A Gente diz

Risco de contrair HIV em transfusão é maior no Brasil

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Agência Estado

Uma pesquisa feita em três hemocentros brasileiros no período entre 2007 e 2008 indica que o risco de contrair HIV em transfusões de sangue no Brasil é 20 vezes maior do que nos Estados Unidos. O trabalho, feito por estimativa, calcula que 1 em cada 100 mil bolsas de sangue do País pode estar contaminada pelo vírus causador da Aids. Nos EUA, a relação é de 1 para cada 2 milhões de bolsas.

Embora muito mais elevados do que norte-americanos e de alguns países europeus, os índices brasileiros melhoraram. Versão anterior da pesquisa, de 2006, indicava que 1 em cada 60 mil bolsas poderia estar contaminada pelo HIV. “Precisamos avançar na segurança. Mas não há dúvida de que muito já foi feito”, afirma a coordenadora do trabalho, Ester Sabino, da Fundação Pró-Sangue de São Paulo. Com números atuais, entre 30 e 60 pessoas por ano podem ser contaminadas por sangue doado. Na versão de 2006, a estimativa era de que entre 50 e 100 pessoas pudessem se infectar.

Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, em inglês), o estudo coordenado por Ester foi feito a partir da análise de bolsas de sangue coletadas nos hemocentros de São Paulo, Minas e Pernambuco. Durante a apresentação do trabalho, em Congresso da Associação Americana de Bancos de Sangue, Ester classificou como “alto” o risco residual para HIV durante transfusões no Brasil.

Uma das alternativas para melhorar a segurança é a introdução de rotina do uso de um teste batizado de NAT, que identifica traços do vírus no sangue e não de anticorpos, como exames tradicionais. Ester calcula que, com o início do exame, o risco de infecção por HIV passaria de 1 a cada 100 mil para 1 em cada 250 mil. “O exame, sozinho, não basta”, diz.

O coordenador da Política de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, afirmou que até o início do segundo semestre estarão em funcionamento pelo menos oito plataformas para realização de exames NAT. Mas Genovez contesta os índices apresentados no trabalho: “Eles estão mais para um oráculo. Foram feitos por estatística, não podem ser considerados fato.” Genovez cita um levantamento feito em 130 mil bolsas de sangue coletadas em hemocentros de Santa Catarina, São Paulo, Rio e Pernambuco, no qual o vírus não foi identificado em nenhuma amostra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quadro de saúde de Alencar permanece estável

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O quadro de saúde do ex-vice-presidente José Alencar permanece estável, de acordo com informações da assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês, onde ele está internado na UTI cardiológica. Alencar tem apresentado episódios intermitentes de sangramento de baixo volume. Alencar segue se alimentando normalmente e está consciente. Ele foi submetido na sexta-feira a nova sessão de diálise. (G1)

Cavalo vai parar dentro do carro em acidente grave em São Paulo

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Cada animal foi atingido por um veículo em via que liga Indaiatuba a Salto

Redação CORREIO

Quatro cavalos morreram após serem atropelados por quatro carros na madrugada desta sexta-feira (7) na Rodovia Prefeito Hélio Steffen, que liga Indaiatuba a Salto, no interior de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, os atropelamentos ocorreram um em seguida do outro – cada animal foi atingido por um dos veículos.

Os cavalos morreram na pista. Outros animais que também estavam soltos retornaram a terrenos baldios que ficam às margens. Nenhum proprietário dos animais foi localizado.

Ainda segundo a polícia, uma pessoa que estava em um dos carros ficou ferida e foi levada ao Hospital Nossa Senhora Mont Serrat, em Salto. Uma das pistas da rodovia chegou a ficar interditada até que os animais fossem retirados por funcionários da concessionária que administra o trecho. As informações são do G1.

