A Gente diz

Artigo: O ECUMENISMO

 

O ECUMENISMO (Raimundo de Oliveira. Religiões, Seitas e Heresias)

O movimento ecumênico é um dos movimentos mais comentados da atual fase da história eclesiástica. Por isso, faz-se necessário estudá-lo, para podermos confiadamente tomar posição.

ASPECTOS TEOLÓGICOS DO ECUMENISMO. A palavra “ecumenismo” é de origem grega (oikoumene) e significa: “a terra habitada”, isto é, a parte da terra habitada pelo homem e organizada em comunidades sistemáticas, a saber: vilas, fazendas, cidades, escolas, instituições, etc. Com este significado, a palavra “ecumenismo” aparece nas seguintes passagens do NT:

• “… levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo [=oikoumene]. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero” Lc 4.5,6).

• “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo [=oikoumene], para testemunho de todas as nações. Então virá o fim” (Mt 24.14).

No decorrer dos séculos, três diferentes segmentos do Cristianismo têm se apropriado desta palavra, reivindicando ecumenicidade:

1) A Igreja Católica Romana afirma ser ecumênica por abranger todo o mundo.

2) As igrejas ortodoxas do Oriente alegam sua ecumenicidade, apontando sua ligação com a igreja primitiva.

3) Certas igrejas protestantes, estimuladas pelo “Ecumenismo de Genebra”, desenvolvem atividades no sentido de unir as igrejas de todo o mundo para com isso fazer visível a união da cristandade.

PROPÓSITO DO ECUMENISMO. Não obstante possuírem elementos distintos, as igrejas Católica Romana, Ortodoxa e protestante vêm-se esforçando no afã de alcançar um ecumenismo amplo e sem fronteiras, e que culmine com a união de toda a cristandade. E com o propósito de tornar isso possível, duas medidas foram tomadas:

1) Por iniciativa de algumas igrejas protestantes, em 1938 foi fundado o Concilio Mundial de Igrejas (CMI), visando colocar sob uma mesma bandeira todos os segmentos do Protestantismo.

2) A realização do Concilio Vaticano II, no período 1962/65, em que foi largamente tratada a questão dos “irmãos separados” (uma referência aos protestantes) e sugeridos métodos para reuni-los num só rebanho.

Devemos reconhecer que a proposta ecumenista da Igreja Católica Romana, feita pelo Concilio Vaticano II, tem um alcance bem maior do que as medidas ecumenistas propostas pelo Concilio Mundial de Igrejas, pois visa congregar num só rebanho toda a cristandade. O ponto mais alto da questão ecumenista, proposta pela Igreja Romana, consiste num problema de duplo aspecto:

1) as igrejas protestantes e ortodoxas devem lembrar-se de ter deixado o catolicismo, decidindo-se voltar ao seio da “Igreja-Mãe”;     2) devem submeter-se à orientação do papa de Roma como o “único pastor”.

Evidentemente, para os protestantes e para a Igreja Ortodoxa aceitar a política ecumênica do Vaticano significa a perda de identidade e a renúncia de muitos séculos de luta contra o predomínio católico-romano, a adoração das imagens de escultura, a pretensa infalibilidade papal e demais hábitos e crenças pagas do catolicismo romano.

ALCANCE DO ECUMENISMO

Após vários anos de relutância contra o ecumenismo proposto pelo Concilio Mundial de Igrejas, as igrejas ortodoxas da Rússia, Bulgária, Romênia e Polônia fizeram-se membros efetivos do Concilio, pelo qual a Igreja Católica Romana, até então indiferente e até mesmo suspeita, passou a demonstrar um profundo interesse.

Na assembléia do Concilio Mundial de Igrejas, reunida em Upsala, em 1968, os quinze observadores oficiais da Igreja Romana foram recebidos com uma calorosa salva de palmas. Inclusive um deles chegou a dizer que esperava o dia em que sua igreja viesse a ser um dos membros efetivos do citado Concilio.

Por todo o mundo onde o Concilio Mundial de Igrejas tem as suas filiais, os católico-romanos e protestantes estão se aproximando cada vez mais, unindo-se em muitos dos seus projetos e atividades da igreja. Hoje é muito comum ouvir de cultos e outros eventos religiosos, celebrados por pastores protestantes e sacerdotes católicos, ou vice-versa.

No Brasil, o ecumenismo tem lançado suas bases através do Concilio Nacional de Igrejas, e dele já fazem parte a Igreja Luterana, a Episcopal do Brasil, a Cristã Reformada e a Católica Romana.

NOSSAS OBJEÇÕES AO CMI E AO ECUMENISMO. O reverendo Alexander Davi, da Igreja Reformada, e professor do Seminário Teológico da Fé, de Gujranwala, Paquistão, abandonou o Concilio Mundial de Igrejas, e justificou a sua decisão com as seguintes palavras: “O Concilio Mundial de Igrejas está nos levando para a Igreja Católica Romana. O seu programa expresso é conseguir a união de todas as denominações protestantes em primeiro lugar; depois a união com a Igreja Ortodoxa Grega, e finalmente a Igreja Católica Romana. Essa união com a Igreja Católica Romana será uma grande tragédia para as igrejas protestantes, porque, em conseqüência, destruirá o testemunho distintivo do protestantismo. A Igreja Católica Romana não modificou a sua doutrina desde os dias da Reforma do século XVI, pelo contrário, tem acrescentado muitas tradições e superstições ao seu credo. Portanto, no caso de uma união, as igrejas protestantes serão, em última instância, absorvidas em uma igreja católica monolítica” (O Presbiteriano Bíblico, dezembro de 69 e maio de 70). Sede do Conselho Mundial de Igrejas (Genebra, Suíça)

Isto posto, é a seguinte a NOSSA POSIÇÃO diante do Concilio Mundial de Igrejas e de suas pretensões ecumenistas:

1) A unidade sobre a qual Cristo falou em João 17.19-23 tem o próprio Cristo, e não qualquer outra pessoa (mesmo que seja o papa), como centro de convergência.

