A Gente diz

CARCARÁ: PRESOS VÃO PARA CADEIA PÚBLICA

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Nove presos deixam a sede da Polícia Federal, no Comércio, dentro de camburão

Nove presos da Operação Carcará, entre prefeitos e servidores, além do líder do suposto esquema de fraudes em licitações, o empresário da companhia Sustare, Edson Santos Cruz – que negou participar da quadrilha –, foram encaminhados no fim da tarde desta quarta-feira (10) para o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, para a realização de exames de corpo delito. Eles foram levados em um camburão da Polícia Federal e cumprirão a prisão temporária na Cadeia Pública de Salvador, localizada no Complexo Penitenciário da Mata Escura, onde ficarão à disposição da Justiça. O último gestor que faltava ser detido, Agnaldo Andrade (PTdoB), do município de Santa Terezinha, já está na sede da PF. Ele e os gestores de Lençóis, Marcos Airton Alves Araújo (PR), de Elísio Medrado, Everaldo Caldas (PP), e de Utinga, Joyuson Vieira dos Santos (PSDB), últimos a chegar, não seguiram com o grupo. Já Antônio Miranda Silva Júnior (PMDB), de Aratuípe, Ivanilton Oliveira Novais (PSDB), de Cafarnaum, e Raimunda Silva dos Santos (PSDB), de Itatim, não tiveram a mesma sorte. No saguão da unidade policial o clima era de desolamento, com muitos parentes a chorar pela prisão dos acusados. De acordo com a Polícia Federal, que empregou 450 agentes no cumprimento de 82 mandados de busca e apreensão e 49 de prisão, a ação só deteve 40 pessoas de 21 municípios, cujas provas materiais foram encontradas. Segundo a PF, o alcaide de Sapeaçu, George Vieira Gois (PP), embora tenha sumido com o secretário Durval Lago, não teria que ser encarcerado, apesar de a prefeitura ter sido investigada. O delegado Cristiano Sampaio, em entrevista coletiva, revelou que os crimes eram realizados na compra de medicamentos e merenda escolar, além da realização de obras públicas, em que ainda há a suspeita de malversação de verbas estaduais. Ao todo, as cidades movimentaram R$ 300 milhões, desde 2009, e o prejuízo aos cofres públicos podem atingir R$ 60 milhões. A Operação Carcará ainda não foi concluída, pois outras 14 prefeituras, em que provas substanciais não foram reunidas, serão alvo de apuração na próxima etapa.

CARCARÁ: ENTENDA COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA

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Ilustração: A Tarde

De acordo com a investigação da Polícia Federal na Bahia, o esquema de fraudes em licitação e convênios com prefeituras para o desvio de verbas repassadas pela União era comandado pelo empresário Edison Cruz, preso com a mulher e o filho.  Ele criou dezenas de empresas, através de laranjas, para simular concorrências e variar o ramo do serviço a ser prestado (de merenda escolar, medicamentos, à execução de obras públicas). Em um dos casos, em Utinga, houve simulação de licitação para a aquisição de alimentos destinados aos colégios do município. A vencedora do certame foi justamente a Sustare, com um contrato de R$ 49 mil. Concorreram duas outras empresas, sendo que uma, a Ana Moema Paim Vilas Boas, tem a mesma representante que a Sustare (o que sugere serem do mesmo dono), e a outra empresa, a E. M. dos Anjos,declarou não ter se inscrito para a licitação (a participação teria sido forjada). Informações do A Tarde.

Justiça suspende divulgação do gabarito do Enem

Agência Estado

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Pela manhã, Haddad estava otimista que a juíza Carla Almeida não impedisse a divulgação do gabarito

A Justiça Federal do Ceará, por meio da juíza da 7º Vara Federal, Karla de Almeida Miranda Maia, determinou a suspensão da divulgação do gabarito do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 nesta terça-feira, 9. Segundo o Ministério Público Federal do Ceará, a juíza considerou importante que o gabarito não seja divulgado, porque poderá acarretar ânimos acirrados entre os candidatos eventualmente aprovados e aqueles que não obtiveram resultado positivo.

Pela decisão, também estão suspensos o recebimento de requerimentos administrativos de qualquer aluno prejudicado ou não, seja por preenchimento do cartão de resposta, providências administrativas de guarda e tratamento do material utilizado no exame, e ainda, a realização das etapas que antecederem a publicação do resultado final. A determinação da Justiça pela suspensão do exame partiu da ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal no Ceará, quando o procurador da República Oscar Costa Filho questionou a segurança do Enem.

Após a suspensão da divulgação do gabarito, a Advocacia-Geral da União disse que vai entrar com um pedido de reconsideração da suspensão do Enem. O órgão vai solicitar que a própria juíza Carla Almeida ou o Tribunal Regional Federal da 5ª Região reverta a decisão.

Durante entrevista coletiva nesta tarde, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, pregou como solução a aplicação de provas diferentes aos estudantes que se sentiram lesados. Segundo Adams, tais provas não impediriam uma avaliação equivalente dos alunos, pois seriam baseadas na Teoria de Resposta ao Item (TRI), que garante a aplicação de provas distintas com o mesmo nível de dificuldade, como sustenta o Ministério da Educação (MEC).

O advogado ainda reconheceu que o Estado cometeu erros operacionais na aplicação das avaliações.

Durante a manhã desta terça, o ministro da Educação, Fernando Haddad, condicionou a divulgação do gabarito do Enem ao aval da Justiça Federal cearense. Ele disse que havia entrado em contato com a juíza e “feito um pedido formal” para que ela se posicionasse até o final da tarde “sobre o não impedimento da divulgação do gabarito e da entrada no ar do portal”.

O ministro estava otimista que a juíza não impedisse a divulgação do gabarito. “Não creio que isso aconteça, porque é um direito dos estudantes que estaria sendo cerceado”, pontuou.

Erros – Entre os erros apontados pelos candidatos que se submeteram ao Enem estão a impressão errada nos cartões de respostas e em parte do caderno de perguntas. Já no cartão de respostas havia discrepância no cabeçalho do gabarito.

As 45 questões de ciências humanas estavam sob a tarja ciências da natureza e vice-versa, o que causou dúvidas.

No caderno de perguntas, milhares de pessoas que se submeteram às provas encontraram folhas do caderno de prova amarelo misturadas com folhas da prova branca. Com isso, estudantes se depararam com questões repetidas ou ausentes.

Agerba e PRF assinam convênio para combate ao transporte irregular

 

 

webmail-view-300x199A PRF também vai efetuar o levantamento dos acidentes envolvendo veículos do transporte intermunicipal

A Agência Estadual de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) assinou nesta segunda-feira um convênio de cooperação técnica com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que, entre outros objetivos, visa combater o transporte irregular de passageiros na Bahia. Com valor anual de R$ 720 mil, o convênio foi assinado pelo diretor-executivo da Agerba, Renato Andrade, e pelo superintendente da PRF na Bahia, Antonio Jorge Azevedo. O convênio possibilitará que a Agerba e a PRF realizem 96 operações conjuntas de fiscalização e 480 operações isoladas pela PRF, correspondentes a 48 operações/mês. Quinzenalmente, técnicos dos dois órgãos farão uma avaliação das metas atingidas e definirão estratégias para aplicação de medidas que se fizerem necessárias dentro dos objetivos do convênio.

Brasília – Para Haddad, o MEC não pensa em aplicar a prova do sábado, 6, a todos os candidatos

Haddad minimiza problemas ocorridos na prova do Enem

Agência Estado

ABr | Fabio Rodrigues Pozzebom

 

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  Horas depois de a Justiça Federal do Ceará suspender a edição 2010 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ministro da Educação, Fernando Haddad, concedeu entrevista à imprensa minimizando os problemas constatados na aplicação da prova e atribuindo parte deles, como a encadernação equivocada, à gráfica responsável pela impressão. Haddad também disse que o MEC não cogita aplicar a prova de sábado a todos os estudantes, como recomendou a Defensoria Pública da União (DPU).

Na opinião do ministro, não há problemas em aplicar a prova para o universo de estudantes prejudicados, por se tratar de um número “relativamente pequeno de casos”. Haddad disse que o MEC vai levar ao conhecimento da Justiça Federal do Ceará as informações que dispõe de que o número de alunos atingidos pelas falhas no último sábado foi pequeno. Além disso, destacou, o MEC vai mostrar que as provas que vierem a ser aplicadas serão rigorosamente comparáveis com as aplicadas no sábado.

“Essa é a força que o Enem tem: poder ser refeito para os casos onde ocorreu qualquer tipo de falha”, disse o ministro, acrescentando estar confiante de que, com os dados técnicos que serão apresentados à Justiça, a decisão poderá ser revista. Haddad disse ainda que somente a quebra de isonomia caracteriza a revisão de uma prova, o que, na sua avaliação, não ocorreu.

O ministro contou ainda que, assim que soube do ocorrido, relatou o fato ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e solicitou a sua permanência no Brasil. Haddad ia acompanhar o presidente na viagem a Moçambique. Segundo ele, Lula ouviu seu relato e pediu que todas as providências fossem tomadas para preservar o direito dos estudantes

Polícia Federal irá investigar suposta fraude no Enem

Agência Estado

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, afirmou hoje que a Polícia Federal irá investigar se os problemas registrados durante a aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram motivados por algum tipo de fraude.

O exame, realizado no fim de semana, foi marcado por erros de montagem de um dos quatro cadernos de prova. A PF foi acionada também para apurar o uso de celulares e da rede de microblogs Twitter durante as provas.

Após participar da solenidade de abertura do I Encontro Nacional da Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, em Belo Horizonte, Barreto demonstrou desconforto ao ser questionado sobre o tema.

“O Ministério da Educação ontem pediu apoio à Polícia Federal. Nós estamos acompanhando o assunto para ver se há algum tipo de fraude ou não”, disse o ministro. “O Ministério da Justiça continua emprestando ao Ministério da Educação todo apoio da Polícia Federal para desvendar qualquer tipo de problema que tenha ocorrido de forma criminosa nesse evento”.

Gráfica

A gráfica RR Donnelley Moore, responsável pela impressão dos cadernos do Enem, emitiu hoje uma nota sobre o caso.

Segundo o texto, a impressão dos cadernos foi realizada dentro de rigorosos controles e o erro encontrado representa apenas 0,003% das 10 milhões de provas impressas. A gráfica informou que houve falha em um dos lotes de produção, que continha 33 mil cadernos amarelos com problema de ordenação. Desse total, 21 mil cópias foram distribuídas. O comunicado explicita que os erros se encontram “dentro da normalidade”.

A gráfica também indicou que a manutenção do sigilo do conteúdo impede a leitura do material já impresso. Isto obriga a RR Donnelley Moore a “elaborar critérios especiais de verificação da qualidade de impressão, sem que esse conteúdo seja devassado”, de acordo com a nota.

Filosofia – DA SÉRIE: AMENIDADES PARA O QUE A GENTE DIZ

 

 

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Capítulo 45 da obra de ficção “O Ser e o Existir”

Este ensaio faz parte de série: (minhas regressões),

Edimilson Santos Silva Movér
A CRIATIVIDADE E O MARCO PRINCIPAL DA SOCIEDADE DOS SÁBIOS

IV DINASTIA EGÍPCIA – (2.613 aC. – 2.494 aC.)

 

INTRÓITO

Coube a cada sociedade no passado, sua parcela de esforço no desenvolvimento da sociedade do futuro, há de se crer, que a nossa sociedade atual só alcançou os primeiros degraus de desenvolvimento desta tão esperada sociedade com pleno desenvolvimento espiritual tecnológico e biológico, ao longo de muitos milhares de anos cada sociedade alcançou seu degrau, o desenvolvimento é lento. E muito ainda teremos que desenvolver nestes três setores! Inacreditável! O futuro nos acena para a aceleração do desenvolvimento biológico, que era o único inacessível ao homem e o mais lento. Com o desenvolvimento da biotecnologia, isto se tornará possível. O grande desafio da sociedade contemporânea é vencer a si própria, um sábio do passado já dissera que o homem é o lobo do homem, “homo homini lupus”, Hobbes está mais atual que nunca. O verdadeiro desafio que o nosso mundo enfrenta é destruir os meios que ele próprio criou para sua autodestruição. A sociedade humana possui armas para destruir 40 planetas, ninguém fala mais nesse assunto, mas, este assunto, mais cedo ou mais tarde, terá que ser resolvido.

