A Gente diz

Aviação regional terá apoio do governo para atender ao turismo no verão

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Foto: Ronaldo Silva/AGECOM

Reunião para discutir e anunciar ações do turismo para a temporada de verão 2010-2011

MATÉRIA: Aviação regional terá incentivo do governo para atender ao turismo no verão

A um mês da chegada da nova estação e com a proximidade de datas comemorativas como Natal, Réveillon e Carnaval, a Secretaria de Turismo do Estado (Setur) se reuniu, nesta quinta-feira (18), com representantes do trade turístico para discutir medidas a serem adotadas durante o verão 2010/2011, uma delas, a publicação, na próxima semana, de um decreto para incentivar a aviação regional. O governo da Bahia prevê um fluxo de 6,6 milhões de turistas na temporada – aproximadamente 700 mil visitantes só no Carnaval – e ocupação hoteleira acima de 80% nas principais zonas turísticas.

A ampliação da malha aérea regional se dará com a isenção de ICMS do querosene de avião para as companhias aéreas que operem em trechos regionais. O incentivo deve chegar a 4% da alíquota, que atualmente é de 18%. A iniciativa atenderá municípios com uma rede hoteleira já estruturada e principais pontos de atração turística como Ilhéus, Porto Seguro, Chapada Diamantina, Paulo Afonso, Vitória da Conquista, Valença e Canavieiras, onde as obras do aeroporto estão em fase de licitação.

De acordo com o secretário Antonio Carlos Tramm, o número de voos internacionais foi praticamente duplicado. “Mês passado superamos o números de desembarques no período, chegando a 2,3 milhões de pessoas. No ano passado desembarcaram dois milhões”, o que representa um crescimento de 12% no período janeiro/setembro. Atualmente, a Bahia conta com 25 voos internacionais regulares e 18 charters. Desde 2007, o estado dobrou o número de frequências semanais para outros países.

Opções
Com 1.180 quilômetros de extensão, a maior costa do País é um dos grandes atrativos do estado e oferece diversas opções de turismo como ecoturismo, enoturismo, esporte de aventura, turismo náutico, religioso e de negócios. O turismo náutico na capital conta com o desembarque de mais 350 mil pessoas até maio. Com a realização do Carnaval, em março, a expectativa é gerar aproximadamente 20 mil empregos temporários em hotéis, bares, restaurantes e empresas ligadas ao setor.

“Com a decisão do governo, em outubro, de baixar um decreto para incentivo do turismo náutico, a Bahia será transformada num grande destino náutico no país”, destacou Tramm. Para o membro do Conselho Nacional da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Pedro Costa, o trade turístico tem, ao longo dessa gestão, discutido os problemas e soluções que implicam no crescimento do estado.

“Estamos debatendo a interiorização do turismo, com alíquotas de imposto reduzidas para o combustível, possibilitando não só a integração entre os municípios como também a interiorização do segmento, visto que temos diversos locais com grande potencial e com infraestrutura aeroportuária pronta”, enfatizou o empresário.

O presidente do sindicato de hotéis, Silvio Pessoa, disse que aguarda o incentivo à isenção do querosene. “Com isso, teremos mais voos regionais e os turistas um acesso mais facilitado às diversas regiões do estado. Desde julho a ocupação hoteleira é excelente. Os números do Réveillon vão se repetir com 100% de ocupação e, na alta estação, a nossa expectativa é ocupar 95% dos leitos. Vamos ter um dos melhores períodos dos últimos anos”.

Requalificação urbana
A Setur divulgou ainda um investimento de mais de R$ 4 milhões na reurbanização e recuperação de Morro de São Paulo, que deverá ser entregue para a população em dezembro. Tramm ressaltou que a secretaria solicitou um aporte de R$ 9 milhões para obras de ampliação e melhorias programadas no Santuário e Memorial Irmã Dulce, com a requalificação urbana do Largo de Roma (Salvador), implantação de sinalização turística de acesso ao santuário e Memorial Irmã Dulce e no roteiro Passos de Irmã Dulce.

“O turismo religioso será marcado com um evento programado para o próximo ano que é a beatificação de Irmã Dulce, consolidando o estado como um destino religioso”, informou Tramm. Também serão inauguradas ainda neste trimestre as obras de urbanização, drenagem e esgotamento sanitário em Imbassaí, recuperação da Fonte da Bica e do centro histórico de Itaparica, além da entrega da recuperação da Igreja do Rosário dos Pretos e da Igreja do Pilar.

Outras novidades
· Inauguração do Vapor do Vinho, embarcação que possibilitará a integração de vários roteiros turísticos na região do São Francisco, desde o enoturismo até as atrações naturais e artificiais como o Sobradinho, passando por opções de prática de esportes radicais e belos passeios fluviais;

· Entrega do trecho da BA-235, que liga Casa Nova a Juazeiro;

· Capacitação e estruturação de mais de 40 trabalhadores informais no Centro Histórico em parceria com a Saltur, AmBev e Abrasel;

· Início da capacitação profissional voltada para o turismo étnico-afro, que vai beneficiar 1,4 mil pessoas e conta com investimentos da ordem de R$ 1,2 milhão.

