A Gente diz

Mensalão: Banco Rural ataca versão defendida pelo PT

Kátia Rabello, dirigente do Banco Rural

Na tentativa de se livrar da acusação de lavagem de dinheiro no escândalo do mensalão, o Banco Rural vai pôr em xeque um dos principais pontos das defesas de Marcos Valério, o operador do esquema, e do PT. As alegações enviadas pelos dirigentes do banco ao Supremo Tribunal Federal (STF), que serão reforçadas no início do julgamento, em agosto, sustentam que recursos públicos abasteceram as contas da empresa SMP&B, de Valério. Essas contas foram usadas para pagar o mensalão a políticos aliados do governo Lula. Valério e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares alegam que não houve desvio de recursos públicos, e que o dinheiro repassado aos políticos tem origem em empréstimos legais contraídos junto aos bancos Rural e BMG. Mas o banco não confirma essa versão e diz que os recursos públicos passaram pelas contas da empresa de Valério. Leia mais em O Globo.

Evandro Éboli, Francisco Leali e Sergio Fadul, O Globo

Foto: Jefferson Dias / Valor

Equívoco da polícia ao não identificar mentira de detento provocou sucessão de erros judiciais

Alexandre Lyrio, Correio –

A Polícia Civil quer saber qual delegado colheu o depoimento de Rosemário Alves Maciel, 24 anos, que se passou pelo irmão ao ser preso em flagrante, em 2008, depois de roubar um celular, R$ 5 e US$ 1. Ao que tudo indica, esse delegado simplesmente acreditou que o suspeito sentado em sua frente não era Rosemário, mas Romário Alves Maciel, 25 anos. Provavelmente, foi ele o responsável por instaurar o inquérito que culminou na prisão de Romário por engano, no dia 25 de abril, e na sua reclusão por 84 dias. Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil, uma equipe do departamento de investigação passou a tarde de ontem na Delegacia de Furtos e Roubos, na Baixa do Fiscal, tentando descobrir se, à época, a autoridade policial expediu guia de identificação criminal para a realização do exame de datiloscopia, que analisa as impressões digitais de suspeitos. Se não – ou se expediu e ela não foi feita pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) – a polícia confirmou que vai abrir um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso. Leia mais no Correio.

Série D: Ex-técnico acusa atletas de boicote no Vitória da Conquista

Elias diz que jogadores estariam de “corpo mole”| Foto: Glauber Guerra O desempenho do Vitória da Conquista na Série D é pífio. Em quatro jogos, o time Alviverde perdeu três e empatou uma. A última derrota, para o Sousa-PB, por 1 a 0 dentro de casa, culminou com a saída do técnico Elias Borges do comando da equipe, anunciado na segunda (23). A explicação para esta campanha pode ser um suposto boicote. O ex-treinador do Bode fez severas críticas ao elenco e afirmou que alguns jogadores estariam fazendo “corpo mole”. – Preferi sair. Foi uma decisão amigável com o presidente Ederlane. Fiquei muito triste, pois alguns jogadores decidiram fazer corpo mole. Isso era nítido nas partidas. Afastamos alguns, mas depois eles retornaram. Fizemos uma boa campanha no Campeonato Baiano e não é normal o time cair tanto de desempenho. Não durmo com o inimigo – disse ao Bahia Notícias. Sem papas na língua e dando nome aos bois, o treinador não escondeu a irritação com os jogadores. – Júnior Gaúcho, Mauricio Pantera, Jorginho e Zé Leandro não tiveram consideração com o clube e começaram a fazer corpo mole. Tem jogador que não está preparado para fazer sucesso, pois sobe para cabeça. Alguns deles foram elogiados no Baianão e agora já se acham que é estrela. Fiquei muito chateado, pois esse grupo da Série D está muito fácil. Poderíamos nos classificar tranquilamente. Mas eles derrubaram o time – declarou. Elias Borges espera que os atletas por ele citado, sejam desligados do Vitória da Conquista. O técnico ainda manifestou o desejo de retornar em breve ao clube. – O presidente Ederlane fez um sacrifício enorme para colocar o time na Série D, tirando dinheiro do próprio bolso e esses caras fazem isso. O presidente tem que demitir esses jogadores. Eu não durmo com inimigo, por isso preferi sair. Mas espero voltar em breve, pois tenho um carinho enorme com o Conquista, pois é o time da minha cidade. Eu quero que o Conquista sempre esteja bem – finalizou.   por Glauber Guerra

