A apresentação da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda sofreu algumas mudanças, conforme informou a Receita Federal. O contribuinte deve ficar atento ao prazo para a declaração referente ao exercício 2011, ano calendário 2010, que começa em 1º de março e termina em 29 de abril de 2011.
Entre as principais mudanças no Imposto de Renda do próximo ano está o fim da possibilidade de apresentar a declaração em formulário, conforme anunciado no início de 2010. Além disso o contribuinte está obrigado a apresentar a declaração de que em 2010 recebeu rendimentos tributáveis com soma superior a R$ 22.487,25. Em 2010, esse valor era de R$ 17.215,08.
Outra mudança é com relação à receita com atividade rural. Para 2011 fica obrigado a apresentar a declaração o contribuinte que obteve receita bruta em valor superior a R$ 112.436,25. O valor anterior era de R$86.075,40.
A opção pelo desconto simplificado agora implica a substituição das deduções previstas na legislação tributária pelo desconto de 20% do valor dos rendimentos tributáveis na declaração, limitado a R$ 13.317,09. Em 2010 esse valor era de R$ 12.743,63. www.receita.fazenda.gov.
Tricolores comemoram o título com carreata
Neste final de semana os torcedores do Fluminense saíram em carreata pelas principais ruas da cidade.
Como foi previamente anunciado na mídia local, o ponto de concentração aconteceu na Praça do Gil – daí seguiram os seguintes itinerários; Rua Vivaldo Mendes,Av. Olívia Flores e Brasil. No cortejo centenas de carros perfilavam com seus torcedores que pulsavam o sentimento de alegria, entusiasmo e de vitória do time do coração.
A carreata foi idealizada, pelos torcedores que foram em excursão assistir ao jogo no rio de janeiro, na final do Campeonato Brasileiro do qual sagrou-se campeão brasileiro o timão. O Flú. Para os organizadores, esta é, e foi, uma grande manifestação dos torcedores em homenagem ao título do Fluminense, e daí também uma resposta para aquelas pessoas, que hostilizam a torcida do melhor time deste país, a torcida do fluminense é a mais civilizada deste pais, e em conquista não é diferente, são milhares de torcedores aqui em nossa cidade. Desabafa um dos torcedores.
O título foi um dos melhores presentes que o timão deu de presente para sua torcida, que estava ávida por uma conquista há mais de 26 anos de espera.
O Fluminense foi o Campeão Brasileiro 2010. Ele venceu o Guarani por 1×0, no dia 05 de dezembro, no Engenhão. O time encerrou o campeonato com 71 pontos. Foram 20 vitórias, 11 empates e sete derrotas. O Fluminense marcou 62 gols, sofreu 36, ficando com um saldo de 26 gols.segue fotos – dos torcedores eu participaram da passeata e foram a execução no rio de janeiro.
Artigo: UM MENINO
Vivaldo Coaracy,
Escutem uma história que me contaram há muitos, muitos anos. Era uma vez um menino abandonado. Havia muitos outros, é certo, como sempre os há nas grandes cidades, em todas as terras. Mas esta é a história só de um deles.
Era um menino magrinho, miúdo e fraco, vestido de mulambos que ninguém sabe onde ele arranjava. Não tinha onde morar. Passava as noites encolhido num vão de porta, um canto escuro. Era tão pequeno que parecia uma trouxa deixada ali para o lixeiro e a ronda, quando passava por aquele lugar deserto, nem o via. E assim dormia. Às vezes um cachorro vadio vinha farejá-lo e enroscava-se junto dele para repartirem mutuamente o calor dos corpos miseráveis.
De dia, o menino andava pelas ruas. Pechinchava aqui a moeda para comprar um pão, ali, à porta dum frege uns restos de comida. Sempre havia gente que dava. Quando não davam e a fome apertava, furtava. Na balbúrdia do Mercado, era sempre fácil furtar uma fruta, uma bolacha ou um pedaço de linguiça. Ia vivendo.
Nem sempre fora assim. Lembrava-se vagamente de que, num tempo em que lhe parecia muito longe, tinha tido pai e mãe, como os outros, e morava numa casa. O pai saía cedo para trabalhar e voltava tarde. A mãe cozinhava nuns fogareiros, fazendo em latas a comida para eles, lavava, ia buscar água na bica, arrumava a casa. E ele brincava no terreno baldio em volta do barraco. Às vezes vinha gente, mas ele não se lembrava bem do que diziam ou queriam. O pai trazia vidros de remédios que andava sempre a tomar. A mãe também tomava os mesmos remédios.
