A Gente diz

Brasil despreza rótulo de time B, vence Cuba e é bicampeão no vôlei

Com
poucos jogadores do time principal no elenco, seleção tem início
arrasador e conquista a medalha de ouro nos Jogos de Guadalajara neste
sábado

Por João Gabriel RodriguesDireto de Guadalajara, México

   

   

Um início arrasador deu a impressão de que o título viria com uma
surpreendente facilidade. Não foi bem assim. Mesmo sem os apagões dos
outros jogos, o vôlei brasileiro teve trabalho diante da forte seleção
cubana. Nos passes precisos de Bruninho, nos saques de Wallace de Souza
e na vibração de Gustavo, porém, a vitória veio. Por 3 sets a 1,
parciais 25/11, 24/26, 25/18 e 25/19, a equipe, formada basicamente por
reservas do time principal e com Rubinho no lugar de Bernardinho,
conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

Pan vôlei Brasil x Cuba pódio (Foto: EFE)Para a seleção brasileira de vôlei, o momento mais esperado do Pan de Guadalajara (Foto: EFE)

- Mesmo sendo time misto, existe a pressão. Temos de vencer sempre.
E hoje conseguimos isso aqui - afirmou Bruninho, um dos únicos
integrantes da seleção principal em Guadalajara.

O Brasil garante seu quarto título na história da competição, o
segundo em sequência. Além dosJogos do Rio, a seleção também foi campeã
em 1963, em São Paulo, e em 1983, em Caracas. Uma semana antes, as
meninas levaram o ouro em Guadalajara, também em cima das cubanas. O
bronze foi para a Argentina, que, antes da final, derrotou o México.

Início arrasador

Nada de apagão, afobação ou algo do gênero. Ao contrário de todos
os outros jogos, quando cometia erros por tentar apressar a definição
do ponto, a seleção entrou em quadra em sintonia. Saque, bloqueio,
defesa e ataque. Tudo funcionava da melhor forma possível. Após duas
defesas pelo meio, Chupita subiu à rede para marcar o primeiro ponto da
partida.

Quando Wallace de Souza foi para o saque, o Brasil passou a
atropelar. Após a primeira parada técnica, Bruninho, de bloqueio, fez
9/3. Cuba parecia não acreditar. Sem confiança, o forte ataque cubano
não conseguia superar a defesa brasileira. O primeiro erro brasileiro
veio quando o placar já estava 20/9, em saque de Gustavo. Mas foi num
serviço na rede de Cuba que a seleção fechou o primeiro set em fáceis
25/11.

Lipe comemora ponto do Brasil no vôlei contra Cuba (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)Lipe (à esq.) festeja (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)

Um ataque para fora de Wallace de Souza deu início ao segundo set.
Cuba voltou melhor. Depois de ótima defesa de Bell, Leon mandou uma
pancada no bloqueio brasileiro e abriu 3/1. Os erros brasileiros
passaram a ser mais frequentes, e Cuba foi para a primeira parada
técnica à frente no placar, com 8/6.

Os cubanos, até com certa facilidade, mantinham a vantagem no
placar. Bell, em uma pancada pelo meio, fez 13/10 e saiu vibrando em
direção à torcida brasileira, sob vaias. Bruninho, em excelente
deixadinha de segunda, deu o troco. O Brasil encostou de vez em ataque
pelo meio de Wallace Souza: 14/13. O jogo seguiu equilibrado, mas Cuba
voltou a se desgrudar no placar, com bloqueio de Perdomo, que provocou
os rivais na rede.

Pouco depois, Leon se esforçou para salvar uma bola, atropelou uma
voluntária e ganhou aplausos da torcida. A vantagem cubana ainda era de
três pontos, mas foi por água abaixo após ataque para fora de Bell, ace
de Thiago Alves e ponto de Wallace Martins pela ponta: 22/22. Foi o
próprio Wallace quem virou, explorando o bloqueio cubano.

A partida, então, ganhou em emoção. Cuba voltou a empatar e, após
belo rali, Mesa recolocou sua seleção à frente no placar. Em seguida,
mais um ataque certeiro e os cubanos chegaram ao empate, com 26/24.

Mario Junior comemora ouro do Brasil no vôlei (Foto: AP)Mário Jr. comemora durante a vitória brasileira por 3 sets a 1 neste sábado, no México (Foto: AP)

Brasil diminui os erros e vence terceiro set

Cuba manteve o ritmo e abriu 2/0 no terceiro set. Com ponto de
Éder, a seleção empatou, e as duas equipes passaram a se alternar no
placar. Mas foi o Brasil quem foi para a primeira parada técnica à
frente, com 8/6. Os cubanos chegaram ao empate com Hernández,
explorando o bloqueio brasileiro: 12/12.

A seleção, no entanto, manteve a calma. Depois de um ataque de León
para fora, o Brasil voltou a ter dois pontos de vantagem, com 15/13. O
Brasil voltou a se desgarrar no placar e conseguiu sua maior vantagem
em invasão cubana na rede: 21/16. Um bloqueio triplo de Chupita, Éder e
Wallace Martins encaminhou a vitória na parcial. Mesmo após saque na
rede de Thiago Alves, Cuba não reagiu. Ao explorar o bloqueio rival,
Wallace Martins fechou o set: 25/18.

Perto do ouro, a seleção manteve o ritmo no quarto set. Cuba buscou
o equilíbrio no início, mas depois de um saque de Hernández na rede, o
Brasil deslanchou. Com uma pancada de Chupita na diagonal, fez 16/12 e
se encaminhou para a vitória. A diferença, que tinha chegado a cinco,
caiu para três. Podia cair para dois quando Leon ainda salvou uma bola
milagrosa com o pé, mas um ataque certeiro de Gustavo fez o Brasil
respirar de novo. Dali em diante, o bloqueio se impôs, a vantagem
voltou a crescer, e o ouro veio na deixadinha de Wallace Martins: 25/19
e festa verde-amarela na quadra.

