A Gente diz

Instituição conquistense promove Simpósio para discutir os sistemas de Inclusão digital e responsabilidade social e software livre

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III simSis

 

O colegiado do curso de Sistemas de Informação da FTC Conquista promove, entre os dias 14 e 16 de outubro, o III simSIS – Simpósio de Sistemas de Informação. A organização espera reunir cerca de 300 pessoas, para que temas práticos e atuais referentes à computação na região sejam discutidos intensamente.

 

“O simSIS  é um dos principais eventos de computação de Vitória da Conquista, com a capacidade de integrar os alunos das instituições de ensino de Computação e Informática da cidade”, explica o coordenador do curso, professor Gidevaldo Novaes. O simpósio será realizado na FTC Conquista, e as inscrições podem ser feitas pelo site www.simsis.net.

 

Profissionais e empresários do setor também devem participar o simpósio, que procura discutir temas tanto de relevância para o saber científico, quanto para o mercado local. “É uma oportunidade na qual os estudantes, os profissionais de informática e as profissões afins têm de interagir e de trocar conhecimentos e experiências”, completa o professor.

 

Inclusão Digital e Software Livre – Durante o simSIS também serão realizados o III Fórum de Inclusão Digital e Responsabilidade Social e I Encontro de Software Livre. O fórum vai incentivar a discussão de processos inclusivos para o cotidiano da instituição de ensino superior e apresentar as iniciativas realizadas nos últimos dois anos na FTC Conquista e outras instituições.

 

Já o I Encontro de Software Livre, pretende discutir casos de sucesso e as diversas possibilidades profissionais com a utilização do open source. O objetivo é discutir o tema de forma abrangente, trazendo pessoas de conhecimento relevante na área e experiência na execução de projetos dentro desta filosofia.

Fonte ASCOM FTC

ORDEM É PARA SER CUMPRIDA

 

 

 ANIVERSÁRIO BRUMADO E ALAB 153[1]

O comerciante precisou viajar para tratamento de saúde na capital do Estado e, diante da incerteza de quanto tempo ia ficar fora, chamou o funcionário mais velho, não de idade, mas de tempo de serviço, pessoa da sua confiança que fazia as vezes de gerente, e determinou: ─ Não quero que vendam fiado a ninguém enquanto estiver ausente.  Reforçou a ordem dizendo: Meu pai, se se levantar da cova e solicitar comprar fiado, é para ser negado, acrescentando ainda que, quem desobedecesse seria mandado embora.

 

Um empresário muito conceituado e conhecido, fora comprar algum objeto e solicitou que fosse feita uma nota para posterior pagamento. Ante a negativa, ficou decepcionado pela atitude despropositada, intransigente e descortês do funcionário e foi comprar em outro local.

 

O comerciante, ao regressar, encontrou-se com o freguês que lhe disse: ─ O seu “gerente” deve ser conservado e prestigiado, pois cumpre rigorosamente à risca suas determinações.

 

Foi-lhe explicado que a autorização não era uma lei, mas apenas uma força de expressão, tendo em vista que os funcionários vendiam fiado sem o seu consentimento. Mas no seu caso, foi um absurdo inacreditável por ser muito conhecido e um referencial de bom conceito e honestidade.

 

Todo final de mês tinha o hábito de repassar as notas para as devidas cobranças: um dia deparou-se com uma, feita no período de sua ausência. Chamou o funcionário a quem dera a ordem e solicitou explicação do fato. O funcionário dissera-lhe que tratava-se de uma pessoa amiga e ficou com vergonha de lhe negar o crédito. ─ Então o senhor agiu com duplo critério. ─ Ao seu amigo, a quem não o conheço, fora dado crédito, descumprindo a minha determinação. Ao meu amigo comerciante, pessoa de conceito ilibado fora-lhe negado, como o senhor esclarece sua atitude?

 

  Atarantado, não teve como se explicar, sofrendo repreensão pela desobediência do estabelecido sendo uma decepção devido ao comportamento dúbio, mostrando uma personalidade frágil diante das responsabilidades assumidas.  A incumbência não fora executada, merecia ser demitido, porém lhe fora dado uma chance e oportunidade de rever a atitude incoerente.

 

 

Antonio Novais Torres

[email protected]

Brumado em 24/7/2010.

