A Gente diz

Fraude atinge unidades da Farmácia Popular, diz Ministério Público

Rene Moreira – especial para o Estado

Uma fraude no programa Farmácia Popular do Brasil causou prejuízos aos cofres públicos de mais de R$ 4 milhões somente em Franca, no interior paulista. As investigações agora estão sendo ampliadas para outras cidades do país e o rombo pode ser ainda maior. Para burlar o sistema, drogarias usavam documentos de pessoas que nem precisavam de remédios e que muitas vezes nem sabiam que eram usadas numa fraude. Até mesmo dados de quem já morreu foram apresentados para justificar o recebimento junto ao governo federal. Em Franca o Ministério Público Federal investiga dez farmácias relacionadas à fraude. Dessas, pelo menos duas fecharam as portas e não foram reabertas. No total, mais de 30 pessoas foram citadas por participação no esquema, porém, algumas assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) e se comprometeram a reembolsar o poder público. Assim se livraram da ação cível, mas continuam respondendo criminalmente pelo ocorrido.Leia mais no Estadão.

VERDADE A PARTIR DE R$ 300.000,00

Esta é a proposta do Presidente da AMENBRAS – Associação dos Mentirosos Brasileiros, presidida pelo corrupto Klement Irôzzo Pradanado, irritadíssimo por existirem ainda, pouquíssimos homens sem medo da verdade. Na intenção de contribuir com a extinção da mentira, o ativista e Presidente do Movimento Contra a Morte Prematura – MCMP, André Cairo, nos próximos dias lançará seu mais novo personagem, Klement Irôzzo, fazendo um alerta aos mentirosos de todo Brasil, aos que ocupam cargos públicos, especialmente de Brasília. “Enquanto trabalhadores honestos ganham salário mínimo, os desonestos ganham milhões de salários maracutados em mínimo espaço de tempo oculto. Existe muita gente que ganha dinheiro para mentir, e eu não ganho nada para falar a verdade, muito menos para vendê-la” Finaliza Cairo, de olho no Kelé, mentiroso prá danado.

 

ASCOM do MCMP

Pode dar Lídice na cabeça da chapa PSB-PT

LUÍS AUGUSTO GOMESFonte reservada informa que “está sendo armada uma estratégia” para o PT chegar à Prefeitura de Salvador: a candidatura da senadora Lídice da Mata (PSB), tendo o deputado Nelson Pelegrino (PT) como vice.“Quando chegar 2014”, completa, “Lídice entrega a Prefeitura a Nelson e sai candidata a governadora, e todos serão felizes para sempre”.A hipótese tem muito de fantasiosa, mas no terreno da especulação, principalmente em decorrência do desespero reinante nos meios governistas, há espaço para qualquer solução. (Por Escrito)

Acordos de cooperação do Pronaf serão assinados por Wagner e BNB nesta quarta

Acordos de cooperação do Pronaf serão assinados por Wagner e BNB nesta quarta

Foto: Divulgação

Dois acordos de cooperação com objetivo de potencializar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) devem ser assinados amanhã pelo governador Jaques Wagner com o Banco do Nordeste (BNB). O primeiro convênio visa identificar jovens de 18 a 29 anos, filhos de beneficiários do programa, que tenham interesse em obter financiamento no âmbito do Pronaf-Jovem.  Eles receberão crédito e capacitação, além de assessoria técnica e extensão rural. O segundo objetiva integrar políticas públicas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e o crédito no âmbito do Pronaf, que visa a sustentabilidade socioambiental e econômica das unidades familiares. A solenidade ocorrerá às 18 horas, durante o Seminário Internacional de Microfinanças, no Hotel Matiz.

Conquista ganha mais uma agência da Caixa Econômica Federal

Por Rodrigo Ferraz
Foto: J.CD’Almeida

A Caixa Econômica Federal inaugurou mais uma unidade em Vitória da Conquista, na Avenida Juracy Magalhães, próximo ao Shopping Conquista Sul, na noite da última sexta-feira (25). Presença do Superintendente Regional Sr. José Ronaldo, que explanou a importância dessa nova unidade da CEF. O evento contou também com a presença, entre outros convidados especiais e autoridades locais, do gerente Sr. Wilton Cavalcante.

