A Gente diz

Filosfia: DA SÉRIE: AMENIDADES PARA O QUE A GENTE DIZ – NOSSO UNIVERSO DE ONZE DIMENSÕES, Carta aberta ao Ilustre Professor Davi Lima de Araújo

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VISUALIZANDO DE FORMA FÁCIL E SIMPLIFICADA AS OUTRAS SETE DIMENSÕES DO UNIVERSO, POIS, QUATRO SÃO NOSSAS COMPANHEIRAS DO DIA A DIA.

Por Edimilson Santos Silva

Meu distinto amigo Davi

Assuntos que se refiram ao universo sempre são interessantes, sendo para uma imensa maioria um deleite, o homem primitivo, sempre olhou com admiração para a beleza de um céu estrelado. O homem moderno não se compraz somente com a beleza dos céus, ele busca o entendimento de como se formou este céu estrelado, isto nos difere dos outros animais!!! Mas, no fim, no fim, eis realmente o que somos…

Em 1916 Einstein apresentou ao mundo sua teoria da Relatividade Geral propondo o tempo como a quarta dimensão, dimensão esta associada ao espaço a que chamou de (espaço/tempo), fato que causou uma verdadeira revolução no meio científico da época. Pouco depois, em 1919 dois físicos muito pouco conhecidos fora dos meios científicos, de nomes Theodor Franz Eduard Kaluza (1885-1954) e Oscar Klein (1894-1977), criaram uma conjetura propondo a existência de uma quinta dimensão, antes de publicarem o artigo, procuraram Einstein e discutiram com ele os fundamentos de sua nova teoria (kaluza/Klein), que vinha de encontro à teoria da relatividade geral, Einstein era tão genial, que enxergou o valor da teoria, embora na época fosse somente uma conjetura, ele autorizou a sua publicação, esta teoria ficou adormecida por quase 40 anos, foi a idéia de Kaluza/Klein que deu origem e base à consagrada teoria das cordas, esta teoria (das cordas), utiliza o espaço de Calabi-Yau proposto pela primeira vez por Eugênio Calabi em 1957 na universidade da Pensilvânia, em 1977 o matemático Shing-Tung Yau a comprovou pela via do cálculo na universidade de Harvard, devido a este fato o espaço onde os eventos desta teoria ocorrem ficou conhecido como: espaço “Calabi-Yau”.

Existe a necessidade de assimilarmos o que chamamos como teoria das cordas, como uma entidade de quintessência, pois, na realidade não existe somente uma teoria das cordas, mas sim, cinco teorias complementares, indissociáveis e inderrogáveis, estas teorias são chamadas de: Tipo I, Tipo II, TipoIIB, Heterótica –O e Heterótica –E. nenhuma destas cinco teorias tem sustentação matemática sem pelo menos outra das outras quatro, estas cinco teorias foram posteriormente tratadas matematicamente pelos físicos como uma única teoria, e não poderia ser diferente. No princípio a teoria comportava somente seis dimensões, em 1995 um dos pais da teoria das cordas de nome Edward Witten na conferência “Cordas” na University of Southern California comprovou matematicamente a existência da 7ª dimensão no espaço Calabi-Yau, a partir daí os físicos teóricos acrescentaram-na á teoria das cordas, desde 1995 que as nossas quatro dimensões somadas às sete dimensões do espaço Calabi-Yau nos proporciona um universo de onze dimensões.

A teoria das cordas (embora com cinco facetas) possui um único modelo físico cujos blocos fundamentais são objetos extensos e unidimensionais, semelhantes a uma corda, que podem ser vistos como laços, ou como cordas estiradas, isto muda conforme a abordagem matemática, estes objetos matematicamente, não são pontos como na física moderna tradicional (física quântica e física relativista), onde para efeito de cálculo, as partículas são puntiformes. Nos diz Brian Greene que: – precisaríamos de aceleradores de partículas capazes de produzir choques a um nível de energia cerca de 1 milhão de bilhões de vezes maior do que o que hoje atingimos para comprovar diretamente que uma corda é ou não é uma partícula puntiforme.

Meu prezado amigo Divi Lima de Araújo tenho uma grande frustação dentro de mim, por só terem desenvolvido esta teoria quando já me encontro com idade tão avançada, e talvez não a veja concluída. Concordo com Mário de Andrade quando disse: – Quando nos aparecem as cãs, é chegado o tempo de não mais discutirmos os “rótulos” e de só nos interessarmos pelas “essências” das coisas. Agora digo-o eu, nos ambientes onde só se dá valor aos rótulos, aí encontrarás os estultos, os néscios e os homens com a visão dos homens da caverna de Platão, estes só enxergam as sombras, e quando vêem muito, só conseguem ver as coisas de maneira distorcida, afasta-te deles, e assim conservarás tuas forças, o homo só se tornou sapiens sapiens porque teve forças para se proteger das hienas do vale Turkana onde surgiu o homem, e das harpias do inferno de Dante.

A teoria das cordas se propõe a (e segundo os físicos teóricos vai conseguir), unificar as quatro forças fundamentais do universo. Tais quais: a força fraca, a força forte, a força eletromagnética e a força da gravidade. A física desde 1998 conseguiu unificar as três primeiras forças numa única teoria ou equação, primeiro conseguiram unir a força fraca à força eletromagnética o que chamaram de força eletro-fraca, em 1998 com novo esforço resolveram uma nova teoria incluindo a força forte. Na nova teoria das cordas onde as quatro forças serão no futuro, integrantes de uma única equação ou teoria, e que é chamada de “Teoria de Tudo”, também conhecida como teoria “M”, quando forem resolvidas as pendências da teoria das cordas, e equacionada a interação da gravitação com as outras três forças já unificadas, ter-se-á a teoria “M” que será a teoria “mãe” da física, não sei se o “M” viria da palavra “Mother” ou “Main”

Esta teoria final viria solucionar todos os problemas da física tornando “una” a física quântica e a relatividade geral, pois, sendo a relatividade geral determinística e contínua, nunca houve completa compatibilidade com os postulados da física quântica.

Ora! Meu caro Davi! Quanto ao espaço da teoria das cordas, este espaço meu amigo, é o mesmo espaço considerado por Einstein na relatividade geral, que é o espaço riemanniano, portanto, um espaço aberto e curvo, é o espaço conhecido como o espaço no formato da sela.

