Agência Estado
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, vai se aproximar mais dos cristãos no segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto, visitando igrejas e templos evangélicos, e partirá para o confronto político com o adversário do PSDB, José Serra, auxiliada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova estratégia, aprovada por Lula, foi acertada ontem em reunião da candidata do PT à Presidência com coordenadores de sua campanha.
Mais tarde, Dilma se reuniu com governadores e senadores eleitos da base aliada em um hotel de Brasília. Foi um ato para mostrar unidade em torno de sua campanha. A portas fechadas, a candidata do PT pediu a todos que a ajudem a combater a “tática de guerrilha” que circula na internet contra ela. Na avaliação do comando da campanha, Dilma perdeu votos para Marina Silva (PV), evangélica, por conta da polêmica em torno da legalização do aborto.
“Vamos disputar palmo a palmo, a partir de agora, todos os fatos e versões”, avisou a candidata, na reunião com os eleitos. Sem citar o nome de Serra, ela disse que a oposição vai querer transformar o segundo turno em uma batalha entre éticos e não éticos. “Eu não vou aceitar isso”, afirmou Dilma, aplaudida pelos aliados. “Tenho 25 anos de vida pública e nunca tive nenhum processo. Esse vale-tudo não é para nós e não vamos entrar nessa baixaria.”
Nove governadores e 20 senadores eleitos gravaram mensagens para a propaganda de TV da petista. O horário eleitoral gratuito – agora apenas com Serra e Dilma – recomeça amanhã. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


6ª edição da Mostra Cinema Conquista


O candidato ao governo do Estado Geddel Vieira Lima, da coligação “A Bahia Tem Pressa” já votou no colégio Antonio Vieira, no Garcia. Apesar das pesquisas de intenção de votos que indicam que ele estaria fora de um possível segundo turno, o postulante ainda acredita em uma etapa final. “Vamos aguardar o resultado das urnas. Estou tranquilo, faltam cerca de 5 horas para o resultado final que vai acabar com todas as especulações”, retrucou. O candidato avalia o processo como positivo por causa da troca de ideias nos debates e avaliação das propostas, mas considera negativo o não cumprimento de compromissos assumidos pelos adversários. Geddel comentou ainda a especulação de que após o pleito, secretários do PMDB abandonarão a gestão JH. “Os cargos são do prefeito, o PMDB não vai entregar”, descartou. Em relação a uma possível retomada da aliança com o PT de Jaques Wagner, o peemedebista refutou. “Quem ganha comemora, quem perde, aplaude e faz oposição”, disse o ex-ministro, que acompanhará a apuração dos votos em casa, ao lado de familiares.