A Gente diz

DENGUE: VARIAÇÃO TIPO 4 ENTRA NA BAHIA


Mal começou o período de chuvas na Bahia, e a chance de um surto de dengue já preocupa as autoridades de Saúde. O grande vilão deste ano é a variação tipo 4 da doença, que nunca se propagou pelo estado, e pode provocar estragos, já que não há baianos imunizados contra a doença. A secretaria estadual (Sesab) confirmou a presença da variação em dois pacientes que foram infectados em Salvador. Os tipos 1, 2 e 3 do vírus são comumente encontrados na Bahia. Por isso, as pessoas que tiveram a doença desenvolvem anticorpos e não são infectadas novamente pelo mesmo tipo de enfermidade. Para piorar, com a variação, aumenta a chance de haver casos de dengue hemorrágica, que é provocada principalmente quando a pessoa contrai uma segunda infecção por um tipo diferente de vírus. A modalidade não circulava no Brasil desde 1982, mas em junho do ano passado foram encontrados casos em Roraima e no Amazonas.

DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR nº 7 – (Convite para o enterro dos meus fantasmas)…


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PRIMEIRA PARTE:

Preâmbulo ao ensaio.

No mês de agosto deste ano de 2010, estando de viagem marcada para a cidade de Licínio de Almeida, Bahia para prestar assessoria a uma empresa, na área de mapeamento do limite territorial de um município da Chapada Diamantina, e não como não teria nenhuma ocupação na parte da noite, levei um livro para ler, com o estranho título de: (PRECONCEITO LINGUÍSTICO). Quando iniciei a leitura do livro, logo percebi que se tratava de algo extremamente interessante, então! Resolvi esmiuçá-lo e analisá-lo com a minudência e com a profundidade que meu parco intelecto mo permitisse, fiquei abismado com os conceitos emitidos pelo autor sobre o que se denomina de gramática normativa. Foi um choque muito grande para mim, ver um professor da USP expondo aqueles pontos de vista, a respeito do que se estabeleceu com relação ao uso das normas da própria gramática normativa. Sobretudo com respeito ao uso das normas da gramática na língua falada e escrita. O professor Marcos Bagno é tradutor, escritor e “linguista”, sendo Doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP). Professor de Linguística do Instituto de Letras da Universidade de Brasília, (UNB). Sua produção literária na área de “línguas” ultrapassa as duas dezenas de títulos. Sendo, portanto, uma autoridade no assunto. Esta qualificação do professor já está inserida no convite. Hoje 27 de novembro de 2010 resolvi publicar o ensaio (CONVITE PARA O ENTERRO DOS MEUS FANTASMAS) após ter verificado que havia cometido vários erros de concordância e outros, no arrazoado do TREM DE FERRO, e de que aparentemente ninguém havia notado ou reclamado, talvez por educação, ou talvez porque os erros são tão comuns que ninguém percebe ou se importa mais. Confesso que não sei por que não se dá mais importância aos erros de português. Será pelo dinamismo do modelo de vida que levamos atualmente? Ou será por que os erros tornaram-se banais, Será que a grande maioria está inteirada da postura dos lingüistas sobre o assunto? Eu de minha parte, me preocupo mais com a inteireza e a essência dos meus raciocínios do que com os erros que por ventura tenha cometido. Julgo ser melhor um escrito com raciocínios bem elaborados e inteligentes, mesmo com alguns erros, que um escrito escorreito, feito com a maior lisura com respeito à gramática normativa, mas, eivado de incoerências e burrices. Concordo plenamente com J. J. Rousseau quando diz: Não hesitarei, sempre que, com o auxilio de dez solecismos, puder explicar-me com maior vigor e clareza. Contanto que eu seja mais compreendido pelos filósofos, de boa vontade deixo aos puristas correrem atrás das palavras. […]

Minha opinião sobre o fato dos erros de português não serem “comumente” citados nos comentários pelos leitores, tem duas causas: primeiro, trata-se de uma postura  educada e elegante dos leitores, e segundo,  um leitor que se dispõe a ler um ensaio ou uma matéria qualquer, (num blog, num jornal, numa revista ou num livro), busca tão somente: inteligência, coerência, lógica, competência, verdade, raciocínios bem elaborados e sobretudo sinceridade e respeito com o leitor. Neste caso, eu comungo com Rousseau.

Qual seria a opinião do leitor?

Abordando o tema sob uma visão filosófica do “cogitare”, o que um indivíduo pensa, não é, e nunca será relevante para uma sociedade, salvo, se este pensar chegar ao conhecimento de pelo menos boa parte desta sociedade, sendo esta a justificativa para publicá-lo nos blogs que se dignam publicar meus insossos, e às vezes destemperados ensaios.

No dia 26 de novembro de 2010 escrevi um arrazoado sobre o TREM DE FERRO, onde cometi vários erros de português, no mesmo dia fiz um comentário no blog para chamar a atenção sobre o erro mais crasso, (a atenção dos leitores), onde foi utilizada uma palavra, onde a única diferença é a letra inicial, (eminente e iminente), que, no entanto, possuem significados distintos. Por que não comentam os erros? Talvez por que, erro seja coisa comum nos escritos em língua portuguesa, ou nos meus escritos. Quem não for versado no vernáculo sempre estará sujeito a “deslizes” na ortografia de algumas palavras, concordância, sintaxe, nas construções das frases: principalmente se o escrito for do tipo, (em cima da perna), como costumo fazer. Veja a etimologia da palavra “sintaxe” grego: súntaksis,eós (arranjo, disposição, organização). Fiz um comentário a poucos dias, num poema do Jean Claudio aqui no blog, onde utilizei a seguinte frase: (Se os há! Se não os há!), a deixei como acicate ao senso comum dos leitores, depois, vi que a palavra “há” do verbo “haver” tanto pode ser (presente), ou ser utilizada como (imperativo afirmativo), deste verbo, e lá está a frase, confesso que não sei se está concorde com a escrita culta. Na atualidade, o grande problema é o volume de escritos que se publica nos blogs, tornando-se impossível mandá-los para os revisores (filólogos e gramáticos), com o advento dos sites e dos blogs a dinâmica da língua se multiplicou por mil, dentro de muito pouco tempo teremos profundas mudanças na Fina Flor do Lácio. E os gramáticos normativos nada poderão fazer.

