A Gente diz

‘Se princípios da Igreja forem violados, haverá mobilização’, avisa padre Marcelo Rossi

 

O padre Marcelo Rossi defendeu as reações de grupos evangélicos à nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, e suas declarações a favor do debate sobre o aborto. “Existem princípios que regem a Igreja e, se forem violados, haverá mobilização. Se um candidato for a favor do aborto, não só eu, mas também setores evangélicos, vão se mobilizar contra”, avisou. A nova titular da pasta, que já havia afirmado que o aborto “é uma questão de saúde pública”, declarou durante sua posse que as mulheres não podem ter “seus direitos reprodutivos e sexuais desrespeitados”. O posicionamento de Eleonora, uma feminista histórica, tem provocado desconforto não apenas no padre-cantor, mas em setores ligados à Igreja Católica e aos evangélicos. Informações do jornal Folha de São Paulo.

 

Ricardo Teixeira volta de Miami e retoma atividades na CBF

 

Após boatos acerca de sua renúncia da presidência da CBF (Confederação brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira voltou de viagem à Miami e retomou nesta segunda-feira suas atividades a frente da entidade. Logo em seu primeiro dia de trabalho, Teixeira assinou uma resolução e suspendeu a medida que anulava a eleição da Federação Piauiense de Futebol. O comunicado foi divulgado no site da CBF. Nesta quinta-feira Ricardo Teixeira participa da assembleia geral da entidade. Na reunião, o dirigente deve intermediar uma reforma no estatuto da CBF. A convocação é uma reação do presidente à movimentação de alguns dirigentes de federações estaduais, desde que as especulações sobre sua possível renúncia tornaram-se mais fortes. (iG)F

Wagner busca investimentos na maior feira de tecnologia do mundo

 

 

 

O programa de rádio destaterça-feira (28) Conversa com o Governador destaca a viagem que Jaques Wagnerfará à Alemanha no próximo sábado (3), para participar, na cidade de Hannover,da ‘Cebit 2012’,considerada a maior e mais importante feira de tecnologia da informação ecomunicação (TIC) do mundo. Wagner integrará a comitiva da presidente DilmaRousseff e durante o evento – que acontecerá entre os dias 6 e 10 março -,apresentará aos visitantes as oportunidades de investimentos na Bahia.

 

“Lá, nós estaremos, inclusive,com um estande baiano divulgando o Parque Tecnológico da Bahia, que seráconcluído agora em março, para atrair mais investimentos, mais emprego, maistecnologia e mais desenvolvimento para o Estado”, afirma o governador. Eleinforma que o governo baiano lançará editais convocando investidores dosegmento para aplicar no novo empreendimento tecnológico do Estado.

 

Wagner fala de outros assuntos, aexemplo da entrega da nova sede do Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos aosmoradores do Bairro da Paz, em Salvador. Inaugurado nesta segunda-feira (27), onovo colégio demandou investimentos da ordem de R$ 6 milhões e oferecerá aosprofessores, servidores e alunos do ensino fundamental e médio mais conforto emelhores condições de funcionamento.

 

Durante o programa, o governadorenfatiza ainda diversos programas mantidos pelo governo na capital e interiordo Estado como o Saúde em Movimento, o Todos pela Alfabetização (Topa), o Luzpara Todos, Água para Todos e o Vida Melhor, que vai ajudar cerca de 400 milfamílias de pequenos empreendedores. “Vou continuar trabalhando para tornar avida dos baianos, a cada dia, bem melhor, com mais inclusão social como é avontade também da presidenta Dilma Rousseff”.

 

Outro assunto destacado é a assinaturade ordem serviço, na próxima quinta-feira (1º), para a pavimentação de 15 quilômetros deestradas no município de Capim Grosso, e a ida, no dia seguinte ao município deCuraçá, onde entregará as obras de restauração e pavimentação da BA-210(Juazeiro/Curaçá), com investimentos de R$ 12,5 milhões.

 

Jaques Wagner fala também dosucesso do último Carnaval, destacando, principalmente, a redução da violênciae a maior participação do folião pipoca durante os seis dias de folia. “Tivemosum Carnaval de paz, com 16% a menos de ocorrências policiais e com a manutençãoda ocupação hoteleira e dos vôos para Salvador”. Informa que o Estado investiumais de R$ 50 milhões e que, mais uma vez, proporcionou o maior Carnaval domundo em Salvador, com mais participação popular, além de ter apoiado a festaem várias cidades do interior do Estado.

 

O governador agradece às políciasMilitar, Civil e Técnica, ao pessoal da área de saúde, do turismo, aos artistase a todos que colaboraram para sucesso da festa. “Foram 19 trios alugados parasair sem corda, dando ao folião pipoca, aquele que não pode comprar abadá, odireito de brincar à vontade”. Ele também elogia a contribuição dos artistas“que decidiram desfilar um dia sem corda, dando chance aos foliões de sedivertirem ao som das estrelas mais famosas do nosso Carnaval.”