2) Insistimos na absoluta necessidade de o homem nascer de novo (Jo 3.3), condição única para a salvação, enquanto o ecumenismo proposto pelo CMI procura congregar num “só rebanho”, salvos e ímpios, como se nenhuma diferença existisse entre ambos.

3) Insistimos na necessidade do cumprimento da ordem missionária de Jesus, o que só será possível se virmos os homens como Cristo os viu, pecadores perdidos, sujeitos ao inferno, não importando a que religião pertençam (Lc 19.10).

4) Insistimos na unidade da Igreja invisível em torno de Jesus Cristo, mas sob a orientação do Espírito Santo, independentemente do que os esforços e a política humana possam fazer.

5) Cremos que o Concilio Mundial de Igrejas, com a sua política ecumenista, está sendo instrumento de Satanás para levantar na Terra uma superigreja que, após o arrebatamento da verdadeira e triunfante Igreja, dará suporte espiritual ao governo do Anticristo, da Besta e do Falso Profeta, durante a Grande Tribulação.

Por estas e tantas outras razões, repudiamos o Concilio Mundial de Igrejas e a sua política ecumenista

Pastor Caio Fábio e os Pastores “Bundões”

O pastor Caio Fábio tem uma trajetória de vida muito interessante com características dificilmente encontradas num único homem;  excelente orador, filósofo, escritor, um pensador de altíssimo nível, um homem com o dom de discernimento e muitos outros dons espirituais. Uma pessoa admirável sob muitos aspectos. Como disse o pastor Ariovaldo Ramos: Caio Fábio é o melhor de nós.

Eu mesmo tenho profunda admiração pelo pastor Caio e profundo respeito pelo homem de Deus que ele é. A sua história de vida e ministério me fazem refletir muito sobre a minha própria vida, bem como sua postura atual em relação a igreja evangélica e a crítica quase constante a este segmento.

Caio rompeu com o movimento evangélico e deu início ao movimento chamado Caminho da Graça que atrai evangélicos e não evangélicos.

Vou me atrever a dar minha análise a respeito do ministério atual do pastor Caio Fábio e suas posturas, de forma alguma esta análise visa diminuir ou prejudicar o pastor, faço isso de boa mente pois eu mesmo tenho muitas fraquezas, mas isso não deve me impedir de fazer esta análise.

Lembro também que devemos aprender com os erros uns dos outros, Caio me ensina até errando.

Este abandono do movimento evangélico me faz recordar as experiências amargas de Moisés com o povo de Israel. Moisés sofreu muito, passou por crises tremendas de ministério, pediu para morrer em determinado momento ao dizer a Deus que riscasse seu nome do Livro da Vida.

Quando estava desiludido no ministério pastoral dizia a Deus: “Este teu povo!”, como se ele mesmo não tivesse e não quisesse compromisso com aquele povo de coração duro. Como pastor eu me solidarizo com Caio Fábio e Moisés, eu também já pensei em desistir algumas vezes, a pressão é muito grande e o ministério pastoral a cada dia é desvalorizado.

Moisés que era o homem mais manso da terra bateu na rocha devido a sua irritação com a igreja e por este gesto pagou um alto preço diante de Deus, como sabemos.

Pastor Caio continua batendo muito forte na igreja evangélica com a mesma irritação de Moisés ou pior, mais recentemente chamando os pastores, que não tomaram o mesmo caminho que ele tomou, de “bundões”, de “bundas moles”, querendo dizer que estes pastores, que vivenciam estes dilemas com a igreja evangélica, são frouxos e medrosos.

http://www.youtube.com/watch?v=FSVmBPkvOyQ&p=DF2C1F9FBE0834E8&playnext=1&index=1

Mas olhando a experiência de Moises e a de muitos pastores com os quais convivo, creio que esta postura ácida do Caio não procede, ao meu ver, foi ele quem correu da raia ao perceber o tamanho do desafio de pastorear a igreja evangélica brasileira que está no deserto da pós-modernidade.

A liberdade do Caio hoje é cômoda, boa pra quem não suportou a pressão. Caio é visto hoje por aqueles que o seguem como um João Batista chamando os religiosos evangélicos ao deserto do caminho da graça eu contundo o vejo mais como um Moisés que abandonou o rebanho no deserto. Mesmo assim ele continua sendo uma bênção, eu só penso que ele deveria “pegar mais leve” com os homens de Deus e tirar a trave do olho nesta questão.

Eu vejo que o profeta Moisés apesar do aperto, não fugiu da raia e pastoreou o rebanho tão endurecido pelo pecado até o ultimo suspiro.

O apóstolo Paulo também percebeu os problemas graves da igreja na Galácia, fez as denuncias apropriadas a respeito do legalismo, bem como do sincretismo dos Colossenses, mas não demonstrou em momento algum a mesma postura do Caio em relação a igreja. Paulo tratou o pecado de cada igreja sem contudo dar as costas, sem sair pela tangente.

Paulo tinha uma filosofia diferente diante dos desafios e desvios da igreja, a igreja de Éfeso, por exemplo, estava enfrentando problemas doutrinários e Paulo pede a Timóteo para ficar na igreja a fim de advertir que não ensinem outra doutrina. Fácil é sair, difícil é ficar e enfrentar, e denunciar estando dentro, fazer denuncias de fora é muito cômodo.

“Como te  roguei, quando parti para a Macedônia, que FICASSES em Éfeso, para advertires a  alguns, que não ensinem outra doutrina” I Tm 1.3

Observe que Paulo sabiamente usa  a palavra “alguns”, pois ele sabia que a grande maioria das pessoas daquela igreja eram gente boa de Deus e não descartou a igreja por causa de um grupelho de pessoas incautas.