A greve dos professores da rede estadual da Bahia, que completa hoje 105 dias, esteve o tempo todo marcada pelo impasse entre os representantes da categoria e o governo. Agora, o impasse chegou dentro do comando de greve

Grevistas pedem afastamento de diretora sindical das negociações

 



A greve dos professores da rede estadual da Bahia, que completa hoje 105 dias, esteve o tempo todo marcada pelo impasse entre os representantes da categoria e o governo. Agora, o impasse chegou dentro do comando de greve.
Nesta segunda (22), educadores pediram que fosse votado o afastamento da diretora do setor jurídico da Associação dos Trabalhadores em Educação (APLB-Sindicato), Marilene Betros – uma das principais interlocutoras do movimento -, e do diretor Claudemir Nonato.

De acordo com alguns professores, na última assembleia, Betros adotou discurso favorável ao fim da paralisação. A posição da professora gerou desconfiança dentro do comando. Durante a assembleia desta terça-feira (23), o afastamento das lideranças pode ser colocado em pauta.

“Marilene traz um pensamento que choca com o pensamento da categoria. Ela disse que fez avaliação pessoal e discursou a favor do fim da greve”, afirmou Valdice Borges, do comando grevista.

Outro professor também acusou Betros de articular o fim da paralisação com integrantes da APLB. “Rui Oliveira (presidente do sindicato) está de um lado com outros diretores e Marilene está do outro lado. Ela trabalha com outros integrantes para desarticular o movimento”, disse, pedindo anonimato.

A professora Vanessa Matos, também integrante do comando de greve, ressaltou que existe uma “inquietação da base frente à posição de alguns integrantes do sindicato”. “A base se colocou contrária a Marilene por ter desconfiança da posição dela. O comando tem que ter discurso que atenda aos interesses da categoria. Divergências geram questionamentos”, disse Vanessa.
Críticas Nos corredores do Colégio Central, em Nazaré – novo QG dos grevistas depois que a categoria foi obrigada a desocupar a Assembleia Legislativa –, houve muitos comentários sobre o assunto.

O professor Anderson Silva, que também integra o comando da paralisação, ressaltou que a categoria está “atenta” à posição das lideranças. “Quem está tomando posição contrária, está sendo rechaçado. Muitos estão sendo hostilizados na assembleia. A posição que deve ser levada em conta é a dos professores”.

De acordo com Marilene Betros, o comando de greve e a categoria estão equivocados quanto à sua postura. “Fui má interpretada. Na verdade, chamei a atenção de que deveríamos escutar as proposições que estão sendo apresentadas e votar com consciência. Que fosse permitido colocar as propostas e a expressão de quem quer votar de um jeito ou de outro”, disse.

Em seguida, a diretora do setor jurídico da APLB criticou o bloqueio da categoria quanto a posicionamentos diferentes. “Na assembleia dos professores, só querem ouvir o que agrada. Temos que saber ouvir todos, o debate é para isso. O que pedi – em nenhum momento disse que eu era favorável (ao fim da greve) – foi para discutir quais os caminhos e as saídas para o movimento”, argumentou Betros.

Ela também comentou o pedido para que fosse afastada do campo de decisões do movimento. “Foi uma bala! É duro pra mim, mas tenho consciência de que sempre representei a categoria. Não adianta querer destruir a imagem de uma pessoa que tem história”, completou.

