A Gente diz

Edvaldo diz que Dilma desrespeita baiano ao dar eleição na Bahia como encerrada

Toni-Brito-Edvaldo-e-Walter-Pinheiro-300x225Antonio Brito, Edvaldo Brito e Walter Pinheiro

O candidato a senador Edvaldo Brito (PTB) classificou hoje como um equívoco da presidenciável petista Dilma Roussef “e de quem quer que seja” dar a eleição para o governo baiano como acabada. “No mínimo é um desrespeito ao baiano”, disse Brito, numa referência às declarações da candidata do PT, na semana passada, em Salvador, desprezando a candidatura do candidato a governador do PMDB, Geddel Vieira Lima, que encabeça a sua chapa.

As declarações de Brito foram dadas em almoço hoje com o filho, o candidato a deputado federal Antonio Brito, e a imprensa no restaurante Baby-Beef. Citando um a um o nome dos jornalistas presentes, o candidato a senador, que é também vice-prefeito de Salvador, falou sobre sua história de vida, a decisão de retornar à política em 2008 por influência do filho e da certeza de que, qualquer que seja o resultado das eleições de outubro, terá ganho a disputa.

Dada a atenção que sua campanha vem despertando para temas como a educação, uma de suas bandeiras, “valeu a pena!”, afirmou Brito, que evitou falar sobre seu futuro político e a possibilidade de sair do dia 3 de outubro como um potencial candidato à Prefeitura de Salvador em 2012. Antonio Brito falou sobre o prazer em estar fazendo a disputa ombro a ombro com o pai e revelou os motivos porque decidiu se candidatar.

Lembrou que com a morte do ex-deputado federal Urcisino Queiroz a representação do setor filatrópico ficou órfã na Bahia e que depois de uma conversa com o pai resolveu aceitar o desafio que o segmento lhe propunha como forma também de dar publicidade e ampliar as conquistas que tinha feito na área como representante de várias organizações do ramo. Os dois foram saudados pelo diretor da Tribuna da Bahia, Walter Pinheiro.

“Todo poder tem limite”

Folha3Editorial da Folha de S.Paulo: ‘Todo poder tem limite’

Vai abaixo, por oportuno, o texto do editorial da Folha deste domingo, excepcionalmente veiculado na primeira página:

“Os altos índices de aprovação popular do presidente Lula não são fortuitos. Refletem o ambiente internacional favorável aos países em desenvolvimento, apesar da crise que atinge o mundo desenvolvido. Refletem, em especial, os acertos do atual chefe do Estado.
Lula teve o discernimento de manter a política econômica sensata de seu antecessor. Seu governo conduziu à retomada do crescimento e ampliou uma antes incipiente política de transferências de renda aos estratos sociais mais carentes. A desigualdade social, ainda imensa, começa a se reduzir. Ninguém lhe contesta seriamente esses méritos.
Nem por isso seu governo pode julgar-se acima de críticas. O direito de inquirir, duvidar e divergir da autoridade pública é o cerne da democracia, que não se resume apenas à preponderância da vontade da maioria.
Vai longe, aliás, o tempo em que não se respeitavam maiorias no Brasil. As eleições são livres e diretas, as apurações, confiáveis -e ninguém questiona que o vencedor toma posse e governa.
Se existe risco à vista, é de enfraquecimento do sistema de freios e contrapesos que protege as liberdades públicas e o direito ao dissenso quando se formam ondas eleitorais avassaladoras, ainda que passageiras.

Nesses períodos, é a imprensa independente quem emite o primeiro alarme, não sendo outro o motivo do nervosismo presidencial em relação a jornais e revistas nesta altura da campanha eleitoral.
Pois foi a imprensa quem revelou ao país que uma agência da Receita Federal plantada no berço político do PT, no ABC paulista, fora convertida em órgão de espionagem clandestina contra adversários.
Foi a imprensa quem mostrou que o principal gabinete do governo, a assessoria imediata de Lula e de sua candidata Dilma Rousseff, estava minado por espantosa infiltração de interesses particulares. É de calcular o grau de desleixo para com o dinheiro e os direitos do contribuinte ao longo da vasta extensão do Estado federal.
Esta Folha procura manter uma orientação de independência, pluralidade e apartidarismo editoriais, o que redunda em questionamentos incisivos durante períodos de polarização eleitoral.
Quem acompanha a trajetória do jornal sabe o quanto essa mesma orientação foi incômoda ao governo tucano. Basta lembrar que Fernando Henrique Cardoso, na entrevista em que se despediu da Presidência, acusou a Folha de haver tentado insuflar seu impeachment.
Lula e a candidata oficial têm-se limitado até aqui a vituperar a imprensa, exercendo seu próprio direito à livre expressão, embora em termos incompatíveis com a serenidade requerida no exercício do cargo que pretendem intercambiar.
Fiquem ambos advertidos, porém, de que tais bravatas somente redobram a confiança na utilidade pública do jornalismo livre. Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas -e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo.

Hélio Bicudo: ‘País pode caminhar para ditadura civil’

Eduardo Anizelli/Folha
Durante 25 anos, a biografia de Hélio Bicudo enfeitou os quadros do PT. Com o passar do tempo, o promotor franzino tornou-se um estorvo. Em 2005, ano do mensalão, achou que era hora de se desfiliar.

Na semana passada, Bicudo, 88, voltou ao meio-fio num em defesa da democracia e da liberdade de imprensa. Uma reação a Lula. Acha-o diferente do Lula de quem fora vice, nos anos 80, numa chapa que disputou o governo de São Paulo.

