Elza Fiúza/ABr Em seu estatuto, o PSB defini-se como uma legenda “socialista”, que se contrapõe ao sistema “capitalista”. Na prática cotidiana, a agremiação achega-se a personagens tidos por “direitistas”. Na rotina administrativa dos Estados que governa, rende-se aos métodos do capital. Eleito em 2010, o novo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, mimetiza o estilo do colega Eduardo Campos, reeleito em Pernambuco. A exemplo do que fizera Campos em seu primeiro mandato, Casagrande estruturou sua gestão servindo-se da orientação do MBC. A sigla significa Movimento Brasil Competivo. Coisa criada pelo empresário Jorge Gerdau, do Grupo Gerdau. Assim como em Pernambuco, também no Espírito Santo o governo escorou-se em métodos desenvolvidos por outra entidade: o INDG. Significa Instituto de Desenvolvimento Gerencial. É comandado pelo engenheiro e consultor Vicente Falconi. Em essência, o MBC de Gerdau fornece as ideias. E o INDG de Falconi fixa os métodos a serem utilizados para converter as teses em realidade. Como em qualquer empresa, busca-se melhorar a gestão por meio da fixação de metas e cronogramas. Em Pernambuco, as metas resultaram na elaboração de 606 cronogramas. Incluem de programas sociais a obras. Presidente do PSB federal, Campos reúne seus secretários de governo em periodicidade mensal. As reuniões ocorrem numa “sala de situação”. Há no ambiente três telas. Numa, a ata da reunião anterior. Noutra, os objetivos fixados para cada área. Na terceira, o estágio de execução dos projetos. O governo capixaba estruturou-se em moldes semelhantes. Casagrande criou o que chama de “mapa estratégico”. Divide-se em “dez eixos”. Um para cuidar da “atenção integral à saúde”, outro para “prevenção e redução da criminalidade” e assim por diante. Para cada “eixo” criou-se um comitê, integrado pelos secretários cujas pastas têm relação com o tema. Em cada comitê, uma carteira de projetos e um “gerente”, para acompanhar a execução das metas, que o governador cobrará em reuniões mensais. Aqui e ali, integrantes do PSB queixam-se de que o partido cede a métodos neoliberais. Casagrande diz que importam os “resultados”. Campos costuma diz coisa parecida. O governador pernambucano reconhece que utiliza “ferramentas de gestão próprias de empresas”. São essenciais, diz ele, para fazer “despesa ruim” virar “gasto bom”. Diz-se que todos os outros governos confiados pelo eleitor ao PSB –Ceará, Paraíba, Amapá…— guiam-se pela mesma cartilha empresarial. Ao flexibilizar o “socialismo”, o PSB tenta firmar-se na cena política como uma “novidade”. Acha que a aura de modernidade rende votos. Influente no Nordeste, o partido quer crescer nas regiões Sudeste e Sul. Para atingir essa meta política, não hesita, de novo, em dissolver ideologia num caldeirão de pragmatismo. No plano federal, o PSB de Campos transferiu para Dilma Rousseff a “fidelidade” que devotava a Lula. Nos Estados, achega-se ao PSDB e a um ilimitado etc. Participa, por exemplo, dos governos tucanos de Antonio Anastasia (MG), Geraldo Alckmin (SP) e Beto Richa (PR). Nos últimos meses, o PSB ofereceu à platéia uma evidência de que, para entrar no jogo reservado aos partidos grandes, não observará limites. Campos achegou-se ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, figura tão distante do socialismo quanto o Sol da Terra. O presidente do PSB abespinhou-se com Kassab. Acha que o “ex-demo” conduziu mal a operação que resutaria na fusão do novo PSD ao velho PSB. Para atenuar a má impressão de que urdia com Kassab uma fraude política, a direção do PSB levou o projeto de fusão ao freezer. Só pretende descongelar a iniciativa depois da eleição municipal de 2012. Fala agora em incorporação do PSD ao PSB, não em fusão. O flerte com Kassab não constitui novidade. Em 2010, o PSB cedeu sua legenda para que Paulo Skaf, o presidente da Fiesp, disputasse o governo de São Paulo. Muito antes, em 2002, época em que ainda presidia o PSB o avô de Campos, Miguel Arraes, o partido disputou o Planalto com Anthony Garotinho (RJ), hoje no PR. Deu a Garotinho uma oportunidade que sonegou, em 2010, a Ciro Gomes (PSB-CE), agora um desafeto de Campos. Escondido sob as metas empresariais e os métodos conservadores esconde-se o objetivo de sempre: a Presidência da República. O sonho de Campos é o de tornar-se, ele próprio, candidato ao Planalto. Se Dilma chegar a 2014 bem posta, o PSB vai mirar em 2018. Ou seja: no médio prazo, a legenda tende a escancarar o antogonismo velado que nutre por PT e PMDB, os dois sócios majoritários do atual condomínio governista.
Rubro-verde faz o dever de casa e garante mais três pontos
Serrano esperou a chegada da terceira rodada das quartas de final com a mesma gana de uma final. O Camaçari, último colocado do grupo 4, era o adversário a ser batido desse último sábado (26), e o Rubro-verde não se fez de rogado. Desde o início, o time mongoió procurou o gol que o levou, momentaneamente ou não, de volta a zona de classificação. O time Rubro-verde entrou em campo com a única missão de ganhar sua segunda partida nas quartas. Tanta vontade fez com que os jogadores se transformassem em um poço de nervosismo. Durante todo o primeiro tempo, as chances de gols desperdiçadas foram inúmeras. Hora era um gol perdido cara-a-cara com o goleiro, hora era um chute distante da trave, hora era um gol impedido. Aos 10 minutos, na cobrança de falta, o Serrano chega ao gol, mas o juiz marca impedimento. Aos 26, Digão, sem nenhuma marcação, cabeceou pra fora o cruzamento de William Santos. Aos 37, Carlos Jr. deixou André Araujo sozinho com o goleiro, na cara do gol, mas o atacante furou. Do banco, o técnico Esquerdinha ia ao desespero com as más finalizações. E o primeiro tempo terminou no 0 a 0. Na volta do vestiário, parecia que tudo ia se acertar rapidamente. O Serrano voltou mais motivado e o Camaçari continuou na defensiva, esperando um contra-ataque, que não acontecia. Mas não tardou para o nervosismo retornar. Sobrou para o árbitro, que paralisou a partida para avisar que não admitiria mais reclamações. Decorrido 20 minutos da segunda etapa, os jogadores mongoiós começaram a querer resolver sozinhos. Poucas jogadas como a de Samuel Jr. que, aos 29 minutos, chutou forte da intermediária, levaram perigo ao goleiro Allan. Quando o time do Camaçari percebeu que o Serrano não estava mais finalizando começou a gostar do jogo. O time Azul e branco administrou melhor a bola, mesmo com pouca eficiência. Mas isso durou pouco. Quando o relógio marcava 36 minuto, Renilton escorou de cabeça a cobrança de escanteio para o fundo do gol do Camaçari. Serrano 1 X 0 Camaçari. Após o primeiro gol, o Rubro-verde partiu atrás do segundo. 43 minutos, André Araujo recebe sozinho dentro da grande área, mas se enrola com a bola. E aos 45, Dinho derruba Samuel Jr. dentro da grande área: “É pênalti”! O mesmo Samuel Jr. cobra e acerta a trave direita do gol. Logo em seguida o juiz apita para o centro do campo e põe fim ao jogo. Serrano 1 X 0 Camaçari. O meia Gustavo Bianchinni agradeceu aos companheiros pela vitória. “Valeu a todos do grupo. Hoje não foi na técnica, mas foi na raça e na vontade”. E completou: “time de guerreiros!”. O técnico Esquerdinha resumiu melhor a partida. “Os jogadores estavam nervosos e tentamos deixar o grupo tranquilo. Lutamos, nos desorganizamos, mas é numa jogada ensaiada que o gol sai, como aconteceu”. Com este triunfo, o Serrano chega aos seis pontos e assume a vice-liderança do Grupo 4, atrás apenas do Vitória, que tem melhor saldo de gols. O Rubro-verde espera o fim da terceira rodada, nesse domingo (27), para definir sua colocação, já que o Feirense pode chegar aos mesmos seis pontos, se ganhar do Vitória, em Feira de Santana. SERRANO x CAMAÇARI Local: Estádio Lomanto Júnior Árbitro: Jailson Macêdo Freitas Assistentes: José Carlos Oliveira dos Santos e Mick Santos de Jesus Gol: Renilton (36 minutos) Serrano: André Nunes, Erik (Digão), Ricardo Ehle, Jackson (Samuel Jr.), Renilton, Moreira, Gustavo, André Araújo, Rubens, Carlos Jr (Filipe Sertânia). Camaçari: Allan, Marins, Murilo, Maicon, Dinho, Edson, Totinga, Dos Santos, Júnior, Diego e Iltinho.Ascom
ACADEMIA DO PAPO – Se fosse só na Dinamarca…
No terraço do Palácio Elsinore, Reino da Dinamarca, teatralmente no Quarto Quadro do primeiro ato da tragédia Hamlet, uma das obras primas de Shakespeare, o personagem Marcellus diz para Horácio com a desilusão que o momento exigia: “Há algo de podre no Reino da Dinamarca”. A podridão por ele aludida relacionava-se com a morte do Rei Hamlet, assassinado pelo próprio irmão [Cláudio]. Este, além de matar o irmão para se apossar do Reino, apressadamente casou-se com a cunhada [Gertrudes, viúva de Hamlet] provocando um eclipse mental na cabeça do jovem príncipe Hamlet.