“Trabalho com responsabilidade e não vou concordar com as incoerências da categoria. Os ânimos estão acirrados e eles (os professores) não querem  escutar nada que pareça que a greve vai acabar”, concluiu Betros.
Rui Oliveira, presidente da APLB, não foi encontrado para comentar o assunto.

Colégio Central vira base da greve
Depois que a Justiça determinou a desocupação do saguão Deputado Nestor Duarte da Assembleia Legislativa da Bahia, a nova base dos professores passou a ser o Colégio Central, em Nazaré. Nesta segunda (22), a categoria se reuniu pela primeira vez na unidade para discutir os rumos do movimento.

Divididos em dez zonais (grupos que compreendem regiões escolares), os educadores divergiram sobre a continuidade da paralisação. Para o professor de Matemática Jair Andrés, a greve já terminou. “Agora é só a questão dos 22,22%. Tem professor que não sabe nem por que está aqui. Em todas as assembleias se aprova a continuidade, mas o voto não tem controle. Tem que mostrar o contracheque”, argumentou.

A professora de Educação Física Neilza Reiman discordou: “O professor bem pago trabalha melhor, mas o reajuste não é tudo. Precisamos de outras melhorias”, disse. Hoje, às 10h, tem mais uma assembleia de professores.

Leo Barsan
[email protected]

Modelos brasileiras denunciam humilhações e assédio em esquema de exploração na Índia

Brasília – Modelos brasileiras, contratadas para campanhas na Índia, denunciam maus-tratos, irregularidades nos acordos trabalhistas e humilhações. As brasileiras contam que são obrigadas a trabalhar em festas noturnas, onde sofrem assédio sexual. O Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, presta apoio a essas jovens e uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara investiga as denúncias.Duas semanas após chegarem a Nova Déli, capital do país, a paulista Monique Menezes, 21 anos, e a gaúcha Thelma Kaminski, 19, estranharam quando sua agente disse que elas passariam a noite em uma festa. As duas disseram que homens as assediaram e tentaram acariciá-las.De acordo com os relatos das jovens, foi o primeiro sinal de que a passagem pela Índia não seria fácil. “Depois daquele dia, ficamos assustadas, mas continuamos trabalhando”, disse Monique Menezes. “Estava lá para juntar dinheiro, pretendia comprar uma casa quando voltasse.” Elas contaram que a situação se agravou. Segundo as modelos, em vez dos US$ 2.100 prometidos, por mês, pela agência Be One Talent, gerida pela francesa Sabrina Savouyaud, receberam US$ 160.As sessões de fotos eram progressivamente substituídas por novos trabalhos em festas, em que eram continuamente assediadas. Sabrina Savouyaud, dona da casa onde estavam hospedadas, passou a maltratá-las. “Uma vez, tomou a comida das nossas mãos”, contou Thelma Kaminski.

A paulista Monique Menezes diz que sofreu assédio e maus-tratos durante temporada na Índia
A falta de higiene na residência, dizem as modelos, fez com que adoecessem. “A casa tinha 18 cachorros e três gatos. Os cachorros comiam nas nossas panelas e os gatos urinavam nas camas.”

Em fevereiro deste ano, pouco após completarem um mês na Índia, as duas procuraram o consulado brasileiro em busca de ajuda. Só então souberam que os contratos que haviam assinado ainda no Brasil, em inglês, previam multa de US$ 500 mil caso abandonassem o trabalho antes do prazo de seis meses. Os acordos haviam sido propostos por scouters (olheiros) brasileiros. Por temer represálias, elas preferem não divulgar o nome deles.

Os diplomatas lhes disseram que o exagerado valor da multa invalidava os contratos e ofereceram ajuda para hospedá-las, caso quisessem deixar a casa da agente. Antes, porém, as duas procuraram Sabrina Savouyaud para exigir os cachês pelos trabalhos, que, conforme o contrato, só seriam pagos no final da viagem.

O Ministério de Relações Exteriores informou que relatos como os das modelos brasileiras na Índia são cada vez mais comuns. “É um fenômeno recente, estimulado pelo grande sucesso das tops brasileiras nos últimos anos”, disse a diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, Luiza Lopes da Silva.

