A Gente diz

Justiça Federal manda Caixa quitar contratos habitacionais até 1987

Os mutuários da Caixa Econômica Federal (Caixa) com contratos de financiamento habitacional, com cobertura do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), celebrados até 31 de dezembro de 1987, e cuja última prestação já tenha sido paga e ainda têm saldo residual, terão seus contratos quitados e ainda receberão de volta o que pagaram desde outubro de 2000. A decisão, da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, julgou favorável apelação proposta pela Associação Brasileira dos Mutuários de Habitação (AMBH), que pedia a quitação dos contratos com essas características que tenham cobertura do Fundo de Compensação de Variações Salariais. A associação já tinha recebido uma sentença desfavorável em primeiro grau, mas foi atendida pela 5ª Turma do tribunal no pedido de apelação. Os desembargadores entenderam que cobrir saldos residuais de financiamentos cuja última prestação já tenha sido paga é uma das finalidades do fundo. Além disso, embasados por uma medida provisória convertida em lei em outubro de 2000, a 5ª Turma também determinou à Caixa e à Empresa Gestora de Ativos (Emgea) que devolvam os valores eventualmente cobrados e efetivamente pagos pelos mutuários a partir da edição da medida provisória. As duas instituições têm prazo de 60 dias para cumprirem a decisão, sob pena de pagarem multa de R$ 1 mil por dia de atraso.

Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste

Leopoldo Mateus, Época

No auge do escândalo do mensalão, em julho de 2005, nenhum caso chamou tanta atenção quanto os “dólares na cueca”, que levaram à renúncia de José Genoino à presidência do Partido dos Trabalhadores. Um assessor parlamentar do então deputado estadual cearense José Guimarães (PT), irmão de Genoino, foi detido pela Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em suas roupas de baixo, havia US$ 100 mil em espécie. As investigações indicaram na ocasião que o dinheiro era propina recebida pelo então chefe de gabinete do Banco do Nordeste (BNB) e ex-dirigente do PT, Kennedy Moura, para acelerar empréstimos no banco. Passados sete anos, uma auditoria interna do banco e outra da Controladoria-Geral da União, obtidas por ÉPOCA, revelam um novo esquema de desvio de dinheiro. Somente a empresa dos cunhados do atual chefe de gabinete, Robério Gress do Vale, recebeu quase R$ 12 milhões. Sucessor de Kennedy, Vale foi o quarto maior doador como pessoa física para a campanha de 2010 do hoje deputado federal José Guimarães. Leia mais no site da revista Época.

Governo prepara campanha para estimular a adoção de crianças

Ministros Gilberto Carvalho, Ayres Brittoe Carmen Silveira de Oliveira na abertura do 17º Encontro Nacional de Apoio à Adoção (Foto: Valter Campanato/ABr)

Brasília – Pai de duas filhas adotivas, de 7 anos e 9 anos, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, defendeu hoje (7) mais agilidade nos processos de adoção de crianças no Brasil. “Temos que buscar simplificar os procedimentos e dotar as varas da Infânciae todo o processo [para adoção] de gente com qualificação suficiente. Fiquei três anos na fila da adoção, há gente que fica cinco anos, seis anos e há tantas crianças que precisam ser adotadas”, disse o ministro.De acordo com Gilberto Carvalho, que participou da abertura do 17° Encontro Nacional de Apoio à Adoção, representando a presidenta Dilma Rousseff, o governo tem adotado medidas para facilitar os trâmites e está preparando uma campanha nacional para estimular a adoção de crianças e adolescentes. “A presidenta Dilma se comprometeu a fazer uma grande campanha nacional de adoção, o grande trabalho de conscientização da maravilha que é a adoção, de criar uma cultura da refamiliarização das crianças.”

A melhoria dos abrigos e a redução do tempo de espera na fila de adoção para pais e crianças também fazem parte da política do governo. Em carta lida por Carvalho, a presidenta disse que as crianças que vivem fora do convívio familiar estão entre os grupos mais vulneráveis e que tem trabalhado para melhorar essas condições. “Desde o primeiro dia do meu mandato, temos fortalecido as ações e políticas de atenção e proteção às nossas crianças e aos nossos jovens, principalmente os mais pobres.”

Na carta, Dilma louva o slogan “Unir para Cuidar” e parabeniza os organizadores do encontro. “Debater e criar ações de estímulo à adoção nos permitirá dar novos passos na garantia dos direitos de milhares de crianças e adolescentes brasileiros que vivem nas instituições de acolhimento em todo o país.”

Segundo o ministro, o principal entrave a ser vencido é o tempo de espera e a solução para resolver esse problema é um parceria entre os Três Poderes.  “O Executivo e o Judiciário, sempre com o apoio do Legislativo, podem ajudar a resolver essa questão e acelerar esse processo. O que é feito hoje em três anos, quatro anos, pode perfeitamente ser realizado em um ano, sem que se rompam os procedimentos necessários, porque a adoção é cercada de cuidados.”