Meu caro professor Davi, na teoria das cordas no espaço Calabi-Yau por sua vez, suas sete dimensões estão presentes também em um espaço curvo riemanniano, só que numa escala extremamente diminuta, este mundo está na escala da distância de Planck, ou seja, na escala de 10-33 cm. Este espaço é tão diminuto que um físico nos propõe uma visão verdadeiramente interessante deste espaço com a seguinte metáfora: Se considerarmos que crescemos um átomo para o tamanho do universo, neste átomo-universo a distância de Planck, ou uma corda cósmica teria o tamanho de uma árvore. Foi nesta escala que Eugênio Calabi e Shing-Tung Yau conceberam a existência das cordas no que posteriormente os físicos chamaram de espaço Calabi-Yau. Na essência da teoria das cordas está a realidade última, que é a textura finita de que é feito o nosso universo. As cordas preenchem todo o espaço entre os elétrons e os núcleos dos átomos, nos núcleos preenchem os espaços dentro dos quarks e seus arredores, obviamente formam os quarks, obviamente forma todas as partículas subatômicas, obviamente formam toda a matéria existente no universo, obviamente preenche e forma todo o espaço existente no universo. As únicas exceções são as quatro forças fundamentais, que utilizam as cordas como meio de propagação. Destas singelas conclusões pode-se depreender a importância da teoria das cordas no universo einsteiniano onde a geometria é a do espaço curvo riemanniano. No micro espaço de Calabi-Yau o que prevalece é a geometria quântica.

Quando compreendi isto, quando meu Ser absorveu a essência da essência desta teoria senti como se tivesse visto o meu mundo pela primeira vez, foi como se tivesse acendido uma grande luz dentro de mim, isto se deu no final do ano de 2001. Davi! O que físicos e matemáticos chamam atualmente de teoria das supercordas é o princípio fundamental do universo. Na verdade eles estão em busca da essência da essência da criação divina. Me senti extremamente gratificado ao compreender isso.

Embora numa escala tão diminuta, podemos, para melhor compreender este espaço, fazer o caminho inverso desta escala. A escala média humana e em torno do metro ou 101cm. A escala do horizonte cósmico é igual a 1028cm portanto este é o limite superior observável do universo, sendo a maior distância que o telescópio espacial Hublle captou uma imagem de um corpo emissor de luz, equivalendo aproximadamente a 14 bilhões de anos luz. Você como engenheiro sabe que se o tamanho do universo for aumentado para a escala ou tamanho de 1029cm isto nos diz, que o universo foi aumentado em dez vezes, com este argumento é possível imaginar o quão é diminuto o tamanho do universo do espaço de Calabi-Yau que está numa escala de 10-33cm, escala que é a escala da distância de Planck. Portanto, cinco unidades negativas de escala a mais que a escala positiva do horizonte cósmico, isto se tomarmos a escala da distância de Planck como o horizonte limite do micro universo

Na conjetura de Eugênio Calabi, datada de 1957 quando ainda na universidade da Pensilvânia, estas dimensões ou cordas segundo a sua equação matemática, se encontram enroladas e escondidas na escala da distância de Planck, num pacote à semelhança de uma esfera com certo número de buracos. Estas micro-esferas formam ou representam o que os físicos chamam de tecido do espaço. Compreendamos o tecido do espaço com esta analogia: ao atirarmos uma flecha, ou um avião ao percorrer o espaço, ou um foguete no espaço sideral, todos perfuram o tecido do espaço, que ao ser perfurado pela dianteira do objeto voador, instantaneamente ele se fecha na sua traseira, nosso próprio planeta em sua jornada pelo espaço, não o empurra para frente, mas o atravessa, e este mesmo espaço se fecha à sua retaguarda. Mesmo nós, quando andamos na rua não empurramos o espaço pra frente, nós perfuramos o tecido do espaço (mas, não o cindimos), é como se ele se fechasse às nossas costas. Na realidade o que ocorre é que as cordas são um bilhão de bilhão de bilhão de bilhão de vezes menores que as partículas de que é formada a matéria. Como tudo ocorre na escala da distância de Planck, não há como perceber isto. Temos aqui, que considerar as equações de Einstein com respeito à cisão do espaço riemanniano, segundo estas equações, este espaço não pode se romper sob pena de causar uma catástrofe cósmica, isto no espaço da “macro escala”, no caso acima o espaço que se abre para a passagem dos corpos está confinado na escala da distância de Planck, o espaço de Calabi-Yau. Podemos dizer que o tecido do espaço simplesmente atravessa a matéria, assim como os neutrinos atravessam nosso planeta sem ao menos mudar de direção ou de velocidade. O espaço do nosso universo visível está entre a distância do quase invisível 10-5cm (onde cessa nossa visão), e a distância da radiação de fundo, ou horizonte cósmico, ou seja do raio do universo visível, igual a 1028cm, entre estas escalas está o espaço riemanniano.

Ora! Meu estimado professor Davi Lima de Araújo é na escala de Planck de 10-33cm que estão as outras sete dimensões embutidas e escondidas nos espaços de Calabi-Yau Tudo matematicamente deduzido em uma forma aproximada de esferas retorcidas e perfuradas pelas outras sete dimensões. Alguns físicos demonstraram que a teoria das cordas comporta nestas sete dimensões, não só cordas, abertas ou fechadas, mas, também pontos, membranas, esferas, e outros objetos que se formam nas dimensões mais altas. O que a física da teoria das cordas nos diz peremptoriamente é que: a teoria das cordas embora sendo uma realidade física irreversível, sua elucidação completa demandará algumas décadas, ou talvez séculos ainda. Os modelos das esferas do espaço Calabi-Yau possuem uma gama variada de formas dentro de um padrão rígido de uniformidade, este paradoxo é próprio do mundo quântico.

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É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem. Estas 4 figuras são as melhores, e as mais utilizadas representações da feição matemática das esferas do espaço (Calabi-Yau), elas representam as sete dimensões ou cordas, enroladas e escondidas. Pode-se ver que há grande similaridade entre as configurações das mesmas. Elas formam toda a matéria (tudo que existe no universo), inclusive o tecido do espaço. Estas imagens foram buscadas em diversos sites na internet para facilitar uma visão da estrutura última do nosso universo. Lembrem-se da proposição do átomo/universo.