Projeto de Extensão lança cartilha Saúde do Coto Umbilical

O Projeto de Extensão continuada “Programa Educativo: Saúde do Coto Umbilical”, do Departamento de Saúde, campus Jequié, acaba de lançar a cartilha A Saúde do Coto Umbilical – Cuidados Básicos. Coordenado pela professora Eliane Fonseca Linhares, o projeto tem como colaboradores alunos dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia e Odontologia, e vem ao longo dos anos contribuindo para a redução da morbimortalidade do recém-nato ao fomentar ações intra e interinstitucionais entre a Uesb, a Secretaria Municipal de Saúde do município de Jequié, o Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), o Hospital Geral de Ipiaú (HGI) e outros segmentos da sociedade.

As ações intra e interinstitucionais desenvolvidas pelo projeto constituem-se em atividades educativas como oficinas, minicursos, palestras, orientações individuais e coletivas a puérperas e a família, intervenção de enfermagem em domicílio de puérperas para reforço das orientações de cuidado ao coto e tratamento do mesmo, quando este apresenta sinais de infecção. Nestas ações, vários recursos são utilizados para facilitar o processo ensino-aprendizagem dentre eles destacam-se: informativo, cartilha, demonstração da prática do cuidado ao coto umbilical com utilização de boneco, banheira e outros. O projeto também distribui frascos estéreis contendo álcool a 70% para o cuidado do coto umbilical, fraldas descartáveis e sabonetes para o banho do recém-nato.

Para a professora Eliane Fonseca Linhares, “os resultados apontam uma maior contribuição para a socialização de saberes sócio-culturais na formação profissional e pessoal; para uma maior prevenção do tétano neonatal, granuloma e outras onfalites que acometem o recém-nato e podem levá-lo a óbito; contribui no exercício da cidadania; fomenta ações interinstitucionais entre a Uesb e a Secretaria Municipal de Saúde do município e diversos segmentos da sociedade, construindo novos saberes a partir da socialização entre o conhecimento ético e o conhecimento êmico que ocorre de forma dialógica”. Vale ressaltar que durante o desenvolvimento das atividades do projeto houve uma queda no índice de onfalites em recém-natos em Jequié e região. Neste ano as ações educativas do projeto terão seguimento em Jequié, em Ipiaú e em outros municípios da região.

O “Programa Educativo: Saúde do Coto Umbilical” tem como objetivos promover o cuidado do coto umbilical como estratégia de promoção da saúde e da qualidade de vida do recém-nato e de sua família, no município de Jequié e na região; desmistificar as práticas de cuidado com o coto umbilical por parte das gestantes e/ou familiares cuidadores; sensibilizar as gestantes para a importância do cuidado adequado ao coto umbilical e banho do recém-nato em água corrente; capacitar profissionais e estudantes da área de saúde e demais interessados sobre o cuidado adequado com o coto umbilical, onfalites e suas complicações e tétano neonatal.

Segundo o Ministério da Saúde, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), 500 mil crianças morrem de tétano neonatal por ano no Brasil. O tétano neonatal está presente em 12% dos municípios brasileiros, localizados principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Confiram aqui a cartilha “A Saúde do Coto Umbilical” desenvolvida pelo projeto.

Assessoria de Comunicação

Caravana de debates sobre condutas vedadas elegislação eleitoral chega a Vitória da Conquista

Depois de Salvador, onde mais de duas mil pessoasparticiparam do Fórum de Debates sobre Condutas Vedadas em ano eleitoral, agorachegou a vez da caravana formada pela União dos Municípios da Bahia (UPB), aEscola Jurídica Eleitoral da Bahia e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE),chegar a cidade de Vitória da Conquista. O evento, gratuito e aberto para todosos públicos, acontecerá no dia 16 de março no Polo de Educação Permanente emSaúde, na Av. Olívia Flores, s/n – Candeias – Estrada da UESB. As inscrições estão abertas através do site da UPB (www.upb.org.br) ou através do e-mail: [email protected].

Entre os temas a serem debatidos com políticos,advogados, jornalistas, estudantes e todos os envolvidos no processo eleitoralde 125 municípios que compõem as regiões da Chapada Diamantina, Piemonte daChapada, Sudoeste e Serra Geral, estão: Registro de Candidatura; CondutasVedadas a Agentes Públicos em Campanha; Arrecadação, Gastos e Prestação deContas de Campanha; e Propaganda Eleitoral.

Presidente da UPB, o prefeito de Camaçari, LuizCaetano, destaca que, “essa caravana percorrerá o estado. É importante quetodos os envolvidos no pleito eleitoral se façam presentes, pois estamos dandoa oportunidade de todos se informarem com membros do TRE sobre o que pode e nãopode ser feito e como conduzir uma campanha sem problemas do início ao fim. Épreciso que as campanhas sejam geridas conforme a lei, para que elas não sejamdecididas nos tribunais”.