O problema da alteração do clima é um nada, se comparado ao problema da existência do arsenal nuclear. Com a alteração do clima, e mesmo ele em toda sua fúria, ainda restarão sobreviventes! Se a metade do arsenal nuclear for utilizado, a vida será extinta do planeta…

Vencidos estes terríveis desafios, o futuro nos acenará com a possibilidade da destruição de todas suas utopias, a palavra utopia será eliminada de todos os dicionários do planeta. A primeira utopia tornada realidade foi a utopia da perpetuação da espécie homo sapiens sapiens, que só se tornou possível quando uma fêmea conseguiu ardilosamente criar a primeira célula familiar. Este ato aparentemente insignificante nos proporcionou meios para enfrentar os cataclismos, as intempéries e os grandes predadores do passado. Sem a família seríamos mais uma das inúmeras espécies extintas no planeta. Com o fim das glaciações coube ao homem pós-glaciação, em um período de dez a doze mil anos se estruturar como sociedade organizada, inicialmente: (a mulher é mais sutil que o homem), as fêmeas criaram a lavoura, em conseqüência criaram o sedentarismo: com o advento da lavoura o macho criou a propriedade e a escravidão, após o sedentarismo surgiram os grandes aglomerados humanos (cidades), com a distribuição dos afazeres,  adveio o “ócio” sobrando tempo para criar a (ESCRITA), com o advento desta, o conhecimento foi acumulado pelas sucessivas gerações. A escrita nos proporcionou os primeiros códigos de postura humana “escritos” para tentar controlar o comportamento selvagem do homo sapiens sapiens: os primeiros foram os dos Reis Babilônicos: Bilalama que viveu de (2050 -1990 a.C.), Lipit Ishtar, que reinou entre (1934-1924 a.C.), portanto anteriores ao rei Hamurabi, que viveu por volta de (1690 a.C.) etc. todos na Mesopotâmia].
Aqui estou tratando somente da estruturação da sociedade ocidental e do oriente próximo.
AS MAZELAS

O macho criou as principais mazelas da nascente sociedade humana, todas oriundas do maior mal da sociedade: (a propriedade privada), pois, em conseqüência da invenção da propriedade surgiram as guerras e a escravidão. Em outra oportunidade já expus a minha opinião de que, Montaigne analisando J.J. Rousseau, não expressou toda a devida repulsa aos criadores desses horrores! Eu repito: maldito aquele que cercou o primeiro pedaço de terra e disse, este pedaço de terra é meu. Mil vezes maldito aquele que aprisionou pela primeira vez um ser humano e disse este homem é meu escravo. Eternamente maldito o primeiro chefe tribal que disse, façamos guerra ao nosso vizinho, pois assim ficaremos com suas mulheres e suas terras e conseqüentemente cresceremos nosso território.
Vamos ao ensaio:

Este ensaio faz parte de série: Minhas regressões, e está apenso à obra “O Ser e o Existir”

A OBRA DE KHUFU O FARAÓ DE BHESHARA, FILHO DE SNEFRU

(Fato relatado por Shet Atrut, filho de Adra Netshet)
Ao longo do tempo, no alto e no baixo Nilo, e depois se fixando no delta do Nilo, uma sociedade dirigida por sábios erigiu um soberbo monumento à criatividade humana, as três Pirâmides do altiplano de Gizhét, com destaque para a Pirâmide de Khufu, com sua orientação geodésica exata para a época, sua dimensão, suas salas, corredores, galerias, túneis e condutos, é de tão difícil execução que, até hoje é um desafio à criatividade e a engenharia humana, vejamos o que tem para nos relatar o filho de Adra Netshet, chamado de Shet Atrut, principal operador de merkhet do Construtor-mor Djaf-Re.
O RELATO DE SHET ATRUT
Éramos cinco filhos, quatro homens e uma mulher, todos à exceção da mulher receberam educação escolar desde pequenos, estávamos destinados a ser auxiliares dos Construtores de uma grande obra do Faraó.
Estava amanhecendo, meu pai nos acordou no raiar do dia, antes de tomarmos nossa primeira refeição de bolo de trigo e sopa de cebolas, antes de irmos para a escola, eu e meu irmão, um ano mais novo que eu, neste raiar de dia fomos levados para vermos a plena cheia do Nilo, a enchente tinha alcançado sua altura máxima, chegava até as bordas dos barrancos, todo o campo de cultivo abaixo estava coberto pelas águas do rio sagrado, nesta época eu tinha oito anos, era o mais velho e estava destinado a ser assistente de Djaf-Re o mais importante arquiteto do Faraó Khufu (Quéops), o Faraó de Bheshara.
Quando a obra finalmente iniciou, eu já me encontrava com mais de 20 anos, era operador do merkhet nas lavouras e depois só nas obras.
Djaf-Re era o Construtor-mor do Faraó, por isso usava um barrete com uma tarja vermelha, o vermelho era a cor do Faraó, Isto indicava que ele recebia ordens diretas do Faraó, isto é, ele tinha status de Ministro, seu acesso era livre dentro dos palácios do Faraó, Quando o Faraó visitava a obra, todos eram avisados, neste dia ninguém trabalhava, normalmente era em dia de oração, não havia trabalho mesmo, se havia alguém, todos ficavam parados e de cabeça baixa não era permitido olhar o Faraó no rosto, quando o Faraó entrava na ala dos Construtores, só os de barrete vermelho permaneciam no recinto.
Khufu ou Quéops recebeu os desenhos do projeto da Pirâmide das mãos de seu pai o Faraó Snefru, estes desenhos foram copiados das folhas originais feitas em ouro, pelo Construtor (Arquiteto) Imhotep, morto há muito tempo, foi o maior Arquiteto do Egito, viveu no tempo do faraó Djoser. Este projeto continha todos os detalhes de como deveria ser construída a obra, diziam na época da construção da Pirâmide que Imhotep levou vinte anos para interpretar, resolver e copiar todos os desenhos, com todos os detalhes inerentes à construção desta grande Pirâmide. Posso afirmar que a quantidade de rolos de desenho era enorme ocupando duas salas grandes da ala dos Construtores, trabalhávamos com as cópias, os originais estavam guardados no palácio do Faraó. As lendas sobre esta Pirâmide vinham desde há muito tempo, ouvi algumas vezes em meio a conversas dos Construtores, que os desenhos originais desta Pirâmide eram em finas folhas de ouro com dimensões de mais ou menos três palmos por três palmos ou um côvado sagrado por um côvado sagrado, e que tinham idade desconhecida. Em outra ocasião ouvi em outra conversa em tom de lástima de que todos os desenhos inclusive os originais em folhas de ouro deveriam ser destruídos após a conclusão da casa de Osíres, ou Pirâmide, como ficou conhecida muito tempo depois.
O ACESSO A UMA IDÉIA MUITO ANTIGA
Todos os Faraós da antiguidade tinham acesso aos escritos que falavam e ordenavam a construção das Pirâmides, muito tempo antes de Khufu já se construía Pirâmides, mas só no reinado de Djoser foi que casualmente desenterraram as placas com os desenhos e com as indicações de como seria construída a grande Pirâmide e sobretudo a chave que levava às dimensões exatas dos desenhos, diziam os construtores que junto aos desenhos haviam encontrado uma corrente de ouro com o comprimento exato de um knet, que não era um múltiplo exato do côvado sagrado, Segundo relatos, ao escavarem as bases de um túmulo muito antigo encontraram as placas dentro de um sarcófago, então o Faraó Djoser s. XXVII AC. mandou Imhotep demarcar a base da Pirâmide, desistindo desanimado devido a sua grandiosidade e principalmente devido ao seu custo descomunal, pois, naquele momento o reino não conseguiria arcar com tamanha e exagerada despesa. De certa feita Djaf-Re se alterou com um Construtor e gritou para o mesmo que o reino vinha se preparando a mais de cem anos para a construção desta Pirâmide. Eu já sabia, que quando iniciaram a construção muito mais da metade dos blocos já estavam cortados e polidos e que já tinham construído dois portos junto às pedreiras. O desenho das polidoras de pedra estava junto aos desenhos da Pirâmide e era realmente uma máquina simples, usavam placas giratórias de cobre, água, areia e nada mais. O pó do polimento era lavado e guardado para ser posteriormente introduzido nas junções dos blocos depois de assentados e molhados com a água da morte, esta água vinha de uns barris do palácio do Faraó diziam que as pedras ficavam mais fortes unidas com o pó molhado com esta água, ninguém bebia desta água pois causava dores fortes e até a morte. O pó que sobrava das placas de polimento era numa quantidade enorme. A face da pedra que já estava assentada era besuntada com óleo, já a que se ia encostar a ela era com a face não oleada. Djaf-Re não soube ou não quis me explicar o porquê do procedimento, também não me explicou porque molhavam tanto as pedras, só parando quando chovia forte, o comum era só parar duas horas depois que o sol se punha. Primeiro eram posicionadas as pedras com furos ou recortes, e só depois os blocos maciços. Isto provocava muita dificuldade para terminar uma “mastaba” degrau ou patamar com muitos recortes. A propósito da roda: os Egípcios antigos conheciam a roda sim, nada mais é do que um tronco de árvore serrado no sentido transversal, com pouca espessura, é algo tão simples que pode ser feita juntando-se o polegar e o indicador. Só não a usavam como roldanas ou rodas de veículos no auxilio ao meio de locomoção, pois as mesmas afundavam na areia, o mundo Egípcio sempre foi o mundo da areia. E eles não costumavam calçar suas estradas. Os cascos dos animais do deserto não aconselhavam tal engenho. Não se deve subestimar uma sociedade que inventou e usava três escritas distintas. (Estou falando do Egito primitivo).

Morávamos na cidade nova, área relativamente limpa, e reservada para as famílias dos Construtores (Arquitetos e auxiliares diretos), ao norte da área onde seria erguida a estrada de Osíres, o lado leste seria ao longo da execução da obra, completamente aterrado.

O mundo em volta de nós fervilhava de estrangeiros, todos tinham sido requisitados, e muitos oferecidos pelos reinos vizinhos para a grande obra do Faraó, estes tinham vindo dos reinos do leste e do sul a maioria era de cor morena mas haviam muitos de pele escura, estes eram da Etiópia, estes eram chamados os sem barba, “aqrishi”, quase a metade trabalhava nos campos ao longo das duas margens do Nilo, os outros transportavam o deserto nas costas, usavam umas tabuinhas nos pés, invenção deles mesmos, eram milhares transportando areia para locais distintos e próximos do grande campo aplainado para a obra, havia muitos boatos, mas a maioria dizia que seria construída uma estrada até o reino de Osíres, nos altos dos céus. O Faraó de Bheshara ia construir a maior das obras de toda a história do Egito. Bheshara era algo que tinha relação com as estrelas, nunca soube realmente o que era, nem onde era. O povo deduzia que a obra era a estrada para o reino de Osíres. A quantidade enorme de pessoas convocadas para trabalhar, fora os que chegavam de outros reinos amigos para trabalhar voluntariamente, nesta construção, alguns temerosos e relutantes, mas dentro de menos de um ano a maioria se dedicava com amor a obra, os sacerdotes das cidades (Não os dos templos), pregavam constantemente para os estrangeiros o motivo da construção, a maioria se convencia da divindade da obra.

A OBRA

Eu conhecia boa parte dos desenhos da futura construção, principalmente os da marcação das diversas etapas da obra. Comecei a estudar estes desenhos depois que aprendi a ler o demótico, quando estava prestes a sair da escola, (quando ainda rapaz), este era o motivo pelo qual nossa família só mantinha contato com as famílias escolhidas pelos Construtores, nós vivíamos isolados das outras famílias dos trabalhadores. Alguns Construtores usavam o barrete com a faixa vermelha, os outros uma tarja vermelha na cintura, nós os auxiliares uma fina faixa carmesim na barra do saiote, por isso nunca éramos aborrecidos pelos soldados responsáveis pela disciplina daquela quantidade enorme de trabalhadores egípcios e de outras nações.