Confira a galeria de fotos do evento registradas pelo fotógrafo J.CD’Almeida para o site Rejane Martinet. Clique aqui.

Decisão sobre permissão do consumo de drogas divide opiniões

Juliana Dal Piva, O Globo –

Pesquisadores divergem desde a medida até a quantidade mínima permitida

O anúncio de que o consumo de drogas pode deixar de ser crime na reforma do Código Penal dividiu opiniões de especialistas pelo país. Desde a aprovação da medida em si, até a questão da quantidade considerada como consumo pessoal, não há unanimidade entre especialistas na área. O professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, considerou a iniciativa da Comissão de juristas um avanço. — Como do ponto de vista do usuário hoje é crime, na prática, é o juiz criminal que cuida do caso e isso tem efeitos sérios porque a Saúde não consegue tratar. Na cracolândia, por exemplo, não são médicos que tiram os dependentes de lá, é a polícia — pontuou Abramovay. De acordo com ele a criação de um critério objetivo é positiva e bastante semelhante ao modelo adotado em Portugal. Ele disse que o consumo não aumentou em Portugal e a eficiência policial aumentou porque a polícia passou a combater o tráfico e não os usuários. Em Portugal, a quantidade mínima permitida é o equivalente para uso em 10 dias. Leia mais em O Globo.

Seria ‘mais adequado’ encontro de Mendes e Lula no STF, diz ministro

 

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello

Incomodado com a guerra de versões envolvendo a suposta pressão do ex-presidente Lula para adiar o julgamento do mensalão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello comentou a postura do colega de Corte e disse que seria “mais adequado” se o encontro acontecesse dentro do tribunal. Há 22 anos no Supremo, Mello afirmou em entrevista ao G1 que o ministro Gilmar Mendes teria fugido ao protocolo ao aceitar um convite para encontrar Lula em um escritório de advocacia. Na avaliação do magistrado, é difícil para o cidadão comum entender as razões que motivaram o encontro entre o colega e o ex-presidente da República. “Seria mais adequado ele (Mendes) receber o ex-presidente em seu gabinete no Supremo”, afirmou Mello. Segundo reportagem da revista “Veja” publicada no final de semana, Mendes teria se reunido com Lula, em 26 de abril, no escritório do ex-presidente do STF Nelson Jobim. No encontro, aponta a publicação, Lula teria sugerido ao ministro o adiamento do julgamento dos 38 réus do mensalão em troca da blindagem ao magistrado na CPI do Cachoeira. A comissão mista do Congresso investiga a relação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados. Fábiano Costa, G1

Sete prefeituras baianas firmam contratos irregulares de R$ 33 mi com Oscip

João Pedro Pitombo, A Tarde

É numa pequena sala num centro comercial de Juazeiro com uma mesa, uma secretária e o nome cravado na porta num simples papel ofício, que funciona a sede de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que movimenta contratos de R$ que chegam a R$ 33 milhões com pelo menos sete prefeituras baianas. Com contratos contestados pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e Controladoria Geral da União (CGU) e investigados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), o Instituto de Desenvolvimento na Promoção de Emprego (Idepe) segue ativo e registrado como organização social junto ao Ministério da Justiça. As irregularidades identificadas pelos órgãos de controle foram constatadas na execução de contratos de prestação de serviços em Cachoeira, Mundo Novo, Ipirá, Barra do Choça, Laje, Cândido Sales e Valença, no período entre 2007 e 2011. Leia mais em A Tarde (para assinantes).

POLÍTICA – Apesar da lei, órgão público resiste a dar informações

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Dez dias após a Lei de Acesso à Informação entrar em vigor, autoridades alojadas na Esplanada dos Ministérios recorrem a manobras e jogos de palavras para impedir a divulgação de dados públicos. Mesmo com a ordem da presidente Dilma Rousseff de que a transparência é regra e a fiscalização da Controladoria-Geral da União (CGU), os ministérios têm negado informações, em especial de áreas sensíveis e que envolvam indícios de irregularidades nas pastas.

