A Gente diz

Relator do mensalão começa hoje a apresentar seu voto

O primeiro ministro a falar será o relator Joaquim Barbosa.

Débora Zampier
AgênciaBrasilBrasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) entra na terceira semana de julgamento do mensalão nesta quinta-feira (16) com a responsabilidade de definir se os 37 réus são culpados ou inocentes. O processo está com um réu a menos porque o caso do empresário Carlos Alberto Quaglia foi mandado ontem (15) para a Justiça de primeiro grau .

Sobre a votação, a única certeza até agora é que o primeiro ministro a falar será o relator Joaquim Barbosa. O Tribunal ainda não definiu oficialmente como será a sequência, questão que pode interferir diretamente no resultado do julgamento. O ministro Cezar Peluso se aposenta compulsoriamente daqui a 15 dias e sua participação só é garantida se ele puder adiantar seu voto – na ordem normal, ele é o sétimo a se pronunciar.

De acordo com a tradição do STF, é o relator que dá a configuração do julgamento seguindo a estrutura de seu voto. Após a sessão de ontem (15), jornalistas perguntaram ao relator se a disposição de seu voto poderia causar polêmica. “Não posso dizer isso porque ainda nem revelei como irei votar”, respondeu.

Nas questões preliminares dessa quarta-feira, os ministros seguiram a ordem normal de votação: Barbosa primeiro, seguido pelo revisor Ricardo Lewandowski e demais ministros, segundo a ordem de antiguidade, do mais novo ao decano, até chegar ao presidente. No entanto, é normal ver alguns ministros mais antigos passando à frente dos mais novos, especialmente quando têm uma tese divergente para apresentar.

A partir de hoje, o julgamento entra em ritmo mais tranquilo, com sessões apenas às segundas, quartas e quintas-feiras. Na primeira fase, quando os advogados dos 38 réus apresentaram a defesa na tribuna, as sessões eram diárias. Ainda não há previsão de quando o julgamento será concluído.

Artigo: SABEDORIA POPULAR


 

 

Em época de eleições, certos candidatos dizem o que devem e o que não devem. Fazem promessas de todo tipo, até as impossíveis de se  realizarem para ludibriar e conquistar os votos dos eleitores, especialmente, os incautos e menos atentos para as questões políticas e eleitorais. Desafiam o código e leis eleitorais, sem nenhum constrangimento, na quase certeza de que não serão punidos. As leis são até severas, mas perdem a eficácia por não serem aplicadas devidamente, com raras exceções, por um ou outro operador do direito e aplicador da legislação, mais atento, que põe fim ao abuso dos infratores, ao cumprir a legislação pertinente.

 

Em Brumado, o Senhor Deoclides Ferreira das Neves, mais conhecido como Dió da pensão, um analfabeto inteligente com  grande sabedoria  acumulada pela experiência com a vida e a convivência com pessoas ilustres e instruídas (o homem é o produto do meio) que frequentavam a sua pensão. Era uma pessoa de memória privilegiada, que compensava a falta de instrução.

 

Exercia o ofício de  ‘repórter itinerante’, transmitindo as informações recebidas, levando-as em suas andanças aos locais que frequentava. Assimilava tudo que ouvia dos seus hóspedes, dentre eles, pessoas  expressivas da política estadual, nacional e local, viajantes e profissionais liberais, homens de cultura  e conhecimentos, seus hóspedes, aos quais dedicava sua melhor atenção e era indagador curioso das notícias, principalmente das  políticas da Bahia, para bem se informar. Confessava-se grande admirador de Juracy Magalhães (interventor e governador da Bahia).

 

 

Seu Dió divulgava  o que lhe era transmitido. Quando solicitadas maiores explicações sobre as notícias que divulgava, muitas vezes absurdas e deturpadas, lidas propositalmente nos jornais, por  hóspedes (viajantes) que o faziam por  brincadeira. Notando a pilhéria  e  para  desvencilhar-se  do interlocutor, como desculpa dizia: “papel aceita tudo, e rádio fala o que quer (na época não havia televisão), não se comprometendo com as informações prestadas, alegava constar nas gazetas da Bahia, trazidas pelos viajantes.