Segundo a diplomata, nos últimos anos, ao menos 20 modelos brasileiras relataram ter sofrido maus-tratos na Ásia. “É apenas a ponta do iceberg”, avaliou ela. “Calculamos que entre 100 e 200 modelos brasileiras possam estar nessa situação na Ásia neste momento.” Além da Índia, país com maior número de queixas, já foram registrados casos na China, Coreia do Sul, Filipinas, Malásia e Tailândia.

“Pouquíssimas denunciam as condições, por temerem represálias no Brasil”, disse Luiza Lopes da Silva. “Como muitas estão irregulares, acham que não têm direitos.” Segundo ela, o Itamaraty tem orientado sua rede consular a colher o máximo de informações sempre que receber denúncias de modelos no exterior, para identificar outras brasileiras que estejam na mesma situação. Os esforços do órgão, no entanto, têm se concentrado na prevenção.

Na tentativa de ajudar os brasileiros que vão tentar a sorte no exterior, o Itamaraty lançou em maio a Cartilha de Orientações para o Trabalho no Exterior. A publicação, disponível na internet e distribuída à rede consular brasileira, tem como principal público-alvo modelos e jogadores de futebol.

A cartilha faz uma série recomendações a quem receber oferta de trabalho no exterior, como preferir a negociação com empresas de grande porte e se registrar na embaixada brasileira assim que chegar ao país de destino.

Os casos de modelos brasileiras exploradas na Índia estão sendo tratados pela comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara que investiga o tráfico de pessoas. Em sessão fechada no último dia 19, a modelo Ludmila Verri, de 21 anos, relatou ter enfrentado no país asiático condições semelhantes às denunciadas por Thelma Kaminski e Monique Menezes.

Mulher é presa acusada de espancar filho de um ano e quatro meses

Daiane Batista dos Santos, 22 anos, foi presa pela PM (Foto: Nova Fronteira/Reprodução)

Salvador – A polícia militar de Luís Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia, prendeu na noite deste sábado, 21, Daiane Batista dos Santos, 22 anos. Ela foi acusado por vizinhos de ter agredido seu filho de apenas um ano e quatro meses.Segundo o site Nova Fronteira, de Barreiras, a criança chegou a ficar desacordada e foi socorrida pelo SAMU para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde está recebemendo cuidados médicos. As lesões provocadas foram principalmente na cabeça.

Na delegacia de polícia, a mulher negou a acusação. “Não fiz nada. É mentira da minha vizinha”, disse ela. Daiane foi autuada em flagrante por lesão corporal.

O fato ocorreu na residência da acusada, localizada na rua Cristópolis, no Loteamento Conquista, bairro Santa Cruz, em Luís Eduardo Magalhães.

Professores se reúnem no Colégio Central para decidir rumos da greve

Em greve há 104 dias, os professores da rede estadual de ensino se reuniram na manhã desta segunda-feira (23) em diversas zonais nas dependências do Colégio Central para decidirem os rumos da paralisação. De acordo com o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, a rodada de reuniões dessa segunda-feira, terminou por volta das 13h. Na ocasião, os professores discutiram o andamento do movimento grevista, a ausência de uma resposta do governo em relação a última proposta apresentada pela categoria e elaboraram uma nova proposta a ser apresentada. Ainda segundo o coordenador geral, está marcada para a próxima terça-feira (24) às 9h, uma nova assembleia da categoria. Após a decisão do juiz Ruy Almeida Britto, titular da 6ª Vara da Fazenda Pública, os professores desocuparam, na última sexta-feira, 20, o prédio da Assembleia Legislativa. Por conta da decisão judicial, desde o último sábado (20) os professores estão realizando as reuniões e assembleias da categoria no Colégio Central. (A Tarde)

Furacão da CPI culpa ex-namorado pelo vídeo e diz que não fez sexo no Senado

 