Lembrava-se de que certa vez ela dera uma sova porque ele, sem querer, quebrara um daqueles vidros.
Um dia vieram uns homens em automóvel e levaram o pai e a mãe. Uma vizinha recolheu-o e explicou que os pais tinham sido levados para o hospital que ficava longe, muito longe porque eram doentes. Um dia talvez voltassem; ela não sabia. A vizinha cuidou dele alguns dias; mas o marido dela zangou-se, mandou-o embora e proibiu que tornasse a aparecer. Ninguém o queria. E desde então passou a viver assim, abandonado, ao Deus dará. Dalgum jeito, Deus dava.
Às vezes procurava juntar-se a outros garotos, maltrapilhos como ele, que também corriam pelas ruas, para partilhar de suas folias e travessuras. Mas sempre ao fim de pouco tempo, no segundo ou terceiro dia, era enxotado. Surgiam cochichos entre os companheiros; olhavam para ele com desconfiança; apontavam-no a dedo, e por fim escorraçavam-no:
─ Vai embora! Saia daqui! Não queremos você conosco! Você é doente.
Doente! Era a palavra que lhe atiravam como um insulto. Era a maldição que o excluía do convívio dos outros. E para afastá-lo mais depressa, davam-lhe safanões ou jogavam-lhe pedras, humilhavam-no com vaias. E ele foi ficando cada vez mais só.
Uma velha caolha e suja, que sentada nos degraus da Matriz pedia esmolas, era a única pessoa que não o repelia. Conversava com ele quando não havia gente entrando ou saindo da igreja, contava-lhe histórias, falava-lhe de Nossa Senhora. Foi a velha que lhe disse que não fizesse caso da maldade dos garotos.
Ele não era doente, só os pais dele é que eram. E por isso tinham sido levados para o leprosário. Se ele sofresse da mesma a moléstia, também o teriam levado.
E não havia cura para os pais? ─ Talvez houvesse. Ele que fosse bom e rezasse muito, porque Nosso Senhor, quando andou pelo mundo, curava os lázaros. Mas talvez Deus já os tivesse para si. Quem poderia lá saber o que era melhor? E a velha sacudia a cabeça.
E assim o pequeno foi vivendo cada vez mais magrinho e fraco, cada vez mais só.
Ora, certo dia ele viu a igreja toda iluminada. Havia música lá dentro e muita gente entrava alegre, rindo e se cumprimentando. A mandinga lhe explicou que era dia de Natal; mas mandou-o logo que se fosse embora; estava atrapalhando. A velha estava muito atarefada a recolher esmolas que nesse dia eram mais fartas e freqüentes.
Dia de Natal! Fora a mesma velha quem lhe contara uma vez que, nesse dia, o Menino Jesus vinha ao mundo para distribuir brinquedos e presentes às crianças que tinham sido boas.
Seria verdade? E se o menino Jesus viesse, traria um presente para ele? Um brinquedo? ─Ele nunca havia tido um brinquedo na vida. Lembrava-se que tinha visto nas vitrines das lojas ou nas mãos de outros meninos. Queria tanto ter um! Qual? Se pudesse escolher, qual seria o que escolheria? ─ Mais do que um brinquedo, talvez quisesse ter um cachorro. Um brinquedo é de pau ou de ferro; quebra-se, gasta-se. Um cachorro vive, mexe-se sozinho, acompanha a gente. Será que o Menino Jesus também dá cachorros?
A velha dissera que o Menino Jesus só dava presentes às crianças boas. Ele era um menino bom? ─ Não; não era. Toda a gente o enxotava, toda a gente corria com ele. E fazia coisas que não devia fazer. Na véspera ainda tinha furtado uma pêra no mercado. Verdade que a pêra estava meio podre. Mas o dono das frutas tinha-o visto e correra atrás dele, xingando de nomes feios. Até o chamara de filho do diabo! Se pensavam que ele era filho do diabo, não podia ser bom. Jesus não se lembraria dele.