 

Nesse contexto, ouvem-se muitas incoerências de políticos pelos rádios e TVs e lêem-se nos jornais e revistas os absurdos da propaganda de certos candidatos, verdadeiros prestidigitadores das palavras e de textos pré-elaborados, fazendo promessas e propostas irrealizáveis, para a conquista do voto e concretização de seus objetivos.

 

Daí a necessidade de os eleitores serem escrupulosos e cautelosos na escolha dos indivíduos que irão decidir os  destinos da coletividade e consequentemente o seu futuro. Parodiando  o nosso folclórico Dió: “papel aceita tudo e rádio, televisão e jornais  falam o que querem”.  Regina Duarte (atriz global), em época eleitoral  induzia o eleitor a temer a administração Lula (PT). Que decepção! Quem diria!  A “namoradinha do Brasil” se prestar a  papel tão ridículo.

 

Portanto, é bom ficar-se atento para a sabedoria popular, conforme a visão e o entendimento de seu Dió, para não se cair na lábia dos profissionais da política que têm  discurso apropriado para iludir o povo. É imperioso conhecer o passado e a vida pregressa de cada postulante e não se cometer o erro de passar procuração a vigaristas que não têm nenhum compromisso com as políticas públicas de interesse coletivo.

 

Finalizando esta análise, com a certeza da vitória de LULA, fica a reflexão de que o Estadista FHC deixa o governo  para o ex-operário Lula a esperança de dias melhores para milhões de brasileiros que acreditam ser Lula o salvador da pátria. Nesse contexto, vale transcrever a seguinte citação: “Jamais prive uma pessoa de esperança. Pode ser que ela só tenha isso”, (Luiz Marins Filho). O povo sustenta que está confiando na mudança, nas transformações sociais, que dignifiquem o brasileiro.

 

Queira Deus que a Nação não seja decepcionada pela falta de apoio dos partidos e do radicalismo político dos que não têm compromisso com o povo, inviabilizando a governabilidade. Existe uma distância abissal entre o que se diz e promete e o que se quer e  pode realmente realizar. Acreditemos no adágio de que “querer é poder”.

 

Salve a democracia! Salve o povo brasileiro! Que nunca perde a fé e a esperança e sempre acredita e confia nos que prometem as transformações para realizar suas esperanças.

 

Antonio Novais Torres

[email protected]

Brumado/BA em 27/10/2002.

Ideb: Ensino Médio à deriva na Bahia

 

O Colégio Estadual Professora Maria Odette Pithon Raynal, no bairro de Paripe, pode ser considerado como o pior de ensino médio da capital baiana, de acordo com o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011, divulgado na última terça-feira. A escola alcançou 1,5 de média ficando abaixo do índice obtido pela Escola Estadual 29 de Março, sediada em Santo Inácio, que, por um erro da Secretaria Estadual de Educação (SEC) figurou com média de 0,1 sendo considerada a pior média do país. Segundo a SEC, a nota real da escola 29 de março é 2,4. O erro, de acordo com o órgão, ocorreu durante a migração de dados para o sistema do MEC. Por meio de sua assessoria de comunicação, o MEC ratificou a informação da SEC sobre o erro. Leia mais em A Tarde.Luan Santos e Luana Almeida, A Tarde

Instituições sociais e Intelectuais brumadenses assinam Moção de Repúdio ao Prefeito de Brumado.

 

                                                                                                                                                                     

Movimentos sociais do Município de Brumado apresenta manifesto de repudio ao atual gestor, por conta de o mesmo se posicionar contra ações e investimentos que favoreçam a Cultura e Educação no Município.

