Até lideranças do PT passaram a condicionar o futuro político de Antonio Palocci à decisão do procurador-geral da República. Se Roberto Gurgel, o chefe do Ministério Público, decidir investigar o ministro, a crise tende a aprofundar-se, avalia o petismo. A cúpula do PT resiste em transformar a defesa de Palocci numa questão partidária. Alega-se que, diferentemente do que ocorreu em encrencas anteriores, a crise agora é do ministro, não do partido. Dissemina-se na legenda a tese segundo a qual cabe a Palocci prover explicações que o retirem da berlinda. Nesta quinta, a Executiva do PT se reúne em Brasília para analisar os desdobramentos do ‘Paloccigate’. Pedaço expressivo do petismo advoga a tese de que o partido deve defender o governo de Dilma Rousseff, não Palocci. A recusa do chefe da Casa Civil em explicar-se publicamente converteu-o em alvo de críticas internas. Avalia-se que já não basta ao ministro dizer que enriqueceu dentro da lei. Leia mais no Blog do Josias.
ACADEMIA DO PAPO
Paulo Pires – A nova teoria de Cansadinho Encontrei-me no Bar e Restaurante Santa Fé [Maurício e Érika Coelho] com Carlos Cansadinho. Foi uma festa. Cansadinho estava com as duas filhas e esbanjava felicidade (ele continua engraçado, mesmo antes de beber). O homem não muda, sempre foi assim: A alegria lhe sai pelos poros e contagia a todos que estão em sua volta. O que muito me impressiona no bom “Cansado” é a permanente capacidade de manter-se assim. Em um passado não muito remoto, diante das dificuldades porque passava, observamos em seu rosto breves exteriorizações de aflições. Quase o flagramos de crista baixa. Mas nosso amigo superou as adversidades e eis que o encontramos na praça, vendendo alegria e teorizando sobre os mais diversos assuntos. Os olhos vivos, esverdeados, observam o ambiente e as pessoas dando a todas elas um ar de aprovação. Sim, tem pessoas que quando olham as outras já o fazem reprovando. Com Cansadinho é diferente. Ele olha para o próximo sinalizando que com ele está tudo bem e melhor ainda: diz [com os olhos] que o próximo também está ou lhe parece bem. Isso é positivo. Essa atitude cria um pacto de boa convivência imediatamente. O olhar generoso inspira confiança entre ele e o outro. O próximo reconhece ter sido aprovado e rapidamente se instala no ambiente um clima cordial e saudável. Quem não gosta de reconhecimento? Todo mundo, claro. O fato é que Cansadinho tem um excelente astral e transfere isso gratuitamente em repetidas doses de fraternidade. Convém dizer que no momento que se sentou à mesa, puxou o celular e conversou com um amigo de Belo Horizonte, informando que estava comigo no aconchegante Santa Fé. Falei com nosso amigo de Belô e em seguida caímos no uísque porque ninguém é de ferro. A última vez que tomei “umas cana braba” com ele durante o período vespertino foi no Bar de Orlando Bracim, outro amigo velho. Naquele dia saímos de lá a mais de mil (não havia bafômetro prá nos pegar). As meninas dele estão lindas, fazendo-o mais feliz do que a torcida do Palmeiras quando ganha do Corinthians. Enquanto a conversa rolava, observávamos os transeuntes. À nossa frente sentou-se uma família e logo identifiquei entre os convivas a figura simpática de Hugo Matos (irmão de doutor Esaú). Hugo é outro bom amigo e fez questão de vir até a mim para os cumprimentos de velhos companheiros. Tiramos fotos e, engraçado, pediu-me desculpas porque em nosso último encontro não pôde conversar comigo tanto quanto queria. Agradeci-lhe pela deferência e voltamos aos nossos lugares. E o Cansadinho? Ah, esse é genial. Falou-me dos seus negócios (o homem tá bem…). Disse sobre seus projetos e as bênçãos de Deus que tem