Mesmo conhecendo todos estes desenhos, eu não conseguia aquilatar a dimensão da obra, assim mesmo conhecendo os desenhos não podia saber realmente o que seria construído, só o fiz depois de pronta a base da Pirâmide, era inimaginável, não só eu, muitos Construtores ficaram abismados com a dimensão da base! O terreno então foi aplainado e nivelado para a marcação dos muitos pilares de pedra, todos com um furo em seu centro que seria utilizada até o fim da construção. No entanto antes de dois anos de iniciado a construção todos estes pilaretes já tinham sido cobertos com areia, não sem antes transportar todos seus alinhamentos para pontos fora da área da construção. A marcação da obra foi relativamente simples, primeiro os próprios Construtores estabeleceram dentro da área nivelada um alinhamento na direção da estrela de Osíres, o que demorou algumas semanas, escolheram um ponto como um dos lados da obra, com a corda de treze nós marcamos um ângulo reto e a determinação de sua bissetriz na direção do centro da pirâmide mediu-se 49,79 knets, de 2,303 metros cada, assim determinava-se o centro geométrico da grande Pirâmide, com um sintel de cobre inscreveu-se um círculo de raio de 49,79 knets, ficando assim inscrito neste círculo um quadrado de 99,58 knets de lado. O sintel com que se inscreveu o círculo era do mesmo material da corda de treze nós.
Quando era perguntado por algum de meus irmãos menores o que ia ser feito, dizia que não sabia (aprendíamos na escola a nunca revelar coisa alguma da obra de Osíres), por isso dizia sempre que eu não tinha acesso às salas dos desenhos, e isto não era verdade, como assistente do Construtor ou Arquiteto como chamamos hoje. Embora naquela altura não entendesse direito do que se tratava, eu via e ouvia tudo o que era conversado entre os Construtores, aonde o Construtor-mor ia, eu ia também, pois cuidava de todas as suas necessidades técnicas de materiais, era de sua confiança, ele era amigo de meu pai desde a infância e assim nada me era escondido, meu pai tinha trabalhado com o pai dele em diversas obras do Faraó Snefru, pai do Faraó Khufu.
Eu sabia ler e escrever somente o que hoje chamam de demótico, desconhecendo o hierático mas a ciência dos números para mim não tinha segredos, em vista disso é que eu era o principal auxiliar do Construtor Djaf-Re. Nós aprendemos a tradução de todas as palavras escritas nos desenhos na escrita dos sacerdotes, assim os desenhos não tinham segredos para os auxiliares dos Construtores. Por isto, tudo era deixado à nossa vista. Só desencarnei com quase sessenta anos, portanto vi a grande obra ser iniciada e concluída, No entanto só consegui memória visual desta obra acabada na terceira regressão, tive várias visões da pirâmide, todos na primeira regressão, e não conseguia entender porque só conseguia ter visões da pirâmide em sua fase de início, na segunda regressão pude compreender o porquê de só ver a Pirâmide iniciando, desta vez as coisa começaram a se ordenar. Recordei de tudo, desde o início dos serviços de preparo do terreno, minha recordação completa dos fatos só veio aos pedaços, para concatenar tudo demorou bastante. Vou fazer uma descrição mais ou menos ordenada de como tudo ocorreu. Os primeiros serviços consistiram em estabelecer diversos alinhamentos no imenso platô nivelado, todos em função de dois alinhamentos cruzados e divididos exatamente em partes iguais de quatro quadrantes, ou seja, em quatro partes do que chamamos agora de 90º. Em cada direção mediu-se menos dez knets, e depois mais cem knets, e depois mais dez knets, estou dizendo com isso, estou dizendo que os eixos da faces externas, inferiores das primeiras mastabas afastadas dez knets, estas medidas foram repetidas muitas vezes, até ficarem todas com o mesmo comprimento, nos pontos finais destas medidas foram enterrados pilares de pedra com um furo no centro e neste furo um pino de metal da grossura da íris de um olho, este ponto à medida que a construção subia  2,74 nets era recuados 2 knets para o centro da pirâmide, o ponto era transportado para cima por aprumo, e para dentro dois knets, isto com alta precisão, nós tínhamos um engenhoso sistema para fazer isto, assim os quatro cantos da pirâmide eram conservados com muita segurança, a medida que a pirâmide era soterrada.

A área nivelada para a grande construção era solo puro, depois de construídos os muros laterais de proteção da construção, a parte interna foi escavada e retirada toda a terra, nivelada a escavação foi posta uma grossa camada de areia, daí nasceu realmente a obra. A Pirâmide nasceu do fundo do deserto, foi mais difícil começar a obra do que continuá-la. Ninguém podia se aproximar destes pontos dos cantos, chamados pontos sagrados, sob pena de severas sanções por parte dos soldados guardiões dos cantos sagrados, a origem destes quatro pontos eram oito, que ao serem cruzados resultavam em quatro. Ali estava o segredo da continuidade da execução da casa de Osíres. Os lados da pirâmide à medida que subia ficavam escondidos pelos aterros laterais, necessários para a puxada dos blocos até a borda da pirâmide, os pontos de origem das cordas de algodão à medida que subia a pirâmide era recuada uma medida equivalente a mais dois knets, sempre a partir dos cantos sagrados, era este procedimento que dava uniformidade a rampa das quatro faces (chamadas faces de Rá. Todos nós, operadores de merkets e construtores, sabíamos, mas, nunca tocávamos no assunto, se ao fim da obra, quando fosse retirada toda a areia que cobria a pirâmide, houvesse sido cometido um erro na construção das faces o castigo seria a degola.

Ao fim de cada dois degraus ou patamares concluídos, era dado um descanso aos arrastadores de blocos para que se procedesse a elevação dos pontos sagrados, os alinhamentos destes pontos eram transportados para o centro de novos blocos já postados em altura conveniente à execução dos novos degraus, à proporção que a pirâmide subia os pontos ficavam mais distantes, mas não perdia sua precisão, foram feitas quase trinta transferências pois cada elevação de eixo servia a dois patamares, o que só podia ser feito em dias sem nenhum vento.

Os alinhamentos externos primários marcados nas rochas eram verificados a cada elevação de cota e nunca se constatou nenhum desvio, foi na época do pai de Khufu que se aperfeiçoou o Merkhet adicionando o tubo e os fios de visada, havia um tipo de merkhet dispensando o fio de prumo para visada, só o utilizando para centrá-lo sobre o centro da rocha com os pinos que alinhavam os lados sagrados. Permaneci do princípio ao fim da obra, sendo o principal responsável pela operação dos merkhets de alinhamento, cada degrau construído era coberto com o pó das pedreiras. Sempre tendo como base e partindo da marca original era marcado um novo degrau. A obra andava muito devagar nas áreas das galerias e das câmaras e pequenas galerias internas, os cortadores de pedra às vezes cortavam os detalhes com o bloco já assentado, pois cortado na jazida ele não resistiria ao transporte, muitos partiram no caminho. Principalmente os que tinham os furos maiores. Deve haver vestígios dos quatro portos de descarga dos blocos de pedra nas margens do Nilo, se buscarem! Acharão as pedras dos portos no fundo do rio. Talvez não! A água dissolve a rocha calcária . Ao longo dos anos os portos iam sendo construídos mais distantes da obra, pois a rampa para continuar com a mesma inclinação ia ficando mais longa, e a descarga ficava mais distante da obra.

Assim a rampa se alongava conservando sua inclinação original, a inclinação quando muito alta requereria muito mais trabalhadores. Havia mais gente trabalhando no transporte e na retirada de areia, que no transporte de blocos de pedra, quando chegamos ao final e foi posta a última pedra, chamada pedra das estrelas, toda a Pirâmide estava encoberta por um mar de areia, a retirada de toda a areia durou quase 6 anos, pois à medida que a areia ia descendo, eram postas as pedras polidas das faces de Rá, foram escolhidas as mais claras, o polimento final era muito demorado. As câmaras e corredores internos foram modificados diversas vezes. Quando o Senhor de Bheshara morreu foram embalsamados dois corpos, um está no interior da Pirâmide e nunca o encontrarão, salvo se demolirem a Pirâmide, a Câmara que o contem está no maciço de pedra, após sua morte, foi colocado lá pelos Sacerdotes, enquanto velavam e enterravam o outro corpo embalsamado previamente para ser enterrado como Bheshara, nunca soube qual corpo está na pirâmide. A entrada de sua urna foi bloqueada até a face de Rá, sua câmara só tem um pouco mais que a dimensão do seu sarcófago, que foi levado até o fim de um falso corredor inclinado, posteriormente cheio por blocos corrediços até a face de Rá, (da Pirâmide), impossível achá-lo. A história Egípcia desta época comporta um drama palaciano.

A INTRIGA PALACIANA

A ultima esposa de Quéops morreu no parto de Menkaurha (Miquerinos). Khufu já tinha idade avançada quando morreu, e Menkaurha não tinha mais de um ano. Esta foi a última esposa de Khufu. Então o único irmão ainda vivo de Khufu era Khafra e que passou a se chamar de (Quefrem) que quer dizer (no lugar de Quéops), foi elevado a Faraó pelos Sacerdotes, foi o reinado intermediário de Khafra. (Em Egípcio Khaef-Re), verdadeiramente o pai de Menkaurha, Khafra era também tido como estéril, como seu irmão o fora. Tanto é, que não era segredo este fato na vida palaciana, o incesto era algo muito comum na alta aristocracia egípcia. Realmente Menkaurha (Miquerinos) não era filho de Khufu, mas foi criado e era tido como filho de Quéops por todos e por Khafra, que no íntimo sabia ser na verdade seu pai e não seu suposto tio, motivo este que levou Menkaurha ao trono depois da morte de Quefrem. Os Construtores conversavam na minha presença como se eu não existisse. Não tive mais memórias elucidativas desta encarnação onde fui operador de merkhet, e não tive nenhuma memória do reinado de Khafra. Reencarnei no fim do reinado de Menkaurha, desta vez vivi como escriba, daí o meu conhecimento da história a IV dinastia. Após um longo período sem fazer regressão à memória desta encarnação (na era de Khufu), me voltou esparsa, mais inteligível, agora não mais em saídas astrais só com o recurso da regressão, na realidade a regressão só se faz necessária para o espírito se situar dentro do tempo passado, o que é muito difícil. Como nas saídas espirituais era dificílimo saber os nomes das pessoas com quem convivi, maior dificuldade tive para me posicionar dentro destes relances de memória.

Levei muitos anos para entender ou me situar dentro do contexto desta encarnação tão antiga. Embora com o desenvolvimento das saídas espirituais, nessa altura já dirigidas para encarnações passadas, a partir de uma saída astral torna-se muito mais fácil uma regressão mais profunda. Uma recomendação de um indiano me fez abandonar as saídas astrais, só não me vi impedido de fazer regressões. Neste estado cheguei a conseguir voltar a um passado muito remoto, de certa feita pude notar que a fala estava muito pouco evoluída, foi uma experiência muito pouco agradável, me sentia sufocado. (resolvi hoje em outubro de 2009, um fato curioso: nesta regressão com a fala pouco evoluída, eu senti um odor forte de carniça). Depois de um encontro que tive em Itacaré, nunca mais fiz o que chamam de saída astral. Alguns de nós somos mais antigos do que podemos imaginar. A verdade das verdades é que nada sabemos enquanto encarnados, e que nesta condição só crescemos em evolução espiritual, no contexto material podemos ser príncipes e mendigos alternadamente, só o crescimento espiritual é constante. É bom que saibam! Perante a existência maior, não faz diferença alguma sermos príncipes ou mendigos. Posso assegurar, já fui de tudo em minhas muitas encarnações, e não se iludam, não tive permissão para fazer regressão a todas as memórias das minhas vidas passadas. A verdade é que ninguém, mas, ninguém mesmo pode fazer regressão a todas as suas existências passadas. Existe assim, como um processo seletivo natural e só a algumas podemos regressar, na realidade não regressamos a nada, mas, simplesmente abrem-se pequenas janelas em nossa memória akhásica, e nada mais. O odor nauseabundo havia sumido de minha memória de longa duração, só retornando em 2008, e só abordo este assunto em outubro de 2009

Snefru, Khufu, Khafra e Memkhaura (Faraós da IV dinastia)

(2613-2494 aC) o relato se dá entre (2572 – 2517 aC)

Vitória da Conquista, 06 de setembro de 2006

 

Revisado e atualizado em novembro de 2010

Edimilson Santos Silva Movér

Falhas não abalaram credibilidade do Enem, diz Inep

logo-enem-200911Para diminuir o estrago no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010, marcado por erros de impressão e de montagem das provas, o Ministério da Educação adotou o discurso de que o exame deste ano foi, segundo palavras das autoridades, um “sucesso”. “Missão cumprida”, disse o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto. “As falhas acontecem”, minimizou. Segundo ele, os problemas não abalaram a credibilidade do Enem, não houve falha na segurança da aplicação das provas, e nenhum estudante será prejudicado.