O que chamou minha atenção; foi precisamente a “atenção” que é dada aos erros, erros parecem serem coisas de somenos importância, foi isto que me levou a escrever o ensaio sobre a linguística e que agora levo ao conhecimento do público, digo “agora”, pois, embora o tenha escrito em agosto de 2010, só agora  em março de 2011  é que resolvi publicá-lo.

Leiam com atenção o CONVITE PARA O ENTERRO DOS MEUS FANTASMAS. (A PRIMEIRA E A SEGUNDA PARTE). Sejam bem vindos a este despretensioso ensaio, ou enterro? A primeira parte leva o leitor até a porta do cemitério, a segunda parte leva-o ao “ápice” do sepultamento e ao fundo do sepulcro da burrice. Gosto de gastar o meu latim de porta de cemitério! Requiescat in pace…

Por este ensaio ser bastante longo, tive que dividi-lo em (duas partes), estas duas partes, vou remetê-las para os blogs em um só e-mail, supondo que as duas postagens nos blogs saiam com o intervalo de no máximo uma semana.

Boa leitura e bom proveito.

Quanto ao efeito que a leitura do livro do Professor Marcos Bagno fez em mim! Foi me fazer perder completamente o medo de publicar qualquer escrito, “coisa” bastante natural em quem não possui um completo domínio do idioma luso, mas, não me fez perder o respeito que sempre tive pelo bom uso da língua pátria, tanto é, que isto aumentou o meu cuidado com o que escrevo. Ler o livro do Marcos Bagno é uma lição que não se esquece jamais, é igual ao primeiro sutiã, ou a primeira gravata, ou a primeira vez… Este preâmbulo estará apenso no início de cada parte. Preâmbulo revisado e atualizado em 20 de março de 2011, disto advirá qualquer aparente incoerência temporal, por ventura existente neste ensaio…

INÍCIO DO ENSAIO: Vejam o que escrevi num outro ensaio:

(1) Este ensaio, como não poderia deixar de ser, é dedicado aos expoentes da Fina Flor do Lácio: Camões (é o primeiro que me vem à mente), talvez em sonho, não sei por que, mas só o vejo com os dois olhos abertos, bem abertos; interessante, nunca o vejo manaio;  Eça de Queiroz, Antenor Nascentes, Rui Barbosa, de fraque, Humberto de Campos, um Antero de Quental, sisudo, todos indiferentes à minha piedade; vejo-os sempre saindo dos túmulos, em fila, andando em minha direção, de penas em punho, para me corrigir ou me admoestar; estes são os meus fantasmas!

(2) O tema em apreço, foi denominado pelo Marcos Bagno de (Mito número 7) – este mito trata da separação entre a “língua falada e escrita”, e a gramática normativa. Torna-se necessário que se faça uma apresentação do nosso anfitrião aos nossos ilustres leitores: o professor Marcos Bagno é tradutor, escritor e “linguista”, sendo Doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP). Professor de Linguística do Instituto de Letras da Universidade de Brasília, (UNB). Sua produção literária na área de “filologia” ultrapassa as duas dezenas de títulos. Sendo portanto, uma autoridade no assunto.

(3) Nesse ensaio; tomaremos conhecimento de um tema sumamente interessante: que é a cobrança que todos nos fazem, por não sermos especialistas na fala nem na escrita da “Fina Flor do Lácio”.

No entanto, tenho certeza que alguns outros colunistas destes Blogs o são, não digo especialistas, mas, pelo menos dominam com certa facilidade a gramática, ou até mesmo, sejam especialistas, em gramática normativa, que pretensamente tenta impor uma norma culta à fala e a escrita da língua. No meu caso em particular! Escrevo de ousado que sou! Mas, confesso que passei a olhar com outros olhos o problema da aplicação da gramática normativa, à escrita. (Isto, quanto à sua aplicação nos meus singelos escritos).  Qualquer pessoa que não possuir um completo domínio da gramática normativa, e ler o livro “PRECONCEITO LINGUÍSTICO”, (o que é, e como se faz), do professor Marcos Bagno, das “Edições Loyola”, passará a ter imediatamente outra visão sobre o assunto. No momento vamos analisar somente o que nos esclarece este cientista da língua, professor Marcos Bagno, no Capítulo de número 7 (sete), ou seja, o Mito número 7 (sete). É PRECISO SABER GRAMÁTICA PARA FALAR E ESCREVER BEM, (pp.62-68).

(4) Primeiramente vou apresentar os meus veneráveis fantasmas, aos meus amáveis leitores, Para depois enterrá-los solenemente, (enterrar os fantasmas, claro), se é que seja possível enterrar um fantasma! Depois trato do Mito número 7 (sete), do professor Marcos Bagno. No futuro, com o auxilio deste lingüista e de seus colegas, ainda iremos ao enterro da gramática normativa. Isto segundo o próprio Marcos Bagno.

(5) Depois de ler o livro deste ilustre cientista da língua, não vejo mais motivos para ter estes saudáveis, rotineiros e salutares encontros oníricos com estes meus já familiares fantasmas. Tudo na vida torna-se uma rotina, até encontro com fantasmas, embora seja uma rotina onírica! Assim, fica aqui o solene, (e alegre), convite para o enterro dos mesmos, na esperança de que cada um leitor, de “per se”, também faça o enterro dos seus fantasmas, naturalmente que este convite é dirigido unicamente a quem os possuir…

(6) Em agosto do ano de 2003 dirigi uma carta a um filólogo, (que se tornou meu amigo através da net), por sinal nunca mais o vi, amigo virtual é assim mesmo, “virtual”, carta esta, com o seguinte conteúdo, ou vazada nos seguintes termos:. Eis aí um exemplo do dinamismo da língua, eis aí, uma “coisa” que nunca consegui compreender; (claro que estou brincando com o leitor!). Como é que se consegue vazar uma carta? Será que é dobrando-a, e segurando-a pelas extremidades das pontas, depois fazendo um pequeno furo no centro da dobra para que por ali escorra o que foi escrito? Será!!!…

(7)  A poucos dias tive uma prova viva do dinamismo da língua, estando em visita a um filho em Abrantes de Camaçari, quando chegou a hora de meu neto, (Hobert Santos Silva), ir para o Colégio, este meu neto de quinze anos, é um aluno brilhante, campeão de xadrez do colégio Mendel, em Lauro de Freitas, que já é poeta e escritor, ele faz o último ano do segundo grau, dirigindo-se para o portão, gritou para mim! Vazei vô! Tchau…  Eu já tinha encontrado um exemplo semelhante no livro do Bagno. (Claro, que o verbo “vazar” na frase da carta é utilizado no sentido de escrever, e o meu neto estava utilizando o mesmo verbo em substituição ao verbo “ir” ou “partir”). O “vazar” da carta já está incorporado à forma culta, e o outro “vazar”, com certeza não demorará muito para estar.