Com o título assegurado, os jogadores fazem a festa na quadra em Guadalajara (Foto: AP)

ONU faz nova sede no Brasil com verba de dívida que governo

 

 

Símbolo
da ONU

A
Organização das Nações Unidas (ONU) prevê iniciar na próxima semana, em
Brasília, a construção do primeiro prédio de um complexo de edifícios que
funcionará como nova sede da entidade no Brasil. A obra do primeiro prédio tem
orçamento de R$ 8 milhões, dos quais R$ 5,7 milhões virão de uma dívida quitada
pelo governo brasileiro com a entidade. O complexo ficará no Setor de
Embaixadas Norte, área nobre da cidade, e vai centralizar os diversos
escritórios da organização espalhados por Brasília. O custo total previsto –
incluindo projetos e consultorias – será de US$ 5,147 milhões (R$ 8,66
milhões), dos quais US$ 3,39 milhões (R$ 5,7 milhões) com dinheiro do governo
brasileiro, segundo informou ao G1 o coordenador residente do Sistema ONU no
Brasil, Jorge Chediek. O restante da conta será pago pelo Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). (G1)

Crise na Europa eleva Brasil a sexta economia mundial

Graças à crise dos países desenvolvidos, neste ano, o Produto Interno Bruto
brasileiro medido em dólares deverá ultrapassar o do Reino Unido, segundo
projeções do Fundo Monetário Internacional e das consultorias EIU (Economist
Intelligence Unit) e BMI (Business Monitor International). A estimativa mais
recente, da EIU, prevê que o PIB do Brasil alcance US$ 2,44 trilhões, ante US$
2,41 trilhões do PIB britânico. Com isso, o Brasil passará a ocupar a posição
de sexta maior economia do mundo. Em 2010, ao deixar a Itália para trás, o país
já havia alcançado o sétimo lugar. Como a economia brasileira cresce em ritmo
menor que a de outros emergentes asiáticos, em 2013, o país deverá perder a
sexta posição para a Índia. Mas voltará a recuperá-la em 2014, ano da Copa do
Mundo, ao ultrapassar a França, segundo a EIU. Até o fim da década, o PIB
brasileiro se tornará maior do que o de qualquer país europeu, de acordo com
projeções da EIU. Depois de passar Reino Unido e França, a economia brasileira
deverá deixar a alemã para trás em 2020. (Folha)

Ex-presidente Lula está com tumor na laringe, diz hospital

Ex-presidente
Lula

O
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou exames neste sábado no
Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, tendo sido diagnosticado um tumor
localizado de laringe. Segundo o hospital, após avaliação multidisciplinar, foi
definido tratamento inicial com quimioterapia, que será iniciado nos próximos
dias. “O paciente encontra-se bem e deverá realizar o tratamento em caráter
ambulatorial”, diz nota do Sírio-Libanês. A reportagem está tentando contato
com a assessoria do ex-presidente para comentar o assunto. (Folha)

Mais de 50 milhões de brasileiros acessam internet por banda larga, aponta pesquisa

O Brasil atingiu, em setembro, a marca de 50,7 milhões de acessos à banda larga e tem uma taxa de crescimento de 67 novas conexões por minuto. Os números, da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), também constataram que, no mês de setembro, 2,9 milhões de pessoas passaram a utilizar a internet rápida. Nos últimos dois anos, a quantidade de pessoas que passaram a acessar o serviço mais que dobrou. Foram 33 milhões de novos assinantes nesse período.

Artigo: Parteiras leigas – uma atividade que há séculos é exercida e reconhecida e veneradas pelas paturientes e suas famílias em todo o mundo, conheça a história de vó Santa em Brumado Ba


SANTA

 

 

Uma parteira tradicional de nome Santa,
que morava numa cidade pequena, onde não havia médico e necessitando de um
tratamento de saúde só era possível nas grandes cidades ou na capital.

 

Quando uma mulher ia “despachar”,
contava com o apoio das mais experientes que a auxiliavam no trabalho de parto.
Santa era uma delas e terminou tomando gosto pelo ofício se fazendo presente a
todas as parturições que ocorriam no lugar. Diante desse conhecimento prático e
de sua disposição, passou a ser chamada para todos os procedimentos dessa
natureza.

 

A fama de Santa tornou-se um
referencial e ela passou a ser requisitada em toda a região. Era reverenciada
como uma pessoa de “boa mão”, pois nenhum rebento que “aparava” e nenhuma
parturiente tiveram problemas, ainda que não houvesse certos cuidados de
higiene e/ou falta de conhecimentos científicos para esses casos. Quando
ocorria algum problema, era resolvido com mezinhas. Tratamentos caseiros sempre
deram bons resultados, pois além de parteira se utilizava, também, de raízes e
plantas para os tratamentos necessários.

 

Com a modernização, surgiram os
hospitais e os obstetras ocuparam o lugar das parteiras leigas, pessoas que
faziam as vezes de médico, porém sem os conhecimentos técnicos científicos para
o exercício da função. Ocorre que apesar de toda a parafernália de
instrumentos, vacinas antitetânicas à disposição dos médicos e dos laboratórios
que os auxiliavam no diagnóstico, há mortes tanto dos nascituros como da
puérpera. Diga-se de passagem, que os parteiros optam pelo parto cesáreo em
detrimento do parto natural por conveniência própria ou desejo da parturiente.

Segundo
declarações do secretário de saúde de Brumado Cláudio Feres o município ganhará
uma Casa de Parto Normal que será construída no terreno do Hospital Magalhães
Neto. O programa do governo Federal Rede Cegonha tem como escopo humanizar o
parto sem as intervenções cesáreas. Será dada assistência ao parto e à gestante
até o nascimento do rebento e supervisionados por enfermeiros obstetras sem a
necessária presença do médico, por ser considerado um ato fisiológico e não
patológico. Que seja bem-vinda com os agradecimentos da comunidade.