A tensão dentro do governo aumentou com negativas, respostas incompletas e falta de empenho de alguns órgãos no cumprimento da nova legislação. Dos 189 pedidos feitos pela reportagem, apenas 24 foram respondidos. Cinco foram negados. Parte das respostas está incompleta e três estão em grau de recurso.

A resistência no Executivo provocou manifestações da CGU. E-mail encaminhado pela diretora de Prevenção da Corrupção, Vânia Vieira, aos Serviços de Informações ao Cidadão (SICs) de órgãos e entidades federais indica os subterfúgios que algumas pastas estavam usando para não responder aos pedidos. “Não devemos confundir pedidos genéricos com pedidos complexos, extensos ou que exijam grande volume de informações ou levantamento e organização das informações”, censurou a representante do órgão de controle interno.

Vânia cobrou “boa vontade” dos órgãos, evitando ao máximo indeferir os pedidos sumária e totalmente. “Ressaltamos que é extremamente importante, sobretudo nestes momentos iniciais, que os pedidos sejam analisados com bastante atenção, evitando-se decisões apressadas ou sem a uniformidade desejável entre os diversos órgãos.”

O último balanço da CGU aponta que até 24 de maio 4.262 pedidos foram registrados no sistema online de informações. Desses, 1.406 foram respondidos. Pesquisa feita pelo órgão com servidores públicos mostra que um dos grandes desafios da implementação da lei é a cultura. Os servidores têm receio da má utilização das informações, em especial por parte da imprensa, além do uso político dos dados. Os funcionários também acreditam que há solicitações “excessivas” e “descabidas”, o que tomaria tempo, energia e pessoal das unidades para respondê-las. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Agência Estado

CAETITÉ: 1ª ETAPA DO PARQUE EÓLICO EM JULHO

 

Após todas as etapas serem concluídas, o Parque será o maior de toda a América Latina.

Com exclusividade, o gerente de sustentabilidade da Renova Energia, Emanuel Mendonça, anunciou ao Brumado Notícias que a primeira etapa do Parque Eólico, que fica localizado no eixo entre Caetité, Guanambi e Igaporã, será inaugurada no mês de julho deste ano. Essa primeira etapa irá contar com 184 aero geradores e a CHESF se responsabilizará pela interligação para geração de energia. Segundo Mendonça, após todas as etapas serem concluídas, o Parque será o maior de toda a América Latina. As obras, iniciadas em 2009, foram realizadas em função de leilões. Esta primeira etapa, especificamente, está sendo concluída após leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) vencido pela Renova Energia, que também venceu os leilões de 2010 e 2011 para as etapas seguintes. “Será um salto na qualidade de vida, pois além do Parque a Renova estará investindo no progresso de toda a região, beneficiando primeiramente os municípios diretamente envolvidos. No entanto, os demais também irão sentir os efeitos destes investimentos”, garantiu o gerente.

fonte site : Brumado Notícias

Artigo: Sobre meninos e lobos

Matheus Pichonelli

 

Corre na internet um vídeo produzido pela TV Bandeirantes da Bahia em que uma repórter bonita e bem humorada entrevista um jovem acusado de estupro. Chega a ser educativo – ao menos para quem achava que, a essa altura do campeonato, era impossível superar as pirotecnias de programas com o Latininho, o chupa-cabra, os testes ao vivo de DNA, a banheira do Gugu e as sessões de descarrego.

E o que a Xuxa e o jovem açoitado na Bahia têm em comum? Nada, a não ser a exposição diante de uma multidão sangrenta e incapaz de lidar com seus próprios crimes de maneira honesta. Foto: Alexandre Hamada Possi/Flickr

O mais completo tratado das relações de poder não chegaria tão longe: o jovem, cuja pobreza pode ser exposta pela sequência de dentes quebrados, está algemado diante das câmeras. Como advogado de banqueiro não defende desdentado, ninguém intercederá por ele nas páginas de jornais ou tribunas do Congresso pelo direito de não ser exposto nem antes nem depois do julgamento. Azar o dele, sorte da repórter – que usou o microfone e o canal direto com a direção do programa para chicotear o sujeito que se acreditava alforriado. Abaixo da tela a produção destaca o “chororô”, com direito a intervenções de efeitos sonoros (o choro de um bebê) a ofuscar a fala do suspeito. Acuado e com um hematoma no rosto, o jovem passa a dar a lista de familiares que poderiam testemunhar em seu favor. Às lágrimas, jura que jamais “estrupou” alguém.