(8) Eis a minha carta ao filólogo:

Caro Amigo Fílólogo

Somos, com certeza, (cada um de “per se”), um Universo à parte; se assim não o fosse, seríamos como nossos irmãos irracionais, “individualizados”, mas com procedimentos típicos de manada, com ações e atitudes grupais etc, em que, num milhão de indivíduos, ninguém se destaca, salvo nos comportamentos instintivos, da reprodução e da sobrevivência. A igualdade mais marcante dos seres humanos é exatamente a diferença inerente a cada um. Quando encontrardes muitos indivíduos iguais, defendendo os mesmos princípios ou crenças, desconfie deles! Principalmente dos não questionadores, pertencentes à grupos com as mesmas crenças religiosas, científicas, filosóficas ou políticas, via de regra são fanáticos, com visão distorcida da realidade, mais parecendo habitantes da caverna de Platão.

A única esperança de cura para um fanático é rezar pela próxima encarnação; com sorte, ele talvez escape deste pesadelo. Perdoe-me por ter que ser mordaz, mas nesses casos torna-se necessário ser duro. Impossível enfrentar um exército de fanáticos com flores! Desconfio das multidões unânimes, pois, nelas vejo algo que me cheira a “algo de podre no Reino da Dinamarca”. A única “qualidade” da multidão é ser burra. Não creio que paire sobre a multidão o “Master Mind”. Também não acredito na máxima de que toda a unanimidade seja burra; os julgamentos unânimes nem sempre são burros, o caminho não é este.

O que leva os homens ao erro sempre são outros homens; desconheço o caso em que, ”intencionalmente”, o cachorro levou o dono ao crime! Sei, e sei bem, que a união faz a força e que o que nos fez progredir como espécie em evolução foi o instinto gregário. No entanto, na minha individualidade, sou de comportamento arredio; isto vem da minha natureza, do meu instinto, está no meu cérebro límbico; está no meu lado zôo, e todos o temos. Não chego a ser tímido, mas não me sinto bem nas aglomerações, principalmente nas reuniões sociais! Desconfio dos homens de gravata! Se possível, leve um papo com um homem “desconhecido” e de short, na praia, e, depois, com o mesmo homem no trabalho, já de paletó e gravata; analise se por ventura são as mesmas pessoas! Acredito que deduzirás que não! É muito comum a pessoa mudar em função do traje e do ambiente. Nada tenho contra o paletó e a gravata, pois são somente dois pedaços de pano. No entanto abomino o uso do “smoking” e da gravata (são mutiladores da personalidade). Claro que estou tratando do homem comum, como a mim. Usei gravata uma única vez na vida; mas tive quatro fortíssimas razões ou desculpas para fazê-lo: era inexperiente, era jovem, ia me casar e estava apaixonado. Neste caso, o instinto prevalece e tudo é válido.

Confesso! Nunca fui ao casamento de um filho, nem a uma de suas formaturas; de vez em quando, um aniversário me pega de surpresa: somente de surpresa. Também tenho outros defeitos ou qualidades; mais defeitos que qualidades. Por exemplo: quando começo a escrever, me apiedo dos filólogos, principalmente dos puristas. Por vários dias, fico imaginando! Camões (é o primeiro que me vem à mente), talvez em sonho, não sei por que, mas só o vejo com os dois olhos abertos, bem abertos; interessante, nunca o vejo manaio;  Eça de Queiroz, Antenor Nascentes, Rui Barbosa, de fraque, Humberto de Campos, um Antero de Quental, sisudo, todos indiferentes à minha piedade; vejo-os sempre saindo dos túmulos, em fila, andando em minha direção, de penas em punho, para me corrigir ou me admoestar; são os meus fantasmas!

Creio que vou tomar capricho e aprender, pelo menos, os rudimentos mais elementares da “Fina Flor do Lácio”. Assim tomarei menos o seu precioso tempo.  Espero um dia ter a honra e o prazer de conhecê-lo pessoalmente e, assim, poder usufruir de um (mesmo curto) bate-papo.

P.S.

Quanto ao seu não julgamento, não se preocupe; a minha intenção é esta mesma, (não ver os conceitos dos “insights” sob julgamento). Por terem origem exotérica-filosófica, são dirigidos ao homem comum e, por terem natureza metafísica, dispensam julgamentos de caráter científicos; a obra é tão-somente a descrição dos “insights”, não tendo, assim, cunho contestatório de nenhuma área do conhecimento humano. A diversidade dos temas abordados pode ter me levado a algum erro conceitual; foi minha intenção levar aos leigos, pelo menos de forma simplificada e geral, pequena parte dos conhecimentos já acumulados pelo homem.

Espero não ter emitido conceitos incompatíveis com os postulados da ciência oficial. As contestações da ciência moderna, atualmente, são feitas na área da relatividade geral e da física quântica, isto pelos próprios físicos teóricos. Quanto ao professor de física, estou enviando um exemplar, para que você o encaminhe ao mesmo; ficarei agradecido se ele puder fazer uma crítica e uma correção nos conceitos científicos emitidos no ensaio; só queria que ele deixasse os conceitos cosmogônicos, contidos em toda a obra, no que tange aos “insights”, intactos, como estão, pois errados ou não, são frutos dos próprios “insights”. Mesmo por que; o “mistério maior” está em qualquer ponto; e não num ponto específico do riacho da montanha.

Veja bem!

O ponto de vista enunciado nas palavras dirigidas aos meus familiares é abrangente e tem aplicação a todo o relacionamento humano.

