A Gente diz

DA SÉRIE: AMENIDADES PARA O QUE A GENTE DIZ – O RECÔNDITO DO “SER” E A MENTE HUMANA

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– FILOSOFIA –

TREDÉCIMO ENSAIO DA OBRA “21”

Edimilson Santos Silva Movér

Abstrações filosóficas sobre uma nova teoria científica… 1ª parte.

  O que é realmente a mente humana? Nossa essência seria nossa mente? Ou conforme Martin Heidegger, a mente seria a essência da essência do “ente”, ou o “isto é”?. Este é o maior mistério existente no universo! Nunca recebeu de nenhum ramo da atividade intelectual humana qualquer resposta que viesse dar uma consistente e razoável definição do que seria o “ente”, ou o “SER” pensante, as perquirições são muitas, e as respostas concludentes nunca conseguiram ultrapassar o número zero! Tal é o tamanho do mistério que cerca esta fugidia e estranhíssima criatura chamada “SER”. Debalde a filosofia o tentou! A dificuldade é tamanha, que até hoje com todo o desenvolvimento que atingimos em setores como, neurologia, psicologia e biologia, em suas áreas ligadas à pesquisa científica do “SER”. Não conseguimos descobrir nem mesmo a sua morada e assim! Não se chegou a nenhuma resposta concludente. Quem mais avançou na área de pesquisa foi a biologia, e assim mesmo, esta ciência tende a crer que o “SER”, ou “ente”, mente, pensamento, identidade, eu, personalidade, e pasmem, inclusive a nossa “memória” não residem nos nossos neurônios, é de atordoar, se não residimos em nosso cérebro onde residimos então? Será que o “SER” não está dentro de nosso corpo! E de que na realidade o nosso corpo é que está dentro do “SER”? Será que é o “SER” que nos envolve? E de que nós sejamos na realidade nossas auras! Esta proposição é de difícil compreensão e aceitação. A biologia caminha serenamente, e provavelmente, vai no futuro resolver este impasse.   

Depois de 1981, com o advento da teoria da Ressonância Mórfica preconizada por Rupert Sheldrake tende-se a acreditar que nossa memória não tem residência fixa em nossos neurônios. Sempre acreditei que à medida que o conhecimento, ou a ciência do homem se desenvolvesse nessa área, o mistério tenderia a aumentar! È de enlouquecer!

Debalde a filosofia tentou resolver o mistério e nunca o conseguiu! A psicologia e a psiquiatria são ciências irmãs, a última sempre tentando achar o caminho da cura para um “SER” extremamente abstrato e inefável, as duas sempre andaram no escuro, tende a observar que dentro destas ciências há mais questões por responder que respondidas. Pois, as duas lidam com todos os seres vivos, naturalmente, incluindo a maior complexidade do universo, chamada “Ser”, refiro-me ao “Ser” senciente. O interessante é que à medida que estas ciências evoluem o mistério aumenta. O que acontece é que o número de questões a serem respondidas simplesmente aumenta a cada passo evolutivo destas ciências, pois, tanto as velhas como as novas perguntas nunca são respondidas, onde as novas perguntas somam-se às velhas e o mistério só tende a aumentar! Finalmente! Eis que aparece alguma esperança de elucidarmos o mistério maior e talvez num futuro próximo possamos responder a pergunta! (Quem somos nós), com a teoria da Ressonância Mórfica, pois, após a descoberta da física quântica, (no final do primeiro quarto do século passado), considerada a mãe de todas as ciências. As questões pertinentes à pergunta (o que é o “SER”) tornaram-se ainda mais difíceis de serem respondidas. Será que a física quântica calou a filosofia para sempre? Tudo que a filosofia disser sobre o “SER” será no mínimo, inconsistente, inadequado, inabilidoso e com certeza sobre uma abordagem quântica, simplesmente não existe, durma com um barulho deste! E diga que tem dormido bem! Fundamentando-se nesta contextualização, este singelo ensaio em princípio, também está impossibilitado de elucidar a questão. No entanto a biologia ombreada co a filosofia talvez possam nos trazer a tão procurada resposta!

Esta questão aqui tratada, (no momento), deverá ser considerada como uma propedêutica do tema. O que posso e pretendo fazer é deixar de lado o que a religião e a filosofia pensam sobre o assunto, e direcionar o enfoque para as últimas proposições que uma pequena parcela da biologia tem tentado divulgar como postulado maior da ciência da vida. Portanto deverá ser considerada como uma abordagem sistêmica e holística de um assunto que até hoje é tratado pela ciência de forma atomista e mecanicista! Este ensaio tem caráter estritamente semiológico. Onde um amigo, eu o tenho como um filósofo, me disse: “Movér, esta empreitada é árdua” e ele possui de sobra conhecimentos para perceber as sutilezas e as abstrações inerentes à filosofia, no que tange a busca do “Ser”.