 

A parteira Santa se vangloriava: nenhum
recém-nascido e nenhuma mulher sob os seus cuidados morreram durante o parto ou
mesmo após. Já em idade provecta a parteira passou a ser chamada de “Vó Santa”.
Uma quantidade enorme de crianças passou por suas mãos, sem registro de nenhum
problema. Todos a tratavam por “Vó Santa” e a tinham como avó biológica,
tomando-lhe a bênção em respeito e consideração.

 

Por falta de recursos econômicos, além de não
terem conhecimento de seus direitos disponibilizados pelos órgãos de saúde,
fazem com que as parturientes pobres, especialmente da zona rural e dos lugares
que não dispõem de serviços médicos, procurem uma mulher não médica, em
detrimento dos hospitais, para lhes auxiliarem nesses atendimentos e,
certamente, não cobram pelos serviços executados.


de se registrar a importância das parteiras leigas, experiências colocadas a
serviço da saúde, salvando vidas e levando solidariedade e palavra de incentivo
às paridas.

 

Eu
e meus irmãos, todos, passamos pelas mãos de parteiras práticas e como tantos outros
nada de mal nos aconteceram. Registre-se que embora houvesse o chamado mal de
sete dias ou tétano umbilical por falta de higienização e a devida vacinação
correta, esse fato ocorria mais na zona rural ou em camadas pobres e
desinformadas.

 

Em
época de antanho era praxe a mulher parida se recolher num quarto onde imperava
a penumbra e ficava de resguardo por trinta dias tomando apenas banho de asseio
e comendo pirão de galinha, o chamado pirão de parida, e fornecia às “comadres”
visitantes a famosa temperada, que por efeito etílico se comentava coisas do
arco da velha, e, só Deus sabe o que ocorria nas conversas pecaminosas entre
elas.

 

Há um propósito do Conselho Nacional
de Saúde – CNS de se formarem
parteiras com o conhecimento técnico profissional para o exercício da
profissão, sem a necessidade da presença do obstetra, a não ser em casos
necessários de assistência médica. Esse é um procedimento legal que deve ter o
acolhimento dos especialistas, inclusive, para os atendimentos domiciliares da
gravidez de baixo risco, onde a mulher se sinta mais à vontade e cujo risco
tanto em casa quanto no hospital é o mesmo, uma opção de muitas mulheres que
preferem parir no aconchego do lar, sem o medo e o estresse que provocam o
hospital e, que está em moda atualmente. Tudo depende da autorização médica.

 

O que está ocorrendo é que muitas
mulheres estão morrendo ou sendo humilhadas, por falta de atendimento nos
hospitais, especializados ou não, por falta de vagas ou de médicos, sob a
alegação de não ter meios pecuniários para tanto. Se houvesse a figura da
enfermeira parteira disponível, esse procedimento poderia ser feito na
residência da parturiente, desafogando os hospitais. Tudo é uma questão de bom
senso e a vontade de servir as pessoas com dignidade e respeito, pois a vida
deve estar em primeiro lugar, independentemente da condição da pessoa. Cabe ao
Estado tomar as iniciativas através dos órgãos competentes.

 

O humanitarismo deve prevalecer. A
profissão de curar a saúde do paciente está nas mãos dos médicos e essa é uma
profissão de abnegados. Há os que se formam por vocação e os que se formam
visando ficar rico. A diferença está ai. Daí se concluir que há os bons e os
maus profissionais. Os que cuidam por profissionalismo solidário e os que cuidam
visando apenas o dinheiro. É verdade que ninguém trabalha de graça, mas
caridade é altruísmo. Muitas vezes o profissional deixa de cobrar a consulta de
um aquinhoado, por conveniência social, e, esfola o despossuído.

 

Respeitar a vida humana qualquer que
seja a condição da pessoa, o primeiro ato é socorrê-la e dar-lhe atenção, isso
é dever e obrigação de todos, especialmente de quem se incumbe dessa missão,
estabelecido por Hipócrates, considerado “pai da medicina”, com a seguinte
sentença final do seu juramento: “Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me
seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre
entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça”.

 

Aqui em Brumado a
parteira prática VÓ CONGONHA que acudiu muitas mulheres em trabalho de parto e
aparou dezenas ou centenas de crianças foi, por merecimento de seu trabalho,
porquanto na época não existia obstetra, homenageada com um logradouro da
cidade, nominando-o de VÓ CONGONHA.

Ester Trindade Serra,
rio-contense radicada em Brumado, inteligência aguçada, dentre muitas
atividades desempenhadas exerceu também a de parteira prática.

 

 

O Dia Internacional da Parteira, no dia 05 de maio, foi
instituído pela Organização Mundial da Saúde em 1991, para salientar a
importância do trabalho das parteiras em todo o mundo. Em diversos países, o
Dia Internacional da Parteira tem sido comemorado por diversas organizações
ligadas à defesa dos direitos das mulheres.

 

Espero que as
instituições responsáveis por esse trabalho digno e corajoso dessas mulheres
que se dispõem a cuidar das gestantes sejam regulamentadas com a
disponibilização da formação científica da situação, dando a elas o mínimo de
conhecimento do assunto, suprindo dessa forma as deficiências do sistema de
saúde que está a desejar um atendimento regular e universal como era de se
esperar.

 

Antonio Novais Torres

[email protected]

Brumado em 02/10/2011.

Bahia é destaque na produção de café

por Evelly Freitas e Flávia Mota

Seja
para começar o dia, acompanhar uma refeição ou dar um toque especial a
uma receita. Independente do horário ou da finalidade, o bom e famoso
“cafezinho” faz parte da tradição e do cotidiano dos brasileiros. Mas
você já parou pra pensar se o café que tem consumido diariamente é de
boa qualidade?