Os pastores das sete igrejas do apocalipse, chamados de anjos, não abandonaram as suas congregações mesmo em face dos diversos e graves problemas que cada uma apresentou. Onde estariam as igrejas agora se todos os pastores que enfrentam problemas de religiosidade e secularismo, deixassem seus rebanhos que lhes foram confiados pelo Senhor?

Demonizar todo o movimento evangélico não resolve o problema, classificar de forma tão baixa os pastores que denunciam o mau no meio evangélico sem radicalizar e sem abandonar o rebanho, é um erro crasso pois nós haveremos de prestar contas diante de Deus pelas ovelhas que ele nos confiou.

Falta ao Caio moderação, equilíbrio psicológico e teológico, o fato de ser uma pessoa carismática e atraente não deve impedir que vejamos a tendência psíquica dele pela polarização, pela radicalização que é fruto dele mesmo e suas incongruências quando se diz avesso a teologia sistemática e de vez em quando ensina tal teologia, quando prega o evangelho que nós sabemos ser seletivo, ser de porta e caminho estreito e afirma que vai encontrar com Chico Xavier e com as “pessoinhas” boas do espiritismo e de outras religiões.

Caio só discursa sobre o lado ruim da igreja evangélica, é uma mania, é uma espécie de esquizofrenia, ele não percebe o lado bom, ele não realça o outro lado, a sua metralhadora giratória não para, ele atinge bons e maus sem distinção.

“Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível…vigilante, sóbrio…moderado, não contencioso…” I Tm 3.1-3

Falo com temor e tremor, mesmo porque tenho grande estima pela igreja evangélica e pelos pastores corajosos que não arredaram o pé diante de tão grande desafio. Tenho profunda estima por Caio Fábio e a minha estima por ele me leva a falar a verdade em amor.

 

Vitória da Conquista, 28 de setembro de 2010.

Pr. Stênio Verde

Pós-Grad se consolida como Instituição de Excelência em Vitória da Conquista e Sudoeste baiano

POS

Ao completar seis anos de existência, a Pós-Grad se consolida como uma das Instituições Conquistenses, que ajuda  de forma afirmativa, a definir e pontuar, o Município de Vitória da conquista como Polo de Educação da Região  Sudoeste baiana.

 Com  o destaque, que lhe já é peculiar  em seu lema, que diz: Pós-Graduação de Verdade,  a Pós-Grad contribui de forma positiva na formação Científica e Social nas várias áreas do conhecimento e, em especial a da saúde, onde são oferecidos cursos de especialização, oficinas e capacitação para profissionais recém formados e aos que já atuam no sistema de saúde, seja da rede pública ou privada do interior baiano e até da Capital (Salvador)

De modo que, pode-se afirmar  o elevado grau de aprovação e reconhecimento da comunidade acadêmica, de ex –alunos, profissionais que representam o segmento   e de toda a sociedade  da região do sudoeste da Bahia, como uma Instituição de Excelência.

Na avaliação  de seu diretor,  Biólogo Sérgio Bandeira Góes,  que diz: “A Pós-Grad  firmou –se no cenário educacional de pós-graduação do sudoeste da Bahia não só pela sua qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, mas também por sua seriedade e compromisso com a educação atual, pautada na ética e humanização do ensino”.  Sérgio acrescenta ainda que, a Instituição se preocupa também na fundamentação de uma mentalidade construtivista que atenda às necessidades do mercado e sobretudo do aluno.

A Pós-Grad foi a segunda instituição de cursos de pós-graduação lato sensu instalada em Vitória da Conquista e possui atualmente 32 turmas regulares em várias áreas do saber, totalizando  quase mil alunos em vários municípios da região  sudoeste da Bahia.

Com uma plataforma  sustentada na experiência e na capacidade gerencial de seus diretores, professores e auxiliares, a Pós-Grad caminha de passos largos  na expectativa de ampliar ainda mais o seu raio de ação, como o de Vitória da Conquista, que caminha como Expoente  e  Polo de Educação  do interior da Bahia. acesse: www.posgrad.com.br

Postagem no blog  – comendador Gildásio Amorim Fernandes

Segurança é o foco de rivais contra Jaques Wagner, líder nas pesquisas

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Arisson Marinho

 

Debate com os candidatos ao governo do estado na Tv Bahia

O debate entre candidatos ao governo baiano da TV Bahia (afiliada da Rede Globo) foi marcado por críticas ao aumento da violência no Estado e acusações de corrupção na gestão da saúde do governador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição. O ex-governador da Bahia Paulo Souto (DEM) disse que o crescimento da violência é um problema “assustador” da gestão de Wagner, com 18 mil homicídios em quatro anos. Geddel Vieira Lima (PMDB) afirmou que os jovens são “presas fáceis do tráfico de drogas” e cobrou a construção de vilas para policiais militares, promessa não cumprida. Segundo Wagner, as vilas não foram construídas porque estudos mostraram que a medida não é adequada. Nos quatro debates do Estado, a maior crítica foi sempre segurança. (Folha)

Presidente do PMDB procurou desfazer o mal entendido que declaração da presidenciável de apoio a Wagner causou

7758055_michel_temer_153_204Em Salvador, Temer busca ‘alinhar’ PMDB baiano

 

Uma semana após a candidata petista ao Palácio do Planalto ter dito, em Salvador, que Jaques Wagner (PT) era seu único candidato ao governo na Bahia, o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, veio à capital baiana nesta terça (28) tentar desfazer o mal-estar que perdurava entre o diretório estadual da legenda e a candidatura de Dilma Rousseff no plano nacional. O posicionamento da ex-ministra da Casa Civil deixou o candidato Geddel Vieira Lima sem o apoio de um de seus principais cabos eleitorais.