 Depois da descoberta de Hubble, de que o universo evoluiu a partir da “indefectível” singularidade que continha em si, um universo energético anterior ao Big-Bang, ficou assente que a evolução é inerente ao próprio universo. Podemos aceitar então de forma natural que, se o universo evolui! Tudo que nele é contido é passível de evolução, inclusive suas leis físicas! A grande e maior verdade que nos trouxe a teoria do Big-Bang, é de que o universo evolui. O postulado da teoria de um universo em expansão comporta a priori o conceito de evolução, Eis aí a nossa esperança de elucidar o mistério!

 Rupert Sheldrake é um cientista/filósofo, não sei se mais filósofo ou se mais cientista, ele tem escrito e feito conferências que são levadas ao conhecimento de todo o mundo através de seu site na net www.sheldrake.org/ este site é muito conhecido e lido no ambiente acadêmico, sobre tudo no mundo científico da alta pesquisa teórica da biologia. Este pensador vem divulgando uma idéia que embora não seja nova, (as suas bases foram lançadas em 1920 pelos biólogos), é inusitada, por conter em si um enfoque novo, e que tem causado furor no mundo científico. A parte da população não ligada às coisas da ciência passa ao largo, sem nada conhecer a respeito dessa idéia. A teoria de Sheldrake tem mais cores de misticismo e metafísica que mesmo cores de ciência, no entanto a abordagem que ele faz sobre sua teoria é extremamente científica. A essência de sua teoria os místicos e as religiões orientais sempre a pregaram certamente que com outras palavras, mas sempre o fizeram.

A MEMÓRIA E A RESSONÂNCIA MÓRFICA

      Na sua essência o que prega o biólogo/filósofo é que o universo é fruto da evolução, é vivo e pulsante, e o mais importante, ele apregoa que o universo possui memória, tudo que sofre modificação, se desenvolve ou evolui, possui memória, os cristais, as plantas, os animais, o homem é obvio que possui, mas o que ele apregoa é que todos os seres vivos possuem memória desde quando óvulos! Inclusive as sementes, uma semente de Cedro sabe que é um Cedro e cresce como um Cedro, Uma semente de Jacarandá não se desenvolve como um Pau Brasil, uma semente de Pimenta crescerá sempre como uma pimenteira. Só entenderá esta proposição quem se aprofundar na teoria ou tiver profundos conhecimentos de biologia.

À sua teoria ele deu o nome de teoria da “Ressonância Mórfica”. Em 1981 ele publicou o livro “Uma Nova Ciência da Vida”, na época este livro causou muita polêmica, foi pouco compreendido, mas com o passar do tempo a biologia teórica absorveu a essência do cerne da teoria, e tudo se acalmou. Na época a revista “NATURE” o classificou como um forte candidato à fogueira, por outro lado a revista “NEW SCIENTIST” classificou sua teoria como “uma importante investigação científica a respeito da natureza da realidade biológica e física”. A teoria não é nova, o enfoque e a abrangência que Sheldrake dá a sua teoria é que é nova! A visão de mundo da maioria dos biólogos ocidentais ou mesmo de todos os países é atomista, materialista, reducionista e mecanicista. Para os biólogos que têm este tipo de universo como real e como seu universo existencial, é extremamente difícil perceberem o mundo holístico proposto por Rupert Sheldrake na sua teoria da Ressonância Mórfica. Desta extrema dificuldade de perceber é donde advém a demora e a “lerdeza” da teoria ser absorvida e aceita como uma verdade científica, e sobretudo como uma verdade axiomática universal.

Talvez passe vários séculos para que uma teoria com estas proposições possa ser aceita “como disse”, como uma verdade tida pela ciência como tal. A não aceitação das teorias sobre conceitos abstratos provém da dificuldade ou da impossibilidade da comprovação da teoria por experimentação laboratorial, o máximo que se consegue é em última instância, a análise dos resultados oriundos de fatos não experimentais. Estas análises frequentemente são admitidas como frágeis e inconsistentes. Tenho um amigo biólogo formado por uma faculdade de Salvador, morador de Vilas de Abrantes em Camaçarí, que quase se desentende comigo quando lhe expus a teoria do Sheldrake, a salvação foi um professor do curso de biologia que era versado em biologia molecular, e que possuía conhecimentos de física quântica e já conhecia a teoria da Ressonância Mórfica. O professor conseguiu acalmá-lo, fazendo-o ver que a teoria existia, mas ainda estava sob júdice, e que tudo que ele tinha apreendido no curso de biologia continuava válido. Desde o princípio notei que sua resistência em aceitar esta nova proposição do Sheldrake se prendia ao valor que ele dava aos conhecimentos adquiridos no curso de biologia. Com certeza, haverá muita resistência e grandes dificuldades a vencer para se universalizar estes novos conceitos, mesmo as universidades de pouco ou de nenhum renome, fogem destes temas ainda não totalmente aceitos como verdades universais, temendo o descrédito e mesmo o ridículo em que incorreriam ao ensinar assuntos tão controversos.