Camaçari, Ba. – Vila de Abrantes, 18 de agosto de 2003

Com toda a admiração e o respeito, do aprendiz de aprendiz de rabiscador,

Edimilson Santos Silva  Movér

(9)  O professor Marcos Bagno abre o seu livro com uma frase lapidar do filósofo Baruch de Spinoza, que diz: Sedule curavi humanas actiones non ridere, non lugere neque detestare, sed intellegere.1

(10)  Na mitologia do preconceito linguístico o Mito de número 7 na página 62 da 45a edição do livro (Preconceito Linguístico) das “Edições Loyola”, possui o seguinte título:  “É preciso saber gramática para falar e escrever bem”,:

(11) Aqui transcrevo “ipsis litteris” o que nos diz o arauto da derrocada da gramática normativa. Marcos Bagno, linguista e cientista da língua, pois todo linguista é um cientista da língua.  Luiz Carlos Clagliari também comunga com esta opinião. Esta mesma opinião eu encontrei no mestre Antenor Nascentes, até mesmo o francês Jean-Jacques Rousseau sempre vociferou contra a gramática normativa. Portanto, esta briga, é briga de cachorro grande! Então, como cachorro de tamanho 0 (zero), talvez menor ainda, estou fora…

(12) Eis a transcrição:

Página 62 […] – É difícil encontrar alguém que não concorde com a declaração: “É preciso saber gramática para falar e escrever bem”, Ela vive na ponta da língua da grande maioria dos professores de português e está formulada em muitos compêndios gramaticais, como a já citada Gramática de Cipro e Infante, cujas primeiríssimas palavras são: “A Gramática é instrumento fundamental para o domínio do padrão culto da língua”. […]

(13) É muito comum, “também”, os pais de alunos cobrarem dos professores o ensino dos “pontos” de gramática tais como eles próprios os aprenderam  em seu tempo de escola. E não faltam casos de pais que protestaram veementemente contra professores e escolas que, tentando adotar uma prática de língua menos conservadora, não seguiam rigorosamente “o que está nas gramáticas”. Conheço gente que tirou seus filhos de uma escola porque o livro didático ali adotado não ensinava coisas “indispensáveis” como “antônimos”, “coletivos” e “análise sintática”…

!4) Por que aquela declaração de número 7 é um mito? Porque, como nos diz Mário Perrini em Sofrendo a Gramática, (p. 50), “não existe um grão de evidência em favor disso; toda a evidência disponível é em contrário”. Afinal, se fosse assim, todos os gramáticos seriam grandes escritores (o que está longe de ser verdade), e os bons escritores seriam especialistas em gramática.

(15) Ora, os escritores são os primeiros a dizer que gramática não é com eles! Rubem Braga, indiscutivelmente um dos grandes de nossa literatura, escreveu uma crônica deliciosa a este respeito chamada “Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim”.

(16) Carlos Drummond de Andrade (preciso de adjetivos para qualificá-lo?), no poema “Aula de Português” também dá testemunho de sua perturbação diante do “mistério” das “figuras de gramática, esquipáticas”, que compõem “o amazonas de minha ignorância”. Drummond ignorante?

(17) E o que dizer de Machado de Assis que segundo, Luiz Carlos Clagliari, ao abrir a gramática de um sobrinho, se espantou com a própria “ignorância” por “não ter entendido nada”? Esse e outros casos são citados por Celso Pedro Luft (parág. 18) em Língua e Liberdade (pp. 23-25). E esse mesmo autor nos diz (p. 21):

(18) Um ensino gramaticalista abafa justamente os talentos

naturais, incute insegurança na linguagem, gera

aversão ao estudo do idioma, medo a expressão livre e

autêntica de si mesmo.

(19) Mário Perini, no livro que citamos acima, chama a atenção para a “propaganda enganosa” (parág. 20) contida no mito de que é preciso ensinar gramática para aprimorar o desenvolvimento linguístico dos alunos:

(20) Quando justificamos o ensino de gramática dizendo que é para que os alunos venham a escrever (ou ler, ou falar) melhor, estamos prometendo uma mercadoria que não podemos entregar. Os alunos percebem isso com bastante clareza, embora talvez não o possam explicitar; e esse é um dos fatores do descrédito da disciplina entre eles.

(21) E Sírio Possenti, já citado, (não aqui no mito 7), grifo meu, lembra-nos que as primeiras gramáticas do Ocidente, as gregas, só foram elaboradas no século II a.C., mas que muito antes disso já existira na Grécia uma literatura ampla e diversificada, que exerce influência até hoje em toda cultura ocidental. A Ilíada e a Odisséia já eram conhecidas no século VI a.C., Platão escreveu seus fascinantes Diálogos entre os séculos V e IV a.C., na mesma época do grande dramaturgo Ésquilo, verdadeiro criador da tragédia grega. Que gramática eles consultaram? Nenhuma! Como puderam então escrever e falar tão bem sua língua?

(22) O que aconteceu ao longo do tempo, foi uma inversão da realidade histórica. As gramáticas foram escritas precisamente para escrever e fixar como “regras” e “padrões” as manifestações lingüísticas usadas espontaneamente pelos escritores considerados dignos de admiração, modelos a ser imitados. Ou seja, a gramática normativa é decorrência da língua, é subordinada a ela, dependente dela. Como a gramática, porém, passou a ser um instrumento de poder e de controle, surgiu essa concepção de que os falantes e escritores da língua é que precisam da gramática, como se ela fosse uma espécie de fonte mística invisível da qual emana a língua “bonita”, “correta” e “pura”. A língua passou a ser subordinada e dependente da gramática. O que não está na gramática normativa “não é português”. E os compêndios gramaticais se transformaram em livros sagrados, cujos dogmas e cânones têm que ser obedecidos à risca para não se cometer nenhuma “heresia”.

(23) O resultado dessa inversão dos fatos históricos é visível, por exemplo, (parág. 24) na Gramática de Cipro e Infante que, na p. 16, afirma:

(24) A Gramática normativa estabelece a norma culta, ou seja, o padrão lingüístico que socialmente é considerado modelar […] As línguas que têm forma escrita, como é o caso do português, necessitam da Gramática normativa para que se garanta a existência de um padrão lingüístico uniforme [...]

(25) Ora, não é a gramática normativa que “estabelece” a norma culta. A norma culta simplesmente existe como tal. A tarefa de uma gramática seria, isso sim, definir, identificar e localizar os falantes cultos, coletar a língua usada por eles e descrever essa língua de forma clara, objetiva e com critérios teóricos e metodológicos coerentes. Sem isso não podemos confiar em gramáticas como a de um Domingos Paschoal Cegalla, (parág. 26) que afirma simplesmente:

(26) Este livro pretende ser uma Gramática Normativa da língua Portuguesa do Brasil, conforme a falam e escrevem as pessoas cultas na época atual [Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, p. XIX].