Shakespeare escreveu essa obra entre 1600 a 1602 [há controvérsias sobre a data]. Não importa. O que importa mesmo é que a ambição desmedida, mola propulsora para muitos males da humanidade, fica no espírito de quem assiste ou lê a peça como uma emblemática advertência – nos referimos a quem não tem caráter – que a desgraça recai sobre o ser humano, quando ele não calcula moral e eticamente o tamanho de suas cobiças. O desejo frenético de possuir ou alcançar posições e bens materiais, em muitos casos chega a ser constrangedor. Todos devem sonhar, lutar por dias e condições melhores. Mas, cabe o alerta: Triste daquele que, sem medir o tamanho das suas ambições, se entrega a empreitada de conseguir vitórias a qualquer custo. Esse sujeito, o arrivista, passa a ser um perigo para a sociedade. E a sociedade logo descobre nele esse vício.
Platão, outro gênio da humanidade, ao falar do seu interesse pela Política, diz que só aos cinqüenta anos sentiu-se preparado para ingressar no maravilhoso campo dessa atividade. É quase inacreditável, mas um homem raro como ele, do alto de sua humildade e de modo surpreendente, só se sentiu apto para entrar na política a partir de sua quinta década de existência. Em carta para amigos e familiares disse o filósofo: “Outrora, na minha juventude experimentei o que tantos jovens experimentaram. Tinha o projeto de, no dia em que pudesse dispor de mim próprio, imediatamente intervir na política”. E entrou.
Depois de observar os passos do grande filósofo, e já ultrapassando a faixa dos cinqüenta anos, também me senti seduzido por ingressar em uma agremiação partidária. Dizem os mais precavidos que entrar em política é meio complicado, portanto deve-se pensar muitas vezes antes de fazê-lo. Todo mundo diz isso. Mas há um fato interessante a ser comentado: Quem entra nela, na política, não sai assim tão fácil. E eu, resoluto, munido das precauções necessárias, mas sem esquecer as advertências, fui ao Partido dos Trabalhadores e coloquei meu nome à disposição. Inicialmente, senti não haver nenhuma rejeição a ele. O Presidente Rivaldo Gusmão me acolheu com muita discrição e gentileza. Meu acompanhante, introdutor diplomático e membro antigo da agremiação [não estou autorizado a mencionar o nome] cuidou de fazer as apresentações e justificou meu interesse para ingressar na Legenda. A secretária, Cris é muito simpática, e cuidou do preenchimento dos formulários. Saí da sede do Partido convicto de que fiz uma boa ação para meu itinerário. Não sei se o Partido terá a mesma percepção com a minha chegada.
Mas a Política realmente é encantadora. Quando exercida para fins nobres e por pessoa nobres, poucas atividades humanas alcançam seu enlevo. Há mais de 25 anos ouvi um discurso monumental de um dos grandes mestres da política brasileira: Ulisses Guimarães. No discurso o astuto Ulisses teorizou sobre a Política e o Poder. Foram duas abordagens feitas com uma maestria excepcional.
O grande Ulisses nos fez passear com grandes teóricos [clássicos e contemporâneos] da Política e, sem esconder o viés do Poder que as pessoas alcançam pela Política, assinalou que realmente é dentro da Política que o Poder mais se legitima. E acrescentou: “Principalmente se esse poder for emanado pelo Povo, em eleição livre, num contexto democrático”. Quem há de contestar alguém que foi eleito legitimamente pelo seu povo? Ninguém. Ninguém.
Quem foi eleito pelo povo merece respeito. A eleição foi limpa? O povo assim decidiu? Então que o eleito seja respeitado pela escolha que o Povo fez.
Cabe a pergunta. E se um governante não estiver correspondendo ao que prometeu em campanha? Ele merece ou não que lhe dirijam críticas? Sim. Desde que esses comentários sejam feitos no espaço neutro da Probidade Crítica. E o que é Probidade Crítica? O que é probidade? O que é crítica? Cláudio, quando matou Hamlet foi probo? Infelizmente acontecimentos como aquele não ocorre apenas no Reino da Dinamarca.
Portal da Transparência foi apresentado nesta quinta no Centro de Cultura.
Portal da Transparência foi lançado pela Prefeitura
Aconteceu na manhã desta quinta (24), no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, o lançamento do Portal da Transparência da Prefeitura de Vitória da Conquista. Trata-se de um portal que traz as informações relacionadas à aplicação dos recursos do governo municipal da cidade. Ele foi desenvolvido pela Prefeitura, por meio da Secretaria da Transparência e do Controle.
A apresentação do funcionamento do portal foi feita pela Secretária Municipal da Transparência e do Controle, Nadjara Régis, que destacou que a aplicação dos recursos públicos em Vitória da Conquista pode ser acompanhada de qualquer lugar do mundo. O portal dispõe de uma interface com navegação simples, que reúne informações sobre convênios, despesas e receitas, além de decretos, leis municipais, estaduais e federais e projetos de lei.
Além do Portal da Transparência, foi também apresentado o Sistema Municipal de Gestão de Convênios (Simgesc) – programa utilizado internamente para alimentar o Portal da Transparência e organizar as informações sobre os convênios. Segundo Nadjara, com o Simgesc, as informações sobre a execução dos convênios será patrimônio do município e estará à serviço da sociedade, independente da mudança de gestores e servidores municipais.
O Portal da Transparência serve para auxiliar os projetos já aplicados no governo de Conquista, como os conselhos municipais e o Orçamento Participativo. Para o prefeito Guilherme Menezes o portal intensifica a construção da democracia. Ele ainda afirmou que segue o exemplo do ex-ministro do Controle e Transparência, Waldir Pires, que disponibilizou na internet, as informações relacionadas à aplicação dos recursos públicos federais.