Em entrevista veiculada neste domingo (26) em ‘A Gazeta’, Bicudo declara: sob a liderança de Lula, “o Brasil pode caminhar para uma ditadura civil”. Vão abaixo algumas de suas declarações:

– A democracia está sob ameaça? Acho que sim, porque o presidente da República ignora a Constituição, se acha acima do bem e do mal, e, com uma vitória que está delineada em favor da sua candidata, concentrará todos os poderes da República em suas mãos, além do apoio da maioria dos Estados e da população em geral. Com uma pessoa com esse potencial, e que não vê no ordenamento jurídico do país a maneira de estabilizar as discussões e debates, o Brasil pode caminhar para uma ditadura civil, sem dúvida.
– Depois de 25 anos no PT, imaginou que isso pudesse acontecer? De início, não, mas no final, achava que aconteceria essa reviravolta. Foi marcante aquela carta aos brasileiros que Lula escreveu antes da sua primeira eleição, demarcando uma posição muito mais para o neoliberalismo do que para o socialismo.
– Vê diferenças entre o neoliberalismo de FHC e de Lula? Não há nenhuma diferença, porque quem comanda as decisões políticas hoje, como ontem, é o próprio capital.
– O PT indicava uma prática diferente? O PT fazia uma oposição bastante forte nos governos Sarney e Fernando Henrique. A partir do governo Lula, a unanimidade popular que ele foi conquistando afastou a oposição do seu caminho. E o que aconteceu? Sobre o mensalão e os outros atos de corrupção apontados, nada se fez. Quando Lula diz que é presidente da República até sexta-feira à noite, e depois fecha a gaveta e só volta na segunda-feira, pratica crime de responsabilidade. Afinal, como presidente ele jurou obedecer às leis do país. E a Constituição não permite que um presidente da República participe da campanha eleitoral como ele está participando. É crime que leva ao impeachment, mas nem os partidos políticos, nem a sociedade civil movem nenhuma pedra contra isso.
– O que esperar de Dilma? Quem continuará mandando no país vai ser Lula. Dilma diz que ela é o Lula. Então as coisas continuarão como estão, com a mesma corrupção, o mesmo manejo da coisa pública.
– Imaginava voltar às ruas em defesa da democracia? A gente fica frustrado, depois de uma longa luta em prol da democracia, ver o que estamos vendo. E acho que não temos democracia, até pela maneira pela qual se conduz a vida pública, onde um grupelho toma conta do governo, pondo nele seus parentes, seus amigos… Não é o governo do povo. Veja a própria constituição do Supremo Tribunal Federal, onde não se fez uma consulta maior para a escolha dos ministros. Ela foi pessoal, feita pelo próprio presidente. Leis passam na Câmara e no Senado, por atuação da presidência da República, que transformou o Legislativo em algo sem a menor expressão. […] Quem manda no país, passa por cima das leis é ele, Lula. Vai eleger a presidenta que fará o que ele quiser.
– Como vê Lula? Um homem inteligente, que poderia usar essa inteligência para implementar e fortalecer a democracia no país, mas optou por incrementar o poder pessoal. […] Ele sempre mandou no partido, afastou as lideranças que pudessem competir com ele. É o dono, sente-se acima do bem e do mal.
– Os escândalos e o ‘eu não sabia’: Ele sabia de tudo, deixou as coisas escaparem. A oposição não atuou e, hoje, chegamos onde estamos.
– Incompetência da oposição? Foi inexistência de oposição.
– A saída do PT, em 2005: Saí porque achei que o partido não estava trilhando a estrada que havia traçado no seu nascedouro. Ele deixou de representar o povo. Pode até ter o voto do povo, mas representa os interesses daqueles que o comandam.
– Lula e a imprensa: Olha, Lula vive dizendo que a imprensa o prejudica. Eu acho que é o contrário. […] A imprensa tem ajudado Lula e seus candidatos. Você não pega um jornal, um programa de televisão, que não exiba um retrato dele. O povo não vê o que está escrito além dá manchete. Funciona como propaganda.
– Lula e a popularidade: Mis-en-scène… Pergunto: com tudo isso, o que o Brasil conseguiu, do ponto de vista internacional? Zero. A questão da popularidade não tem relação com a eficiência. Olha o caso do Irã. Tem maior vergonha do que isso? Nossa política externa é péssima. O Brasil não conseguiu colocar uma pessoa em cargo relevante no conceito internacional. Em matéria de Direitos Humanos, botaram lá em Genebra uma pessoa que jejuna nessa área. E onde estão os direitos humanos no Brasil, onde o presidente aceita que a Lei de Anistia contemple também torturadores? E a compra de 36 aviões de caça? Uma brincadeira, desperdício de dinheiro público…

– O ‘ato contra o golpismo midiático’, com CUT, UNE, movimentos sociais e políticos governistas: Lula sempre diz que há uma revolução midiática para retirá-lo do poder. Os pelegos dele é que fizeram o movimento em contrário ao nosso.
– O manifesto pró-liberdade de expressão: Ontem, mais de 20 mil pessoas já tinham assinado o nosso documento. A semente foi plantada, e agora depende da sociedade. Porque o problema é também de pós-eleição. Repetindo o que já foi dito: se você não vigia, não tem democracia. Deve-se vigiar permanentemente quem governa o país, para que não haja desvios. Seja quem for eleito, independentemente do partido político.
– Vê méritos neste governo? A questão é: o que o governo pretende com sua atuação? Para mim, só autoritarismo.
– O convívio com Lula: Sim, mas os tempos mudaram completamente. Ele acabou com as lideranças do partido, e lançou uma pessoa que nem era do partido, tradicionalmente, à presidente. Hoje o PT não tem diferença nenhuma dos outros partidos.
– A opção por Marina Silva: […] Entre os candidatos que estão aí, é ela quem tem as melhores condições, do ponto de vista de sua vida, do trabalho que já fez e se propõe a fazer…

Artigo: O corpo de Lula e o pacto social


Tales A. M. Ab’Sáber *

Lula deu início a seu governo declarando de modo desafiador e irônico que surpreenderia fundamentalmente tanto a direita quanto a esquerda. Afora o que há de autocomplacência lépida e demagogia comum na frase, de resto dimensões narcísicas do discurso que o político e seu governo jamais aboliram, há nela, em seu fundo, uma verdade política explícita forte, que acabou por se confirmar historicamente.

