A Gente diz

Wagner precisa explicar polêmica envolvendo a primeira-dama

Se o governo não explicar direitinho a polêmica, ficará a impressão de que tem gente mamando ilegalmente nas têtas do Estado.

REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIAA polêmica causada pela divulgação do salário de R$ 14,6 mil que a presidente das Voluntárias Sociais da Bahia, Fátima Mendonça, recebe do Tribunal de Justiça está a merecer uma explicação do Governo do Estado para que não pairem dúvidas sobre a legalidade da situação.

A esposa do governador Jaques Wagner — segundo a assessoria de imprensa da primeira-dama — é funcionária concursada do TJ e pediu licença do cargo para assumir a presidência das Voluntárias Sociais da Bahia.

Leia também:

Para esclarecer de vez o episódio, basta o Governo do Estado liberar cópias dos documentos comprobatórios da realização do concurso e da licença com ônus para o TJ, além de informar — o que é muito importante — se a primeira-dama dispõe de outra fonte de remuneração oficial.

São medidas simples que deveriam ter sido tomadas logo que o assunto veio a público, visando pôr um fim às especulações sobre a legalidade ou ilegalidade da situação. Caso não o faça, ficará a impressão de que tem gente mamando ilegalmente nas têtas do Estado.


Governo corta impostos e conta de luz pode ficar até 10% mais barata


A medida faz parte de um pac

Foto: Elve Cardoso –

ote de incentivo à indústria, mas deve beneficiar também os consumidores residenciais. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o governo vai cortar todos os encargos federais da conta de energia elétrica, o que deve baratear as faturas em 10% para o consumidor doméstico. Segundo ele, isso será feito porque a geração de energia elétrica é uma atividade barata, “mas que encarece no meio do caminho”.

“Vamos retirar esses obstáculos que estão no meio do caminho e, com isso, vamos ter uma tarifa reduzida sobretudo para o consumidor mais forte que são os industriais. Vamos retirar todos (encargos)”, disse, durante cerimônia de balanço do PAC 2, em São Paulo.

Lobão prevê que o anúncio oficial seja feito em um período entre 15 e 30 dias, prazo no qual o governo deverá enviar uma Medida Provisória ao Congresso. Além disso, ele também informou que o governo está concluindo a proposta de renovação dos contratos de concessão de energia que vencem em 2015 e que os ativos depreciados deixaram de ser pagos. Esses ativos, que não existiam antes da concessão, são a taxa que o consumidor paga todo mês na conta de energia para financiar a construção das usinas e linhas de distribuição.

“Quando esses ativos começaram a ser pagos, não existia uma infraestrutura para geração e distribuição de energia. Mas agora, depois de 35 anos, as concessões já expiraram e já está tudo construído, não tem por que continuar pagando”, explica o presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Carlos Faria.

Ainda segundo o ministro, os encargos eliminados serão a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), a Reserva Global de Reversão (RGR) e a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Todos eles foram criados com finalidades específicas. O programa Luz Para Todos, por exemplo, que é financiado por eles, passará a ser mantido pelo Tesouro Nacional.

Além desses encargos, ainda há o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), totalizando 18% da conta de energia. Mas esse último só poderá ser retirado à medida em que vencerem as concessões, e algumas delas só vencem em 2015.

Entusiasmo
Para a indústria, as notícias são ainda melhores. O governo calcula que o custo da energia elétrica para o setor poderá cair até 30% em alguns casos. Esse teto inclui a redução de encargos federais e a diminuição de tarifas por meio da renovação das concessões a partir de 2015.

O setor recebeu a notícia com entusiasmo. “Vai ser muito positivo, porque a gente sabe que praticamente metade da conta de energia é imposto. Então, tudo que puder desonerar vai ser muito bom”, disse o diretor da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Marcos Galindo.

Ele acrescenta que a energia tem uma grande participação no custo de produção das indústrias, sobretudo em alguns setores como panificação, mineração e petroquímica. Desde 2011, o governo vem estudando formas de acalmar os ânimos do setor industrial. “Com o custo de energia
caindo, a indústria pode ser cada vez mais competitiva”, disse Edison Lobão.