caído sobre ele e a família. Tá tudo tranquilo, disse com inconfundível sorriso maroto. Ao acabar de pronunciar isso, observou do outro lado canteiro o passeio de um casal gay. Ao constatar que também vi o casal, perguntou o que achava da idiotice do Governo em querer baixar uma Cartilha orientando jovens sobre comportamentos homofóbicos. Disse que tinha ouvido falar, mas não estava a par dos acontecimentos. Ele disse que não entendia uma idiotice daquelas. Também concordei, mesmo conhecendo superficialmente o conteúdo da Cartilha. Quer saber, Paulinho, disse ele, agora com um ar de sábio: Deus sempre fez tudo certo. Ocorre apenas um detalhe: Acho que nas próximas gerações Ele fará com que os seres humanos sejam bivolts. Olhei-o meio curioso e perguntei: O que você quer dizer com Bivolt? Ele disse que não alcançaremos, mas em gerações humanas futuras o Senhor Supremo do Universo fará todo mundo bissexual (há um geneticista italiano que defende essa tese há mais de uma década). Isso mesmo. Doravante todo mundo vai nascer com 110 e 220 de voltagem. Os seres humanos serão divalentes (ou bivalentes). Sob o ponto de fisiológico vai ser maravilhoso. E na abordagem estritamente moral, prosseguiu, isso será extremamente importante. As pessoas deixarão de xingar as outras de bicha, sapatão e coisas equivalentes e passarão a se respeitar e amar sem a estupidez que os preconceitos infundidos pelas sociedades conservadoras nos impuseram. Vai ser a emancipação da Humanidade. A partir de então, todos entenderão que opção sexual é como opção alimentar e fim de papo. Acho que ele está certo. É uma vergonha chegarmos ao século XXI e esse tipo de discussão ainda estar na ordem do dia. Será que os homens não tem coisas mais importante para fazer? Ao me ver calado, concluiu o filósofo: Pior é termos um governo que ao invés de cuidar dos problemas graves, em nome de uma falsa proteção, acaba é estimulando os jovens para práticas que só fazem piorar as relações. Isso é horrível. Silenciou um minutinho e logo mandou descer mais uma rodada de bebida e tira-gosto. Lembrei a ele que apesar de tudo foi neste governo que ele cresceu. Rimo-nos e bebemos mais uma. Em outra mesa estava o Clã dos Coelho [doutor Aliomar, esposa filhos e netos] A tarde estava fantástica, a comida deliciosa e o taxista só cobrou cinco reais até o Bem Querer…
Greve: mais de 41 mil alunos estão fora das salas de aulas em 204 escolas nas Zonas Urbana e Rural de Vitória da Conquista-Ba
Na avaliação do movimento grevista e do Sindicato do Magistério Municipal Público (SIMMP) de Vitória da Conquista, a justificativa de os docentes deflagrarem greve por tempo indeterminado, baseia se em inúmeros fatores: o primeiro deles, seria a efetivação de um plano de carreira para categoria onde serão apontados as reais garantias para os servidores da educação e o segundo ponto; baseia –se, na melhoria do sistema educacional por um todo, que, em detrimento as aparências, é precária. Eles apontam ainda a deficiência do sistema educacional que não contempla uma educação de qualidade e que não satisfaz mais o aluno.
Para os educadores é necessário de mudanças para justamente reverter o que esta acontecendo no atual contexto, do qual se registra uma evasão tão grande como a que vivenciamos nesse momento, incluindo também outros fatores, inclusive a repetência que é muito grande, e por isso que a nota de Vitória da Conquista no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é tão baixa, 2,5 % no patamar de 10%”,
E por conta dessa decisão caros amigos ouvintes, dessa movimentação toda minha gente mais de 41 mil alunos estão fora das salas de aulas em 204 escolas nas Zonas Urbana e Rural.