Uma forma matemática aproximativa do espaço de Calabi-Yau, nos é apresentada pelos físicos como sendo, não uma partícula puntiforme, como uma partícula quântica (lépton, múon, tau, ou um neutrino, etc.), mas sim, como uma esfera multiforme de sete dimensões, o formato desta esfera (figuras acima), deixa-nos de frente com uma entidade realmente surrealista, com suas dobras e seus buracos, suas rupturas e seus contatos colados, segundo a física da teoria das cordas estas esferas possuem matematicamente pelo menos 435 formas. Tudo deduzido e confirmado na mais pura dedução matemática. Nunca as poderemos ver. E não poderia ser diferente, este mundo de escala de 10-33cm está completamente fora do alcance dos nossos melhores instrumentos de ultramicroscopia.

Meu prezado Davi! Se a física moderna reconhece a existência deste tecido do espaço, o que falar dos físicos newtonianos, quando se referiam ao espaço como “cheio” do que eles chamavam de “Éter”. Em certas horas temos que reconhecer que o antigo instinto natural do homo sapiens sapiens não pode ser desprezado. Então, o que a física do sXX e sXXI descobriu sobre a textura do espaço nada mais é do que a forma que os físicos newtonianos já preconizavam para a textura do espaço, isto é um espaço preenchido com uma entidade! O nome que se dê a esta entidade, não importa agora. O espaço é e sempre foi preenchido pelo que chamavam de éter, que na realidade nem sabiam o que era. Naturalmente os físicos modernos não vão nominar este novo tecido do espaço proposto por eles de “Éter”, claro que não vão. Mesmo por que, só aumentaria a confusão, algo sempre indesejável na física.

A escala de 10-33 cm em que estas entidades fundamentais físicas estão embutidas é uma escala absurdamente diminuta… Para termos de comparação; relembre a proposição do físico, para entenderdes o quanto é pequena uma corda, pegue um átomo qualquer e cresça-o para o tamanho do universo, neste átomo/universo uma corda será do tamanho de uma árvore média.

Meu caro professor Davi, a teoria das cordas está fundamentada na física moderna da mecânica quântica e da relatividade geral e os avanços estão a depender de experimentos no LHC (Large Hadron Collider) de Genebra, numa tradução livre, (Grande Anel de Colisão de Hádrons), em física, no modelo-padrão as partículas são classificadas em pesadas e leves: as pesadas estão sujeitas à força forte, e são chamadas de (hádrons ou bárions) prótons e nêutrons. As partículas leves são chamadas de léptons, e estão sujeitas à força fraca ou nenhuma força como elétrons, muons, taus, os três neutrinos, e outras lagartixas. O LHC retomou suas atividades em 2009, Estimado Davi, pelo visto teremos, portanto, que esperar futuros avanços na teoria das cordas a partir de experimentos efetuados no LHC. Como seu nome o indica, sua função principal é colidir prótons e nêutrons, naturalmente que irá colidir partículas não bariônicas também.

Richard Feymann um dos maiores expoentes da mecânica quântica, escreveu:

Houve uma época em que os jornais diziam que só havia doze pessoas no mundo que entendiam a teoria da relatividade. Acho que esta época nunca existiu. Pode ter havido uma época em que só uma pessoa entendia, porque foi o primeiro a intuir a coisa e ainda não havia formulado a teoria. Mas depois que as pessoas leram o trabalho, muitas entenderam a teoria da relatividade, de uma maneira ou de outra; certamente mais de doze. Por outro lado, acho que posso dizer sem medo de errar que ninguém entende a mecânica quântica.

Para encerrar:

Veja bem, meu amigo Davi! Eu não sei se consegui de forma simples e coerente transferir as idéias principais que são propostas da existência de mais sete dimensões (fundamentais), na teoria das cordas para o nosso universo sabidamente e intuitivamente tridimensional. A “coisa” em si, por ser ainda uma teoria sem comprovação experimental, e como não se sabe se esta comprovação será possível um dia, julgo que devido a isso, a “coisa” ainda seja extremamente complexa.

Veja somente dois pequenos enfoques elucidativos da evolução do espaço Calabi-Yau que nos faz o Dr. Brian Greene na sua obra “O Universo Elegante” à páginas 397 ele nos diz: As equações da teoria das cordas indicam então a ocorrência de uma instabilidade – semelhante à da época inflacionária de Guth – que levou todos os pontos do universo a afastarem-se rapidamente uns dos outros. Gasperini e Veneziano demonstraram que isso levou o espaço a tornar-se progressivamente mais curvo, o que resulta em um fortíssimo aumento da temperatura e da densidade de energia.7 Aqui ele nos remete para a nota 7 do capítulo 14 que nos diz à página 446: 7. O leitor instruído notará que a nossa descrição tem lugar no chamado referencial das cordas, em que a curvatura crescente durante o pré-big-bang decorre de um aumento da intensidade da força gravitacional (provocado pelo campo dilaton). No chamado referencial einsteiniano, a evolução seria descrita como uma fase de contração acelerada.

Já na página 405 ele nos diz: Pequenas variações nos parâmetros nos universos descendentes – (aqui ele, (Greene), compara o Big-Bang com um buraco negro), – levarão, portanto, a que alguns sejam mais propensos à produção de buracos negros do que o universo-pai e tenham, em consequência, uma descendência ainda maior.10 Aqui ele nos remete à nota dez do capítulo 14 também na página 446, que diz textualmente: 10. Na teoria das cordas, por exemplo, essa evolução poderia decorrer de pequenas mudanças na forma das dimensões recurvadas de um universo para os seus descendentes. O nosso estudo sobre as transições cônicas que rompem o espaço indica que uma sequência suficientemente longa dessas pequenas mudanças pode levar de um espaço de Calabi-Yau a qualquer outro, o que permite que o multiverso reflita a eficiência reprodutiva de todos os universos com base nas cordas. A hipótese de Smolim leva a que depois que o multiverso passe por um número suficiente de estágios reprodutivos, possamos esperar que um universo típico tenha um componente Calabi-Yau de alta fertilidade.