Já sabia que não ia ganhar nada. Mas se ao menos pudesse ver o Menino Jesus! Mesmo que fosse de longe…
Durante todo o dia andaram estas ideias fervilhando na cabeça do garoto. À tarde o vento enfarruscou-se e começou a chover. Veio a noite, fria e escura, com a chuva caindo sem parar. O pequeno tiritava sob os trapos encharcados. Sentia uma dor nos ossos. Doíam-lhe as pernas; doía-lhe a cabeça. Tinha um ardor nos olhos. Mas continuava a caminhar pelas ruas. Podia recolher ao seu vão de porta, onde costumava dormir. Lá estaria meio abrigado da chuva, meio protegido do vento. Mas entrara-lhe na cabeça aquela vontade de ver o Menino Jesus. Nem que fosse de longe, por um instante só, ao atravessar de uma esquina. E sabia que era de noite que o Menino Jesus andava distribuindo presentes pelas casas das crianças que tinham sido boas.
A velha caolha contava assim.
E continuava a andar. Ia pelas ruas de um bairro de moradias. Era com certeza por lá que o Menino Jesus devia passar.
Em todas as casas havia luzes, música, risos, festa. De vez em quando, as vidraças deixavam ver o que se passava lá dentro. E o pequeno parava a olhar com grandes olhos que a febre queimava. Aqui, bandos de crianças correndo em volta da sala, rindo, brincando, em explosões de alegria: ali, uma árvore grande no meio da casa, cheia de luzes, com bolas e estrelas brilhantes penduradas nos ramos verdes; mais adiante, uma grande mesa posta, com toalha muito branca, castiçais com velas de cores, pratos e pratos com pilhas de gulodice e gente em volta, falando, rindo, folgando; noutras casas, pares de moços e moças giravam, dançando ao som da musica que chegava até à rua, enquanto crianças, em algazarra, corriam e se metiam pelo meio dos pares, atrapalhando; mas ninguém ralhava, todos riam. E o garoto triste parava um pouco, a olhar, a olhar, e depois continuava a caminhar para ir parar mais adiante, a olhar outro quadro. Natal.
Mas a noite foi avançando. Aos poucos as luzes foram se apagando; a música, os risos, os gritos de alegria foram cessando; as ruas desertas envolveram-se na escuridão e no silêncio. E o menino Jesus? ─ Será que já teria passado sem ele ver? ─ O pequeno não podia caminhar mais. Estava cansado. Lembrou-se de que não havia comido nada durante o dia; mas não sentia fome. Só cansaço. Não podia mais caminhar. Sentou-se na soleira do portão do jardim de uma casa grande onde já fizera o silêncio e as luzes se tinham apagado. Ficaria um pouco ali. Até passar o cansaço. O pior era aquela dor fina que lhe tomava o corpo todo que subia das pernas e lhe apertava o peito. E o frio que sentia lhe fazia tremer as carnes e bater os dentes, ao mesmo tempo em que por dentro da cabeça sentia um calor que doía.
Que coisa esquisita! E o ardor nos olhos. Os olhos queimavam como se fossem duas brasas. Nunca tinha sentido aquilo. Já nem podia enxergar direito a rua. Havia de ser por causa da chuva e da escuridão. Ia fechar os olhos e encostar a cabeça um pouco no portão de ferro. Talvez passasse.
Foi então que viu ao longe, no começo da rua, uma luz que vinha caminhando. Era uma luz como nunca vira; parecia a chama de uma das velas da igreja, mas muito grande, muito clara, muito brilhante. E vinha se aproximando devagar, no meio da noite e da chuva. E quando a luz chegou perto dele, o pequeno viu que ela irradiava de um menino que lhe caminhava no centro. Era um menino lindo, com os cabelos louros caindo sobre os ombros, vestido numa túnica branca, com um cesto pendurado no braço. Ali estava o Menino Jesus! E de perto, parado diante dele, como nunca podia ter pensado! O pequeno estendeu-lhe os braços:
─ Jesus! Você trouxe um brinquedo para mim?
Mas o Menino mostrou-lhe o cesto vazio:
─ Não tenho mais nada. Dei tudo o que trazia.
O pequeno abaixou a cabeça:
─ Eu sabia que para mim não havia de sobrar nada. Paciência!
O Menino Jesus estendeu-lhe a mão:
─ Vem comigo!
De mãos dadas, lado a lado, como irmãos, no centro da mesma luz, os dois desapareceram pela noite a dentro.
Na manhã seguinte houve um reboliço no palacete, quando os criados, ao abrir o portão, descobriram na soleira, como uma trouxa de mulambos sujos, um pequeno cadáver.