Agenda de atividades dos professores municipais durante a primeira semana de greve
1. Segunda-feira (30/05): Assembleia no Centro de Cultura, às 08:30 horas, seguida de passeata para a Avenida Lauro de Freitas;
2. Terça-feira (31/05): Manifestação no CAIC (Centro de Aprendizagem e Integração de Cursos), a partir da 13:00 horas, de onde os manifestantes seguem em caminhada para a Escola Municipal Frei Serafim do Amparo;
3. Quarta-feira (01/06): Sessão Especial na Câmara de Vereadores, às 08:00 horas.
4. Quinta-feira (02/05): Manifestação na Zona Rural, no Pradoso, às 13:00 horas.
5. Sexta-feira (03/05): Reunião com representantes sindicais, na sede do
SIMMP, às 08:30 horas.
Representante do DEM de Vitória da Conquista participa de seminário da ala Jovem do partido
No último final de semana foi realizado em Salvador, capital da Bahia, um Seminário para os membros da Juventude Democratas da Bahia com a presença dos deputados federais ACM Neto e Efraim Filho, do presidente do DEM-BA José Carlos Aleluia, e da Fundação Friedrich Naumann Stiftung.
Mais de 25 cidades, de todas as regiões do estado, foram representadas no evento. De Vitória da Conquista, o convidado foi o jornalista Diêgo Gomes Rocha, filiado ao DEM desde 2007. Segundo Rocha, “o evento proporcionou um aprimoramento sobre a gestão pública e a reafirmação de da luta pela liberdade individual das pessoas”.
O jovem, acompanhado do presidente nacional da JDEM, Efraim Filho (foto), e do presidente estadual do Partido, José Carlos Aleluia, ressaltou ainda a interiorização de seminários como o que aconteceu em Salvador. “Começamos a articular ainda no evento com o presidente Aleluia para que seja realizado um evento desse porte em Vitória da Conquista para mobilizar os membros da legenda na região e, principalmente, para os filiados do DEM e dos partidos aliados, como o PSDB e o PMDB”, finalizou Rocha.
Dilma fala em cultura do ciclismo e cobra de prefeitos a construção de ciclovias
Ao comentar a entrega de 30 mil bicicletas para alunos de escolas públicas na semana passada, a presidenta Dilma Rousseff citou hoje (30) a possibilidade de criação do que chamou de cultura do ciclismo no país. Em seu programa semanal de rádio Café com a Presidenta, ela cobrou de prefeitos a construção de ciclovias que deem segurança aos estudantes. As bicicletas foram doadas a prefeituras de 81 municípios brasileiros, para crianças que moram longe das escolas, como parte do programa Caminho da Escola. Até o final de 2011, a distribuição deverá chegar a 100 mil bicicletas e 100 mil capacetes para 300 municípios do país. “É um meio de transporte que não polui e ainda permite a prática de uma atividade física. Ir para a escola de bicicleta é uma atividade saudável. Agora, tem que ter segurança”, disse. “Se as prefeituras adotarem essa prática, construindo ciclovias, eu tenho certeza que veremos muitas outras bicicletas circulando pelas ruas, e não apenas as do governo”, completou.
Docentes municipais de Conquista entram em greve

Conforme previamente informado, os docentes da rede municipal de ensino de Vitória da Conquista deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (30), com isso mais de 41 mil alunos estão fora das salas de aulas em 204 escolas nas Zonas Urbana e Rural. Em entrevista ao programa Resenha Geral (Rádio Clube) que foi ao ar nesta segunda, o presidente do o Sindicato do Magistério Municipal Público (SIMMP), Cezar Nolasco, disse que não teve alternativa, tendo em vista que a categoria vem tentando fechar um acordo com o Executivo Municipal, mas as negociações foram interrompidas. Segundo Nolasco, durante essa semana várias manifestações estarão acontecendo em várias partes do município, com o objetivo de levar à população as reais situações do ensino conquistense. “Uma educação que não contempla uma educação que precariza o ensino e que não satisfaz mais o aluno, por isso que a evasão é grande, por isso que a repetência é grande, por isso por cima de tudo a nota de Vitória da Conquista no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é tão baixa, 2,5 % no patamar de 10%”, disse o presidente.