Deu pra entender donde advém a minha dificuldade, de somente em oito páginas transferir o conceito das outras sete dimensões? Mas, espero que tenha conseguido. Quando Greene faz referência a um pré-big-bang ele esta se referindo ao pré universo de Gasperini e Veneziano que é um universo frio e infinito, lugar propício para a formação do ultramicroscópico espaço Calabi-Yau. Espaço infinitamente pequeno, já contido na singularidade. Poucos perceberão estas sutilezas.

Era meu propósito encerrar este insosso ensaio mesclando minhas palavras com as palavras do Dr. Professor Brian Greene, e assim o faço: (Movér): – A teoria das cordas vem preencher o que parece ser a resposta maior que a filosofia ontológica pode receber para a questão: (de que somos feitos, nós e o universo?). (Brian): – A teoria das cordas pode ser o último campo de batalha teórico na velha luta por compreender os mecanismos mais profundos do funcionamento do universo.

Meu prezado amigo,

Engenheiro Civil e Professor da UESB, Davi Lima de Araújo,

As redundâncias, nos pontos fortes da teoria foram propositais, pois, sei e bem sei, que não somente o amigo lerá esta pequena e desprezível apreciação sobre a mais importante teoria da física moderna. Ficando explicitado que só arranhei de leve, bem de leve e por breves segundos a superfície da maior de todas as teorias que uma plêiade de físicos (os mais inteligentes do planeta), já intentou estruturar,

Edimilson Santos Silva Movér

Maio de 2010

Bibliografia:

O Universo Elegante, Brian Greene- Companhia das Letras-

7ª reimpressão, revisor Rogério Rosenfeld- Unesp.2008

Uma Breve História do Tempo, Stefhen W. Hawking-Editora Rocco Ltda. 1988

Utopia do Espaço Sideral, Walmir Cardoso- Editora Brasiliense-1989

Panorama Visto do Centro do Universo,Joel R. Primack e Nancy Abrams – Companhia das Letras-2006

Brincando com o Universo. Geraldo Antunes Cacique, Deduções Lógicas -Belo Horizonte. MG. 1ª Edição 2005

Conquista é a principal Rota do Tráfico na Bahia

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Conquista é um dos principais elos do tráfico de drogas entre São Paulo e o Nordeste.

Os 20 quilos de pasta base de cocaína encontrada em um ônibus, vindo de São Paulo com destino à Maceió, no início dessa semana e as constantes apreensões de drogas em Vitória da Conquista fizeram surgir a pergunta: Conquista faz parte da rota do tráfico? Parte da origem dessa resposta está na BR 116, que divide a cidade ao meio e é uma das principais vias de transporte do país.

A principal forma de transporte e escoamento de mercadorias do Brasil se dá pela malha viária, que risca o país por todos os lados. Na Bahia, Conquista está num posicionamento geográfico privilegiado. É cortada pela BR 116 e está bem próxima de outra BR, a 251. Esta última, uma das principais estradas de Minas Gerais, termina na BR 116, próximo à divisa do estado com a Bahia, formando uma espécie de funil. Isso fez com que Conquista se tornasse rota obrigatória entre o Sul do país e o Nordeste. Este privilégio é um dos principais fatores do desenvolvimento econômico da cidade. Mas o que é bom para a economia local, torna-se uma grande dor de cabeça para as autoridades de segurança. Vitória da Conquista atualmente é uma das principais rotas de transporte de todos os tipos de contrabando e, o mais preocupante, droga.

Inspetor do Grupo Especial de Combate ao Tráfico de Drogas da Policia Rodoviária Federal (PRF), Heitor Correia.

Grande parte da droga que é distribuída de São Paulo para os estados do Nordeste passam por Conquista. De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), as apreensões até o mês de Novembro de 2010 já superaram, em valor, todos os anos anteriores. Desse montante, 80% é crack, cocaína ou a pasta base, que dá origem a estas duas. Segundo o Inspetor do Grupo Especial de Combate ao Tráfico de Drogas da PRF, Heitor Correia, as apreensões de maconha já foram bem maior, mas que a grande produção da droga no polígono da maconha (região próxima a Juazeiro), nos dois últimos anos, concentrou o tráfico nesses três produtos. Para o Inspetor Heitor Correia, a maior dificuldade nas apreensões, além do pequeno contingente policial (atualmente o grupo possui apenas três policiais exclusivamente para coibir o tráfico de drogas), é a dificuldade de vasculhar o principal meio de transporte escolhido pelos traficantes: o ônibus coletivo.

“Esses ônibus vêm de São Paulo, carregados de bagagens, de todo tipo: televisão, cesta básica, dentre outras. Para fazer um pente-fino, leva cerca de 1 hora e meia, em uma posição incômoda no bagageiro. E até entrar em um ônibus como este é perigoso. Você expõe a sua vida e a dos outros passageiros em risco, se o meliante reagir”, conta Correia. Segundo o Inspetor, o perfil dos traficantes é sempre de pessoas de baixa renda, que já tem passagem pela polícia e que recebe cerca de 1 a 3 mil reais pelo serviço. “São poucos os casos de pessoas que são interceptadas por traficantes que oferecem dinheiro, no momento do embarque, para trazer a mercadoria. Na maioria das vezes, as pessoas que carregam a droga são aquelas que tem algum envolvimento com o tráfico”.

A dificuldade de policiais especialmente treinados para o trabalho (quase) braçal de combate ao tráfico e a grande malha viária de alguns estados, como o de Minas Gerais, dificultam a maior fiscalização nas estradas. Os entorpecentes, se não forem interceptados pela polícia ainda em São Paulo ou em Conquista, facilmente chegará ao seu destino nos estados do Nordeste. E podem, também, romper os limites da BR 116 e adentrar a cidade. Dados da PRF mostram que, ainda que em pequena proporção, parte dessas drogas fica em Conquista. “Temos dados que indicam que o destino dessas mercadorias era para Conquista” afirma o Inspetor Heitor Correia. De acordo com a Polícia Militar, Civil e Federal, os órgãos de segurança têm total conhecimento da ameaça que o tráfico que passa pela BR 116 representa Conquista. “A situação estratégica da cidade de Conquista, em ser cortada pela BR 116, é um ponto adequado para o transporte e distribuição de drogas, e por ter várias saídas, facilita a entrada de entorpecente”, afirma o comandante da Polícia Militar (PM) Major Ubiraci.