A polícia acudiu logo e o “rabecão” transportou para o necrotério o corpinho do garoto anônimo.
Preferi transcrever esse conto, por achar pertinente, e chamar a atenção das pessoas para o fato da indiferença e o descaso da sociedade e do poder público para os infortúnios da vida.
Ó tempos! Ó costumes! Urge uma reflexão sobre o tema. Houve uma reviravolta nos costumes, mas a pobreza dos infelizes continua grassando em nossa sociedade, patrocinadora das desigualdades sócias.
Que todos tenham um Natal Feliz e alegre com menos desigualdade, compreensão, tolerância e de muita solidariedade.
Antonio Novais Torres.
Brumado, dezembro 2010.
Resultado Vestibular da UFBA – gabaritos do primeiro dia de provas
Dilvulgado no fim da tarde do domingo (12) o gabarito das provas específicas do primeiro dia de provas da 2ª do vestibular da Universidade Federal da Bahia. Segundo o Correio os estudantes de todos os cursos fizeram uma redação e as provas específicas realizadas nesta manhã foram as de matemática, biologia e português.
Confira aqui gabarito da prova de Redação
Confira aqui o gabarito da prova de Português
Argentino elogia atitude do técnico do time carioca e deseja que o mesmo comande o Fluminense por mais 20 anos
Conca quer Muricy por mais 20 anos no comando do Fluminense
Eleito como “Craque da Galera”, argentino elogia atitude do técnico do time carioca
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Redação CORREIO
Durante o Campeonato Brasileiro, Muricy Ramalho destacou mais de uma vez a relação custo-benefício de Conca e disse que o argentino merecia um aumento de salário. Agora, com a faixa de campeão e um contrato melhor, o meia fez sugestões aos dirigentes do Fluminense.
Em entrevista a uma rádio, Conca afirmou que se fosse da diretoria, faria um contrato para Muricy continuar no Fluminense por uns 20 anos. O craque ainda elogiou a honestidade e inteligência acima da média do treinador. “Trabalhar com um treinador desses é um sonho. A gente confia muito nele”, afirmou o argentino.
O meia esteve nas 38 partidas do time na campanha do título nacional e foi eleito o melhor jogador da competição no Prêmio Craque Brasileirão. Ainda ganhou, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio Craque da Galera. Mas não se considera o destaque do futebol brasileiro.
Conca acredita que Neymar é um craque e não se sabe até onde ele vai chegar, chegando até um dos melhores jogadores da história. O argentino avalia sua participação nos jogos e acha que precisa melhorar nos chutes com o pé direito, no cabeceio e nas cobranças de falta.
Hoje rei no futebol brasileiro, o argentino recordou dois momentos difíceis no país. O primeiro foi em 2007, ano de sua chegada ao Vasco. Ele citou que foi para a reserva com a saída de Renato Gaúcho, após a eliminação no Campeonato Carioca, e lembrou a agonia de treinar e sequer ser relacionado em cinco partidas. Pediu até para que o empresário o negociasse com algum clube da Argentina.
Muitas vezes ele admite que chegou a pensar que o erro era de sua parte, mas agradece ao ano passado a experiência que o permitiu um ano muito melhor. As informações são do Globo Esporte.
Natal de 2010 será o melhor da década
Pacote do arrocho de crédito deve tirar R$ 2 bilhões do comércio, mas ainda assim vendas serão recordes, superando os R$ 96 bilhões
O recente pacote de arrocho do crédito baixado pelo governo deve tirar perto de R$ 2 bilhões do consumo no fim do ano. Mesmo assim, sustentado pelo aumento da renda e do emprego e pelo maior número de trabalhadores que estão recebendo o 13º salário, este Natal será o melhor da década. As vendas do comércio em dezembro devem atingir R$ 96,2 bilhões, segundo cálculos da MB Associados.
Empresários do comércio e economistas dizem que o maior impacto do pacote no comércio virá em 2011. É que as redes varejistas estão mantendo neste mês as condições de financiamento para não perder vendas de eletrônicos e itens de informática. Mais do que isso, parte dos comerciantes acredita que poderá sair ganhando. Como os financiamentos de veículos em prazos longos e sem entrada ficaram mais caros, o consumidor poderá substituir a compra do carro zero por uma TV fininha ou um notebook. Esses produtos estão na lista dos mais desejados no Natal e, normalmente, são vendidos no crediário.