Aconteceu no sudoeste baiano: Estudante da UFBA de Vitória da Conquista, natural de Poções, morre em acidente
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, Delegacia 10/3 Jequié, um grave acidente foi registrado à altura do km 638 da Rodovia Santos Dumont, BR-116. Um veículo modelo Celta placa JOY-9589, licença de Vitória da Conquista, caiu em uma ribanceira na Serra do Mutum, após o motorista perder o controle da direção. O acidente ocorreu por volta das 20h30min de sábado (28). Camila Lima dos Santos, 23 anos, estudante de enfermagem da UFBA de Vitória da Conquista, estava no veículo e foi socorrida pelo Samu 192, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), em Jequié.
O veículo era conduzido pelo funcionário da Caixa Econômica de Jaguaquara, Bruno Vagner Nápoli, que sofreu escoriações. Além de Bruno, sobreviveram ao acidente, a sua irmã, Ariane Isabela Nápoli, Bianca Lacerda Andrade, e Elisângela Machado. As vítimas estariam trafegando em direção ao município de Jaguaquara, onde fariam provas do concurso público neste domingo (29). Filha de um taxista, Camila era bastante conhecida na cidade de Poções. O corpo foi velado na capela da Igreja católica e sepultado no cemitério do Bela Vista.
FHC defende descriminalização do consumo de drogas
O documentário “Quebrando o Tabu”, que estreia na próxima sexta-feira, conta saga do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), que há três anos se juntou a personalidades na defesa da descriminalização do consumo de entorpecentes. “Eu sou a favor da descriminalização de todas as drogas”, diz FHC. “Quando eu digo descriminalizar, eu defendo que o consumo não seja mais considerado um crime, que o usuário não passe mais pela polícia, pelo Judiciário e pela cadeia. Mas a sociedade pode manter penas que induzam a pessoa a sair das drogas”, completa. FHC conta que mostrou o documentário às netas de 25 anos –que estavam ansiosas para saber, segundo ele, como defenderiam o trabalho “do avô maluco”. Leia entrevista na Folha (para assinantes).
Fifa dá ultimato para São Paulo
Não adianta iniciar a terraplenagem. A federação quer saber quem pagará a conta!
Rodrigo Prada – São Paulo
postado em 28/05/2011 19:44 h
atualizado em 28/05/2011 23:04 h
A cidade de São Paulo está se especializando em acreditar naquilo que não pode entregar. A Fifa anunciou na última sexta-feira que o Centro de Mídia da Copa 2014 será no Rio de Janeiro. Pessoas ligadas ao governo de São Paulo acreditavam que a abertura da Copa não importava, o principal era o Centro de Mídia. Nós temos o Anhembi, ao lado de um aeroporto, com fibra ótica de primeira (como em nenhuma outra cidade do país), com um excelente hotel, próximo ao Metrô etc…
Quando a Fifa excluiu o Morumbi, muitos atribuíram o fato apenas às questões políticas entre os presidentes do São Paulo e da CBF. O problema era outro. Não se pode atribuir à iniciativa privada, a responsabilidade de investir dinheiro em algo que não se sabe o retorno.
A cidade fez o mesmo com o Corinthians. Era óbvio que o problema se repetiria. Falta o dinheiro! Só que desta vez o tempo é muito mais curto! Restam apenas 32 meses para o início da Copa 2014. A Copa no Brasil está garantida, a Fifa já está cheia de patrocinadores enchendo seus cofres de dinheiro. Agora, São Paulo está por um fio.
Não adianta começar a terraplenagem. A Fifa quer saber quem pagará a conta!
Não tem mistério. Sem estádio não tem jogo. Nesta altura do campeonato, ou o governo paga a conta (porque não soube se planejar adequadamente), ou em 2014, ano de eleições estaduais e federal, os políticos terão que explicar em meio a todo ufanismo do mundial, porque a maior cidade do país ficou fora da festa.