Em entrevista ao Site da Cidade, o ex-Ministro do Controle e Transparência do Brasil e o fundador do Controle Geral da União (CGU), Waldir Pires, falou que essa é uma das etapas mais decisivas da construção da democracia no Brasil. “O governo tem o dever de aplicar o dinheiro público em benefício da população, e o Portal da Transparência viabiliza que o cidadão saiba e acompanhe como estão as coisas: de onde veio o dinheiro e como foi aplicado, por exemplo.” Ele ainda utiliza o exemplo do site da Controladoria Geral da União, que tem um bilhão de informações à disposição de todos os cidadãos, para mostrar que o dinheiro que entra no tesouro público deve estar à disposição da população. “A juventude deve constituir isso como prática permanente, porque esta é uma das formas de se combater a corrupção, e fazer com que a população se interesse pelos recursos e ações do seu governo.”
O chefe substituto da CGU na Bahia, Antonio Ed Souza Santana, representou o Ministro da Transparência e do Controle, Jorge Hagge, na ocasião. Antonio Ed destacou o pioneirismo de Vitória da Conquista na garantia da participação popular na administração pública. Para ele, este é um passo importante para que a população tenha as informações necessárias à participação das políticas públicas, acompanhamento, fiscalização da aplicação dos recursos públicos e, consequentemente, possibilidade do controle social.
A cerimônia reuniu lideranças políticas e representantes dos diversos segmentos.
*Com informações da Secom PMVC Por Juliana Ribas
Expoconquista 2011 – Em entrevista ao programa A Gente Diz, presidente da Coopmac diz que toda a estrutura do Parque de Exposições já se encontra pronta para receber população.
Na tarde desta quinta feira, o presidente da Coopmac, professor/doutor Claudionor Dutra, em entrevista ao programa A gente diz – Aquiémelhor – que vai ao ar de segunda a sexta-feira das 12h às 13 horas, pelsa ondas da rádio melodia 87,9 fm – e, é conduzido pelo jornalista Gildásio Amorim Fernandes e com participação especial dos jornalistas; Diogo Gomes e Poliana Bomfim, falou do evento, das parcerias e convidou toda a população a compareceram nesta sexta-feira 25 de março, a partir das 19,30 hs, quando dará abertura oficial do evento, e será recepcionada autoridades, expositores e parceiros do maior e mais organizado evento deste gênero na Bahia.
A Expoconquista, um dos eventos mais esperados do ano, está ultimando os preparativos para o início da grande festa que acontece no período de 25 de março a 03 de abril. Como de costume, muitas novidades foram preparadas ao longo do processo de montagem do Parque de Exposições. Novos stands foram construídos, a portaria terá novo sistema de acesso, novos expositores estão fazendo parte do evento e a área do Parque de Exposições Teopompo de Almeida está recebendo ainda m
ais cuidados na manutenção e finalização dos detalhes.
A diversidade de setores participantes é um dos pontos forte da feira de negócios que mais cresce na Bahia. Na Expoconquista os ramos da indústria, agropecuária, comércio, serviços, leilões, shows, parque de diversão dividem espaço de forma harmoniosa. São mais de 200 mil metros quadrados de área, onde várias parcerias são firmadas e negócios são fechados nos mais de 400 stands espalhados no Parque. Durante 10 dias de evento, a quantia movimentada em negócios deve superar os R$ 150 milhões. Segundo o presidente da Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense – Coopmac, Claudionor Dutra Neto, “o clima de amizade e seriedade ajudam a criar novas possibilidades de negócios, o que pode elevar ainda mais essa expectativa em torno dos valores finais em termos de quantias negociadas”.
Para fortalecer os negócios da Expoconquista estão presentes os principais agentes financeiros, que abrem suas linhas de crédito para atender os negócios de todos os produtos, bens e serviços presentes na exposição. Entre eles destacam-se Banco do Brasil e Banco do Nordeste, que estarão financiando máquinas, implementos e insumos agrícolas, vestuário, veículos leves e pesados, animais levados a leilão entre muitos outros produtos.
ANIMAIS
Sucesso também tem outro lugar garantido na Exposição: dentro do Parque Teopompo de Almeida está localizado o Tathersal Larissa Cavalcanti, que sempre foi palco de ótimos negócios. É o local onde acontecem os leilões de bovinos e eqüinos mais importantes e conhecidos do interior da Bahia. Estão agendados para este ano, cinco grandes acontecimentos: 2º Leilão Virtual – Flor de Lotus / Gir Leiteiro, Leilão Marcha Conquista, 4º Leilão A Conquista do Gir, Leilão Qualidade Nelore e o 2º Leilão A Conquista do Nelore. Em cada um desses eventos, animais da mais alta linhagem são apresentados para o público, que analisa e começa a fazer negociações de forma rápida e segura. Comprar em leilões como esses, sempre são excelentes oportunidades para quem quer melhorar geneticamente o seu rebanho, aproveitando-se de longos anos de trabalho dos expositores. Ao todo, deverão estar expostos na Expoconquista mais de 1.500 animais, entre bovinos, equinos, caprinos e ovinos, representados por animais da melhor qualidade.
HOMENAGENS
Para este ano a diretoria da Coopmac homenageará figuras importantes que fazem ou fizeram parte da história do evento. São pessoas que ajudaram a ratificar ainda mais o sucesso da principal exposição do interior da Bahia, seja trabalhando internamente ou trazendo novidades relevantes para evento. Entre eles, está o saudoso empresário que ajudou a trazer os rodeios de volta ao certame conquistense: Paulo Miranda. Outro homenageado será um dos maiores entusiastas da raça guzerá que passou pelo Parque, o criador e empresário Pedro Bittencourt Ferraz. Quem também receberá homenagem póstuma será o empresário que foi o primeiro presidente da Coopmac, o pecuarista Jaymilton Gusmão, um importante difusor da raça Gir na Bahia, além de um grande lutador pela constante evidência do campo. Além das homenagens póstumas, haverá também a homenagem às personalidades que têm contribuído de forma efetiva com a Coopmac, entre elas o ex-diretor executivo Ronaldo Barreto Leite, os ex-presidentes Antônio César de Souza Neri e Fernando Rui Ladeia de Almeida, a gerente executiva Maria Lúcia Dutra de Oliveira e o supervisor geral do Decaf João Alberto Novaes.
FEIRA COOPMAC/SEBRAE
Além do agronegócio e serviços, também está inserida na Expoconquista a tradicional Feira Coopmac/Sebrae, que a cada ano tem superado as expectativas de público e de negócios fechados durante o evento. Este ano, a Feira contará com 136 estandes com produtos da região sudoeste da Bahia e de outros estados brasileiros, reunindo micro e pequenas empresas de Vitória da Conquista e região dos setores do agronegócio, da indústria, do comércio e da prestação de serviços. Haverá também mais de 80 palestras gratuitas dos mais variados temas, que vão desde receitas a empreendedorismo, e shows com artistas locais através do projeto Som no Parque.
BRINQUEDOS
E como já é de se esperar, todos os anos o Golden Park traz novidades para o Parque de Diversões que é montado dentro do Parque de Exposições. Além dos brinquedos clássicos, as novas atrações prometem emoções para todos os públicos. Um balanço giratório que atinge 22m de altura, o Xtreme, é a mais nova opção radical do Golden Park. Nele, o público vai ver o mundo girar com toda segurança. Outro brinquedo novo é o Hang Ten, atração que chega até 120 km/h, girando em alta velocidade. O Parque traz também o American Show, uma espécie de caminhada virtual de extrema criatividade, além do Double Shock, no qual duas gôndolas que giram e balançam a 360º e em sentido horário e anti-horário, porém, sem virar as pessoas de cabeça para baixo.
Baianão 2011: Serrano leva virada e perde para o Vitória no Barradão
Por Diêgo Gomes
Pressionado desde os primeiros, o Serrano passou a maior parte do tempo na defensiva contra Vitória em Salvador.