Pasta base de cocaína apreendida no início da semana. Foto: PRF

Representantes das três Polícias afirmam que, em parceria com a PRF, ações constantes, nas estradas e dentro da cidade, têm sido tomadas para coibir este crime. “A polícia tem que combater o tráfico de drogas, porque a maioria dos crimes violentos tem origem no tráfico. Nossas estatísticas apontam que 90% dos homicídios em Conquista têm ligação direta com o tráfico”, garante o delegado da Polícia Civil, Neuberto Costa. “Há vários trabalhos de inteligência sendo feito, as quadrilhas locais estão sendo identificadas e desarticuladas”, afirma.

Comandante da Polícia Militar (PM), Major Ubiraci.

A Polícia Federal realiza um trabalho diferenciado das demais polícias. Por focar suas ações no desmantelamento de quadrilhas, o combate ao tráfico nas rodovias locais é apenas o meio de conseguir maiores dados. O delegado da Polícia Federal, Dr. Victor Menezes diz que o trabalho com a PRF e as outras polícias é um trabalho de gerar informações. “Temos sempre trocado informações para tentar conseguir chegar aos traficantes de verdade, e não ficar prendendo apenas o transportador, conhecido como ‘mulas’”.

O maior problema, segundo o Inspetor da PRF Heitor, para a eficácia total da fiscalização é a dificuldade em barrar a entrada dessas drogas logo na divisa do estado, próximo a Cândido Sales. “A distância desse posto para Conquista dificulta o acesso aos demais órgãos. Lá não temos estrutura de apoio das outras instituições para dar andamento ao trabalho, somos apenas uma equipe de três policiais para Conquista e divisa. E na divisa, se você fizer uma apreensão, pronto, acabou o dia. Isto porque se perde todo o dia até vir para Conquista e registrar o flagrante”.

Mas, segundo ainda o Major Ubiraci, “o que é errado não compete apenas à PM, é da conta de todo mundo; da sociedade, dos poderes públicos. Não adianta as pessoas só despertarem quando ocorre um fato novo. A preocupação tem que ser diária. Nós precisamos ter a sociedade informando os órgãos públicos sobre movimentações estranhas. Porque os traficantes estão do lado de nossas casas. (…) Nós, das Polícias Militar e Civil, estamos fazendo o levantamento por dia e hora dos principais locais de venda de drogas, trabalhamos em cima disso. E estamos também, a cada dia, nos estruturando mais”, finaliza o Major. fonte vitoriadaconquista.com.br

Delegado Victor Menezes assume o comando da Polícia Federal


Delegados: Victor Menezes (à direita) e Eduardo Assis (à esquerda)

O novo Delegado-Chefe da Polícia Federal de Vitória da Conquista, Dr. Victor Emmanuel Brito Menezes, foi empossado nesta quinta (25). Dr. Victor substitui o delegado Dr. Eduardo Assis, que estava no comando da PF desde a sua instalação em Conquista, em março de 2009.

Dr. Assis garantiu que o comando da PF manterá a atenção para Vitória da Conquista e frisou que “a missão prossegue com Dr. Victor à frente. Agora com mais recursos e maior efetivo policial”. Dr. Victor Menezes já trabalhava sob o comando do antigo delegado, Dr. Assis, desde o ano passado.

O superintendente regional José Fonseca destaca a busca de uma maior eficiência e melhor prestação de serviço.

O cargo foi passado pelo Superintendente Regional da Polícia Federal, Dr. José Maria Fonseca. O Sup. Fonseca destacou a importância de “formar novas pessoas para inovar em comandos dentro do departamento, buscando uma maior eficiência e melhor prestação de serviço”.

O aumento de contingente também fez parte do discurso do Superintendente. “A Bahia, dentro do contexto da União é um estado de grande importância, fato que leva a se preocupar com as atividades da PF no estado. E evidentemente que esta preocupação leva a aumentar o número de policiais à disposição da Polícia Federal”, concluiu Dr. Fonseca.

Para o novo delegado, Dr. Menezes a responsabilidade de substituir o antigo delegado é muito grande. “Espero manter o mesmo grau de competência e eficiência na condução da Delegacia. Continuaremos o trabalho, que já vinha sendo feito, e melhorá-lo na medida do possível. Ano que vem começamos com mais gente trabalhando na Delegacia”. Segundo o Delegado Menezes, “Conquista é uma cidade estratégica, e pela BR 116 cruzar a cidade, passa muito contrabando para todos os estados do Nordeste. A gente atende uma demanda muito grande. Além desse, outro desafio é combater a corrupção nos municípios da região”.

Ainda não foi informado para onde deve ser transferido o delegado Eduardo Assis.

MORRE RADIALISTA EDMUNDO DE CARVALHO

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O radialista Edmundo de Carvalho, 67, morreu nesta quarta-feira (24), às 20h50, acometido de câncer. Seu corpo será sepultado no cemitério Jardim da Saudade, nesta quinta (25), às 14h30. Edmundo dedicou 50 anos de sua vida à sua carreira na comunicação – começou a trabalhar em rádio no final da década de 1950. Teve passagens de destaque como narrador esportivo, repórter, apresentador e produtor nas principais emissoras de rádio de Feira de Santana, Salvador, Brasília e Rio de Janeiro. Em 1972 foi eleito o jornalista do ano como repórter da Rádio Nacional de Brasília. Foi correspondente da revista Placar nos anos 80 e da Voz da América até meados dos anos 90. Integrou ainda as primeiras equipes de reportagem e produção do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), de onde se desligou como servidor público para retornar à Rádio Sociedade e TV Itapoan. Ainda hoje era funcionário da Rádio Sociedade da Bahia.

O vice presidente Michel Temer destaca as priodades do governo para 2011, em seu artigo.

