A Gente diz

Serra diz que não vai fazer pressão sobre os verdes

 

Juscelino Souza, da sucursal Vitória da Conquista


Luis Tito / Agência A TARDE

 

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Luis Tito / Agência A TARDE

 

 

Um discurso improvisado no teto de uma picape de luxo, no centro comercial da cidade, marcou a passagem de José Serra (PSDB) por Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, a 509 km de Salvador, por volta das 16 horas desta sexta-feira, 08. Recepcionado por uma multidão estimada em 5 mil pessoas, segundo a PM – 8 mil, de acordo com os organizadores, Serra foi comedido, quando provocado sobre a falta de propostas para o país durante a campanha e a polêmica em torno do assunto aborto.

Quando ministro da Saúde do governo FHC, Serra assinou norma para realização de aborto pelo SUS em casos de risco de vida para a grávida ou gravidez após estupro, mas agora preferiu justificar a mudança de discurso devido “aos anseios da população”. Segundo ele, “os candidatos colocam propostas para o Brasil, mas as pessoas colocam perguntas e querem saber o que os candidatos pensam, como foi sua vida, o que eles querem e quais são seus valores. Isso não é uma pauta fixada pelos candidatos, mas sim pela população”.

Em tom moderado, pontuando o discurso e medindo as palavras, disse estar pronto a falar tudo o que pensa. “Não tenho nada secreto. Tenho sido muito coerente. Não mudo de ideia de um dia para o outro. Quando a gente muda, chama muito a atenção, mas no meu caso nunca chamo porque minhas ideais são coerentes ao longo do tempo”, disse.

Marina – O candidato voltou a falar sobre o assédio político a Marina Silva, mas negou qualquer tipo de pressão para angariar apoio dos verdes. “Não estamos trabalhando no sentido de constranger, pressionar. Nada parecido. Sou contra porque os partidos, as lideranças como a Marina têm liberdade para decidir, sem qualquer espécie de constrangimento, de assédio, de insistência”.

Ele afirmou, no entanto, que seu eventual governo deverá abraçar projetos do PV. “Vamos abraçar, sim, sem dúvida alguma. Basta lembrar que em São Paulo o PV esteve comigo, tanto na Prefeitura, quanto no governo do Estado”, salientou

Ao som de charanga e num mar de bandeiras de campanha, o público aplaudiu bastante quando Serra empunhou o microfone e fez um jogo de palavras. “Em primeiro lugar quero dizer que vou começar uma luta para mudar o nome da cidade porque aqui começa a conquista da vitória e ela vai abrir outra ainda maior, nos fazendo presidente”, citou.

Nadando contra a corrente, o candidato a Deputado Federal do PMDB – Herzem Gusmão, segue caminho oposto ao do seu partido, e fica com Serra

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Presidente do PMDB  Conquistense  e candidato a deputado fedeal  mais votado  em Vitória da Conquista, radialista  Herzem Gusmão hipotecou seu apoio  ao tucano José Serra, contrariando inclusive, as diretrizes regional e federal do partido,  que apóiam a presidenciável  Dilma. O anúncio do apoio de Herzem a Serra ocorreu no mesmo dia em que o PMDB promoveu um evento em Salvador, com a presença do candidato a vice de Dilma, o deputado federal peemedebista Michel Temer (SP), em defesa da eleição da petista.

Maria Luíza diz em evento com Wagner estar do “lado honesto da política”

deputada estadual reeleita Maria Luiza (PT), assim como o presidente do PSC, Eliel Santana, estiveram presentes hoje ao evento realizado pelo governador Jaques Wagner para declarar apoio à presidenciável Dilma Roussef. “Estou aqui para defender o lado honesto da política. A eleição de Dilma significa a continuidade da inclusão social do país”, afirmou Maria Luíza, que também é primeira-dama de Salvador e se tornou inimiga do ex-candidato a governador do PMDB, Geddel Vieira Lima. Já o prefeito João Henrique destacou a importância de eleger Dilma e foi aplaudido quando discursou: “Este é o momento de unirmos forças para que o Brasil possa confirmar seu futuro com Dilma na presidência”.