Luiz Caetano critica Bassuma por tentar “apressar” apoio a Serra

O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), que foi o coordenador político da campanha de Wagner, disse nesta quarta-feira que o deputado Luiz Bassuma (PV) “deixou cair a máscara porque prega uma coisa e faz outra”. “Quando ele estava no PT vivia reclamando que decisões eram tomadas sem que o coletivo fosse ouvido. Agora, sem ouvir ninguém se ofereceu para apoiar Serra com os parcos 3% que Marina lhe deu na Bahia, porque ele nunca tinha passado de 1% nas pesquisas”, declarou Caetano, acrescentando que a decisão de Bassuma “levou diversos setores do PV a desautorizar o deputado, afirmando não ter ele autoridade para falar em nome do PV. O partido ainda vai se reunir para decidir o caminho a tomar”, concluiu.

Câmara do TCE decide notificar secretário de Saúde do Estado

 

 

Secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla

A 2ª Câmara de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado (TCE) decidiu, ontem, notificar o secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, para que explique, no prazo de 30 dias, as irregularidades constatadas pela auditoria da Casa acerca do contrato e execução dos serviços prestados pelo Instituto de Olhos Fábio Vieira dentro do programa do Saúde em Movimento. O programa Saúde em Movimento também teria sido usado pelo candidato a deputado estadual, Salvador Brito (PT), no município de Santa Maria da Vitória, durante a campanha eleitoral, caracterizando a ação como uso da máquina para captação ilícita de sufrágio. Salvador não foi eleito. Entre as irregularidades apontadas pelos auditores do TCE estão a superestima do valor do contratado em relação aos serviços previstos, totalidade dos pagamentos realizados de R$ 34.978.354 sem apresentação de notas fiscais e alteração “substancial” do objeto e do público alvo, em desacordo como instrumento convocatório. No caso do uso damáquina pelo então candidato a deputado estadual, Salvador Brito, chamou a atenção da equipe de auditoria a propaganda feita por ele com carro de som pela cidade dizendo-se o responsável por ter levado até o município o programa Saúde em Movimento. (A Tarde)

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma – Leonardo Boff

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Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

(*) Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

DIRETO DA PRAÇA – CAMPANHA SUJA

 

                                                                                                               

 

            A quantidade de e-mails que tenho recebido sobre a candidata Dilma Roussef é quase incontável. São dezenas de correios, a maioria com o objetivo exclusivo de esculachar a candidata do senhor Lula.  Só eventualmente recebo alguns defendendo a pobre mulher. Mas a maioria tem como finalidade desmoralizá-la de modo pessoal, religioso-social e politicamente.

            Claro que identificamos o perfil desses internautas. São aquelas figuras de sempre. Agora com o advento da internet essas [aquelas] pessoas mudaram o modus operandi. Mas a tática é  disseminar de forma impiedosa ataques e desgraças sobre a adversária. Atacam-na de todas as formas. Até sexualmente falam da mulher. É lastimável que uma campanha seja levada para tantos campos, em detrimento dos que seriam exclusivos ao interesse público.

            Diante dessa enxurrada de e-mails terroristas (esse filme é velho) e considerando que haverá um segundo turno, e, mais ainda, que há por parte de nossa direita raivosa um processo de achincalhamento moral até o dia 31 de outubro, acordei hoje decidido a votar em Dilma Roussef.  Ia votar em branco [coisa que sempre recriminei], mas diante de tanta sacanagem contra essa mulher, resolvi entrar na contenda para aumentar a goleada que ela vai dar.

            Agora sou defensor intransigente dela. Detesto vagabundagem, sem vergonhice.

            Esse negócio de trazer Cristo para uma campanha eleitoral é coisa de gente descarada. Não suporto gente descarada. Inventaram pela Internet que a mulher não acredita em Deus, que ela é o anti-Cristo, que disse não perder a eleição mesmo que Cristo quisesse. Que faz macumba, rituais negros  e que vai acabar com as religiões. Tudo mentira!  Desespero de gente sem caráter.