Em uma análise local, o suplente de deputado federal doutor Elve Cardoso diz que a medida é positiva e vai aquecer o mercado, que neste momento começa a sentir os respingos da crise da Europa. Mas, adverte que outras medidas de impacto será necessária que seja adotada pela Presidente Dilma –

Dirigentes de escolas em Crisópolis são intimados por não executar Hino Nacional

 

Três diretores e dois professores de escolas municipais de Crisópolis, município do nordeste baiano, responderão na Justiça por não seguirem uma determinação de tocar o hino brasileiro em unidades do ensino fundamental. Em vigor desde abril, a decisão do juiz José Brandão Neto faz parte do Toque de Estudo, que pretende acabar com a evasão escolar nas cidades de Crisópolis, Itapicuru e Olindina. Eles podem ser condenados pelo crime de contravenção, cuja pena varia entre um e quatro salários mínimos. De acordo com o magistrado, a determinação apenas reafirma o que está na Lei 12.031/09, que obriga a execução do Hino Nacional pelo menos uma vez por semana nas escolas públicas e particulares. Segundo reportagem do jornal A Tarde, os cinco servidores já prestaram depoimento à polícia. Eles disseram que a tarefa de tocar o hino cabia aos professores de educação artística, de acordo com o delegado Pedro de Oliveira.

Cachoeira diz que virou ‘leproso jurídico’

O contraventor Carlinhos Cachoeira disse que virou um “leproso jurídico” ao final de seu interrogatório na Justiça Federal nesta quarta-feira (25). Fora isso, permaneceu a maior parte do tempo calado, ao contrário da promessa feita anteriormente, de que teria muito interesse em falar sobre suas atividades. Depois de ouvir as perguntas do juiz Alderico Santos, responsável pela ação penal, o bicheiro utilizou o direito constitucional de permanecer em silêncio. “Estou sofrendo demais porque eu virei um leproso jurídico”, declarou ao final. Cachoeira afirmou também que “um dia tudo vai ser esclarecido e vão saber quem eu sou”. Além disso, fez uma declaração de amor à mulher, Andressa Mendonça, ao ser questionado se era casado. “Só o Ministério Público me liberar. No primeiro dia, tá?”, falou para a mulher, depois de dizer que não era casado oficialmente. O contraventor afirmou não saber o endereço onde morava e argumentou que estava de mudança quando foi detido. Informações da Folha.

 

28 DE JULHO: DIA D DE VACINA CONTRA RAIVA EM CONQUISTA


 

Donos de cães e gatos têm um compromisso marcado com seus animais no dia 28 de julho, sábado, data em que a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Saúde, disponibilizará a vacina contra raiva em seu dia D.

Na zona rural, a campanha já teve início, com a passagem das equipes volantes por 247 distritos e povoados até o dia 15 de agosto. A meta da Secretaria de Saúde é vacinar 40.317 cães e 8.870 gatos. A raiva é uma encefalite viral grave transmitida por mamíferos. Como não existe tratamento específico para a doença, em 100% dos casos ocorre óbito.

Mensalão: Banco Rural ataca versão defendida pelo PT

Kátia Rabello, dirigente do Banco Rural

Na tentativa de se livrar da acusação de lavagem de dinheiro no escândalo do mensalão, o Banco Rural vai pôr em xeque um dos principais pontos das defesas de Marcos Valério, o operador do esquema, e do PT. As alegações enviadas pelos dirigentes do banco ao Supremo Tribunal Federal (STF), que serão reforçadas no início do julgamento, em agosto, sustentam que recursos públicos abasteceram as contas da empresa SMP&B, de Valério. Essas contas foram usadas para pagar o mensalão a políticos aliados do governo Lula. Valério e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares alegam que não houve desvio de recursos públicos, e que o dinheiro repassado aos políticos tem origem em empréstimos legais contraídos junto aos bancos Rural e BMG. Mas o banco não confirma essa versão e diz que os recursos públicos passaram pelas contas da empresa de Valério. Leia mais em O Globo.

Evandro Éboli, Francisco Leali e Sergio Fadul, O Globo

Foto: Jefferson Dias / Valor

Equívoco da polícia ao não identificar mentira de detento provocou sucessão de erros judiciais

Alexandre Lyrio, Correio –

A Polícia Civil quer saber qual delegado colheu o depoimento de Rosemário Alves Maciel, 24 anos, que se passou pelo irmão ao ser preso em flagrante, em 2008, depois de roubar um celular, R$ 5 e US$ 1. Ao que tudo indica, esse delegado simplesmente acreditou que o suspeito sentado em sua frente não era Rosemário, mas Romário Alves Maciel, 25 anos. Provavelmente, foi ele o responsável por instaurar o inquérito que culminou na prisão de Romário por engano, no dia 25 de abril, e na sua reclusão por 84 dias. Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil, uma equipe do departamento de investigação passou a tarde de ontem na Delegacia de Furtos e Roubos, na Baixa do Fiscal, tentando descobrir se, à época, a autoridade policial expediu guia de identificação criminal para a realização do exame de datiloscopia, que analisa as impressões digitais de suspeitos. Se não – ou se expediu e ela não foi feita pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) – a polícia confirmou que vai abrir um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso. Leia mais no Correio.