Empenho – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, que também participou do evento, prometeu se empenhar para reduzir o tempo e a burocracia nos processos de adoção. “Em nome do Judiciário brasileiro, compreendendo de modo especial o STF e o Conselho Nacional de Justiça, essas duas instituições que são casas de fazer destino, me coloco à disposição para colaborar e contribuir para facilitar os processos judiciais de adoção. A adoção é um direito que tem a criança de permanecer a um grupo familiar”, disse.

O professor Leonardo Boff partilha da opinião de Carvalho e de Britto e defende mecanismos mais ágeis para facilitar às crianças o acesso a uma família. “Às vezes demoram quatro anos ou cinco anos para que se crie a condição de adoção, as crianças já estão grandes e as pessoas desistem. A esperança é que a Justiça se mobilize para tornar o mais rápido possível a realização de um direito, que é ter uma família.”

 

 

Iolando Lourenço e Luana Lourenço
Repórteres da Agência Brasil

Ministros da Educação do Mercosul querem índice regional de avaliação

 

Agência Brasil

 

 

Ministros da Educação de países do Mercosul defenderam hoje (7) a criação de um índice de avaliação da qualidade educacional específico para países da América Latina, em contraponto ao Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), avaliação internacional feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia o conhecimento de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. Em 2009, participaram 65 países e o Brasil ficou em 54° lugar.

Para os ministros do Mercosul, que participam da 42ª Reunião de Ministros da Educação do bloco, em Buenos Aires, é preciso criar um índice de avaliação que considere condições regionais. A proposta, apresentada pelo ministro argentino Alberto Sileone, teve apoio de representantes do Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia, Peru, Equador e Venezuela.

O ministro Aloizio Mercadante defendeu, na abertura da reunião, que os colegas do bloco também criem uma comissão para discutir os critérios de avaliação do Pisa, como a metodologia e a seleção de questões aplicadas em cada país.

Mercadante também sugeriu, de acordo com o Ministério da Educação, a criação de novos programas de bolsas de estudo para estudantes do Mercosul, a troca de material pedagógico e um programa de intercâmbio para professores da educação básica entre os países do bloco.

Publicada: 07/06/2012 17:52| Atualizada: 07/06/2012 17:50

Em referendo, professores da Ufba decidem não entrar em greve

O referendo promovido pela Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub) decidiu pela não paralisação das atividades dos docentes na Universidade Federal da Bahia (Ufba), Institutos Federais da Bahia (IFBAs), e Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A votação começou na terça-feira e terminou nesta quarta-feira. Dos 813 votos, 415 foram contra a greve e 390 a favor, quatro brancos e quatro nulos. Em nota, a Apub diz que “portanto, todos os professores e professoras devem continuar a desenvolver suas atividades normalmente”. Em assembleia geral realizada no último dia 29, no Pavilhão de Aulas da Federação (PAF 1), a categoria decidiu pela deflagração da greve. A Apub, no entanto, não reconheceu a paralisação de imediato e convocou um referendo. Na ocasião, a associação relatou que a deflagração da greve por tempo indeterminado seria decidida através da votação. Caso contrário, poderia ser considerada ilegal e os docentes seriam “obrigados a voltar ao trabalho, inclusive com corte em seus vencimentos”. Em contrapartida, o comando da greve considera a votação ilegítima sob o argumento de que o estatuto do sindicato define que o referendo só pode ser convocado por Assembleia Geral e não pela diretoria da Apub. (Correio)

CACULÉ: PT QUER QUEBRAR HEGEMONIA DE LUCIANO

João Cavalcanti aparece ao lado Presidente do PT em Caculé, Evaldo Garcia e do pré-candidato petista, Umberto Paulo. (Foto: Aloísio Costa).

O bilionário empresário e geólogo João Cavalcanti anunciou o seu apoio incondicional ao pré-candidato à prefeitura de Caculé, no sudoeste baiano, Umberto Paulo (PT), que é seu primo. Cavalcanti é conhecido como um dos vinte homens mais influentes do país, cujas atividades são ligadas à exploração de minério. Já Umberto, que esteve à frente da administração municipal no período de 1983 a 1988, pretende retornar ao cargo, pois acredita ter condições reais na disputa. “Nas conversas com os nossos eleitores estamos sentindo uma aceitação muito boa do meu nome como provável candidato de oposição. Tenho trabalhos prestados e o povo sabe reconhecer isso. Vamos seguir confiantes e trabalhar bastante para que em outubro possamos colher os frutos”, ressaltou o pré-candidato petista ao Informe Cidade. O PT de Caculé, que vai realizar a sua convenção neste mês, visa tentar quebrar a hegemonia liderada pelo atual prefeito da cidade, Luciano Ribeiro (DEM), apontado como um dos melhores e mais atuantes prefeitos da Bahia.