A iniciativa da minuta, foi sugerida pelo Movimento Cultural Abracadabra, que fez um questionamento público por conta das declarações descabidas do prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos,   que se diz contra a PEC 150 – Proposta de Emenda Constitucional que tramita no congresso nacional a favor da Cultura e Educação. Proposta, alias, que sendo aprovada, beneficiará  centenas de municípios deste país com maiores  investimentos em ações e políticas públicas nestas áreas.

O movimento encabeçado pelo proponente da ação recebeu adesões de outras fortes instituições  e personalidades local; Academia de Letras e Artes de Brumado (ALAB), Loja Maçônica Manoel Carvalho, Modera, Grupo de Teatro Arte em Cena, Cia de Teatro Abracadabra e também de artistas e amantes da cultura brumadense, como o músico Dinho Athayde, o escritor José Walter Pires, o artista plástico Enilson Meira, a professora Filomena Azevedo e o violeiro caipira Lázaro Rocha, que, conjuntamente assinaram uma  Moção de Repúdio por conta do infeliz pronunciamento, do gestor que se diz contrário aos investimentos na cultura e principalmente a PEC 150, que,  em sendo aprovada mudará em muito a política cultural deste país.

Os responsáveis pela Moção de Repúdio, posicionam se  em relação a mesma, de que a iniciativa, é apartidária e tem como objetivo sensibilizar os gestores sobre a importância da cultura, não apenas no aspecto simbólico,  mas também, como via econômica para centenas de artistas e como elo preventivo para inibir a crescente  violência entre os jovens nos centros urbanos e rurais deste país.

 

 

Esportes – Mano Menezes pode ser demitido após amistoso com a Suécia

 

A situação do técnico Mano Menezes é insustentável na seleção brasileira. Há quem afirme na CBF que Mano será demitido após o amistoso do Brasil contra a Suécia, quarta-feira, dia 15. As pressões e as críticas ao trabalho de Mano são imensas. Partem da imprensa especializada, de jogadores e ex-jogadores.Durante a transmissão do jogo Brasil x México, Romário, um dos maiores jogadores da história da seleção brasileira, não poupou críticas a Mano e afirmou que ”em breve” o técnico se despedirá da seleção.

“Quem é ruim se destrói sozinho. Ainda bem que foi a última do Mano”, sustentou Romário, que criticou os critérios de convocação e escalação utilizados pelo treinador da seleção brasileira.

“Um técnico que não sabe escalar, não sabe convocar. Ainda bem que estamos vendo hoje a última partida dele na seleção”, Romário.

Vale destacar que Romário é um dos principais críticos do trabalho de Mano Menezes. Logo quando o treinador divulgou a lista de jogadores convocados para a Olimpíada. Na ocasião, o ex-atacante disse que a convocação era “uma m…”.

Com o final da “Era Dunga”, após a eliminação na Copa do Mundo de 2010, Mano Menezes foi chamado para renovar a seleção brasileira com uma geração de jovens talentos. Há exatamente dois anos e um dia, a nova seleção de Mano – sob a liderança de Neymar e Ganso – estreou com um futebol bonito e uma vitória por 2 a 0 em um amistoso contra os Estados Unidos.

Nos últimos dois anos, parte da geração anterior foi praticamente aposentada da seleção, como no caso de Kaká, Lúcio e Luis Fabiano. Outros – como Robinho, Júlio César, Thiago Silva e Daniel Alves – precisaram se esforçar para assegurar suas vagas contra a nova leva de jovens jogadores.

Apesar do bom começo, a renovação não trouxe grandes resultados e nem um futebol bonito. O Brasil acabou eliminado na Copa América de 2011 e teve poucas exibições convincentes nos diversos amistosos que fez no período.

Os Jogos Olímpicos de Londres 2012 eram vistos por Mano Menezes como uma oportunidade de testar jogadores ainda mais jovens que despontaram no futebol brasileiro nos últimos meses, como Leandro Damião, Oscar e Lucas.

O técnico havia dito que 70% da base da seleção que jogará em 2014 estava em Londres 2012.