Diretora da Escola Judiciária Eleitoral da Bahia, adesembargadora Cynthia Maria Pina Resende salienta que esta é uma iniciativainédita. “Sempre tivemos vontade de realizar este trabalho. O prefeito LuizCaetano foi muito feliz em nos convidar para este trabalho que busca amoralização das campanhas eleitorais em nosso estado”.

Confira a programação:

08:00h – Acolhimento com café da manhã

09:30h – Solenidade de abertura

PALESTRAS TÉCNICAS

1. Lei da Ficha Limpa

12:00h – INTERVALO

14:00h – PALESTRAS TÉCNICAS

2. Condutas Vedadas a Agentes Públicos em Campanha

3. Arrecadação, Gastos e Prestação de Contas de Campanha

4. Propaganda Eleitoral

18:00h- ENCERRAMENTO

Fonte – Ascom – UPB

André Damasceno
Jornalista D.R.T. 2532 BA

Suposto seqüestro mobiliza polícia na Praça do Gil

 

Postado por Frarlei Nascimento em fevereiro 26th, 2012
DSCF8236Por volta das 17h30 policiais militares foram deslocados para uma ocorrência em um prédio na Praça do Gil. Inicialmente a informação é de que um grupo de bandidos estaria dentro de um prédio e uma pessoa estaria ferida. Os policiais rapidamente cercaram o local.Ao adentrarem no prédio os militares se depararam com uma vítima que estava ferida e foi informada de que duas pessoas foram levadas como reféns.Segundo moradores do prédio, a vítima estava com o rosto ensangüentado, devido a ferimentos provocados por coronhadas. Ele foi encaminhado ao hospital.

Os policiais realizaram uma varredura no prédio, porém nada foi encontrado.

Minutos depois o casal que teria sido levado como refém chegou no prédio e informou que foram levados pelos bandidos a um local desconhecido, com o veículo que pertencia à vítima, mas mesmo assim eles conseguiram retornar.

Pessoas que tiveram acesso ao apartamento disseram que todos os cômodos estavam revirados, mas as vítimas teriam informado que nada foi levado.

Policiais Militares informaram que as informações estavam truncadas e o caso já estaria sob responsabilidade da Polícia Civil que já iniciou as investigações.

Pesquisadora diz que perda em estação brasileira na Antártida é ‘incalculável’

 

A pesquisadora Yocie Yoneshigue Valentin, coordenadora do INCT-Antártico (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais –UFRJ), afirma que as perdas com o incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz são “incalculáveis” e “incomensuráveis”.

Entre 15 e 18 pesquisadores do instituto estão entre os 30 que foram resgatados da estação e encaminhados para Punta Arenas (Chile), informou Yocie. Algumas das pesquisas estavam focadas em organismos da massa d’água e macroalgas marinhas.

Eduardo Knapp/Folha Imagem
Estação Comandante Ferraz em foto de 2009
Estação Comandante Ferraz em foto datada de 2009

A base militar brasileira de pesquisas na Antártida tinha uma infraestrutura que incluía laboratórios científicos bem equipados, dormitórios e cozinha industrial, biblioteca, oficinas e instalações técnicas para embarcações usadas em expedições.

Em nota, a Marinha diz estar “extremamente consternada” com o ocorrido. A estação começou a operar em 1984 e atualmente abrigava cerca de 60 pessoas.

“Soube por intermédio de outras pessoas que houve uma explosão e parece que pegou fogo na casa de máquinas, que foi se alastrando. Parece que o alarme não tocou”, relata.

A pesquisadora conta que esteve no local em 2011 e que fez simulações de emergência, que soavam o sinal de alerta e orientavam o que fazer em caso de uma tragédia.

Além da potencial tragédia humana –há um ferido e dois desaparecidos– e dos danos com a estrutura da base, Valentin indica outra importante perda para o país: o material coletado recentemente nas pesquisas.

“Essa notícia veio consternar o Brasil inteiro. A perda é incalculável, estávamos com um aparelho de U$ 120 mil com dados coletados desde dezembro. Os dados armazenados nesse aparelho e em outros não têm preço, são pesquisas com preços incomensuráveis”, lamenta.

Entrevista – Empresário da área de mineração, João Cavalcanti .

Empresário da área de mineração, João Cavalcanti já foi convidado a entrar para a política, mas acabou permanecendo como empreendedor. Nesta entrevista à Tribuna, ele faz críticas ao estado de abandono de Salvador e fala da necessidade de o próximo prefeito da capital buscar parcerias com a iniciativa privada para mudar a realidade da cidade, que, segundo ele, precisa mais de uma gestão empresarial do que política.

Ele admite ainda o interesse em assumir a construção do Hotel Hilton, no Comércio. JC fala também sobre a ruptura com Geddel Vieira Lima e a afinidade com o governador Jaques Wagner.