            É aceitável trazer Jesus Cristo para o centro de uma campanha eleitoral? Pois a nossa Direita Raivosa faz isso. Ela não tem escrúpulos. A Polícia Federal está trabalhando para identificar essa Central de Boatos para meter todo mundo no xilindró. Eu vou sorrir. São gente vagabunda que repete os velhos políticos, as mesmas práticas oligárquicas do Brasil Velho. Eles querem aquele Brasil antigo: Fumo de paia na boca, carro de boi roncando e o atraso comendo nossas artérias sociais, nossa vida econômica, nossa tecnologia, nossa vida moderna. Isso é o que essas pessoas querem. O Brasil do atraso. Aquele atraso que nos fez entrar no século XXI prometendo dar um prato de comida para o Povo, que vivia esfomeado e a um passo de uma comoção social. 

            São esses caras insensíveis aos problemas dos mais humildes que querem espalhar que a senhora Dilma Roussef é o anti-Cristo. Existe algo mais anticristão do que negar ou privar um irmão de um prato de comida? Existe? Pois é isso que recriminam no atual governo. É contra a prática de atender aos mais necessitados que nossa velha burguesia se revolta. Pior é fazer de conta que o povo estava esfomeado e não era culpa de ninguém, a não ser do próprio povo.

            Nossa velha burguesia está indignada. Não encontra mais um miserável desses para trabalhar de sol a sol, a preço de banana. Isso é um absurdo, berra. Ela quer mão de obra barata e sem vínculo empregatício. Isso faz lhe sobrar dinheiro. O réveillon em Paris aguarda. Cadê os miseráveis que trabalhavam para mim de graça?   Sumiram. O irresponsável do Governo agora está dando comida a essa corja. O governo, por sua vez, sabe que se tirar o prato da boca dessa gente, isso vira uma guerra civil. São 500 anos de miséria contra o Povo. A culpa é de Dilma? ABAIXO A CAMPANHA SUJA. Vamos ganhar mostrando o que fez. Se não fez, cale-se e perca com dignidade.

PAULO PIRES  – É PROFESSOR MESTRE – UESB/FAINOR – VITÓRIA DA CONQUISTA-BAHIA

O circo montado.

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Vivemos em tempos difíceis. Vejo cada vez mais tentarem substituir o auto-senso, o direito inalienável de manifestação de nosso querer político que, bem ou mal, é o que nos define como seres humanos, como cidadãos políticos, como homens e mulheres que decidem seu próprio destino. Retirar de nós nossa condição de escolha é vilipendiar nosso bem mais sagrado: nossa dignidade.

 

Digo isso diante da constatação de que “forças ocultas” querem impedir o candidato mais bem votado do país de exercer seu direito constitucional de assumir o mandato que lhe foi outorgado pelo povo. Tiririca é, hoje, o mais legítimo dos representantes da população brasileira na Câmara Federal.

 

Não faço piada. Defendo, com toda a minha convicção, o direito do Deputado Federal Francisco Everardo Oliveira Silva de assumir e exercer o seu mandato, como representante legitimamente eleito pelo povo.

 

A campanha midiática nascida das sombras para impedir a posse do Deputado Tiririca a mim me parece uma tendência iníqua, com viés purista, direcionado ao autoritarismo, absolutamente contraditório aos princípios republicanos e democráticos. Sempre que se quer substituir o senso da população por ideais do que seria o certo ou justo, ao critério de um ou de uma minoria, estamos a descrever uma ditadura, resultando numa exclusão do povo dos círculos mais internos do poder.

 

Queiramos ou não, a sua eleição é o resultado de nossa conjuntura, de nossa condição política, social, intelectual e é resultado legítimo da nossa forma de democracia representativa. É o que nós estamos merecendo. Gostemos ou não, ele é nosso legítimo representante. Cabe a nós, neste momento, trazer um novo debate a respeito da representação política e não escandalizá-la com a sua negação.

 

Por que somente após sua eleição se alguergaram de impedir-lhe a posse? A alegação mais recorrente é que a presença do humorista “denigre a imagem do Congresso Nacional”. Outra, é a de que seria ele analfabeto, o que o impediria de pleitear cargo eletivo.

 

Ambas têm a mesma natureza, mas delas, a mais ignomínia é a segunda.