O principal da frase não é seu tom paradoxal e triunfante, a célebre tendência falastrona do presidente, da qual ele próprio é autoconsciente, mas a clara referência a fazer uma política que intervenha nos dois polos opostos da vida nacional, o claro desejo de articular os extremos em seu governo, e desde já podemos dizer, em seu corpo, de modo a que as posições políticas limites acabassem por suspender, rever e inverter seus próprios critérios, uma a favor da outra. E de fato este projeto foi desenvolvido, consciente ou inconscientemente, de modo determinado e por golpes do acaso, ao longo de seus dois governos.

Esse foi o paradoxo social e político do governo Lula.

Ele foi expresso em duas dimensões: uma, junto à massa de pobres que aderiu pessoalmente ao presidente, como lulismo; outra, como pragmatismo e grande liberdade liberal, tanto para a economia quanto para os velhos e bons negócios da fisiologia e do amplo patrimonialismo brasileiro mais tradicional.

O fato de um novo grupo, o do partido do presidente e dos sindicalistas ligados a ele, adentrar o velho condomínio do poder não representava problema suficiente para as velhas estruturas de controle político nacional, ainda mais se isso significasse, como acabou por se confirmar, o fim da tensão classista e contestatória própria à tradição histórica petista.

O fim incondicional da perspectiva de luta de classes do Partido dos Trabalhadores, e sua adesão enquanto partido no poder à tradição política imoral e particularista brasileiras, foi o primeiro e muito importante movimento político realizado pelo governo Lula, em sua busca de consenso em todo o espectro da vida social brasileira.

Derrotado o próprio habitus de oposição de seu partido, que chegava ao poder através do corpo transferencial – ou seja, amoroso – de Lula, realizou-se sua primeira grande mágica política: a dissolução de qualquer oposição real ao próprio governo.

Isso por que, de fato, o segundo muito claro e ainda mais fundamental golpe, este de caráter econômico, simplesmente deixou a oposição à direita do governo durante anos sem objeto e sem discurso, para além de sua tradicional e dócil tendência de agregação a todo poder efetivo: Lula entregou inteiramente as grandes balizas macroeconômicas essenciais do país às avaliações e às tensões particulares do mercado interno e global, ao autonomisar na prática o Banco Central, realizando assim uma velha demanda neoliberal e peessedebista, além de colocar em sua direção um verdadeiro banqueiro internacional puro-sangue, Henrique Meirelles, ex-presidente do Bank Boston. Assim ele simplesmente se apropriou sub-repticiamente da árdua herança econômica tucana.

Esse golpe, como não poderia deixar de ser, atingiu profundamente as bases ideológicas e práticas da direita local. Através dele, com um gesto de cordialidade que seria retribuído, Lula simplesmente roubou a verdadeira base social tucana.

Além de constelar as classes muito pobres em seu projeto político, o que já foi demonstrado por André Singer, Lula também cooptou amplamente os muito ricos, movimento sem o qual não se pode explicar o grande consenso que se criou ao redor do seu nome.

Nas vésperas de sua segunda eleição, grandes banqueiros declaravam explicitamente nos jornais que para eles tanto fazia a vitória de Lula ou de seu rival conservador de então, Geraldo Alckmin. O que, de fato, creio que era uma inverdade. Eles preferiam Lula.

A grande direita econômica se realinhara ao redor de um governo neopopulista de mercado, que buscava realizar seu pacto social, que não foi escrito como o de Moncloa, mas garantido pelo corpo carismático especial de Lula.

Era bom um governo a favor de tudo que pacificasse e integrasse as tensões sociais brasileiras tendo como único fiador mágico o corpo transferencial de Lula, a radicalidade de seu carisma.

O terceiro elemento muito poderoso na construção do amplo pacto social lulista foi a tão ampla quanto propagandeada política de bolsas sociais, articulada a uma imensa expansão do crédito popular, que, se não realizou a cidadania plena dos pobres de nenhum modo, lhes deu a importante ilusão de pertença social pela via de algum baixo consumo, o que, dado o estado atual de regressão das coisas humanas, é o único critério suficiente de realização e felicidade.

E, também, de realização do próprio mercado e da produção local, que se aquecia, ficando feliz, bem feliz – como foi feliz a própria cultura soft e popzinha cheia de cantoras malemolentes do período.

Lula passou a ser um grande agenciador do desejo geral ao ensaiar um mínimo circulo virtuoso na economia, com uma social democracia mínima, fundada de fato sobre o pacto político estranho que realizou. Resultado: certa vez ouvi, no mesmo dia, de um barão banqueiro e da diarista que trabalha em casa a mesma frase: “Lula fez muito bem para o Brasil”.

Assim definitivamente, pela desmobilização da tradição crítica, pelos interesses graúdos bem garantidos, com boas perspectivas de negócios, e pelos pobres podendo sentir o gostinho de uma TV de plasma comprada em 30 meses, não havia por que existir, de nenhum modo, oposição política ao governo do então presidente, ex-pau de arara, ex-metalúrgico, ex-sindicalista, ex-socialista petista.

Sua aprovação bateu e se manteve nos 80%, respondendo, de modo desigual, mas combinado, a interesses concretos diversos, articulados em seu corpo garantia, o que, considerando-se as clivagens ainda radicais do País, não deixa de ser uma verdadeira política do absurdo.