Para avaliar e garantir o controle de qualidade
do café produzido na Bahia, a Uesb e a Assocafé, por meio da empresa
Agricafé, realizam o 10º Concurso de Qualidade Cafés da Bahia. A
segunda etapa do concurso aconteceu na manhã desta quinta-feira, 27, em
Vitória da Conquista.

Silvio Leite, juiz presidente dos concursos de cafés da Bahia e juiz
internacional de cafés especiais, explica que a base de um bom trabalho
com cafés especiais começa na sua plantação. De acordo com ele, “os
atributos mais importantes no conceito de um café especial são limpeza
e doçura. Também são avaliados critérios como adstringência, acidez, a
torra do café, que deve ser precisa, as condições do ambiente em que
esse café foi plantado e o processo de pós-colheita, que interferem
diretamente na qualidade do produto”.

No processo de avaliação
dos cafés inscritos 12 juízes dão notas individuais para atributos que
são avaliados de 0 a 8 pontos (limpeza, doçura, uniformidade de xícara,
acidez, corpo, sabor e sabor remanescente). Com a combinação desses
atributos é possível definir se o café é somente bom, ótimo ou
excepcional.

Essa
edição do concurso conta com a presença de três avaliadores do
exterior, entre eles o inglês Stephen L. Hurst. Com experiência de
participação em concursos em países como Austrália, Cingapura, Noruega,
Hurst avalia que “a Bahia é uma região de onde vêm os melhores cafés
especiais que nós trabalhamos há mais de 15 anos. Eu conheço muito bem
a alta qualidade dos cafés daqui. Essa região tem potencial para a
produção maior que a de países como a Costa Rica”.

Embora
reconheçam esse potencial, os organizadores do concurso apontam que é
preciso investir em qualidade associada à quantidade de café produzido
na região, que não é significativa comparada a outros mercados.

Participação da Uesb

A Uesb está presente na organização do concurso desde a sua primeira
edição. A primeira fase é realizada no Laboratório de Café da
Universidade, que recebe as amostras, faz a codificação e encaminha os
produtores aprovados para a próxima etapa. Do total de 88 cafés foram
selecionados 42 para a segunda fase. “A Uesb trabalha junto aos
produtores da região oferecendo o suporte e orientações necessárias
para o cultivo de uma boa safra”, afirma Zilda Angélica, prefeita de
campus da Instituição.

“A participação da Uesb desde o
recebimento das primeiras amostras, até o processo de avaliação garante
a fidelidade e a confiança do concurso para os produtores e
profissionais que não podem se envolver para garantir a transparência
da avaliação”, completou Silvio Leite.

Avaliadores apontam a qualidade do café baiano em Concurso
por Evelly Freitas e Flávia Mota

Seja
para começar o dia, acompanhar uma refeição ou dar um toque especial a
uma receita. Independente do horário ou da finalidade, o bom e famoso
“cafezinho” faz parte da tradição e do cotidiano dos brasileiros. Mas
você já parou pra pensar se o café que tem consumido diariamente é de
boa qualidade?

Para avaliar e garantir o controle de qualidade
do café produzido na Bahia, a Uesb e a Assocafé, por meio da empresa
Agricafé, realizam o 10º Concurso de Qualidade Cafés da Bahia. A
segunda etapa do concurso aconteceu na manhã desta quinta-feira, 27, em
Vitória da Conquista.

Silvio Leite, juiz presidente dos concursos de cafés da Bahia e juiz
internacional de cafés especiais, explica que a base de um bom trabalho
com cafés especiais começa na sua plantação. De acordo com ele, “os
atributos mais importantes no conceito de um café especial são limpeza
e doçura. Também são avaliados critérios como adstringência, acidez, a
torra do café, que deve ser precisa, as condições do ambiente em que
esse café foi plantado e o processo de pós-colheita, que interferem
diretamente na qualidade do produto”.

No processo de avaliação
dos cafés inscritos 12 juízes dão notas individuais para atributos que
são avaliados de 0 a 8 pontos (limpeza, doçura, uniformidade de xícara,
acidez, corpo, sabor e sabor remanescente). Com a combinação desses
atributos é possível definir se o café é somente bom, ótimo ou
excepcional.

Essa
edição do concurso conta com a presença de três avaliadores do
exterior, entre eles o inglês Stephen L. Hurst. Com experiência de
participação em concursos em países como Austrália, Cingapura, Noruega,
Hurst avalia que “a Bahia é uma região de onde vêm os melhores cafés
especiais que nós trabalhamos há mais de 15 anos. Eu conheço muito bem
a alta qualidade dos cafés daqui. Essa região tem potencial para a
produção maior que a de países como a Costa Rica”.

Embora
reconheçam esse potencial, os organizadores do concurso apontam que é
preciso investir em qualidade associada à quantidade de café produzido
na região, que não é significativa comparada a outros mercados.

Participação da Uesb

A Uesb está presente na organização do concurso desde a sua primeira
edição. A primeira fase é realizada no Laboratório de Café da
Universidade, que recebe as amostras, faz a codificação e encaminha os
produtores aprovados para a próxima etapa. Do total de 88 cafés foram
selecionados 42 para a segunda fase. “A Uesb trabalha junto aos
produtores da região oferecendo o suporte e orientações necessárias
para o cultivo de uma boa safra”, afirma Zilda Angélica, prefeita de
campus da Instituição.

“A participação da Uesb desde o
recebimento das primeiras amostras, até o processo de avaliação garante
a fidelidade e a confiança do concurso para os produtores e
profissionais que não podem se envolver para garantir a transparência
da avaliação”, completou Silvio Leite.