Geddel diz que “não tem coragem” de repetir comentário de Maria Luiza sobre Wagner

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O deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB) confirmou hoje, em entrevista à Rádio Metrópole, o seu afastamento do prefeito de Salvador João Henrique (PMDB). Vieira Lima disse que aceitou João Henrique no PMDB a pedido do governador Jaques Wagner (PT), fez indicações de secretários, como José Carlos Brito, da Saúde, que, segundo ele, corrigiu as irregularidades da pasta e que, agora, assiste à retirada de todas as pessoas indicadas por ele.

“O prefeito afastou Pedro Dantas, afastou outros. A administração municipal acabou enveredando para outros caminhos que a colocam onde está, não muito bem avaliada. (…) Eu tenho com o prefeito João Henrique uma relação absolutamente formal. Eu não tenho nenhum tipo de vinculação política com o prefeito”, declarou.

O peemedebista confirmou ainda que o prefeito não participou de sua campanha ao governo do estado, relacionando a este posicionamento o seu engajamento na eleição da campanha à reeleição da deputada estadual Maria Luiza (PSC), primeira-dama da capital.

Questionado sobre o motivo da deputada ter declarado que não votaria nele e ter aparecido com uma estrela vermelha, símbolo do PT, na blusa quando foi votar, Geddel disse desconhecer as razões e ainda deixou no ar que a parlamentar tinha, até há algum tempo, outra opinião sobre Wagner. “Neste horário eu não tenho coragem de repetir o que ouvi da deputada sobre o governador Wagner”, afirmou.

Geddel confirmou que apoia a eleição de Dilma Rousseff (PT) e ironizou a primeira gestão de Wagner. “Ele teve uma grande sorte de ter o presidente Lula como governador da Bahia. Pobre da Bahia se não tivéssemos o presidente Lula a governarmos”, concluiu. (Thiago Ferreira)

Serra começa por Conquista, a caminhada do segundo turno

 

Desde Café Filho, em eleições diretas, o Presidente passou por Conquista, exceto Juscelino e Jango-que veio como presidente

O presidenciável do PSDB, José Serra, estará em Vitória da Conquista, nesta sexta-feira, a partir das 14h, com o objetivo de agradecer à população a votação que obteve no município, tradicionalmente um reduto petista, e retomar sua campanha no segundo turno. Serra fará uma caminhada pelo centro da cidade, receberá lideranças de classe, e anunciará projetos para a região. O deputado federal João Almeida, já integrando a coordenação de campanha do candidato, confirma a visita e convida a população para o reinício da “caminhada rumo à vitória.

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados chama a atenção para alguns aspectos da votação do primeiro turno, “altamente favoráveis para a candidatura de José Serra”. Diz ele que “dos eleitores que efetivamente compareceram às urnas, apenas 36% votaram em Dilma, o que significa que os demais brasileiros- 64%- optaram pelos outros candidatos e isto indica que o eleitorado não aprova a hegemonia pregada pelo PT, isto prova que o povo está contra os valores políticos e morais que eles defendem”.

Para o líder o resultado no primeiro turno expressa o desejo do país, “no sentido que os brasileiros se manifestaram por um país plural, com diversidades de pensamento, sem hegemonias políticas de qualquer partido, como defendem os petistas”. Em sua análise, João Almeida considera que ficou claro que os brasileiros querem “um governo que defenda as instituições, as leis, as pessoas e a liberdade. Está na hora de mostrar para a nossa sociedade, que vale a pena estudar e ser honesto”.

O deputado afirma que “o PSDB comprovou nas urnas, mais uma vez, seu papel de destaque no cenário político de Norte a Sul do país. O partido elegeu 53 deputados federais, 5 senadores e 4 governadores no 1º turno, além de José Serra ter sido escolhido por 33 milhões de brasileiros para a Presidência. O partido elegeu os governadores dos dois maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais. Foram 53,3 milhões de brasileiros que nos deram a vitória nos quatro estados”.

“Além disso – reforça o deputado-, a legenda terá em cinco estados (Alagoas, Goias, Pará, Piaui e Roraima) candidatos que disputarão o segundo turno em 31 de outubro, abrindo a possibilidade de o PSDB comandar o maior número de estados no país a partir de 2011. No Congresso, a princípio serão 53 deputados e 10 senadores, que exercerão mandato na próxima legislatura”.

 “OS PORÕES DA PRIVATARIA”

Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, tem o que explicar ao Brasil.

Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como (Marin) é conhecido, precisa explicar onde obteve US$ 3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil …

Atrás da máxima “Siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.

