo Fábio Datas Neto, cientista político e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Ele afirma que muitas vezes os números aferidos têm sido utilizados para propaganda, em vez de representarem elementos que definam subsídios aos discursos. Desde a última quinta-feira, quando pesquisa do Ibope identificou o avanço do candidato petista Nelson Pelegrino, que passou de 16% para 27% nas intenções de voto, os marqueteiros da coligação Todos Juntos por Salvador têm investido na veiculação do desempenho com clichês como a “hora da virada”. Apesar de o democrata ACM Neto permanecer na dianteira com 40% das intenções de voto, o marketing político de PT tem explorado bem mais o resultado. No horário político, os índices de crescimento do candidato são repetidos à exaustão. No portal da coligação petista, o marketing se repete: “Pelegrino é o único que cresce nas pesquisas”. Leia mais em A Tarde.

Lucas Leal, A Tarde

Foto: Fernando Vivas | Agência A TARDE

 

MEC “reprova” 47 instituições de ensino superior na Bahia

O Índice Geral de Cursos foi publicado hoje no Diário Oficial da União

 


O resultado do Índice Geral de Cursos do Ministério da Educação (MEC), publicado nesta quinta-feira (17) no Diário Oficial da União, “reprovou” 47 instituições de ensino superior na Bahia. O IGC, que funciona como um indicador de qualidade, leva em consideração principalmente as notas dos cursos de graduação e de pós-graduação de cada instituição no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Em todo o Brasil, o número de instituições que não tiveram bom Índice ultrapassa a marca de 680.

Além do Enade, as instituições baianas também foram avaliada pela infraestrutura oferecida e pela qualidade do corpo docente. A nota do IGC, que deverá ser disponibilizada para consulta no Portal do MEC ainda hoje, pode variar entre 1 e 5. Todas as instituições baianas reprovadas obtiveram nota 2, consideradas pelo Ministério como insatisfatórias.

Com esses resultados, o indicador deverá orientar as visitas in loco dos avaliadores do Instituto Nacional de Educação e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A visita dos especialistas poderá confirmar o resultado do Índice e, neste caso, as instituições com notas inferiores a 3 – considerada razoável- poderão recorrer.

Se as notas baixas forem mantidas, a instituição poderá sofrer algumas medidas do governo federal – desde arquivamento de pedidos de abertura de novos cursos até o descredenciamento do centro de ensino, passando também pela impossibilidade ampliação de vagas em cursos existentes.

No total, foram avaliadas em todo país 2.176 universidades, faculdades e centros universitários. De todas essas instituições, somente 158 obtiveram IGC no valor de 4 e de 5, considerados como bons. Essas instituições poderão ser beneficiadas com a abertura de novos cursos.