O discurso do governo é uma tentativa de impedir a ressurreição da crise de 2009 – quando o Enem foi anulado por causa do vazamento das provas revelado pelo jornal O Estado de S.Paulo. Há uma preocupação com a pressão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público para que o exame seja anulado. “É um processo complexo, humano e pode ter falhas”, afirmou Soares Neto. “Não vejo como isso possa minar o Enem”, disse. “Me sinto muito orgulhoso em ter liderado esse processo. Não houve problemas graves”, reforçou.

Até o início da noite deste domingo, 7, o Inep ainda não tinha uma versão sobre as trocas dos cabeçalhos do cartão-resposta da prova de sábado. Indagado pelo Estado sobre a responsabilidade do Inep na fiscalização da impressão do material, mencionada no edital de contratação da gráfica, Soares Neto esquivou-se. Disse que ainda está em fase de apuração do que ocorreu.

“Não posso trabalhar com hipóteses”. Para ele, o uso de telefones celulares durante a aplicação do Enem, confirmado por pessoas que fizeram a prova, não mostra uma falta de segurança. “Não acho que houve falha”, disse o presidente do Inep, justificando que não cabe ao ministério fazer a segurança dos locais de prova.

Possibilidade de nova prova  – Soares Neto informou que o Inep deve procurar os estudantes que foram prejudicados pelas falhas de montagem na prova do sábado. Ele disse que o governo avalia a possibilidade de realizar um novo exame para essas pessoas. O dirigente não soube estimar, no entanto, quantos estudantes foram prejudicados pelo erro cometido, nem quando eles serão procurados. “Preciso ver os fatos de forma tranquila. Não tenho data precisa. Não vai demorar”, afirmou.

O presidente do Inep disse que, a partir de quarta-feira, 10, o site do Enem vai disponibilizar o requerimento para os estudantes que se sentiram prejudicados pela troca do cabeçalho do cartão-resposta e que, por isso, querem a correção das provas de maneira invertida. Eles terão até o dia 16 de novembro para preencher o requerimento.

Agência Estado

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9 de novembro – Vitória da Conquista 170 anos de emancipação política

SIMBOLOS DO MUNICIPIO: O BRASÃO, O HINO E A BANDEIRA

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Hino de Vitória da Conquista

Conquista, jóia do sertão baiano;
Esperança ridente do brasil
A ti, meu orgulho soberano.
O afeto do meu peito juvenil
A ti minha esperança no futuro
Os sonhos do meu casto coração,
És e sempre serás meu palinuro
Ó pérola fulgente do sertão

Refrão:
Conquista tesouro imenso…
O mais belo da bahia,
Que primor, que louçania
Tem mais brilho aqui o sol;
Conquista terra das rosas,
De florestas seculares,
Tem mais amor em seus lares,
Que luzes no arrebol.

(refrão)

Deixar o doce encanto destas ruas,
Deixar teu céu que tanto bem almeja,
Eu morreria de saudades tuas
Minha querida terra sertaneja,
Entretanto, se a pátria me exigir,
Deixar-te para a pátria defender
Este afeto bairrista é vã mentira,
Pelo brasil inteiro irei morrer!

(refrão)

Surge o sol, fogem pássaros dos ninhos!
Todos vão venturosos trabalhar;
Eu também imitando os passarinhos
Deixo o morno regaço do meu lar,
Para a escola caminho satisfeito,
Da pátria vou saber as glórias mil
Conquista, que emoção vibra em meu peito…
Ao fitar-te no mapa do brasil.

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O Arraial da Conquista foi fundado em 1783 pelo sertanista português João Gonçalves da Costa, nascido em Chaves em 1720, no Alto Tâmega, na região de Trás-os-Montes que com dezasseis anos de idade, foi para o Brasil ao serviço de D. José I, Rei de Portugal, com a missão de conquistar as terra ao oeste da costa da Bahia.
Anteriomente já havia lutado ao lado do Mestre-de-Campo João da SilVitoria_da_Conquista_Brasilva Guimarães, líder da Bandeira responsável pela ocupação territorial do Sertão, iniciada em 1752. A origem do núcleo populacional está relacionada à busca de ouro, à introdução da atividade pecuária e ao próprio interesse da metrópole portuguesa em criar um aglomerado urbano entre a região litorânea e o interior do Sertão. Portanto, integra-se à expansão do ciclo de colonização dos fins do século XVIII.
Através da Lei Provincial N.º 124, de 19 de maio de 1840, o Arraial da Conquista foi elevado à Vila e Freguesia, pasando a se denominar Imperial Vila da Vitória, com território desmembrado do município de Caetité, verificando-se sua instalação em 9 de Novembro do mesmo ano. Em ato de 1º de Julho de 1891, a Imperial Vila da Vitória, passou à categoria de cidade, recebendo, simplesmente, o nome de Conquista. Finalmente, em dezembro de 1943, através da Lei Estadual N.º 141, o nome do Município é modificando para Vitória da Conquista.
Juridicamente, o Município de Vitória da Conquista esteve ligado a Minas do Rio Pardo, depois, em 1842, ficou sob a jurisdição da Comarca de Nazaré. Por Decreto N.º 1,392, de 26 de Abril de 1854, passou a termo anexo à Comarca de Maracás e, posteriormente, à Comarca de Santo Antônio da Barra (atual Condeúba), até 1882, quando se transformou em Comarca.
Até a década de 1940, a base econômica do município se fundava na pecuária extensiva. A partir dai, a estrutura econômica e social entraria em um novo estágio, com o comércio ocupando um lugar de grande destaque na economia local. Em função de sua privilegiada localização geográfica, com a abertura da estrada Rio-Bahia (atual BR-116) e da estrada IlhéusLapa, o município pode integrar-se às outras regiões do estado e ao restante do país; e logo passou a polarizar quase uma centena de municípios do sudoeste da Bahia e norte de Minas.
O território onde hoje está localizado o Município de Vitória da Conquista foi habitado pelos povos indígenas Mongoiós, subgrupo Camacãs, Ymborés (ou Aimorés) e em menor escala os Pataxós. Os aldeamentos se espalhavam por uma extensa faixa, conhecida como Sertão da Ressaca, que vai das margens do alto Rio Pardo até o médio Rio das Contas.
Os índios mongoiós (ou Kamakan), aimorés e pataxós pertenciam ao mesmo tronco: Macro-Jê. Cada um deles tinha sua língua e seus ritos religiosos. Os mongoiós costumavam fixar-se numa determinada área, enquanto os outros dois povos circulavam mais ao longo do ano.
Os aimorés, também conhecidos como Botocudos, tinham pele morena e o hábito de usarem um botoque de madeira nas orelhas e lábios – daí o nome Botocudo. Gostavam de pintar o corpo com extratos de urucum e jenipapo. Eram guerreiros temidos, viviam da caça e da pesca e dividiam o trabalho de acordo com o gênero, cabendo às mulheres o cuidado com os alimentos. Os homens ficavam responsáveis pela caça, pesca e a fabricação dos utensílios a serem utilizados nas guerras.
Já os pataxós não apresentavam grande porte físico. Fala-se de suas caras largas e feições grosseiras. Não pintavam os corpos. A caça era uma de suas principais atividades. Também praticavam a agricultura. Há pouca informação a respeito dos Pataxós.
Os relatos afirmam que os Mongoiós ou Kamakan era donos de uma beleza física e uma elegância nos gestos que os distinguiam dos demais. Tinham o hábito de depilar o corpo e de usar ornamentos feitos de penas, como os cocares. Praticavam o artesanato, a caça e a agricultura. O trabalho também era divido de acordo com os gêneros. As mulheres mongoiós eram tecelãs. A arte, com caráter utilitário, tinha importância para esse povo. Eles faziam cerâmicas, bolsas e sacos de fibras de palmeira que se destacavam pela qualidade. Os mongoiós eram festivos, tinham grande respeito pelos mais velhos e pelos mortos.
Aimorés, Pataxós e Mongoiós travaram várias lutas entre si pela ocupação do território. O sentido dessas lutas, porém, não estava ligado à questão da propriedade da terra, mas à sobrevivência, já que a área dominada era garantia de alimento para a comunidade.

Os índios e os colonizadores
A ocupação do Sertão da Ressaca foi realizada com a conquista dos povos indígenas.
Primeiro, João Gonçalves da Costa enfrentou o povo Ymboré. Valentes, resistiram à ocupação do território. Por causa da fama de selvagens, foram escravizados pelos colonizadores. Os Mongoyó, tinham primitivamente naqueles índios os seus principais inimigos por serem êles ferozes e crueis e que impediam a circulação na região quando saiam em busca de caças por isto se aliaram aos portugueses para derrotá-los.
Depois dos Ymboré, foi a vez dos Pataxó. Eles também resistiram à ocupação estrangeira, mas acabaram se refugiando para o sul da Bahia, onde, em número reduzido, permanecem até hoje, lutando para preservar sua identidade e seus costumes, com o apoio da FUNAI.
Os Kamakan-Mongoyó conseguiram estabelecer relações mais estreitas com os colonizadores a fim de garantir sua manutenção como povo. Ajudaram os portugueses na luta contra os Ymboré.
Em 1782, ocorreu a batalha que entrou para a história de Vitória da Conquista como uma das mais importantes. Sabe-se que naquele ano, aconteceu uma fatídica luta entre os soldados de João Gonçalves da Costa e os índios. Os soldados, já fatigados, buscavam forças para continuar o confronto. Na madrugada posterior a uma dia intenso de luta, diante da fraqueza de seus homens, João Gonçalves da Costa teria prometido à Nossa Senhora das Vitórias construir uma igreja naquele local, caso saíssem dali vencedores.
Essa promessa foi um estimulante aos soldados que, revigorados, conseguiram cercar e aniquilar o grupo indígena que caiu, no alto da colina, onde foi erguida a antiga igreja, demolida em 1932. Não se sabe ao certo se essa promessa foi realmente feita, mas essa história tem passado de geração em geração.
A História nos relata que no período de 1803 e 1806, os colonizadores e os indios nativos viviam momentos de paz e animosidade.
Os Mongoyó, sempre valentes guerreiros, continuavam a sofrer e não esqueciam as derrotas passadas perante os colonizadores e preparavam vinganças, mesmo depois de firmar acordo de paz. Passaram então a usar de um atifício para emboscar e matar os colonizadores estabelecidos no povoado. A estratégia consistia em convidar os colonizadores a conhecerem pássaros e animais selvagens nas matas próximas à atual Igreja Matriz provavelmente as matas do Poço Escuro, atualmente uma reserva florestal. Ao embrenhar na mata o índio então com ajuda de outros, já dentro da mata emboscava e matava o homen branco, desaparecendo com o corpo. Isto de modo sucessivo, até que um colono, após luta corporal, conseguiu fugir e avisar às autoridades estabelecidas e demais colonos qual foi o destino de tantos homens desaparecidos. Do mesmo modo se estabeleceu uma vingança por parte dos colonos contra tamanha ousadia. Foram então os índios chamados a participar de uma festa e quando se entregavam à alegria foram cercados de todos os lados e quase todos mortos. Depois disto os indios embrenharam-se nas matas e o arraial conseguiu repouso e segurança. Êste episódio passou a se chamar de o “banquete da morte”.
Anibal Lopes Viana escreveu na Revista Histórica de Conquista, “é bem verdade que nas Américas os procedimentos eram os mesmos porem foram muitos mais bárbaros os procedimentos dos espanhóis com os Incas no Peru e com os Astecas no México“, assim como o exterminio deliberado dos índios pelos inglêses e americanos nos Estados Unidos.
Os relatos mais precisos sôbre os índios, os colonizadores, a botânica e os animais que aqui viviam no período da colonização, foi feito pelo Princípe Maximiliano de Wied Neuwied ou Prinz Maximilian Alexander Philipp von Wied-Neuwied, (ver também Maximilian zu Wied-Neuwied), naturalista e botânico alemão, no livro “Viagem ao Brasil”, no trecho “Viagem das Fronteiras de Minas Gerais ao Arraial de Conquista”, quando aqui passou em março de 1817.