A acusação, grave, então vira piada. A indignação da repórter, até então defensora da vítima, é desmanchada sem muito esforço. A justiceira posa então como defensora da língua portuguesa, com base no escracho alimentado pelo comando do programa. A mistura do jornalismo policialesco com o “método Pânico da TV” de humilhação humana dá nisso: o direito à defesa vira piada para a audiência.

Entre ela e o acusado não existe polícia, Ministério Público, Defensoria nem juiz de Direito.

Estivesse vivo, o jornalista gaúcho Apparício Torelli, o Barão de Itararé, talvez tivesse de mudar a sentença segundo a qual, para conhecer Inácio, era preciso coloca-lo num palácio. Hoje bastaria jogar um microfone em sua mão.

Não foi o primeiro nem será o último açoite no ar que o Brasil testemunha, mas vale lembrar: a tevê é uma concessão pública (talvez a capitania hereditária mais valiosa do País) e para operar é necessária a benção das autoridades. A repórter teve raros longos minutos para esticar a sessão de tortura, sem que ninguém aparentemente a detivesse. Pelo contrário: ela estava à vontade, com carta branca da direção do programa, das autoridades que regulam a programação e dos órgãos que outorgaram o direito de levar ao ar o que seu comando bem entendesse.

A repórter, de toda forma, não deveria estar constrangida: sua audiência não estava, seus chefes não estavam, seus governantes não estavam. Em outras palavras, ela só reproduziu a própria noção de justiça de um país que mal garante o direito de alguém se defender.

É o mesmo país  que hoje constrange quem se declara vítima de um abuso semelhante – ao menos se essa vítima for uma personalidade como a Xuxa. Horas após contar, em uma entrevista ao Fantástico, que sofreu abuso sexual na infância, a apresentadora virou pauta obrigatória nas rodas de conversa e meios de comunicação.

De repente, todos tinham algo a dizer sobre o depoimento: personalidades com status de formadores de opinião começavam a destrinchar o que se passava na cabeça da apresentadora. Uma socialite a chamou de doida. Outros a mandaram se queixar numa clínica, e não em público. Muitos trouxeram fatos de sua vida pessoal para deslegitimar a fala: afinal, o trauma não a impediu de namorar esportistas ricos nem de expor as pernas, dela e das paquitas, para as crianças coladas na tevê. Em suma, o mundo viu na revelação um oportunismo raro para chamar a atenção.

E onde estão esses mesmos formadores de opinião quando órgãos de defesa dos direitos humanos lançam campanhas contra a pedofilia? Em alguma palestra de auto-promoção e metalinguagem. Na vida real, foi preciso uma celebridade expor um drama pessoal para que um tema tão delicado quanto complexo viesse à tona. Um crime que tem no silêncio um terreno propício para a proliferação.

Por se tratar de uma figura pública, a revelação de Xuxa poderia encorajar vítimas do presente a quebrar o silêncio, denunciar a agressão e buscar justiça.

Mesmo assim, o esforço do público e dos formadores de opinião para transformar o episódio em piada foi notório. Era como se a repórter covarde a empunhar o microfone como chicote na tevê tivesse se multiplicado Brasil afora, desta vez para açoitar a celebridade que teve a audácia de confessar um trauma em público.

E o que a Xuxa e o jovem açoitado pela repórter na Bahia têm em comum? Nada, a não ser a exposição diante de uma multidão sangrenta e incapaz de lidar com seus próprios crimes de maneira honesta. Casos de abuso sexual existem aos montes, mas poucos tiveram a coragem de se expor e gritar para que não se repitam. Só quem passou por momentos assim sabe o quanto pesa a distância entre o silêncio e a exposição. Não parece produtivo combatê-los na base do escracho ou da hipocrisia.

 

Matheus Pichonelli