Denise garante que já está com tudo pronto para ir à Justiça contra o o homem que considera culpado. Não diz seu nome, tampouco onde ele trabalha. Mas conta que tudo ocorreu em 2006. (Foto: reprodução/Internet)

O responsável pelo vazamento de um vídeo íntimo da advogada Denise Leitão Rocha foi o homem que aparece com ela nas imagens, afirmou a assessora parlamentar em entrevista ao jornal Extra que circuulou ontem. Mais tranquila, medindo as palavras, Denise aceitou conversar pelo telefone sobre o turbilhão em que foi mergulhada nos últimos dias, contou o que pretende fazer de agora em diante e comentou o momento em que a gravação foi feita, há seis anos. Sobre o homem que aparece na cena, Denise avisa, com a voz firme: “Ele vai pagar por isso”.De acordo com a advogada, ela já está com tudo pronto para ir à Justiça contra o o homem que considera culpado. Não diz seu nome, tampouco onde ele trabalha. Mas conta que tudo ocorreu em 2006. Ele teria aproveitado para filmar no momento em que ela acordava.

– Foi uma pessoa de seis anos atrás que fez essa maldade comigo. Isso pode ser visto no vídeo, eu estava acordando. Ele vai pagar por isso. Eu sou advogada, não nasci ontem nem me formei ontem. Estou tranquila. Ele expôs a minha intimidade. É dele que eu quero ir atrás – prometeu.

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A assessora reforçou que a gravação não foi feita nas dependências do Senado, o que, segundo ela, fica claro aos que assistiram ao vídeo vazado na internet. Criticou ainda os boatos que rondam a situação e diz temer o prejuízo que a disseminação das imagens pode causar em sua vida:

– Eu tinha que ser demitida pra ontem se o vídeo fosse nas dependências do Senado. Eu não sou louca. Sou uma advogada. Não faria uma loucura dessa. Não estudei e me formei para acabar numa palhaçada dessas. Como eu vou fazer isso no Senado, para perder o meu emprego e depois sofrer um processo? O povo não para e pensa nisso – lamenta.

Sobre o emprego no gabinete do senador Ciro Nogueira, Denise diz que ainda se considera trabalhando lá e que não pretende procurar outro. Até porque ainda não viu sua situação definida.

– Primeiro, eu tinha sido demitida. Agora, não fui mais demitida. Está uma coisa meio solta. Então como eu vou procurar outro emprego? – pergunta, acrescentando: – O senador pode falar que eu sou celebridade, mas sabe a profissional que eu sou. Nunca dei trabalho naquele gabinete, pelo contrário, só ajudei. Sempre dei o apoio jurídico necessário.

Sobre o futuro, quer conciliar a busca por justiça com a reconstrução de sua imagem.

– Vou procurar restabelecer a minha dignidade. Isso não tem quem pague. Mas tudo isso, essa pessoa (que vazou o vídeo) vai pagar. (Extra)

SUS fornecerá medicamento contra câncer de mama

Agência Estado

O Ministério da Saúde vai incorporar o medicamento Trastuzumabe (Herceptin), uma das principais armas no combate ao câncer de mama, na lista de remédios distribuídos gratuitamente pelo SUS. A inclusão será publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres. Estima-se que entre 20% e 25% das pacientes diagnosticadas com câncer de mama têm indicação para receber essa medicação – que tem como alvo a mutação genética que leva ao HER-2 positivo, um dos tipos mais agressivos de tumor.

O Trastuzumabe é considerado uma das drogas mais avançadas na terapia contra o câncer de mama porque é um anticorpo monoclonal que promove uma “terapia-alvo”, já que ele tem a capacidade de atingir exclusivamente as células doentes, preservando as sadias. O medicamento é fabricado pela Roche.

“Esse é um grande avanço para as mulheres que dependem do SUS. É uma medicação essencial para as pacientes que são positivo para o HER-2 porque ela consegue controlar o avanço da doença e evitar metástases”, diz o mastologista Waldemir Rezende.