Brasil tem 60 mil homicídios sem solução

Paraná, Espírito Santo e Rio possuem o maior número de investigações em aberto; meta é encerrá-las até julho de 2011 Jailton de Carvalho O retrato da impunidade ganhou contornos ainda mais dramáticos com levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público divulgado ontem. Pelo estudo, as polícias civis acumulam pelo menos 60 mil inquéritos sobre homicídios abertos até dezembro de 2007 e, até o momento, não concluídos. São casos de assassinatos, crime mais grave previsto no Código Penal, em que os autores não foram devidamente identificados e, por isso, permanecem sem qualquer punição. As pilhas de inquéritos sem solução são maiores no Paraná, com 9.281 casos; no Espírito Santo, com 8.893; e no Rio de Janeiro, com 8.524. Entre os cinco primeiros da ineficiência estão ainda a Bahia, com 6.903 inquéritos em aberto, e Minas Gerais, com mais de 5.419 assassinatos não esclarecidos. O quadro da violência e da impunidade pode ser ainda mais grave. Seis estados e o Distrito Federal não repassaram informações para o levantamento. Alguns estados encaminharam dados parciais. Esta é a primeira vez em que uma instituição brasileira faz e divulga os resultados sobre assassinatos não esclarecidos. Os números, até então inéditos, deixaram impressionadas até autoridades acostumadas a lidar com a questão da violência e da impunidade no país. Leia mais em O Globo

Sete mil homicídios na Bahia estão sem solução


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A Bahia é o quarto estado do país em número de homicídios que estão há mais de três anos sem solução. Ao todo, são mais de sete mil inquéritos policiais abertos até dezembro de 2007 e até hoje não concluídos. Os dados são de pesquisa do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). É a partir da conclusão do inquérito policial, que deve identificar o autor do crime, que o Ministério Público pode denunciar o caso à Justiça para que haja a punição. Em Salvador, o número de inquéritos sem conclusão supera o de homicídios registrados entre 2007 e 2009. A capital concentra 68% dos homicídios sem solução do Estado, com 4.823 inquéritos. Nas cidades do interior, o Ministério Público (MP-BA) encontrou, até o momento, outras 2.202 investigações sem conclusão, o que totaliza 7.035 no Estado. Informações do A Tarde.

Justiça garante a todos os candidatos prejudicados direito de refazer Enem


Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma liminar concedida hoje (17) pela Justiça Federal no Ceará permite que todos os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que tenham sido prejudicados pelos erros nas provas amarelas e nas folhas de resposta possam refazer a avaliação. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal no estado, que já havia solicitado a anulação do exame. Ainda não foi marcada a data da segunda prova.

O Ministério da Educação (MEC) pretendia reaplicar o Enem apenas para um grupo restrito de alunos que receberam cadernos de prova amarelos, que não continham todas as 90 questões por um erro de montagem.

Com a decisão da juíza Karla Maia, o direito de refazer o exame se estende a todos os alunos que tenham sido prejudicados pela troca dos cabeçalhos das provas na folha de respostas. As questões de 1 a 45 eram de ciências da natureza e as de 46 a 90, de ciências humanas, mas estavam identificadas de forma invertida. O erro ocorreu em todos os cartões distribuídos aos 3,3 milhões de participantes. O MEC ofereceu aos alunos que marcaram as respostas ao contrário a possibilidade de solicitar a correção invertida.

“Cada estudante prejudicado por essas falhas, seja a inversão da ordem do cabeçalho do cartão-resposta, seja o erro de impressão no caderno de prova de cor amarela, merece ter assegurado o direito subjetivo de se submeter a uma segunda prova”, defendeu a juíza. A Justiça recomenda que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) disponibilize no site do Enem um espaço para que os alunos que queiram participar da segunda prova façam requerimento. Essa área, segundo a juíza, deve ficar aberta até 26 de novembro.

O MEC e o Inep informaram que ainda não foram notificados da decisão.

Edição: Nádia Franco

Hospital Municipal Esaú Matos: mais de 2500 partos realizados em menos de um ano

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Números de atendimento do hospital demonstram sua importância para a região.

450 funcionários, mais de R$ 1 milhão de investimento mensal da Prefeitura de Vitória da Conquista, o Hospital Municipal Materno-Infantil Esaú Matos oferece à população uma ampla variedade de serviços.

A unidade conta com sofisticados equipamentos e uma equipe preparada e dedicada, composta por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo.

A quantidade de procedimentos realizados no hospital nos últimos dez meses reforça a sua importância para a população da região.

Nesse período, foram feitos mais de 2500 partos. Todo o atendimento é feito de forma humanizada, possibilitando o máximo de contato entre a mãe e o bebê, que ficam em alojamentos conjuntos e não em quartos separados. Na área de obstetrícia, entre atendimentos e internamentos, mais de 9700 procedimentos foram realizados desde o início de 2010.

A implantação da UTI neonatal no Hospital, em 2002, permitiu que os recém-nascidos que precisavam de atendimento especializado não fossem mais transferidos para Salvador. Oitocentas e seis crianças já foram atendidas na UTI do hospital esse ano. A iniciativa, do Governo Participativo em implantar este equipamento público contribuiu significativamente para reduzir os índices de mortalidade infantil. Na área de pediatria o Esaú Matos contabilizou 9514 atendimentos, somando-se internamentos e consultas, nos últimos dez meses.

Outros procedimentos – No ambulatório, o hospital também disponibiliza uma gama de serviços. O número de pequenas cirurgias, planejamento familiar, consultas pré-natal, neonatal, ginecológica, entre outros atendimentos ambulatoriais realizados de janeiro a outubro de 2010, ultrapassa 7 mil.

O Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) do Esaú Matos, espaço que alia profissionais qualificados e equipamentos de alta tecnologia que garantem mais segurança e maior precisão no diagnóstico, realizou cerca de 22 mil procedimentos (eletrocardiogramas, eletroencefalograma, ultrason, raio x, mamografia, colonoscopia, endoscopia e punção de mama) nos últimos dez meses.

No mesmo período, foram feitas quase 600 cirurgias eletivas e cerca de 60 em caráter emergencial. As intervenções integram cirurgias ginecológicas, vasectomias, pediátricas, otorrinolaringologia e buco maxilo faciais, e os pacientes são acompanhados, posteriormente, por uma equipe que auxilia na total recuperação.

O balanço demonstra que graças à qualidade na prestação de serviços de saúde, o Hospital Esaú Matos ganhou a confiança da comunidade, que encontra no local assistência integral e humanizada.

por: Secom – PMVC

VI Semana de Comunicação da UESB discute panorama do ensino e da pesquisa

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Começou nessa terça-feira, 16, a VI Semana de Comunicação da Uesb, que segue até a sexta-feira, 19, com o tema “Panorama do Ensino e da Pesquisa em Comunicação no Brasil”. Conferências, mesas redondas, espaços para discussão e oficinas fazem parte da programação, organizada para discutir o campo de comunicação, em especial o do jornalismo, bem como a democratização da área.

A abertura do evento, no Teatro Glauber Rocha, contou com a contribuição da Prof.ª Dra. Itania Maria Mota (UFBA), diretora da Associação Nacional de Pós-Graduação em Comunicação/COMPÓS, que ministrou a conferência sobre o tema central. À tarde, os estudantes participaram de oficinas sobre Intervenção Urbana, Fanzine e Improvisação e Contato.

Na manhã dessa quarta-feira, 17, houve mesa-redonda sobre Os 60 anos de televisão no Brasil, quando se discutiu a importância histórica desse meio de comunicação que, desde seu surgimento, desperta simpatizantes e antipatizantes entre os acadêmicos. A discussão ocorreu no novo Módulo de Educação da UESB. Comunicação e Cultura Popular e as Novas Tecnologias para uma nova radiodifusão são os pontos das mesas redondas programadas para acontecer ao longo da semana.

Espaços de discussão estão abertos até o final do evento, abordando temáticas como: “Comunicador precário precariza a comunidade” e “Democratização da Comunicação e Criminalização da Pobreza”. O filme “Um poquito de tanta verdade” será exibido e discutido no dia 18.

A Semana é organizada pela área de Comunicação da Universidade, pelo Núcleo de Pesquisa em Jornalismo, através do Projeto Novas Tecnologias da Comunicação em Debate (NPJor), e pelo Núcleo de Estudos em Comunicação, Culturas e Sociedades, por meio do Projeto Museu Vivo da Imagem e do Som (Muvisom).

Presidente eleita,Dilma Rousseff descarta manter cotas de siglas aliadas em ministérios


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Dilma Rouseff (PT)

A presidente eleita, Dilma Rousseff, mandou abortar qualquer negociação com os partidos aliados para que cada um mantenha os mesmos ministérios em seu governo. Segundo a Folha apurou, a petista avisou a interlocutores que não aceitará essas imposições como critério para repartir os cargos da Esplanada, tampouco entrará no xadrez ministerial vestida numa “camisa-de-força”. Ela disse que seu poder de escolha não pode ficar engessado pelas demandas da base, ainda que, em alguns casos, o pleito de manter as pastas seja contemplado. A determinação de Dilma é uma clara reação ao “pacto de não agressão” firmado entre PMDB, PR, PP, PTB e PSC, selado para ampliar seu poder de barganha. Dilma não quer repetir a “fotografia” do atual governo, apesar do carimbo da continuidade. Leia mais na Folha.

Uesb oferece assistência jurídica gratuita

por Patrício Ribeiro

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Dona Djalma Martins Lacerda procurou o Núcleo de Práticas Jurídicas da Uesb, que funciona em Vitória da Conquista, para tentar resolver um impasse. Sua filha e dependente, Cristiane Martins Lacerda, de 38 anos, que possui um retardo mental leve diagnosticado desde o nascimento, teve o pedido ao passe livre no transporte coletivo negado pelo Sistema Municipal de Trânsito e Transporte (Simtrans) de Vitória da Conquista. O indeferimento ocorreu após perícia realizada a pedido do Simtrans para constatação do problema. Apesar do diagnóstico inicial, o médico que fez o exame entendeu que Cristiane Lacerda não tinha direito ao passe livre.

“Nós vamos entrar com pedido administrativo, solicitando o motivo do indeferimento. É preciso, primeiramente, tentar os meios administrativos. Esgotada essa possibilidade, a gente entra com ação judicial”, esclareceu o estudante Cleiton Soares Oliveira (foto, à esquerda), que cursa o sétimo semestre de Direito na Uesb e, como atividade complementar, presta atendimento no Núcleo de Práticas Jurídicas. O mesmo acontece com o estudante Fagner Rogério Oliveira Xavier, também do sétimo semestre do curso. Para o discente, uma das principais vantagens de se procurar o Núcleo, além de obter orientação adequada, qualificada e gratuita, é a possibilidade de evitar o ajuizamento de ação judicial. “O cliente, geralmente, já chega aqui desgastado por um tipo de situação e a via judicial, além de demorada, é ainda mais desgastante e estressante”, opina.