Porém, foi o rubro-verde que abriu o placar aos 11 minutos do primeiro tempo. O atacante Carlos Jr entrou na área e foi derrubado, sendo marcado pênalti. O próprio Carlos Jr. cobrou e não deu chances para o goleiro Douglas, do rubro-negro.
O time Mongoió nem comemorou o gol. O Leão saiu com a bola, foi para o ataque com Nikão, que chutou forte e o goleiro Adriano deixou a bola passar entre ele e a trave. Esse lance foi aos 12 minutos. O time da capital tentou virar o jogo ainda no primeiro tempo, perdendo diversas chances. Acuado, o time conquistense passou a tocar a bola na defesa e não conseguiu sair para o ataque.
No segundo tempo, o Vitória continuou atacando e indo para cima do Serrano. Aos 15 minutos, Renier cruzou na área, Nikão ajeitou e Uelliton virou para o rubro-negro. Clique aqui e acompanhe a nossa página de transmissão LANCE A LANCE
No BAVI do interior, deu Bahia de Feira
Por Poliana Bomfim

Um resultado que pode trazer dor de cabeça para o Bode nesta segunda fase do Baianão 2011. Com a goleada de 4 x 1, contra o Bahia de Feira, na noite desta quarta-feira (23), o Vitória da Conquista precisa vencer os próximos jogos para não ser eliminado da competição.
O time ainda joga duas partidas dentro de casa e duas fora, sendo que a próxima será dentro de casa contra o Atlético, atual líder do grupo 03.
Com essa derrota para a equipe de Feira de Santana, o Bode ficou na lanterna do grupo, com 01 ponto, e espera o resultado do Bahia, que tem a mesma pontuação e joga nesta quinta-feira (24), contra o Atlético, em Pituaçu. Se o tricolor da capital vencer, o Bode permanece na última posição.
Os gols – No BAVI do interior as redes balançaram logo cedo. Aos 7 minutos do primeiro tempo, Edson aproveitou passe e abriu o placar no Estádio Jóia da Princesa.
O Bode só conseguiu fazer o seu único gol no início da etapa final, com Alessandro Azevedo, que desviou a bola de cabeça, após cobrança de falta. Mas, não demorou muito e o Bahia de Feira desempatou e ampliou o placar. Os dois gols foram de João Neto e o time da casa conseguiu fazer mais um: Diego marcou aos 46 minutos.
DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR nº 8 – (Convite para o enterro dos meus fantasmas)…SEGUNDA PARTE:
Preâmbulo ao ensaio.
No mês de agosto deste ano de 2010, estando de viagem marcada para a cidade de Licínio de Almeida, Bahia para prestar assessoria a uma empresa, na área de mapeamento do limite territorial de um município da Chapada Diamantina, e não como não teria nenhuma ocupação na parte da noite, levei um livro para ler, com o estranho título de: (PRECONCEITO LINGUÍSTICO). Quando iniciei a leitura do livro, logo percebi que se tratava de algo extremamente interessante, então! Resolvi esmiuçá-lo e analisá-lo com a minudência e com a profundidade que meu parco intelecto mo permitisse, fiquei abismado com os conceitos emitidos pelo autor sobre o que se denomina de gramática normativa. Foi um choque muito grande para mim, ver um professor da USP expondo aqueles pontos de vista, a respeito do que se estabeleceu com relação ao uso das normas da própria gramática normativa. Sobretudo com respeito ao uso das normas da gramática na língua falada e escrita. O professor Marcos Bagno é tradutor, escritor e “linguista”, sendo Doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP). Professor de Linguística do Instituto de Letras da Universidade de Brasília, (UNB). Sua produção literária na área de “línguas” ultrapassa as duas dezenas de títulos. Sendo, portanto, uma autoridade no assunto. Esta qualificação do professor já está inserida no convite. Hoje 27 de novembro de 2010 resolvi publicar o ensaio (CONVITE PARA O ENTERRO DOS MEUS FANTASMAS) após ter verificado que havia cometido vários erros de concordância e outros, no arrazoado do TREM DE FERRO, e de que aparentemente ninguém havia notado ou reclamado, talvez por educação, ou talvez porque os erros são tão comuns que ninguém percebe ou se importa mais. Confesso que não sei por que não se dá mais importância aos erros de português. Será pelo dinamismo do modelo de vida que levamos atualmente? Ou será por que os erros tornaram-se banais, Será que a grande maioria está inteirada da postura dos lingüistas sobre o assunto? Eu de minha parte, me preocupo mais com a inteireza e a essência dos meus raciocínios do que com os erros que por ventura tenha cometido. Julgo ser melhor um escrito com raciocínios bem elaborados e inteligentes, mesmo com alguns erros, que um escrito escorreito, feito com a maior lisura com respeito à gramática normativa, mas, eivado de incoerências e burrices. Concordo plenamente com J. J. Rousseau quando diz: Não hesitarei, sempre que, com o auxilio de dez solecismos, puder explicar-me com maior vigor e clareza. Contanto que eu seja mais compreendido pelos filósofos, de boa vontade deixo aos puristas correrem atrás das palavras. […]
Minha opinião sobre o fato dos erros de português não serem “comumente” citados nos comentários pelos leitores, tem duas causas: primeiro, trata-se de uma postura educada e elegante dos leitores, e segundo, um leitor que se dispõe a ler um ensaio ou uma matéria qualquer, (num blog, num jornal, numa revista ou num livro), busca tão somente: inteligência, coerência, lógica, competência, verdade, raciocínios bem elaborados e sobretudo sinceridade e respeito com o leitor. Neste caso, eu comungo com Rousseau.
Qual seria a opinião do leitor?
Abordando o tema sob uma visão filosófica do “cogitare”, o que um indivíduo pensa, não é, e nunca será relevante para uma sociedade, salvo, se este pensar chegar ao conhecimento de pelo menos boa parte desta sociedade, sendo esta a justificativa para publicá-lo nos blogs que se dignam publicar meus insossos, e às vezes destemperados ensaios.
No dia 26 de novembro de 2010 escrevi um arrazoado sobre o TREM DE FERRO, onde cometi vários erros de português, no mesmo dia fiz um comentário no blog para chamar a atenção sobre o erro mais crasso, (a atenção dos leitores), onde foi utilizada uma palavra, onde a única diferença é a letra inicial, (eminente e iminente), que, no entanto, possuem significados distintos. Por que não comentam os erros? Talvez por que, erro seja coisa comum nos escritos em língua portuguesa, ou nos meus escritos. Quem não for versado no vernáculo sempre estará sujeito a “deslizes” na ortografia de algumas palavras, concordância, sintaxe, nas construções das frases: principalmente se o escrito for do tipo, (em cima da perna), como costumo fazer. Veja a etimologia da palavra “sintaxe” grego: súntaksis,eós (arranjo, disposição, organização). Fiz um comentário a poucos dias, num poema do Jean Claudio aqui no blog, onde utilizei a seguinte frase: (Se os há! Se não os há!), a deixei como acicate ao senso comum dos leitores, depois, vi que a palavra “há” do verbo “haver” tanto pode ser (presente), ou ser utilizada como (imperativo afirmativo), deste verbo, e lá está a frase, confesso que não sei se está concorde com a escrita culta. Na atualidade, o grande problema é o volume de escritos que se publica nos blogs, tornando-se impossível mandá-los para os revisores (filólogos e gramáticos), com o advento dos sites e dos blogs a dinâmica da língua se multiplicou por mil, dentro de muito pouco tempo teremos profundas mudanças na Fina Flor do Lácio. E os gramáticos normativos nada poderão fazer.
O que chamou minha atenção; foi precisamente a “atenção” que é dada aos erros, erros parecem serem coisas de somenos importância, foi isto que me levou a escrever o ensaio sobre a linguística e que agora levo ao conhecimento do público, digo “agora”, pois, embora o tenha escrito em agosto de 2010, só agora em março de 2011 é que resolvi publicá-lo.