Destaque para time mongoió no Campeonato Baiano 2011- mídia nacional
Na última quarta-feira (25), o Serrano foi destaque no site do Globo Esporte, o globoesporte.com. O site enfatizou o grande investimento que a diretoria do Rubro-verde vem fazendo no clube.
A grande campanha que o time mongoió realizou no Campeonato Baiano 2011 e os investimentos realizados pelo clube no futebol do sudoeste foi o plano de fundo de uma das matérias de capa do globoesporte.com. Tal feito foi descrito como “surpreendente” e o clube foi comparado com a tribo mongoió, que sempre “mostra resistência às dificuldades”. Craques que foram revelados no clube e o passado glorioso também foram lembrados.
Link para a matéria no site: globoesporte.com
Confira abaixo a matéria na integra
Brasil Afora: inspirado em uma tribo, Serrano busca seu espaço na Bahia
Clube de Vitória da Conquista mostra resistência às dificuldades tal como os mongoiós e consegue chegar às semifinais do Campeonato Baiano
Por Ian Rosalino
A tribo indígena mongoió habitou a região de Vitória da Conquista (BA), a 527 km de Salvador, no século XVIII, antes da colonização portuguesa. Conhecida pela resistência diante da dominação lusa, a tribo foi dizimada em uma festa organizada pelos portugueses. Os mongoiós foram chamados a festejar suposta trégua, e, depois de consumirem bebida alcoólica, foram cercados por soldados, que mataram quase todos os presentes, inclusive mulheres e crianças. O episódio ficou conhecido como “O Banquete da Morte”. Mas quais semelhanças essa triste história guarda com a alegria espontânea do futebol?
Inspirada na bravura e na resistência dos mongoiós, a diretoria do Serrano Sport Club, de Vitória da Conquista, adotou o índio como mascote e tirou o time de um longo ostracismo. A equipe, fundada em dezembro de 1979 pelo empresário do ramo de confecções Nelivaldo Pereira Sá, é a mais tradicional da cidade. O atual diretor, Kléber Avelino, que em 2008 entrou com o grupo que começou a tentar tirar o clube de má situação financeira, tem relação antiga e curiosamente próspera com o Serrano. Em 1992, ele cursava matemática na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Nos intervalos das aulas, vendia cachorro-quente. Nos fins de semana, os jogos da equipe enchiam o Estádio Lomanto Júnior. Kleber viu ali a oportunidade de faturar mais.
– Um dia, o dono de uma lanchonete comeu o cachorro-quente no estádio. Aí, ele falou: “Poxa, cara, que cachorro-quente gostoso”. Ele comeu de novo e acabou levando para a família. Naquele jogo, eu vendi tanto que acabou o molho. Tive de colocar mais água para render e comprar mais refrigerante no supermercado – disse o diretor, que desde então criou um vínculo emocional com o clube.
O Serrano virou sinônimo de sucesso para Kleber, que toca a equipe atualmente com modestos R$ 118 mil para custear a folha de pagamento. O investimento do time no Campeonato Baiano 2011 foi orçado em R$ 1 milhão, dinheiro gasto por mês pelo Esporte Clube Bahia. O time ainda não tem um centro de treinamento. Por conta disso, a pré-temporada foi feita em Ituaçu, a 165 km de Vitória da Conquista. Durante o estadual, os treinos aconteceram em campos emprestados por empresas da região em cidades vizinhas.
Com essas dificuldades, foi preciso resistência para o time chegar às semifinais do Baianão. É aí que entra o índio mongoió, eleito o mascote da equipe em um concurso realizado durante o campeonato.
– Olhando para o passado de Vitória da Conquista, nós vimos que os índios mongoiós resistiram bravamente, de todas as formas. Então a gente pegou essa questão do mongoió e fez um concurso para escolher o índio, e isso envolveu a comunidade – afirmou Kléber.