Presidente licenciado do IDSB, Eduardo Moraes, fala sobre as Eleições 2012 em entrevista

O presidente licenciado do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Baiano (IDSB), Eduardo Moraes (PC do B), em entrevista concedida ao Jornal O Piquete Bancário, fala da sua trajetória política e de suas aspirações como candidato a vereador de Vitória da Conquista. Acompanhe:

– Fale um pouco de sua trajetória política

Eduardo Moraes: Meu pai era de uma família de pedreiros e mestres de obras, todos responsáveis pelas principais construções da cidade até meados da década de 1990. E por mais que trabalhassem, as dificuldades pareciam intransponíveis, e eu questionava muito o meu pai sobre o porquê de tantas desigualdades. Aos treze anos, em plena ditadura militar, comecei a participar das atividades de conscientização promovidas pelo Padre Luis e a Irmã Tereza, na Catedral de Nossa Senhora das Vitórias, e de lá para cá esta caminhada não parou. Passei pelo movimento estudantil, especialmente no colégio Edivaldo Flores quando fiz o curso técnico em Contabilidade, fui comerciário, ingressei em 1984 no curso de Estudos Sociais da Uesb, mas foi a partir de 1985, quando entrei para as fileiras do Partido Comunista do Brasil, agora já trabalhado no Banco Econômico, foi que passei a atuar no movimento sindical participando junto com outros companheiros e companheiras da organização e direção da maior greve realizada pelos bancários do Brasil, ainda no ano de 1985. Em seguida vieram as greves gerais de 1986. Paralelo às lutas gerais, juntamente com Miguel Felício, João Ferraz, Arnóbio Magalhães e outros, organizamos a oposição à diretoria do Sindicato dos Bancários, no final de 1986, vencemos as eleições e em 1987 assumimos a direção. Esta vitória, além de ser decisiva para fazer do sindicato uma referência nacional como entidade de luta classista, contribuiu com todos os principais momentos da história política e social do nosso município. Dirigi o sindicato por três gestões, fui fundador e dirigente do Fórum Intersindical e Popular Conquistense, acredito, o maior polo de aglutinação de todo o movimento popular da nossa cidade, que foi determinante para apoiar e transformar em vitoriosa a eleição do prefeito Guilherme Menezes em 1996, posteriormente, a quebra do monopólio do transporte coletivo em nosso município, já no governo participativo. Estive também presente na fundação da Associação de Apoio a Saúde Conquistense (Asas), responsável pela contratação dos trabalhadores do Programa de Saúde da Família e Programa de Agentes Comunitários de Saúde PACS, sendo o seu segundo presidente. A partir de  1998, começaram as discussões sobre a criação do  Banco do Povo, lá, eu participei da sua direção como secretário por duas gestões e presidente, imprimindo um processo de ampliação, automatização e valorização dos seus trabalhadores. Sou pai de cinco filhos, bancário, graduado em História e pós-graduado em Gestão Pública,  além de dirigente sindical licenciado, sou presidente do Movimento Familiar Cristão (MFC) , presidente do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Baiano (IDSB),  vice-presidente do Esporte Clube Vitória da Conquista (ECPP) e presidente do Conselho Fiscal do Banco do Povo.

– Qual a sua plataforma de campanha?

Eduardo Moraes: Como todo filho de Vitória da Conquista, carrego um exarcebado sentimento de amor por nossa cidade, por isso o nosso mandato não pode deixar de estar permeado em continuar servindo Conquista. Portanto, todas aquelas proposições do mandato ou que sejam apresentadas no legislativo pelo executivo e que sejam para o crescimento da cidade e o bem estar da nossa população, nós estaremos apoiando: educação, juventude, esporte, trabalho, saúde e qualidade de vida – estas serão as nossas principais bandeiras.

– Como o senhor avalia a atual Câmara Municipal?

Eduardo Moraes: A partir de 1997, com as vitórias sucessivas da frente de esquerda no município, o eleitorado elegeu novos vereadores que têm contribuído para moralizar o legislativo municipal. Mas é lamentável termos uma grande parcela dos eleitores que consideram sem importância escolher bem aqueles que vão representar a sua vontade na Câmara Municipal. Votam bem no prefeito, mas continuam elegendo e reelegendo os representantes das forças do atraso, que só querem ver a nossa cidade parada no tempo e assim permanecem ainda iludindo e enganando a consciência do eleitorado conquistense. Nas próximas eleições o eleitor vai eleger para prefeito Guilherme Menezes e para que Vitória da Conquista possa continuar crescendo, eleger uma bancada majoritariamente dos vereadores que estejam ao lado do prefeito e do povo, fiscalizando, mas, acima de tudo, debatendo os grandes temas coletivos de interesse da cidade.

– Durante a sua vida profissional, o senhor afirma que veio trabalhando por Conquista. Quais foram essas ações?