PEC quer acabar com remuneração de vereadores de cidades com até 50 mil habitantes

PEC quer acabar com remuneração de vereadores de cidades com até 50 mil habitantes

Foto: Divulgação / BC
Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) de autoria do senador Cyro Miranda (PSDB-GO) pretende acabar com o pagamento da remuneração de vereador em municípios com até 50 mil habitantes.  O texto foi endossado por outros 30 parlamentares, e se aprovado pelo Congresso Nacional, deverá atingir cerca de 90% das câmaras municipais do país. A proposição ainda prevê o limite do total da despesa das câmaras a no máximo 3,5% da arrecadação municipal. “Estamos seguros de que sua adoção causará impactos positivos consideráveis, tendo em vista que 89,41% dos municípios brasileiros possuem até 50 mil habitantes. Dessa forma, pouco mais de 600 municípios brasileiros continuarão a remunerar seus vereadores”, argumenta o senador, que destaca o fato de os legisladores terem a permissão de trabalharem em outras atividades, desde que exista compatibilidade de horários, conforme indica a Constituição Federal. Para Cyro, a medida fará com que os vereadores assumam o cargo eletivo “em razão de sua condição cívica, de sua honorabilidade ou de sua capacidade profissional”. “Serão selecionados candidatos comprometidos com a ética, o interesse público e o desenvolvimento local”, lembra. A proposta tramita no Senado e aguarda a designação de relator na CCJ e, caso seja aprovada pela comissão, segue para análise do plenário.

CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA DA FTC REALIZA 2ª EDIÇÃO DO PROJETO “AMOSTRA GRÁTIS”

 

O Colegiado do curso de Publicidade e Propaganda da FTC Conquista realiza no dia 17 de agosto a abertura da 2ª edição do Projeto Amostra Grátis que traz como tema: “Literatura – Contos, Crônicas e Poesias”. O evento acontece no auditório da FTC às 19h e conta com a participação da escritora e diretora teatral Adelice Souza, vencedora do Prêmio Copene de Literatura. Na ocasião, a escritora divulgará seu mais recente livro: “O homem que sabia a hora de morrer”.

O Amostra Grátis é um projeto do curso de Publicidade e Propaganda que tem como objetivo incentivar a criatividade e as produções artísticas dos alunos do curso,  dando todo o suporte para a divulgação dos trabalhos realizados por meio de exposições. Na primeira edição, que aconteceu em abril, os alunos expuseram seus cliques em uma exposição fotográfica. Dessa vez, os visitantes poderão mergulhar nas obras literárias escritas pelos estudantes. Os trabalhos ficarão expostos na área de convivência do campus de 17 a 24 de agosto e como o próprio nome sugere, a entrada é gratuita porque “talento não tem preço”.

Fonte – Ascom FTC – Talita Marins _ 838.8976

 

 

Ficha técnica

Leatrice Ferraz – Coordenadora do Colegiado de Publicidade e Propaganda

Adelice Souza – escritora e diretora teatral

Estudantes do Curso de Publicidade e Propaganda

 

Maioria dos brasileiros quer punição dos réus do mensalão

Plenário do STF prossegue com o julgamento do mensalão (Divulgação/SCO/STF)

Plenário do STF prossegue com o julgamento do mensalão

A maioria dos brasileirosdefende a condenação dos principais réus do mensalão, mas só um em cada dez acredita que eles serão presos ao fim do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).Segundo pesquisa Datafolha, 73% da população acha que os acusados de participar do escândalo devem ser mandados para a cadeia. No entanto, só 11% dizem acreditar que isso acontecerá.

Os números se invertem em relação à hipótese de absolvição dos réus. Apenas 5% torcem para que eles sejam inocentados, mas 43% estão convictos de que este será o resultado do julgamento.

Outros 14% defendem que os réus sejam condenados, mas não recebam pena de prisão. Este resultado é esperado por 37% dos entrevistados.

Se o tribunal julgar que os acusados são culpados pelos crimes apontados na denúncia, eles correm risco de prisão. Entretanto, o STF pode condená-los a penas mais brandas, como a prestação de serviços comunitários.