(27) Mas quem são estas “pessoas cultas da época atual”? Com que critérios o autor as classificou de “cultas”? Com que metodologia precisa identificou o modo como elas “falam e escrevem”? Pois é isso precisamente que mais necessitamos hoje no Brasil: da descrição detalhada e realista a norma culta objetiva, com base em coletas confiáveis que se utilizem dos recursos tecnológicos mais avançados, para que ela sirva de base ao ensino/aprendizagem na escola, e não mais uma norma fictícia que se inspira num ideal lingüístico inatingível, baseado no uso literário, artístico, particular e exclusivo dos grandes escritores. Afinal, um instrutor de auto escola quer formar bons motoristas, e não campeões internacionais de fórmula 1. Um professo de português quer formar bons usuários da língua escrita falada, e não prováveis candidatos ao prêmio Nobel de literatura!

(28) Por outro lado, não é a gramática normativa que vai “garantir a existência de um padrão lingüístico uniforme”. Esse padrão linguístico (que pode chegar a certo grau de uniformidade, mas nunca será totalmente uniforme, pois é usado por seres humanos que nunca hão de ser criaturas físicas, psicológica e socialmente idênticas), como dissemos, existe na sociedade, independentemente de haver ou não livros que o descrevam.

Bibliografia: Preconceito Linguístico, (o que é, e como se faz) Marcos Bagno, Editora Loyola.

CONTINUA NA SEGUNDA PARTE

Licínio de Almeida, Bahia, 20 de agosto de 2010

Edimilson Santos Silva Movér

77-8813 7716

77-9109 3736

[email protected]

União lança programa de prevenção contra os cânceres de mama e útero

Raíza Tourinho

Xando Pereira/Agência A TARDE

O câncer de mama, seguido pelo de colo de útero, tem o maior índice de mortalidade

A presidente Dilma Rousseff lança nesta terça-feira, 22, em Manaus (AM), o Programa de Prevenção ao Câncer de Mama e ao Câncer de Colo de Útero. O governo federal investirá R$ 4,5 bilhões para garantir exames preventivos e tratamento de câncer de mama e de colo do útero a todas as mulheres com idade entre 25 e 59 anos. Na Bahia, serão mais de R$ 17 milhões somente este ano.

De acordo com a presidente, serão implantados 20 novos centros especializados em diagnóstico e tratamento da fase inicial da doença no Norte e Nordeste, e hospitais de todo o País deverão ampliar o atendimento para tratamento de câncer por meio de serviços de radioterapia e quimioterapia, entre outros. Serão instalados, ainda, 50 centros para confirmação de diagnóstico, que terão a possibilidade de realização de biópsias.

Dilma avaliou que a quantidade é suficiente para garantir que mulheres com idade entre 40 e 69 anos façam o exame no prazo correto, mas admitiu que muitos aparelhos estão parados, com baixa produção e até mesmo encaixotados. O Ministério da Saúde, responsável pela implantação do programa,  informa que ainda não foram definidos os estados onde serão instalados os centros especializados em câncer. Mas confirmou que devem ser priorizados aqueles onde há menor oferta do serviço.

Para o diagnóstico do câncer de mama, enfermidade que mais afeta as brasileiras, o País conta atualmente com quatro mil mamógrafos – metade deles na rede pública de saúde. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), no Estado há 250 mamógrafos, dos quais 89 são utilizados na capital.

Baianas – O câncer de mama, seguido pelo câncer de colo de útero, apresenta o maior índice de mortalidade, de acordo com a coordenadora do cuidado por ciclo de vida e gênero da Sesab, Olga Sampaio. “É um problema de saúde pública”, enfatiza. Segundo ela, na Bahia, 466 mulheres foram vítimas do câncer de mama e 199 de câncer de colo do útero apenas em 2010.

O índice é pequeno, se comparado ao ano anterior, quando 884 mulheres morreram devido aos dois tipos de câncer. “De certa forma, significa que as mulheres estão se cuidando mais. As ações do governo estão sendo mais efetivas e elas têm mais acesso aos exames preventivos”, avalia Sampaio. Uma estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que, este ano, o País terá aproximadamente 18,5 mil novos casos de câncer de colo do útero e 49,2 mil de câncer de mama.

Ano passado, foram realizados mais de  858 mil exames papanicolau (preventivo do câncer de colo de útero) e 194 mil mamografias na Bahia, segundo dados do Ministério da Saúde.

Confira onde fazer os exames pelo SUS

Hospital Aristides Maltez/Tel.: (71) 3357-6900

Hospital das Clínicas/Tel.: (71) 3247-6982

Centro Estadual de Oncologia – Cican/Tel.: (71) 3116-5481

Hospital São Rafael/Tel.: (71) 3393-3937

Hospital Santa Izabel/Tel.: (71) 2203-8444

Hospital Espanhol/Tel.: (71) 3264-1500

Shows de Jânio Arapiranga e Paula Fernandes foram os destaques do final de semana em Conquista

Paula Fernandes e Jânio Arapiranga encantam o público no Country Club Primavera

Rodrigo Ferraz

 

Por Rodrigo Ferraz

Na noite do último sábado (19) cerca de três mil pessoas estiveram no Country Club Primavera, em Vitória da Conquista, com o objetivo de prestigiar os shows de Jânio Arapiranga e Paula Fernandes.

A escolha do local, considerada uma idéia inovadora pelo produtor Pedro Massinha, agradou, principalmente para a população que reclamava dos eventos no Parque de Exposições Teopompo de Almeida e Clube Social.

A revelação da música sertaneja dos últimos anos, mais uma vez, empolgou os conquistenses com seus hits já conhecidos, como “Pássaro de Fogo”, “Meu eu em você”, “Seio de Minas”, dentre tantas outras. O público mostrou que gosta de Paula Fernandes e cantou junto com a artista a maioria das canções.