Na estreia no estadual, uma vitória surpreendente de virada sobre o Bahia dentro de casa, no Lomanto Júnior. Em seguida, uma sucessão de derrotas e empates fez a torcida depositar mais desconfiança do que esperança na equipe. A média de público durante os jogos do time não superou 3 mil pessoas. O Serrano chegou à segunda fase do Baianão desacreditado, mas superou os times do Feirense e do Camaçari na disputa pela segunda vaga do Grupo 4. No retrospecto, uma campanha modesta: 23 pontos marcados em seis vitórias, cinco empates e nove derrotas. O time de Conquista acabou eliminado pelo Bahia de Feira nas semifinais.
Durante a competição, praticamente todo o elenco foi reformulado: 16 jogadores foram contratados. Depois da derrota por 3 a 2 para o rival Vitória da Conquista na oitava rodada, o técnico Elias Borges deu lugar a Décio de Abreu, conhecido como “Esquerdinha”. Considerado a zebra do campeonato, o time apostou em um elenco jovem. A dupla ofensiva foi formada por um novato e um veterano. Carlos Junior, de 21 anos, teve passagem pelo Atlético-MG, onde foi treinado por Emerson Leão. Além dele, Clayton, experiente atacante com passagem pelo Porto, de Portugal, completou o elenco que chegou às semifinais.
Início com uma seleção…
A história do Serrano começou quando a seleção de Vitória da Conquista fez uma ótima campanha durante os jogos intermunicipais e se tornou campeã do torneio daquele ano.
Por conta da boa fase do futebol na cidade, o empresário viu a chance de fundar uma equipe aproveitando o elenco vitorioso. As serras que cercam a cidade inspiraram o nome do clube: Serrano. A Federação Bahiana de Futebol, admirada com a qualidade dos jogadores, convidou o time a participar da Primeira Divisão do Campeonato Baiano.
– O Serrano deu sorte, nem jogou na Segunda Divisão baiana. Já foi entrando logo para disputar a primeira. A seleção de Vitória da Conquista foi campeã do intermunicipal, a fase da cidade era muito boa, e o Serrano surgiu aí – afirmou Claudir, ex-zagueiro do time.
Os anos de 1980 entraram para a história como a “década perdida”, mas para o Serrano foram tempos de grandes vitórias. A melhor campanha do time foi em 1986, quando a equipe se sagrou campeã do primeiro turno do Campeonato Baiano. Na partida decisiva, o time venceu o lendário Leônico por 3 a 1.
– Naquela época, 80% do time era formado por prata da casa. Isso era bom para Conquista, o campeonato amador era forte – contou Zoroastro Brito, que jogou como meia-atacante do time.
Gêmeos que confundiam
Zó, como é mais conhecido, jogou no Serrano ao lado do irmão gêmeo, o atacante Clemente Brito, conhecido como Kel. A semelhança entre os dois gerava confusão entre os zagueiros, que eram obrigados a conferir o número para saber quem era quem.
– Mesmo quando nós ficamos mais conhecidos, os próprios jogadores do Serrano se confundiam. O pessoal falava que nós aproveitávamos a semelhança. Um jogava o primeiro tempo, outro atuava no segundo, mas é invenção do pessoal – disse Zó.
Durante o Campeonato Baiano de 1986, uma partida marcou a carreira do ex-zagueiro Claudir. O jogo era em Salvador contra o Vitória e decidia a classificação para o segundo turno.
– O jogo era às 11h da manhã. Eu estava doente, com dor de cabeça, febre muito alta. A casa estava cheia, o campo, lotado. Era um jogo importante, e não podia ficar fora de jeito nenhum. O pessoal me deu banho de álcool na concentração e eu consegui entrar em campo. Nós ganhamos de 1 a 0. Com a vitória, a gente conseguiu a classificação do turno. Eu guardo a camisa do jogo até hoje – afirmou o jogador.