Eduardo Moraes: São cerca de quarenta anos servindo Conquista, na luta pela consolidação das liberdades sindicais e dos diretos dos trabalhadores, artistas, estudantes, reforma agrária, apoio às lutas das mulheres, negros. Como também por uma saúde equânime e de qualidade para todos, através da Associação de Apoio a Saúde Conquistense, a concessão de crédito produtivo e orientado para os excluídos dos grandes bancos através do microcrédito do Banco do Povo, a luta pela geração de empregos, capacitação, organização e transparência das organizações do Terceiro Setor, através da presidência do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Baiano (IDSB), que realizou em 1986 o Primeiro Encontro Estadual do Terceiro Setor, e atualmente na vice-presidência do Esporte Clube Vitória da Conquista (ECPP) e presidente do Movimento Familiar Cristão (MFC) da nossa cidade.

– Como o movimento sindical bancário contribui para a sua formação política?

Eduardo Moraes: O movimento sindical desde os seus primórdios tem sido uma escola de formação política e humana, onde a luta por solidariedade, companheirismo, igualdade de oportunidades, ética e compromisso com quem mais precisa, cola em você como profissão de fé, é como tatuagem. E mesmo tendo cursado Estudos Sociais, História e Ciências Contábeis, tenho orgulho em afirmar que a minha principal escola é o movimento sindical.

– Por que os conquistenses devem votar no candidato?

Eduardo Moraes: Além da obrigação que todo homem deve ter de um caráter irretocável, ao votarem em Eduardo Moraes, para ocupar uma cadeira na futura legislatura na Câmara de Vereadores, tenham a certeza de contar com um vereador combativo, comprometido com as transformações sociais e econômicas que farão de nossa cidade um lugar cada vez melhor de se viver onde todos que aqui residem tenham oportunidades iguais para todos, especialmente para os fracos e oprimidos. Quero levar para a Câmara a inquietude contínua em busca da inovação e toda a experiência bem sucedida na gestão participativa que se consolidou como sucesso, no Sindicato dos Bancários, na Asas, no Banco do Povo, no Fórum Baiano de Microfinanças, no ECPP, no IDSB e agora no MFC.

– Caso seja eleito no dia 7 de outubro, qual o primeiro projeto que iria defender ao entrar na Câmara?

Eduardo Moraes: São vários os projetos que pretendo defender se eleito for, além da nossa luta por emprego, esporte, saúde, educação e transporte público de qualidade, com o crescimento da nossa cidade, pretendo priorizar ações que visam integrar a nossa cidade, afinal, somos todos conquistenses independente de morar no lado leste ou oeste. Lutar junto com as comunidades  para constituir em todos os nossos bairros  espaços de lazer para as famílias que são muito carentes nesse aspecto e os centros de convivência para a terceira idade.

Fonte: O Piquete Bancário

Imagem em anexo: Blog do Eduardo Moraes

Samsung Galaxy S III chega às lojas nesta quarta-feira

Samsung Galaxy S III, lançado em 28 países na última terça-feira (Foto: Divulgação)Samsung Galaxy S III, lançado em 28 países na última terça-feira (Foto: Divulgação)

A partir do meio-dia desta quarta-feira, o Galaxy S III, esperado smartphone da Samsung com Android 4.0, já poderá ser compradopor seus ansiosos “futuros proprietários”. O aparelho será vendido pela Claro e pela TIM em ações de vendas no Shopping Morumbi, em São Paulo. A previsão é de que o aparelho chegue às principais lojas do país a partir da próxima segunda-feira, dia 11.A Claro não mencionou preços, mas a TIM, por meio de sua assessoria de imprensa, informou nesta terça que o Galaxy S III custará R$ 1.999 à vista.

Segundo a TIM, “o smartphone será comercializado desbloqueado e sem qualquer contrato de fidelização”, mas apenas os antigos e novos clientes de planos pós-pagos poderão parcelar o aparelho em 12 vezes sem juros. Se você optar por um plano pré-pago, terá que pagar o aparelho em apenas três vezes.

Na Vivo, ainda não há previsão de quando começarão as vendas do aparelho, mas ja se sabe que o S III custará R$ 1.999 à vista. Nas redes de varejo online, o telefone é vendido por aproximadamente R$ 2.100, com descontos se o cliente optar pelo pagamento à vista – Fast Shop (R$ 1,873,89), Ponto Frio (R$ 1.889,10) e Submarino (R$ 1.994,05).
A Oi ainda não se pronunciou sobre o início das vendas.

Com tela de 4,8 polegadas HD Super AMOLED, Android 4.0 e processador Exynos Quad-Core de 1,4GHz, o Galaxy S III será vendido nas cores azul e branca. Apesar da Samsung também oferecer a versão com 32 GB de armazenamento em alguns países, no Brasil as vendas deverão ficar limitadas ao smartphone com 16 GB de espaço, como aconteceu com o Galaxy S II.