Série D: Ex-técnico acusa atletas de boicote no Vitória da Conquista

Elias diz que jogadores estariam de “corpo mole”| Foto: Glauber Guerra O desempenho do Vitória da Conquista na Série D é pífio. Em quatro jogos, o time Alviverde perdeu três e empatou uma. A última derrota, para o Sousa-PB, por 1 a 0 dentro de casa, culminou com a saída do técnico Elias Borges do comando da equipe, anunciado na segunda (23). A explicação para esta campanha pode ser um suposto boicote. O ex-treinador do Bode fez severas críticas ao elenco e afirmou que alguns jogadores estariam fazendo “corpo mole”. – Preferi sair. Foi uma decisão amigável com o presidente Ederlane. Fiquei muito triste, pois alguns jogadores decidiram fazer corpo mole. Isso era nítido nas partidas. Afastamos alguns, mas depois eles retornaram. Fizemos uma boa campanha no Campeonato Baiano e não é normal o time cair tanto de desempenho. Não durmo com o inimigo – disse ao Bahia Notícias. Sem papas na língua e dando nome aos bois, o treinador não escondeu a irritação com os jogadores. – Júnior Gaúcho, Mauricio Pantera, Jorginho e Zé Leandro não tiveram consideração com o clube e começaram a fazer corpo mole. Tem jogador que não está preparado para fazer sucesso, pois sobe para cabeça. Alguns deles foram elogiados no Baianão e agora já se acham que é estrela. Fiquei muito chateado, pois esse grupo da Série D está muito fácil. Poderíamos nos classificar tranquilamente. Mas eles derrubaram o time – declarou. Elias Borges espera que os atletas por ele citado, sejam desligados do Vitória da Conquista. O técnico ainda manifestou o desejo de retornar em breve ao clube. – O presidente Ederlane fez um sacrifício enorme para colocar o time na Série D, tirando dinheiro do próprio bolso e esses caras fazem isso. O presidente tem que demitir esses jogadores. Eu não durmo com inimigo, por isso preferi sair. Mas espero voltar em breve, pois tenho um carinho enorme com o Conquista, pois é o time da minha cidade. Eu quero que o Conquista sempre esteja bem – finalizou.   por Glauber Guerra

A greve dos professores da rede estadual da Bahia, que completa hoje 105 dias, esteve o tempo todo marcada pelo impasse entre os representantes da categoria e o governo. Agora, o impasse chegou dentro do comando de greve

Grevistas pedem afastamento de diretora sindical das negociações

 



A greve dos professores da rede estadual da Bahia, que completa hoje 105 dias, esteve o tempo todo marcada pelo impasse entre os representantes da categoria e o governo. Agora, o impasse chegou dentro do comando de greve.
Nesta segunda (22), educadores pediram que fosse votado o afastamento da diretora do setor jurídico da Associação dos Trabalhadores em Educação (APLB-Sindicato), Marilene Betros – uma das principais interlocutoras do movimento -, e do diretor Claudemir Nonato.

De acordo com alguns professores, na última assembleia, Betros adotou discurso favorável ao fim da paralisação. A posição da professora gerou desconfiança dentro do comando. Durante a assembleia desta terça-feira (23), o afastamento das lideranças pode ser colocado em pauta.

“Marilene traz um pensamento que choca com o pensamento da categoria. Ela disse que fez avaliação pessoal e discursou a favor do fim da greve”, afirmou Valdice Borges, do comando grevista.

Outro professor também acusou Betros de articular o fim da paralisação com integrantes da APLB. “Rui Oliveira (presidente do sindicato) está de um lado com outros diretores e Marilene está do outro lado. Ela trabalha com outros integrantes para desarticular o movimento”, disse, pedindo anonimato.

A professora Vanessa Matos, também integrante do comando de greve, ressaltou que existe uma “inquietação da base frente à posição de alguns integrantes do sindicato”. “A base se colocou contrária a Marilene por ter desconfiança da posição dela. O comando tem que ter discurso que atenda aos interesses da categoria. Divergências geram questionamentos”, disse Vanessa.
Críticas Nos corredores do Colégio Central, em Nazaré – novo QG dos grevistas depois que a categoria foi obrigada a desocupar a Assembleia Legislativa –, houve muitos comentários sobre o assunto.