Vice presidente do Brasil destaca, em artigo, as prioridades para 2011

As prioridades para 2011

Michel Temer

Presidente da Câmara dos Deputados

A presidente eleita Dilma Rousseff relacionou as prioridades para sua administração a partir do próximo ano. É trabalho com linha de continuidade para reforçar ou aperfeiçoar políticas públicas com objetivo de atingir metas estabelecidas no curso da campanha. Neste momento, a comissão de transição de governo aprofunda esse debate.

O primeiro ponto abordado é a erradicação da miséria. Foi alvo de discussão com especialistas, representantes da sociedade civil organizada, ministros e técnicos do governo. O foco de trabalho está definido. A forma de alcançar os resultados mais eficazes está em elaboração pela comissão de transição. Depois de formatados os programas, serão levados à sociedade para ouvir críticas e sugestões. Os compromissos de campanha vão ganhando, desta forma, corpo na forma de projetos de governo. Tornar-se-ão, depois, ações programáticas.

Marca evidente desse processo é a continuidade da transformação do país. Há em curso a maior inclusão social já vivida no Brasil durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja gestão solidificou as políticas de transferência de renda com impacto altamente positivo no combate à pobreza. É grandioso o número de brasileiros que deixaram a miséria nos últimos oito anos: 28 milhões. É preciso avançar mais, com a consciência de que os desafios se tornam mais complexos. A miséria absoluta é assunto difícil, com várias razões para sua existência e diagnósticos os mais diversos para sua permanência no seio da sociedade.

Outras duas áreas foram pontuadas já no primeiro discurso da presidente eleita após o resultado do segundo turno. Segurança pública e saúde serão tratadas também como questões prioritárias. Apesar de não ser assunto de inteira responsabilidade da administração federal, é preciso enfrentar a violência sem fuga, sem medo e sem subterfúgios. A insegurança afeta decisivamente a vida dos brasileiros com impacto não só em perdas econômicas, mas também causa baixas no maior capital de um país com os olhos voltados para o futuro: a morte de jovens em plena idade produtiva para a sociedade. É preciso ter investimentos significativos nesse setor. Não há outra receita. Em grande esforço nacional, unindo no mesmo movimento governo federal, Estados e Municípios, pode-se imaginar, em espaço de tempo razoável, grandes transformações nesta área. A ação conjunta de Prefeitura e Estado no Rio de Janeiro, com apoio federal, demonstra que esse caminho é viável, apesar de não ser fácil.

A saúde também é tema fundamental. Para que o povo tenha pleno acesso à assistência eficiente, é preciso a prestação de um serviço funcional e distribuído geograficamente pelos vários estados. A cobertura ampliada já foi tema de campanha da presidente eleita. Neste momento de formatação das políticas públicas, vamos aprofundar, na equipe de transição, a discussão desses temas. Haverá trabalho árduo nos próximos quatro anos. Mas, tenho certeza, a futura presidente Dilma saberá conduzi-lo da melhor forma para dar seguimento às grandes transformações que o Brasil vem passando no caminho para se tornar uma nação justa e solidária.

Esta coluna é assinada por José Natal
Correspondenfte de Brasília

fonte: site.vc vitóriadaconquista.com.brdilma_rousseff_michel_temer_trocam_segredos_foto-wilson_dias_abr

Parlamentares, governo e sociedade civil debatem criação do Conselho Estadual de Comunicação Social

  

 

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O Assessor Geral de Comunicação Social da Bahia, Robinson Almeida, participa da sessão especial para debater a criação do Conselho de Comunicação Social na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia. O evento acontece na próxima quinta-feira (25), às 14h30. Também foram convidados representantes de entidades competentes e das categorias profissionais do setor(rádios, jornais e internet), além da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de todas as entidades envolvidas. O projeto de criação do Conselho já está sendo discutido na Casa Civil e deverá ser encaminhado à Assembleia ainda este ano.

 

Em abril deste ano, o grupo de trabalho instituído na etapa local da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, e formado por representantes da sociedade civil e do Governo da Bahia, apresentou à sociedade a proposta de anteprojeto de lei que regulamentará o Conselho Estadual de Comunicação.

 

Robinson Almeida defende que essa é uma tendência oriunda da Constituição Estadual de 1989, que previa a regulamentação do Conselho. “Esse é um compromisso nosso, de governo de participação popular, de criar instrumentos permanentes em que a sociedade possa discutir políticas públicas. Nós compreendemos que a comunicação é um serviço para a sociedade e, como tal, necessita de políticas e instrumentos que apóiem sua formulação e elaboração”.

 

O objetivo do Conselho é formular a política pública estadual para o setor, tendo como princípio o reconhecimento da comunicação como direito social e humano.

 

O GT conheceu e estudou as experiências de outros conselhos, a exemplo do nacional, o de Alagoas, Amapá e Rio de Janeiro, além de outros segmentos como a saúde, educação e juventude.

 

O Grupo é coordenado pela Assessoria Geral de Comunicação Social do Estado (Agecom) com a participação da Associação Baiana do Mercado Publicitário (ABMP), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Cipó Comunicação Interativa, o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e a União Brasileira de Mulheres (UBM). 

 

A demanda pela regulamentação do Conselho de Comunicação vem de duas etapas de conferências realizadas no estado, com a participação da sociedade civil, empresários, movimentos sociais, organizações não-governamentais e universidades. Segundo Almeida, a composição do conselho deve ser plural, representar a diversidade nos segmentos que se relacionam com a comunicação social, além de espelhar o estágio de amadurecimento, organização e funcionamento destes segmentos. 

 

Composição do Conselho

O Conselho Estadual de Comunicação terá, no mínimo, 17, e, no máximo, 27 integrantes, representando os seguintes segmentos: Poder Público; Movimentos sociais; Entidades empresariais; Entidades de trabalhadores; Acadêmicos e de pesquisa; Organizações não-governamentais vinculadas à comunicação; Pequenos meios, comunitários e alternativos; Mulheres; Negros; Juventude.

 

Ferramentas de diálogo

Os conselhos são formas de diálogo entre sociedade civil e o Estado, que se tornaram comuns após a Constituição de 1988, fazendo parte do “arranjo institucional da democracia brasileira” por ser um espaço onde a sociedade civil e os movimentos sociais reivindicam maior participação e controle nas tomadas de decisão do Estado. 