 Com certeza Rupert Sheldrake escapará da fogueira, mas pelo menos durante este século XXI “com certeza” não receberá um prêmio de peso como o Nobel. Embora sua descoberta valha mais que isso. Sua teoria é tão velha quanto à idéia de que o mundo material que nós percebemos à nossa volta seja uma ilusão. Os Vedas na antiga Índia há mais de seis mil anos já tinham conhecimento deste fato, e até o início do século XX não tínhamos (nós os ocidentais), como entender isto, foi só com o advento da física quântica que se tornou possível entender de que forma o mundo é uma ilusão, ou seja, é “Maia”. Com a universalização dos conceitos sistêmicos e holísticos de Bertanlanfly, talvez esta compreensão seja facilitada aos cientistas. Há conceitos que nos enternecem e nos fazem sentir mais esperançosos, e mais divinizados como seres humanos! Mas, nos assustam e nos confundem o entendimento do existir, a crer nas leis da física quântica nós não existimos como seres materiais, o Holismo e a Semiótica nos remetem a um mundo extremamente universal e impessoal onde não somos muito relevantes como seres! Talvez, nem mesmo individualmente sejamos necessários ou de alguma importância para o “existir” da humanidade ou da vida planetária. Talvez por termos sido formados dentro dos conceitos já ultrapassados do atomismo de Leucipo e de seu discípulo Demócrito, do determinismo de Laplace e do materialismo filosófico deflagrado a partir do século VI (a.C.) na Grécia antiga pelos filósofos pré-socráticos, Com todo o uso da inteligência dos filósofos modernos e aqui incluo pensadores do passado como Descartes, (1596–1650), Baruch de Espinoza, (1632-1677), John Locke, (1632-1704), e sobre tudo Imannuel Kant, (1724-1804), que teve a sorte de beber de todas estas fontes. A filosofia com todo seu aparato intelectual nunca conseguiu penetrar um milímetro sequer na essência da essência do “isto aí”, do “é” ou ente, ou  “SER”, não utilizo aqui a distinção heideggeriana entre o “Ente” e o “Ser”. Não posso tornar este ensaio o prolegômeno da nova teoria de Rupert Sheldrake, vamos a ela de forma sucinta e sistematizada. Em 1920 foi difundido dentro do mundo da biologia a teoria dos Campos Biológicos ou Campos Morfogenéticos, ou seja, os campos das formas vivas, talvez influenciados pelas descobertas (1873), dos campos eletromagnéticos, pelo cientista inglês James Maxwell.  Sheldrake levou ao conhecimento do mundo em 1981 através do seu livro A New Science of Life (Uma Nova Ciência da Vida), suas descobertas e análises, o que resulta ou representa suas crenças e proposições, do que ele chamou de Ressonância Mórfica, muito parecida com a teoria dos campos morfogenéticos dos biólogos de 1920, no entanto bem diferente em forma e conceito geral. Não posso nem dizer que Sheldrake ampliou o conceito de campos morfogenéticos de tão diferentes que são! Embora parecidos são completamente díspares, os campos morfogenéticos se atém as formas dos seres vivos enquanto vivos e a cada um de “per se”, a Ressonância Mórfica se reporta aos seres sempre em abrangência grupal, embora a função seja individual. Abrangendo tanto os seres superiores, como os inferiores como as células, o reino das plantas e até os cristais estão sujeitos à Ressonância Mórfica, no dizer dele, e aqui é que está a importância e a abrangência da sua teoria, “Sheldrake”, os planetas os sistemas planetários, as galáxias o universo enfim. E de que todos tem memória, memória esta, resultante da Ressonância Mórfica. Para uma melhor compreensão do leitor, julgo mais acertado juntar um artigo do próprio Sheldrake fruto de uma conferência sua e traduzido do site: www.sheldrake.org, desconheço o autor da tradução.

UMA TRANSCRIÇÃO “IPSIS LITTERIS” DE UM ARTIGO

DE RUPERT SHELDRAKE.

Resumo dos comentários e do texto traduzido livremente do site www.sheldrake.org Neste artigo, Sheldrake confirma a teoria de Darwin, para quem os hábitos dos organismos eram de vital importância. Na hipótese da causação formativa, propõe que a memória é inerente à natureza. “A maior parte das assim chamadas leis da natureza são mais como hábitos”.