Infraestrutura

Vitória da Conquista possui uma estrutura compatível com sua população, a terceira maior da Bahia.
Um comércio forte e muito dinâmico contando com grande número de empresas além de um shopping center e vários centros comerciais. Esse pujante comércio abrange toda a regiao sudoeste do estado além do norte de Minas Gerais, influenciando uma população estimada em 2 milhões de pessoas, o que coloca a cidade entre os cem maiores centros comerciais do país.
A cidade também conta com um setor de saúde público e privado muito bem estruturado, que renderam a ela, prêmios a nível nacional e internacional, freqüentemente seu modelo de saúde pública tem servido de exemplo até mesmo para outros países.
Conquista também se destaca por possuir um setor educacional privilegiado, formado por excelentes escolas conveniadas com as melhores redes de ensino do país, além de contar com várias faculdades, tais como: FAINOR ( Faculdade Independente do Nordest), FTC ( Faculdades de Tecnologia e Ciências), FJT ( Faculdade Juvêncio Terra),(Privadas), UFBA, CEFET, UESB (públicas),o que a consagra como um importante pólo de educação superior com cerca de 12 mil universitários, não só para o estado da Bahia, como para todo o Brasil.
Destacam-se setores da economia como o moveleiro considerado o maior pólo desta natureza no estado; a cidade é grande produtora e exportadora de café e, atualmente, a construção civil tem sido o grande destaque na economia da cidade, na indústria destacam-se o Grupo Marinho de Andrade (Teiú e Revani), Coca-Cola, Dilly Calçados, Umbro, Kappa, Café Maratá,  Tubos KEP,  CHIACHIO, indústria de copos descartáveis,dentre outras.Vitória da Conquista possui uma estrutura compatível com sua população, a terceira maior da Bahia.
Um comércio forte e muito dinâmico contando com grande número de empresas além de um shopping center e vários centros comerciais. Esse pujante comércio abrange toda a regiao sudoeste do estado além do norte de Minas Gerais, influenciando uma população estimada em 2 milhões de pessoas, o que coloca a cidade entre os cem maiores centros comerciais do país.

Desenvolvimento

A região de Vitória da Conquista, compreendendo os municípios de Barra do Choça, Planalto, Encruzilhada, Ribeirão do Largo e Poções, devido à loclização em uma altitude próxima de 1.000 acima do nível do mar e por não ter geadas, sempre foi uma produtora de café.
Entretanto a partir do ano de 1975 esta cultura agrícola foi incrementada com financiamentos subsidiados pelos bancos oficiais, passando a região a ser a maior produtora do norte e nordeste do Brasil.
A partir do final dos anos 1980, o município realça sua característica de pólo de serviços. A educação, a rede de saúde e o comércio se expandem, tornando a cidade, a terceira economia do interior baiano. Essa pólo variado de serviços atrai a população dos municípios vizinhos.
Paralelamente à expansão da lavoura cafeeira, um pólo industrial passou a se formar em Vitória da Conquista, com a criação do Distrito Industrial dos Ymborés. Nos anos 90, os setores de cerâmica, mármore, óleo vegetal, produtos de limpeza, calçados e estofados entram em plena expansão.
O ano de 2007 foi considerado o marco inícial de um novo cíclo na agricultura regional, ciclo este fundamentado no plantio de cana-de-açucar, para produção sobretudo de etanol e no plantio de eucalipto destinado a produção de carvão para a indústria siderúrgica do norte de Minas Gerais, essências e madeira serrada que substituira a madeira de lei nativa cada vez mais escassa. Já estão plantados neste ano, mais de vinte milhões de pés de eucalípto.
As micro-indústrias, instaladas por todo o Município, geram trabalho e renda. Estas indústrias produzem de alimentos a cofres de segurança, passando por velas, embalagens e movelaria, além de um pequeno setor de confecções.
A educação é um dos principais eixos de desenvolvimento deste setor. A abertura do Ginásio de Conquista em 1940, mais conhecido como Ginásio  do Padre Palmeira formou os professores que consolidaram a Escola Normal, ( IEED), o Centro Integrado Navarro de Brito, além das primeiras escolas privadas criadas no Município.
A abertura da Faculdade de Formação de Professores, em 1969, respondeu à demanda regional por profissionais melhor formados para o exercício do magistério. A partir da década de 90, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia multiplicou o número de cursos oferecidos. Também nessa década, surgiram três instituições privadas de ensino superior.
O setor de saúde ganhou novas dimensões. Antigos hospitais foram aperfeiçoados, clínicas especializadas foram abertas e a Rede Municipal de Saúde se tornou, a partir de 1997, referência para todo o País. Esse fato criou condições para que toda a região pudesse se servir de atendimento médico-hospitalar compatível com o oferecido em grandes cidades.
Hoteleiros, empresários, comerciantes atacadistas e profissionais liberais formam os segmentos que, junto com a Educação e a Saúde, fizeram a infra-estrutura da cidade abarcar, além de migrantes, a população flutuante que circula na cidade diariamente.

O desenvolvimento da cidade também é atestado pelos índices econômicos e sociais. O Índice de Desenvolvimento Econômico subiu do 11º lugar no ranking baiano, em 1996, para 9º, em 2000. O Índice de Desenvolvimento Social deu um salto: subiu do 24º para o 6º lugar. O IDH – Índice de Desenvolvimento Humano também saltou do 30º lugar em 1991 para 18º em 2000. Dos 20 melhores IDHs baianos, Vitória da Conquista foi o que mais melhorou.

Turismo

A cidade oferece como atrações turísticas o Cristo Crucificado da Serra do Periperi, de Mário Cravo, executada entre os anos de 1980 e 1983, medindo 15 mt de altura e 12 mt de largura, Reserva Florestal do Poço Escuro, Parque da Serra do Piriperi, além de enventos como a Micareta, aqui chamada de Miconquista e o Festival de Inverno da Bahia, , evento de inverno oficial da Rede Bahia afiliada da Rede Globo de Televisão na Bahia. a EXPOCONQUISTA- Exposição nacional de animais e produtos derivados, que acontece todo ano no final do mês de março.
O Museu da História Política, Casa de Régis Pacheco, contem um acêrvo de quadros com todos os políticos que governaram a cidade desde a sua emancipação, além de mostrar a arquitetura da metade do século XX, muito bem preservada.
A cidade possui vários monumentos onde se destacam, o Monumento ao Índio, o Monumento da Bíblia Sagrada, Monumento ao Princípe maximiano Wind, Monumento ao Índio, o Monumento às Águas, o Monumento aos Mortos e Desaparecidos Políticos da Bahia, no período do regime militar instalado em 1964, localizado no Jardim das Borboleta e o Monumento a Jaci Flores.
Este último monumento, além da vida da homenageada, a primeira mulher comerciante legalmente estabelecida em Vitória da Conquista, descendente do casal fundador do Arraial da Conquista, Josefa e João Gonçalves da Costa, relata também a ligação histórica entre Vitória da Conquista, na Bahia e Chaves em Trás os Montes, com trabalhos em faiança portuguêsa, representando o brasão de cada uma destas duas cidades. Faz parte ainda deste conjunto, mais de vinte árvores de Pau Brasil plantados em 10 de fevereiro de 2004, data da inauguração, representando os índios (moradores primitivos), os colonos, os que aqui hoje vivem, estando estas árvores aguardando os futuros habitantes de Vitória da Conquista (foto).
A cidade tem mostrado uma grande vocação para o turismo de negócios, devido ao contínuo crescimento econômico que tem experimentado. Possui Estação  Rodoviária, com linhas diárias para todas as cidades da região e principais cidades do país, além de um Aeroporto para aeronaves de médio porte com voos diários pelas empresas  e Passaredo , TRIP e GOLpara diversas cidades brasileiras. A cidade ganhará um Aeroporto Moderno, localizado a 5Km da BR-116, em direção ao distrito de Iguá.

Geografia


Clima
Vitória da Conquista tem um clima tropical, amenizado pela relativa altitude do lugar, tem umas das temperaturas mais amenas no estado Bahia chegando a registrar 6,2°C em 2006, perdendo apenas para as cidades mais altas da Chapada Diamantina, como Piatã). “As chuvas de neblina“, como são chamadas, se concentram no período de Abril a Agosto, já “as chuvas das águas” (mais intensas e fortes) ficam concentradas de Outubro a Março.

Vegetação
O engenheiro agrônomo Ângelo Paes de Camargo distribui a vegetação da região de Vitória da Conquista, seguindo-se do interior para o litoral, em faixas:
Faixa A – Caatinga ou cobertura acatingada – Vegetação típica de áreas com deficiências hídricas acentuadas, incompatíveis com a cafeicultura. Seus solos são em geral rasos, pedregosos e acidentados.
Faixa B – Carrasco, também conhecido como “campos gerais“ou cerrado – É uma vegetação baixa, mais aberta, típica de terra muito pobre e seca. Encontra-se geralmente no espigão divisor das vertentes marítimas continentais a altitudes da ordem de 1.000m ou mais, em solos arenosos. Essa faixa é considerada inapta à cafeicultura. Ela pode ser encontrada também a sudeste da estrada Rio-Bahia.
Faixa C – Mata de Cipó. Esta cobertura parece ser a predominante no platô. Vem em geral logo abaixo do carrasco. É uma vegetação alta, fechada com muitas lianas, ou cipós, epífitas (orquídeas) e musgos (barba de mono). Encontram-se muitas madeiras de lei, como pau-de-leite, jacarandá, angico, etc. Também farinha-seca, ipê (pau-d’arco) são frequentes. Como vegetação secundária é abundante: corona, cipó-de-anta, pitiá, caiçara, avelone, bem como capim corrente ou barra-do-choça, além dos amargoso e tricoline.
Faixa D – Mata-de-Larga. É a vegetação que predomina logo abaixo da Mata-de-Cipó. Muitas vezes aparece em transição com essa. A Mata-de-Larga é mais baixa e mais aberta que a de Cipó. Apresenta muita samambaia, sapé, capim Andrequicé e muitas leguminosas. São também encontradas muitas palmeiras, planta que falta na Mata-de-Cipó. As áreas de Mata-de-Larga são mais úmidas. A vegetação secundária e a relva resultante é mais verde na estação seca que na Mata-de-Cipó. A cafeicultura deve encontrar condições climáticas satisfatórias em terras de Mata-de-Larga. A maior disponibilidade hídrica deve reduzir os problemas com incidência de ferrugem. Praticamente esta vegetação encontra-se toda a sudeste da Rio-Bahia.
Faixas E e F – Mata Fria e Mata Fluvial Úmida – São as vegetações que aparecem nas bordas e nas escarpas sudeste do platô, logo depois da Mata-de-Larga. São áreas úmidas que estão sob influência das correntes aéreas frias e úmidas vindas do oceano. Os invernos são muito sujeitos a frequentes e prolongados nevoeiros. Em plena estação seca… a vegetação herbácea se mantém inteiramente verde. A mata não apresenta praticamente nenhuma madeira de lei. Predomina a madeira branca.”(MEDEIROS, Ruy H. A. – Notas Críticas ao livro “O Município da Vitória”de Tranquilino Torres, p.87)

Relevo
Seu relevo é geralmente pouco acidentado na parte mais elevada, suavemente ondulado, com pequenas elevações de topos arredondados. Seus vales são largos, desproporcionais aos finos cursos d’água que aí correm, de fundo chato e com cabeceiras em forma de anfiteatro. Ocorrem no platô elevações geralmente de encontas suaves (embora existam aquelas com encostas íngremes), que podem atingir 1.000m ou mais. A Serra do Periperi, por exemplo, localizada a Norte/Noroeste do núcleo urbano de Vitória da Conquista, tem cota máxima de cerca de 1.109m e mínima de 1.000m, enquanto que seu entorno próximo apresenta altitudes que variam de 857 a 950 metros.
Outros exemplos de altitudes acima de 1.000 metros são verificáveis em “Duas Vendas” (Município de Planalto) adiante da “Fazenda Salitre”(em Poções), em terrenos íngremes, e a “Serra da Ouricana” (uma das serras localmente conhecida como “Serra Geral”), em Poções e Planalto. A medida que as altitudes caem e que se aproxima das encostas, o relevo torna-se fortemente ondulado.” (MEDEIROS, Ruy H. A. – Notas Críticas ao livro “O Município da Vitória”de Tranquilino Torres, p.67)