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Temer esteve na cidade acompanhado do ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco, que integra a coordenação geral da campanha de Dilma. Com Geddel, afinou o discurso e disse interpretar a declaração da presidenciável como “partidária”. “É natural que ela queira dar mais apoio ao candidato do seu partido na disputa da Bahia, mas isto não quer dizer que o projeto nacional tenha perdido espaço no PMDB da Bahia”, assegurou Temer.

O presidente da Câmara dos Deputados disse ainda que em nenhum momento Geddel Vieira Lima ameaçou declarar apoio a outro candidato que não fosse Dilma em consonância com o posicionamento nacional do PMDB. Ao longo a última semana, correu nos bastidores políticos da Bahia que Geddel poderia declarar apoio a Marina Silva (PV), o que não se concretizou.

“Em nenhum momento Geddel moveu palha para longe do governo Lula. Ele é um dos que entenderam que o governo foi excepcional e seu apoio é uma posição de manutenção de sua coerência, a mesma com a qual vem exercendo sua vida política”, elogiou. O próprio Geddel confirmou que, de sua parte, Dilma Rousseff continua a ter palanque duplo no Estado e, caso seja de fato eleita presidente, continuará uma relação de parceria com a chefe do Executivo brasileiro.

“Foi uma atitude partidária mas, de minha parte, me mantenho compromissado com o que acredito e com o que assumi”. Ao ser questionado sobre os motivos de Dilma, que supostamente o teria abandonado por conta de seu mau desempenho nas pesquisas, o candidato ironizou. “Se pesquisa ganhasse eleição, o governador da Bahia seria Paulo Souto e o prefeito de Salvador seria Antônio Imbassahy.”

Bancários entram em greve por tempo indeterminado

 

A Tarde Online

Os bancários entraram em greve na manhã desta quarta-feira, 29. Em assembleia realizada no Ginásio de Esportes do Sindicato da Bancários, no bairro dos Aflitos, na noite desta terça, 28, a categoria decidiu não aceitar os 4,29% propostos pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e resolveu paralisar as atividades por tempo indeterminado.

Apenas o atendimento aos aposentados está sendo mantido. No entanto, de acordo com o Delegado Sindical do Banco do Nordeste, Ademir Reis, a expectativa, a princípio, é de que todas as atividades sejam paralisadas aos poucos.

A categoria reivindica 11% de reajuste salarial, valorização dos pisos salariais, melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), melhores condições de trabalho, entre outros. A greve atinge, além da Bahia, outros 23 estados e o Distrito Federal.

Artigo:XINGAMENTOS NO ESTÁDIO DE FUTEBOL

 

 

 

 

 

 

Pedro Henrique e o infante Felipe são torcedores do Vitória Esporte Clube da Bahia, seguindo as preferências do pai e do avô paterno que são torcedores fervorosos e sócios contribuintes do clube. Nas partidas de decisões não levam os filhos/netos por terem medo da violência nos estádios, perpetrada pelos vândalos da torcida organizada que acaba por macular a alegria do torcedor.

 

A mãe dos meninos é muito rígida com relação ao comportamento dos filhos, exigindo deles muito respeito pelas pessoas, não tolera palavrões ou qualquer tipo de ofensas que os desvirtuem da boa educação.

 

Seu Raimundo, o avô, incentiva Felipe, o mais novo, a xingar o Juiz de futebol e os adversários.  O menino adora esse procedimento, acha o máximo essas expressões empolgantes. Isso, na ausência da mãe, que reprova tal atitude. O avô o adverte para não revelar à mãe suas atitudes no estádio. Xingar, só vale no estádio, entendeu Felipe?

 

Certa feita, foi para a arena toda a família prestigiar o time numa partida importante na classificação do clube para o campeonato local versus o rival Esporte Clube Bahia.

 

Quando da marcação de uma falta contra o Vitória, o garoto Felipe xingou a mãe do Juiz e o adversário com palavras injuriosas.  A mãe, surpreendida com a colocação do filho, o reclamou pelo comportamento indevido e ele respondeu: ─ Minha mãe, aqui no campo, meu avô disse que pode.

 

Na verdade, o torcedor é a maior estrela do futebol. Os momentos de alegria quando está ganhando transformam-se em tristeza quando está perdendo e aí vem à indignação e o desabafo através dos xingamentos ao juiz e adversários, uma forma de extravasar os seus sentimentos de angústia e frustração, quando não concorda com a investida faltosa do adversário e a marcação do juiz, perdendo a compostura.

 

É a presença do torcedor que faz o espetáculo acontecer na arquibancada, portanto, a meu ver, tem todo o direito e externar as suas emoções em apoio ao seu clube de estimação sem radicalismo e violência, apenas o desabafo pelas alegrias ou tristezas; pela paixão, pelas angústias ou pelas frustrações de torcedor.

 

Com as novas regras mais rígida do novo Estatuto do Torcedor, sancionada pelo presidente, diante do exposto, copiei do site R7.com o seguinte comentário: Os xingamentos verbais, como gritar e xingar a mãe do Juiz de futebol ou do adversário, por exemplo, não são citados no estatuto, que também não prevê quem vai fiscalizar o comportamento dos torcedores e como isso vai ser feito.

 

Em nota veiculada no Jornal do Brasil em processo do Tribunal de Justiça TJ/RJ, contra Renato Gaucho, com adaptações, divulgamos os seguintes comentários: Apesar da Desembargadora Gizelta Leitão Teixeira também não achar tolerável que uma pessoa, ainda mais um jogador de futebol conhecido internacionalmente, venha aos órgãos de imprensa dizer palavras que repercutem no social e denigrem a imagem de um profissional sério, acabou prevalecendo a opinião do Desembargador Laerson Mauro.

 

Comentários do Desembargador Laerson Mauro no julgamento contra as ofensas proferidas por Renato Gaucho [jogador]: “No futebol é natural, participando até da cultura de nosso povo, a prática de xingamento de toda espécie, envolvendo torcedores, jogadores, técnicos, árbitros e mesmo dirigentes”.