Mas a maior parte da demanda, explica a professora Ivana Bittencourt Lima (foto abaixo), coordenadora do Serviço de Assistência Jurídica (Saju) da Uesb, chega mesmo à via judicial. O trabalho do Núcleo consiste no oferecimento de advocacia gratuita para as pessoas que não têm condições de pagar pelo serviço, e o atendimento, realizado às terças e quintas-feiras, pode ser agendado. A partir do momento que uma ação judicial é ajuizada, o professor-advogado que atua no Núcleo acompanha o processo e realiza audiências, juntamente com um estudante. “O advogado é indispensável ao funcionamento da justiça. Por isso, o trabalho do Saju é de fundamental importância para a sociedade, para a comunidade carente, tendo em vista que nós possibilitamos o acesso ao judiciário, sem nenhum ônus”, afirma Ivana Bittencourt.

Para o estudante, que também participa das audiências, essa é a oportunidade de perceber na prática como é a aplicação da doutrina do Direito aprendida em sala de aula e através dos livros. “Sem dúvida, a complementação é imprescindível. Para formar um bom operador do Direito é preciso o conhecimento teórico aliado ao prático. Portanto, a experiência do Núcleo é indispensável, porque traz para o aluno do curso uma visão social e não apenas mercantilista da profissão”, ratifica a coordenadora do Serviço de Assistência Judiciária.

A população reconhece o trabalho e cada vez mais busca os serviços do Núcleo como forma de fazer valer os seus direitos, tantas vezes ignorados. “Aqui o atendimento é ótimo. Essa é uma iniciativa que incentiva a gente a correr atrás dos nossos direitos”, diz dona Djalma Lacerda, que ainda não sabe se sua filha conseguirá, enfim, obter o passe livre no transporte coletivo municipal. Em nota enviada à Assessoria de Comunicação da Uesb, o Simtrans, através da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Vitória da Conquista, disse que “a carteira de passe livre é concedida aos portadores de deficiência incapazes para o trabalho, após diagnóstico feito pelo médico perito”. A questão deve seguir mesmo para a via judicial.

O Núcleo de Práticas Jurídicas da Uesb funciona na Avenida Genésio Porto, bairro Recreio, próximo ao Parque de Exposições Teopompo de Almeida, em Vitória da Conquista. Para saber mais sobre o Saju ou agendar um atendimento, ligue para (77) 3421-0456.

Natal da Cidade 2010: lançado edital de dança e teatro

A Secretaria de Cultura e Turismo de Vitória da Conquista lançou mais um edital para seleção de espetáculos que irão compor a programação do Natal da Cidade 2010. Dessa vez, a seleção será nas áreas de dança e teatro, sendo que esta última vai contemplar os tradicionais autos de natal.

O concurso está dividido em duas categorias. A primeira vai selecionar até dois espetáculos, sendo um de dança e um de teatro (Auto de Natal), com elenco mínimo de 12 integrantes, para apresentações com duração máxima de uma hora. O prêmio nessa categoria será no valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais). Na segunda categoria, será escolhido um espetáculo de dança, com elenco mínimo de 10 integrantes, com duração máxima de quarenta minutos. O prêmio nessa categoria será no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais).

Esse novo edital tem o objetivo de fomentar e disseminar a arte popular em âmbito local e regional, dando continuidade à política municipal de resgate das tradições e diversidade da cultura iniciada em Vitória da Conquista desde 1997, especialmente com o Natal da Cidade.

As inscrições devem ser realizadas, gratuitamente, na Secretaria Municipal de Cultura, situada à Rua Cel. Gugé, nº. 395, no centro, das 8h às 12h e das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira, até 29 de novembro de 2010.

Com este já são quatro editais lançados pela Secretaria Municipal de Cultura. Os demais são: “Por isso que eu canto”, para seleção de novos talentos musicais; “Projetos musicais”, para a seleção de artistas individuais e grupos que vão compor a programação musical do Natal da Cidade e o de “Mini Presépios”, que visa resgatar e estimular a tradição de montagem de presépios natalinos em Vitória da Conquista.

por: Secom – PMVC

Filosofia – DA SÉRIE: AMENIDADES PARA O QUE A GENTE DIZ – UMA ENFÁTICA E REAL VISÃO ESPIRITUAL DO “SER”

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UMA ENFÁTICA E REAL VISÃO ESPIRITUAL DO “SER”

Este é o quarto ensaio da obra “21”

Estudo filosófico/metafísico da essência dos dois “Seres”, numa abordagem heurística.

Aqui chamo a atenção daquele que se dispuser a ler estes escritos, que esta linha de raciocínio está desligada de qualquer linha de postura filosófica definitiva, tendo e sendo somente uma divagação metafísica e um singelo estudo filosófico/metafísico, alheia a todo questionamento teleológico, teológico e filosófico, sendo fruto do livre pensar do autor. Quanto ao assunto teológico, respeito os teólogos e seus princípios, mas desprezo por princípio os posicionamentos e as questões teológicas.

Dei et Hominis

Fica estabelecido que, neste ensaio, não discuto a existência do “SER” maior. Este assunto já foi dissecado por demais pelos filósofos, e dou ênfase aos trabalhos de Baruch de Espinoza, Immanuel Kant e Martin Heidegger.