Para o desespero dos chiques entre si tupiniquins e paulistanos, Lula também continuou a sinalizar simbolicamente, abertamente, aos pobres com seu antigo habitus de classe, em festas juninas, churrascos com futebol e isopores de cerveja na praia privativa da Presidência, além do famoso futebolês, e assim convencendo-os facilmente e oniricamente, via identificação carismática – seu corpo transferencial – que eles não poderiam esperar nenhum ganho social para além dele, que ele, que era um deles, representava o limite social absoluto dos interesses dos pobres no País.

Ao final do período, um dado fantástico entrou em cena: com a falência adiantada, a partir de 2008, do capitalismo financeiro americano e europeu, o Brasil, com seu governo de esquerda a favor de tudo, se tornou um verdadeiro hype político e econômico global.

Pela primeira vez na história deste País, dada a regressão e paralisação geral do sistema internacional, o Brasil, sempre algo avançado e algo regredido nas coisas da civilização, tornou-se “inteiramente contemporâneo” do momento atual do capitalismo global, que, em grande dívida consigo mesmo, não representava mais medida externa para países periféricos como o nosso.

Noutras palavras, o capitalismo geral deu um grande passo na direção de sua brasilianização.

Assim, era necessário que surgisse tanto um novo modelo conservador que desse conta da avançada ruína neoliberal quanto uma injeção de esperança econômica para a crise geral, e nada como um bem-comportado mercado emergente como o brasileiro, satisfeito e integralmente convencido pelo sistema das mercadorias, para reanimar a ideologia mais ampla.

Tudo isso Lula amarrou em seu amplo pacto, tramado em seu corpo retórico, que também tinha um grande potencial simbólico pop para a indústria cultural global, significante advindo do todo, nada estudado pelos cientistas sociais. Ele virou o cara, para um Obama em busca de alguma referência para o próprio descarrilamento econômico e social de seu mundo.

Enfim, liquidando a oposição, mantendo as práticas políticas fisiológicas tradicionais brasileiras, roubando a base social real da direita, promovendo uma mínima inserção social de massas pela via do consumo, exercitando seu carisma identificatório e pop com os pobres e com a indústria cultural global e servindo como modelo para o momento avançado da crise do capitalismo central, Lula simplesmente rapou a mesa da política nacional.

Além, é claro, de sua proverbial estrela: no mesmo período o país descobriu petróleo e foi brindado pelo mercado do fetichismo universal da mercadoria com uma Copa do Mundo e uma Olimpíada! Certamente deve haver algum método, se não muito, em tal ordem fantástica das coisas.

Sua estrela, seu corpo carismático e sua habilidade pragmática, macunaímica para alguns, bras-cubiana para outros, certamente midiática e pós-ética, realizaram, com poucos mortos e feridos – aparentemente, sacrificou-se apenas a perspectiva crítica da esquerda, que é a minha – um verdadeiro pacto social a favor que, enquanto o PT de fato existiu, a direita jamais conseguiu realizar neste país.

Tales A. M. Ab’Sáber é psicanalista e professor de Filosofia da Psicanálise no Curso de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). É autor de O Sonhar Restaurado – Formas de Sonhar em Bion, Winnicott e Freud (Ed.34, 2005).

Candidatos à Presidência confrontam propostas em debate


Candidatos à Presidência participam neste domingo de debate da TV Record, no Rio de Janeiro

Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) participaram na noite deste domingo de debate promovido pela TV Record. O debate teve quatro blocos. No primeiro bloco, os candidatos se apresentaram e fizeram perguntas entre si. As respostas eram comentadas por outro candidato, com réplica e tréplica. No segundo bloco, jornalistas fizeram questões aos candidatos, com comentários de outro candidato e direito a réplica e tréplica. No terceiro bloco do encontro, houve duas rodadas de perguntas entre os candidatos, também com réplica e tréplica. No último bloco, cada candidato teve dois minutos para considerações finais. Leia mais no G1.

Wilton Júnior/Agência Estadopedraa1

Trocar de plano de saúde pode ficar mais fácil

A possibilidade de migrar de operadora de plano de saúde sem o cumprimento de novas carências para consumidores que façam parte de planos de saúde coletivos por adesão (aqueles firmados por  associações de classe) para planos individuais ou para outro da mesma categoria é uma das principais propostas que estão sendo analisadas pela Agência Nacional de Saúde (ANS) para mudanças nas regras da portabilidade dos planos de saúde. Hoje só é permitida a mudança para clientes com contratos individuais ou familiares. A previsão é que a consulta pública aberta pela agência seja encerrada no próximo mês, e que as novas regras entrem em vigor ainda este ano.

Além da migração, está em discussão a ampliação do prazo de dois para quatro meses a partir do “aniversário” do plano para que o consumidor possa optar pela portabilidade. No entanto, só poderá ser feita para um produto de preço semelhante e de mesma abrangência (regional/nacional). Pela legislação atual,  a portabilidade só é possível no mês de aniversário do contrato ou no mês seguinte; a troca deve ser por plano similar ou inferior; e só para quem tem no mínimo dois anos de contrato.

Dificuldade – Segundo o corretor de seguros Nilton Rodrigues, ainda não houve, por parte da ANS, uma atenção em relação ao perfil das operadoras de planos de saúde que, por serem muito diferentes, dificultam a portabilidade. “As operadoras não possuem as mesmas condições de cobertura, redes e valores. Em dois anos, não contabilizo nem dez portabilidades que tenha feito por causa da incompatibilidade dos produtos”, afirma Rodrigues.

“A ANS colocou as regras da portabilidade em discussão novamente já que as atuais não tiveram muitas adesões. Na prática, foi um direito que o consumidor não utilizou. Outro ponto negativo é que o usuário não tem a possibilidade de fazer portabilidade para um plano melhor ou inferior ao que estava sem cumprir a carência”, avalia Polyanna Silva, advogada da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).