As diferenças entre o Galaxy S II e o Galaxy S III são sutis: a tela é a mesma, mas ficou maior: de 4,3 polegadas para 4,8 polegadas. Uma outra mudança foi a adoção de uma nova tecnologia desenvolvida pela Corning para aumentar a resistência da tela a riscos e arranhões, apelidada de Gorilla Glass 2. A resolução, também, passou de 480 x 800 para 1280 x 720 (a mesma do Nexus). (Allan Melo, do Techtudo)

Caixa amplia para 35 anos prazo dos financiamentos habitacionais

 

O vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, fala sobre a ampliação prazo dos financiamentos habitacionais (Foto:Valter Campanato/ABr)O vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, fala sobre a ampliação prazo dos financiamentos habitacionais (Foto:Valter Campanato/ABr)

Brasília – Os mutuários que pegarem financiamentos habitacionais da Caixa Econômica Federal a partir da semana que vem terão mais cinco anos para quitarem os empréstimos. O banco ampliou o prazo do crédito habitacional de 30 anos para 35 anos.

Os empréstimos serão feitos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com o dinheiro da caderneta de poupança. A instituição também reduziu as taxas de juros para essas modalidades.

Para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), as taxas caíram de 9% para 8,85% ao ano. Para os imóveis fora do SFH, os juros caíram de 10% para 9,9% ao ano. Os financiamentos do SBPE beneficiam apenas os mutuários que ganham mais de R$ 5,4 mil por mês, ou adquirirem imóveis de mais de R$ 170 mil.

O banco também ampliou o prazo dos financiamentos para a construção de casas e apartamentos com recursos da poupança. A partir da próxima semana, as construtoras e incorporadoras terão 36 meses para pagarem os empréstimos. Atualmente, o prazo corresponde a 24 meses. Os juros dessas linhas também foram reduzidos de 11,5% para 10,3% ao ano.

Para a construção de imóveis comerciais, os juros efetivos caíram de 14% para 13% ao ano. Nas operações de financiamento para a construção e aquisição de imóvel para uso próprio, a empresa pagará taxa de 12,5% ao ano, ante 13,5% cobrados atualmente. Em todos os casos, o mutuário também pagará a Taxa Referencial (TR), juros variáveis cobrados nos fibnanciamentos imobiliários. No entanto, as taxas efetivas podem ficar ainda menores se o mutuário for correntista da Caixa.

As mudanças não valem para financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que inclui o Programa Minha Casa, Minha Vida. Para essas modalidades de financiamento, o prazo continua em 30 anos. Segundo o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, o aumento do prazo dessas linhas de crédito depende de aprovação do Conselho Curador do FGTS. “A Caixa já pediu autorização ao Conselho Curador para aumentar o prazo”.

De acordo com o vice-presidente, a Caixa estima em R$ 96 bilhões a concessão de financiamentos habitacionais neste ano, ante R$ 80 bilhões do ano passado. Até maio, o banco havia emprestado R$ 36,7 bilhões, ante R$ 25 bilhões nos cinco primeiros meses do ano passado.

MEC anuncia novos cursos de medicina no Estado

Aloizio Mercadante (PT), ministro da Educação

O ministro da Educação Aloizio Mercadante anunciou, na terça-feira, em Brasília, a criação de mais quatro novos cursos federais de medicina na Bahia. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, serão contempladas a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufoba), em Barreiras, e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSBA), em Teixeira de Freitas, com 80 vagas cada. A Universidade do Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), com sede em Paulo Afonso, terá mais 40 vagas e a Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), em Santo Antônio de Jesus, mais 60 vagas, totalizando 260 novas vagas medicina. Com a expansão anunciada, a Bahia sai de 160 para 420 vagas para medicina ofertadas por instituições federais. Até o final de 2013, todas as vagas já devem estar implantadas. Em nota, o secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla, disse que o anúncio do MEC “irá facilitar sobremaneira a expansão da rede de assistência à população baiana”. Além destes quatro cursos federais, o MEC também anunciou a abertura do curso de medicina da Universidade de Salvador (UNIFACS), em Salvador, com 100 vagas. (G1)

Insatisfeitos com Wagner, médicos da rede estadual suspendem atendimento

 

O secretário Jorge Solla participou da assembleia. Falou, falou, e não final não convenceu a ninguém. Resultado: médicos do Estado estão parados (Foto: Divulgação/Sindimed-Ba)O secretário Jorge Solla participou da assembleia. Falou, falou, e não final não convenceu a ninguém. Resultado: médicos do Estado estão parados (Foto: Divulgação/Sindimed-Ba)

Da redação do JM

Salvador – Sem professores e agora também sem médicos. Isto mesmo. Cerca de 4 mil profissionais da rede estadual vão cruzar os braços hoje e amanhã numa greve de advertência ao governo Jaques Wagner. Segundo nota do Sindimed-Ba, os médicos “não aguentam mais a remuneração aviltante e a precariedade das condições de atendimento”.

Estão suspensos todos os atendimentos eletivos. Os atendimento de urgência e emergência, no entanto, funcionarão normalmente. A paralisação foi decidida no último dia 30 numa assembleia que contou com a participação inclusive do secretário da Saúde, Jorge Solla. O secretário apresentou a proposta do governo de recomposição da remuneração dos médicos da Sesab, mas segundo nota do Sindimed, “não convenceu a ninguém”.