Leiam com atenção o CONVITE PARA O ENTERRO DOS MEUS FANTASMAS. (A PRIMEIRA E A SEGUNDA PARTE). Sejam bem vindos a este despretensioso ensaio, ou enterro? A primeira parte leva o leitor até a porta do cemitério, a segunda parte leva-o ao “ápice” do sepultamento e ao fundo do sepulcro da burrice. Gosto de gastar o meu latim de porta de cemitério! Requiescat in pace…
Por este ensaio ser bastante longo, tive que dividi-lo em (duas partes), estas duas partes, vou remetê-las para os blogs em um só e-mail, supondo que as duas postagens nos blogs saiam com o intervalo de no máximo uma semana.
Boa leitura e bom proveito.
Quanto ao efeito que a leitura do livro do Professor Marcos Bagno fez em mim! Foi me fazer perder completamente o medo de publicar qualquer escrito, “coisa” bastante natural em quem não possui um completo domínio do idioma luso, mas, não me fez perder o respeito que sempre tive pelo bom uso da língua pátria, tanto é, que isto aumentou o meu cuidado com o que escrevo. Ler o livro do Marcos Bagno é uma lição que não se esquece jamais, é igual ao primeiro sutiã, ou a primeira gravata, ou a primeira vez… Este preâmbulo estará apenso no início de cada parte. Preâmbulo revisado e atualizado em 20 de março de 2011, disto advirá qualquer aparente incoerência temporal, por ventura existente neste ensaio…
CONTINUAÇÃO DA PRIMEIRA PARTE
(29) As plantas só existem porque os livros de botânica as descrevem? É claro que não. Os continentes só passaram a existir depois que os primeiros cartógrafos desenharam seus mapas? Difícil de acreditar. A Terra só passou a ser esférica depois que as fotografias tiradas do espaço mostraram-na assim? Não. Sem os livros de receitas não haveria culinária? Eu sei muito bem que não: a melhor cozinheira que conheço, capaz de preparar centenas de pratos diferentes, os mais sofisticados, é uma pernambucana de quase oitenta anos, cem por cento analfabeta.
(30) Este mito está ligado à milenar confusão que se faz entre língua e gramática normativa. Mas é preciso desfazê-la. Não há por que confundir o todo com a parte. Lembra-se do que eu falei na abertura do livro sobre a gramática normativa ser um igapó? Acho que vale a pena repetir aqui. Na Amazônia, igapó é uma grande poça de água estagnada às margens de um rio, sobretudo depois da cheia. Acho uma boa metáfora para a gramática normativa. Como eu disse, enquanto a língua é um rio caudaloso, longo e largo, que nunca se detém em seu curso, a gramática normativa é apenas um igapó, uma grande poça de água parada, um charco, um brejo, um terreno alagadiço, à margem da língua. Enquanto a água do rio/língua, por estar em movimento, se renova incessantemente, a água do igapó/gramática normativa envelhece e só se renovará quando vier a próxima cheia.
(31) É a mesma coisa que nos explica, em termos científicos Luiz Carlos Clagliari em Alfabetização & linguística:
(32) A gramática normativa foi num primeiro momento uma gramática descritiva de um dialeto de uma língua. Depois a sociedade fez dela um corpo de leis para reger o uso da linguagem.
Por sua própria natureza, uma gramática normativa está condenada ao fracasso, já que a linguagem é um fenômeno dinâmico e as línguas mudam com o tempo, e, para continuar sendo a expressão do poder social demonstrado por um dialeto, a gramática normativa deveria mudar.
(33) Se não é o ensino/estudo da gramática que vai garantir a formação de bons usuários da língua, o que vai garanti-la? Existe muito debate a respeito entre os lingüistas e os pedagogos. O certo é que eles são praticamente unânimes em combater aquele mito. Há lugar para a gramática na escola? Parece que sim. Mas também parece ser um lugar bastante diferente do que lhe era atribuído na prática tradicional de ensino da língua. Na terceira parte deste livro, tentarei expor algumas opiniões a respeito.
(34) De todo modo, algumas pessoas muito competentes já explicaram tudo isso melhor do que eu seria capaz. Por isso, ao leitor e à leitora interessados neste tema recomendo a leitura, entre outros, dos já citados. Sofrendo a gramática, de Mário Perini. Por que (não) ensinar a gramática na escola, de Sírio Possenti, e Língua e liberdade, de Celso Pedro Luft, e também Linguagem língua e fala, de Ernani Terra; Contradições no ensino de português, de Rosa Virgínia Mattos e Silva, e Gramática na escola, de Maria Helena de Moura Neves. Esses nos ajudam a compreender melhor os mecanismos de exclusão que agem por trás da imposição das normas gramaticais conservadoras no ensino da língua e de que modo poderíamos, em nossa prática pedagógica, tentar desmontá-los. […]
(35) – Aqui termina a fala do nosso ilustre lingüista, Marcos Bagno.
(36) O volume de críticas é muito grande, quando se escreve sem obedecer a burrice contida na gramática normativa. A liberdade tolhida de escrever o português livremente, fora, (das normas), da gramática normativa tem deixado uma imensidão de pessoas com um imenso talento e conhecimento à margem do mundo dos “escritores”. Particularmente, eu não sei se isso é bom ou danoso, para o desenvolvimento do pensamento nacional! O que sei, e tenho certeza, é que nunca tive medo de críticas. Ora, se o que escrevo é lógico, é racional, é compreensível, é coerente, é inteligível, não vejo por que, ou por qual razão eu seria proibido, (por mim mesmo), de escrever!!!… Pois, devido a existência do artigo 19 da “Declaração Universal dos Direitos do Homem”, ninguém pode proibir o homem de escrever ou falar.
(37) Tenho a mais absoluta certeza de que não existe no Brasil uma lei proibindo escrever sem obedecer a gramática normativa. Não se pode confundir, talento, conhecimento, verve poética, com obediência ao que prescreve a gramática normativa. O recurso utilizado pelos escritores que por, um motivo ou por outro não dominam o que prescreve a gramática normativa, é pagar aos “gramáticos normativos” para corrigir seus textos. Inda bem que existem pessoas que se dedicam às correções dos textos, senão os menos aquinhoados com o conhecimento da “Fina Flor do Lácio” não teriam como publicar suas obras de forma mas escorreita. Quantos milhões de reais, os pais (assalariados) gastam na compra de livros de gramática normativa? Quem saberá me responder? Segundo o Marcos Bagno uma despesa inútil, será isto justo? Fora deste fato, o que nos entristece, é que muitos jovens vêem seus sonhos de se tornarem possuidores de títulos universitários, tolhidos pelas temidas provas de redação, como se as universidades só formassem escritores? Torno a vos perguntar, isto é justo, é inteligente? De que adianta, impedir que um jovem passe num vestibular de medicina, por que sua nota de redação foi insuficiente, se o que ele vai escrever ninguém vai conseguir ler, às vezes nem os farmacêuticos conseguem. Quanto aos relatórios médicos! Eles são atualmente, sempre escritos em computadores, que automaticamente os corrigem. Será! Que não estamos deixando de ter um competente médico? Que talvez um dia viesse a salvar a vida de um “gramático normativo”?
(38) Espero que não tenha tomado o tempo do leitor, o que de melhor se falou sobre o assunto veio do cientista da língua, Marcos Bagno, isto é o que se observa neste “ensaio dos outros”, (antes que o digam). Não me vejo capacitado para fazer uma crítica tão contundente, quanto o professor Marcos Bagno faz do assunto; mas isto, não impede que eu sinta e compreenda o problema criado pela gramática normativa, para os usuários do português escrito e falado no Brasil, principalmente para aqueles que possuem o pendor para a escrita, e são potencias escritores…
(39) Depois de ter abordado o interessante tema do Mito 7 vejo-me tentado a transcrever mais algumas páginas do livro do Marcos Bagno, e é o que farei, no entanto, não comentarei o transcrito, deixo esta tarefa para o leitor, assim, ele tirará suas próprias conclusões sobre as dez cisões do Bagno.