Novo ministro do Esporte promete mudanças na equipe

Novo ministro do Esporte promete mudanças na equipe

“O meu esforço inicial é a busca da compreensão”
Além da promessa de encerrar convênios firmados com ONGs,
o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB), afirmou que fará
mudanças na equipe que compõe a pasta a partir desta segunda-feira
(31), quando tomará posse. “Creio que é possível combinar a presença de
quadros que podem ser filiados ao PCdoB, que reúnam competência
técnica, experiência, no mesmo ministério, com quadros que não tenham
filiação partidária ou que sejam de outros partidos, mas que também
reúnam competência e capacidade executiva”, disse. Antes de implementar
as mudanças, o comunista pretende, primeiro, se apressar para tomar
conhecimento dos assuntos do seu ministério. “O meu esforço inicial é a
busca da compreensão do funcionamento, da estrutura, dos laços, da
dinâmica do ministério, das suas atividades”, declarou em entrevista ao
G1.

Dia Municipal do Servidor Público é celebrado na Câmara

O presidente da Câmara destacou a
importância dos servidores municipais para o bom funcionamento da cidade.
Vasconcelos ressaltou a alegria da Câmara em receber os servidores na audiência
pública e  afirmou que as bancada de situação e oposição tem discutido o
Regime Jurídico Único de forma conjunta, visando aquilo que é melhor para o
servidor público.

O líder da bancada de oposição,
vereador Arlindo Rebouças (PMN), afirmou que é preciso acabar com o estigma que
o servidor público não trabalha. Sobre o Regime Jurídico Único (RJU), Rebouças
afirmou que o mesmo  está em tramitação na Casa, que está ouvindo os
sindicatos e discutindo com responsabilidade a aprovação do RJU. “Fiquem
tranquilos, pois aprovaremos aquilo que for melhor para os servidores”,
garantiu.

O vereador Hudson de Castro (PCdoB)
destacou o compromisso dos servidores municipais conquistenses, que trabalham
com dedicação, no sentindo de quebrar o paradigma que servidor público não
trabalha. “Temos vários setores que são elogiados pela eficiência do serviço e
do bom atendimento”, disse, ressaltando os desafios do exercício da função.

O vereador Álvaro Pithon (DEM)
afirmou que os servidores precisam ser valorizados, independente da função que
exerce. “O secretário tem que respeitar o servidor público para ser
respeitado”, disse, reprovando a postura de alguns secretários que dispensam um
tratamento hostil quando são cobrados pelos vereadores. Pithon garantiu que a
Câmara vai aprovar tudo o que for em benefício dos servidores.

O vereador Beto Gonçalves
(PV)  parabenizou  todos pelo Dia do Servidor Municipal e afirmou que
“sem o servidor público o Governo Municipal não acontece”. Para Gonçalves, a
Câmara sentiu-se honrada em poder homenagear os servidores conquistenses.
“Nosso mandato está à disposição dos servidores públicos”, disse.

Francisco Ribeiro, diretor de
comunicação do SINSERV, afirmou que a data não pode ser comemorada apenas com
um feriado, mas com uma tomada de consciência sobre a importância do trabalho
do servidor público. “Que esta data seja motivo de reflexão e não se resuma
apenas a 28 de outubro.

O secretário Municipal de Educação,
Coriolano Moraes Neto, afirmou que o Governo Municipal vem resgatando o
respeito e dignidade aos servidores, implantando políticas públicas de
valorização da categoria. “Temos consciência que ainda há muito que fazer, mas
reconhecemos os avanços nos últimos anos”, declarou Neto.

José Marcos Amaral, presidente do
SINSERV, fez um resgate histórico da trajetória do sindicato, ressaltando a
luta dos servidores pelos seus direitos. Amaral destacou as dificuldades
enfrentadas pelos servidores. “A luta do servidor nunca foi fácil. Já
conquistamos muita coisa, porém ainda há o que conquistar”, disse.

Mércia Cristina Andrade, secretária
Municipal de Finanças, representou o prefeito Guilherme Menezes na audiência e
destacou o reconhecimento do trabalho de cada servidor municipal. “Temos que
prestar um atendimento com responsabilidade, retribuindo a comunidade com um
trabalho de excelência. Vamos continuar trabalhando para fazer uma Vitória da
Conquista melhor”, declarou.

Servidores falam na tribuna –
Na audiência pública, os servidores tiveram a oportunidade de falar na tribuna
da Câmara.

Cosme Santos destacou as conquistas
da categoria, porém lamentou a demora em aprovar o Regime Jurídico Único.

Jeová Soares destacou a importância
do SINSERV na luta por melhorias para a categoria e ressaltou a importância do
trabalho dos mesmos.

Boletim da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista Ba

Artigo: A CRÔNICA D’ UM DIVÓRCIO – Narciso / Heroían

 

Por – Pr STÊNIO ARAÚJO VERDE                                      CRÔNICA DO UM DIVÓRCIO

O fim do casamento de Heroína e Narciso, depois
de anos de convívio, dois filhos maravilhosos, criados com padrões bíblicos
tendo como amigos pessoas de alma cristã se deu no meio da madrugada quando
dois carros pararam em frente a Central do Brasil e uma amante enfurecida
desceu do carro agredindo Heroina com palavras de baixo calão e puxões de
cabelo. Um escândalo a céu aberto tendo como testemunhas centenas de pessoas
que ali aguardavam a chegada do trem.

Em meio a confusão os filhos do casal se
desesperavam dentro do carro ao ver a mãe em luta corporal com a vadia,
enquanto que o pai adúltero tentava vergonhosamente apaziguar a briga com
palavras e empurrões, mas sem sucesso.

– Sua cachorra! Prostituta!

Gritava a esposa desesperada e valente, numa
última tentativa de salvar seu casamento e pôr um grão de vergonha no coração
do marido que havia a muito perdido qualquer pudor.