OS CAMPOS MORFOGENÉTICOS NA BIOLOGIA:

(…) Todas as células vêm de outras células, e todas as células herdam um campo organizacional. Embora os genes façam parte da organização celular, participando diretamente no controle e da informação da síntese das proteínas, não pode explicá-la. (…) Os genes não podem por si mesmos determinar formas; (…) não fosse assim, moscas de frutas não pareceriam diferentes de nós.

A maioria dos biólogos do desenvolvimento aceita a necessidade de uma concepção holística ou integrativa da organização viva e desde 1920, muitos desenvolvem a proposta de que a organização biológica depende do campo, diversamente chamado (entre outros nomes) de campo biológico ou mais como (campo morfogenético).

Sheldrake sugere que os campos morfogenéticos trabalham imprimindo padrões que de outro modo seriam de atividades randômicas ou indeterminadas. (…) Os campos morfogenéticos não são fixos para sempre, mas se desenvolvem, e foram transmitidos por seus antepassados por um tipo de ressonância não local, chamada de ressonância mórfica.

O campo organizaria a atividade do sistema nervoso como se fosse herdado através da ressonância mórfica, transmitindo uma memória coletiva e instintiva. Cada indivíduo simultaneamente escreve sobre e contribui para a memória coletiva da espécie 2. A ressonância do cérebro com seus próprios estados passados também ajuda a explicar as memórias dos indivíduos animais e humanos. Não é necessário de que todas as memórias estejam estocadas no cérebro. Grupos sociais possuem memórias distintas e são igualmente organizados por campos (…).

A MEMÓRIA NA NATUREZA:

         Do ponto de vista da hipótese da ressonância mórfica, não é necessária a suposição de que todas as leis da natureza foram completamente formadas no momento do Big Bang, como um tipo de código Napoleônico cósmico, ou que existam num reino metafísico além do tempo e do espaço (hipótese realista, na filosofia – as idéias de Platão – todos os conceitos universais existem à priori, num reino metafísico além do tempo e do espaço). (…) Se nós queremos continuar com a idéia de leis naturais, podemos dizer que se a natureza evolui, suas leis também evoluem. Assim como as leis humanas evoluem no tempo. Mas então como as leis naturais seriam lembradas ou utilizadas? A metáfora da lei é embaraçosamente antropomórfica. Hábitos são menos centrados no homem. Muitos organismos têm hábitos. Mas só os homens tem leis. Os hábitos da natureza dependem de um reforço de similaridade não local. Por meio da ressonância mórfica os padrões de atividade nos sistemas auto-organizantes são influenciados por padrões semelhantes no passado, dano a cada espécie e a cada tipo de sistema        auto-organizante uma memória coletiva. Acredito que a seleção natural dos hábitos terão um papel essencial em qualquer teoria integrada da evolução, incluindo não apenas a biológica, mas a física, a química, a cosmologia, a área social, a ciência por excelência e a cultural em geral.

Os hábitos estão sujeitos à seleção natural. E quanto mais freqüentemente são repetidos, mais prováveis eles se tornam. Os animais herdam os hábitos de sucesso de suas espécies como instintos. Nós herdamos hábitos corporais, emocionais, mentais e culturais, incluindo os hábitos de nossas linguagens.

CAMPOS DA MENTE:

Os campos mórficos subjazem nossa atividade mental e nossas percepções, e levam a uma nova teoria da visão.  3. A existência desses campos é experimentalmente testável por meio da sensação de ser observado. Há muita evidência de que este senso realmente existe.  4.Os campos mórficos de grupos sociais conectam juntos membros do grupo mesmo quando estão milhas distantes,  e promove canais de comunicação por meio do qual os organismos podem se tocar a distância. Eles ajudam a prover uma explicação para a telepatia. 5. Telepatia é normal, não paranormal, natural não sobrenatural, e é também comum entre pessoas, especialmente pessoas que se conhecem bem. Os campos mórficos de atividade mental não são confinados ao interior da nossa cabeça. Eles se estendem muito além de nosso cérebro por meio da intenção e atenção. (…) Os campos de nossas mentes se estendem muito além de nossos cérebros. Escrito por Sheldrake em Fevereiro 2005.

Tenho certeza que a transcrição “ipisis litteris” acima, do artigo do Rupert Sheldrake tenha levado maior informação ao leitor que cem artigos escritos por mim sobre o assunto. A Ressonância Mórfica vai ser assunto a ser discutido pelos próximos séculos, não custa tentar entender, pelo menos entender seus fundamentos mais elementares, já que é um assunto extremamente complexo e controverso, tanto é que tem criado uma grande cisão no campo da biologia moderna. Mas como não sou biólogo e muito menos filósofo, contento-me com o pouco que pude até o momento entender da matéria, isto não impede que continue a pesquisar a área. Sendo um assunto que talvez nos traga algumas respostas “no futuro” sobre a origem da vida, o que será de interesse de toda a humanidade! A despeito do que opine e pense as religiões e a filosofia, a Ressonância Mórfica ainda vai dar: (muito pano pras mangas). E como vai dar!!!