Quatro cavalos morrem atropelados em acidente no interior de São Paulo

Oi apresenta nova central telefônica, 18 dias após incêndio

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Hoje, a Oi apresenta a nova central telefônica montada para normalizar os serviços da empresa de comunicação, afetados após o incêndio na sede da empresa, no Itaigara. A estrutura começou a ser montada esta semana e vai substituir a que foi destruída pelo fogo no dia 21 de dezembro. A nova central foi trazida do Rio de Janeiro e vai funcionar no mesmo prédio que queimou. Na sexta-feira, no Ministério Público Estadual, representantes da Oi se reúnem com promotores. Na reunião, a Oi vai prestar esclarecimentos sobre a divergência de informações entre o que foi dito pela empresa – sobre a extensão do sinistro – e os relatórios encaminhados por órgãos como Anatel, Sucom, Corpo de Bombeiros,  defesas  civis do município e do estado. “Vamos avaliar quais medidas serão tomadas, a partir dos esclarecimentos”, explicou o promotor Roberto Gomes. (Coreio)

Ponto Frio fecha suas 53 lojas na Bahia


A rede varejista Ponto Frio anunciou ontem o fechamento de suas 53 lojas na Bahia. A empresa anunciou ainda negociação para cessão dos pontos comerciais, localizados em 30 municípios baianos, para a operadora de telefonia Claro. Em nota, a empresa informou que a decisão foi tomada considerando-se que o formato digital de loja, implementado somente na Bahia, não se enquadra ao novo modelo de negócio definido pelo grupo. Toda a operação comercial do Ponto Frio Digital – venda, estoques, entregas – será finalizada neste domingo. Clientes que necessitarem de serviços pós-venda ou esclarecimentos diversos, podem acionar o Serviço de Atendimento ao Cliente pelos telefones 4002.3388 (capital) e (21) 4002.3388 (interior), de segunda a sábado das 9h às 19h. As empresas informaram que há possibilidade dos mais de 400 colaboradores do Ponto Frio integrarem o quadro funcional da Claro. Mas, não foram dadas garantias. (Correio)

Ação de esquadrões da morte na Bahia motiva a abertura de inquérito federal

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Crime com característica de execução, maio último, em Areia Branca

 

A Procuradoria da República na Bahia (PR-BA) instaurou inquérito civil público para investigar a atuação de grupos de extermínio no Estado, com suspeita de envolvimento de policiais militares. No inquérito, o procurador Domênico D’Andrea Neto, responsável pela investigação, cobra explicações aos órgãos estaduais de defesa dos direitos humanos sobre as providências que vêm sendo implantadas para impedir a execução de jovens, principalmente negros, por “esquadrões da morte”.

A investigação foi iniciada no dia 13 do mês passado, para apurar denúncia na imprensa sobre a atuação de grupos de extermínio, supostamente compostos por integrantes da PM. D’Andrea Neto, titular da Procuradoria Regional do Direito do Cidadão, anexou ao inquérito reportagens de jornais. A PR-BA não deu detalhes sobre a denúncia que originou o inquérito.

O procurador pediu informações ao Conselho Estadual de Proteção aos Direitos Humanos sobre as providências que estão sendo tomadas para combater a ação desses grupos. E também solicitou informações à Superintendência de Direitos Humanos e à Procuradoria Geral de Justiça. A competência para coibir esse tipo de crime é desses órgãos estaduais, além da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA).

Não há estatísticas oficiais sobre assassinatos cometidos por grupos de extermínio na Bahia. Mas integrantes do Movimento Negro Unificado (MNU) denunciam a matança de jovens negros promovida por integrantes de esquadrões da morte. O escritor Hamilton Borges Walê, coordenador da campanha Reaja ou Será Morto, que luta contra o assassinato de negros, responsabiliza o governador Jaques Wagner e o secretário da Segurança, César Nunes.

Investigações – O secretário rebate, alegando que a secretaria investiga todo tipo de assassinato, sem qualquer corporativismo. “Nós investigamos todos os homicídios, inclusive os praticados por grupos de extermínio, sejam com a participação de policiais ou de qualquer outra pessoa. A prova disso são investigações de casos como o de Vitória da Conquista, em que os policiais envolvidos na morte de 11 pessoas foram todos presos. Em 2010, também teve o caso do Pero Vaz, em que policiais militares mataram cinco jovens e foram todos presos”, argumenta Nunes.

Jogo do Serrano X Bahia está mantido no Lomantão

  

Daniel Silva

Ascom

A abertura do Campeonato Baiano de 2011 no estádio Lomanto Júnior está mantida para o dia 16 de janeiro. Essa partida marca o retorno do Serrano à primeira divisão e promete uma disputa emocionante contra o Bahia.