Tribuna da Bahia – Como cidadão, como o senhor vê o estado de degradação em que se encontram os principais cartões- postais de Salvador?
João Cavalcanti – Sinceramente, eu acho que a cidade de Salvador está completamente abandonada no que tange, principalmente, a sua parte turística. Dizia-se que Salvador era muito parecida com Lisboa, com Portugal. Eu faço escala algumas vezes por lá e vejo que Salvador, na situação atual, sobretudo do Centro Histórico, não tem nada a ver com a cidade de Lisboa. Salvador, em minha opinião, está precisando de uma gestão até mais empresarial do que política. Os empresários precisam participar mais da gestão.
Tribuna – Qual a sua avaliação sobre a gestão do prefeito João Henrique?
JC – Eu tenho um bom relacionamento com o prefeito João Henrique, mas acho que falta à gestão dele um quadro mais técnico, ou seja, com perfil mais técnico do que político. Essa é uma mudança que está acontecendo em nível mundial. Podemos falar da própria presidente Dilma, ela está tentando tirar o aspecto político dos seus ministros e colocar profissionais mais voltados à gestão empresarial, técnica. Tanto é que ela convocou o grande empresário (Jorge) Gerdau para poder coordenar (a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade do governo federal) e respaldar seus ministérios.
Tribuna – Dos pré-candidatos que estão colocados até agora para a prefeitura, qual o senhor acredita ser o que reúne melhores condições de agregar e começar a construir uma história diferente para Salvador?
JC – Olha, todos os nomes que postulam nesse momento a prefeitura demonstram interesse em ajudar a cidade, todos são profissionais, são pessoas extremamente qualificadas e podem dar uma gestão mais eficiente e mais técnica ao município. Agora, do ponto de vista político, de você pensar quem vai ganhar essa eleição, se a oposição não se unir, não apresentar um projeto para Salvador, vai ficar difícil ganhar para o candidato do PT, o senhor Nelson Pelegrino, ao qual eu tenho grande apreço. Sem contar que o governador Jaques Wagner poderá ter força para eleger seu candidato.
Tribuna – Qual deve ser a prioridade da próxima administração de Salvador?
JC – Hoje eu moro entre São Paulo e Salvador, mas fico mais em São Paulo e no exterior, mas não abandono a minha terra. Pra mim, o que falta aqui é a questão do transporte de massa. Eu conheço essa história do metrô, que está sendo feito há quase 15 anos e a gente não deslancha porque faltou preocupação com a gestão técnica a todos os prefeitos que passaram por aqui. A China, país que visito muito, tem um bilhão e duzentos milhões de habitantes, e tem uma organização maravilhosa no transporte de massa. Inclusive, ao invés de o João Henrique e o João Leão irem para a Espanha ver o metrô, eles deveriam visitar cidades como Xangai e Pequim e ver que o transporte, numa população daquela, funciona. Então, aqui, qualquer prefeito que entrar tem que resolver o problema da mobilidade e do transporte de massa. Tem ainda o problema sério do Pelourinho, que está muito degradado, não é? Eu nunca vi o Centro Histórico na degradação que está. Eu acho que o único governo em que houve uma recuperação maior no Pelourinho foi com o senador Antonio Carlos Magalhães. Por isso, defendo que a iniciativa privada seja convocada, a Odebrecht, a OAS, Camargo Corrêa, a Andrade Gutierrez, empresas do Polo Petroquímico que têm interesse na Bahia, para que possam ajudar na recuperação do Centro Histórico.
Tribuna – O senhor acredita que o empresariado poderia ou deveria investir mais, dando sua contrapartida à cidade?
JC – Total. Eu acho que é isso que precisa acontecer, essa consciência do empresariado. Se o empresariado está aqui na Bahia, ele deve investir, dar sua contrapartida. Tem a rede hoteleira com seus hotéis de classe internacional, a rede de shopping centeres, da construção civil, de serviços, que deveriam administrar junto com a prefeitura. Fazer uma gestão compartilhada público-privada na recuperação da cidade. A Odebrecht, por exemplo, uma empresa que é baiana, que ganhou muito dinheiro no estado da Bahia, e a OAS deveriam assumir alguns compromissos. ‘Eu vou recuperar esse quarteirão, você vai recuperar aquele’. Eu acho que deveria haver esse compartilhamento e esse comprometimento.
Tribuna – O senhor anunciou certa vez aqui na TB o desejo de criar um fórum que reunisse o empresariado para ajudar o poder público através de parcerias público-privadas. Ainda é possível viabilizar isso? O que falta para colocar em prática?
JC – Essa iniciativa tinha que partir do próprio prefeito, da gestão municipal. Já que houve essa ideia de criar um fórum empresarial, convocar o empresariado para ajudar Salvador e a Bahia nessa recuperação, deveria partir da prefeitura, da Câmara de Vereadores, ver quais são, realmente, os empresários que demonstram interesse e convocar, constituir um fórum e traçar metas para resolver essa situação da cidade.
Tribuna – Falta na Bahia a atuação de empresários, como o Eike Batista, que dialoga com o poder público do Rio, que está preocupado em interferir no dia a dia da cidade e do estado?