(40) Nas (PP. 142-145), Marcos Bagno criou um quadro interessante, com dez tópicos, os quais, conforme prometido, não vou comentar, e nem é necessário.
DEZ CISÕES
para um ensino da língua
não (ou menos) preconceituoso
1) Conscientizar-se de que todo falante nativo de uma língua é um usuário competente dessa língua, por isso ele SABE essa língua. Entre os 3 ou 4 anos de idade, uma criança já domina integralmente a gramática de sua língua. Sendo assim,
2) Existem diferenças de uso ou alternativas de uso em relação à regra única proposta pela gramática normativa.
3) Não confundir erro de português (que afinal, não existe) com simples erro de ortografia. A ortografia é artificial, ao contrário da língua, que é natural. A ortografia é uma decisão política, é imposta por decreto, por isso ela pode mudar, e muda, de uma época para outra. Em 1899 as pessoas estudavam psycologia e história do Egypto; em 1999 elas estudam psicologia e história do Egito. Línguas que não tem escrita nem por isso deixam de ter sua gramática.
4) Reconhecer que tudo o que a gramática Tradicional chama de erro é na verdade um fenômeno que tem uma explicação científica perfeitamente demonstrável. Se milhões de pessoas (cultas inclusive) estão optando por um uso que difere da regra prescrita nas gramáticas normativas é porque há alguma regra nova sobrepondo-se à antiga. Assim o problema está com a regra tradicional, e não com as pessoas, que são falantes nativos e perfeitamente competentes de sua língua. Nada é por acaso.
5) Conscientizar-se de que toda língua muda e varia. O que hoje é visto como “certo” já foi erro no passado. O que hoje é considerado “erro” pode vir a ser perfeitamente aceito como “certo” no futuro da língua. Um exemplo: no português medieval existia um verbo leixar (que aparece até na Carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel I). Com o tempo, esse verbo foi sendo pronunciado deixar, porque [d] e [l] são consoantes aparentadas, o que permitiu a troca de uma pela outra. Hoje quem pronunciar leixar, vai estar cometendo um “erro” (vai ser acusado de desleixo), muito embora essa forma seja mais próxima da origem latina (compare-se, por exemplo, o francês laisser e o italiano lasciare). Por isso é bom evitar classificar algum fenômeno gramatical de “erro”: ele pode ser na verdade, um indício do que será a língua no futuro.
6) Dar-se conta de que a língua portuguesa não vai nem bem, nem mal. Ela simplesmente VAI, isto é, segue seu rumo, prossegue em sua evolução, em sua transformação, que não pode ser detida (a não ser com a eliminação de todos os seus falantes).
7) Respeitar a variedade lingüística de toda e qualquer pessoa, pois isso equivale a tudo, respeitar a integridade física e espiritual dessa pessoa como ser humano, porque
8) a língua permeia tudo, ela nos constitui enquanto seres humanos. Nós somos a língua que falamos. A língua molda nosso modo de ver o mundo e nosso modo de ver o mundo molda a língua que falamos. Para os falantes de português, por exemplo, a diferença entre ser e estar é fundamental, eu estou infeliz é radicalmente diferente, para nós de, eu sou infeliz. Ora, línguas como o inglês, o francês e o alemão têm um único verbo para exprimir as duas coisas. Outras, como o russo, não tem verbo nenhum, dizendo algo assim como. Eu – infeliz ( o russo, na escrita, usa mesmo um travessão onde nós inserimos um verbo de ligação). Assim
9) uma vez que a língua está em tudo e tudo está na língua, o professor de português é professor de TUDO. (Alguém já me disse que talvez por isso o professor de português devesse receber um salário igual à soma dos salários de todos os outros professores.
10) Ensinar bem e ensinar para o bem. Ensinar para o bem significa respeitar o conhecimento intuitivo do aluno, valorizar o que ele já sabe do mundo, da vida, reconhecer na língua que ele fala a sua própria identidade como ser humano. Ensinar para o bem é acrescentar e não suprimir, é elevar e não rebaixar a auto-estima do indivíduo. Somente assim, no início de cada ano letivo este indivíduo poderá comemorar a volta às aulas, em vez de lamentar a volta às jaulas.
(41) Prezados e estimados leitores do BLOG do Paulo Nunes.
Espero não ter tomado o vosso precioso tempo, e de que tenhais absorvido a essência do que propõem os lingüista no geral, e o professor Marcos Bagno no particular, no que toca e faz referência nestas poucas páginas que transcrevi do seu esclarecedor livro: “PRECONCEITO LINGUÍSTICO”, (o que é e como se faz).
Esta obra do professor BAGNO, é composta de 186 páginas, das quais transcrevi exatamente 10. Eu não sei se esta obra se encontra à venda nas livrarias de Conquista. Mas, ela pode ser adquirida através do endereço eletrônico: [email protected] Em Vitória da Conquista, existe uma livraria que, em caso de falta de uma obra, a proprietária faz o pedido na hora… Isto sem acréscimo algum… Esta livraria é o Cairo Center.
(42) Ao postar o meu primeiro ensaio no BLOG do Paulo Nunes, para evitar desentendimentos “desnecessários” com os gramáticos “normativistas”, logo no início do ensaio inseri um dos meus direitos como ser humano, contido na “Declaração Universal dos Direitos do Homem”, o seu artigo 1º) diz: Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. E no seu artigo 19º) diz: Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras.
(43) Eu já disse, na carta ao filólogo, que a igualdade mais marcante dos seres humanos é exatamente a diferença inerente a cada um.
Também costumo apregoar a crença, de que o homem é um “ser” não analisável, por isso, pode-se esperar tudo dos homens, em vista do que: iniciei o ensaio da “CARTA À NINGUÉM”, a ser postada no blog do Paulo Nunes com a citação dos dois artigos da Declaração Universal dos Direitos do Homem.
(44) Sim, eis a tradução da frase de Baruch de Spinoza:
(1) (Tenho-me esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas por entendê-las).
(45) A meu ver, esta frase de Spinoza representa a maneira de ver o “assunto”, (linguística versus gramática normativa), do professor Marcos Bagno, e esta também é a visão de grandes vultos da literatura mundial. Por exemplo: Rousseau, (Genebra, 28 de Junho de 1712 — Ermenonville, 2 de Julho de 1778), no rodapé, de uma das suas cartas, já dizia: [….] Sei, é verdade, que a primeira regra dos nossos escritores é a de escrever corretamente e, como dizem eles, falar francês: isso resulta de terem pretensões e de desejarem parecer que possuem correção e elegância. A primeira regra para mim, que não me preocupo de modo algum com o que possam pensar de meu estilo, consiste em fazer-me compreender. Não hesitarei, sempre que, com o auxilio de dez solecismos, puder explicar-me com maior vigor e clareza. Contanto que eu seja mais compreendido pelos filósofos, de boa vontade deixo aos puristas correrem atrás das palavras. […]
Rousseau, logo acima destes dizeres, nos brinda com uns versos do poeta romano Horácio: – Se eu pudesse acrescentar alguma coisa, por que haveria de ser invejado, uma vez que a língua de Catão e de Ênio enriqueceu o idioma pátrio?
(46) Estes são os versos com a formatação e na língua original:
(47) Ego cur, adquirere pauca
Si possum, invideor, com língua Catonis et
Enni
Sermonem patrium ditaverit?