A iniciativa de Heroína não funcionou. Seu
último grito não foi sequer ouvido. Não havia mais o que fazer, o câncer do
adultério tomara todo corpo conjugal. Era o fim.

Heroína fez jus ao seu nome. Quando soube do
adultério pela boca de seu ex-esposo, depois de tê-lo arguido insistentemente e
recebido respostas nada convincentes, ficou arrasada. Parecia não acreditar no
que ele dizia.

“Estou tendo um caso com uma pessoa a pouco mais
de três meses” – Confessou meio sem jeito Narciso e com medo da reação de
Heroína.

O apartamento, num bairro nobre do Rio de
Janeiro, parecia agora um lugar sem beleza alguma, o ninho estava destruído,
tudo perdera sentido – dinheiro, carros e imóveis. O que importava agora para
Heroína não era a casa, o apartamento, mas o lar, a família e isso a motivou a
ir à luta e pedir auxílio pastoral.

Passado o susto, Heroína assumiu uma postura
muito firme, queria restaurar o seu casamento a todo custo, estava disposta a
lutar. Uma guerreira, uma heroína de fato.

Durante todo um ano Heroína buscou com todas as
forças trazer de volta o marido que a cada dia parecia mais distante como
alguém que está em coma, em estado vegetativo num leito de uma UTI.

O telefone se tornou a arma de guerra de
Heroína, ligava sempre para seu pastor quando alguma coisa a perturbava ou
alguma decisão precisava ser tomada.

Seu apartamento luxuoso foi transformado numa
clínica pastoral, seus sofás eram divãs, mas nada, nada do que ali era tratado
de forma cuidadosa e paciente era ouvido por Narciso, ele estava em outro
planeta, era um alienígena em sua própria casa.

Tudo o que foi possível ser feito, todas as
manobras de ajuste, toda as orientações à luz das Escrituras, foram dadas mas
nada penetrava o peito emplumado de Narciso, ele estava blindado por uma louca
paixão.

A moça com quem se envolveu física e
emocionalmente vinha de uma família sem princípios cristãos, ela se agarrou com
unhas e dentes ao ingênuo Narciso. Ele caiu na arapuca, era tarde demais. A
cama se tornou seu front daquela mulher vazia, o motel seu habitat, ela, usou
seu próprio corpo para comprar a alma de Narciso. O velho Sansão caiu nos
braços de Dalila e o fim de sua vida foi girar a roda da desgraça numa prisão
suja, depois de ter tido seus olhos vazados pela sua própria estultícia.

Narciso e Sansão muito se assemelham. Sansão
também experimentou o divórcio e entre a legítima esposa e Dalila, ele se
envolveu com uma prostituta na cidade de Timna. É sempre assim, a prostituição
está sempre de permeio entre uma mulher-esposa e uma vigarista.

Dalila prometia seu amor a Sansão mas haviam
interesses maiores por trás daquela aparente paixão. Sansão e Narciso não
perceberam.

Pois bem, na verdade Narciso nunca soube beber a
agua da sua própria cisterna, não aprendeu a fazer de sua esposa um manancial,
ele nunca tocou os seios de sua gazela de amores com sabedoria. Ele morreu de
sede ao lado de uma linda mulher por longos anos. Provérbios 5.15-23.

O impulso carnal, as obras da carne tomaram
conta dele e a sede acumulada foi saciada na loucura e na volúpia dos peitos de
uma mulher adúltera.

Nem o próprio Narciso conseguia explicar bem o
que acontecera, vasculhava argumentos que o pudessem escudá-lo diante do seus
amigos que sempre o aconselhava a voltar para Heroína.

Muitos pensamentos maus povoaram a mente de
Narciso durante este processo doloroso.


O
que importa é a minha felicidade!


O
importante é estar bem com Deus!

Esta última frase em especial, foi o gatilho que
faltava para assumir de vez o seu adultério. Ele aprendeu esta frase num livro
sobre o fim do casamento. Era a peça mental que faltava na estrutura
arquetipica de sua loucura e que lhe daria sustentação “psicológica” e a
argumentação necessária diante de seus conselheiros e diante de si mesmo, para
levar adiante seus planos fantasmagóricos.

Pronto! A loucura estava agora bem assentada em
seus neurônios.

Essa estrutura de pensamento, essa falácia bem
montada, deu a ele a falsa sensação de bem-estar, e impulsionado pelo
auto-engano estava disposto a passar por cima de tudo aquilo em que antes
acreditara e construíra.

 

Quanto a Heroían, ela estava consciênte de seu
marido estava morto, seu coração e mente frios como a sepultura, aquele homem
antes tão amável, um jovem cristão tão admirado por todos, um exemplo de
conduta e maturidade cristã, não existia mais, agora era cínico, mentiroso e
contumaz.

A Central do Brasil assistira, não uma briga
naquela noite, mas um funeral a morte aterradora de uma família.

Todo fim tem também um começo e o começo do fim
de qualquer relação conjugal é sempre um divórcio relacional.

Heroína não se dava conta de que seu esposo aos
poucos se divorciava, os sinais eram quase imperceptíveis; um pouco de
insatisfação com ela em algumas atitudes, alguns murmúrios na solidão da sala
de estar que não chegava aos seus ouvidos, e tudo isso era mesclado com acessos
de tempos em tempos ao submundo da internet, visitando sites pornográficos e se
masturbando física e emocionalmente com aquelas mulheres virtuais, estéticas e
simuladas.

Algumas vezes heroína flagrou seu esposo nestas
práticas, mas ela não percebia que as visitas aos prostibulos virtuais eram
sinalizações perigosas de que seu casamento estava correndo perigo. Foi fatal
esta falta de percepção. Adultério é adultério seja no mundo real, concreto ou
no mundo plástico da internet.

Não demorou muito e Narciso estava diferente,
não era mais o mesmo homem, havia trilhado pelas veredas tortuosas cujo fim é a
morte como afirma a Bíblia em Provérbios 2.18,19.