No Ratinho, Lula rói a Lei Eleitoral, os fatos e o bom senso

Ratinho entrevista LulaRatinho entrevista Lula

REINALDO AZEVEDO

Há dias a transgressão à Lei Eleitoral estava anunciada. Lula daria a sua primeira entrevista depois de deixar a Presidência da República ao Programa do Ratinho, do SBT. O SBT é a emissora do empresário e ex-banqueiro Silvio Santos, cujo banco, o Panamericano, quebrou, deixando um rombo de R$ 4,3 bilhões na praça. Isso deveria lhe ter custado o patrimônio pessoal e empresarial. Mas saiu ileso, sem gastar um centavo. O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu um jeitinho. Foi um dos maiores escândalos financeiros do país. Voltarei ao ponto mais abaixo.

Pois bem: os petistas anunciavam, e a imprensa noticiava: a “entrevista” ao apresentador Ratinho será a primeira de uma série de aparições do ex-presidente em programas de TV para tentar catapultar a candidatura de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo. Ou por outra: o desrespeito à Lei Eleitoral estava sendo, por espantoso que pareça, anunciado. Fazia-se a crônica do crime antes mesmo de ele acontecer.

E assim se deu. Só não se esperava que pudessem ir tão longe — aposta sempre perdida quando se trata de Lula. E foram! Haddad, em pessoa, apareceu a tiracolo, para ter suas virtudes exaltadas por Lula e para tentar, ele mesmo, com peculiar ruindade, vender o seu peixe. Um escracho! Um acinte! Um deboche! A maracutaia que livrou a cara e o bolso de Silvio Santos vivia ali mais um capítulo das compensações, da política do “é dando que se recebe”.

Ataque boçal e antidemocrático
Lula — com o concurso do SBT, é evidente! — não foi além do aceitável apenas quando apareceu com seu candidato, um notável desajeitado, que mal escondia a condição de boneco de mamulengo. A certa altura do programa, Ratinho perguntou — com aquela falsa espontaneidade que, admita-se, o apresentador encarna muito bem — se o petista admitia voltar a se candidatar à Presidência da República. Depois de afirmar, obviamente, que Dilma tentará a reeleição, que está fazendo um trabalho extraordinário, não se conteve: “Se ela não quiser ser candidata, vou ser. Não vou permitir que um tucano volte a ser presidente do Brasil”.

Ainda que a resposta pareça banal na sua boca e, até certo ponto, esperada, é bom que se destaque: não há democracia respeitável no mundo que aceite uma intervenção como essa. Lula transforma um dos partidos de oposição num anátema, como se, na Presidência, tivesse feito um mal ao Brasil. É essa abordagem verdadeiramente criminosa que o petismo tem da política que me causa — a mim e a quantos possam prezar o regime democrático — repúdio. Ratinho, com Haddad ali presente, numa programa que tinha justamente o objetivo de tirá-lo da obscuridade eleitoral, não perdeu tempo. Olhou para as câmeras e disparou:
— Zé Serra, cê tá ralado!

O empresário Ratinho, dono de concessões de emissoras de televisão, de tonto só tem o andado e o jeitão. É espertíssimo. Sabe que o tucano José Serra é candidato à Prefeitura de São Paulo e, pois, adversário de Haddad, não à Presidência. Mas estava ali prestando um serviço. Lula havia dado a Silvio Santos, afinal, quando fez a maracutaia do Panamericano, bem mais do que aquilo. A dívida, aliás, é impagável!

Pagando a rabada de Ratinho com a rabada do povo
Lula está com a aparência doentia, ainda bastante inchado e rouco, mas o caráter, o que ele tem, já está cem por cento. Nos primeiros instantes de programa, contou que havia prometido a entrevista ao apresentador porque eram amigos pessoais: “Já comi rabada na casa do Ratinho, e o Ratinho comeu rabada na Granja do Torto”.

O valor de uma e de outra é certamente irrisório, mas não o simbolismo. O apresentador pagou a iguaria que ofereceu a Lula com seu próprio dinheiro, e Lula pagou a que ofereceu a seu amigo com o nosso. Mutatis mutandis (e põe uma montanha de “mutandis” aí…), o acordão do Panamericano foi uma rabada pública de dimensões pantagruélicas! Mas ainda não é a hora de falar disso. Sigamos.

O país de Lula é assim, fraterno, feito de amizades, compadrios, arranjos, acertos, conversas ao pé do ouvido, transgressões legais, artimanhas, manhas, arranjos à socapa, ilegalidades à sorrelfa, cochichos… À guisa ainda do troca-troca de rabadas, repetiu uma das divisas da República da Companheirada:
“Eu costumo dizer que um irmão nem sempre é um grande companheiro, mas que um companheiro é sempre um grande irmão”.

Na plateia, o irmão Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo (com os cabelos tingidos, mais negros do que as asas da graúna) e, claro!, Haddad, que logo seria chamado para uma das cadeiras dos entrevistados.