Cálculos da consultoria mostram também que o aperto no crédito combinado com a alta da taxa básica de juros básica no ano que vem para segurar o avanço da inflação, poderão enxugar o consumo em quase R$ 20 bilhões ao longo de 2011.
“O Natal vai ser muito bom. O maior da era Lula em valores absolutos. Talvez pudesse ser melhor sem o pacote”, afirma o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. A pedido do Estado, ele projetou as vendas reais do varejo ampliado, que incluem, além de roupas, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, veículos, motos, partes e peças e materiais de construção, para este mês e 2011, antes e depois do aumento dos depósitos compulsórios dos bancos.
Com o crédito crescendo na casa de 25%, a projeção inicial de Vale era que as vendas do comércio ampliado neste mês atingissem R$ 98 bilhões. Agora ele reduziu a projeção de vendas para R$ 96,2 bilhões, levando em conta que o ritmo de crescimento do crédito ao consumo diminua para algo entre 15% e 20%. Com isso, o faturamento cresce em dezembro R$ 3,3 bilhões ou 3,5% na comparação o mesmo mês de 2009.
“O grande desafio fica para 2011”, afirma o vice-presidente comercial do Walmart, José Rafael Vasquez. Ele diz que, por enquanto, a rede registra crescimento de dois dígitos nas vendas em relação a dezembro de 2009. “Hoje a taxa está muito mais próxima de 20% do que 10%”, diz, ressaltando que não mudou as condições de crédito.
O Magazine Luiza é outra rede que está em ritmo acelerado. A empresa fatura neste mês entre 25% e 30% a mais em relação a dezembro de 2009, considerando as mesmas lojas. Marcelo Silva, superintendente da rede, diz que as condições de crédito estão mantidas e observa que hoje, mais importante do que a taxa de juros, é o aumento do nível de emprego como motor das vendas. De toda forma, o radar da presidente do grupo, Luiza Helena Trajano, já captou mudanças. “Para 2011, como será primeiro ano de novo governo, alguma freada vai ter, mas nada que mude o pilar da economia.”
Rodolfo França Jr., diretor da Máquina de Vendas, conta que as metas da rede para 2011 serão traçadas só depois do Natal. Por enquanto a rede mantém as condições do crediário, como taxas de juros e prazos, mesmo tendo de sacrificar margens para não perder vendas. “Vamos segurar um pouco”, diz ele.
Na análise de Caio Ortiz, vice-presidente da Semp Toshiba, que produz TVs, o pacote de crédito que atingiu em cheio os carros pode beneficiar o seu setor, com a migração para a compra de TV de LCD e notebooks.
À vista. Com mais renda, confiança no emprego, o consumidor começa a privilegiar as compras à vista em detrimento do crediário. Dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostram que as consultas para compras com cheque subiram 18% até o dia 9 deste mês em relação a igual período de 2009. Enquanto isso, as consultas para o crediário cresceram 10,4%. Até o mês passado, o crediário crescia mais que a venda à vista. Essa inversão não reflete ainda, segundo o economista da ACSP, Marcel Solimeo, o efeito do pacote para tirar a euforia do consumo.
Secretária da Bahia, Luíza Bairros será ministra de Dilma
A presidente eleita Dilma Rousseff vai anunciar nos próximos dias a indicação da socióloga Luíza Bairros, atual titular da Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia (Sepromi), para nova ministra da Igualdade Racial.
De acordo com as agências Globo e Folhapress, Luíza já aceitou o convite feito por Dilma, mas a atual secretária prefere não comentar o assunto enquanto não houver o anúncio oficial. Negra, 57 anos, Luíza é gaúcha, mas vive há mais de duas décadas em Salvador, onde destacou-se por sua militância no Movimento Negro.
Em agosto de 2008, assumiu a Sepromi, órgão criado pelo governo Wagner em 2006 para desenvolver políticas públicas para os afrodescendentes. A notícia da indicação foi recebida com entusiasmo por líderes de movimentos negros. “Concordo com a escolha, Luíza é competente, negra assumida e tem boa capacidade de gestão. Além disso é uma mulher de atitude. Na hora de divergir, diverge, não tem medo de defender seu ponto de vista”, elogia Vovô, fundador do bloco Ilê Aiyê.
Ele conhece Luíza desde os tempos de militância e conta que já teve até alguns desentendimentos com a futura ministra, mas nada de muito relevante: “Tudo em favor do crescimento do negro”, destaca.