 

Pelo novo projeto do Estatuto do Torcedor, o xingamento nas arenas, como forma de violência, está proibido e será punido quem o exercitar, entre outras proibições constantes do estatuto.

 Cabe ao torcedor fazer o julgamento se a medida será ou não cumprida. Infelizmente, temos uma enxurrada de leis, muitas não funcionam, o que se traduz num verdadeiro absurdo.

 

 Xingar nos estádios agora é crime.

 

 O torcedor levou um belo cartão vermelho devido à impetuosidade do entusiasmo revoltante ao investir contra o juiz e adversários que não agiram corretamente, segundo a sua opinião.  Para se adequar à lei o torcedor precisa ser reeducado, pois, o uso do ‘cachimbo é que bota a boca torta’, porquanto, é costume e hábito do torcedor esse procedimento.

 

O torcedor terá de engolir calado as determinações do juiz?

 Certo ou errado, a lei deve prevalecer. A revolta agora virou crime.

 

Antonio Novais Torres.

 [email protected]. Brumado em 31/7/2010 – Revisado

TSE BARRARÁ OS FICHAS-SUJAS BAIANOS

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De acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, a Corte deve barrar os nove fichas sujas baianos que foram liberados pelo TRE local para concorrer nas eleições deste ano. A decisão final sobre a possibilidade de assumir os mandatos, entretanto, está mesmo nas mãos do Supremo (STF), que avalia a validade da Lei da Ficha Limpa para este ano. “A jurisprudência do TSE hoje, amplamente majoritária, é no sentido que a lei vale para estas eleições”, endossou. Em visita ao TRE da Bahia, nesta segunda, o magistrado entende que, a indefinição no STF só terá fim quando for nomeado outro ministro para a vaga de Eros Grau, que se aposentou em agosto. A disputa está empatada em 5 a 5. “Provavelmente teremos que aguardar a nomeaçãodo11 º ministro do Supremo para desempatar a questão”, disse Lewandowski. Informações do A Tarde.

DILMA CAI EM TODOS OS ESTADOS


 

 

 

Houve queda da presidenciável Dilma Rousseff (PT), no último levantamento do Datafolha, publicado nesta terça (28), em todos os estratos da população, nos cortes por sexo, região, renda, escolaridade e idade. Uma das maiores baixas (queda de 5% nas intenções de voto) se deu entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (entre R$ 1.020 e R$ 2.550). Cerca de 33% da população brasileira se encaixa nessa faixa de renda. Dilma perde votos desde a segunda semana de setembro, quando o escândalo do suposto tráfico de influência na Casa Civil levou ao pedido de demissão de sua ex-principal assessora, Erenice Guerra. De lá para cá, o total das intenções de voto na petista caiu de 51% para 46%. Já a soma de seus adversários subiu de 39% para 44%. Votos brancos, nulo e eleitores que não votarão em nenhum candidato somam 3%. O número de indecisos é de 7%. Os outros candidatos não alcançaram 1%. 29

 

Edvaldo diz que Dilma desrespeita baiano ao dar eleição na Bahia como encerrada

Toni-Brito-Edvaldo-e-Walter-Pinheiro-300x225Antonio Brito, Edvaldo Brito e Walter Pinheiro

O candidato a senador Edvaldo Brito (PTB) classificou hoje como um equívoco da presidenciável petista Dilma Roussef “e de quem quer que seja” dar a eleição para o governo baiano como acabada. “No mínimo é um desrespeito ao baiano”, disse Brito, numa referência às declarações da candidata do PT, na semana passada, em Salvador, desprezando a candidatura do candidato a governador do PMDB, Geddel Vieira Lima, que encabeça a sua chapa.

As declarações de Brito foram dadas em almoço hoje com o filho, o candidato a deputado federal Antonio Brito, e a imprensa no restaurante Baby-Beef. Citando um a um o nome dos jornalistas presentes, o candidato a senador, que é também vice-prefeito de Salvador, falou sobre sua história de vida, a decisão de retornar à política em 2008 por influência do filho e da certeza de que, qualquer que seja o resultado das eleições de outubro, terá ganho a disputa.

Dada a atenção que sua campanha vem despertando para temas como a educação, uma de suas bandeiras, “valeu a pena!”, afirmou Brito, que evitou falar sobre seu futuro político e a possibilidade de sair do dia 3 de outubro como um potencial candidato à Prefeitura de Salvador em 2012. Antonio Brito falou sobre o prazer em estar fazendo a disputa ombro a ombro com o pai e revelou os motivos porque decidiu se candidatar.

Lembrou que com a morte do ex-deputado federal Urcisino Queiroz a representação do setor filatrópico ficou órfã na Bahia e que depois de uma conversa com o pai resolveu aceitar o desafio que o segmento lhe propunha como forma também de dar publicidade e ampliar as conquistas que tinha feito na área como representante de várias organizações do ramo. Os dois foram saudados pelo diretor da Tribuna da Bahia, Walter Pinheiro.

“Todo poder tem limite”

Folha3Editorial da Folha de S.Paulo: ‘Todo poder tem limite’

Vai abaixo, por oportuno, o texto do editorial da Folha deste domingo, excepcionalmente veiculado na primeira página:

“Os altos índices de aprovação popular do presidente Lula não são fortuitos. Refletem o ambiente internacional favorável aos países em desenvolvimento, apesar da crise que atinge o mundo desenvolvido. Refletem, em especial, os acertos do atual chefe do Estado.
Lula teve o discernimento de manter a política econômica sensata de seu antecessor. Seu governo conduziu à retomada do crescimento e ampliou uma antes incipiente política de transferências de renda aos estratos sociais mais carentes. A desigualdade social, ainda imensa, começa a se reduzir. Ninguém lhe contesta seriamente esses méritos.
Nem por isso seu governo pode julgar-se acima de críticas. O direito de inquirir, duvidar e divergir da autoridade pública é o cerne da democracia, que não se resume apenas à preponderância da vontade da maioria.
Vai longe, aliás, o tempo em que não se respeitavam maiorias no Brasil. As eleições são livres e diretas, as apurações, confiáveis -e ninguém questiona que o vencedor toma posse e governa.
Se existe risco à vista, é de enfraquecimento do sistema de freios e contrapesos que protege as liberdades públicas e o direito ao dissenso quando se formam ondas eleitorais avassaladoras, ainda que passageiras.