O princípio de “tudo” reside na essência do “primeiro” “SER”, que transcende ao próprio Universo. Esta faculdade de transcender ao próprio Universo leva este “SER “Transcendente” a tornar-se “Impessoal”, “Inominável”, “inalcançável” e “incognoscível”. Já a essência do “segundo Ser” como “Ser senciente” está presente somente na sua relação com o “Ser” material”, que faz e permite a sua interação com o Universo em que vive!  Esta essência está intimamente relacionada e condicionada à sua própria natureza imaterial, isto a “priori” por ser um “Ser” senciente, e que está, enquanto encarnado, ou vivo, ou presente na matéria, inexoravelmente ligado ao seu outro lado, ou “Ser” material. Quando cessa esta dualidade, este liame, este “Ser” deixa de existir, (morte), como “Ser” dual e volta imediatamente à sua existência de “Ser” uno e imaterial, desaparece a organização do ser material dual, mas não sua existência como matéria. Nisto está sua própria essência como “Ser” inseparável que é deste Universo em que vive! Pois, nem o corpo nem o espírito desaparece. É, portanto, uma qualidade inerente e natural do “Ser” dual imaterial/material a sua indestrutibilidade, como átomo ou como energia que é. O “Ser” senciente, como uma partícula componente do “SER” Transcendente, herda e possui a mesma impessoalidade e “inominalidade” inerente ao “SER” Transcendente. O que impede o “Ser” senciente de tomar conhecimento da essência do “SER” Transcendente, é que o “Ser” senciente (por uma condicionante natural), como “partícula” que é,  nunca abarcará o “todo”. O “SER” Transcendente é nominado pelos “Seres” sencientes de DEUS, MAHATMA, BRAHMMÃ, JEOVAH, ALLAH, TAO, IAVHÉ, CONSCIÊNCIA CÓSMICA. O chamemos do que quisermos e pudermos, em nada mudará a nossa relação com este “SER”, e nunca conseguiremos nominar o inominável, ou tornar pessoal o impessoal. Por sermos partícula desta IMPESSOALIDADE e desta INOMINALIDADE, nunca conheceremos na acepção do termo a nós mesmos. Eis porque o segredo do existir é justamente procurarmos conhecer a nós mesmos, ou seja, a essência do nosso “Ser”. Assim, o “Ser” senciente no seu alvorecer como homo sapiens sapiens, possuidor de consciência analítica, deve ter enfrentado tremenda dificuldade de se autoanalisar ou de se auto-reconhecer. Esta dificuldade se originava na complexidade do “Ser” senciente, como “Ser” espiritual em sua interação quântica com o “Ser” material. É de se esperar que nos primeiros vislumbres do reconhecimento de si mesmo, o homo sapiens tenha tido dificuldade de compreender, mesmo de forma simples, qual era a sua real essência! Passados tantos milênios deste alvorecer, esta dificuldade é mais atual que nunca! À medida que pensamos que compreendemos e entendemos a complexidade do “Ser” senciente, mais difícil se torna compreender e analisar até mesmo a simplicidade deste mesmo “Ser”. O primeiro paradoxo que enfrentamos ao analisar o “Ser” senciente é que quanto mais o estudamos, mais incompreensível ele se torna. Constata-se lamentavelmente que só possuímos registros escritos de analises da essência do “Ser” a partir dos pré-socráticos, fato que só dificulta esta mesma análise. Outros pensadores que antecederam os pré-socráticos conheciam a escrita e, com certeza, fizeram e registraram suas analises da essência deste “Ser”. Deixo bem claro que não compreendo uma análise do “Ser” como uma análise distinta da análise da existencialidade deste “Ser”. Em se tratando da impessoalidade e da “inominalidade” do “Ser” dual, a meu ver, os dois “Seres” se confundem em sua indistinta essência. Tentaremos de forma bastante simples demonstrar, sem requintes, sem aprofundamentos analíticos filosóficos, que o Ser imaterial é impessoal e inominável. Os espíritos ou enteléquias como partículas do “SER” maior “inominável e impessoal” herdaram estas qualidades e particularidades deste mesmo “SER MAIOR”, causa da sua origem e da sua ancestralidade. A pessoalidade de um espírito é temporária e dura somente enquanto dura sua relação com o “Ser” material ou seja, com sua vida “DUAL”. O processo da formação da sua pessoalidade ou (personalidade) é lenta e gradual, parece até que foi autorizada pelo Figueiredo! Da mesma maneira que se formou, ela termina, lenta e gradualmente, durando a maioria das vezes até atingir sua maioridade material. E a fragmentação desta “pessoalidade” ou personalidade se desfaz no sentido inverso de sua formação dentro do tempo. Desde quando o “Ser” atinja o máximo permitido pela matéria para sua existência relacional com o ambiente em que vive. O “Ser” que chegar a uma idade avançada perderá sua (personalidade) lenta e gradualmente. A exceção só se torna presente quando o “Ser” sofre algum acidente de percurso. Observe bem que o “Ser” imaterial ou espírito sai ileso de uma passagem pela vida material. Assim, a senilidade natural ou mesmo provocada por doenças como o Alzheimer não afeta o “Ser” imaterial. Há casos de seres que desencarnaram completamente senis, sem nenhum entendimento do existir e suas declarações ou pensamentos já logo após a morte, já como espíritos são de uma sapiência inominável, o que comprova que a pessoalidade ou personalidade é completamente desligada do Ser imaterial, enteléquia ou alma, portanto o espírito também é impessoal. (Aqui estou concorde com os filósofos pensadores Vedas denominados de “mãyãvãdis”, o Bhagavad Gita na tradução de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, os declara infiéis). O certo é que perdemos nossa personalidade ao morrermos. No caso da nominalidade, por ser esta um processo externo ao “Ser”, esta possui uma característica distinta da personalidade do “Ser” imaterial, não tendo nenhum vínculo, liame ou ligação maior com o seu nome, a despeito do que digam os psicólogos e os místicos! Nossos nomes são referências vagas e temporárias do nosso “Ser”. Isto é fácil de comprovar, não possuímos nenhuma característica nominal que nos ligue aos nossos ascendentes ou descendentes, à medida que essa ascendência ou descendência se torna mais tênue e distante, mais ficamos esquecidos como seres nominais – eis a prova! Qual dos ilustres leitores sabe quem foi! Ou o que fez na vida um seu tetraavô, ou mesmo um trisavô qualquer! A maioria dos “Seres” não sabe nem mesmo o nome de seus oito bisavôs, Quer saber de uma verdade? A maioria de nós não sabemos nem os nomes completos de nossos quatro avós. O nome não nos marca, o que nos marca são os nossos feitos! São os nossos feitos que perpetuam nossos nomes, e não os nossos nomes que perpetuam nossos feitos. Nossos espíritos são inomináveis tal qual o “SER” de que se originaram, embora nominemos os espíritos em suas diversas encarnações, estas são nominações que não perduram em seu existir como espíritos. Disto vem a certeza de que podemos deduzir que os espíritos são inomináveis, assim como já deduzimos que os espíritos são também impessoais. Há de se compreender que esta impessoalidade e “inominalidade” próprias dos espíritos diferem enormemente da impessoalidade e da ”inominalidade” do “SER” Transcendente. Estas diferenças se fazem notar e estão assentes no “grau” de diferença da grandeza dos dois “Seres”. Estabelecidas estas qualidades dos espíritos, veremos o quanto diferem “as vidas” dos espíritos quando encarnados e quando desencarnados. Estas duas condições por que passam todos os espíritos ou enteléquias levam-nos a considerá-los sob estas duas facetas. Mas só o faremos no que diz respeito aos espíritos encarnados, ainda mais porque o assunto “ESPÍRITO” está magistralmente dissecado por Hippolyte-Leon-Denizard Rivail em sua obra, “O Livro dos Espíritos”. Aqui trataremos (com certa dificuldade) do espírito quando encarnado!