Principais bairros
Entre os vários bairros que compõem a cidade de Vitória da Conquista, destacam-se o Centro, Aírton Sena, Alto Maron, Bateias,   Boa Vista, Brasil, Campinhos Candeias, Cruzeiro,  Distrito Industrial, Espírito Santo, Felícia, Guarani, Ibirapuera, Jatobá, Jurema, Lagoa das Flores,  Nossa Senhora Aparecida , Universidade, Patagônia,Primavera, Recreio,  São Pedro, Zabelê

POLÍTICA

Por volta de 1890, a Imperial Vila da Vitória já toma aspecto de cidade. Em 1888, o coronel Durval Vieira de Aguiar. Em seu livro DESCRIÇÕES PRÁTICAS DA PROVÍNCIA DA BAHIA faz um relato detalhado do centro urbano do ex-povoado: “A Vila edificada em terreno acidentado ao pé da serra denominada de piriperi. As casas são térreas… A praça é quadrilonga e de ladeira, Ficando no centro a matriz… O comércio é pequeno e também o mercado da feira… Tudo isso não tem desenvolvimento pela falta de meio de exportação. Percebe-se, então, que estas determinantes da estrutura agrária montada naquela época constituíam-se em fatores limitantes do desenvolvimento regional”. Já no registro MEMÓRIA SOBRE O ESTADO DA BAHIA, de Francisco Viana e José Carlos Ferreira, editado em 1893, percebe-se um considerável surto de crescimento urbano. Surgiram os primeiros sobrados, construídos pelos coronéis. Diz o texto: “A cidade, edificada em terreno acidentado é formada de casas térreas e envidraçadas em sua maioria e de poucos sobrados, caiados a tabatinga e cal, formando onze ruas. Na praça maior (antiga Rua Grande e hoje as praças Tancredo Neves e Barão do Rio Branco) a praça mais central chamada de Matriz se encontra a Igreja Paroquial e o Paço de Conselho, propriedade particular… A cidade tem duas escolas públicas e seis particulares. Seu comércio é assaz importante e estende suas relações à capital do Estado, as cidade e vilas do centro… Conforme o censo de 1872, Vitória tinha uma população de 18.836 habitantes, Já em 1890 chega a 26.617 habitantes. Pelo censo deste período, houve também um acentuado crescimento da população escrava em 1870, se comparado às últimas cifras de 1817, quando chegaram os primeiros negros trazidos pelos colonizadores da região. A explicação pode estar no fato de que o grosso da escrevia de Conquista se deve ao declínio da população aurífera na região do Rio de Contas.

Ao tempo de Durval Vieira fazia uma descrição da Vila (1888), Neste ano era sancionada a Lei Áurea, na Imperial Vila da Vitória, apenas um vereador do Conselho defende a legalidade e justeza da lei. Constata-se, pois, que quase todos os membros do Conselho estavam ligados aos senhores de terras, pecuaristas e latifundiários.

Um ano depois viria a República (1889) e com ela a força cada vez maior da figura dos coronéis. Mas, mesmo com a mudança do regime no país, a estrutura social e econômica não mudaria. A economia baseada na produção agro-exportadora mantinha-se dependente, persistia o regime de produção agro-econômica – a monocultura, bem como o poder político nas mãos dos grandes proprietários de terras – a elite agrária. Com a transformação do regime, as Províncias Unitárias, que constituíam o império, passam, com o Governo Federativo, a Estados, e muitas vilas ganham o status de cidades, como foi o caso da Imperial Vila da Vitória. Mas o regime ainda mantinha no poder um governo oligárquico, apoiado na economia tradicional. A Bahia, por exemplo, foi a última a aderir o novo governo. Nesta época conhecia mais o líder político do que seu partido.

Proclamada a República não se admitia qualquer vislumbre de Monarquia, e a Imperial Vila da Vitória, de caráter nobiliárquico, passou a chamar-se Cidade da Conquista, No dia 1º de junho de 1891. A vila adquiriu a condição de cidade, mas a estrutura ficou definida em torno de um chefe político local. As “famílias importantes” indicavam conselheiros para representá-las na Câmara, na época Conselho Municipal. Neste período, as famílias chefiadas pelos coronéis indicavam o intendente para também representá-las no Estado. Vê-se, portanto, que a política local gravitava em torno de interesses particulares, familiares e para a defesa de questões  agrárias. A esse tempo, o núcleo urbano bem maior e desenvolvido, os chefes de famílias tradicionais edificam na sede seus solares e sobrados.

Quanto ao aspecto político, do final do século 19, até 1909, a política local, tinha como líder o coronel Francisco José dos Santos (filho de Sinhazinha Santos, matriarca da família Santos nesta cidade). Era opositor, o coronel Pompílio Nunes de Oliveira (que só conseguiu eleger apenas um candidato, o coronel Antonio Lima Guerra, Intendente de 1896 a 1903). Depois da Morte do coronel Francisco Santos, seu cunhado o coronel José Fernandes de Oliveira Gugé assume a liderança política local. Cel. Gugé chefiou a política desta cidade até 1918, quando morreu. Estevão Santos era irmão do cel. Francisco Santos e mais tarde tornou-se Intendente Municipal.

Vê-se, pois, que o processo político se traduz como simples alternância entre os núcleos familiares no poder local, todos aparentados entre si, e isso explica a centralização do poder político em torno das famílias Oliveira, Santos, Fernandes, Correia, Nunes de Oliveira e mais tarde, Ferraz e Gusmão, durante mais de 100 anos de história política local. As quatro primeiras famílias são portuguesas a quinta espanhola a sexta italiana e a última também espanhola. Esse fato se explica da seguinte forma: durante este período da História do Brasil, a presença do imigrante nas terras brasileiras foi incentivada pela Oligarquia Agrária da época, que estava em busca de mão-de-obra barata e, como havia perdido o trabalho não-remunerável dos escravos, apelou para os imigrantes, que tinham certa mão-de-obra especializada. Houve até alemães trabalhando em fazendas de café por várias partes do território nacional.

A alternância no poder se dava por questões de diferença da política dos coronéis. As cisões ocorriam por motivos pessoais. Com a morte do cel. Guge em 05 de agosto de 1918 destacou-se outro parente, o cel. Maximiliano Fernandes de Oliveira, um dos maiores chefes da oligarquia agrária regional.

A crônica política voltada para a metade do século XIX e primeira metade do século XX é a característica de uma série de pequenos acontecimentos que, na perspectiva dos interesses locais, eram julgadas relevantes. As diferenças de acordos das famílias, as empreitadas a jagunços e a política do mandonismo, são ingredientes do processo político local, num esquema de economia agrária, onde a disputa do poder de mando ficava entre os grandes coronéis. Disputas estas que chegaram a causar uma espécie de guerra civil na cidade. Em 1919, quando a política de mando foi disputada à luta armada entre as facções rivais divergentes da época – Meletes e Peduros.

Depois da morte do Cel. Gugé em 1918, o Partido Republicano em Conquista, estava rachado entre as citadas facções, uma parte liderada por Pompílio Nunes e a outra por Ascendino Melo. Em síntese, duas ou mais facções políticas, lideradas pelas principais riquezas do local, apoiavam-se no próprio poder econômico e no auxílio do Intendente e Governador, disputavam o governo municipal. Pode se dizer então que, o que caracterizava a projeção política e social da cidade era, sobretudo a economia agrária, nucleada em grandes propriedades. O senhor de terras detinha o monopólio político.

A guerra entre Meletes e Peduros, só chegou ao fim depois de um entendimento entre ambas facções e de uma conciliação em torno de um nome para assumir a Intendência –
Ascendino dos Santos Melo, nomeado pelo então Governador Antônio Muniz. Ascendino era filho do primeiro Intendentede Conquista, Joaquim Correia de Melo.

A estrututa social também se define pelo conjunto de fazendas símiles, manipulando o pensamento e criando uma estrutura social, política e econômica agrária, conservadora e
paternalista. Inexiste um mercado de trabalho, até mesmo contratual. Vê-se que o poder de mando baseava-se no controle de terras e se edificava através da família ou do grupo.

Nos anos 20 surge outra liderança política: Cel. Justino Gusmão, quando o Gugelismo e o Ascendinismo chegavam ao fim. Justino venceu as eleições de 1923, derrotando o médico sanitarista Régis Pacheco, outro que se constituirá numa forte liderança nas décadas seguintes. Justino rompeu com os republicanos históricos (situação local) liderados por Ascendino Melo e Régis Pacheco aliando-se a Deraldo Mendes.

A revolução de 30 não mudou muito a história de Conquista. Juracy Magalhães, escolhido interventor no Estado, em nota oficial de 24 de setembro de 1930, diz “ter resolvido não se fazer, por ora, nenhuma modificação na situação dominante do município conservando-se até que seja estudado assunto”… Em 1933, através do Partido Social Democrático, o Tenentismo passou a apoiar-se nas Oligarquias locais. Em Conquista, o Partido Social Democrático tem como chefe o cel. Deraldo Mendes Ferraz, expressão de primeira grandeza do latifúndio na região, que apoiara a Revolução de Outubro. Derrubados os governos federal e estadual, a oposição em Conquista, ou seja, a Aliança Liberal. Chefiada por Deraldo Mendes, formou uma “Guarda Branca” e expulsou Otávio Santos, então intendente. Assumiu provisoriamente, Bruno Bacelar, prefeito tampão, que só fez mudar os nomes das ruas “Boiada” para João Pessoa, “Muranga” para Siqueira Campos e “Ruas dos Tocos” para 10 de Novembro, numa demonstração de apoio aos revolucionários de 30.

A escolha do Intendente se não fosse deferida a um grupo familiar agrário, o seria para outro de base econômica idêntica, uma vez que a liderança política local derivava sua importância aos grandes proprietários rurais. As outras classes econômicas, como os comerciantes e os profissionais liberais não tinham condições de apresentarem-se como alternativas políticas. Tanto o comerciante, que era abastecido pelos latifundiários, quanto os profissionais liberais, que os tinham como seus clientes, deviam-lhes favores. No campo, a situação era ainda pior. Os trabalhadores rurais, agregados às fazendas, são dominados por um conjunto de mecanismos capazes de impedir o desenvolvimento de uma consciência política.

A situação política ficou na direção de Deraldo Mendes até 1937, quando Getúlio Vargas dava o Golpe de Estado no País e cria o Estado Novo, ditatorial. Neste momento, em Conquista, Justino Gusmão se alia a Régis Pacheco para fazer oposição a Deraldo Mendes, que funda na cidade a UDN – Unidade Democrática Nacional, e mais tarde o PSD – Partido Social Democrata. Já Regis Pacheco defendia a ação autonomista. Percebe.-se, então, que a luta política vai passando agora de grupos familiares para grupos políticos. Em Conquista, durante a o período ditatorial de Vargas (1937-1945) Régis Pacheco chefia a política local.

A dinâmica social seria responsável pela mitigação daquele domínio familiar. Novos fatores vão penetrar a realidade social, refletindo politicamente nas disputas em torno do mando local. O comércio, o desenvolvimento econômico, sua diversificação, fazem surgir os personagens correspondentes às novas atividades econômicas, inclusive imigrantes atraídos pela expansão econômica e urbana que a cidade começa a experimentar, e ocorre a prática do populismo.

Depois que a segunda guerra mundial começou, a cidade passou a chamar-se Vitória da Conquista, conforme o decreto 141 de 31 de dezembro. A mudança traz também transformação social, patrocinada pela guerra, que trouxe a expansão do comércio (com a instalação de novas casas comerciais abertas pelos chegaram de diversas partes do Nordeste), a abertura de rodovias que permitiu a escoamento da produção agrícola (aumentava com a construção da BR-116 – Rio/Bahia, em 1936) e o aumento da população que na primeira metade do século (1900 – 1950) atingiu o início da década deste período com 29.898 habitantes e no fim 96.664 habitantes, sendo que o maior índice de crescimento demográfico foi justamente entre 1940 – 1950. A década de 40 foi referência para o desenvolvimento local. Com a euforia econômica registrada no período de 1930 – 1960 foram instaladas as primeiras agências bancárias da cidade.

A população, que antes era na sua maioria rural, passa a ser predominante urbana. Assim, a questão da nova realidade econômica, adicionada ao novo fator populacional, inclusive com a mentalidade de nova geração, e o surgimento do comercio estruturado, desorganizam a velha estrutura agrária, política, econômica e social. Novos agentes sociais são introduzidos no discurso político. Outra contribuição foi a criação de uma nova mentalidade. Passou a ser agente democratizador em relação à ordem estabelecida, pois não estava ligado ao latifúndio local.