 

Caríssimos amigos e raríssimos leitores…

O próximo ensaio (me refiro ao décimo quarto ensaio), será voltado para a difícil tentativa de alcançar uma melhor compreensão do que somos e do que chamamos de (“SER”, “MENTE”, CONSCIÊNCIA”, “ENTELÉQUIA”, “EGO”, “ENTE”, “SOPRO”, ESPÍRITO”,  “ALMA”), e o que mais acertado julgardes chamar. E de como a ressonância mórfica poderia vir de muito tempo alterando o comportamento de parcela da sociedade brasileira para o mal, e principalmente para a (VIOLÊNCIA). Os ensaios 13º e 14º são pertinentes ao mesmo assunto.

     

Vitória da Conquista, 22 de julho de 2008

    Edimilson Santos Silva Movér                         

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Todos juntos novamente – Wagner, Geddel,César,Dilma e Lula

 

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O governador Jaques Wagner (PT), reeleito para os próximos quatro anos, exaltou a ratificação do apoio do PMDB e do PR à candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, mas deixou em aberto a possibilidade de resolução do impasse estadual para o próximo mandato. Em entrevista coletiva no Hotel Pestana, em Salvador, onde se reuniu com lideranças nesta quinta-feira (8), ele declarou que a aliança nacional não significa a reaproximação na Bahia com Geddel Vieira Lima e César Borges, ambos derrotados pelo seu grupo para o governo e o Senado, respectivamente. “Isso é outra coisa. Em todos os estados existem, muitas vezes, duas forças políticas que apoiam a mesma candidatura. Eu nem diria que eles voltam. Eles continuam, para o meu aplauso. (…) A questão local será tratada localmente. É óbvio que a urna indica que nós, o PT, com a sua coligação de oito partidos, fomos eleitos para o governo. O PMDB, o DEM, o PSDB e os outros partidos estão na oposição. Esse é o resultado da urna. O que é que vai acontecer? No decurso de quatro anos é outra pergunta, mas isso não tem nada a ver com a campanha do segundo turno”, ponderou. Contatado pelo BN, o presidente estadual peemedebista, Lúcio Vieira Lima, eleito deputado federal, assegurou que o partido não voltará atrás no rompimento com o PT baiano. “As urnas nos colocaram na oposição. O povo nos quis assim. Não vamos ficar contra o povo”, salientou.

Serra diz que não vai fazer pressão sobre os verdes

 

Juscelino Souza, da sucursal Vitória da Conquista


Luis Tito / Agência A TARDE

 

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Luis Tito / Agência A TARDE

 

 

Um discurso improvisado no teto de uma picape de luxo, no centro comercial da cidade, marcou a passagem de José Serra (PSDB) por Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, a 509 km de Salvador, por volta das 16 horas desta sexta-feira, 08. Recepcionado por uma multidão estimada em 5 mil pessoas, segundo a PM – 8 mil, de acordo com os organizadores, Serra foi comedido, quando provocado sobre a falta de propostas para o país durante a campanha e a polêmica em torno do assunto aborto.

Quando ministro da Saúde do governo FHC, Serra assinou norma para realização de aborto pelo SUS em casos de risco de vida para a grávida ou gravidez após estupro, mas agora preferiu justificar a mudança de discurso devido “aos anseios da população”. Segundo ele, “os candidatos colocam propostas para o Brasil, mas as pessoas colocam perguntas e querem saber o que os candidatos pensam, como foi sua vida, o que eles querem e quais são seus valores. Isso não é uma pauta fixada pelos candidatos, mas sim pela população”.

Em tom moderado, pontuando o discurso e medindo as palavras, disse estar pronto a falar tudo o que pensa. “Não tenho nada secreto. Tenho sido muito coerente. Não mudo de ideia de um dia para o outro. Quando a gente muda, chama muito a atenção, mas no meu caso nunca chamo porque minhas ideais são coerentes ao longo do tempo”, disse.

Marina – O candidato voltou a falar sobre o assédio político a Marina Silva, mas negou qualquer tipo de pressão para angariar apoio dos verdes. “Não estamos trabalhando no sentido de constranger, pressionar. Nada parecido. Sou contra porque os partidos, as lideranças como a Marina têm liberdade para decidir, sem qualquer espécie de constrangimento, de assédio, de insistência”.