A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista está correndo contra o tempo para promover os reajustes necessários e atender todas as às exigências do estatuto do torcedor. A reforma geral no Lomantão começou no mês de dezembro. Atualmente, está sendo colocado a fiação para a instalação das câmeras de segurança, que se tornou obrigatória em estádios com capacidade superior a 10 mil torcedores após a mudança do Estatuto do Torcedor. Está previsto ainda a instalação de cabines para uso da Polícia Militar.

Embora a Federação Bahiana de Futebol tenha se posicionado em relação as obras no estádio Lomanto Júnior, a previsão é que todas as exigências do órgão sejam atendidos no prazo estabelecido.

Vitória da Conquista treina focado nos campeonatos de 2011

Os jogadores começaram o treino em torno das 3h dessa quarta-feira. Foto: Zé Silva O time do Vitória da Conquista segue se preparando para os campeonatos da temporada 2011. O Torneio Início será o primeiro a acontecer, já nesse domingo (09). A estreia do time alviverde pelo Baianão acontecerá dia 16 no Jóia da Princesa, em Feira de Santana. O time treinou na tarde dessa quarta (05) na Toca do Bode, com o intuito de melhorar a parte física, técnica e tática dos jogadores. O técnico Hugo Sales afirma que irá trabalhar o lado tático dos atletas. Foto: Zé Silva O treinador Hugo Sales afirma que está cumprindo o planejamento e que agora é o momento de partir para a preparação tática. Ao ser questionado sobre o fato de o Torneio Início ser uma forma de preparação para o Campeonato Baiano, o técnico foi sucinto: “A intenção é entrar no Torneio Início para buscar o título, o campeonato que o Vitória da Conquista participar será sempre com esse intuito”, revela Hugo. O técnico diz também que o preparador físico Stefano Impagliazzo fez uma avaliação do grupo e constatou que ainda está com 60% da forma física ideal. “Vamos buscar os 80% no decorrer do Torneio Início. Logicamente que nenhum clube entra 100% fisicamente nas primeiras rodadas do campeonato”, informa o treinador. O preparador Stefano explica que, como o Torneio Início só terá 10 minutos em cada tempo da partida, o trabalho feito nos treinamentos não será relacionado à velocidade, e sim, a um trabalho de iniciação de força. “Esse torneio será minha última base de força do time, inclusive para definir a dosagem dos suplementos”, revela Stefano Impagliazzo. Os goleiros realizaram um trabalho separados do restante do grupo. Foto: Zé Silva O zagueiro Braz comentou sobre os trabalhos físicos e aproveitou a chance para falar sobre a adaptação do novo técnico com os jogadores do elenco do Conquista. “Hugo Sales é um treinador muito experiente, sabe como trabalhar com o time e tem sido muito proveitoso. Só temos a ganhar com ele”, diz o zagueiro.

Dono de empresa assassinado no próprio ônibus

Um homem foi assassinado hoje, por volta das 7 da manhã, em frente à Praça Hercílio Lima – conhecida como Praça da Pedra – próximo ao Hospital São Vicente. Segundo informações da Polícia Militar, a vítima, Gilson Lemos Santos, de aproximadamente 35 anos, foi morta com seis tiros disparados por arma de fogo por dois homens que se aproximaram em uma moto.

Gilson Lemos tinha cerca de 35 anos e morava no Distrito de Batepé. Foto: Zé Silva.

Foto: Zé Silvauntitled

Gilson Lemos era dono de uma frota de ônibus que circula por algumas localidades da zona rural de Conquista. De acordo com uma testemunha, que não quis se identificar, Gilson tinha acabado de chegar do Distrito de Batepé, onde mora, quando foi surpreendido pelos assassinos, ainda quando estava no banco do motorista.

Até o momento em  que a nossa equipe ficou no local, às 8:30h, o corpo ainda não havia sido retirado do ônibus, pois a PM aguardava a chegada da Polícia Técnica para fazer a perícia. O caso despertou a curiosidade de muitas pessoas, que permaneceram no local.

fonte site vc conquista

Vereadora acusada de vender bebês se entrega


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A vereadora Maria Elizabete de Abreu Rosa, de 46 anos, flagrada por uma reportagem de TV ao aliciar mães de recém-nascidos para vender as crianças através de adoções ilegais, em Encruzilhada, no oeste do Estado, se entregou depois de passar meses foragida. A prisão preventiva da vereadora havia sido solicitada pelo Ministério Público Estadual (MP-BA). O caso aconteceu no distrito de Vila do Café. Maria Elizabete foi indiciada por aliciar gestantes. Logo depois que as denúncias surgiram, a vereadora fugiu da cidade e passou meses escondida. Ela oferecia recompensas às gestantes para convencê-las a entregar os filhos depois do parto. Pelo menos três casos foram confirmados. Informações do Correio.