O time acabou na terceira colocação do quadrangular final, perdendo para o Bahia e o Fluminense de Feira. Mesmo sem o título baiano, o Serrano conseguiu duas façanhas nesse ano. A primeira foi a vitória sobre o Bahia, na Fonte Nova, por 6 a 1, um placar ainda nunca alcançado por uma equipe do interior.
– Foi um resultado que nenhuma equipe do interior conseguiu, e, na verdade, ninguém esperava. O atacante Júnior, já falecido, fez três gols no jogo. Foi um dia histórico – afirmou Hélio Brito, supervisor da equipe durante 12 anos.
A segunda façanha foi a vaga na Taça de Prata, a Série B da época. Foram quatro vitórias, três empates e uma derrota. Mesmo com a boa campanha, o time não seguiu adiante.
O Serrano sempre esteve presente na elite do futebol baiano, mas os revezes do esporte atingiram a equipe. Rebaixado em 2004, depois da derrota por 2 a 1 para a Jacuipense, clube da cidade de Riachão do Jacuípe, passou sete anos longe da Série A do futebol baiano.
– Depois de cair para a Segunda Divisão, o time encerrou as atividades. Havia muitos problemas com a diretoria e ninguém quis assumir a fase difícil da equipe – afirmou Hélio Brito.
Dívidas
Só para a Federação Bahiana de Futebol, o Serrano devia R$ 39 mil. Atolado em dívidas, mas presente na memória dos conquistenses, o clube voltou à ativa pelas mãos de um grupo de empresários. Em 2008, com o time na Segunda Divisão, foi montada uma diretoria que pretendia resgatar a equipe.
– Jogamos a segunda divisão como favoritos pela estrutura que montamos, com muitos jogadores e uma boa equipe, mas infelizmente não conseguimos êxito naquele momento – explicou o diretor do clube, Kléber Avelino.
Depois, o atual diretor impulsionou o clube que, tal como os mongoiós, tenta resistir com bravura no cenário baiano para, quem sabe um dia, ver crescer o espaço no futebol brasileiro.
– Acho que o pessoal não acreditava muito no Serrano, mas no futebol é bom você não ser favorito, porque pode se aproveitar disso. O pessoal nos deixa de lado. Com isso, a gente vai chegando – comentou o goleiro André Nunes, que ajudou a equipe a ficar entre os quatro primeiros do Baianão 2011.
Grupo de Aécio vence Serra e passa a comandar PSDB
O ex-governador José Serra saiu derrotado na briga interna pelo comando do PSDB e pela liderança na fila de pré-candidatos da legenda ao Planalto em 2014, decididos em convenção realizada neste sábado, 28. No novo balanço de poder do partido, o grupo político do senador Aécio Neves (MG) obteve o comando de postos-chave na máquina partidária. Como prêmio de consolação, Serra vai presidir o Conselho Político do PSDB.
Depois de uma madrugada tensa de negociações, Serra recuou do desejo de presidir o Instituto Teotônio Vilela (ITV). Para minimizar danos e não aprofundar o racha partidário, os caciques do partido decidiram turbinar o Conselho, atribuindo-lhe funções práticas, como a edição de normas internas. Mas apesar de presidir o novo órgão, Serra não terá ali maioria. Do mesmo colegiado farão parte o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o próprio Aécio, e os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Marconi Perilo (GO).
A luta pelo ITV, que será presidido pelo ex-senador cearense Tasso Jereissati, mais afinado com Aécio, era o pano de fundo da convenção nacional do PSDB que reelegeu neste sábado o deputado Sérgio Guerra (PE) presidente nacional do partido. A disputa antecipou 2014, em uma espécie de primeira etapa das prévias partidárias que irão escolher o candidato tucano à sucessão da presidente Dilma Rousseff. O objeto real do duelo entre aecistas e serristas era o controle da estrutura partidária para a construção de uma candidatura presidencial.