O professor Anderson Silva, que também integra o comando da paralisação, ressaltou que a categoria está “atenta” à posição das lideranças. “Quem está tomando posição contrária, está sendo rechaçado. Muitos estão sendo hostilizados na assembleia. A posição que deve ser levada em conta é a dos professores”.

De acordo com Marilene Betros, o comando de greve e a categoria estão equivocados quanto à sua postura. “Fui má interpretada. Na verdade, chamei a atenção de que deveríamos escutar as proposições que estão sendo apresentadas e votar com consciência. Que fosse permitido colocar as propostas e a expressão de quem quer votar de um jeito ou de outro”, disse.

Em seguida, a diretora do setor jurídico da APLB criticou o bloqueio da categoria quanto a posicionamentos diferentes. “Na assembleia dos professores, só querem ouvir o que agrada. Temos que saber ouvir todos, o debate é para isso. O que pedi – em nenhum momento disse que eu era favorável (ao fim da greve) – foi para discutir quais os caminhos e as saídas para o movimento”, argumentou Betros.

Ela também comentou o pedido para que fosse afastada do campo de decisões do movimento. “Foi uma bala! É duro pra mim, mas tenho consciência de que sempre representei a categoria. Não adianta querer destruir a imagem de uma pessoa que tem história”, completou.

“Trabalho com responsabilidade e não vou concordar com as incoerências da categoria. Os ânimos estão acirrados e eles (os professores) não querem  escutar nada que pareça que a greve vai acabar”, concluiu Betros.
Rui Oliveira, presidente da APLB, não foi encontrado para comentar o assunto.

Colégio Central vira base da greve
Depois que a Justiça determinou a desocupação do saguão Deputado Nestor Duarte da Assembleia Legislativa da Bahia, a nova base dos professores passou a ser o Colégio Central, em Nazaré. Nesta segunda (22), a categoria se reuniu pela primeira vez na unidade para discutir os rumos do movimento.

Divididos em dez zonais (grupos que compreendem regiões escolares), os educadores divergiram sobre a continuidade da paralisação. Para o professor de Matemática Jair Andrés, a greve já terminou. “Agora é só a questão dos 22,22%. Tem professor que não sabe nem por que está aqui. Em todas as assembleias se aprova a continuidade, mas o voto não tem controle. Tem que mostrar o contracheque”, argumentou.

A professora de Educação Física Neilza Reiman discordou: “O professor bem pago trabalha melhor, mas o reajuste não é tudo. Precisamos de outras melhorias”, disse. Hoje, às 10h, tem mais uma assembleia de professores.

Leo Barsan
[email protected]

Modelos brasileiras denunciam humilhações e assédio em esquema de exploração na Índia

Brasília – Modelos brasileiras, contratadas para campanhas na Índia, denunciam maus-tratos, irregularidades nos acordos trabalhistas e humilhações. As brasileiras contam que são obrigadas a trabalhar em festas noturnas, onde sofrem assédio sexual. O Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, presta apoio a essas jovens e uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara investiga as denúncias.Duas semanas após chegarem a Nova Déli, capital do país, a paulista Monique Menezes, 21 anos, e a gaúcha Thelma Kaminski, 19, estranharam quando sua agente disse que elas passariam a noite em uma festa. As duas disseram que homens as assediaram e tentaram acariciá-las.De acordo com os relatos das jovens, foi o primeiro sinal de que a passagem pela Índia não seria fácil. “Depois daquele dia, ficamos assustadas, mas continuamos trabalhando”, disse Monique Menezes. “Estava lá para juntar dinheiro, pretendia comprar uma casa quando voltasse.” Elas contaram que a situação se agravou. Segundo as modelos, em vez dos US$ 2.100 prometidos, por mês, pela agência Be One Talent, gerida pela francesa Sabrina Savouyaud, receberam US$ 160.As sessões de fotos eram progressivamente substituídas por novos trabalhos em festas, em que eram continuamente assediadas. Sabrina Savouyaud, dona da casa onde estavam hospedadas, passou a maltratá-las. “Uma vez, tomou a comida das nossas mãos”, contou Thelma Kaminski.

A paulista Monique Menezes diz que sofreu assédio e maus-tratos durante temporada na Índia
A falta de higiene na residência, dizem as modelos, fez com que adoecessem. “A casa tinha 18 cachorros e três gatos. Os cachorros comiam nas nossas panelas e os gatos urinavam nas camas.”