A droga será oferecida no SUS por decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia (Conitec), criada dentro do ministério por força de lei. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a comissão analisou o custo-efetividade da droga por mais de um ano, colocou o assunto em consultas públicas e não levou em consideração a pressão das demandas judiciais.

A droga é administrada na veia e é de uso hospitalar. Por ser um medicamento de alto custo – cada frasco custa, em média, R$ 7 mil -, ela estava restrita a mulheres que conseguiam o direito de recebê-la do governo por meio de ações judiciais.

O Trastuzumabe é o sétimo medicamento mais demandado judicialmente ao Ministério da Saúde, que em 2011 gastou R$ 266 milhões na compra de remédios determinados por decisões judiciais – sendo R$ 4,9 milhões para atender a 61 ordens de compra do Trastuzumabe.

Neste ano, o governo federal já recebeu 98 determinações judiciais para compra do medicamento e gastou R$ 12,6 milhões. Só uma compra para atender uma ação civil pública movida pelo Estado de Santa Catarina, por exemplo, consumiu R$ 9,8 milhões dos cofres públicos.

Segundo o ministro, a incorporação da droga no SUS exige que o preço praticado pela indústria seja compatível com o que ela aplica no mercado internacional. O governo estima gastar até R$ 150 milhões por ano para fornecer a medicação. Por se tratar de uma compra em massa, há uma negociação com o laboratório fabricante e o preço pode ser reduzido em até 50%. A partir da publicação no Diário Oficial, a oferta na rede ocorrerá em, no máximo, 180 dias. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Câncer de mama e o auto-exame.

Figura esquemática da mama

A importância do auto-exame de mamas

No Brasil, nas últimas duas décadas, a taxa bruta de mortalidade por câncer de mama apresentou uma elevação de 68%.

É a maior causa de óbitos por câncer na população feminina, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos.

Aproximadamente 80% dos tumores são descobertos pela própria mulher ao palpar suas mamas. Porém, um dos fatores que dificultam o tratamento é o estágio avançado em que a doença é descoberta. Cerca de 50% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, gerando tratamentos muitas vezes mutilantes o que causa maior sofrimento à mulher.

As mulheres brasileiras estão morrendo devido ao câncer de mama, pois insistem em escondê-lo por medo ou vergonha!

Idealmente, todas as mulheres deveriam realizar uma mamografia (exame capaz de detectar lesões não palpáveis) anual, a partir dos 50 anos de idade e, mais precocemente, em caso da existência de um caso de câncer de mama em mãe ou irmã (antecedente familiar de primeiro grau).

Como no Brasil estamos longe de seguir essa rotina, o auto-exame de mamas é a melhor saída.

O câncer de mama atinge principalmente mulheres em idade em torno da menopausa (entre 45 e 55 anos), mas podem aparecer nódulos benignos em outras faixas etárias que precisam ser tratados.

Cuidados para evitar o câncer de mama.

A herança genética, a obesidade e o número elevado de ciclos menstruais estão entre os principais fatores que estimulam o surgimento do câncer de mama. Ainda assim, todas as mulheres, que se identificam ou não com qualquer fator de risco, devem seguir, a partir da adolescência, algumas recomendações. São procedimentos e hábitos elementares que ajudam a evitar o câncer de mama e outras eventuais complicações ginecológicas.

Algumas das precauções que podem ser tomadas:

  • Fazer visitas anuais ao ginecologista;
  • Fazer o auto-exame uma vez por mês;
  • Submeter-se ao exame de mamografia anualmente após os 40 anos.

O objetivo fundamental do auto-exame é fazer com que a mulher conheça detalhadamente as suas mamas, o que facilita a percepção de quaisquer alterações, tais como pequenos nódulos nas mamas e axilas, saída de secreções pelos mamilos, mudança de cor da pele, retrações, etc.
O auto-exame de mamas deve ser realizado mensalmente por todas as mulheres a partir de 21 anos de idade, sete dias depois do início da menstruação, quando as mamas se apresentam mais flácidas e indolores. Após a menopausa, deve-se definir um dia do mês e realizar o exame sempre com intervalo de 30 dias.