Porque a sua casa(prostituta)
se inclina para a morte e as suas veredas para o reino das sombras da morte;
todos os que se dirigem a essa mulher não voltarão e não atinarão com as
veredas da vida.

De fato, Narciso nunca mais voltou como afirmam
as Escrituras, as sombras da morte o abraçaram e ele nunca mais encontrou os
caminhos da vida.

Tempos depois caiu em si, chorou muito, mas era
tarde, muito tarde, sua bela esposa agora estava casada com um homem de
verdade, um homem carinhoso e amigo fiel.

Os filhos que na ocasião do divórcio eram ainda
crianças experimentaram durante boa parte da infancia e juventude, o luto e ao
mesmo tempo a orfandade. Narciso se tornara um pai fantasma no imaginário de
seus filhos, uma assombração que aos poucos foi se dissipando pela presença
vigorosa do novo marido de Heroína, o verdadeiro pai. Aquele homem bom foi o
remédio divino para sanar as dores do divórcio.

Narciso não teve contudo a mesma sorte,
envolveu-se com muitas mulheres, perdeu tudo o que havia amealhado durante boa
parte de sua vida; perdeu a sua reputação, sua vida cristã, perdeu a família
que Deus havia planejado pra ele, perdeu tudo, tudo mesmo.

Narciso hoje esta aposentado, cinquenta anos se
passaram desde que se divorciara de Heroína, seu hábito é ficar sentado num dos
bancos de cimento em frente a Central do Brasil, sozinho entre milhares de
pessoas que passam todos os dias para pegarem o trem.

Ele nunca mais encontrou alguém como Heroína.
Seus filhos hoje casados não o procuram pois sabem que ele está morto. Ele que
havia começado tão bem, agora terminava tão mal.

Aqui matei minha família e aqui morrerei – dizia
Narciso enquanto olhava sua imagem numa poça de lama num buraco da calçada que
numa noite fria, serviu de palco para o seu fim.

Porque os retos habitarão a
terra, e os íntegros permanecerão nela. Mas os perversos serão eliminados da
terra, e os aleivosos dela desarraigados
. Pv 2.21,22

 

Pr STÊNIO ARAÚJO VERDE <[email protected]>

Para: Ig. Bat.Mem. Centenário <[email protected]>

Enviadas: Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011 16:01

Artigo: CRÔNICA DO UM DIVÓRCIO

 

 Por – Pr STÊNIO ARAÚJO VERDE

O fim do casamento de Heroína e Narciso, depois
de anos de convívio, dois filhos maravilhosos, criados com padrões bíblicos
tendo como amigos pessoas de alma cristã se deu no meio da madrugada quando
dois carros pararam em frente a Central do Brasil e uma amante enfurecida
desceu do carro agredindo Heroina com palavras de baixo calão e puxões de
cabelo. Um escândalo a céu aberto tendo como testemunhas centenas de pessoas
que ali aguardavam a chegada do trem.

Em meio a confusão os filhos do casal se
desesperavam dentro do carro ao ver a mãe em luta corporal com a vadia,
enquanto que o pai adúltero tentava vergonhosamente apaziguar a briga com
palavras e empurrões, mas sem sucesso.

– Sua cachorra! Prostituta!

Gritava a esposa desesperada e valente, numa
última tentativa de salvar seu casamento e pôr um grão de vergonha no coração
do marido que havia a muito perdido qualquer pudor.

A iniciativa de Heroína não funcionou. Seu
último grito não foi sequer ouvido. Não havia mais o que fazer, o câncer do
adultério tomara todo corpo conjugal. Era o fim.

Heroína fez jus ao seu nome. Quando soube do
adultério pela boca de seu ex-esposo, depois de tê-lo arguido insistentemente e
recebido respostas nada convincentes, ficou arrasada. Parecia não acreditar no
que ele dizia.

“Estou tendo um caso com uma pessoa a pouco mais
de três meses” – Confessou meio sem jeito Narciso e com medo da reação de
Heroína.

O apartamento, num bairro nobre do Rio de
Janeiro, parecia agora um lugar sem beleza alguma, o ninho estava destruído,
tudo perdera sentido – dinheiro, carros e imóveis. O que importava agora para
Heroína não era a casa, o apartamento, mas o lar, a família e isso a motivou a
ir à luta e pedir auxílio pastoral.

Passado o susto, Heroína assumiu uma postura
muito firme, queria restaurar o seu casamento a todo custo, estava disposta a
lutar. Uma guerreira, uma heroína de fato.

Durante todo um ano Heroína buscou com todas as
forças trazer de volta o marido que a cada dia parecia mais distante como
alguém que está em coma, em estado vegetativo num leito de uma UTI.

O telefone se tornou a arma de guerra de
Heroína, ligava sempre para seu pastor quando alguma coisa a perturbava ou
alguma decisão precisava ser tomada.

Seu apartamento luxuoso foi transformado numa
clínica pastoral, seus sofás eram divãs, mas nada, nada do que ali era tratado
de forma cuidadosa e paciente era ouvido por Narciso, ele estava em outro
planeta, era um alienígena em sua própria casa.

Tudo o que foi possível ser feito, todas as
manobras de ajuste, toda as orientações à luz das Escrituras, foram dadas mas
nada penetrava o peito emplumado de Narciso, ele estava blindado por uma louca
paixão.

A moça com quem se envolveu física e
emocionalmente vinha de uma família sem princípios cristãos, ela se agarrou com
unhas e dentes ao ingênuo Narciso. Ele caiu na arapuca, era tarde demais. A
cama se tornou seu front daquela mulher vazia, o motel seu habitat, ela, usou
seu próprio corpo para comprar a alma de Narciso. O velho Sansão caiu nos
braços de Dalila e o fim de sua vida foi girar a roda da desgraça numa prisão
suja, depois de ter tido seus olhos vazados pela sua própria estultícia.