A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista – nomeado quando Serra era secretário de planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$ 448 milhões (1) para irrisórios R$ 4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC.

(Ricardo Sergio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m… “, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)
Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).

O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2 milhões no exterior através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova York. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.

A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de outubro de 2001) até US$ 375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão.

O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$ 404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, através de contas no exterior, US$ 20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.

O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.

Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.

Financiada pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$ 5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$ 10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.

Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da Superbird. com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A…Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.

De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante o Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no país.

Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade” conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” — foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e as contas sigilosas da América Central ainda nos anos 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria…

http://www.conversaafiada.com.br

iinformação do blog do Paulo Nunes

Serra visita Vitória da Conquista – Ba

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A campanha do segundo turno da eleição presidencial começa para valer na Bahia nesta sexta, 8, com a presença do candidato tucano José Serra na cidade de Vitória da Conquista e dois atos de apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) na capital baiana, onde estará o vice dela, Michel Temer.

Serra deve chegar por volta das 14 horas a Conquista. Segundo sua assessoria, ele decidiu visitar a cidade para agradecer  a boa votação que conseguiu no primeiro turno, 41,02% dos votos contra 39,43% obtidos por Dilma. Curiosamente, a Prefeitura de Vitória da Conquista é administrada pelo PT há cinco legislaturas. O desempenho geral de Serra na Bahia, no entanto, foi pífio: além de Conquista, ganhou apenas no município de Tancredo Neves. Nos outros 415 municípios baianos, Dilma venceu.

 

A agenda de Serra prevê uma carreata do aeroporto de Conquista até o centro comercial da cidade, onde o candidato do PSDB caminhará fazendo o corpo-a-corpo. Em seguida receberá de lideranças  políticas e empresariais um documento com as principais reivindicações da região, que devem ser incluídas no programa de um eventual governo tucano.

O presidente do PSDB-BA, o deputado federal eleito Antônio Imbassahy, classificou a visita de Serra como “uma nova demonstração do apreço de José Serra pelos baianos”, ponderando ter sido na Bahia onde “ele iniciou a sua pré-campanha, realizou a convenção que  oficializou a sua candidatura e agora escolhe o Estado como um dos primeiros locais a visitar na largada da campanha em segundo turno”.

Dilma – Em Salvador, os dois grupos adversários regionais que apoiam Dilma Rousseff marcaram eventos para discutir a estratégia de campanha no segundo turno  nesta sexta, praticamente no mesmo horário. O governador Jaques Wagner (PT) reúne candidatos eleitos, prefeitos e lideranças de sua base política no Hotel Pestana em evento marcado para 11 horas.

O evento organizado pelo PMDB de Geddel Vieira Lima, candidato derrotado ao governo do Estado, está previsto para começar às 10 horas no Hotel Fiesta e contará com a presença do presidente nacional do PMDB e vice de Dilma, Michel Temer, além de lideranças estaduais da legenda. O PR também se integrará ao encontro depois que o senador César Borges, outro derrotado na eleição de domingo,  também decidiu apoiar a candidata do PT no segundo turno. O PT e o PMDB vão disputar quem realiza o evento mais grandioso em favor de Dilma na cidade.

Biaggio Talento, da Agência A TARDE

NOVAS CÉDULAS CIRCULARÃO EM NOVEMBRO

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As novas cédulas do Real, que foram apresentadas no inicio deste ano, começarão a circular em novembro. Ainda em 2010 serão apenas as de R$ 100 e R$ 50, que já começaram a ser impressas pela Casa da Moeda. No primeiro semestre de 2011 serão as de R$ 10 e R$ 20. Já as de R$ 5 e R$ 2 só estarão disponíveis em 2012. As datas dos lançamentos ainda não estão definidas. Os consumidores devem ficar atentos, pois não será necessário trocar as cédulas nos bancos, como aconteceu em 1994 na migração do Cruzeiro para o Real.

SERRA DEFENDE PRIVATIZAÇÕES DA ERA FHC

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O candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, se antecipou à estratégia petista para o 2° turno, de comparar as eras Lula e FHC, com ênfase nas críticas às privatizações. Em entrevista, defendeu as medidas tomadas nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. “Eles poderiam refazer as privatizações, mas não refizeram. Não venham com trololó de factóide dessa maneira. Isso não vão levar”, afirmou. Durante encontro em Brasília com líderes do PSDB e partidos aliados, para dar largada ao segundo turno da campanha, Serra adotou um tom de confronto com o PT. “Eles falam em privatização. O governo Lula continuou a privatizar”, disse, ao lembrar que o presidente privatizou dois bancos durante seu primeiro mandato – o Banco do Estado do Maranhão e o Banco do Estado do Ceará. “Aí não é um problema de número. É um problema de ideologia. Se privatizou, não era tão contra”, apontou. Informações do Estadão.