A freqüência com que se faz o exame torna mais fácil notar qualquer modificação nas mamas de um mês para o outro.

Técnica para realizar o auto-exame de mamas:

1° – Observação em frente do espelho

Antes do banho, posicione-se em frente ao espelho. Observe os dois seios, primeiro com os braços caídos, depois com as mãos na cintura fazendo força nas mãos e, por fim, com elas atrás da cabeça, observe tamanho, posição, forma da pele, aréola e mamilo. Faça o mesmo controle com os braços levantados e mantidos atrás da cabeça.

Qualquer alteração na superfície (depressão ou saliência) ou rugosidade é importante.

Pressione o mamilo suavemente e veja se dá saída a qualquer líquido. Se o mamilo está umbilicado (metido para dentro como o umbigo) e não era assim, essa é uma alteração importante também.

 

2° – Palpação de pé

Durante o banho, com as mamas ensaboadas, deslize as mãos sobre as mamas. Com os dedos unidos, use a mão direita para apalpar a mama esquerda e a mão esquerda para a direita. Procure caroços, alterações de consistência, secreções, ou saliências.

Divida o seio em faixas verticais e horizontais e com os dedos estendidos e em pequenos movimentos circulares, faça a palpação de cada faixa, de cima para baixo.

Palpe também a axila e o pescoço. Não se esqueça, todo o seio deve ser palpado, mas dê particular atenção ao quadrante superior-externo.

Repita as mesmas manobras para a mama direita.

3° – Palpação deitada

Deitada, coloque uma toalha dobrada sob o ombro direito para examinar a mama direita. Inverta o procedimento para examinar o outro lado.

Apalpe toda a mama através de suave pressão sobre a pele com movimentos circulares.

Apalpe a metade externa da mama que, em geral, é mais consistente.

Apalpe, agora, as axilas.

Lembre-se que o auto-exame da mama deve ser realizado regularmente. Caso note alguma alteração antes da menstruação, não se precipite e volte a repetir o exame depois da menstruação. Se a alteração persistir procure o seu Médico. Esclareça com ele todas as dúvidas que tem sobre os seus seios e sobre o auto-exame. Se o auto-exame é normal, o exame Médico deve ser anual.

Mamografia

A mamografia é uma radiografia das mamas em várias incidências.

Não tenha qualquer receio em fazer uma mamografia. As doses de radiações que são usadas atualmente são muito pequenas e o exame anual não representa qualquer risco.
A mamografia é um exame insubstituível na prevenção do câncer de mama. Só a mamografia permite detectar alterações mínimas e revelar nódulos que não são perceptíveis à palpação.

O câncer de mama é curável, mas a possibilidade de cura é tanto maior quanto menor for a lesão

A mamografia é um exame muito importante na prevenção do câncer de mama e, por isso, deve ser indicada com critério:

  1. Se o exame clínico for negativo raramente está indicada antes dos 40 anos, salvo se houver fatores de risco.
  2. Dos 40 aos 50 anos, deve ser feita de 2 em 2 anos. A partir dos 50 poder-se-á manter de 2 em 2 anos ou passar a anual (caso se justifique).
  3. Só para esclarecimento de casos duvidosos, é necessário repetir a mamografia com intervalos inferiores há 1 ano.

Referências:

Agência Estado

O Ministério da Saúde vai incorporar o medicamento Trastuzumabe (Herceptin), uma das principais armas no combate ao câncer de mama, na lista de remédios distribuídos gratuitamente pelo SUS. A inclusão será publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres. Estima-se que entre 20% e 25% das pacientes diagnosticadas com câncer de mama têm indicação para receber essa medicação – que tem como alvo a mutação genética que leva ao HER-2 positivo, um dos tipos mais agressivos de tumor.