Expoconquista: Um evento que faz parte do calendário conquistense hpa mais de 80 anos

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 Exposição Agropecuária de Conquista nos anos 40  

Por Luís Fernandes  

A 1ª exposição agropecuária conquistense (hoje Expoconquista) foi realizada em 1933, com o nome de “Feira de Animais”. Mas, desde 1918, vindo de Fortaleza (atual município de Pedra Azul – MG) o Cel. Theopompo de Almeida, com um plantel de reprodutores zebu das raças Guzerá e Nelore, vendia seus animais a pecuaristas locais. Theopompo foi um dos grandes criadores e comerciantes de gado da região. Incentivando a pecuária local, buscou promover a Primeira Exposição Agropecuária de Conquista em 1933. Por conta disso o nome do Parque de Exposições de Conquista o homenageia.   

 O Parque de Exposições situava-se fora do perímetro urbano de Conquista  

 Justino Gusmão, Virgílio Ferraz, Deraldo Mendes, Zeferino Correia, Pompílio Nunes, Régis Pacheco, entre muitos outros, foram grandes pecuaristas do passado conquistense. Conquista tinha o maior criatório de bovino do Estado, conforme publicação do “Àlbum Artístico, Comercial e Industrial do Estado da Bahia”, em 1930. Perdeu esta posição porque muitos dos antigos distritos onde se criavam gado e era a “Bacia Leiteira” do Município se emanciparam. Virgílio Ferraz de Oliveira foi um dos primeiros a introduzir gado selecionado na região, na sua fazenda “Quilombo”. Deraldo Mendes, nos anos 30, foi o maior criador de gado desta região.  

 

 

   Dos anos 30 aos anos 80 era somente Exposição Agropecuária
Não se têm notícias das 2ª, 3ª e 4ª exposições agropecuárias de Conquista, nem quando elas foram realizadas. A 5ª, realizada em 1953, contou com a presença do então Governador Régis Pacheco. Na 6ª, que aconteceu em 1957 e promovida pela Associação Rural do Sudoeste Bahiano, foi inaugurado o “Pavilhão Nozinho Sales”, no Parque Teopompo (sem “h”) de Almeida, empreendida pelo então presidente da entidade Pedro Morais Filho. Pelo calendário da época, a “Feira de Animais” (precursora da Exposição Agropecuária Conquistense), era efetivada num espaço de quatro anos entre uma e outra. Daí a 7ª só ter ocorrido em 1961. Na época ficou determinado que o período entre um evento e outro tinha de ser reduzido , passando de quatro anos para dois. A 7ª contou com a presença do Governador Juracy Magalhães. A próxima exposição, portanto, foi em 1963. Era a 8ª, encerrada pelo Presidente da República João Goulart, que veio a Conquista inaugurar o asfaltamento da BR-116. A próxima edição do evento, em 1965, recebeu o nome de 9ª Exposição de Animais e Produtos Derivados, alargando o leque de opções à mostra. O evento contou, no ato de abertura, com a presença do Governador Lomanto Júnior. A 10ª, ocorrida em 1967, não obteve o entusiasmo das anteriores. A 11ª, que se realizou em 1969, teve, no ato de abertura, a presença do Governador Luiz Viana Filho. A 12ª, que aconteceu em 1971, teve até paraquedismo no Estádio Lomanto Júnior. A seguinte (13ª), realizada no ano de 1973, contou, inclusive, com a presença do embaixador da Índia, Mr. Prithi Sing. A 14ª (acontecida em 1975) e a 15ª (ocorrida em 1977) não tiveram a presença do Governador Roberto Santos (então aliado a ACM), mesmo porque a cidade era administrada pela oposição ao grupo carlista, que comandava o Estado. Mas, em 1979, quebrando esta barreira, o próprio Governador Roberto Santos veio prestigiar a 16ª Exposição Agropecuária de Conquista. A 17ª (1981), 18ª (1983) e 19ª (1985) também não contaram com a presença dos Governadores Antônio Carlos Magalhães e João Durval. A 20ª, acontecida em 1987, contou com a presença do Governador Waldir Pires (PMDB). No final dos anos 80 o evento começou a ser realizado todos os anos, e já era “Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Vitória da Conquista”. 

Itamaraty divulga atos que serão assinados por Obama e Dilma

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O Ministério de Relações Exteriores divulgou em sua página na internet os atos de acordos entre Brasil e Estados Unidos sobre questões como biocombustíveis e educação. O ministro das Relações Exteriores ainda endereça uma carta ao embaixador norte-americano, Thomas Shannon, propondo mudança em um artigo no acordo sobre remuneração do pessoal do corpo diplomático dos dois países. Veja a íntegra dos documentos (clique nos links para ver o texto completo de cada ato):

nº 118 – 19/03/2011

Carta do Ministro Antonio de Aguiar Patriota ao Embaixador dos Estados Unidos da América no Brasil, Thomas Shannon

nº 117 – 19/03/2011

Protocolo de Intenções sobre a ampliação de atividades de Cooperação Técnica em Terceiros Países assinado entre o Governo da…

nº 116 – 19/03/2011

Parceria para o Desenvolvimento de Biocombustíveis de Aviação assinado entre o Governo da República Federativa do Brasil e do…

nº 115 – 19/03/2011

Memorando de Entendimento assinado entre a Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior da República…

nº 114 – 19/03/2011

Memorando de Entendimento para o estabelecimento do Programa Diálogos Estratégicos Brasil-EUA assinado entre a Capes e a Comissão…

nº 113 – 19/03/2011

Memorando de Entendimento para a Implementação de Atividades de Cooperação Técnica em Terceiros Países no Âmbito do Trabalho…

nº 112 – 19/03/2011

Memorando de Entendimento sobre Cooperação para Apoiar a Organização de Grandes Eventos Esportivos Mundiais assinado entre o…

nº 111 – 19/03/2011

Acordo-Quadro sobre Cooperação nos Usos Pacíficos do Espaço Exterior assinado entre o Governo da República Federativa do Brasil e…

nº 110 – 19/03/2011

Acordo sobre Transportes Aéreos assinado entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da…

nº 109 – 19/03/2011

Acordo de Comércio e Cooperação Econômica assinado entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados…

Dilma cobra de Obama fim de barreiras comerciais

 

Em 1D7E18868F2BC9D940F17ED5956B2Fdiscurso no Palácio do Planalto, presidente do Brasil coloca questão como necessária para haver uma relação mais justa e equilibrada entre os dois países

Tânia Monteiro e Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo

 BRASÍLIA – Em nome da “franqueza” e para construir “uma relação de maior profundidade”, a presidente Dilma Rousseff disse neste sábado, 19, ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no pronunciamento conjunto dos chefes de Estado após reunião reservada no Palácio do Planalto, que uma relação comercial mais justa e equilibrada exige “que sejam rompidas as barreiras que se erguem contra nossos produtos”. Obama, por sua vez, citou a consolidação democrática no Brasil e enfatizou o crescimento econômico brasileiro ao afirmar que não foi coincidência a escolha do País como a primeira parada em seu périplo pela América Latina.