PLANO DE DILMA FOCA AMBIENTE E RELIGIÃO

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Foto: Max Haack/BN

Somente agora, na campanha do 2° turno, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) lança seu programa de governo. O texto, muito mais ameno do que o plano inicial protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não trata de regulação da imprensa, defende a democracia, liberdade de expressão e religiosa e o direito a vida. Com foco na temática que levou Marina Silva (PV) aos 20% dos votos, o documento terá ênfase na sustentabilidade e no meio ambiente. Ao defender a liberdade de imprensa, a campanha tenta por fim ao desgaste causado pelos ataques do presidente Lula à imprensa. O candidato a vice Michel Temer (PMDB) afirmou que o primeiro ponto será o compromisso com a “democracia, liberdade de expressão e religiosa e o direito à vida”. Segundo o coordenador do programa de governo, Marco Aurélio Garcia, o texto não se estenderá no tema do aborto porque não há intenção de dar ênfase às polêmicas religiosas. Informações da Folha.

Marizete Pereira: Obrigada a você!

 

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Participar do processo democrático do nosso país, especialmente na condição de candidata, é sempre muito gratificante e edificador. A gente faz uma caminhada onde a cada passo dado encontra uma surpresa. Às vezes boas, outras vezes ruins, mas todas oferecendo uma imensa oportunidade  de aprendizado. No caminho que fiz ao longo dos quase 90 dias de campanha aprendi muito.

Não ganhei a eleição, mas ganhei um prêmio que poucas pessoas têm a oportunidade de perceber.  Reafirmei o meu conceito de que existem amigos de verdade, de que a lealdade é uma virtude a ser preservada. Recebi o carinho de muita gente, descobri que a juventude está muito mais engajada do que se imagina.

Uma caminhada compensada pelo abraço dos amigos, pelo apoio de políticos éticos, pelo compromisso da família que sempre se fez presente e, especialmente, pelos novos amigos conquistados ao longo dela.

O sorriso, o abraço e o apoio dos que acreditaram no meu projeto foram avalizados por nada menos que 32.028 votos. É muita gente acreditando que Marizete Pereira pode fazer a diferença como representante da sua cidade, do seu município. Por tudo isso, não tenho o que lamentar. Tenho é que agradecer cada um desses votos. Tenho que comemorar a força que Deus me deu para seguir em frente e continuar lutando para que Nossa Gente esteja em primeiro lugar nos projetos de quem vai governar este país, esse estado a partir de agora.

Muito obrigada a todos. Que Deus ilumine o nosso caminho para que nunca possamos perder a esperança de dias melhores. Para que possamos acreditar que é possível  ter um mundo mais justo. Vou continuar lutando por isso. Por fim, quero dizer a vocês que confiaram em mim, que não há lamentos, não há tristeza e que, como disse Rui Barbosa, “maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado”. E nós lutamos.

Marizete Pereira

DIRETO DA PRAÇA

paulo-piresDIRETO DA PRAÇA: “Por  termos dentro de nós
 uma alma imortal,
parcela da divindade,
devemos ser sagrados para nós mesmos.”

                                                           Émile Durkheim

 

 Segue as reflexões e posicionamento do professor mestre Paulo Pires.

 

                                                                                                                                  

IMPLICÂNCIA COM O PSDB?

            Algumas pessoas estão acusando este colunista [?] de ser tendencioso e viver disseminando idéias contrárias ao projeto peessedebista de governo. Não sou contra o PSDB. Sou contra o que este Partido deixou de fazer. Principalmente quando assumiu o governo do Brasil no período de janeiro/95 a dezembro/2002. Sim, infelizmente, aquela infausta gestão, num período relativamente longo [8 anos] me levou a assumir posição contrária ao projeto administrativo realizado pelos tucanos. Francamente, não estou arrependido em estar do lado oposto. O que acabo de afirmar não pode ser encarado como tendenciosidade, mas sim como uma manifesta declaração que não estou ao lado do senhor Serra ou do senhor Fernando Henrique. Isso é legítimo  republicano. Vergonhoso seria a desfaçatez.