Primeiro, o espírito encarnado torna-se um “ser” praticamente inalcançável para o comum dos mortais, mas para uma boa parte da humanidade isto é corriqueiro não só nos centros espíritas, mas também nos consultórios dos psicanalistas e psicólogos e pelos iogues hindus. Já aqui no mundo ocidental, fora dos ambientes religiosos, os espíritos estão ao alcance dos psicólogos que adotam a psicologia transpessoal de Istanislav Groof, nos processos de regressão às vidas passadas. Estes processos são praticados pelas maiores universidades do mundo, em suas aulas de psicologia transpessoal, embora o seja em algumas, a título de “estudos científicos”, simples eufemismos e nada mais. Alguns seres humanos especiais têm acesso aos espíritos encarnados, como os que praticam as tão discutidas saídas astrais. É o caso de ter acesso a si próprio! A saída astral nos faz compreender melhor nossa essência como seres espirituais e um mais relevante conhecimento do mundo material que nos cerca, e nada mais! Na realidade, nós todos temos acesso a estes “splenns” que são estados melancólicos espirituais, pois nada mais somos que espíritos. Os espíritos são energias que transcendem o nosso próprio existir. Nossa fisiologia está adaptada aos períodos alternados de vigília e de sono, a formação do Ser material deu-se neste ambiente de alternância luminosa, no entanto o Ser imaterial ou nosso espírito, não! Assim todos os espíritos, quando o Ser material entra em estado de repouso ou “sono”, têm a liberdade para sair para perto ou longe, conforme o seu grau de evolução ou desenvolvimento espiritual. Conforme o grau de evolução de nosso Ser imaterial, nós temos ou não, lembranças do que faz o nosso Ser imaterial “espírito” quando no estado de sono. Quanto mais evolução ele possua menos lembranças nós temos dos nossos sonhos; quanto menos lembranças temos de nossos sonhos, mais evolução possui nosso espírito, é que o espírito mais evoluído é menos apegado à matéria e menos nos transmite seus pensares e andares, e quando menos evoluído nosso espírito é mais apegado à matéria e mais nos transmite o que faz lá fora, ou seja, seus pensares e falares. A priori, somos pura energia, e isso nós não podemos mudar ou negar! Mesmo a matéria de que se compõe ou se constitui nosso “Ser” material e nosso mundo sensível, nada mais é que energia! Sendo, portanto, o Universo inteiro feito de energia, de que seriamos feitos então? Veja a abordagem moveriana no 3º ensaio UMA PÁLIDA E SURREAL VISÃO QUÂNTICA DO “SER”. A moderna visão do “ser” tem características holísticas. Alguns povos orientais sempre tiveram esta visão. Hoje parece ser uma visão universal, à exceção, naturalmente, das religiões que preferem a cegueira, isto é, as fundamentalistas, o que no ocidente é a grande maioria.