Nesses períodos, é a imprensa independente quem emite o primeiro alarme, não sendo outro o motivo do nervosismo presidencial em relação a jornais e revistas nesta altura da campanha eleitoral.
Pois foi a imprensa quem revelou ao país que uma agência da Receita Federal plantada no berço político do PT, no ABC paulista, fora convertida em órgão de espionagem clandestina contra adversários.
Foi a imprensa quem mostrou que o principal gabinete do governo, a assessoria imediata de Lula e de sua candidata Dilma Rousseff, estava minado por espantosa infiltração de interesses particulares. É de calcular o grau de desleixo para com o dinheiro e os direitos do contribuinte ao longo da vasta extensão do Estado federal.
Esta Folha procura manter uma orientação de independência, pluralidade e apartidarismo editoriais, o que redunda em questionamentos incisivos durante períodos de polarização eleitoral.
Quem acompanha a trajetória do jornal sabe o quanto essa mesma orientação foi incômoda ao governo tucano. Basta lembrar que Fernando Henrique Cardoso, na entrevista em que se despediu da Presidência, acusou a Folha de haver tentado insuflar seu impeachment.
Lula e a candidata oficial têm-se limitado até aqui a vituperar a imprensa, exercendo seu próprio direito à livre expressão, embora em termos incompatíveis com a serenidade requerida no exercício do cargo que pretendem intercambiar.
Fiquem ambos advertidos, porém, de que tais bravatas somente redobram a confiança na utilidade pública do jornalismo livre. Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas -e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo.

Hélio Bicudo: ‘País pode caminhar para ditadura civil’

Eduardo Anizelli/Folha
Durante 25 anos, a biografia de Hélio Bicudo enfeitou os quadros do PT. Com o passar do tempo, o promotor franzino tornou-se um estorvo. Em 2005, ano do mensalão, achou que era hora de se desfiliar.

Na semana passada, Bicudo, 88, voltou ao meio-fio num em defesa da democracia e da liberdade de imprensa. Uma reação a Lula. Acha-o diferente do Lula de quem fora vice, nos anos 80, numa chapa que disputou o governo de São Paulo.

Em entrevista veiculada neste domingo (26) em ‘A Gazeta’, Bicudo declara: sob a liderança de Lula, “o Brasil pode caminhar para uma ditadura civil”. Vão abaixo algumas de suas declarações:

– A democracia está sob ameaça? Acho que sim, porque o presidente da República ignora a Constituição, se acha acima do bem e do mal, e, com uma vitória que está delineada em favor da sua candidata, concentrará todos os poderes da República em suas mãos, além do apoio da maioria dos Estados e da população em geral. Com uma pessoa com esse potencial, e que não vê no ordenamento jurídico do país a maneira de estabilizar as discussões e debates, o Brasil pode caminhar para uma ditadura civil, sem dúvida.
– Depois de 25 anos no PT, imaginou que isso pudesse acontecer? De início, não, mas no final, achava que aconteceria essa reviravolta. Foi marcante aquela carta aos brasileiros que Lula escreveu antes da sua primeira eleição, demarcando uma posição muito mais para o neoliberalismo do que para o socialismo.
– Vê diferenças entre o neoliberalismo de FHC e de Lula? Não há nenhuma diferença, porque quem comanda as decisões políticas hoje, como ontem, é o próprio capital.
– O PT indicava uma prática diferente? O PT fazia uma oposição bastante forte nos governos Sarney e Fernando Henrique. A partir do governo Lula, a unanimidade popular que ele foi conquistando afastou a oposição do seu caminho. E o que aconteceu? Sobre o mensalão e os outros atos de corrupção apontados, nada se fez. Quando Lula diz que é presidente da República até sexta-feira à noite, e depois fecha a gaveta e só volta na segunda-feira, pratica crime de responsabilidade. Afinal, como presidente ele jurou obedecer às leis do país. E a Constituição não permite que um presidente da República participe da campanha eleitoral como ele está participando. É crime que leva ao impeachment, mas nem os partidos políticos, nem a sociedade civil movem nenhuma pedra contra isso.
– O que esperar de Dilma? Quem continuará mandando no país vai ser Lula. Dilma diz que ela é o Lula. Então as coisas continuarão como estão, com a mesma corrupção, o mesmo manejo da coisa pública.
– Imaginava voltar às ruas em defesa da democracia? A gente fica frustrado, depois de uma longa luta em prol da democracia, ver o que estamos vendo. E acho que não temos democracia, até pela maneira pela qual se conduz a vida pública, onde um grupelho toma conta do governo, pondo nele seus parentes, seus amigos… Não é o governo do povo. Veja a própria constituição do Supremo Tribunal Federal, onde não se fez uma consulta maior para a escolha dos ministros. Ela foi pessoal, feita pelo próprio presidente. Leis passam na Câmara e no Senado, por atuação da presidência da República, que transformou o Legislativo em algo sem a menor expressão. […] Quem manda no país, passa por cima das leis é ele, Lula. Vai eleger a presidenta que fará o que ele quiser.
– Como vê Lula? Um homem inteligente, que poderia usar essa inteligência para implementar e fortalecer a democracia no país, mas optou por incrementar o poder pessoal. […] Ele sempre mandou no partido, afastou as lideranças que pudessem competir com ele. É o dono, sente-se acima do bem e do mal.
– Os escândalos e o ‘eu não sabia’: Ele sabia de tudo, deixou as coisas escaparem. A oposição não atuou e, hoje, chegamos onde estamos.
– Incompetência da oposição? Foi inexistência de oposição.
– A saída do PT, em 2005: Saí porque achei que o partido não estava trilhando a estrada que havia traçado no seu nascedouro. Ele deixou de representar o povo. Pode até ter o voto do povo, mas representa os interesses daqueles que o comandam.
– Lula e a imprensa: Olha, Lula vive dizendo que a imprensa o prejudica. Eu acho que é o contrário. […] A imprensa tem ajudado Lula e seus candidatos. Você não pega um jornal, um programa de televisão, que não exiba um retrato dele. O povo não vê o que está escrito além dá manchete. Funciona como propaganda.
– Lula e a popularidade: Mis-en-scène… Pergunto: com tudo isso, o que o Brasil conseguiu, do ponto de vista internacional? Zero. A questão da popularidade não tem relação com a eficiência. Olha o caso do Irã. Tem maior vergonha do que isso? Nossa política externa é péssima. O Brasil não conseguiu colocar uma pessoa em cargo relevante no conceito internacional. Em matéria de Direitos Humanos, botaram lá em Genebra uma pessoa que jejuna nessa área. E onde estão os direitos humanos no Brasil, onde o presidente aceita que a Lei de Anistia contemple também torturadores? E a compra de 36 aviões de caça? Uma brincadeira, desperdício de dinheiro público…