No site da ANS, é possível fazer uma simulação de portabilidade com o Guia ANS de Planos de Saúde, um sistema que permite o cruzamento de dados de mais de cinco mil planos de saúde comercializados por aproximadamente 900 operadoras de todo o Brasil.


Alana Fraga, do A TARDE

Debate da TV Record será decisivo para definir as eleições

1021816Assessores dos candidatos ressaltam importância do encontro, na noite de domingo

Divulgação, R7, Agência Estado

Presidenciáveis participam de debate decisivo no domingo

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Do R7

O debate entre os candidatos à Presidência da República que a TV Record vai promover no próximo domingo (26), às 21h, e que será transmitido ao vivo pelo R7, pode decidir se as eleições deste ano terminam no primeiro ou avançam para o segundo turno, avaliam os coordenadores das campanhas dos candidatos Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), que participarão do encontro.

Todos são unânimes em afirmar que, por se tratar de um encontro às vésperas da eleição (marcada para o dia 3 de outubro), o debate de domingo pode interferir decisivamente no voto de quem assistir ao embate entre os candidatos.

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Um dos principais coordenadores da campanha petista, o deputado federal José Eduardo Cardozo (SP), afirmou ao R7 que Dilma estará preparada para os “ataques” dos adversários, uma das táticas que podem ser usadas para tentar diminuir a vantagem da petista nas pesquisas.

– Vai ser um debate importante porque estamos na reta final da campanha. Nossa esperança é que seja um confronto de ideias e não de desqualificações, como as que vêm sendo praticadas pelos nossos adversários. Nossa candidata fará um debate de nível.

Já a senadora Marisa Serrano, vice-presidente do PSDB, disse que o debate entre presidenciáveis na reta final da campanha será fundamental para que os eleitores avaliem melhor os principais candidatos para, assim, escolher em quem votar.

– Estamos na reta final, este debate pode ser decisivo para as campanhas.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL), que coordena a campanha de Plínio, disse que o debate “tem uma importância fundamental e estratégica”

– A TV Record aparece em um momento decisivo. O Plínio vai aproveitar o debate para mostrar que o PSOL é o partido Ficha Limpa.

João Paulo Capobianco, coordenador da campanha de Marina Silva (PV), avalia que o debate da Record pode ser um dos mais importantes porque ocorre em um momento de mudança no quadro eleitoral, com um crescimento da candidata verde nas pesquisas.

– Será o primeiro debate em rede nacional com grande alcance.

De acordo com ele, Marina está em seu melhor momento e deve ter um desempenho muito bom no debate.

– Ela tem tido coerência desde o início da campanha, não fez movimentos eleitoreiros ou demagógicos. Esperamos que esse momento seja de uma virada na disputa.

Artigo: Um Apelo a Tradição

curupira

“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. De fato eu vos louvo porque, em tudo, vos lembrais de mim e retendes as tradições assim como vo-las entreguei”. I Co 11.1,2

Ser tradicional hoje e, sobretudo hoje, mediante a tantas mudanças, é crucial. As pessoas compreendem mal o que isso significa, de forma que o termo “tradicional” soa como algo retrogrado, ultrapassado e portanto obsoleto para a nossa época.

A palavra “tradição” significa literalmente “aquilo que tem sido transmitido” embora também possa se referir ao “ato de transmissão” em si. Tradição é a preservação dos conteúdos da nossa fé, esses conteúdos se encontram nas Escrituras do Velho Testamento, que por sua vez se encontram nos Evangelhos, que por sua vez se encontram na doutrina apostólica, e estes na tradição dos pais da igreja nos primeiros cinco séculos da era cristã.

Alguém afirmou que nossa tradição está firmada em Uma Escritura, em Dois Testamentos, em Três Credos, em Quatro Evangelhos e nos Cinco primeiros séculos da fé cristã.

A tradição neste processo veio a significar uma “interpretação tradicional das Escrituras”, ou uma apresentação tradicional da fé que se reflete nos credos da igreja e em seus pronunciamentos doutrinários.

Para a igreja primitiva a tradição era vista como um legado dos apóstolos, por meio da qual a igreja guiada em direção a uma correta interpretação das Escrituras. A tradição era vista como um meio de assegurar que a igreja permanecia fiel aos ensinamentos apostólicos, em vez de adotar interpretações bíblicas que fossem idiossincráticas, como o gnosticismo.

Nos primeiros séculos da era cristã foi a tradição que ofereceu a igreja o equilíbrio necessário quando o debate era se aqueles cristãos poderiam ou não se apropriar do imenso legado cultural do mundo clássico – a poesia, a filosofia e a literatura e outras formas de expressão.

Um dos pais da igreja chamado Justino Mártir afirmou que as sementes da sabedoria divina haviam sido semeadas por todo o mundo, o que significava que os cristãos poderiam e deveriam estar prontos para encontrar aspectos  da verdade refletidos no contexto externo a igreja.

Agostinho de Hipona, outro personagem do período patrístico, afirmava que esta situação era comparável a fuga de Israel do cativeiro no Egito,à época do Êxodo. Embora tenham deixado para trás os ídolos do Egito, levaram consigo o ouro e a prata para que pudessem fazer um uso melhor e mais apropriado dessas riquezas, que assim estavam disponíveis para servir a um propósito mais nobre que o anterior.

Este ouro e prata que os egípcios possuíram, os quais eles mesmos não  produziram, mas retiraram das minas da providência divina que se encontram espalhadas por todo o mundo, podem e devem ser úteis a causa do Mestre, pois a dificuldade está no uso que foi feito delas na cultura pagã.

Assim a nossa tradição nos diz que nem tudo o que há em nossa cultura pós-moderna pode ser útil a igreja, devemos somente ficar com o ouro e a prata e deixar no Egito tudo aquilo que não convém.