Em outra hipótese, os réus podem ser condenados à prisão e permanecer em liberdade, caso os crimes já estejam prescritos. Isso ocorrerá se a corte aplicar penas mínimas, de até dois anos de cadeia.

De acordo com o levantamento, quatro em cada cinco brasileiros (82%) acreditam que o mensalão foi um caso de corrupção que envolveu o uso de dinheiro público para comprar votos no Congresso.

Isso demonstra amplo apoio popular à tese sustentada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Só 7% dizem confiar na linha de defesa dos réus, que negam a prática de corrupção e sustentam que houve apenas caixa dois de campanha.

Metade dos entrevistados afirma que o julgamento não terá influência na definição do seu voto para prefeito nas eleições deste ano. Outros 41% dizem que o resultado terá influência, seja grande (21%) ou pequena (20%).

A pesquisa também mediu o nível de informação sobre o caso. A maioria (81%) diz que tomou conhecimento do mensalão, mas só 18% se consideram bem informados. A fatia que está a par do julgamento no STF é de 75%.

A opinião sobre a cobertura da imprensa está dividida: 45% a consideram completa, e 42%, incompleta. Para 46%, o trabalho dos meios de comunicação é parcial. Para outros 39%, é imparcial. A cobertura é “séria” para 46% e “sensacionalista” para 38%.

O Datafolha entrevistou 2.562 pessoas na quinta. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. (Folha)

Defesa de Jefferson vai pedir investigação sobre Lula no mensalão

 

O julgamento do mensalão será retomado nesta segunda-feira, 13, com a defesa do presidente do PTB, Roberto Jefferson, autor da denúncia que expôs o escândalo, em 2005. Aos ministros do Supremo Tribunal Federal, seu advogado deverá questionar por que o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi incluído no processo do mensalão. A alegação já foi levada ao tribunal repetidas vezes, todas rejeitadas. Um dos integrantes da Corte afirmou reservadamente que o nome de Lula não foi incluído no processo por estratégia do Ministério Público. Se Lula fosse denunciado as investigações ficariam travadas.Leia mais no Estadão.Presidente do PTB, Roberto Jefferson

Defesa vê caixa dois como conduta corriqueira’

 

Ministra do STJ e corregedora-geral do CNJ, Eliana Calmon espantou-se com a naturalidade com que os advogados dos réus do mensalão tentam converter a acusação de corrupção em caixa dois eleitoral. Falam de arcas clandestinas de campanha “como se fosse conduta corriqueira, socialmente consentida”.

A despeito de não desconhecer “as provas dos autos”, Eliana declara: “Para mim o mensalão soa como corrupção”, não como caixa dois. Na bica de deixar a corregedoria do CNJ, em setembro, a doutora falou aos repórteres Felipe Recondo e Fausto Macedo.

No curso da conversa, declarou-se “assustada” com tudo o que viu do privilegiado posto de observação no órgão responsável pela fiscalização do Judiciário –desmandos que vão da corrupção aos salários milionários. Contou que, depois de ter declarado que há “bandidos” escondidos atrás de togas, foi alvejada pela animosidade de Cezar Peluso, à época presidente do STF e do CNJ. “Ele tentou me inviabilizar”, disse. Disponível aqui, a entrevista vai reproduzida abaixo:

Não é hora de o Supremo Tribunal Federal dar um basta na cultura do dinheiro sujo na política? E quem sabe o Supremo não vai dar? É uma grande oportunidade de estabelecermos alguns valores, um julgamento importantíssimo. Valores morais, valores éticos, políticos, não é? Valores de conduta de cidadania.

A defesa dos réus do mensalão quer cravar que tudo não passou de caixa 2 de campanha eleitoral. A tese vai vingar? Como se fosse conduta corriqueira, socialmente consentida. Não conheço as provas dos autos, mas para mim o mensalão soa como corrupção. Eu me impressionei pelas imagens [a cena da entrega do dinheiro nos Correios], até hoje me choca. Não posso ignorar que este é um país de caixa 2. Isso é relativizado na hora que se vai examinar os fatos.