– O ‘ato contra o golpismo midiático’, com CUT, UNE, movimentos sociais e políticos governistas: Lula sempre diz que há uma revolução midiática para retirá-lo do poder. Os pelegos dele é que fizeram o movimento em contrário ao nosso.
– O manifesto pró-liberdade de expressão: Ontem, mais de 20 mil pessoas já tinham assinado o nosso documento. A semente foi plantada, e agora depende da sociedade. Porque o problema é também de pós-eleição. Repetindo o que já foi dito: se você não vigia, não tem democracia. Deve-se vigiar permanentemente quem governa o país, para que não haja desvios. Seja quem for eleito, independentemente do partido político.
– Vê méritos neste governo? A questão é: o que o governo pretende com sua atuação? Para mim, só autoritarismo.
– O convívio com Lula: Sim, mas os tempos mudaram completamente. Ele acabou com as lideranças do partido, e lançou uma pessoa que nem era do partido, tradicionalmente, à presidente. Hoje o PT não tem diferença nenhuma dos outros partidos.
– A opção por Marina Silva: […] Entre os candidatos que estão aí, é ela quem tem as melhores condições, do ponto de vista de sua vida, do trabalho que já fez e se propõe a fazer…

Artigo: O corpo de Lula e o pacto social


Tales A. M. Ab’Sáber *

Lula deu início a seu governo declarando de modo desafiador e irônico que surpreenderia fundamentalmente tanto a direita quanto a esquerda. Afora o que há de autocomplacência lépida e demagogia comum na frase, de resto dimensões narcísicas do discurso que o político e seu governo jamais aboliram, há nela, em seu fundo, uma verdade política explícita forte, que acabou por se confirmar historicamente.

O principal da frase não é seu tom paradoxal e triunfante, a célebre tendência falastrona do presidente, da qual ele próprio é autoconsciente, mas a clara referência a fazer uma política que intervenha nos dois polos opostos da vida nacional, o claro desejo de articular os extremos em seu governo, e desde já podemos dizer, em seu corpo, de modo a que as posições políticas limites acabassem por suspender, rever e inverter seus próprios critérios, uma a favor da outra. E de fato este projeto foi desenvolvido, consciente ou inconscientemente, de modo determinado e por golpes do acaso, ao longo de seus dois governos.

Esse foi o paradoxo social e político do governo Lula.

Ele foi expresso em duas dimensões: uma, junto à massa de pobres que aderiu pessoalmente ao presidente, como lulismo; outra, como pragmatismo e grande liberdade liberal, tanto para a economia quanto para os velhos e bons negócios da fisiologia e do amplo patrimonialismo brasileiro mais tradicional.

O fato de um novo grupo, o do partido do presidente e dos sindicalistas ligados a ele, adentrar o velho condomínio do poder não representava problema suficiente para as velhas estruturas de controle político nacional, ainda mais se isso significasse, como acabou por se confirmar, o fim da tensão classista e contestatória própria à tradição histórica petista.

O fim incondicional da perspectiva de luta de classes do Partido dos Trabalhadores, e sua adesão enquanto partido no poder à tradição política imoral e particularista brasileiras, foi o primeiro e muito importante movimento político realizado pelo governo Lula, em sua busca de consenso em todo o espectro da vida social brasileira.

Derrotado o próprio habitus de oposição de seu partido, que chegava ao poder através do corpo transferencial – ou seja, amoroso – de Lula, realizou-se sua primeira grande mágica política: a dissolução de qualquer oposição real ao próprio governo.

Isso por que, de fato, o segundo muito claro e ainda mais fundamental golpe, este de caráter econômico, simplesmente deixou a oposição à direita do governo durante anos sem objeto e sem discurso, para além de sua tradicional e dócil tendência de agregação a todo poder efetivo: Lula entregou inteiramente as grandes balizas macroeconômicas essenciais do país às avaliações e às tensões particulares do mercado interno e global, ao autonomisar na prática o Banco Central, realizando assim uma velha demanda neoliberal e peessedebista, além de colocar em sua direção um verdadeiro banqueiro internacional puro-sangue, Henrique Meirelles, ex-presidente do Bank Boston. Assim ele simplesmente se apropriou sub-repticiamente da árdua herança econômica tucana.

Esse golpe, como não poderia deixar de ser, atingiu profundamente as bases ideológicas e práticas da direita local. Através dele, com um gesto de cordialidade que seria retribuído, Lula simplesmente roubou a verdadeira base social tucana.