Para a socióloga Paula Barreto, coordenadora do Centro de Estudos Afro-orientais da Ufba, a escolha de Dilma para a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) foi “excelente”. “Bairros tem uma longa história de militância, é respeitada nacionalmente e, à frente da Sepromi, tem adquirido experiência de gestão. Além do mais, ela também é uma militante feminista”, defende.
Entusiasmado mesmo ficou seu colega de instituição e militante fervoroso do movimento negro, Fernando Conceição. “Já dei pulos de alegria aqui. Essa foi a melhor notícia de 2010”, comemorou. Para ele, Luíza é uma das mulheres intelectualmente mais preparadas para levantar a discussão em favor do negro, por sua formação acadêmica (ela é socióloga), além da longa trajetória de militância.
“Não só os negros, mas a sociedade brasileira só tema ganhar com essa escolha”, completa. Bartolomeu Dias da Cruz, presidente do Núcleo OMI-DUDU, ONG de apoio às causas negras, foi surpreendido pela notícia da nomeação de Luiza para o ministério de Dilma. “Isso representa o avanço da mulher negra na política. Infelizmente, pelo histórico de racismo e exclusão, temos poucas pessoas preparadas, atualmente”, lamenta. Para ele, a falta de dinheiro atrapalhou a gestão de Luíza na Sepromi e o comando do ministério será um novo desafio
Redação CORREIO
Brasília promove corrida contra a corrupção
Percurso incluiu a Praça dos Três Poderes e Esplanada dos Ministérios.
Objetivo foi chamar a atenção para o correto uso do dinheiro público.
Atletas passaram pelos principais pontos turísticos da capital federal, como a Catedral de Brasília (esquerda) e o Congresso Nacional (Foto: Valter Campanato/ABr)Do G1, em Brasília
Eleições 2012 – Vitória da Conquista pode ter primeira eleição decidida em dois turnos
A TardE | juscelino Souza
Ao disputar segundo mandato, Guilherme poderá ter que passar por mais de uma votação para se reeleger em 2012Estão abertas as discussões sobre o processo eleitoral pré-2012 em Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador. Pela primeira vez na história política do terceiro maior município do Estado, a disputa pela prefeitura pode ser definida em um eventual segundo turno, pois a “capital do sudoeste” já contabiliza mais de 200 mil eleitores.
Antes do segundo turno, a expectativa da população é saber se deve ou não dar ao PT seu quinto mandato consecutivo e se isso poderá ser feito com a reeleição do atual prefeito, Guilherme Menezes, ou com outros postulantes petistas: o ex-prefeito José Raimundo ou o deputado Waldenor Pereira.
Fora do PT, as opções são o radialista Herbem Gusmão, o ex-reitor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Abel Rebouças, ambos do PMDB, e Clóvis Ferraz (DEM).
Há ainda a possibilidade de Coriolano Sales (PSDB) e do ex-deputado Edgard Mão Branca (PV). Sales pode ficar fora do jogo. Seu caso se enquadra na Lei da Ficha Limpa, pois renunciou ao mandato de deputado para não ser cassado no caso da Máfia das Ambulâncias.
O termômetro da política conquistense é testado nas redes sociais, onde os prováveis candidatos apresentam propostas, avaliações, recebem críticas, sugestões e trocam ideias com os eleitores. Publicamente, nenhum deles se apresenta como pré-candidato. Se os personagens estão claros, o enredo da disputa de 2012 ainda estar por ser escrito.
Desempenho – Para o analista político Carlos Roberto Salvador, as eleições de outubro último (em que José Serra venceu na cidade que é a vitrine do PT) não podem servir de parâmetro.
Para ele, o fraco desempenho do prefeito Guilherme Menezes pode ser alterado nos próximos anos. “Ainda é cedo para se avaliar tecnicamente, e apostar nessa mesma tendência nas eleições municipais seria, no mínimo, precipitado”, pondera.
Procurado por meio da sua assessoria, Menezes não se manifestou. Nos bastidores, aliados asseguram que o prefeito buscará a reeleição, mesmo sem contar com aliados históricos, como PCdoB, PV e PSB, que devem lançar candidaturas próprias.
Para tentar romper o isolamento e as críticas que recebe do ex-aliado Herbem Gusmão (que mantém um programa de rádio), Guilherme retomou uma agenda de aparições públicas e de afagos a correligionários.