Ele afirmou, no entanto, que seu eventual governo deverá abraçar projetos do PV. “Vamos abraçar, sim, sem dúvida alguma. Basta lembrar que em São Paulo o PV esteve comigo, tanto na Prefeitura, quanto no governo do Estado”, salientou

Ao som de charanga e num mar de bandeiras de campanha, o público aplaudiu bastante quando Serra empunhou o microfone e fez um jogo de palavras. “Em primeiro lugar quero dizer que vou começar uma luta para mudar o nome da cidade porque aqui começa a conquista da vitória e ela vai abrir outra ainda maior, nos fazendo presidente”, citou.

Nadando contra a corrente, o candidato a Deputado Federal do PMDB – Herzem Gusmão, segue caminho oposto ao do seu partido, e fica com Serra

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Presidente do PMDB  Conquistense  e candidato a deputado fedeal  mais votado  em Vitória da Conquista, radialista  Herzem Gusmão hipotecou seu apoio  ao tucano José Serra, contrariando inclusive, as diretrizes regional e federal do partido,  que apóiam a presidenciável  Dilma. O anúncio do apoio de Herzem a Serra ocorreu no mesmo dia em que o PMDB promoveu um evento em Salvador, com a presença do candidato a vice de Dilma, o deputado federal peemedebista Michel Temer (SP), em defesa da eleição da petista.

Maria Luíza diz em evento com Wagner estar do “lado honesto da política”

deputada estadual reeleita Maria Luiza (PT), assim como o presidente do PSC, Eliel Santana, estiveram presentes hoje ao evento realizado pelo governador Jaques Wagner para declarar apoio à presidenciável Dilma Roussef. “Estou aqui para defender o lado honesto da política. A eleição de Dilma significa a continuidade da inclusão social do país”, afirmou Maria Luíza, que também é primeira-dama de Salvador e se tornou inimiga do ex-candidato a governador do PMDB, Geddel Vieira Lima. Já o prefeito João Henrique destacou a importância de eleger Dilma e foi aplaudido quando discursou: “Este é o momento de unirmos forças para que o Brasil possa confirmar seu futuro com Dilma na presidência”.

Geddel diz que “não tem coragem” de repetir comentário de Maria Luiza sobre Wagner

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O deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB) confirmou hoje, em entrevista à Rádio Metrópole, o seu afastamento do prefeito de Salvador João Henrique (PMDB). Vieira Lima disse que aceitou João Henrique no PMDB a pedido do governador Jaques Wagner (PT), fez indicações de secretários, como José Carlos Brito, da Saúde, que, segundo ele, corrigiu as irregularidades da pasta e que, agora, assiste à retirada de todas as pessoas indicadas por ele.

“O prefeito afastou Pedro Dantas, afastou outros. A administração municipal acabou enveredando para outros caminhos que a colocam onde está, não muito bem avaliada. (…) Eu tenho com o prefeito João Henrique uma relação absolutamente formal. Eu não tenho nenhum tipo de vinculação política com o prefeito”, declarou.

O peemedebista confirmou ainda que o prefeito não participou de sua campanha ao governo do estado, relacionando a este posicionamento o seu engajamento na eleição da campanha à reeleição da deputada estadual Maria Luiza (PSC), primeira-dama da capital.

Questionado sobre o motivo da deputada ter declarado que não votaria nele e ter aparecido com uma estrela vermelha, símbolo do PT, na blusa quando foi votar, Geddel disse desconhecer as razões e ainda deixou no ar que a parlamentar tinha, até há algum tempo, outra opinião sobre Wagner. “Neste horário eu não tenho coragem de repetir o que ouvi da deputada sobre o governador Wagner”, afirmou.

Geddel confirmou que apoia a eleição de Dilma Rousseff (PT) e ironizou a primeira gestão de Wagner. “Ele teve uma grande sorte de ter o presidente Lula como governador da Bahia. Pobre da Bahia se não tivéssemos o presidente Lula a governarmos”, concluiu. (Thiago Ferreira)

Serra começa por Conquista, a caminhada do segundo turno

 

Desde Café Filho, em eleições diretas, o Presidente passou por Conquista, exceto Juscelino e Jango-que veio como presidente

O presidenciável do PSDB, José Serra, estará em Vitória da Conquista, nesta sexta-feira, a partir das 14h, com o objetivo de agradecer à população a votação que obteve no município, tradicionalmente um reduto petista, e retomar sua campanha no segundo turno. Serra fará uma caminhada pelo centro da cidade, receberá lideranças de classe, e anunciará projetos para a região. O deputado federal João Almeida, já integrando a coordenação de campanha do candidato, confirma a visita e convida a população para o reinício da “caminhada rumo à vitória.