O Trastuzumabe é considerado uma das drogas mais avançadas na terapia contra o câncer de mama porque é um anticorpo monoclonal que promove uma “terapia-alvo”, já que ele tem a capacidade de atingir exclusivamente as células doentes, preservando as sadias. O medicamento é fabricado pela Roche.

“Esse é um grande avanço para as mulheres que dependem do SUS. É uma medicação essencial para as pacientes que são positivo para o HER-2 porque ela consegue controlar o avanço da doença e evitar metástases”, diz o mastologista Waldemir Rezende.

A droga será oferecida no SUS por decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia (Conitec), criada dentro do ministério por força de lei. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a comissão analisou o custo-efetividade da droga por mais de um ano, colocou o assunto em consultas públicas e não levou em consideração a pressão das demandas judiciais.

A droga é administrada na veia e é de uso hospitalar. Por ser um medicamento de alto custo – cada frasco custa, em média, R$ 7 mil -, ela estava restrita a mulheres que conseguiam o direito de recebê-la do governo por meio de ações judiciais.

O Trastuzumabe é o sétimo medicamento mais demandado judicialmente ao Ministério da Saúde, que em 2011 gastou R$ 266 milhões na compra de remédios determinados por decisões judiciais – sendo R$ 4,9 milhões para atender a 61 ordens de compra do Trastuzumabe.

Neste ano, o governo federal já recebeu 98 determinações judiciais para compra do medicamento e gastou R$ 12,6 milhões. Só uma compra para atender uma ação civil pública movida pelo Estado de Santa Catarina, por exemplo, consumiu R$ 9,8 milhões dos cofres públicos.

Segundo o ministro, a incorporação da droga no SUS exige que o preço praticado pela indústria seja compatível com o que ela aplica no mercado internacional. O governo estima gastar até R$ 150 milhões por ano para fornecer a medicação. Por se tratar de uma compra em massa, há uma negociação com o laboratório fabricante e o preço pode ser reduzido em até 50%. A partir da publicação no Diário Oficial, a oferta na rede ocorrerá em, no máximo, 180 dias. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Funcionária da Assembleia que teria sido agredida por professora relata humilhação

Um vídeo gravado pela assessoria da Assembleia Legislativa mostra o depoimento da funcionária da limpeza que teria sido agredida verbalmente por uma das professoras que acampam na Casa desde o início da greve na rede estadual de ensino. A funcionária conta que a agressão começou quando ela comentou com uma colega de trabalho que considerava uma falta de educação fazer urinar no chão diante da disponibilidade de dois sanitários. Depois disso, a professora teria admitido que fez xixi no chão que ainda defecaria para que a funcionária limpasse.

o vídeo se encontra nas redes sociais e yuo tube

Caetité: Chesf dá prejuízo de R$ 370 mi a parque eólico

Não bastasse a insegurança jurídica, um descompasso entre investimentos privados e obras públicas de infraestrutura já causou um prejuízo de R$ 370 milhões no setor de energia eólica. Os parques de aerogeradores contratados no Leilão de Energia Reserva de 2009 que estão sendo inaugurados não podem produzir energia por falta de linhas de transmissão. A Bahia entrou neste contexto na semana passada, com a inauguração do parque Alto Sertão I, da Renova, em Caetité, Igaporã e Guanambi. São 294 megawatts que só entrarão na rede do Organizador Nacional do Sistema (ONS) no final do ano que vem, porque a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) não implantou mais de 100 quilômetros em linhas de transmissão. O estado abriga 57 projetos de parques eólicos, totalizando um investimento de R$ 6,5 bilhões. Se o processo não for agilizado, a própria Chesf poderá ser atingida, pois implementa um complexo eólico em Casa Nova. De acordo com um especialista no setor que pediu para não ser identificado, dois fatores provocaram o problema baiano: a realização do leilão da transmissão seis meses depois dos leilões para linha de geração e uma série de procedimentos negligenciados pela companhia, que agora corre atrás do prejuízo..  Adriano Villela, Tribuna da Bahia