JC – Falta sim. Eu, por exemplo, sou um exemplo típico. Falta ao empresariado baiano uma visão de médio e longo prazo. O empresariado daqui se acostumou muito. O da construção civil só investe praticamente na construção civil. Outro setor que o empresariado baiano investe é a pecuária, muito pouco na agricultura. Falta ao empresariado o sentido de longo prazo. Eu, por incrível que pareça, tenho procurado investir no estado da Bahia também em outros setores alem da mineração. Tenho investido em hotelaria muito fortemente na região do Baixo Sul, em Ilhéus e Itacaré, e estou analisando oportunidades de negócios aqui na Grande Salvador no setor de turismo.
Tribuna – Algo que possa adiantar para a gente?
JC – Eu estou estudando ainda. Foi-me ofertado ali na Cidade Baixa o Hotel Hilton. Estava nas mãos de uns portugueses e eles não fizeram nada com o projeto. Simplesmente colocaram tapume na frente. Na verdade, eles não gastaram nem um R$1 milhão e vieram me pedir R$19 milhões. Esse contato foi feito através de uma conversa que eu tive com João Leão. Eu tive interesse de partir para a implantação do Hilton no Mercado Modelo, mas os valores que pediram foram absurdos. Eu me interessaria se o governo estivesse disposto a abrir mão, se tirasse os portugueses do ar porque eles não fizeram nada. Aí eu toparia discutir o projeto e fazer algum investimento nessa área. Além disso, estou estudando a ampliação de um hotel boutique no Rio Vermelho, que já opera, mas teria que dobrar ou triplicar a oferta de apartamentos. Tem ainda uma casa na Graça também muito bonita, próxima a Igreja da Graça. Estou estudando a aquisição dela para fazer um investimento de alto luxo, pensando em 60 apartamentos voltados para o público AA internacional.
Tribuna – De que forma o senhor avalia a capacidade do estado, hoje, de se desenvolver?
JC – O estado, durante os governos anteriores, não teve foco muito industrial. A Bahia ficou muito concentrada nos investimentos de desenvolvimento na Grande Salvador, que é uma península e não tem mais como crescer. Mas a Bahia precisa se desenvolver. O governador Jaques Wagner quando assumiu a primeira vez até procurou dar uma interiorização mais agradável ao estado. O desenvolvimento da Bahia tem que ser à base dos corredores rodoviários, como é em São Paulo. A criação desses corredores aqui tornaria nosso estado o centro financeiro do Nordeste.
Tribuna – Quais os principais gargalos que travam o desenvolvimento da Bahia?
JC – O principal gargalo que estamos vivendo hoje é na questão do transporte e da logística de um modo geral. As estradas foram até bastante recuperadas pelo governador
Jaques Wagner. A obra da ferrovia (Oeste-Leste) está em plena ação, em pleno pique. O porto sul já é outra realidade, tem que sair. Até porque a Bahia tem a maior costa do Brasil e não tem porto decente. Você tem o porto de Salvador extremamente sucateado e superado. Não tem calado para navios de grande porte. Os navios ficam todos fundeados aí na baía porque não têm como encostar. O Porto de Aratu também está sucateado. A maneira de você dar um salto no desenvolvimento da Bahia é através da implantação do Porto Sul que, quer queira ou não, vai sair. A presidenta Dilma está bem consciente que o Porto Sul é uma realidade porque não vai atender só a Bahia. Esse projeto, aliado à Ferrovia Oeste-Leste, será fundamental para dar escoamento à produção de minérios, à produção agrícola, ao fluxo turístico.
Tribuna – O senhor acredita que esses dois projetos já são realidade ou ainda existe o risco de não serem viabilizados?
JC – São realidade total. Eu lhe diria que os “urubus” de plantão, as pessoa que não querem ver o bem da Bahia, ficam falando por aí que não existe, que não é realidade. A ferrovia é uma realidade e está aberta para quem quiser visitar. Eu fui homenageado outro dia em Brumado pelas construtoras e pela própria prefeitura porque, graças à descoberta da mineração, graças ao desenvolvimento do projeto de minério de ferro em Caetité, que foi uma descoberta nossa, da nossa equipe de geólogos, que se tornou viável a Ferrovia Oeste-Leste. Um projeto de 50 anos atrás do deputado Vasco Neto, que queria ligar o Atlântico ao Pacífico, saindo do porto de Campinas. Agora existe uma minoria que o governador tem que ter cuidado. Eu acredito que isso parta até de dirigentes do governo do Ceará, de Pernambuco, do Espírito Santo, do Rio e de São Paulo que não têm interesse que o porto saia.
Tribuna – Essa junção do Porto Sul com a Ferrovia Oeste-Leste vai mudar a realidade do desenvolvimento do estado?
JC – Isso com certeza. Hoje nós não temos um canal de escoamento para os nossos produtos minerais e nem os produtos agrícolas. Nós não temos calado nos portos atuais. As ferrovias que estão aí não suportam cargas desses volumes. Só com o projeto da Bahia Mineração vão ser escoadas 20 milhões de toneladas pela ferrovia. Só os grãos são mais quatro milhões de toneladas. E eu faço parte de uma empresa do Grupo Votorantim, que é a Sul Americana de Metais S/A, e nós vamos ter que sair pelo Porto Sul. Nossa jazida é em Minas Gerais, mas nós vamos trazer o nosso minério, vamos colocar mais 30 milhões de toneladas no Porto Sul. Só esses dois projetos da Votorantim e da Bahia Mineração são de 50 milhões de toneladas que vão ser exportados através do Porto Sul. Eu lhe diria, inaugurando o Porto Sul ele já começa com 100 milhões de toneladas de carga sendo movimentada. Então, ele já sai como o segundo maior porto do Brasil em movimentação de carga. Por aí você vê a importância dele.