Além de constelar as classes muito pobres em seu projeto político, o que já foi demonstrado por André Singer, Lula também cooptou amplamente os muito ricos, movimento sem o qual não se pode explicar o grande consenso que se criou ao redor do seu nome.

Nas vésperas de sua segunda eleição, grandes banqueiros declaravam explicitamente nos jornais que para eles tanto fazia a vitória de Lula ou de seu rival conservador de então, Geraldo Alckmin. O que, de fato, creio que era uma inverdade. Eles preferiam Lula.

A grande direita econômica se realinhara ao redor de um governo neopopulista de mercado, que buscava realizar seu pacto social, que não foi escrito como o de Moncloa, mas garantido pelo corpo carismático especial de Lula.

Era bom um governo a favor de tudo que pacificasse e integrasse as tensões sociais brasileiras tendo como único fiador mágico o corpo transferencial de Lula, a radicalidade de seu carisma.

O terceiro elemento muito poderoso na construção do amplo pacto social lulista foi a tão ampla quanto propagandeada política de bolsas sociais, articulada a uma imensa expansão do crédito popular, que, se não realizou a cidadania plena dos pobres de nenhum modo, lhes deu a importante ilusão de pertença social pela via de algum baixo consumo, o que, dado o estado atual de regressão das coisas humanas, é o único critério suficiente de realização e felicidade.

E, também, de realização do próprio mercado e da produção local, que se aquecia, ficando feliz, bem feliz – como foi feliz a própria cultura soft e popzinha cheia de cantoras malemolentes do período.

Lula passou a ser um grande agenciador do desejo geral ao ensaiar um mínimo circulo virtuoso na economia, com uma social democracia mínima, fundada de fato sobre o pacto político estranho que realizou. Resultado: certa vez ouvi, no mesmo dia, de um barão banqueiro e da diarista que trabalha em casa a mesma frase: “Lula fez muito bem para o Brasil”.

Assim definitivamente, pela desmobilização da tradição crítica, pelos interesses graúdos bem garantidos, com boas perspectivas de negócios, e pelos pobres podendo sentir o gostinho de uma TV de plasma comprada em 30 meses, não havia por que existir, de nenhum modo, oposição política ao governo do então presidente, ex-pau de arara, ex-metalúrgico, ex-sindicalista, ex-socialista petista.

Sua aprovação bateu e se manteve nos 80%, respondendo, de modo desigual, mas combinado, a interesses concretos diversos, articulados em seu corpo garantia, o que, considerando-se as clivagens ainda radicais do País, não deixa de ser uma verdadeira política do absurdo.

Para o desespero dos chiques entre si tupiniquins e paulistanos, Lula também continuou a sinalizar simbolicamente, abertamente, aos pobres com seu antigo habitus de classe, em festas juninas, churrascos com futebol e isopores de cerveja na praia privativa da Presidência, além do famoso futebolês, e assim convencendo-os facilmente e oniricamente, via identificação carismática – seu corpo transferencial – que eles não poderiam esperar nenhum ganho social para além dele, que ele, que era um deles, representava o limite social absoluto dos interesses dos pobres no País.

Ao final do período, um dado fantástico entrou em cena: com a falência adiantada, a partir de 2008, do capitalismo financeiro americano e europeu, o Brasil, com seu governo de esquerda a favor de tudo, se tornou um verdadeiro hype político e econômico global.

Pela primeira vez na história deste País, dada a regressão e paralisação geral do sistema internacional, o Brasil, sempre algo avançado e algo regredido nas coisas da civilização, tornou-se “inteiramente contemporâneo” do momento atual do capitalismo global, que, em grande dívida consigo mesmo, não representava mais medida externa para países periféricos como o nosso.

Noutras palavras, o capitalismo geral deu um grande passo na direção de sua brasilianização.

Assim, era necessário que surgisse tanto um novo modelo conservador que desse conta da avançada ruína neoliberal quanto uma injeção de esperança econômica para a crise geral, e nada como um bem-comportado mercado emergente como o brasileiro, satisfeito e integralmente convencido pelo sistema das mercadorias, para reanimar a ideologia mais ampla.

Tudo isso Lula amarrou em seu amplo pacto, tramado em seu corpo retórico, que também tinha um grande potencial simbólico pop para a indústria cultural global, significante advindo do todo, nada estudado pelos cientistas sociais. Ele virou o cara, para um Obama em busca de alguma referência para o próprio descarrilamento econômico e social de seu mundo.

Enfim, liquidando a oposição, mantendo as práticas políticas fisiológicas tradicionais brasileiras, roubando a base social real da direita, promovendo uma mínima inserção social de massas pela via do consumo, exercitando seu carisma identificatório e pop com os pobres e com a indústria cultural global e servindo como modelo para o momento avançado da crise do capitalismo central, Lula simplesmente rapou a mesa da política nacional.

Além, é claro, de sua proverbial estrela: no mesmo período o país descobriu petróleo e foi brindado pelo mercado do fetichismo universal da mercadoria com uma Copa do Mundo e uma Olimpíada! Certamente deve haver algum método, se não muito, em tal ordem fantástica das coisas.

Sua estrela, seu corpo carismático e sua habilidade pragmática, macunaímica para alguns, bras-cubiana para outros, certamente midiática e pós-ética, realizaram, com poucos mortos e feridos – aparentemente, sacrificou-se apenas a perspectiva crítica da esquerda, que é a minha – um verdadeiro pacto social a favor que, enquanto o PT de fato existiu, a direita jamais conseguiu realizar neste país.

Tales A. M. Ab’Sáber é psicanalista e professor de Filosofia da Psicanálise no Curso de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). É autor de O Sonhar Restaurado – Formas de Sonhar em Bion, Winnicott e Freud (Ed.34, 2005).