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados chama a atenção para alguns aspectos da votação do primeiro turno, “altamente favoráveis para a candidatura de José Serra”. Diz ele que “dos eleitores que efetivamente compareceram às urnas, apenas 36% votaram em Dilma, o que significa que os demais brasileiros- 64%- optaram pelos outros candidatos e isto indica que o eleitorado não aprova a hegemonia pregada pelo PT, isto prova que o povo está contra os valores políticos e morais que eles defendem”.

Para o líder o resultado no primeiro turno expressa o desejo do país, “no sentido que os brasileiros se manifestaram por um país plural, com diversidades de pensamento, sem hegemonias políticas de qualquer partido, como defendem os petistas”. Em sua análise, João Almeida considera que ficou claro que os brasileiros querem “um governo que defenda as instituições, as leis, as pessoas e a liberdade. Está na hora de mostrar para a nossa sociedade, que vale a pena estudar e ser honesto”.

O deputado afirma que “o PSDB comprovou nas urnas, mais uma vez, seu papel de destaque no cenário político de Norte a Sul do país. O partido elegeu 53 deputados federais, 5 senadores e 4 governadores no 1º turno, além de José Serra ter sido escolhido por 33 milhões de brasileiros para a Presidência. O partido elegeu os governadores dos dois maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais. Foram 53,3 milhões de brasileiros que nos deram a vitória nos quatro estados”.

“Além disso – reforça o deputado-, a legenda terá em cinco estados (Alagoas, Goias, Pará, Piaui e Roraima) candidatos que disputarão o segundo turno em 31 de outubro, abrindo a possibilidade de o PSDB comandar o maior número de estados no país a partir de 2011. No Congresso, a princípio serão 53 deputados e 10 senadores, que exercerão mandato na próxima legislatura”.

 “OS PORÕES DA PRIVATARIA”

Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, tem o que explicar ao Brasil.

Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como (Marin) é conhecido, precisa explicar onde obteve US$ 3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil …

Atrás da máxima “Siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.

A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista – nomeado quando Serra era secretário de planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$ 448 milhões (1) para irrisórios R$ 4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC.

(Ricardo Sergio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m… “, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)
Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).

O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2 milhões no exterior através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova York. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.

A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de outubro de 2001) até US$ 375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão.

O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$ 404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, através de contas no exterior, US$ 20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.

O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.

Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.

Financiada pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$ 5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$ 10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.

Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da Superbird. com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A…Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.

De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante o Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no país.

Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade” conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” — foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e as contas sigilosas da América Central ainda nos anos 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria…

http://www.conversaafiada.com.br

iinformação do blog do Paulo Nunes

Serra visita Vitória da Conquista – Ba

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A campanha do segundo turno da eleição presidencial começa para valer na Bahia nesta sexta, 8, com a presença do candidato tucano José Serra na cidade de Vitória da Conquista e dois atos de apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) na capital baiana, onde estará o vice dela, Michel Temer.

Serra deve chegar por volta das 14 horas a Conquista. Segundo sua assessoria, ele decidiu visitar a cidade para agradecer  a boa votação que conseguiu no primeiro turno, 41,02% dos votos contra 39,43% obtidos por Dilma. Curiosamente, a Prefeitura de Vitória da Conquista é administrada pelo PT há cinco legislaturas. O desempenho geral de Serra na Bahia, no entanto, foi pífio: além de Conquista, ganhou apenas no município de Tancredo Neves. Nos outros 415 municípios baianos, Dilma venceu.

 

A agenda de Serra prevê uma carreata do aeroporto de Conquista até o centro comercial da cidade, onde o candidato do PSDB caminhará fazendo o corpo-a-corpo. Em seguida receberá de lideranças  políticas e empresariais um documento com as principais reivindicações da região, que devem ser incluídas no programa de um eventual governo tucano.

O presidente do PSDB-BA, o deputado federal eleito Antônio Imbassahy, classificou a visita de Serra como “uma nova demonstração do apreço de José Serra pelos baianos”, ponderando ter sido na Bahia onde “ele iniciou a sua pré-campanha, realizou a convenção que  oficializou a sua candidatura e agora escolhe o Estado como um dos primeiros locais a visitar na largada da campanha em segundo turno”.

Dilma – Em Salvador, os dois grupos adversários regionais que apoiam Dilma Rousseff marcaram eventos para discutir a estratégia de campanha no segundo turno  nesta sexta, praticamente no mesmo horário. O governador Jaques Wagner (PT) reúne candidatos eleitos, prefeitos e lideranças de sua base política no Hotel Pestana em evento marcado para 11 horas.

O evento organizado pelo PMDB de Geddel Vieira Lima, candidato derrotado ao governo do Estado, está previsto para começar às 10 horas no Hotel Fiesta e contará com a presença do presidente nacional do PMDB e vice de Dilma, Michel Temer, além de lideranças estaduais da legenda. O PR também se integrará ao encontro depois que o senador César Borges, outro derrotado na eleição de domingo,  também decidiu apoiar a candidata do PT no segundo turno. O PT e o PMDB vão disputar quem realiza o evento mais grandioso em favor de Dilma na cidade.