Tribuna – Uma das secretarias que o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli está cotado para assumir é a de Indústria e Comércio. A vinda dele pode impulsionar o desenvolvimento do estado?
JC – Eu não tenho nenhuma intervenção na gestão do governador Jaques Wagner, mas diria a você que o senhor James Correia é um excelente secretário. Ele está, inclusive, à frente dos projetos do Porto Sul e da ferrovia juntamente com o chefe da Casa Civil, Rui Costa, que ficou no lugar da Eva Chiavon, que era a Dilma do Wagner. O Gabrielli é um cara competente, a gente vê pela Petrobras, mas ele poderia ir para outra secretaria. Eu não estou aqui para indicar qual, isso é uma escolha do governador, mas acho que não deveria mexer no James Correia.
Tribuna – Vamos falar um pouco sobre política. Já chegou a se filiar ao PT? Quais são seus planos futuros no ambiente político?
JC – Olha, a minha ligação com o governador Jaques Wagner é fraternal e sempre foi muito forte. Desde a primeira eleição, quando ele foi eleito, eu o apoiei. Como empresário eu o apoiei. Tenho uma admiração muito grande pela capacidade administrativa, de diálogo e gestão do Wagner. Em determinado momento fui convocado pelo PMDB para fazer parte da chapa do Geddel (Vieira Lima) quando os dois, PMDB e PT, ainda eram partidos aliados na Bahia. Infelizmente, naquele momento, eu pedi um tempo para dar a resposta. Filiei-me em uma mesa de restaurante, viajei para a Ilha e pedi um prazo à pessoa que me convidou para que aguardasse a minha volta para eu falar se queria realmente entrar na vida política como vice ou senador. Mas infelizmente o senhor Lúcio Vieira Lima declarou na imprensa, na própria Tribuna da Bahia, a conquista do PMDB, me chamando, inclusive, de coisas que eu não gosto, de bilionário. Eu detesto esse termo. Eu sou empreendedor, nem empresário eu sou. Empresário para mim é o Norberto Odebrecht, o Antônio Hermírio de Moraes, o Jorge Gerdau, que são pessoas que realmente têm um trabalho muito dedicado ao Brasil.
Tribuna – E a relação com o Geddel?
JC – Olha, eu convivi com o Geddel um período, admirei muito ele pela sua capacidade administrativa, tive no Ministério (da Integração Nacional) algumas vezes em Brasília, mas pensamos um pouco diferente. Temos metodologias de trabalho diferentes. Foi quando eu resolvi me afastar e aí, voltei aos meus amigos, ao Wagner. Ele e o Lula me convidaram para fazer parte do PT. Inclusive, houve um convite para a minha filiação. O detalhe é que não coincidiram as datas ainda. Quando o presidente Lula vem para cá, eu estou fora, quando eu estou aqui, ele não está. Então ainda não houve essa coincidência.
Tribuna – O senhor tem alguma pretensão política, alimenta algum desejo de se candidatar a um cargo eletivo?
JC – Não. Eu lhe diria que o meu foco é totalmente empresarial. Hoje eu não aceitaria, não entraria mais na situação que eu entrei. Inclusive, o governador Jaques Wagner me perguntou: o senhor tem algum interesse político? Eu falei: Wagner, não. Eu prefiro ajudar a Bahia como eu já venho ajudando, trazendo projetos para o estado. Ajudando como empreendedor, eu não sou empresário. Só a implantação da Ferrovia Oeste-Leste, mais o Porto Sul, mais os empreendimentos de mineração que estão sendo implantados, que eu trouxe para a Bahia, vão ser gerados nos próximos dois anos 100 mil empregos diretos e indiretos. Essa é a maior contribuição que eu posso dar para a Bahia. Agora, eu tenho a minha afinidade política com o governador Jaques Wagner, com o presidente Lula, com a Dilma e vou continuar contribuindo, dando a minha participação empresarial para que o Partido dos Trabalhadores faça um bom governo na Bahia e no Brasil.
Tribuna – A gente chegou a citar os irmãos Vieira Lima, o Geddel e o Lúcio. O que o fez, realmente, deixar o PMDB e como é a relação do senhor, hoje, com eles?
JC – Eu não tenho nenhuma consideração nem crítica a fazer sobre nossos relacionamentos. Acontecia que, por várias vezes, foram discutidas as chapas e eu participei ativamente da vinda do César Borges para a chapa do PMDB. O Geddel me pediu que eu atuasse firme para tirar Borges da candidatura que ele já estava acertando com o governador Jaques Wagner. Tive reuniões com Borges em São Paulo, participei até o penúltimo dia da vinda dele para a chapa do PMDB. Daí, de um domingo para a segunda recebi uma notícia através da imprensa que o Geddel disse que só tinha duas pessoas certas para a chapa. Era ele e o César Borges. Então, achei por bem, naquela hora, comunicar minha saída, de que não me interessava mais participar da chapa. E além disso eu não estava muito confortável, entendeu? Em função do meu relacionamento pessoal com o governador e o Lula. Colaborou: João Arthur Alves