Entre os itens prioritários estão os estímulos à produção regional, comunitária e pública, apoio a um conjunto de entidades e organizações que produzem conteúdo, o acompanhamento do que é exibido e a preocupação com a qualidade do serviço prestado.

Sem fundo de combate à pobreza, Bahia perde R$ 1,1 bi

A não-aprovação do projeto que renova o Fundo de Combate à Pobreza e o de ressarcimento da União aos estados exportadores pelos créditos da Lei Kandir poderá trazer à Bahia em 2011 perda de R$ 1,1 bilhão, somados. É que o prejuízo da Lei Kandiré de R$ 700 milhões anuais, e o fundo tem feito chegar à Bahia, para projetos em áreas de pobreza, cerca de R$ 400 milhões ao ano. No Rio de Janeiro, a perda chegaria a R$ 2 bilhões. O governador Jaques Wagner acredita que o Fundo Estadual de Combate à Pobreza, previsto pela Constituição do Estado da Bahia, poderia continuar operando com a mesma receita, mesmo sem a renovação feita pelo Congresso até o final da legislatura: “Não há receitas da União no fundo, e sim impostos estaduais. É uma questão jurídica, talvez possamos continuar mantendo o fundo mesmo sem a renovação do Legislativo”. (A Tarde)

Wagner diz que não veta indicação de Geddel à Infraero

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O governador da Bahia, Jaques Wagner, afirmou ao iG, por meio de sua assessoria, que não fará nenhuma carga contra a nomeação do ex-ministro Geddel Vieira Lima para qualquer cargo que a presidente eleita Dilma Rousseff queira convidá-lo. Wagner afirmou que respeita a autonomia e a prerrogativa da presidente eleita para compor o governo da forma que ela achar mais adequada. O governador reeleito da Bahia disse também que não faz parte do perfil dele trabalhar com vetos. O ex-ministro Geddel Vieira Lima afirmou que não pleiteia nenhum cargo no governo e nunca cogitou a presidência da Infraero. (Guilherme Barros/ iG)

2,6 MILHõES FORAM INFECTADOS PELA AIDS EM 2009

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Foto: Google

Cerca de 2,6 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus HIV/Aids no ano passado, contra 3,1 milhões dez anos antes. Isso representa uma queda de 19% no número de infecções entre 1999 – o ano em que a doença atingiu seu pico – e 2009. O diretor executivo do Programa das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids), Michel Sidibé, comemorou o arrefecimento do avanço da doença. “Menos pessoas estão sendo infectadas pelo HIV e estão morrendo de Aids. Nós devemos ficar orgulhosos por esse sucesso e pelo potencial que temos no futuro”, afirmou, ao ponderar, entretanto, que ainda não se pode dizer que “a missão está cumprida”. De acordo com dados do Unaids, divulgados nesta terça-feira (23), 33,3 milhões de pessoas vivem com a doença atualmente, sendo que praticamente a metade vive em países em desenvolvimento. Ainda de acordo com a entidade, dos quase 15 milhões de infectados que vivem em países em desenvolvimento, só 5,2 milhões recebem tratamento, o que resulta em um cenário no qual 10 milhões de pessoas no mundo não têm acesso aos antirretrovirais.

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA -A data é para se fazer uma reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira, inclusive a semana com referência a data é chamada de Semana da Consciência Negra

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Benjamin Nunes Pereira*

O dia 20 de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra, trata-se de uma data que foi estabelecida pelo Projeto de Lei sob nº 10.639, no dia 09 de janeiro de 2003. O dia sempre foi celebrado desde a década de 1960, a escolha foi para homenagear Zumbi o grande líder do Quilombo dos Palmares, que nasceu em 1655 e morreu no dia 20 de novembro de 1695. O seu nome de batismo é Francisco Padre Antonio Melo. Ainda garoto foi capturado pelos soldados e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo, que foi educado por esse padre, que teve uma admirável aprendizagem com conhecimentos em Português e Latim aos doze anos de idade. O padre escreveu várias cartas a um amigo exaltando a inteligência de Zumbi. Mas em 1670 já com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um dos líderes mais famosos de Palmares. “Zumbi” significa a força do espírito presente, Baluarte da luta negra contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo de Palmares.

O nome Palmares é devido à grande quantidade de palmeiras encontrada na região da Serra da Barriga, ao Sul da capitania de Pernambuco, hoje Estado de Alagoas

Um fato interessante é que o Quilombo dos Palmares existiu por um período de quase cem anos entre 1690 a 1695. Sendo o maior em extensão e ali viviam mais ou menos 20 mil pessoas. Zumbi era tido como um extraordinário e talentoso dirigente militar. Sabia explorar com inteligência as peculiaridades da região. Naquela região se plantava quase de tudo como: mandioca, milho, cana, feijão, batatas, legumes, frutas entre outras coisas. Por volta do ano de 1690, tinham-se em média mais ou menos onze povoados, cuja capital era Macaco, na Serra da Barriga.

Vários ataques ocorreram no Quilombo dos Palmares, mas o comandado por Jorge Velho com quase seis mil homens, todos bem armados era para cercar o quilombo e matar todos os seus membros. Os quilombolas não tinham armas e munições suficientes, mas ainda assim resistiram durante cerca de um mês. Ao final do longo combate o quilombo foi destruído e sua população massacrada.

Zumbi conseguiu escapar ao cerco, fugindo pela mata com um pequeno grupo de companheiros. Dois anos depois de muitas perseguições foi preso e morto, em 20 de novembro de 1695. Cortaram-lhe a cabeça, que foi exposta em praça pública, na cidade do Recife. Matando Zumbi, os senhores de escravos pretendiam intimidar o restante de escravos. Entretanto a memória de Zumbi permaneceu viva como símbolo da resistência negra à violência da escravidão. O dia de sua morte é lembrado atualmente como o Dia da Consciência Negra, sendo feriado em várias cidades do País e não se entende por que nesse dia também a Bahia não declarou feriado, por ter sido o Estado que tanto recebeu escravos.