A nossa tradição nos diz que não podemos abraçar todas as inovações dos nossos dias, todos os aspectos literários, todas as artes, todos os estilos musicais, todos pacotes doutrinários, todos os pacotes eclesiásticos, todos os modismos, pois a tradição nos legou este bom senso, este equilíbrio.

Somente a tradição pode nos impedir de abraçarmos todos os ventos doutrinários de nossos dias, todas as aberrações neopentecostais e seitas evangélicas pagãs.

Sendo tradicionais ficaremos livres de muitas falácias doutrinarias e muitos líderes falaciosos.

Vejam quantas igrejas evangélicas abriram mão da tradição bíblica, e terminaram abraçando a tradição dos homens, o sincretismo religioso, o liberalismo teológico, os pacotes eclesiásticos.

“Todas as coisas me são licitas, mas nem todas me convém”

………………

Ser tradicional é conhecer profundamente as Escrituras e a sua verdadeira interpretação. Na vida nada é mais excelente e proveitoso ao homem do que o conhecimento de Deus e do Senhor Jesus Cristo.

O Apóstolo Paulo escreve dizendo: Sim deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo.

Este conhecimento trás aos homens uma grande alegria e quietude de coração nesta vida e a glória e a felicidade eterna depois desta vida. Como claramente declara o Senhor Jesus Cristo dizendo: E a vida eterna é esta, que te conheçam a ti como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste.

O Diabo se esforça para impedir que os homens tenham tal conhecimento  Ele é o inimigo de nossas almas e desde a fundação do mundo tenta o homem por todas as vias e faz de tudo para privar o homem deste tesouro.

Como o Diabo é homicida e pai da mentira desce o princípio ele tem trabalhado para suprimir a verdade.

Em João 8.44 Jesus disse: Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

Satanás fez isso com Eva, torcendo a Palavra de Deus e inaugurando assim suas heresias, ele distorceu uma frase apenas da Palavra e, quando Eva anuiu a esta distorção herética entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte.

Caim, que era do maligno, matou Abel para ver se com a sua morte, a verdade também sucumbiria.

Em primeiro João capitulo 3, versículo 12 lemos: Não como Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e porque o assassinou; porque as suas obras eram mas e as do seu irmão justas.

Saul perseguiu a Davi porque não vivia a mesma verdade que este, pois era amigo de Deus.

Muitos reis do povo de Israel deixando a lei e os mandamentos de Deus, foram idólatras e assassinos dos Profetas, e eram tão pecadores que fizeram Israel pecar. Como lemos em II Reis 21.16 a respeito de Manassés: Além disso, Manasses derramou muitíssimo sangue inocente, até encher Jerusalém, de um a outro extremo, afora o seu pecado, com que fez pecar a Judá, praticando o que era mau perante o Senhor.

Muitas vezes estes eclesiásticos e sacerdotes enganaram o povo e resistiram com grande veemência os profetas de Deus e tinham um grande número falsos profetas que falavam mentiras, como manifestadamente se vê nos quatrocentos profetas de Baal e quatrocentos profetas de Asera, os quais todos a uma boca, pelo espírito de mentira, enganavam a Acabe, rei de Israel e a toda a nação , só não enganaram a Elias, profeta de Deus.

Por estas tantas desobediências, os Caldeus destuíram a cidade de Jerusalém e o Templo e levaram o povo cativo a Babilônia.

Depois de 70 anos de cativeiro Deus levantou seus servos, instrumentos de sua graça, Esdras, Neemias, Zorobabel e Zacarias, Ageu e outros, os quais reedificaram a cidade santa e o templo, e serviram a Deus segundo a lei, mas a impiedade de seus sacerdotes cresceu novamente e de forma assutadora como nos testifica Malaquias em seu livro que foi o último profeta do Velho Testamento o qual escreveu asperamente aos ímpios sacerdotes

Malaquias 2.1,2: Agora ó sacerdotes para vós outros é este mandamento. Se o não ouvirdes e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos Exércitos, enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos; já as tenho amaldiçoado, porque vos não propondes isto no coração.

Malaquias 2.8,9: Mas vos (sacerdotes) vos tendes desviado dos caminhos e, por vossa instrução tendes feito tropeçar a muitos, violastes a aliança de Levi, diz o Senhor dos Exércitos. Por isso, também eu os fiz desprezíveis e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus mandamentos e vos mostrastes parciais no aplicardes a lei.

………

Consideremos também como os sacerdotes e fariseus perseguiram o Senhor Jesus Cristo. O apóstolo João diz que “Ele veio para o que era seu, mas os seus não o receberam (João 1.11).

O precursor de Cristo, João Batista, chamava os sacerdotes e fariseus, que vinham ao seu batismo, de raça de víboras.

Cristo não teve maiores adversários nem mais maliciosos que eles. Muitas vezes não mediu palavras para descrevê-los chamando-os de cegos, loucos, guias de cegos, hipócritas e filhos dos que mataram os profetas, bem como filhos do diabo.

Assim como seus pais mataram os profetas de Deus, estes líderes religiosos negaram e entregaram Jesus Cristo dizendo: Crucifica-o! crucifica-o!

A obstinação e dureza destes sacerdotes eram tão diabólicas que eles também começaram a perseguir os apóstolos de Cristo procurando assim impedir o curso do evangelho como se vê nos Atos dos Apóstolos.

I Ts 2.15,16: Os quais não somente mataram o Senhor Jesus, como também nos perseguiram, e não agradam a Deus e são adversários de todos os homens. A ponto de nos impedirem de falar aos gentios para que estes sejam salvos, a fim de irem enchendo sempre a medida de seus pecados. A ira porém veio sobre eles definitivamente.

Atos 7.51: Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim como fizeram vossos pais, assim o fazeis.