O câncer e o ataque a quem tem plano de saúde privado
Aí chegou a hora da exploração eleitoreira do câncer. Lula fez digressões sobre a sua boa saúde até então, sem tomar remédios — no máximo, disse, ingeria uns Engovs para minimizar os efeitos da “marvada pinga” —, até que recebeu a notícia da doença. Fez um resumo até bem-humorado das dificuldades para, ora se não faria isto!, atacar aqueles que votaram contra a CPMF e, pasmem!, os brasileiros que têm plano privado de saúde!

O homem que se tratou num dos hospitais mais equipados e caros do mundo — teria sido tudo pago por seu plano de saúde??? — tem clara noção do contraste entre o tratamento que ele recebe e aquele dispensado por seu governo à população pobre, certo? Quem é o responsável por isso? Ora, os que votaram contra a CPMF! “Se a gente quiser que o povo tenha o tipo de tratamento que eu tive, tem de ter dinheiro”. Não! Lula não foi se tratar no SUS — que ele chegou a declarar “perto da perfeição” e a oferecer como modelo a Obama. Preferiu o Sírio-Libanês. E afirmou, de modo um tanto oblíquo, que o conjunto dos brasileiros só não tem um Sírio-Libanês para chamar de seu por culpa dos adversários.

A mentira escandalosa sobre os planos de saúde
Está, sim, um tanto alquebrado, mas, afirmei, o caráter continua o mesmo. É o que sempre digo: doença não é categoria de pensamento, não melhora ninguém. Aproveitou, ainda, para fazer caricatura dos brasileiros que pagam plano privado de saúde, que seriam uns reclamões injustos: “Quem paga o plano de saúde dele? É o estado brasileiro, que não recebe imposto!”

Trata-se de uma falsificação grosseira da verdade. Lula sabe muito bem o que é Imposto de Renda e como funciona — o governo petista bate sucessivos recordes de arrecadação. Quando o contribuinte declara os gastos de saúde está apenas — atenção! — deixando de ser tributado sobre aquele valor, mas é mentira que o estado esteja pagando alguma coisa! O coitado está efetivamente tirando um dinheiro do bolso para financiar a sua saúde e a da família.

A afirmação é uma mentira, uma vigarice! Terá a oposição prestado atenção que o petista hostilizou, com essa afirmação, milhões de brasileiros obrigados a aderir à saúde privada para fugir do “sistema quase perfeito” de Lula? Se fosse ágil, estaria amanhã nas redes sociais fazendo esse debate. Mas até acordar do sono eterno…

Aí chegou a hora de Haddad
Aí chegou a hora de Haddad. Como quem não quer nada, como se a pergunta tivesse acabado de lhe ocorrer, Ratinho indagou por que ele escolhera o ex-ministro da Educação como candidato à Prefeitura de São Paulo. E o ApeDELTA explicou que queria alguém com uma cara nova, que tinha criado o ProUni e 14 universidades federais (mais um número mentiroso!).

O candidato, então, foi chamado a integrar a mesa, como entrevistado. Tudo estava tão organizado, que havia até uma “reportagem” com uma estudante do quarto ano de medicina, financiada pelo ProUni. Ela, claro, estava gratíssima aos dois petistas. Setenta por cento das universidades federais estão em greve. Algumas delas não contam nem com sistema de esgoto. Aulas estão sendo ministradas em barracões e prédios improvisados. E isso é apenas um fato. Em 2010, formaram-se menos estudantes em universidades públicas do quem em 2004!

Exibindo notável falta de treino, um tanto desenxabido, Haddad engrolou ali um discurso segundo o qual os críticos do Bolsa Família (???) acusavam o programa de assistencialista — o que, atenção!, é falso! Lula roubou o programa do governo FHC, como já provei aqui. Antes de adotá-lo como seu, quem dizia que programas de bolsa deixava o pobre preguiçoso, “sem vontade de plantar macaxeira”, era o próprio Lula. E já estava na Presidência da República.

Indagado por que quer ser prefeito, Haddad afirmou que pretende melhorar a vida das pessoas do portão para fora — tarefa que seria da Prefeitura — porque, do portão para dentro, tudo o que aconteceu de bom aos brasileiros é obra de Lula e, vá lá, de Dilma. E teve a cara de pau de falar justamente sobre saúde, como se o governo do PT não administrasse o país, estados e cidades em que a área vive em petição de miséria. O atendimento na rede municipal de São Paulo é muito superior àquele dispensado pelo governo federal.

Lula retomou a palavra. Pelo visto, está disposto a ressuscitar a sua pantomima do arranca-rabo de classes — justo o homem que comandou o arranjo de mais de R$ 4 bilhões do Panamericano… Já chego lá! “Muita gente diz que o Lula só cuida dos pobres”… Meus Deus! Que calúnia! Muita gente diz que eu me pareço com o Brad Pitt, e eu não me ofendo… Ora, quem diz isso? Desconheço. Eu acho que o Lula cuida é mal dos pobres. O ProUni, por exemplo, com raras exceções, é o quê? Faculdade ruim, paga com dinheiro público, para os… pobres! Os ricos vão para as universidades públicas. Mas isso fica para outra hora.