Na pressão por cargos, PMDB agora ameaça rejeitar mínimo de R$ 540

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Estadão

Atitude é clara retaliação ao governo por perda de cargos estratégicos no segundo escalão.

Três dias depois do início do governo, o PMDB do vice-presidente Michel Temer tenta encurralar a presidente Dilma Rousseff. Insatisfeito com os avanços do PT sobre os cargos do segundo escalão com orçamentos bilionários, antes controlados pelo partido, o PMDB anunciou que iniciará a retaliação pela votação do novo salário mínimo. O governo quer mantê-lo em R$ 540; o PMDB quer mais.

Essa reação era a que Dilma mais temia. Antes mesmo de tomar posse, ela vinha sendo aconselhada pelo ministro da Casa Civil, Antonio Palocci (PT), a tomar cuidado com o PMDB, especialista em usar o peso de sua bancada para pressionar por cargos importantes no governo.

Um eventual aumento do salário mínimo provocará um estrago nas contas do governo. No último dia como presidente, Luiz Inácio Lula da Silva editou medida provisória fixando o mínimo em R$ 540. De acordo com o Ministério do Planejamento, cada real representa um aumento de R$ 286,4 milhões no Orçamento. Mas a elevação do valor não significa só o impacto nas contas públicas. Se o PMDB comandar uma operação de reajuste, estará ameaçando logo no início do governo a política de austeridade fiscal pregada por Dilma.

Alvo. Porta-voz da revolta dos peemedebistas, o líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN) – até agora uma espécie de alvo dos petistas na maioria das rasteiras levadas pelo PMDB no preenchimento dos cargos – anunciou nesta terça-feira, 3, depois de uma reunião com Temer e com os senadores José Sarney (AP), presidente do Senado, e Valdir Raupp (RO), presidente interino do PMDB, que o partido quer saber por que o governo chegou ao valor de R$ 540. Disse que poderá ser maior e levou o pleito ao ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio. “O Congresso existe para melhorar as propostas, não só para carimbá-las.”

O PMDB programou uma reunião ontem à noite com ministros e as lideranças do partido, em Brasília, na casa da governadora Roseana Sarney(MA).

Antevendo a crise, Dilma já havia convocado Temer e Sarney a ajudá-la. Ao mesmo tempo, Palocci telefonava a peemedebistas para dizer que o PMDB terá postos no segundo escalão equivalentes aos que perdeu na Saúde e nos Correios.

Ainda na noite de segunda-feira, Temer aproveitou a primeira reunião da coordenação política do governo para pedir a Dilma que adiasse a escolha dos cargos do segundo escalão para depois da eleição das Mesas da Câmara e do Senado, em 1.º de fevereiro, como revelou o Estado. A intenção era evitar que a crise contaminasse as votações. Dilma acatou as ponderações. No dia seguinte, no entanto, o PMDB apresentou a primeira cobrança à presidente, por um mínimo maior.

Recados. A reação no Planalto, de acordo com assessores de Dilma, foi de estupefação. Depois de uma conversa com Palocci, Dilma foi aconselhada a manter o diálogo e esperar pela posse do novo Congresso, com renovação de cerca de 50% das cadeiras. A presidente, no entanto, mandou recados ao PMDB por intermédio do ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Se vier algo diferente disso (R$ 540), vamos simplesmente vetar”, disse. “Um aumento acima disso pode provocar expectativas negativas, até mesmo de inflação”, acrescentou. Mantega afirmou ainda que um valor maior deterioraria as contas públicas.

Brasil registra novo recorde de vendas de veículos, diz Fenabrave

Foram emplacados 3,51 milhões de carros, ônibus e caminhões. Calculado à parte, setor de motos sobe 12%, com 1,8 milhão de unidades.

Vendas de veículos no Brasil batem novo recorde em 2010

Após um ano de seguidos anúncios de recorde em quase todos os meses, o fechamento de 2010 com nível histórico de vendas de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) já era esperado. A marca foi confirmada nesta quarta-feira (5) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), ao divulgar o balanço de emplacamentos do ano. Segundo a entidade, o setor expandiu 11,91% na comparação com 2009. Ao todo, saíram das concessionárias 3.515.120 unidades.