O Conselho Nacional de Justiça puniu juízes que agiram parcialmente por causa de relações com as partes. No julgamento do mensalão discutiu-se sobre a suspeição do ministro Dias Toffoli. O exemplo não deve vir de cima? Isso está na pauta do dia. Não vou qualificar, por uma questão de hierarquia, questão disciplinar. Mas o assunto está na pauta do dia porque o povo anotou.

O modelo de financiamento de campanha deve ser alterado? Ninguém ignora que nós precisamos fazer uma reforma política porque o financiamento de campanha neste país é uma vergonha. Nós, magistrados, ignoramos isso? Não. Se é um problema generalizado, é um problema que conta com a conivência de todos, de toda a Nação, tanto que até hoje não se tomou nenhuma providência.

O STF vai ser julgado pela sociedade no julgamento do mensalão? O STF está com muito cuidado neste julgamento do mensalão porque a nação está olhando. Será um julgamento bastante técnico. Estamos no ápice da manifestação democrática do país. Alguns magistrados ainda não se aperceberam de que nós podemos ser julgados. É assim que acontece em qualquer democracia. A sociedade julga os serviços prestados por qualquer servidor público, e ministro é servidor público. Eu sou servidora pública. O STF está numa posição difícil, tem de prestar satisfação para os jurisdicionados. Ele tem um problema político por resolver, porque há realmente interesses políticos que estão em jogo. A nação toda está mobilizada, com os olhos voltados para o Supremo. E a saída do Supremo é julgar tecnicamente.

Como foi a convivência com Peluso? Foi socialmente boa, só que ele é uma pessoa difícil. Eu insistia muito para ter um diálogo, mas sempre encontrei pouca receptividade. Despachávamos normalmente, uma vez por semana, mas de uma forma bastante seca, rápida. Essa convivência não me deixava à vontade, eu não me sentia fazendo parte de uma equipe. Comecei a sentir uma Corregedoria separada da gestão do CNJ e isso me incomodava bastante. Eu fui me encolhendo dentro desse universo CNJ para ser possível, então, fazer uma administração à margem. A Corregedoria era ignorada.

Quando a senhora apontou “bandidos de toga” tentaram afastá-la? Naquele momento, meu entendimento foi de que o ministro Peluso quis publicizar uma insatisfação que já era dele. Se essa insatisfação fosse generalizada, naturalmente eu ficaria absolutamente impedida de continuar como corregedora. Ele pessoalmente ligou para os tribunais e pediu que tomassem a mesma medida. Ele queria que os tribunais se reunissem para examinar a nota de repúdio e divulgar. Eu sei disso porque no STJ, o presidente à época disse: ‘O ministro Peluso telefonou e pediu para eu reunir o plenário para aderir à nota de repúdio’. Isso também foi feito no Tribunal Superior do Trabalho, que emitiu nota assinada por todos os ministros, com exceção do ministro Ives Gandra.

Qual era a intenção? Interromper a minha atividade. Se eu estou inviabilizada com a magistratura, eu não posso continuar corregedora, fico desmoralizada. A hora que eu chegar num tribunal eu estou inviabilizada, ninguém acredita numa pessoa que a magistratura repudiou, uma pessoa que quer o mal da magistratura. Essa foi a ideia. Superei porque tinha consciência de que não pertencia àquilo que diziam. O que estava na nota não era minha intenção, eu estava certa do que estava fazendo. Veio um apoio generalizado, como se a nota fosse um estopim. Recebi apoio até de ministros do STF, telefonemas, e-mails e este país explodiu de apoio. A mídia foi o grande veículo, o Estado fez editorais. Aí nós marchamos.