SBT X Record e os evangélicos
Ali pelo fim da entrevista, algo curioso se deu. Ratinho anunciou que o Ibope do seu programa estava maior do que “o da emissora do bispo”, referindo-se à Record, de Edir Macedo, que concorre com o SBT no esforço de puxar o saco de Lula e do PT. E disse ao ApeDELTA: “Eu estive com o apóstolo Valdomiro [na verdade, é “Valdemiro”], e ele te mandou um abraço. E Lula: “Eu quero falar com ele!”. Ratinho responde: “Posso marcar?”. O petista disse que sim.

Pois é… Haddad é amplamente rejeitado, por enquanto, pelos cristãos, tanto católicos como evangélicos, por causa do kit gay preparado para as escolas e da defesa fanática que o PT faz da descriminação do aborto. Valdemiro, originalmente um desgarrado da Igreja Universal do Reino de Deus, de Macedo, é dono da Igreja Mundial do Poder, uma das pentecostais que mais crescem. E esse crescimento tem-se dado justamente sobre a Universal, tomando-lhe fiéis e pastores.

Os dois donos de igreja travam uma batalha feroz, com pesadas acusações mútuas. Macedo já pôs o, por assim dizer, “jornalismo” da Record para atacar o adversário do mercado da fé. É bem possível que Lula queira falar com o concorrente de seu amigo Macedo para promover a paz religiosa… O dono da Universal também é proprietário (!) de um partido político, o PRB, que tem, por enquanto, um candidato à prefeitura de São Paulo: Celso Russomano. Nada, certamente, que o Babalorixá de Banânia não possa resolver.

Agora o Panamericano
Em 2008, o Banco Panamericano já estava quebrado. Mesmo assim, em 2010, a Caixa Econômica Federal comprou 49% das ações da instituição. Um ano depois, estava quebrado, com um rombo de R$ 4,3 bilhões. A única saída seria Silvio Santos arcar, conforme a lei, com os seus bens pessoais e os das suas empresas. A menos que aparecesse um super-Lula no meio do caminho, como apareceu. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ficou com o espeto.

Luiz Sandoval, ex-presidente do Grupo Silvio Santos, contou tudo à Folha numa entrevista no dia 11 de março. A história de que o FGC é só dinheiro privado é conversa para boi dormir. A “sociedade” com a CEF rendeu a ignominiosa reportagem da “bolina de papel” em 2010, lembram-se? A operação salva-Silvio, rende agora a campanha eleitoral arreganhada para Haddad. Dado o tamanho do socorro — R$ 4,3 bilhões —, vem mais coisa por aí.

Os truques
É quase certo que a patranha desta quinta será lavada com convites aos demais candidatos à Prefeitura. Aposto que Serra e alguns outros serão convidados, sob o pretexto de garantir condições iguais a todos. Eles irão, claro! Mas se trata de um truque. Não haveria nada de errado em Lula conceder uma entrevista e elogiar fartamente as gestões petistas. Do mesmo modo, o candidato Haddad poderia ter sido entrevistado (outros teriam a sua chance).

A malandragem está na operação casada, no uso de um programa de TV para que Lula faça proselitismo em favor do outro, transformando uma suposta entrevista em horário eleitoral gratuito. Ratinho e o SBT puseram um programa da emissora a serviço do lançamento de uma candidatura. A propósito: caso os demais candidatos sejam convidados, devem exigir da produção “reportagens” com pessoas gratas à sua atuação pública.

“Vamos bater nos jornalistas”
Ratinho encerrou o programa fazendo um gracejo, convidando Lula para um programa em conjunto, na televisão. Seria o certo. Finalmente, a vocação de animador de auditório! O apresentador emendou: “Tem muito jornalista que bateu em você; vamos bater neles”. E Lula respondeu: “Vamos entrevistá-los“. Trata-se de um gracejo revelador, a exemplo do troca-troca das rabadas.

Políticos não entrevistam jornalistas porque estes, na sua profissão, não se candidatam a cargos públicos nem são sustentados pelo povo — há alguns que são, mas não são jornalistas, e sim paus-mandados. Lula nunca entendeu direito o trabalho da imprensa, não é? Daí que se dedique, com frequência, a tentativas de censura e intimidação.

Indagado, finalmente, e de forma indireta, sobre o caso Gilmar Mendes, o petista afirmou que não falaria a respeito se limitou a dizer: “Quem acusou que prove”!. Pois é! Só se Gilmar Mendes estivesse com um microfone na lapela. O relevante é que todo mundo sabe o que aconteceu. Não estivesse Lula ali a roer a Lei Eleitoral, os fatos, as instituições, o decoro e o bom senso, talvez um ou outro ainda pudessem ter direito à dúvida. Mas como duvidar?

Como acreditar num Lula que se dizia respeitador da lei enquanto a desrespeitava uma vez mais? O passado não quer passar. O passado quer ficar. A tradição de todas as gerações mortas insiste em oprimir como um pesadelo o cérebro dos vivos, como disse aquele…