Este é o quarto recorde consecutivo de vendas registrado pela indústria automobilística nacional. O último havia sido o de 2009, com 3,14 milhões de unidades emplacadas. Entre as montadoras, a Fiat manteve a liderança, mas o carro mais vendido continua sendo o Volkswagen Gol.

“Foi um ano muito forte por causa da economia estável, que trouxe grande fluxo de recursos alocados pelo sistema financeiro para o financiamento de veículos”, afirma o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze. De acordo com a entidade, todos os segmentos registraram alta. O de automóveis e comerciais leves, por exemplo, somou 3.329.170 unidades vendidas entre janeiro e dezembro do ano passado (2.651.752 unidades de automóveis e 677.418 de comerciais leves, o que inclui picapes e SUVs). O volume foi 10,63% superior ao registrado em 2009. Outro recordista foi o segmento de caminhões, com 157.633 unidades emplacadas e crescimento de 44,43%.

Também em importante alta, de 25,32%, o segmento de ônibus somou 28.307 unidades de janeiro a dezembro de 2010, maior nível da história.

Motocicletas
O ano foi positivo também para as motocicletas, cujos dados são compilados à parte. Apesar de não atingir um novo recorde, o setor de duas rodas mostrou recuperação da crise de crédito que prejudicou as vendas em 2009. Boa parte dessa retomada é atribuída à ajuda do governo de R$ 3 bilhões em crédito. O montante foi injetado no mercado por meio de novas linhas de financiamento pela Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil para a aquisição de máquinas de até 150 cilindradas (as mais baratas). Assim, os bancos privados se viram obrigados a facilitar a liberação de crédito para o consumidor brasileiro com baixa renda.

No balanço de 2010, as vendas de 1.803.864 unidades mostram o novo fôlego do setor. O crescimento chega a 12,1% em relação a 2009. Os números da Fenabrave apontam que o setor ainda não conseguiu retomar o alto patamar registrado em 2008, de mais de 1,92 milhão de motocicletas comercializadas.

Ranking das montadoras
O ano de 2010 fechou com a manutenção da Fiat na liderança do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves. A fabricante itailana somou 760.474 unidades comercializadas e garantiu 22,84% de participação. A Volkswagen ganhou a segunda maior fatia do mercado, 20,95%, com 697.342 unidades vendidas. Um pouco atrás, a General Motors registrou 657.622 unidades emplacadas, com 19,75% de participação no mercado. A Ford se manteve no quarto lugar com 336.309 unidades vendidas e 10,10% do mercado, seguida da Renault (4,82%), Honda (3,80%), Hyundai (3,18%), Toyota (2,99%), Peugeot (2,71%) e Citroën (2,52%).

Ao comparar com o ranking de 2009, a Renault superou a Honda na briga pelo quinto lugar, a Hyundai, que estava em nono, passou a Peugeot e a Toyota para ficar com o sétimo posto.

Gol continua na liderança
Não foi desta vez que a Fiat conseguiu ter o carro popular mais vendido no país. Nem Palio, vice-líder em 2009, e nem o Uno — que contou em 2010 com o lançamento da nova geração — conseguiram bater a liderança de mais de 20 anos do modelo de entrada da Volkswagen. Ao todo 293.783 unidades de Gol foram emplacadas em todo o ano de 2010 contra 229.323 do Uno, considerando o Mille e o Novo Uno.

Em terceiro lugar ficou GM Celta, com 155.180, seguido do VW Fox/CrossFox, com 143.782 e do GM Corsa sedã, que inclui o Classic, com 141.443.

Entre as motos, a Honda ocupa as quatro primeiras posições. A CG125 lidera com 413.054 unidades vendidas no ano. A CG150 teve 409.863. Em terceiro, ficou a Biz, com 189.238, seguida pela NXR 150, com 183.998 emplacadas. Em quinto aparece a Yamaha YBR125,  com 122.282 unidades vendidas.

Desempenho em dezembro
Dezembro pôde ser considerado “a cereja do bolo” para o setor. Com as vendas aquecidas por promoções e 13º no bolso do consumidor, o mês fechou com 381.498 veículos emplacados. O volume é 16,13% superior a novembro, que vendeu 328.509 unidades, e 30,2% acima do registrado em dezembro de 2009 — que havia fechado em 293.019 unidades.