O HOLISMO

Enquanto a visão de “MUNDO” for a visão laplaciana, determinista,  reducionista, atomista e individualista e não conseguirmos ver o “Ser” integrado ao Universo como um todo, dificilmente conseguiremos percebermo-nos como “espíritos” integrados que somos indiscutivelmente à vida universal… E a isto não podemos fugir ou negar. O pensamento sistêmico ou holístico se opõe ao reducionismo cartesiano. Sempre preferi ver a vida no planeta como um único organismo, desde os meus tempos de rapaz que penso assim e, na época, não conhecia a proposição do pensamento sistêmico do Bertalanffy. Considero o reducionismo cartesiano válido apenas para o estudo e avanço científico, inda mais num tempo pretérito! Mas o que penso não vem ao caso. O que importa é que a visão holística da vida nos leva a entendê-la como um todo, fazendo-nos perder a visão individualista, que, pelo menos, nos faz menos egoístas e mais humanistas se nos virmos como partícipes de um todo! Vemos que nossos espíritos têm uma única e mesma origem e que não temos o direito de, por termos mais ou menos posses materiais ou maiores ou menores dotes em uma área do saber humano, acharmos que, por isso, sejamos melhores ou piores que outros nossos semelhantes. Isso nos remeteria à questão anterior do homem egoísta e não nos deixaria perder a visão individualista com as consequências já citadas, levando-nos tão somente à estultícia.

A primeira visão de todos os seres humanos quando ainda na infância é a visão de quando se encontram ainda como seres espirituais. A perda desta visão se dá entre os quatro e os sete anos quando é comum a pergunta “O que faço aqui?” É mais ou menos nesta época que a reencarnação está se completando. Este é o nosso primeiro encontro com nosso “eu”, com nossa nova personalidade e nosso novo mundo material! Naturalmente é um choque, pela primeira vez, reconhecermo-nos como seres que vivem em um mundo material!  Ou seja, com nossa individualidade espiritual, totalmente ligada ao mundo material! A partir daí passamos a ter uma personalidade com capacidade de autoanálise. Em outras palavras: nesta hora, passamos a ser um “Ser” dual completo! Completamente independente do mundo espiritual. Nem todos os seres se recordam deste fato singular, mas todos nós passamos por isso!

Não aprendi esses fatos com o Codificador; quem me fez ver e relembrar estas coisas da minha infância foi um indiano que encontrei a solfejar um mantra numa praia chamada de “prainha”, próxima a um Resort em Itacaré, aqui na Bahia. Na época, eu estava lendo um livro sobre o avatar indiano, SAI BABA, e praticamente forcei uma aproximação com este “Ser”. Na primeira tentativa de aproximação, senti alguma resistência por parte do hindu, embora ele fosse educadíssimo. Quase desisti. Na segunda conversa, fiz de forma muito sutil uma análise do “Ser” como um ser material, numa abordagem quântica, acho que foi o suficiente para conseguir sua confiança! Tive poucos encontros com este “Ser”; não me recordo de quantos, talvez não passassem dos seis. De outra vez, demonstrei para ele que a cor abóbora de seu manto, que ele chamava de kasaya, não existia como uma cor real e que poderia ser de qualquer cor.

Ele passou pouco tempo em Itacaré, para onde tinha ido ajudar uns judeus que tiveram um problema por lá. Nada mais soube dele! Era impressionante sua postura como “Ser”! Trajava sempre uma bermuda e camiseta comuns, usava óculos escuros e alpercatas de tiras de amarrar sem fivelas, carregava o manto e um livro numa sacola a tiracolo. Ao inquirir qual escrita era aquela do livro, ele me disse estar escrito em sânscrito. Contei-lhe como tinha tentado fazer uma e feito algumas saídas astrais, quando ainda rapaz, ao que ele sorriu e ensinou-me a fazer uns exercícios respiratórios. No dia seguinte ainda na praia, desta vez sob uma árvore onde o vigilante do Resort às vezes se abrigava do sol do meio-dia, ele me pediu para sentar em um tronco de coqueiro, relaxar, fechar os olhos, pôs a palma da mão em minha testa, ao que senti um grande calor em minha testa, falou-me numa língua estranha, que eu compreendia perfeitamente e mandou-me pensar em minha terra natal. E, estranho, de súbito, me vi a sobrevoar um rio meu conhecido. A princípio não sabia onde estava, depois tive a plena certeza de que sobrevoava a casa de meu avô materno numa região da Bahia chamada Catolezinho. Vi claramente a casa antiga, um novo curral e uma chácara nos fundos da casa, umas pessoas montadas, gado no pasto, e, de súbito, lá estava na minha postura iogue a falar com o hindu. A coisa foi tão rápida e tão clara que me recusava a acreditar que aquilo tivesse acontecido.

Este fato que passo a relatar agora já o fiz a um amigo e primo, e é muito interessante. Eis o fato: eu sempre evitava entabular conversações demoradas com este meu novo amigo, para não ser inconveniente e atrapalhá-lo. De certa feita, eu falava sobre a minha ideia acerca do aparecimento do homem no planeta, e ele parecia absorto em minha explanação. Notei, então, que ele, distraidamente, passava a mão aberta a um palmo de altura da areia da praia e sua mão ficava impregnada de grãos de areia e, distraidamente, passava uma mão sobre a outra o os grãos voltavam para a praia. Não sei como ele fazia aquilo, mas estava fazendo e parecia que não notava minha presença. Fiz de conta que não estava notando o que ele fazia, então, ele mudou de posição no sentar e entabulamos um diálogo sobre o assunto que eu discorria já por muito tempo. Sua maneira de ver o assunto, na verdade, não correspondia com o meu ponto de vista! Ele cria que por nosso planeta já passara muitas humanidades, antes de surgir a humanidade atual. E o que eu expunha para ele era uma visão fundamentada na paleontologia a na antropologia. Foi quando o meu amigo me deu uma notícia que me deixou triste, me disse que não era aconselhável que eu continuasse a fazer o que eu chamava de saída astral, mas, se quisesse poderia tentar praticar as regressões, e disse procure alguém versado na área, e não quis me dizer por quê. Assim, não insisti mais.