Biaggio Talento, da Agência A TARDE

NOVAS CÉDULAS CIRCULARÃO EM NOVEMBRO

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As novas cédulas do Real, que foram apresentadas no inicio deste ano, começarão a circular em novembro. Ainda em 2010 serão apenas as de R$ 100 e R$ 50, que já começaram a ser impressas pela Casa da Moeda. No primeiro semestre de 2011 serão as de R$ 10 e R$ 20. Já as de R$ 5 e R$ 2 só estarão disponíveis em 2012. As datas dos lançamentos ainda não estão definidas. Os consumidores devem ficar atentos, pois não será necessário trocar as cédulas nos bancos, como aconteceu em 1994 na migração do Cruzeiro para o Real.

SERRA DEFENDE PRIVATIZAÇÕES DA ERA FHC

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O candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, se antecipou à estratégia petista para o 2° turno, de comparar as eras Lula e FHC, com ênfase nas críticas às privatizações. Em entrevista, defendeu as medidas tomadas nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. “Eles poderiam refazer as privatizações, mas não refizeram. Não venham com trololó de factóide dessa maneira. Isso não vão levar”, afirmou. Durante encontro em Brasília com líderes do PSDB e partidos aliados, para dar largada ao segundo turno da campanha, Serra adotou um tom de confronto com o PT. “Eles falam em privatização. O governo Lula continuou a privatizar”, disse, ao lembrar que o presidente privatizou dois bancos durante seu primeiro mandato – o Banco do Estado do Maranhão e o Banco do Estado do Ceará. “Aí não é um problema de número. É um problema de ideologia. Se privatizou, não era tão contra”, apontou. Informações do Estadão.

PLANO DE DILMA FOCA AMBIENTE E RELIGIÃO

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Foto: Max Haack/BN

Somente agora, na campanha do 2° turno, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) lança seu programa de governo. O texto, muito mais ameno do que o plano inicial protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não trata de regulação da imprensa, defende a democracia, liberdade de expressão e religiosa e o direito a vida. Com foco na temática que levou Marina Silva (PV) aos 20% dos votos, o documento terá ênfase na sustentabilidade e no meio ambiente. Ao defender a liberdade de imprensa, a campanha tenta por fim ao desgaste causado pelos ataques do presidente Lula à imprensa. O candidato a vice Michel Temer (PMDB) afirmou que o primeiro ponto será o compromisso com a “democracia, liberdade de expressão e religiosa e o direito à vida”. Segundo o coordenador do programa de governo, Marco Aurélio Garcia, o texto não se estenderá no tema do aborto porque não há intenção de dar ênfase às polêmicas religiosas. Informações da Folha.

Marizete Pereira: Obrigada a você!

 

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Participar do processo democrático do nosso país, especialmente na condição de candidata, é sempre muito gratificante e edificador. A gente faz uma caminhada onde a cada passo dado encontra uma surpresa. Às vezes boas, outras vezes ruins, mas todas oferecendo uma imensa oportunidade  de aprendizado. No caminho que fiz ao longo dos quase 90 dias de campanha aprendi muito.

Não ganhei a eleição, mas ganhei um prêmio que poucas pessoas têm a oportunidade de perceber.  Reafirmei o meu conceito de que existem amigos de verdade, de que a lealdade é uma virtude a ser preservada. Recebi o carinho de muita gente, descobri que a juventude está muito mais engajada do que se imagina.

Uma caminhada compensada pelo abraço dos amigos, pelo apoio de políticos éticos, pelo compromisso da família que sempre se fez presente e, especialmente, pelos novos amigos conquistados ao longo dela.

O sorriso, o abraço e o apoio dos que acreditaram no meu projeto foram avalizados por nada menos que 32.028 votos. É muita gente acreditando que Marizete Pereira pode fazer a diferença como representante da sua cidade, do seu município. Por tudo isso, não tenho o que lamentar. Tenho é que agradecer cada um desses votos. Tenho que comemorar a força que Deus me deu para seguir em frente e continuar lutando para que Nossa Gente esteja em primeiro lugar nos projetos de quem vai governar este país, esse estado a partir de agora.

Muito obrigada a todos. Que Deus ilumine o nosso caminho para que nunca possamos perder a esperança de dias melhores. Para que possamos acreditar que é possível  ter um mundo mais justo. Vou continuar lutando por isso. Por fim, quero dizer a vocês que confiaram em mim, que não há lamentos, não há tristeza e que, como disse Rui Barbosa, “maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado”. E nós lutamos.

Marizete Pereira