(48) Quintus Horatius Flaccus, (Venúsia, 8 de dezembro do ano 65 a.C. — Roma, 27 de novembro do ano 8 a.C.), Catão e Cipião levaram o poeta Ênnio em 204 a.C. para Roma. Como Ênnio dominava três idiomas: o osco, sua língua materna, o grego, em que foi educado, e o latim, falado no exército romano, em que serviu durante a segunda guerra púnica, iniciou ensinando grego. Como professor gozou da simpatia de patrícios ilustres, entre os quais Cipião o Africano, e tornou-se cidadão romano (184 a. C.). Faleceu em Roma e, além da famosa epopéia Annales, onde conta a história de Roma desde os tempos lendários, (da Loba), até seus dias, escreveu também tragédias e poesias de inspiração filosófica e moral e foi introdutor do hexâmetro no latim, o típico verso grego, – Rousseau deve se reportar a este fato histórico, a que se referia Horácio.
(49) Ora! Se Horácio, naquela época, já justificava suas acresções de palavras gregas ao latim, era porque sofria críticas, e Rousseau também o fez pelo mesmo motivo.
Portanto: nada a temer de críticas de gramáticos, elas são inevitáveis, e sempre existirão… Portanto, façam “OUVIDOS MOUCOS” às críticas, e assim: Vive la liberté d’expression, aux grammairiens, les haricots.
(50) Meus caros, pacientes e estimados leitores!
“Não tomem este escrito como um ataque motivado pela minha força, mas sim, como uma defesa, motivada pela minha fraqueza”.
(50) O próximo ensaio será dedicado a quem se lembrar, e identificar o filósofo que disse isso.
Bibliografia: Preconceito Linguístico (o que é, e como se faz) Marcos Bagno, Editora Loyola.
Licínio de Almeida, Bahia, 20 de agosto de 2010
Edimilson Santos Silva Mover
77-8813 7716
77-9109 3736
Professores das universidades estaduais param no próximo dia 30
Alunos, professores e funcionários das Universidades Estaduais da Bahia decidiram nesta quarta-feira, 23, realizar uma paralisação no próximo dia 30. A decisão veio logo após a audiência pública com deputados da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviços da Assembleia Legislativa, em que a categoria expôs os problemas que as instituições de ensino vêm enfrentando desde que foram publicados o Decreto de n° 12.583/11 e a Portaria de n° 001 de 22 de fevereiro, que tratam do controle da execução orçamentária do Estado. As resoluções alteraram o repasse de recursos para as universidades.
De acordo com o pró-reitor administrativo da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Rossini Cerqueira Cruz, o cronograma mensal de liberação dos recursos foi modificado. “Com o Decreto, vamos ter que gastar cerca de 55% do orçamento até o mês de outubro, os outros 45% das verbas serão repassadas em novembro e dezembro, o que inviabiliza uma série de obras e atividades acadêmicas”, diz Cruz. A mudança, para ele, vai interromper programas especiais de bolsas para estudantes indígenas e negros desenvolvidos pela instituição.
Pelo decreto, estão suspensas as concessões de ampliação de Gratificações por Condições Especiais de Trabalho, assim como o afastamento dos servidores para a realização de cursos de aperfeiçoamento que demandem substituição. Segundo o coordenador do Fórum das Associações de Docentes das Universidades Estaduais, Gean Santana, a medida impede que professores aprovados em seleções de mestrado e doutorado em outros estados ou países realizem os cursos. “Eles não podem se afastar para fazer os cursos, pois não há como contratar profissionais temporários”, reclama.
O Decreto prevê ainda a redução das despesas com as contratações pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). Segundo funcionários das universidades presentes à audiência, as resoluções já afetam serviços de limpeza e segurança de algumas unidades. “Estamos trabalhando além do nosso horário para manter todos os serviços”, contou a técnica universitária da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Mariza Santos dos Reis.
A categoria marcou também para o próximo dia 30, uma manifestação no turno da manhã, em frente à governadoria do Estado. Durante a tarde, o grupo segue para a Assembleia Legislativa, onde ocorrerá uma nova conversa com os deputados, para discutir o assunto.
Carolina Mendonça | A TAR
Tarifa de água deve aumentar 33,3% nos próximos 4 anos
A Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa) definiu um planejamento que deverá resultar num reajuste de 33,3% na conta de água nos próximos quatro anos. A meta é engordar os caixas da empresa para investirpesado em água e saneamento, com o objetivo de universalizar o acesso no Estado. O planejamento faz parte do plano de Revisão Tarifária Extraordinária da Embasa, que está sendo discutido na Comissão de Regulação dos Serviços Públicos de Saneamento Básico da Bahia (Coresab).
Para este ano, o reajuste proposto pela Embasa foi de 8,5% para as famílias que pagam a tarifa social, específica para as residências que recebem benefício do Bolsa Família e a tarifa intermediária, para famílias com renda entre zero e cinco salários mínimos que estão fora do programa. Na tarifa normal, o aumento na conta de água deverá ficar em 13,8%.
Para as famílias que gastam mais de 10 mil litros de água por mês, a cobrança passa a ser escalonada, de forma a evitar o desperdício. “Quem gastar mais, vai pagar mais”, avisa o presidente da Embasa, Abelardo Oliveira. Cerca de 60% dos consumidores estão enquadrados nas tarifas social e intermediária e, por isso, terão um reajuste médio de 8,65%.
Na avaliação de Raimundo Filgueiras, comissário-geral da Coresab, a cobrança, além de fornecer os recursos necessários à ampliação do abastecimento, será educativa para o consumidor. “As pessoas procurarão reduzir o desperdício de água, já que isso significará mais gastos”, prevê o comissário.
Mesmo com o valor do aumento praticamente selado, Raimundo Filgueiras explica que a Coresab vai avaliar a pertinência do reajuste e divulgar o valor oficial até a próxima sexta-feira, 25.
A Embasa atende hoje 11,5 milhões de pessoas em 356 municípios. O presidente da empresa, Abelardo Oliveira ressalta a importância do reajuste. “Temos que buscar recursos para investir em novas obras”, assinalou, ressaltando que as obras são realizadas com 50% de recursos próprios e 50% de terceiros. “Mesmo quando a obra é com recursos federais, eles exigem a contrapartida”, lembrou, destacando ainda que a Bahia, atualmente, tem a menor tarifa de fornecimento de água entre os estados brasileiros.
A meta de alcançar um reajuste de 33,3% nos próximos quatro anos foi definida após um estudo feito pela Fundação Instituto de Administração da Universidade Estadual de São Paulo.
Dicas para economizar
Use aeradores (peneirinhas acopladas na saída de água) nas torneiras; reduza o tempo no banho. Cinco minutos são suficientes; feche a torneira ao escovar os dentes; conserte os vazamentos assim que eles forem notados; use o balde para lavar o carro ao invés de mangueiras
João Pedro Pitombo l A TARDE
Conhecer melhor o especialista na area de Fonoaudiologia – Quem é o fonoaudiólogo? – Onde o fonoaudiólogo atua?
Afinal, o que o fonoaudiólogo faz? Quais são suas especialidades? – Fonoaudióloga Clauida dos Anjos Peeira
O que é a Fonoaudiologia
(Segundo o CRFa )
Quem é o fonoaudiólogo?
O fonoaudiólogo é um profissional de Saúde e Educação, com graduação plena em Fonoaudiologia, que atua de forma autônoma e independente nos setores público e privado. É responsável pela promoção da saúde, prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação e reabilitação) e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos da função auditiva periférica e central, da função vestibular, da linguagem oral e escrita, da voz, da fluência, da articulação da fala e dos sistemas miofuncional, orofacial, cervical e de deglutição. Exerce também atividades de ensino, pesquisa e administrativas.
Onde o fonoaudiólogo atua?