Publicada: 27/02/2012 03:18| Atualizada: 26/02/2012 21:44

Política
JC convoca empresariado a investir em Salvador
Publicada: 27/02/2012 03:18| Atualizada: 26/02/2012 21:44

Osvaldo Lyra EDITOR DE POLÍTICA

 

Senado prepara-se para reforçar poder do CNJ

 

Eliana Calmon

A Comissão de Justiça do Senado realiza nesta terça uma audiência pública com a ministra Eliana Calmon, corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça. O encontro antecede a votação de proposta de emenda constitucional que potencializa os poderes do CNJ. Deve-se a proposta ao senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Apresentou-a numa fase em que entidades classistas de magistrados questionaram no STF a prerrogativa do CNJ de investigar juízes e servidores do Judiciário suspeitos de irregularidades. Embora o Supremo tenha reconhecido as prerrogativas do CNJ ao julgar a ação, os senadores consideram que convém explicitar na Constituição os poderes do órgão, ampliando-os. Relator da proposta de Demóstenes, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) incorporou ao texto nacos de outra emenda, de autoria de Humberto Costa (PT-PE). Confere ao Conselho de Nacional do Ministério Público atribuições análogas às do CNJ, só que aplicadas à investigação de procuradores suspeitos de irregularidades. (Blog do Josias)

Política em Brumado. Lideranças políticas dispõe aliar para vencer, na corrida rumo à prefeitura.


 

Brumado – Tudo indica que a ex-deputada estadual Marizete Pereira dispute as eleições – para o próximo pleito eleitoral em Brumado. De todos os pré-candidatos que se propõem a disputarem a vaga para o Executivo no Município, ela é a mais conhecida pela a população e ainda tem o apoio do governo do Estado e toda a cúpula do Pt e, entre outros partidos da base aliada ao governo na Bahia.

 

Algumas pessoas ligadas ao atual Gestor, engenheiro Eduardo Vasconcelos – torcem para que o prefeito se alie  ao grupo dos pereira, e outros tantos, da parte de Marizete/Edmundo Pereira pensam da mesma forma. Em resumo, pode-se dizer que: caso essa ideia se concretize, a contragosto de muitos correligionários de ambas as partes, dado os históricos vivenciados pelos mesmos nos embates políticos, nesta ultima década. A aliança será exitosa.

Para respaldar ainda mais a eventual aliança, é preciso ressaltar os precedentes em comum entre as lideranças em questão; tem respaldo político e popular, e além de ambos terem  a amizade e o reconhecimento do Governador Jaques Wagner.

Sabe- se que,   na política tudo é possível, isso pode acontecer, tendo em vista que, sem mandato a partir de 2013, Eduardo irá focar suas ações com vistas para sua candidatura a deputado Estadual ou Federal. E saindo vitorioso de uma campanha municipal, o respaldará ainda mais como liderança política da região do sudoeste da Bahia.
As força políticas e partidárias que se propõem agregar, para disputar o próximo pleito eleitoral, pouco ou quase nada somará, caso não tenha a participação efetiva do grupo político, que ainda é liderado pelo ex-vice governador da Bahia, Edmundo Pereira e a ex-deputada estadual  Marizete Fernandes Pereira, que juntos soma um capital político ainda muito forte no Município. Mesmo saindo três candidatos. Da situação, da oposição e a terceira via.
E, sendo ela candidata isolada, com apoio de mais um ou dois partidos coligados ao seu, obterá a mesma votação alcançada, em pleitos anteriores, o prejuízo nesse caso será mais para o grupo da situação, que é liderado pelo atual Prefeito.
O desfecho das articulações e alianças será definido a partir de março, quando se terá um norte da engenharia montada para a disputa eleitoral no Município.