A formulação política oposicionista predominante na década de 50, surgida com o resultado de todas as transformações locais ocorridas em Conquista, é um tipo de populismo. O líder da nova corrente, o advogado Nilton Gonçalves, com o slogan “O tostão contra o milhão” mobiliza toda a cidade. A prática deste método era geralmente feita por profissionais liberais, como médicos, advogados e engenheiros. A postura populista do novo, não significava que em torno de si deixassem de gravitar personagens ligados ao tradicionalismo e que se opunham ao núcleo familiar que detinha o controle da administração pública do município (1954). Aquele advogado não conseguiu o mando com a postura populista, mas sua campanha pôs em evidência um conjunto de interesses e idéias contrárias ao tradicional domínio puramente familiar. O pensamento oposicionista iria esperar até 1962 para, em curto período, para experimentar o governo municipal do jovem engenheiro José Pedral Sampaio. Aquele causídico a quem nos referimos, tempos depois voltaria a cena política e assumiria o poder político municipal, aliado aos seu antigos rivais conservadores. Tudo envolvia jogo de interesses e manipulação popular. Pode definir este período como o da democratização política do desenvolvimento econômico e da manipulação de massas. Ironias a parte, voltaria então Nilton Gonçalves derrotar o representante do que fora conquistado em 1962.

Gerson Sales (PSD), prefeito em 1951, facilitou a eleição do seu sucessor. O engenheiro agrônomo Edvaldo Flores, em 1954. Na década de 50, portanto, o domínio político estava nas mãos do “Gusmãos”, tendo como expressão maior o ex-udenista Gerson Gusmão Sales, sendo reeleito para o período de 1959 a 1963.

O relacionamento político dominado por interesses apenas particulares e familiares, no entanto, entra em crise. Em 1962, uma coalizão de partidos, com a presença de personalidades situadas tanto da esquerda do processo em sentido sociológico, quanto do centro e até mesmo da direita, vem do mando administrativo local um núcleo familiar exclusivista. José Fernandes Pedral Sampaio era o novo líder emergente desta coalizão.

Com o Golpe Militar em 1964, Pedral ficou impedido de administrar o município, pois o novo regime decretaria o sei “impeachment”, ficando assim sem direitos políticos por vinte anos. Administrou o município por apenas treze meses. Em seu lugar, assumiu o advogado Orlando da Silva Leite, que na época era o Presidente da Câmara, que governou de maio de 1964 a abril de 1967, quando passou o cargo a mais um profissional liberal, o médico Fernando Spínola, que administrou ate 1971. A experiência democrática de 1946 a 1964 foi limitada e chegou ao fim com a crise do populismo.

Por volta de 1971. a política conquistense deixava seus representantes da economia agrária e passava para os profissionais liberais, agricultores e comerciantes enriquecidos no período pós-guerra, Que defenderam a diversificação econômica (o café era a opção da época) e do desenvolvimento comercial, indo até a implantação de um pólo industrial em 1972.

O crescimento da população urbana de Vitória da Conquista tem sido impressionante: dos 8.644 habitantes de 1940, o núcleo urbano passou para 85.959 habitantes em 1970. O setor de construção civil encontra-se em fase bastante avançada. Além de estender-se horizontalmente através das várias da zona central e dos bairros, Conquista cresce também no sentido vertical. Foi neste momento que começaram a surgir os primeiros edifícios da cidade.

Em 1971 assume a prefeitura o advogado Nilton Gonçalves, do qual já falamos na década de 50. Eleito pela ARENA (Aliança Renovadora Nacional), apoiado nas promessas do então governador Antonio Carlos Magalhães, que em praça pública garantiu a implantação da Universidade e daria a Nilton Gonçalves a chave do palácio, para que entrasse quando quisesse, isso era a garantia de grandes obras para o município. Em 1972 a oposição MDB (movimento Democrático Brasileiro), elegeu o médico Jadiel Vieira Matos, e iniciou uma nova fase na história política local. Jadiel administrou o município ate 1977 e sua gestão alcançou o auge do café, a urbanização e a expansão da cidade, o desenvolvimento comercial, o crescimento demográfico e industrial.

A partir de 1971, o café, a nova opção econômica, tornou-se o maior investimento feito nos últimos anos, em termos econômicos, financeiros e sociais, destacando-se em 1978 entre os vinte municípios brasileiros que mais renovaram seus cafezais e o segundo município baiano.

O café representou uma espécie de dique à migração para o sul, à medida que absorve uma vasta quantidade de mão-de-obra. O fluxo migratório diminuiu consideravelmente. No fim da década de 80 a região de Conquista quase chegou à exaustão econômica, onde de exibia milhares de casas à venda ou para aluguel. Isso porque a pecuária estava descapitalizada. Os moradores, até então, se encontrava dentro do anel que contorna a cidade. Após 1980, a cidade inchou e apareceu a periferia. A rápida urbanização, no entanto, não foi acompanhada de uma política de emprego que absorvesse as grandes camadas que se deslocavam para a cidade. A construção civil, antes com nível baixo, foi durante o período de 70 e 80, a atividade mais dinâmica do município. Porém as unidades construídas eram de acesso somente para a classe média e alta.

Quando a questão da mão-de-obra no campo, apesar de sua fixação à terra (em alguns casos), não houve melhoria de condição de vida do trabalhador rural paralela à importância da cultura cafeeira na região. Primeiro, porque o café é um produto instável, de cultura flexível, havendo ciclos prolongados de colheita. Também os catadores de café são convocados somente nos períodos de colheita. Esse é o aspecto negativo que a cafeicultura apresentou como conseqüência social.

Isso provocou a ampliação da rede bancária, a expansão das próprias atividades comerciais e o aumento da arrecadação tributária. Agora que a sociedade local não é formada apenas de ricos donos de fazendas e trabalhadores do campo, fazer política ficou cada vez mais difícil. Mesmo nos campos, com a implantação do Pólo Cafeeiro, surge um proletariado rural com potencialidades políticas. Novos interesses cristalizam-se e, refletindo, os partidos políticos se subdividem.

Como nesta época, em pleno regime militar, apenas dois partidos eram considerados legais (ARENA E MDB), este último se subdividiu em duas frentes, cada qual com seu projeto político. Ao mesmo tempo surge, ideologicamente, o mito da “Cidade Politizada” e “Cidade Progressista”.

O café, portanto, provocou novas demandas comerciais, pressionou o sistema viário existente, impõe-se a necessidade de novos serviços, desorganizou-se a produção existente, dando-lhes contornos mais nitidamente capitalistas e provocou a proletarização no campo. Enfim, chega-se a década de 80 e Vitória da Conquista experimenta, como refluxos do desenvolvimento dos últimos 40 anos, o aumento populacional (por migrações), a expansão comercial (novos pontos e casas comerciais), a atração do mercado de trabalho (profissionais liberais e para o setor primário) e o surgimento de novos bairros periféricos (classe baixa. Em 1940, a zona urbana não chegava a ocupar cem hectares, em 1980 ocupará seiscentos hectares. Em 1970 a população atingiu, 85.959 habitantes (núcleo urbano). Em 1980, quase dobrou, chegando a 151.287 habitantes.

RESUMO DA HISTÓRIA POLÍTICA

O primeiro Intendente Municipal de Conquista foi Luiz Fernandes de Oliveira. Quando no dia 09 de novembro de 1840 foi instalada a Vila e Município, com o nome de “Vila Imperial da Vitória”, os conselheiros elegeram-no Presidente do Conselho Municipal (atual Câmara de Vereadores). Na época (Império) o Presidente do Conselho tinha atribuições administrativas com o titulo de “Intendente”, que era o chefe do executivo.

Depois de Luiz Fernandes de Oliveira (pai do Cel. José Fernandes de Oliveira Gugé) até 1892, não se sabe quais foram seus sucessores.

INTENDENTES

No Regime Republicano, o primeiro Intendente Municipal foi cel. Joaquim Correia de Melo, eleito por um colégio de cinco membros do Conselho Municipal. Governou de janeiro de 1892 a dezembro de 1895, confirmado no cargo pelo então Governador do Estado J.M. Rodrigues Lima.

O segundo Intendente foi o Cel. José Antônio de Lima Guerra, oficial da Guarda Nacional; era correligionário e seguidor político do Cel. Pompilio Nunes. Foi eleito intendente e governou de janeiro de 1896 a dezembro de 1899 e, nomeado, continuou no cargo durante o período de janeiro de 1900 a dezembro 1903. O Cel. Gugé fazia-lhe oposição.

O terceiro Intendente foi Estevão José Santos Silva, empossado no cargo em 1904, governando o município no biênio 1904/1906. Sucedeu-lhe o Bacharel em Direito João Diogo de Sá Barreto, que governou de 1906 a 1908. Era genro de Cel. Gugé. Depois dele veio e Cel. José Maximiliano Fernandes de Oliveira, que governou até dezembro de 1911.

Depois de Maximiliano, foi eleito pelo povo (em eleição realizada no dia 12 de novembro de 1911), o Cel. José Fernandes de Oliveira Gugé, que governou de janeiro de 1912 a dezembro de 1915. Sucedeu-o, o seu genro Leôcio Satyro dos Santos Silva, que assumiu a Intendência em janeiro de 1919( antes de completar o mandato de quatro anos), foi compelido a renunciar ao cargo, pela facção política oposicionista (“os Meletes”), depois da luta Aramada entre “Meletes e Peduros”. Substituiu-o o Cel. Francisco da Silva Costa, exercendo o cargo até a nomeação de Ascendino dos Santos Melo. A luta terminou no dia 22 de janeiro de 1919, consolidando a vitória dos “Peduros”, nomeando então, o Cel. Ascendino Melo para o cargo de Intendente, líder da facção, a apoiado pelo Governador Antônio Ferrão Muniz de Aragão, completando o mandato até dezembro de 1919.

Logo em seguida assumiu a Intendência Jesulindo de Oliveira em janeiro de 1920, ficando no cargo menos de um mês, voltando o Cel. Ascendino Melo, que terminou indo até agosto de mesmo ano, quando foi eleito pelo povo (como candidato único) para completar o biênio 1920/1921.

Sucedeu o Cel. Ascendino Melo outro Cel., Paulino Fonseca, eleito para o cargo no dia 11 de novembro de 1921. Tomou posse em janeiro de 1922, renunciando o cargo meses depois. Substituiu-o Antônio da Silva Borges, para p biênio 1922/1923.
Em seu lugar assumiu o Cel. Justino da Silva Gusmão, que dirigiu o município de janeiro de 1924 a dezembro de 1925. Em novembro de 1927 foram realizadas eleições municipais em todo o Estado, sendo eleito Intendente de Conquista Otávio José dos Santos Silva, que deveria governar de janeiro de 1928 a dezembro de 1931. Antes, porém, foi deposto pelos “revolucionários” adeptos do Movimento Outubro de 1930. Assumiu provisoriamente o seu lugar Bruno Barcelar de Oliveira, sendo o último dirigente municipal com título de “Intendente”.

PREFEITOS

O primeiro prefeito de Conquista, depois da “Revolução” de 30, foi o chefe político local oposicionista e adepto do Movimento Getulista, o Cel. Deraldo Mendes Ferraz, nomeado para o cargo em novembro de 1930 pelo Interventor Federal na Bahia, Leopoldo Afrânio Bastos do Amaral. Administrou o município entre os anos de 1931 e 1932. Substituiu-o Arlindo Mendes Rodrigues, nomeado pelo então Interventor Juracy Magalhães, por indicação do Cel. Deraldo Mendes, em 1933. Governou até maio de 1936. Em 36, foi eleito Florentino Mendes de Andrade. Governou até novembro de 1937, quando houve o Golpe do Estado pelo presidente Getúlio Vargas, que instituiu o “Estado Novo”. Em seu lugar ficou Joaquim Fróis era o chefe do Integralismo local. Administrou até maio de 1938.