Como apareceu, ele desapareceu repentinamente. Alguns dias depois quando o procurei na cidade, me disseram que tinha partido. Para meu desalento, perdi o contato com o mais singular ser humano que já conheci. Aqueles poucos encontros marcaram profundamente minha visão da real natureza do existir humano. Em um de nossos últimos encontros, levei-o de carro para conhecer parte da área do Resort, quando perguntei onde ele tinha aprendido o português. Ele me disse que alguns membros de sua família falavam esta língua porque mantinham desde muito tempo estreitas relações comerciais com Portugal. Eu já tinha percebido seu pronunciado sotaque lusitano. Não gravei na mente a grafia correta de seu nome, mas a pronúncia era algo como Pongiab Shaori. Perguntei-lhe se conhecia a obra de Lobsang Rampa, ele me respondeu que sim, e disse que nós, os ocidentais, tínhamos o hábito de confundir as obras de ficção de escritores de outros povos com a realidade, talvez por desconhecer o modo de viver desses povos! No que concordei com ele, pois o sentido de “realidade do existir” de cada sociedade está intimamente relacionado com as crenças existenciais desta sociedade. Sua mão impregnada de areia me marcou profundamente e nunca mais me saiu da memória. Um amigo arquiteto de Itacaré um dia me perguntou o que eu tinha aprendido com o hindu! Respondi-lhe que “muito e pouco”, pois se um “Ser” adquirir todo o conhecimento do mundo, assim mesmo não saberá tudo, pois, na introdução do Bhavadad-Gita com tradução e comentário de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, está escrito que as pessoas humanas (e portanto também seu conhecimento) estão infectadas por quatro defeitos: (1) na certa comete erros, (2) está invariavelmente iludida, (3) tem a tendência de enganar os outros, (4) é limitada por sentidos imperfeitos. O pensador inglês Bertrand Russel era da mesma opinião; para ele o que nós tomamos ou temos como conhecimento possui três defeitos capitais: é convencido, é incerto e, sobretudo, o conhecimento por si mesmo é contraditório. Portanto, tudo que aprendemos como humanos está sujeito a estas imperfeições; assim o que aprendemos com os humanos pode ser “muito”, pode ser “pouco”, pode ser “tudo” e pode ser “nada”, pois, na vida, nunca existirá perfeição! Nem somente, um único caminho a trilhar. E assim caminha e se desenvolve a humanidade.

Esta, por ser uma visão espiritualista, metafísica e sobretudo heurística do Ser, está isenta de críticas… Assim espera esta minha ínfima e desprezível enteléquia…

Vitória da Conquista, Bahia, 3 de outubro de 2007.

Ensaio revisado e atualizado em novembro de 2010

Edimilson Santos Silva Movér

Em reunião, líderes da Câmara defendem aumentar próprios salários

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Marcello Casal Jr./ABr

Michel Temer (PMDB)

Líderes partidários da Câmara defenderam nesta terça-feira a votação de um projeto de lei de reajuste de seus salários e também do da presidente eleita, Dilma Rousseff. O assunto foi levado à reunião pelo vice-presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS) e ganhou o apoio de grande parte dos deputados. O acordo é que o valor dos aumentos e o texto final da proposta devem ser acertados pela Mesa Diretora – que tem um encontro informal amanhã com o presidente Michel Temer (PMDB-SP). A alegação dos deputados é que os salários do Executivo e do Legislativo estão sem aumento há cerca de três anos e que a inflação no período foi de 17,8%. (Folha)

Grupo Silvio Santos afirma que vai processar ex-diretores de banco

Em comunicado divulgado neste domingo (14) em jornais brasileiros, o Grupo Silvio Santos afirmou que “processará, nas esferas cível e criminal, os ex-Diretores Executivos (…) e a empresa de auditoria externa contratada para realizar a revisão das demonstrações financeiras” do Banco Panamericano S/A.

O Grupo Silvio Santos é acionista controlador do Panamericano, que, na semana passada, revelou que teve de recorrer a um empréstimo de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para restabelecer seu equilíbrio patrimonial após inconsistências em seus balanços encontradas pelo Banco Central.

As empresas do empresário Silvio Santos, controlador do Banco Panamericano, foram colocadas como garantias na operação de resgate, inclusive o canal de televisão SBT.

Na última sexta, o Panamericano S/A anunciou em comunicado que adiaria a apresentação de seu balanço financeiro referente ao terceiro trimestre. Em outro comunicado, o banco cancelou também a teleconferência em que seriam comentados os resultados do terceiro trimestre, que estava agendada para a próxima terça-feira (16).

Ainda na sexta-feira, o Panamericano passou a ser investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. O banco, do Grupo Silvio Santos, recebeu socorro financeiro do fundo nesta semana após serem detectadas “inconsistências contábeis” em seu balanço.
G1