Pensa em ingressar na política? Eu só sou magistrada, não tenho aptidão para a política. Sou uma pessoa que fala as coisas, não faço favores. Os meus amigos dizem ‘Eliana não faz favores, não é amiga dos amigos’. Eu sou amiga, mas dentro da minha atividade profissional eu não tenho amigo, não faço favor porque é uma questão de princípio. No dia em que fizer um favor, eu faço dez.

Em muitos Estados é baixo o índice de condenações por improbidade e os salários dos magistrados são altos. Faz alguma relação entre essas duas situações? Faço. Este é um país preconceituoso, dominado por elites econômicas e políticas que ainda têm peso grande nos tribunais. E é dentro desse espírito elitista, patrimonialista, que nós temos dificuldades de mudança de cultura. Ainda há magistrados que têm a concepção de que isso é normal, para as elites tudo é permitido e relativizam os atos de improbidade. É uma prática em alguns Estados. Estabelecer salários altos para, dessa forma, ter a conivência da magistratura. Temos de acabar com esse compadrio de tribunais com governadores. Chefes do Executivo, às vezes, repassam verbas para altos salários para terem o quê? A compreensão do Judiciário, a conivência.

No Tribunal de Justiça do Rio, onde as condenações por improbidade não superam dez casos, salários oscilam entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. No Rio houve um complô de tal forma que hoje nós temos TJ, Poder Legislativo e o Executivo todos coniventes com aqueles salários altíssimos pagos aos desembargadores. Isso não pode ser a troco de nada, porque o Rio padece de uma série de deficiências. E nós vamos encontrar o quê? Uma absoluta inação do Poder Judiciário para com alguns segmentos, algumas demandas. Querem ver o problema? Os grupos de extermínio. Nós encontramos grupos de extermínio em processos no Ceará, na Bahia, em Alagoas, esses Estados mostram que pelo menos são abertos os processos. No Rio, não.

A Corregedoria investiga a evolução patrimonial de magistrados e a discrepância com salários? Os processos estão para ser abertos. Eu ainda não sei como foi que chegou esse dinheiro, se foi por venda de sentença. Os juízes vão ter de explicar. Na sindicância alertamos [o magistrado]: ‘Seu patrimônio está a descoberto, venha explicar o motivo de seu patrimônio crescer se seus ganhos são insuficientes’. Eles não conseguiram explicar. Vamos propor processos disciplinares. São de 7 a 10 magistrados. A concentração maior está em Mato Grosso do Sul. O CNJ tem amedrontado um pouco, estabeleceu um freio. Mas não é suficiente. Precisamos da atuação das Corregedorias locais. Eu estou assustada. Vejo muita melhora, mas nós precisávamos ter muito mais energia para vencer. A magistratura de primeiro grau é a mais saudável, mais idealista, tem menos convivência com as elites, não se mistura. Os juízes do primeiro grau precisam tomar as rédeas do Judiciário. Eu defendo eleição direta na escolha [da cúpula dos tribunais], participação da primeira instância.

Artigo: Devedor, cobrança vexatória é crime e gera indenização!


Quem nunca se deparou com a prática comum em alguns estabelecimentos comerciais de expor num mural, ou em algum outro local público, o “cheque sem fundos de um cliente, a “notinha assinada” e não paga por outro cliente ou a promissória vencida?!

Quem nunca ouviu falar de um conhecido, amigo ou simplesmente colega de trabalho que foi cobrado pelo chefe, pois o seu credor avisou para o chefe do devedor e pediu que “fizesse o favor” de cobrar, e se possível até mesmo descontar do salário?!

Mesmo depois de 11 anos de vigência do Código de defesa do consumidor muitas empresas ainda recorrem a expedientes como deixar recado com a empregada doméstica, deixar recado com um parente que atende o telefone, deixar bilhete em portarias de condomínios, ligar para o devedor em seu ambiente de trabalho avisando à telefonista que é uma empresa de cobrança.

 

O Código de defesa do consumidor diz em seu artigo 42 que “o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça”.

Já o artigo 71, diz que é crime “…utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer…”.