 

 

Vale destacar que sua candidatura foi aceita – e no momento próprio ninguém perquiriu de sua condição de alfabetizado. Luiz Ismaelino Valente, procurador de Justiça no Pará, professor de Direito Eleitoral da ESM/PA e da FESMP/PA, bem ressalta que “nem a Constituição nem as leis definem o analfabeto. Não se queira confundi-lo com o semi-alfabetizado ou o de pouca instrução. A lei exige que o candidato saiba ler e escrever, mas não que tenha o “domínio pleno” da língua portuguesa nem este ou aquele grau de instrução. Analfabetismo não é sinônimo de ignorância. Há muito apedeuta com diploma de nível superior. Se é para fazer testes, que se faça um que afira a honestidade do candidato. É melhor um analfabeto honesto do que um letrado corrupto.” (in VALENTE, Luiz Ismaelino. Os analfabetos e a prostituta. Jus Navigandi, Teresina, a. 4, n. 45, set. 2000)

 

Ora, moralistas há aos montes. Denigrem muito mais a figura institucional do Congresso os mensalões, as cuecas recheadas de dólares e os apagões morais, sob os auspícios de quem nada viu, nada ouviu, nada fez, nada sabe.

 

E todos eles, ou a maioria deles, ainda está lá, foi eleita, reeleita, sem que contra eles, as forças ocultas se insurgissem.

 

 

Concluo dizendo: Com Tiririca, pior do que está não fica.

 

 

Fábio Torres – advogado especialista  em direito político e  municipal.

Sócio de J. Pires e Associados em Salvador/BA.

Serra quer dialogo com Geddel e Lula tenta reparar erro de Dilma

 
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O Mundo político é mesmo amargo, mais tem perfume adocicado, vejam só, o terceiro lugar na sucessão estadual da Bahia, ex-ministro Geddel Vieira Lima contabilizou  pouco mais de um milhão de votos, um patrimônio que passou a ser cobiçado por José Serra, que para ele ligou na madrugada de domingo para segunda, e, no fim da tarde de ontem, foi chamado a Brasília. O presidente Lula quer conversar com ele. Deveria ser a candidata Dilma a quem caberia o convite, mas ela meteu os pés pelas mãos…

O político baiano é do PMDB e integra o grupo que forma com Michel Temer. O PMDB, vale lembrar, está coligado com o PT, embora para a legenda não signifique muita coisa porque o partido é tradicionalmente dividido. Geddel lembra da forma como foi traído e diz que não pretende retaliar.O importante neste momento é que a sua atitude seja coerente as expectativas do seu eleitorado.

Que tende mais a acompanha o tucano.

TJ prorroga inscrições para juízes leigos e conciliadores

 Foram prorrogadas para a próxima quinta-feira, 7, as inscrições para o concurso do Tribunal de Justiça da Bahia para a contratação de 311 conciliadores e 115 juízes leigos que vão atuar na capital e no interior da Bahia. O prazo final estava previsto para esta segunda-feira, 4, mas a comissão organizadora do concurso resolveu prorrogar por conta da paralisação dos bancários. As inscrições podem ser realizadas exclusivamente pelo site da Consultec (clique aqui e acesse), empresa responsável pela realização do processo seletivo. Para concorrer à vaga de conciliador, o candidato deve ser bacharel em Direito, Administração, Psicologia e Serviço Social ou acadêmico que esteja regularmente matriculado a partir do 4º ano ou do 7º semestre letivo nos cursos de Direito, Administração, Psicologia e Serviço Social. Já para a vaga de juiz leigo pode concorrer quem for bacharel em Direito que comprove pelo menos 2 (dois) anos de experiência como advogado. A remuneração para conciliadores leigos pode chegar ao valor de R$ 1.538,38 e para juízes leigos pode chegar a R$ 2.709,61. A jornada de trabalho para as duas funções é de 30 horas semanais. A prova objetiva será aplicada no dia 24 de outubro de 2010, das 8 às 12 horas, para os candidatos a juiz leigo, e das 14 às 18 horas para a função de conciliador.

Dilma arma ofensiva em busca do voto de cristãos

 

Agência Estado


A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, vai se aproximar mais dos cristãos no segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto, visitando igrejas e templos evangélicos, e partirá para o confronto político com o adversário do PSDB, José Serra, auxiliada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova estratégia, aprovada por Lula, foi acertada ontem em reunião da candidata do PT à Presidência com coordenadores de sua campanha.