Vejas as Instituições de Ensino Superior reprovadas na Bahia

– ÁREA1 – FACULDADE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
– CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE ILHÉUS
– CENTRO UNIVERSITÁRIO DA BAHIA
– ESCOLA DE ENGENHARIA DE AGRIMENSURA
– ESCOLA DE NEGÓCIOS DO ESTADO DA BAHIA – ENEB
– FACULDADE ADVENTISTA DE FISIOTERAPIA
– FACULDADE CASTRO ALVES
– FACULDADE CATÓLICA DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DA BAHIA
– FACULDADE CIDADE DO SALVADOR
– FACULDADE DE ARTES, CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS
– FACULDADE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA ALBERT EINSTEIN
– FACULDADE DE CIÊNCIAS EDUCACIONAIS
– FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
– FACULDADE DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO PIEMONTE DA CHAPADA
– FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DA CIDADE DE FEIRA DE SANTANA
– FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS
– FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS DE VITÓRIA DA CONQUISTA
– FACULDADE DELTA
– FACULDADE DO DESCOBRIMENTO
– FACULDADE DO SUL
– FACULDADE DO SUL DA BAHIA
– FACULDADE DOM PEDRO II
– FACULDADE EVANGÉLICA DE SALVADOR
– FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE
– FACULDADE INTEGRADA EUCLIDES FERNANDES
– FACULDADE METROPOLITANA DE CAMAÇARI
– FACULDADE NOBRE DE FEIRA DE SANTANA
– FACULDADE PITÁGORAS DE TEIXEIRA DE FREITAS
– FACULDADE REGIONAL DA BAHIA
– FACULDADE REGIONAL DE ALAGOINHAS
– FACULDADE REGIONAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE CANDEIAS
– FACULDADE SANTÍSSIMO SACRAMENTO
– FACULDADE SANTO AGOSTINHO
– FACULDADE SANTO ANTONIO
– FACULDADE SÃO CAMILO
– FACULDADE SÃO FRANCISCO DE JUAZEIRO
– FACULDADE SÃO SALVADOR
– FACULDADE SÃO TOMAZ DE AQUINO
– FACULDADE UNIME DE CIÊNCIAS JURÍDICAS
– FACULDADE VASCO DA GAMA
– FACULDADE ZACARIAS DE GÓES
– FACULDADES INTEGRADAS IPITANGA
– INSTITUTO BAIANO DE ENSINO SUPERIOR
– INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR UNYAHNA DE BARREIRAS
– INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR UNYAHNA DE SALVADOR
– INSTITUTO SALVADOR DE ENSINO E CULTURA
– INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO SUL DA BAHIA

Para conferir a lista completa das instituições, clique aqui.

 

Da redação
correio da bahia

Valério abre o bico e complica Dirceu e Lula

 

 

Há uma longa matéria na revista Veja que está a circular a partir deste final de semana na qual, afinal, Marcos Valério, sentindo-se perdido e provavelmente condenado a uma pena altíssima, fala de forma aberta e, nesta fala, implica diretamente o ex-presidente Lula. Denuncia José Dirceu como principal agente do mensalão, juntamente com o tesoureiro Delúbio Soares. Diz que a “arca” do PT a partir do dinheiro arrecadado é muito mais do que se fala, algo em torno de R$350 milhões, dez vezes mais do que foi gasto na primeira campanha de Lula. Valério revela que foram muitas as suas reuniões com Dirceu, no Palácio do Planalto, e que bastava descer uma escada do seu gabinete para chegar ao de Lula, sem aviso, e que por diversas vezes ele foi chamado a acompanhá-lo para trata de negócios com um “mero vamos descer a escada”. Marcos Valério revela que Delúbio Soares com a sua mulher iam frequentemente ao Alvorada jogar baralho com Lula e Letícia e muitas vezes dormia no próprio palácio. Acusa Okamoto (que presidiu o Sebrae) de participação e de assegurar a ele que nada iria acontecer e se houvesse julgamento a absolvição era certa ou a pena seria pequena. Afirma que, certa vez, ao ser preso, sua mulher procurou Okamoto para cobrar a promessa e, em retribuição, recebeu “um safanão” que a levou às lágrimas. O principal personagem do julgamento do STF até aqui conta ainda que Lula sabia de absolutamente tudo e que o poder de Dirceu no Palácio do Planalto era total e tudo o que aconteceu foi combinado com o então presidente. Dirceu também imaginava que não seria apenado e que ficaria de fora de qualquer processo. Segundo Valério, diversos empresários também estiveram com Lula e Dirceu e deram dinheiro para a “arca”, com o compromisso de que o avalista da doação seria o presidente Lula. Trata-se de uma longa matéria com revelações estarrecedoras só que chegou tarde e o publicitário se explica dizendo que acreditou no que lhe prometeram. Disse mais que sabe que será condenado e reconhece que tem culpa, mas não da forma como se fala que acontecerá por aparecer como o nome mais pernicioso da quadrilha e responsável por tudo, quando os fatos e as ações passaram por Lula e por José Dirceu.por Samuel Celestino