TINHA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO

            Após oito anos de governo improdutivo, doutor Fernando Henrique deixou a presidência sob baixíssima aprovação e reconhecimento popular.  O pouco que fizera [ele mesmo declarou isto em depoimento à TV CÂMARA] o levou a dedicar-se à sua ONG juntamente com o ex-presidente do México Ernesto Zedillo e o da Colômbia César Gavíria.  Fernando Henrique é um brasileiro excepcional, um homem de grandes dotes morais, possuidor de uma capacidade incrível de seduzir pessoas. Infelizmente não fez um bom governo. O Plano Real tão propalado pelo PSDB foi idealizado e implantando no governo Itamar Franco. Não se pode deixar de mencionar que os arquitetos e engenheiros econômicos que o elaboraram pertenciam ao PSDB. Mas o Plano [MP 542/94, de 30/06/94] efetivamente ocorreu por inspiração e no governo Itamar Franco. Este não disfarça ironias dirigidas ao pessoal do PSDB quando este associa o Plano exclusivamente ao senhor Fernando Henrique. Mas, e a pedra? Bem a pedra é uma metáfora que sempre se interpõe entre o caminho e o caminhante. Como geralmente ocorre na vida, e foi poeticamente descrito pelo inesquecível Drummond, há sempre uma pedra no meio do caminho. Neste caso a pedra é um ex-líder sindical chamado Lula da Silva.

DA POLÍTICA À CAMPANHA PRESIDENDIAL DE 2010

            Na campanha de 2010 dois candidatos estão disputando a presidência do Brasil no segundo turno. O mais votado no primeiro foi a candidata do PT, senhora Dilma Roussef (em quem este colunista  agora vai votar). Em segundo lugar ficou o ex-governador de São Paulo doutor José Serra. Os analistas políticos mais isentos (temos no Brasil alguns que não o são), afirmam peremptoriamente que são dois bons candidatos. O senhor José Serra tem um biografia invejável. O homem já experimentou todos os cargos públicos possíveis (acho que menos o de vereador). Os demais cargos de nossa República foram devidamente vivenciados pelo experiente político. Pelo lado do PT temos a senhora Dilma Roussef, que por incrível que pareça nunca exerceu cargo legislativo. Portanto, nunca foi eleita para nada [em votação direta], mas demonstrou não ser inapetente para buscar votos [ninguém pode esconder que Lula lhe ensinou direitinho]. Enfim, são dois candidatos que tem tudo para fazer excelentes governos. O Serra teria mais dificuldade em governar, considerando que o Congresso constituído a partir de janeiro de 2011, é de maioria Lulista. Pior ainda se levarmos em conta o que disse dele [de Serra] o deputado Arnaldo Faria de Sá, PTB-SP: “Serra é um homem cheio de senões!”.  Isso dificultaria bastante suas relações com as Casas Legislativas.  Em minha avaliação os dois são bons candidatos. Este colunista, que agora vai votar em Dilma Roussef, não pode omitir que as chances para a escolhida de Lula são muito maiores que as do ex-governador de São Paulo. Com ou sem o apoio de Marina Silva. Esta ainda vai avaliar se fica com Dilma ou com Serra. Fará uma consulta às bases para tanto. Se não estou errado, ela vai para o lado de Dilma (mesmo contra as bases, se for o caso). É possível dizer que até aos olhos de um observador menos agudo, fica claro que apesar das divergências  Marina/PT, o pessoal a quem ela combateu durante toda sua vida,   hoje está ao lado de Serra. Como ficar agora ao lado de quem tanto combateu? É por causa disso que considero remota a hipótese de Marina e sua Base aprovarem um apoio a doutor Serra. A lógica nos leva a essa óbvia constatação.  Mas, como a lógica morreu em 1951… Quem é que sabe?

Geddel Justifica – A favor de Dilma

“Na verdade, permaneço onde estava. Sou um homem de partido e Temer é meu amigo fraterno de mais de 20 anos. Havia uma mágoa, mas conversamos e tudo está resolvido.”

Geddel Vieira Lima (PMDB), que atribuiu a derrota na disputa pelo governo baianGeddel_Sorrindo_Max_Haacko ao presidente Lula, ao justificar apoio a Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da eleição presidencial.