Do que se passou até o presente momento, a luta é contínua dos movimentos negros que tem adquirido conquistas sociais importantes aos afro-descendentes, na Constituição brasileira, do direito dos descendentes de quilombolas às terras dos quilombos. Essas terras estão sendo gradativamente demarcadas e entregues legalmente aos membros dessas comunidades, espalhadas por todo o país. Outra conquista obtida, e que consta da Constituição, foi a definição do racismo como crime e recentemente o Ministro Eloi Ferreira Araújo, da Igualdade Racial apresentou o Estatuto da Igualdade Racial, em defesa dos que sofrem preconceito ou discriminação em função de sua etnia, raça e ou cor, que foi aprovado por unanimidade pela CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) do Senado, depois de dez anos de tramitação no Congresso e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sem vetos, o projeto de lei que cria o Estatuto da Igualdade Racial, que tem por objetivo promover políticas públicas de igualdade de oportunidades e combate à discriminação.

Portanto, a data de 20 de novembro é uma homenagem bastante justa, pois Zumbi que ficou na história como uma pessoa que representou a luta do negro contra o sistema escravista no período colonial no país. A sua morte ocorreu justamente em combate, na defesa de seu povo e sua comunidade. Eram uma resistência os quilombos ao sistema escravista, sendo que Zumbi, de forma coletiva manteve uma cultura africana no país. Ele lutou até a morte por esta cultura e na defesa de liberdade pelo seu povo.

A data é para se fazer uma reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira, inclusive a semana com referência a data é chamada de Semana da Consciência Negra

Durante a semana várias entidades tal qual o Movimento Negro que é o maior do país, por meio de organizações realizam palestras, seminários, atrações como capoeira entre outras atividades. Com o foco principalmente nas crianças negras. Assim sendo, procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, a inferiorização perante a sociedade. Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra.

É importante salientar que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, lideres militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais. Agora se tem a valorização de um líder negro na história e, espera-se, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados pelo povo e pela história. Fatos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

*Benjamin NUNES Pereira, é bancário, diretor de Raça e Etnia do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, membro da Academia Conquistense de Letras, membro da Casa da Cultura de Vitória da Conquista, graduado em História, pós-graduado em Programação e Orçamento Público Pela UFBA e pós-graduado em Antropologia com ênfase na cultura afro-brasileira pela UESB e Acadêmico de Direito da Fainor.

E-mail: [email protected]

Artigo: PEDIDO DE PERDÃO

ANIVERSÁRIO BRUMADO E ALAB 153[1]

Saí de casa para exercer o dever cívico de votar. Encontrei-me com o acadêmico Zé Walter que fez algumas observações sobre o meu texto, apresentando sugestões, segundo seu critério, alusivas ao artigo “Perfume” nos seus detalhes.

Ofereceu-me carona até o local de votação onde também iria votar. No caminho, falamos da apresentação do escritor e ator global Antonio Calloni e o sucesso do evento no lançamento de seu livro “As escrevinhações de Samuel – O eterno”

Falou-me da sua apresentação na UNEB, no dia 10 de novembro, local em que fará apresentação de seu trabalho literário.

Comentamos sobre os candidatos e a indecisão que toma conta de muitas pessoas para escolha de um candidato tendo em vista as agressões mútuas e que não interessam ao eleitor.

Ao adentrar no CEB para votação uma pessoa o atalhou e lhe fez um pedido de perdão pelas ofensas e impropérios assacados contra ele e fez-lhe pedido de desculpas pela atitude despropositada e impensada, alegando que no dia estava alcoolizado.

Arrependido, tentou várias vezes se escusar, mas não tinha a coragem necessária para fazê-lo.  “O momento é agora de fazer a remissão do desacato perpetrado. Quero ser perdoado pelo comportamento inadequado que cometi e tirar esse peso da minha consciência”. A interpretação é minha que contém a realidade que atormentava o indivíduo. Foi mais ou menos isso que ele quis expressar.

Estupefato pela atitude do pedido de perdão inesperado, Zé Walter, desfigurou-se, ficou apreensivo, respirou fundo, e relutou em dar a mão ao agressor, mas resiliente tomou a iniciativa de perdoar.

“Pode-se perdoar, mas esquecer, isso, é impossível”.  Honoré de Balzac.

Zé me esclareceu que, quando foi candidato a vereador, já faz tempo, ao distribuir suas propostas e santinhos esse indivíduo fez sérias acusações grosseiras de mal educado e inconveniente, ao abordá-lo para pedir o seu voto. Os impropérios lhe causaram muita contrariedade e teve ímpeto de chamar a polícia, entretanto, desistiu de fazê-lo. Um dos filhos quis tomar as dores do pai e enfrentar o detrator que o hostilizou, contudo foi desmotivado pelo pai para evitar cizânia. “o tempo é o senhor da razão”.

Diante desse fato acontecido com Zé Walter lembrei-me da atitude de um cidadão que me fez uma grossura imotivada na inauguração da fonte luminosa erguida na Praça Armindo Azevedo.

Havia saído do partido que militávamos e ao cumprimentar o dito, esse virou as costas em resposta se recusando aceitar a minha saudação. Descaso e uma atitude sensitiva dos fanáticos.

Consigno para reflexão a mensagem de Zíbia Gaspareto: “Se os homens descobrissem a finalidade da vida, se pudessem conhecer os próprios valores do espírito eterno certamente mudariam suas atitudes e evitariam muitos sofrimentos”.

A vida nada mais é do que uma descoberta de nós mesmos. Muitas vezes cometemos indelicadezas às pessoas que nunca nos fizeram descortesias.  É necessário que o bom senso prevaleça dando-se a César o que é de César.

O cidadão precisa respeitar as pessoas. O candidato Zé Walter, antes de mais nada, professor e educador, merece o respeito da sociedade pelo que faz e pratica de positivo. Investe na educação dos jovens e adultos para que possam com liberdade exercer competentemente as suas funções com melhor conhecimento e mais qualificados.

A sua candidatura teve a motivação educacional a qual traz o progresso e desenvolvimento em seu bojo, uma luta das suas iniciativas. Portanto, os seus direitos políticos devem ser reconhecidos e seus motivos respaldados na gentileza da civilidade e não no gravame da agressividade.

Discordar, pode. É uma questão de conceito de cada um. Atacar moralmente as pessoas é ignorância. Não condiz com a realidade democrática nem da decência comportamental.

Antonio Novais Torres

[email protected]

Brumado em 31/10/2010.

Revisado