Nessa época desponta outra liderança política local, o Dr. Luiz Régis Pacheco Pereira, nomeado Prefeito pelo então Interventor Landulfo Alves de Almeida. Com a retirada de Getúlio Vargas da presidência, no fim de outubro de 1945, pelas Forças Armadas, Régis Pacheco foi substituído pelo Juiz de Direito da Comarcar. Dr. Eduardo Martins Daltro de Castro, nomeado pelo Interventor Bulcão Viana, sendo logo substituído pelo Promotor Público, Dr. Salvador Fernandes de Oliveira Santos em novembro de 45. Governou temporariamente até abril de 1946. Substituiu-o Antonio Pedreira de Oliveira, nomeado pelo Dr. Guilherme Marback, que estava na Interventoria do Estado na ocasião. Candidatando-se a prefeito afastou-se do cargo em maio de 46, sendo nomeado em seu lugar Izalto Ferraz de Araujo que exerceu o mandato até abril de 1947. Eleito Antonio Pedreira reassumiu a Prefeitura em abril de 47 e governou até outubro de 1950. Em 03 de outubro de 1950 foi eleito Deputado Estadual.

Na década de 50 desponta outra liderança política local 1- Gerson Gusmão Sales, eleito prefeito em 03 de outubro de 1950. Tomou posse em abril de 1951, exercendo o cargo até abril de 1955. Na eleição de 03 de outubro de 1954, saiu vencedor o candidato Gerson Sales, o Dr. Everaldo de Oliveira Flores, tomou posse em abril de 55 e exerceu o mandato até outubro de 58, quando foi eleito Deputado Federal. Assume Nelson Gusmão Cunha, então o presidente da Câmara de Vereadores, terminando o mandato de Everaldo Flores em abril de 58.
Gerson Sales volta para o quadriênio 1959/1963.
Em 58 surgiria a maior liderança na história da política conquistense, o engenheiro José Fernandes Pedral Sampaio, que foi eleito prefeito em outubro de 1962. Governou o município até 06 de maio de 1964, quando ocorreu o Golpe Militar de março de 64 pelas forças armadas.

Em seu lugar foi nomeado o Dr. Orlando da Silva Leite, que era na época o presidente da Câmara de Vereadores. No dia 30 de junho de 1964 foi confirmado no cargo. Assumiu a presidência da Câmara o Dr. Jose Gil Moreira. Pedral Sampaio foi afastado e decretado contra ele o “Impeachment”. Orlando foi substituído pelo Dr. Fernando Spínola, eleito em 15 de novembro de 1966. Governou até abril de 1971. Depois dele veio o Dr. Nilton Gonçalves, eleito em novembro de 1970. Exerceu o cargo até 31 de janeiro de 1973, quando o candidato de Pedral Sampaio, Dr, Jadiel Vieira Matos, conseguiu quebrar a seqüência dos candidatos da ARENA. Jadiel era do MDB e tomou posse no dia 31 de janeiro de 1973, governando o município até 31 de janeiro de 1977. Em 77 assumiu a prefeitura o advogado Raul Carlos de Andrade Ferraz. Seu mandato termina em janeiro de 1981, porém, o presidente João Baptista Figueiredo decretou em 1980 a prorrogação dos mandatos dos prefeitos e vereadores por mais dois anos, estendendo seu mandato por mais dois anos até 31 de janeiro de 1983.

Em agosto de 1982 teve que deixar a Prefeitura para candidatar-se a deputado federal; a administração municipal ficou nas mãos de Gildásio Cairo.

No dia 15 de novembro de 1982, foi eleito depois de 20 anos afastado do cargo, o engenheiro José Pedral Sampaio. Na mesma ocasião Raul Ferraz foi eleito deputado federal. Pedral governou até março de 1987, quando deixou o cargo para assumir a Secretaria dos Transportes no Governo Waldir Pires, deixando como sucessor Hélio Ribeiro que administrou a Prefeitura até agosto de 1988. Pedral Voltou em agosto de 1988 e conseguiu fazer seu sucessor Murilo Mármore. Em 1º de janeiro de 1989 assumiu a Prefeitura estendendo seu mandato até 31 de dezembro de 1992. Em 1º de janeiro de 1993 reassumiu a Prefeitura o Sr. Pedral Sampaio.

Em Janeiro de 1997, assume a Prefeitura, Dr. Guilherme Menezes (PT), eleito por uma grande coligação de partidos de esquerda e o PSDB. Em 1º de outubro de 2000 é reeleito com 60,8% dos votos válidos para mais um mandato de quatro anos.

Com a renúncia de Guilherme Menezes para candidatar-se a deputado federal, em 05 de abril de 2002, assume na condição de vice-prefeito o Sr. José Raimundo Fontes, sendo reeleito em 2004 por mais quatro anos à frente da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista.

Em 2008, o ex-prefeito Guilherme Menezes, concorre a eleição e mais uma vez vence,  e governa o município até esta data, ou seja seu mandato termina em 31 de dezembro de 2012

* Fontes:   Ruy Medeiros, Aníbal Viana, Durval Vieira, Tranquilino Torres

1908 A 1911 – CEL MAXIMILIANOI FERNANDES DE OLIVEIRA

1892 A 1895 – CEL JOAQUIM CORREIA DE MELO

1896 A 1903 – CEL JOSE ANTONIO DE LIMA GUERRA

1904 A 1906 – ESTEVÃO SANTOS

1906 A 1908 – CEL JOAO DIOGO SA BARRETO

1908 A 1911 – CEL 1916 A 1919 – LEONCIO SANTOS

1919 A 1921 – CEL DINO CORREIA

1922 – PAULINO FONSECA

1922 A 1923 – AGRIPINO BORGES

1924 A 1925 – JUSTINO GUSMAO

1926 A 1927 – PAULINO SANTOS

1928 A 1930 – OTÁVIO SANTOS

1930 A 1932 – CEL DERALDO MENDES

1933 A 1936 – ARLINDO MENDES RODRIGUES

1936 A 1937 – FLORENTINO MENDES DE ANDRADE

1937 A 1938 – JOAQUIM FROES

1938 A 1945 – DR LUIZ REGIS PACHECO

1946-47 A 1950 – ANTONIO PEDREIRA

1946 A 1947 – ISALTO FERRAZ DE ARAUJO

1951 A 1955 E 1959 A 1963 – GERSON GUSMÃO SALES

1955 A 1958 – EDVALDO FLORES

1958 A 1959 – NELSON GUMAO

1963 A 1964 – JOSE PEDRAL SAMPAIO

1964 A 1967 – ORLANDO LEITE

1967 A 1971 – DR FERNANDO SPINOLA

1971 A 1973 – NILTON GONCALVES

1973 A 1977 – DR JADIEL VIEIRA MATOS

1977 a 1982 Raul Carlos Anddrade Ferraz

1982 A 1983 – GILDASIO CAIRO

1983 A 1987 E 1988 A 1989 – JOSE PEDRAL FONTE BLOG DO PAULO NUNES – APENAS OS TEXTOS

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Por volta das 21h32. de sexta (05) o Advogado e Blogueiro Rivadávia Ferraz (www.sudoestehoje.com.br) se encontrava com a sua mulher e seus dois filhos menores em seu veículo Peugeot/Passion, transitando pelo centro de Itapetinga. Na rua Tiradentes, ele ouviu ao longe um homem sem camisa, descalço e de bermudas gritar contra o mesmo palavras ofensivas.

Nesse momento, segundo o blogueiro, ele pediu que a sua esposa, que conduzia o veículo, não parasse, continuasse seguindo para evitar qualquer atrito: “Ouvi de longe um cara sem camisa me gritando, repentinamente um Fiesta Preto com o Vereador Romildo Teixeira, Nilton do Bicho e conduzido pelo Advogado Hildérico Nogueira parou em frente ao meu veículo, me fechando a passagem. Logo recebi, inesperadamente, um murro nas proximidades do rosto, do vereador Jaci Bó, que grudou em minha camisa me puxando para fora do veículo. Com um pedaço de pau nas mãos ele batia contra a minha cabeça, e eu tentava me defender à todo custo e aos meus filhos que se encontravam dentro do carro aterrorizados, assistindo aquela terrível cena.”

Davi Ferraz teve os botões de sua camisa totalmente arrancados pela ação do vereador e acusou, em queixa registrada na Depol, de estar sendo ameaçado de morte por Jaci: “Ele ficava gritando o tempo todo para mim e para meus filhos que iria me matar, que eu era um homem morto… se não fosse a ajuda de populares que lá se encontravam “eles” provavelmente teriam me matado, pois as pessoas me ajudaram e impediram que continuassem o espancamento.”

Davi foi hospitalizado na madrugada do sábado no Hospital Cristo Redentor com várias lesões e hematomas, principalmente na região da cabeça. Segundo informações do médico Dr. Marcelo Campanário ele sofreu “Traumatismo Craniano” e permanecerá hospitalizado para verificar a profundidade das lesões sofridas.

O motivo das agressões

Amigos de Jaci Almeida procuraram o Itapetinga Agora na madrugada de sábado informando que o vereador se sentia extremamente perseguido pelo Blog do Advogado: “Jaci não estava mais suportando as fofocas colocadas no site de Davi e acabou perdendo a cabeça e fazendo uma bobagem. Ele reclamava que Davi estava inventado mentiras com o seu nome e dizia que quando o encontrasse iria ter ‘Uma conversa de homem’ com o advogado.”

PREÇO MÉDIO DO VOTO NA BAHIA FOI DE R$ 6,80

Senado $

 

 

 

José Carlos Aleluia, candidato derrotado ao Senado, foi quem gastou mais dinheiro por voto

De acordo com informações do Jornal A Tarde, os candidatos baianos mais Índicebem-sucedidos nas urnas gastaram cerca de R$ 100 milhões em suas campanhas. Dentre os diversos cargos em disputa, foram os 39 deputados federais baianos eleitos que tiveram o mais caro custo de voto por eleitor. Eles gastaram um valor médio de R$ 6,80 por sufrágio. Ou seja, no total, desembolsaram R$ 28,5 milhões para os cerca de 4 milhões de votos que os elegeram. Logo depois, foram os candidatos ao governo baiano que tiveram um maior custo médio de voto por eleitor: R$ 6,57. Individualmente, cada voto do governador reeleito Jaques Wagner (PT) custou R$ 6,40; os de Paulo Souto (DEM), R$ 9,20; e os de Geddel Vieira Lima (PMDB), R$ 4,57. Segundo a publicação, a campanha ao Senado foi a mais barata. O custo médio do voto foi de R$ 1,17, reflexo da baixa arrecadação dos candidatos. No geral, o maior custo por voto foi do candidato José Carlos Aleluia (DEM), de R$ 3,66. O democrata, que não se elegeu, gastou R$ 3,4 milhões para conquistar 951 mil votos.

SECA CASTIGA POPULAÇÃO DE CAETITÉ

 

 Técnicos fizeram análise da água em 2008 por suspeita de contaminação por radiação Cerca de 25 mil habitantes de Caetité, no sudoeste da Bahia, sofrem com a falta de água devido a seca que castiga a região. O longo período de estiagem, que tem deixado, principalmente, a população rural em uma situação preocupante levou o prefeito José Barreiras de Alencar Filho a decretar estado de emergência no município. “Nós estamos hoje com um colapso de abastecimento de água na zona rural. Essas pessoas muitas vezes não têm água nem para beber ou preparar o alimento”, explica. Com a seca prolongada, os tanques secaram e as barragens e poços artesianos das localidades baixaram a vazão. Sete carros-pipas foram alugados pela administração para abastecer a região, mas, segundo ele, a procura é maior que a demanda, e o sistema de distribuição de água está comprometido, já que os recursos são insuficientes. De acordo com o alcaide, a insuficiência de abastecimento tem feito com que a comunidade compre água na mão de atravessadores, muitos vezes, sem saber a procedência. (David Mendes)


 

 

Estado de emergencia

Assinado no último dia 24 de setembro pelo prefeito de Caetité, José Barreiras de Alencar Filho, o decreto de emergência, necessário justamente para solicitar e contar com recursos do governo do Estado para amenizar o sofrimento dos moradores, não surtiu efeito. Segundo o alcaide, até o momento, a Coordenadoria de Defesa Civil do Estado da Bahia (Cordec) não se manifestou sobre o problema. “Em Caetité não contamos com nenhum apoio. A prefeitura tem assumido todas as despesas, mas a demanda cresce e o município não tem mais condições de aumentar o abastecimento”, lamenta. Com poucos poços de água potável na sede, aliado a quantidade pequena de caminhões disponíveis, os veículos demoram para carregar e rertonar às localidades e muitas famílias não são abastecidas. “Até o momento não tivemos auxílio dos orgão estaduais. Precisamos urgentemente do auxílio da Cordec para contratar mais carros-pipas e com isso ampliar o abastecimento”, suplicou.