Mais tarde, Dilma se reuniu com governadores e senadores eleitos da base aliada em um hotel de Brasília. Foi um ato para mostrar unidade em torno de sua campanha. A portas fechadas, a candidata do PT pediu a todos que a ajudem a combater a “tática de guerrilha” que circula na internet contra ela. Na avaliação do comando da campanha, Dilma perdeu votos para Marina Silva (PV), evangélica, por conta da polêmica em torno da legalização do aborto.

“Vamos disputar palmo a palmo, a partir de agora, todos os fatos e versões”, avisou a candidata, na reunião com os eleitos. Sem citar o nome de Serra, ela disse que a oposição vai querer transformar o segundo turno em uma batalha entre éticos e não éticos. “Eu não vou aceitar isso”, afirmou Dilma, aplaudida pelos aliados. “Tenho 25 anos de vida pública e nunca tive nenhum processo. Esse vale-tudo não é para nós e não vamos entrar nessa baixaria.”

Nove governadores e 20 senadores eleitos gravaram mensagens para a propaganda de TV da petista. O horário eleitoral gratuito – agora apenas com Serra e Dilma – recomeça amanhã. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um olhar para o novo cinema

CARTAZ_MOSTRA_CINEMA_2010_[1] 6ª edição da Mostra Cinema Conquista

 

por Gisele Aguiar

 

 

 

 

 

 

 

 

Acontece de 5 a 9 de outubro, um dos eventos mais importantes de audiovisual do estado, a Mostra Cinema Conquista – Um olhar para o novo cinema, que é realizado pela Uesb e pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio da Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Proex) e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Desde 2004, o evento insere Vitória da Conquista no circuito nacional de mostras e festivais e oferece, além da exibição de filmes, atividades de formação e discussão sobre a produção, circulação e consumo do audiovisual. Serão ralizadas oficinas, conferências, cursos, exposições temáticas e lançamentos de livros e revistas, contando com a participação de profissionais do cinema e do audiovisual, pesquisadores e gestores, vindos da Bahia e de outros estados.

Neste ano, a Mostra exibirá um total de 50 filmes de diferentes formatos e gêneros: 13 longas-metragens, 24 curtas-metragens e 13 vídeos baianos. O destaque é para a recente produção nacional e sua diversidade de temas e abordagens, buscando ampliar a proposta de democratização do acesso ao cinema.

As sessões, abertas para toda a comunidade, acontecem em vários pontos da cidade: no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, na Quadra Esportiva da Vila Serrana II e em praças públicas dos bairros Alto Maron, Jurema, Kadija e Urbis V. As atividades acadêmicas serão realizadas na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e serão inteiramente gratuitas.

Mais informações entre em contato com a Coordenação de Cultura da Uesb, pelo telefone (77) 3425-933 ou com a Produtora Universitária de Vídeo (ProVídeo), pelo número (77) 3425-9302. Também acesse aqui o site da Mostra Cinema Conquista.

Vamos ouvir a sociedade para optar entre Serra e Dilma, diz PV

 

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Site do senador Cristovam Buarque

 

Marina Silva (PV)

Após o resultado expressivo que sua candidata obteve nas eleições, a direção do PV manda um recado para petistas e tucanos que virão atrás de seu apoio no segundo turno: não adianta bajular, nenhuma decisão será tomada antes de profunda discussão interna e da plenária convocada na noite do domingo – e que deve acontecer ainda nesta semana – por Marina Silva. Os verdes entendem que o patrimônio de 20 milhões de votos que acumularam lhes garante uma posição amplamente favorável para dialogar com as candidaturas restantes e fazer valer a adoção de sua plataforma política, seja no programa do PT ou do PSDB. Sobre participar da distribuição de cargos no próximo governo, os membros da executiva do PV preferem não se manifestar. O coordenador da campanha de Marina e um dos líderes do partido, João Paulo Capobianco, explica que sua legenda pretende manter a independência em relação ao processo, avaliando com cuidado a possibilidade de apoio. “A evolução do quadro é que vai dizer o que vai acontecer”. “O lado para o qual Marina caminhar indica quem será o presidente da República. Então, é uma decisão de muita responsabilidade. Não dá pra fazer isso sem ouvir quem apoiou. Temos que baixar a bola e discutir para tentar chegar a um consenso. (Terra)