Narciso e Sansão muito se assemelham. Sansão
também experimentou o divórcio e entre a legítima esposa e Dalila, ele se
envolveu com uma prostituta na cidade de Timna. É sempre assim, a prostituição
está sempre de permeio entre uma mulher-esposa e uma vigarista.

Dalila prometia seu amor a Sansão mas haviam
interesses maiores por trás daquela aparente paixão. Sansão e Narciso não
perceberam.

Pois bem, na verdade Narciso nunca soube beber a
agua da sua própria cisterna, não aprendeu a fazer de sua esposa um manancial,
ele nunca tocou os seios de sua gazela de amores com sabedoria. Ele morreu de
sede ao lado de uma linda mulher por longos anos. Provérbios 5.15-23.

O impulso carnal, as obras da carne tomaram
conta dele e a sede acumulada foi saciada na loucura e na volúpia dos peitos de
uma mulher adúltera.

Nem o próprio Narciso conseguia explicar bem o
que acontecera, vasculhava argumentos que o pudessem escudá-lo diante do seus
amigos que sempre o aconselhava a voltar para Heroína.

Muitos pensamentos maus povoaram a mente de
Narciso durante este processo doloroso.


O
que importa é a minha felicidade!


O
importante é estar bem com Deus!

Esta última frase em especial, foi o gatilho que
faltava para assumir de vez o seu adultério. Ele aprendeu esta frase num livro
sobre o fim do casamento. Era a peça mental que faltava na estrutura
arquetipica de sua loucura e que lhe daria sustentação “psicológica” e a
argumentação necessária diante de seus conselheiros e diante de si mesmo, para
levar adiante seus planos fantasmagóricos.

Pronto! A loucura estava agora bem assentada em
seus neurônios.

Essa estrutura de pensamento, essa falácia bem
montada, deu a ele a falsa sensação de bem-estar, e impulsionado pelo
auto-engano estava disposto a passar por cima de tudo aquilo em que antes
acreditara e construíra.

 

Quanto a Heroían, ela estava consciênte de seu
marido estava morto, seu coração e mente frios como a sepultura, aquele homem
antes tão amável, um jovem cristão tão admirado por todos, um exemplo de
conduta e maturidade cristã, não existia mais, agora era cínico, mentiroso e
contumaz.

A Central do Brasil assistira, não uma briga
naquela noite, mas um funeral a morte aterradora de uma família.

Todo fim tem também um começo e o começo do fim
de qualquer relação conjugal é sempre um divórcio relacional.

Heroína não se dava conta de que seu esposo aos
poucos se divorciava, os sinais eram quase imperceptíveis; um pouco de
insatisfação com ela em algumas atitudes, alguns murmúrios na solidão da sala
de estar que não chegava aos seus ouvidos, e tudo isso era mesclado com acessos
de tempos em tempos ao submundo da internet, visitando sites pornográficos e se
masturbando física e emocionalmente com aquelas mulheres virtuais, estéticas e
simuladas.

Algumas vezes heroína flagrou seu esposo nestas
práticas, mas ela não percebia que as visitas aos prostibulos virtuais eram
sinalizações perigosas de que seu casamento estava correndo perigo. Foi fatal
esta falta de percepção. Adultério é adultério seja no mundo real, concreto ou
no mundo plástico da internet.

Não demorou muito e Narciso estava diferente,
não era mais o mesmo homem, havia trilhado pelas veredas tortuosas cujo fim é a
morte como afirma a Bíblia em Provérbios 2.18,19.

Porque a sua casa(prostituta)
se inclina para a morte e as suas veredas para o reino das sombras da morte;
todos os que se dirigem a essa mulher não voltarão e não atinarão com as
veredas da vida.

De fato, Narciso nunca mais voltou como afirmam
as Escrituras, as sombras da morte o abraçaram e ele nunca mais encontrou os
caminhos da vida.

Tempos depois caiu em si, chorou muito, mas era
tarde, muito tarde, sua bela esposa agora estava casada com um homem de
verdade, um homem carinhoso e amigo fiel.

Os filhos que na ocasião do divórcio eram ainda
crianças experimentaram durante boa parte da infancia e juventude, o luto e ao
mesmo tempo a orfandade. Narciso se tornara um pai fantasma no imaginário de
seus filhos, uma assombração que aos poucos foi se dissipando pela presença
vigorosa do novo marido de Heroína, o verdadeiro pai. Aquele homem bom foi o
remédio divino para sanar as dores do divórcio.

Narciso não teve contudo a mesma sorte,
envolveu-se com muitas mulheres, perdeu tudo o que havia amealhado durante boa
parte de sua vida; perdeu a sua reputação, sua vida cristã, perdeu a família
que Deus havia planejado pra ele, perdeu tudo, tudo mesmo.

Narciso hoje esta aposentado, cinquenta anos se
passaram desde que se divorciara de Heroína, seu hábito é ficar sentado num dos
bancos de cimento em frente a Central do Brasil, sozinho entre milhares de
pessoas que passam todos os dias para pegarem o trem.

Ele nunca mais encontrou alguém como Heroína.
Seus filhos hoje casados não o procuram pois sabem que ele está morto. Ele que
havia começado tão bem, agora terminava tão mal.

Aqui matei minha família e aqui morrerei – dizia
Narciso enquanto olhava sua imagem numa poça de lama num buraco da calçada que
numa noite fria, serviu de palco para o seu fim.

Porque os retos habitarão a
terra, e os íntegros permanecerão nela. Mas os perversos serão eliminados da
terra, e os aleivosos dela desarraigados
. Pv 2.21,22

 

Pr STÊNIO ARAÚJO VERDE <[email protected]>

Para: Ig. Bat.Mem. Centenário <[email protected]>

Enviadas: Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011 16:01