De acordo com a Fenabrave, dezembro foi recorde para automóveis, comerciais leves e caminhões. O segmento de automóveis e comerciais leves fechou o mês com 361.197 carros emplacados, alta de 16% sobre novembro e de 29,97% sobre dezembro do ano anterior. O segmento de caminhões, por sua vez, somou 17.478 unidades — crescimento de 19,85% em relação a novembro e de 37,58% na comparação com dezembro de 2009. Em relação às vendas de ônibus, os emplacamentos somaram em dezembro 2.823 unidades. A expansão é de 12,2% sobre novembro e de 17,63% sobre dezembro do ano anterior.

Apesar de se tratar de um número muito forte, o presidente da Fenabrave argumenta que ele está “distorcido”. Segundo Reze, o que levou as vendas a esse patamar foi uma manobra estratégica por parte das montadoras para tentar aumentar a participação de mercado no fechamento do ano por prática chamada rapel. “As montadoras têm introduzido nas concessionárias essa prática que consiste na antecipação do emplacamento do veículo mesmo sem tem sido vendido. Assim a loja terá que vender depois o veículo como usado”, denuncia o empresário.

Reze afirma que todas as montadoras adotam essa prática para atingir suas metas e, por isso, a fatia de mercado que cada uma possui não destoa tanto”. Com base nessa realidade, ele afirma que os números de janeiro estarão bem abaixo dos de dezembro. “Em dezembro não teve motivo nenhum na economia para uma antecipação de vendas. Esse volume só pode ser justificado pelo efeito rapel. Em 2011 não haverá essa explosão.”

No setor de duas rodas, as vendas de motocicletas no mês atingiram o patamar de 197.405 emplacamentos, volume 24,54% acima do observado em novembro. Na comparação com o crítico dezembro de 2009, quando foram emplacadas 157.968 unidades, a alta registrada é de 24,97%.

Na disputa entre montadoras, a Fiat liderou com participação de 21,98% e vendas de 79.407 automóveis e comerciais leves. A Volkswagen ficou em segundo lugar, com 20,38% de participação e 73.613 unidades emplacadas. Terceira em vendas, a GM registrou emplacamentos de 71.046 carros no mês, o que garantiu 19,67% de participação de mercado. A Ford, em quarto lugar, ficou com 10% de participação no mercado brasileiro, seguida da Renault (5,05%), Honda (4,36%), Toyota (3,17%), Hyundai (3,01%), Citroën (2,76%) e Peugeot (2,42%).

Crescimento moderado para 2011
As projeções da Fenabrave para este ano, feitas em parceria com a consultoria MB Associados, é de crescimento de 4,2% das vendas de automóveis e comerciais leves para 3.468.995 unidades emplacadas. Para caminhões, a previsão é de 15,2% de alta, com volume de 181.593 unidades. Já para ônibus, a expectativa é de crescimento de 10,3% com 31.234 unidades comercializadas. O setor de motocicletas deverá fechar 2011 com 6,1% de expansão, com o total 1.913.900 unidades, volume que, segundo a Fenabrave, ainda não superaria o patamar de 2008.

De acordo com o presidente da entidade, o crescimento moderado é positivo por ser sustentável, no caso de automóveis e comerciais leves. Em relação a caminhões, a projeção é da manutenção do aquecimento visto em 2010, com novo recorde. “O segmento passou da recuperação para um efetivo crescimento. Podemos observar isso pelo aquecimento da produção industrial, agrícola e mineral, que dependem do transporte rodoviário”.

Segundo Reze, o segmento de motos continuará a recuperação lenta, mas ele acredita que os bancos vão mudar um pouco a postura na hora de aprovar o crédito para pessoas de baixa renda. “Os bancos ainda não investem no comprador de moto, mas o que tem ajudado bastante são os consórcios.”

De forma geral, a expectativa da entidade é de um ano positivo para todos os setores da economia, apesar do desafio do governo de controlar a inflação, o que reflete nas taxas de juros e na valorização cambial. “É um cenário positivo para o lado real da economia, mas o governo Dilma só precisará tomar cuidado com o controle da inflação e com a deficiência da infra-estrutura brasileira, o que inclui portos, aeroportos e rodovias”, avalia a sócia da MB Tereza Fernandez.