Cristo e seus apóstolos nos predisseram os perigos dos dias posteriores.

Mateus 24.11: Levantar-se-ao muitos falsos profetas e enganarão a muitos.

O apóstolo Paulo predisse aos anciões de Éfeso.

Atos 20.29: Eu sei que depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho, e que dentre vós mesmos se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles.

As igrejas que não guardaram a tradição, a Sã Doutrina, agora estão num caminho sem volta.

É fácil expulsar o demônio,

Difícil é expulsar o analfabetismo bíblico,o sincretismo evangélico, a ganância financeira e a Doutrina da Prosperidade, o templocentrismo e a geografismo espiritual com seus demônios territoriais.

É fácil expulsar uma legião de capirotos,

Dificil é expulsar os ritos da macumba das igrejas evangélicas, o adoecimento doutrinário e ficar somente com a sã doutrina, os milagres falsos e os testemunhismos bem como a maldição da maldição hereditária

É fácil expulsar uma casta de demônios, basta oração e Jejum como disse Jesus

Difícil é expulsar os falsos apóstolos e os falsos profetas, o endurecimento daqueles que foram doutrinados com a mentira o demônio do utilitarismo, do servilhismo e da idiotice evangélica bem como a casta do neopentecostalismo do coração.

É fácil expulsar o império das trevas

Difícil é expulsar as trevas dos impérios eclesiásticos, o demônio do crescimento numérico, a infantilidade a fim de nos tornarmos maduros e adultos na fé, difícil é expulsar do coração a religião pagã do evangelicalismo.

É fácil exorcizar os espíritos imundos

Difícil é expulsar a imundície do espírito da Nova Era da igreja evangélica. Difícil é controlar o espírito e não bravatear que tal cidade pertence ao Senhor Jesus. (Pv16.32). Difícil é expulsar o “compromisso missionário”como investimento com retorno  financeiro garantido. Difícil é expurgar o espírito de barganha

É fácil exorcizar Satanás

Difícil é expulsar a compreensão satânica do culto do descarrego, as correntes que acorrentam os incautos e as fogueiras santas que queimam a verdadeira espiritualidade.

Difícil é exorcizar a unção do riso, a unção do emagrecimento e o cair  no espírito.

Difícil é expulsar os símbolos, as campanhas, os uniformes, os escudos, as bandeiras, slogans, logotipos, enfim, todos os componentes de amarração psíquica e mentalidade uniforme que esmaga a piedade.

Difícil é amarrar os apelos financeiros exagerados onde as pessoas deixam de ser rebanho e passam a ser mala-direta, mantenedores e parceiros de empreendimentos.

É fácil dizer: Arreda-te Satanás!

Difícil é expulsar a ênfase exagerada nos recursos da administração moderna. Difícil é expulsar do corpo de Cristo chamado igreja a falaciosa cultura de que uma igreja viva é necessariamente bem-organizada. Difícil é expurgar o orgulho administrativo que diz: Eu sou rico e abastado e não tenho necessidade de coisa alguma. Difícil é reconhecer-se como cego, pobre e nu, quando tudo prospera a sua volta e o império pessoal esta em franco desenvolvimento.

É fácil expulsar o demônio das enfermidades

Difícil é expulsar as enfermidades das doutrinas dos demônios,  o judaísmo, o sábado como compreensão do dia sagrado. Difícil é não tocar o chofar como  ato profético, é não levar a arca da aliança de brinquedo, é não fazer o voto do nazireado, é expulsar os apóstolos de mentirinha. Difícil é expulsar o cultos do reteté, o sapatinho de fogo, o dente de ouro e o culto dos mistérios.

Estas castas não são expulsas do meio evangélico nem com oração e nem com jejum!

“Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.  Ef. 4.14

“Ora o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios.” I Tm. 4.1

Amados,

Devemos diferenciar os fiéis servos do Senhor dos enganadores.

v Os pastores buscam o bem das ovelhas e não os bens das ovelhas.

v Os pastores gostam muito mais do convívio do que de reuniões.

v Os pastores vivem a sombra da cruz e não de holofotes.

v Os pastores choram por suas ovelhas e não fazem suas ovelhas chorar.

v Os pastores possuem autoridade espiritual e não são autoritários e dominadores.

v Os pastores têm esposas e não coadjuvantes.

v Os pastores têm fraquezas não são poderosos.

v Os pastores olham nos olhos e não contam cabeças.

v Pastores são ensináveis e não donos da verdade.

v Pastores são ensináveis e não são donos da verdade.

v Pastores colecionam amigos e não admiradores da eficiência.

v Pastores se relacionam com outros pastores e não competem.

v Pastores vivem de salário, lobos enriquecem

v Pastores ensinam com a vida e não com o discurso.

v Pastores são humanos, reais; lobos são personagens religiosos, caricaturas.

v Pastores vão para o púlpito e não para o palco.

v Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas e não pelo crescimento das ofertas.

v Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si e para a instituição.

v Pastores são usados por Deus e não usam as ovelhas em nome de Deus.

v Pastores se deixam conhecer e lobos se distanciam e escondem.

v Pastores sujam os pés na estrada e não vivem pisando em palácios e templos suntuosos.

v Pastores alimentam as ovelhas e não se alimentam das ovelhas.

v Pastores buscam a discrição e não a autopromoção.

v Pastores pregam a graça enquanto que lobos vivem sem lei e pregam a lei.

v Pastores usam as Escrituras como texto; lobos as usam como pretexto.

v Pastores se comprometem com o projeto do reino e não com projetos pessoais.

v Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas e os lobos perpetuam a sua infantilidade.

v Pastores pregam o evangelho e não fazem propaganda do evangelho.

v Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas; lobos lidam com técnicas  pragmáticas e jargões religiosos.

v Pastores são simples e comuns e não vaidosos.

v Pastores possuem dons, lobos somente cargos e títulos.

v Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.