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Dilma agradeceu a “gentileza” da visita, “logo no início” de seu governo e fez questão de se apresentar como herdeira do governo do “querido companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, com quem tive a honra de trabalhar.” A presidente citou “o legado” de inclusão social do ex-presidente Lula e lembrou que, no Planalto, estavam juntos a primeira a mulher eleita no Brasil e o primeiro presidente dos EUA “afrodescendente”.

Crise mundial. Dilma cobrou, de maneira explícita, reformas nos organismos de governança global, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (Bird), e se disse preocupada com a “lentidão” do processo que mantém as instituições como representantes de “um mundo antigo”.

Ao citar as Nações Unidas e o Conselho de Segurança, a presidente brasileira fez questão de dizer porque o Brasil disputa um lugar como membro permanente no órgão. “Aqui, senhor presidente, não nos move o interesse menor da ocupação burocrática de espaços de representação. O que nos mobiliza é a certeza que um mundo mais multilateral produzirá benefícios para a paz e harmonia entre os povos.”

Ela reconheceu que foram feitos progressos, desde a crise financeira de 2008-2009, mas considerou as mudanças ainda são “limitadas e tardias”. A brasileira ressaltou que crê na retomada econômica americana.

Serviço secreto da Casa Branca suspende discurso de Barack Obama, a céu aberto, na Cinelândia

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Desconfiados quanto ao controle da situação, agentes optaram por cancelar discurso ao povo carioca, que deve ser restrito apenas à convidados no Teatro Municipal. Montagem do palco, que já tinha começado, foi suspensa.

Mudou de lugar o discurso que Barack Obama fará no Rio. Em vez de falar em público, num palco montado na Cinelândia, no Centro da cidade, o presidente americano deve discursar dentro do Teatro Municipal, para um público restrito. A informação foi publicada pelo colunista Ancelmo Gois, no Jornal ‘O Globo’ e confirmada pela repórter Zileide Silva, da TV Globo.

A decisão aconteceu na noite de quinta-feira (17), depois de o consulado americano já ter confirmado o discurso aberto. O palco na Cinelândia chegou a começar a ser montado, mas a montagem no local foi suspensa. Nem a embaixada enm o consulado nos Estados Unidos, no entanto, confirmam oficialmente a informação.

 Interdições

 Na própria quinta, foram suspensas as intedições que estavam previstas para a partir da meia-noite, a pedido do consulado dos Estados Unidos. Na manhã desta sexta-feira (18), a prefeitura do Rio afirmou que ainda não foi informada oficialmente das mudanças do discurso e, por isso, as interdições programadas nas ruas do Centro continuarão a ser executadas conforme a programação do esquema de trânsito especial divulgado anteriormente.

Confira abaixo as informações previstas:

* A partir de sexta-feira (18) – horário ainda não definido
– Rua Evaristo da Veiga entre a Rua Senador Dantas e a Avenida Rio Branco
– Avenida 13 de Maio
– Rua de serviço junto à Praça Floriano

* A partir das 7h de sábado (19)
– O tráfego será proibido em parte da Av. Rio Branco, entre Av. Almirante Barroso e Rua Santa Luzia
– Ruas no entorno da Cinelândia

* A partir das 5h de domingo (20)
– Todas as ruas transversais a Av. Rio Branco, desde a Av. Beira Mar até a Av. Presidente Vargas
– Pista lateral da Av. Presidente Vargas junto às edificações no sentido Praça da Bandeira – Candelária; entre a Avenida Passos e a Rua Uruguaiana; e entre a Rua Uruguaiana e a Av. Rio Branco.

SENADO: COMISSÃO APROVA FIM DA REELEIÇÃO


 

A Comissão da Reforma Política do Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (17), a manutenção do voto obrigatório e o fim da reeleição, com mandato de cinco anos para os executivos municipais, estaduais e federal. Se for aprovada pelo Congresso, o fim da reeleição não terá validade para os atuais governantes, que poderão disputar a reeleição. A mudança só entraria em vigor para os eleitos a partir de 2014. A presidente Dilma Rousseff, por exemplo, poderia permanecer por até nove anos no Planalto, se conseguir a reeleição. A reforma, para vingar, tem um longo processo pela frente, como a votação no plenário da Câmara e do Senado. Informações do G1.

O Parlamento do Futebol

 
 O 2010nov16-serranoSerrano Sport Clube, 1º clube parlamentarista do Brasil, gerido por 11 empreendedores, podendo chegar a 15 (G15), todos com direito a voto. Nós acreditamos que podemos contribuir muito para o desenvolvimento do futebol profissional da Bahia, como ocorreu no primeiro jogo de abertura do campeonato.

Começamos a trabalhar no dia seguinte a divulgação da tabela pela FBF. Solicitamos espaço nos diversos meios de comunicação, como rádios, TVs, Sites, Blogs e outdoors para mobilizar os torcedores do Serrano e Bahia em prol do lançamento do adesivo comemorativo do jogo, ocorrido após uma carreata que percorreu as principais ruas da cidade.

Nesse mesmo jogo, lançamos o camarote para dar mais conforto a todos os convidados e diretores que estiveram presente no espetáculo. Criamos um nome para o encontro entre as equipes: BASE (Bahia X Serrano), já que nesse ano de 2011 completaremos 30 anos deste confronto.

Serrano X Conquista (SECON)

Todas as ações realizadas na primeira rodada do Baianão 2011 também foram colocadas em prática para valorizar e fomentar o surgimento do clássico do sudoeste: Serrano X Conquista. Estas ações foram feitas para criar um marco zero entre as duas equipes jogando a Série A do Baianão, fato histórico no futebol conquistense. Todas essas ações tiveram o objetivo de envolver a comunidade nessa coisa apaixonante que é o futebol baiano.