Gostaria de chamar a atenção para a parte final do artigo 71, ele diz “…interfira com seu trabalho, descanso ou lazer…”, ou seja, essas empresas de cobrança que “infernizam” a vida do devedor, com telefonemas no horário de almoço, à noite, em finais de semana estão cometendo crime.

Portanto, se você tiver alguma dívida e estiver sendo cobrado de maneira que interfira em seu trabalho ou ambiente familiar, sendo ameaçado de que irão penhorar seu salário, sua casa, seu carro, etc, não tenha dúvidas, procure uma delegacia e registre um boletim de ocorrência denunciando o fato.

No caso de telefonemas em excesso, por exemplo, pode ser ajuizada uma ação de “obrigação de não fazer”, obrigando que a empresa de cobrança pare com os excessos.

Existem meios de cobrança (até mesmo a cobrança judicial) que são mais adequadas à lei, porém são mais caros e, por isso, as empresas preferem pagar cobradores por telefone, que ganham comissões se conseguirem receber.

Além da denúncia de crime, cabe a ação de indenização por danos morais e, acredite, existem casos de indenização por danos materiais porque o devedor perdeu o emprego, pois o credor insistia em pressionar o patrão para que fizesse a cobrança.

Conforme escrevi na semana passada é importante o pagamento de sua dívida, entretanto considero muito mais importante esclarecer ao meu leitor que ele só parta para renegociações de dívidas depois que estiver muito bem orientado a respeito das condições oferecidas.

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Dr. Leonardo Cidreira de Farias é Advogado atuando em ações de defesa do consumidor, direito do trabalho, direito médico hospitalar e participa como consultor jurídico do programa Negócios e Oportunidades.

Autor do texto: Dr. Leonardo Cidreira De Farias

Agentes Públicos promovem Mobilização Social para a Prevenção e Controle da Dengue

Após visitas diagnósticas aos bairros, identificados como prioritários nas ações contra a dengue, reunião com Prefeito e Secretários Municipais, e encontro dos Agentes de Endemias e Agentes Comunitários de Saúde, Coordenadores Municipais do Projeto de Mobilização Social para a Prevenção e Controle da Dengue, juntamente com Grupo Executivo de Trabalho da Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), promoveu nesta quinta-feira, 09/08, o Seminário de Sensibilização dos Parceiros.

O evento aconteceu no Auditório do Polo de Educação Permanente de Vitória da Conquista, e reuniu representantes dos poderes público, privado e sociedade civil. Na ocasião, foi apresentada a situação epidemiológica do município, e o Projeto de Mobilização Social. Além disso, os convidados participaram de uma dinâmica para a construção de uma rede de parceiros. Haja vista, a importância do envolvimento de todos quanto aos cuidados para eliminar os criadouros do Aedes aegypti.

As maneiras de a população participar da mobilização social são muitas. O cidadão pode ser um multiplicador das práticas de prevenção. Empresas podem doar insumos de aporte às ações, como: água mineral ou lanche para uma caminhada de conscientização. Um órgão público pode ceder espaço para palestras com orientações de utilidade pública. Uma organização do terceiro setor pode acionar seus contatos para engajar pessoas da comunidade nos faxinaços.

O projeto, desenvolvido pela Secretária Estadual de Saúde (SESAB) e operacionalizado pela Flem, em parceria com a Secretaria de Saúde de Vitória da Conquista, busca reforçar e intensificar as ações contra a dengue que já vem sendo desenvolvidas pelo município, tendo como principal destaque, a participação popular.

Vitória da Conquista, que hoje integra o grupo de 45 municípios considerados pelo Ministério da Saúde como prioritários nas ações de prevenção e controle da dengue, convoca toda a população para a luta contra esta doença. “Só através de uma rede intersetorial, corresponsabilizando todas as esferas, é que vamos conseguir fazer um melhor controle da dengue”, afirma Cristina Motta Leal, Coordenadora do Projeto de Mobilização Social pela Flem.
autoria Tais Silva – Get