O fonoaudiólogo é atuante em – unidades básicas de saúde, – ambulatórios de especialidades, – hospitais e maternidades, – consultórios, – clínicas, – home care, domicílios, – asilos e casas de saúde, – creches e berçários,
– escolas regulares e especiais, – instituições de ensino superior, – empresas,
– veículos de comunicação (rádio, TV e teatro) e – associações.Quais as especialidades da Fonoaudiologia?
Cinco especialidades são hoje reconhecidas pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia:
Audiologia. Por meio da audição é que se adquire, normalmente, a comunicação oral. Doenças na gestação, infecções de ouvido, uso indiscriminado de medicamentos, exposição a ruídos intensos e outros podem causar alterações auditivas, comprometendo a comunicação e a qualidade de vida do indivíduo.
Linguagem. É a especialidade que trabalha com os aspectos que envolvem a comunicação oral e escrita. O seu desenvolvimento dá-se desde a infância até a idade adulta. Pessoas com problemas de comunicação (expressão e compreensão) podem ter dificuldades na sua integração social e profissional.
Motricidade. Nesta especialidade, o fonoaudiólogo habilita/reabilita funções relacionadas a respiração, sucção, mastigação, deglutição, expressão facial e articulação da fala, propiciando melhores condições de vida e de comunicação.
Saúde Coletiva. É um campo da Fonoaudiologia voltado a construir estratégias de planejamento e gestão em saúde, no campo fonoaudiológico, com vistas a intervir nas políticas públicas, bem como atuar na atenção à saúde, nas esferas de promoção, prevenção, educação e intervenção, a partir do diagnóstico de grupos populacionais.
Voz. Representa a identidade do indivíduo, pois expressa seus sentimentos. É produzida pelas pregas vocais e quando estas não funcionam adequadamente, a voz é alterada, podendo ficar rouca, abafada, soprosa, comprometendo o trabalho e a vida pessoal. O fonoaudiólogo previne, avalia e trata os problemas da voz falada (disfonias), cantada (disonias) e ainda aperfeiçoa os padrões vocais.
Qual é a origem da profissão?
A Fonoaudiologia é uma ciência estudada de forma sistemática nas universidades em mais de uma centena de países do mundo e existe formalmente há mais de um século. A primeira referência formal é de 1900, quando a Hungria reconheceu a profissão e criou a primeira faculdade de Fonoaudiologia no mundo.
No Brasil, sua história é ainda mais antiga, se considerada a sua associação com a da Educação Especial. A primeira marca identificatória da profissão é da época do Império, com a criação, em 1854, do Imperial Colégio, voltado para meninos cegos (hoje, Instituto Benjamim Constant), seguido, no ano seguinte, com a criação do Colégio Nacional, destinado ao ensino dos deficientes auditivos. Em 1912, documentos comprovavam que a Fonoaudiologia já se diferenciava da educação especial, com o início de pesquisas específicas, relacionadas aos distúrbios da voz e da fala, e com a implantação de cursos de orientação a professores.Quando foi regulamentada no Brasil?
Desde a década de 30 já se detectava a idealização da profissão de Fonoaudiólogo, oriunda da preocupação com a profilaxia e a correção de erros de linguagem apresentados pelos escolares.
Três décadas se passaram até que se desse início ao ensino da Fonoaudiologia no país. Isto ocorreu na década de 60, com a criação dos cursos da Universidade de São Paulo (1961), vinculado à Clínica de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1962), ligado ao Instituto de Psicologia. Ambos ainda estavam voltados à graduação de tecnólogos em Fonoaudiologia.
Nos anos 70, tiveram início os movimentos pelo reconhecimento dos cursos e da profissão. Foram criados, então, os cursos em nível de bacharelado. O da Universidade de São Paulo foi o primeiro a ter seu funcionamento autorizado, em 1977. Hoje são 31 os cursos reconhecidos no país.
Sancionada em 9 de dezembro de 1981, pelo então presidente João Figueiredo, a Lei n° 6965, que regulamentou a profissão de Fonoaudiólogo, veio ao encontro dos sonhos de uma categoria profissional, que ansiava ser reconhecida. Além de determinar a competência do Fonoaudiólogo, com a lei foram criados os Conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia (hoje os Regionais são em número de sete; o da 2ª. Região possui jurisdição sobre o Estado de S.Paulo), tendo como principais finalidades a fiscalização e orientação do exercício profissional. As atividades dos Conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia tiveram início efetivo em 1983.Em 15 de setembro de 1984 foi aprovado o primeiro Código de Ética da profissão, que elencava os direitos, deveres e responsabilidades do Fonoaudiólogo, inerentes às diversas relações estabelecidas em função de sua atividade profissional. Este texto foi revisado em 1995, em decorrência do crescimento da profissão, da ampliação do mercado de trabalho do fonoaudiólogo e da maior conscientização da categoria.
Claudia dos Anjos Pereira – atende em seu consultório em Vitória da Conquista – Bahia – Fono Clin – 77 3422-6118– e em outras instuições públicas e previdas da cidade -e mail : [email protected]
Enquanto Record conversa, Globo age e já tem 25% do Clube dos 13 ao seu lado
A disputa entre os canais de TV aberta para obter os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro afunila-se a cada dia, e cada vez mais fica a sensação de que será a Globo que sairá vencedora. Na segunda, mais três clubes anunciaram acordo com os cariocas, que já somam cinco agremiações oficialmente. Enquanto isso, a Record parece trabalhar apenas nos bastidores, conversando muito, mas resolvendo pouco. A RedeTV! parece carta fora do baralho.
Com Grêmio, Goiás, Coritiba, Cruzeiro e Vitória angariados, a Globo já tem 25% dos integrantes do rachado Clube dos 13 – que reúne 20 participantes – ao seu lado. Mesmo que destes apenas dois sejam considerados grandes, casos de gaúchos e mineiros, já é uma quantia significativa e demosntra o poder político, financeiro e de persuasão que a mesma tem, assim como o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, claramente favorável à empresa da família Marinho.
Já a Record vive de notícias desencontradas, com seus interlocutores falando apenas a jornais específicos e dando sempre a entender que têm dinheiro suficiente para brigar com a rival carioca. Não à toa informaram que sua proposta a Corinthians e Flamengo, maiores torcidas e chamadores de audiência do país, é de R$ 100 milhões por ano a cada um.
Na segunda, a “Folha de S. Paulo” trouxe a informação de que após falar com a dupla acima, a emissora paulista partiria agora para conversas com a turma fiel ao C13, formada principalmente por Atlético-PR, Atlético-MG, Internacional e São Paulo. Sua crença é a de que os dirigentes destes clubes ficariam tentados por conta da oferta ser muito maior que a apresentada pela RedeTV! – R$ 516 milhões anuais pelo total -, vencedora da licitação do C13 na qual concorreu sozinha.
RedeTV! e Clube dos 13 são duas entidades que parecem não ter fogo para esta briga. A primeira fez o seu papel ao levar proposta na licitação, ganhou, mas não demonstra qualquer possibilidade de partir para o convencimento dos clubes a ficar com ela. Já a instituição que respresenta as principais agremiações do país está de mãos atadas, já que um artigo do seu próprio estatuto diz que ela só pode falar por seus afiliados na questão com expressa anuência deles. O que não tem.
Como muitos clubes ainda não divulgaram o que farão, principalmente os de maior poder de discussão por conta do tamanho de suas torcidas, como Corinthians, Flamengo, São Paulo, Vasco e Palmeiras, ainda há dúvidas de como ficará e onde será a transmissão do Brasileiro a partir de 2012. O principal imbróglio acontcerá se pelo menos uma agremiação assinar com uma emissora que não seja a Globo, porque neste caso jogos envolvendo a mesma contra uma cujos direitos pertençam aos cariocas não poderia acontecer.