O “Centro das Atenções”

Inconformado com a ascensão do Serrano à Série A do Baianão e, posteriormente, a classificação para as quartas de final, o presidente do ECPP Vitória da Conquista, leva a rivalidade, que deveria ficar entre as quatro linhas, para fora de campo. De maneira irresponsável e leviana, o presidente do ECPP divulgou nota no site do seu clube acusando o Serrano de oferecer mala branca à sua agremiação. Fato este que nunca aconteceu.

A Vaz Barbosa Meira e Advogados Associados, escritório responsável pela assessoria jurídica do Serrano, já foi acionado no sentido de verificar as possíveis atitudes a serem tomadas.

A diretoria do Serrano Sport Clube não vê motivos para tal atitude do presidente do ECPP. Se a sua motivação se refere a divisão de público e renda, a atitude se torna novamente equivocada, já que os números provam o contrário. Um dos jogos que levou mais público para o ECPP Vitória da Conquista foi, justamente, contra o Serrano, com um total de 5.352 pagantes.

Será que a necessidade de ter a atenção de toda a mídia baiana gerou esta atitude? Será que o sudoeste da Bahia só tem espaço para um time? A realidade é que hoje somos duas equipes. Em 2012 poderemos ser cinco, pois Poções, Guanambi e ADJ (de Jequié) estão no acesso desse ano. Será que quando essas equipes do sudoeste estiverem presente na Série A do Baianão também serão perseguidas? Deveríamos pensar que o sudoeste tem condições para se tornar um pólo do futebol nordestino.

Concorrência faz bem, porque através da mesma que todos tem a oportunidade de melhorar a qualidade dos serviços prestados à comunidade, seja no futebol ou em qualquer outro seguimento. O que seria do Flamengo sem Vasco, ou Vitória sem Bahia?  

A Diretoria do Serrano Sport Clube

I Corrida Noturna – um ritmo diferente para o sábado à noite.

 

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A programação noturna do próximo sábado (19 de março) em Vitória da Conquista vai ser inovadora.

 

A badalação e/ou o descanso serão substituídos por uma programação inédita, que além de proporcionar um momento divertido, levará também bem estar para os seus participantes.

 

É a I Corrida Noturna criada pela Spaço Saúde. O evento será no Circuito Olímpico Spaço, na Avenida Olívia Flores (estrada da Uesb, em frente à Spaço Saúde). As atividades começam à partir das 17:30 com alongamento e largada marcada para 18:30 hrs.

 

A atividade se divididará em três opções de escolha: duas corridas de 5 e 10km e uma caminhada de 3km. Os três primeiros colocados ganharão R$2.000,00 (dois mil reais) em premiações.

 

Além da Corrida, o evento contará também com o lançamento da loja Zag e com a inauguração da quadra de voley e futebol de areia.

 

A Spaço Saúde se destaca por trazer para cidade um estilo único de promover saúde, valorizando não só os benefícios da prática, mas também oferecendo uma experiência agradável durante as atividades físicas todos os dias. A I Corrida Noturna será uma oportunidade de compartilhar com um número maior de pessoas esse novo conceito de bem estar, já aprovado por seus alunos.

 

Para informações adicionais, contato com

Haley Guimarães (77) 3427-3534- 9963-8333

Níveis de radiação seguem altos

 

O lançamento de água por helicópteros ainda não surtiu efeitohelicoptero_YomiuriShimbunAFP_350

Yomiuri Shimbun/AFP

Helicópteros CH-47 Chinook do exército recolhem água do mar para jogar sobre as usinas

 

 

O lançamento de água do mar a partir de helicópteros militares na usina nuclear de Fukushima não fez com que os altos níveis de radiação diminuíssem, informou nesta quinta-feira (17) a empresa operadora, a Tokyo Electric Power (Tepco).

A maior preocupação neste momento é o reator 3 da usina nuclear, onde dois helicópteros das Forças de Autodefesa já lançaram 7.000 litros de água, mas os níveis de radiação seguem estáveis. Além dos helicópteros, 11 caminhões com canhões d’água estão tentando resfriar o local.

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O nível de radiação ao redor da central, onde estão 180 trabalhadores, é de 3.000 microsievert por hora, frente aos mil microsievert por ano que se consideram seguros para a saúde humana.

Os helicópteros lançaram água de uma altura de 90 m, quando o nível de radiação se situava em 4,13 milisievert por hora, segundo explicou o ministro de Defesa japonês, Toshimi Kitazawa.

O Governo do Japão, no entanto, assegura que não há planos de ampliar a área de evacuação além do raio estabelecido de 20km da usina de Fukushima.

Retirada de pessoal

O porta-voz do Governo, Yukio Edano, assinalou também que o Japão “entende” a recomendação dos Estados Unidos para que seus cidadãos em um raio de 80km da central abandonem a zona, mas insistiu que por enquanto o Governo japonês não considera necessário ampliar o perímetro estabelecido.

Cerca de 200 mil pessoas foram retiradas da região nos últimos dias. Foi recomendado que aqueles que vivem entre 20 km e 30 km não saiam de suas casas, fechem as janelas e evitem usar os aparelhos de ar-condicionado.

Nesta quinta-feira, as autoridades japonesas aumentaram em 28 mil o número de afastados das localidades próximas à usina nuclear. Estas pessoas foram levadas para centros de amparo na província de Fukushima e nas zonas de Niigata e Togichi, segundo a rede de televisão NHK.

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Todos os seis reatores apresentam problema

A operação de resfriamento é parte de mais uma tentativa desesperada dos técnicos japoneses para conter um desastre ainda maior na central, danificada pelo forte terremoto seguido de tsunami, que atingiu o país há seis dias.

A AIEA (agência nuclear da ONU) também divulgou nota dizendo que a temperatura nos reatores 5 e 6 está subindo. Todos os reatores apresentam problemas.

Mais cedo, o diretor da Comissão Reguladora Nuclear americana, Gregory Jaczko, disse que o acidente nos reatores nucleares de Fukushima 1 é pior do que os japoneses esperavam.

A autoridade dos EUA disse que a radiação em torno do reator 4 da central japonesa chegou a um nível “extremamente alto”.

Ele explicou que a piscina de armazenamento de combustível usado no reator 4 da usina nuclear japonesa Fukushima não tem mais água, o que gera níveis de radiação “extremamente altos”.