Com auditório cheio de convencionais, Aécio, Serra e FHC chegaram juntos ao evento. O trio foi recepcionado por um coro que ora pedia um “tucano na presidência”, ora “Aécio presidente”. No palanque, porém, todos os discursos foram de união partidária.
O fato é que nunca antes na história tucana, o racha foi exposto de forma tão clara e o risco de uma ruptura ficou tão iminente. Na noite de sexta-feira, o embate fez subir a temperatura da crise interna a tal ponto que as três maiores estrelas do PSDB de São Paulo – Fernando Henrique, o governador Alckmin e Serra – ameaçaram boicotar a convenção nacional e não vir a Brasília. Foi um alívio quando Serra desembarcou nesta madrugada na capital.
Convencidos de que o ITV é uma estrutura poderosa para Serra trabalhar seu projeto de candidatura presidencial em todo o Brasil, pela autonomia financeira e administrativa que lhe permitiria contratar uma boa equipe de assessores e rodar o País, os aecistas fecharam questão.
Avaliaram que o orçamento anual de R$ 10 milhões era alto, mas que Serra teria potencial e capacidade para triplicá-lo, captando mais recursos para o ITV. A partir daí, diziam os aecistas, Serra montaria uma espécie de presidência paralela do partido. Precisamente por isto, Aécio e os aliados que ele conquistou em todas as regiões resolveram antecipar o confronto inevitável.
Estadão
O segundo governo Dilma
Começa amanhã um novo governo Dilma Rousseff. O primeiro iniciou-se no dia 1º de janeiro e terminou há duas semanas quando a Folha de S. Paulo revelou o lado superconsultor de Antonio Palocci. Depois de duas semanas nervosas, de intervenções extemporâneas de Lula e paralisia geral no Palácio do Planalto, Dilma Rousseff posará amanhã sorridente (conseguirá mesmo?) ao lado de Michel Temer, pouco antes de embarcar para uma viagem rápida para o Uruguai. Na quarta-feira, almoça com os senadores peemedebistas. Um dia depois, repete a dose com a bancada do PTB.
Logo ela, que sempre preferiu almoçar no máximo ao lado de Palocci conversando sobre assuntos administrativos. Agora, terá que, sem dar chance para a indigestão, engolir uma dieta gordurosa com peemedebistas e petebistas à mesa. Todos eles com muita fome. Assim como, nunca se deve esquecer nem menosprezar, terá que domar os próprios parlamentares petistas que hoje, quase que unanimemente, a criticam pelas costas.
Dilma Rousseff tentará, assim, fazer algo que não gosta e, até aqui, revelou não ter aptidão: política. Tentará tomar as rédeas do governo agora que teve o seu principal articulador político baleado e viu, a contragosto, a entrada em cena triunfal de Lula na semana passada.
O governo Dilma da forma como se viu nos seus cinco primeiros meses, portanto, acabou no Caso Palocci. A nova fase inicia-se com alguma dose de descrença dos políticos que mandam de fato em Brasília e – pior para Dilma – sem aqueles cem dias de lua de mel e poucas cobranças a que todo governo tem direito no início. Dilma já começa essa sua segunda encarnação no olho do furacão.
Além dos desafios naturais de todos os governos, o mais urgente para ela é afirmar-se como chefe política. Lula, com sua aparição pirotécnica da semana passada, teve o poder de desidratar Dilma e diminuí-la. Ela passou em poucos dias de presidente a, de novo, gerente. Lula tirou-lhe a autoridade. Se sua intenção foi a de fazer polítiicos e população em geral crerem que ela nção sabe governar sozinha, o resultado foi alcançado. Quem a conhece sabe o quanto isso a incomodou.
Dilma foi menos presidente nos últimos dias. A partir das reuniões desta semana tentará restaurar a autoridade arranhada. Não é tarefa fácil. Sobretudo por que terá que lidar na verdade com duas crises, a de Palocci e a do próprio governo. A crise Palocci, no limite, poderia acabar com sua demissão do governo. A outra, no entanto, não se resolve tão fácil