Menezes decidiu também incluir no orçamento municipal a cota de R$ 100 mil para cada vereador aplicar em obras nas suas bases. Só com essa medida, o governo municipal vai gastar R$ 1,5 milhão a mais no ano pré-eleitoral de 2011
Irmã Dulce a um passo da canonização
O milagre reconhecido pelo Papa aconteceu em 2002, na cidade do Ceará. Uma mulher que tinha acabado de dar a luz sofreu uma hemorragia por cerca de 18 horas, sendo salva por intercessão da freira.
Emocionado, na tarde de ontem, o Arcerbispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Geraldo Magella Agnelo, disse durante coletiva que a cerimônia de canonização vai acontecer no primeiro semestre de 2011, aqui em Salvador, ainda sem data e local definido. A informação de que a cerimônia seria realizada no Parque de Exposições de Salvador, foi negada pela assessoria da Arquidiocese.
De acordo com Magella, a cerimônia oficial da ata de beatificação, terá a presença de um membro do vaticano, o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Dom Ângelo Amato. “Estou muito feliz com o reconhecimento do Papa. Após um processo de quase sete anos, a igreja reconhece a santidade de irmã Dulce que dedicou sua vida aos pobres. Uma pessoa humilde que se preocupava com os irmãos necessitados.
Estamos a um degrau da canonização”, ressaltou Dom Geraldo. Desde janeiro de 2000 que a causa de beatificação de Irmã Dulce tramita no Vaticano. A validação do virtual milagre foi emitida pela Santa Sé em junho de 2003. Em abril de 2009, o Papa Bento XVI reconheceu as virtudes heróicas da Serva de Deus Dulce Lopes Pontes, autorizando oficialmente a concessão do título de Venerável à freira baiana.
Reconhecimento de que a religiosa viveu em grau heróico, as virtudes cristãs da fé, esperança e caridade. O voto favorável e unânime da Congregação foi concedido em janeiro de 2009 pelo colégio de cardeais, bispos e teólogos após análise do documento canônico misto de relato biográfico e das virtudes e resumo dos testemunhos do processo. Irmã Dulce, que morreu em 1992, é chamada de o “Anjo Bom da Bahia”.
Durante quase 60 anos, ela prestou assistência aos pobres e enfermos e criou as Obras Sociais de Irmã Dulce, uma das maiores instituições de filantropia do país.
Bebê indígena nasce com 7,1 quilos no Amazonas
Mãe disse que outros dois filhos nasceram com peso elevado
Uma índia da etnia munduruku deu à luz uma menina de 7,1 quilos em Nova Olinda do Norte, no Amazonas, na terça-feira (7). As duas passam bem.
O bebê, que mede 60 centímetros, nasceu em uma cesariana e é saudável. A médica Romenia de Brito afirmou que a menina tem saúde perfeita e se trata de um caso de macrossomia fetal. Os médicos chegaram a desconfiar que a mãe tinha diabetes, o que não foi comprovado.
Menina indígena nasceu com 7,1 quilos no Amazonas
A mãe, Rosinete Brasil Cardoso, de 42 anos, vive na aldeia Kuatá perto do município de Borba. Mãe de dez filhos, ela conta que outras duas crianças nasceram com peso elevado, com 6 e 5,6 quilos. As informações são do G1.
Lobby de Juca Ferreira causa mal-estar no PT
No PT e na equipe de transição de governo há um enorme mal-estar com o lobby encabeçado pelo atual ministro da Cultura, Juca Ferreira, para permanecer no cargo. A possibilidade de a campanha dar certo não é considerada em Brasília. De uma lista de pessoas que já foram cogitadas para o ministério, o nome que está sendo analisado agora pela presidente eleita, Dilma Rousseff, é o da historiadora Heloísa Starling, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É que o comando do Ministério da Cultura entrou nesta sexta-feira na negociação para compensar a corrente do PT mineiro liderada pelo ex-ministro Patrus Ananias, que perdeu o comando do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), pediu a permanência de Juca por ele ser baiano, mas não faz questão que ele fique no cargo. Está disposto a oferecer uma secretaria para o ministro em seu governo. Dilma quer uma mulher, e, além de Heloísa Starling, há o nome de Ana Hollanda, irmã de Chico Buarque, que não é filiada do PT, mas tem ligação com a bancada do partido no Rio. Antes de quarta-feira, Dilma não deve resolver essa pendência. (O Globo)