Em fevereiro deste ano, pouco após completarem um mês na Índia, as duas procuraram o consulado brasileiro em busca de ajuda. Só então souberam que os contratos que haviam assinado ainda no Brasil, em inglês, previam multa de US$ 500 mil caso abandonassem o trabalho antes do prazo de seis meses. Os acordos haviam sido propostos por scouters (olheiros) brasileiros. Por temer represálias, elas preferem não divulgar o nome deles.

Os diplomatas lhes disseram que o exagerado valor da multa invalidava os contratos e ofereceram ajuda para hospedá-las, caso quisessem deixar a casa da agente. Antes, porém, as duas procuraram Sabrina Savouyaud para exigir os cachês pelos trabalhos, que, conforme o contrato, só seriam pagos no final da viagem.

O Ministério de Relações Exteriores informou que relatos como os das modelos brasileiras na Índia são cada vez mais comuns. “É um fenômeno recente, estimulado pelo grande sucesso das tops brasileiras nos últimos anos”, disse a diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, Luiza Lopes da Silva.

Segundo a diplomata, nos últimos anos, ao menos 20 modelos brasileiras relataram ter sofrido maus-tratos na Ásia. “É apenas a ponta do iceberg”, avaliou ela. “Calculamos que entre 100 e 200 modelos brasileiras possam estar nessa situação na Ásia neste momento.” Além da Índia, país com maior número de queixas, já foram registrados casos na China, Coreia do Sul, Filipinas, Malásia e Tailândia.

“Pouquíssimas denunciam as condições, por temerem represálias no Brasil”, disse Luiza Lopes da Silva. “Como muitas estão irregulares, acham que não têm direitos.” Segundo ela, o Itamaraty tem orientado sua rede consular a colher o máximo de informações sempre que receber denúncias de modelos no exterior, para identificar outras brasileiras que estejam na mesma situação. Os esforços do órgão, no entanto, têm se concentrado na prevenção.

Na tentativa de ajudar os brasileiros que vão tentar a sorte no exterior, o Itamaraty lançou em maio a Cartilha de Orientações para o Trabalho no Exterior. A publicação, disponível na internet e distribuída à rede consular brasileira, tem como principal público-alvo modelos e jogadores de futebol.

A cartilha faz uma série recomendações a quem receber oferta de trabalho no exterior, como preferir a negociação com empresas de grande porte e se registrar na embaixada brasileira assim que chegar ao país de destino.

Os casos de modelos brasileiras exploradas na Índia estão sendo tratados pela comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara que investiga o tráfico de pessoas. Em sessão fechada no último dia 19, a modelo Ludmila Verri, de 21 anos, relatou ter enfrentado no país asiático condições semelhantes às denunciadas por Thelma Kaminski e Monique Menezes.

Mulher é presa acusada de espancar filho de um ano e quatro meses

Daiane Batista dos Santos, 22 anos, foi presa pela PM (Foto: Nova Fronteira/Reprodução)

Salvador – A polícia militar de Luís Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia, prendeu na noite deste sábado, 21, Daiane Batista dos Santos, 22 anos. Ela foi acusado por vizinhos de ter agredido seu filho de apenas um ano e quatro meses.Segundo o site Nova Fronteira, de Barreiras, a criança chegou a ficar desacordada e foi socorrida pelo SAMU para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde está recebemendo cuidados médicos. As lesões provocadas foram principalmente na cabeça.

Na delegacia de polícia, a mulher negou a acusação. “Não fiz nada. É mentira da minha vizinha”, disse ela. Daiane foi autuada em flagrante por lesão corporal.

O fato ocorreu na residência da acusada, localizada na rua Cristópolis, no Loteamento Conquista, bairro Santa Cruz, em Luís Eduardo Magalhães.

Professores se reúnem no Colégio Central para decidir rumos da greve

Em greve há 104 dias, os professores da rede estadual de ensino se reuniram na manhã desta segunda-feira (23) em diversas zonais nas dependências do Colégio Central para decidirem os rumos da paralisação. De acordo com o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, a rodada de reuniões dessa segunda-feira, terminou por volta das 13h. Na ocasião, os professores discutiram o andamento do movimento grevista, a ausência de uma resposta do governo em relação a última proposta apresentada pela categoria e elaboraram uma nova proposta a ser apresentada. Ainda segundo o coordenador geral, está marcada para a próxima terça-feira (24) às 9h, uma nova assembleia da categoria. Após a decisão do juiz Ruy Almeida Britto, titular da 6ª Vara da Fazenda Pública, os professores desocuparam, na última sexta-feira, 20, o prédio da Assembleia Legislativa. Por conta da decisão judicial, desde o último sábado (20) os professores estão realizando as reuniões e assembleias da categoria no Colégio Central. (A Tarde)