Enquanto as conversas  corre nos bastidores, importantes lideranças políticas   buscam entendimentos e acordos,  com suas bases para da suporte necessário, ao lema: aliar para vencer, na corrida rumo à prefeitura.

Incêndio comprometeu 40% do programa antártico brasileiro, diz pesquisador

 

 

 

O incêndio que destruiu sábado (25) a Estação Antártica Comandante Ferraz e matou dois militares, na Ilha Rei George, comprometeu 40% do programa antártico brasileiro. A avaliação é do diretor do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Jefferson Simões, que já esteve 19 vezes no continente gelado, das quais cinco em Comandante Ferraz.

Incêndio na base brasileira na Antártida

Foto 10 de 11 – Integrantes da base brasileira na Antártida chegam à cidade chilena de Punta Arenas após incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz. Dois militares morreram no incêndio Mais Reuters

“Foram afetadas principalmente as áreas de biociência, algumas pesquisas sobre química atmosférica, de monitoramento ambiental, principalmente sobre o impacto da atividade humana naquela região do planeta. Infelizmente, isso também representou uma perda enorme em termos de equipamentos. Ainda não podemos estimar, mas ultrapassa a casa da dezena de milhões de dólares”, lamenta o pesquisador.

Segundo Simões, no entanto, o programa antártico continuará funcionando porque a Comandante Ferraz, apesar de concentrar uma parte importante das pesquisas brasileiras, não era a única estação científica brasileira. Ele explica que, pelo menos metade dos pesquisadores, trabalha em navios de pesquisa ou em acampamentos isolados na Antártida.

Além disso, Simões conta que, em janeiro deste ano, foi inaugurado um módulo de pesquisa no próprio continente antártico, chamado de Criosfera 1, localizado a 2.500 quilômetros ao sul de Comandante Ferraz, que está concentrando importantes pesquisas brasileiras. Segundo a Academia Brasileira de Ciências, essa é a estação de pesquisas latinoamericana mais próxima do Pólo Sul.

“É um módulo totalmente automatizado, que coleta dados meteorológicas, de química atmosférica, inclusive dióxido de carbono, e outros estudos. Essa expedição [de instalação do módulo] foi liderada por mim, com pesquisadores de sete instituições nacionais, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro”, disse.

De acordo com o pesquisador, a reconstrução da Estação Comandante Ferraz demorará, pelo menos, dois anos, em consequencia das condições geográficas da Ilha Rei George. “O processo de reconstrução, para voltar ao nível em que estava, demorará de dois a três anos. A logística é muito difícil e só podemos construir durante o verão antártico. E o inverno já está chegando”, disse.

Incêndio

O incêndio na Estação Comandante Ferraz aconteceu na madrugada deste sábado (25). Segundo a Marinha do Brasil, um incêndio na “praça de máquinas”, local onde ficam os geradores de energia da base, causou uma explosão. O fogo destruiu toda a estação, de 2.600 metros quadrados. Dois militares brasileiros que haviam desaparecido durante o incêndio morreram. O suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e sargento Roberto Lopes dos Santos, ambos da Marinha. Eles participavam do grupo de apoio que tentava apagar o incêndio originado na casa de máquinas da base.

“Num ato de heroísmo, eles estiveram justamente no local de maior risco, na tentativa de debelar o incêndio e não conseguiram”, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim.

Devido às condições meteorológicas adversas na região, o chefe da Estação e os integrantes do Grupo-Base, que permaneceram na base combatendo o incêndio, foram transferidos para a base chilena Eduardo Frei.

Ajuda chilena

A presidente Dilma Rousseff recebeu neste domingo (26) o apoio do governo chileno para a reconstrução do centro de pesquisas da Marinha na Antártida que foi destruída ontem por um incêndio que matou dois militares e feriu outro.

Segundo comunicado oficial emitido em Santiago, o presidente do Chile, Sebastian Piñera, ligou para Dilma e prestou sua “solidariedade” pelo acidente ocorrido na estação antártica Comandante Ferraz. Além disso, o governante ofereceu ajuda de seu país nos trabalhos de reconstrução do complexo localizado na ilha do Rei George.

A estação antártica brasileira começou suas operações em 1984, e no momento do incêndio abrigava 59 pessoas, entre militares, cientistas e civis. A maior parte deles foi levada para uma base chilena e à cidade de Punta Arenas.

Segundo o governo chileno, Dilma agradeceu a Piñera e se comprometeu a fazer uma visita ao Chile em breve. (Com Agência Brasil)