“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores.” Mt 7.15

Sejamos mais apegados a Palavra, ao estudo e a pregação fiel, para não sermos também devorados pelos lobos pós-modernos.

Voltemos a Tradição!

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Pr. Stênio Verde –  Além de escritor  é radialista.

o seu programa é na Rádio Melodia 87,9 FM

em Vitória da Conquista Bahia – Das 6horas às 7 horas da manhã


Diante de impasse, STF decide suspender votação da Ficha Limpa

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Não há data para conclusão de julgamento. Enquanto isso Roriz pode seguir com sua campanha

Severino Motta, iG Brasília |

Sem definir o impasse sobre a validade da lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender na madrugada desta sexta-feira o julgamento do recurso apresentado pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, contra a decisão da Justiça Eleitoral que barrou sua candidatura. O julgamento foi suspenso com o placar empatado em 5 votos a favor da aplicação imediata da lei e 5 votos contrários, após quase 11 horas de deliberação.

Nenhuma decisão foi oficializada. De acordo com o presidente da Corte, Cezar Peluso, o destino da nova lei das inelegibilidades pode ser tomado nas próximas sessões ou quando um novo ministro for nomeado para a vaga de Eros Grau, que se aposentou em agosto. “Vamos esperar para ver o que vamos decidir”, disse Peluso após o julgamento.

Questionado sobre a possibilidade de candidatos considerados fichas-sujas disputarem a eleição, provocando uma insegurança ao processo eleitoral, Peluso preferiu não se pronunciar. Durante o julgamento, contudo, disse que o STF deve resolver a situação antes da diplomação dos eleitos. “Vamos aguardar o novo ministro até data próxima a diplomação. Se até lá não tiver, nós nos reunimos de novo e analisamos o caso concreto”, disse.

Sem data marcada para tal análise, a possibilidade de candidatos condenados pela Justiça Eleitoral disputarem as eleições transforma-se numa realidade.

Roriz assistiu ao julgamento em sua residência, em Brasília, e havia programado uma festa caso o Supremo liberasse sua candidatura. De acordo com o candidato presidencial Levy Fidelix (PRTB), que estava no local, o ex-governador permaneceu em uma sala de sua casa durante a transmissão e orou bastante durante as discussões. Ele ainda disse que Roriz teria ficado angustiado com o fato do Supremo não concluir a questão nesta quinta-feira.

Com o fim do julgamento, a assessoria de Roriz fez um pronunciamento aos jornalistas e apoiadores da candidatura que se encontravam no local e disse que a campanha segue nas ruas e na manhã desta sexta-feira a coordenação vai se reunir para definir os próximos passos da candidatura.

Votos

O próprio Peluso empatou o placar, ao votar contra a aplicação das novas regras já nas eleições deste ano. Em seu voto, ele disse que o STF não pode analisar a Ficha Limpa com base na pressão popular ou de determinados segmentos da sociedade. Disse também que a população não pode transferir para o judiciário a escolha de seus representantes.

Antes de Cezar Peluso, manifestou-se o ministro Celso de Mello, que proferiu um voto contrário à aplicação da Ficha Limpa nas eleições de 2010. Com seu voto, o placar ainda era favorável à Lei.  “Qualquer que seja o marco temporal a ser considerado na espécie para a escolha de candidatos, 10 de julho de 2010 ou até o dia 3 de outubro, situam-se a menos de um ano da data em que é publicada a Lei Complementar”, disse Celso de Mello.

Antes dele, votou o ministro Marco Aurélio Mello. Ele uniu-se a José Antonio Dias Toffoli e Gilmar Mendes nas críticas à aplicação imediata da nova lei. A ministra Ellen Gracie já haviado votado e ampliado o placar favorável à  aplicação da nova regra.

Durante o julgamento, Gilmar Mendes posicionou-se contrariamente à aplicação da Ficha Limpa. De acordo com ele, não se trata de uma questão de ser a favor ou contra políticos que podem ficar inelegíveis devido à nova lei, mas um respeito à Constituição. Antes de Mendes, o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do TSE, afirmou ser favorável à aplicação imediata da Ficha Limpa e disse que a regra está em acordo com a Constituição. Lewandowski teve o reforço de outros ministros, como Joaquim Barbosa, Ayres Britto – relator do recurso de Roriz – e Cármem Lúcia, todos apoiadores da tese de que a aplicação da lei deve ser imediata.

Joaquim Barbosa chegou a defender que Roriz ficasse inelegível até 2023. Já a ministra Cármem Lúcia alegou que o artigo 16 da Constituição, que pede a vigência de um ano antes da aplicação de leis que alterem o processo eleitoral, deve ser analisado a partir da finalidade das novas leis e não somente pelo tempo.

Severino Motta, iG Brasília |

Técnico da Seleção Brasileira destaca ofensividade dos clubes e compara Nacional com a Liga Inglesa

Mano Menezes elogia o nível do Campeonato Brasileiro

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Mano Menezes elogia o nível do Campeonato Brasileiro – Técnico da Seleção Brasileira destaca ofensividade dos clubes e compara Nacional com a Liga Inglesa

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Depois de assumir o cargo de técnico da Seleção Brasileira com a missão de promover uma renovação de olho na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016, ambas as competições no Brasil, Mano Menezes passou a peregrinar pelos estádios do país em busca dos talentos brasileiros. Presença em diversos jogos do Campeonato Brasileiro, ele tem gostado do nível da competição.

“Tenho gostado bastante do nível de algumas partidas, como, por exemplo, os jogos entre Fluminense e Cruzeiro, e entre Botafogo e Cruzeiro, jogos em que a procura do futebol em direção ao gol tem sido a tônica. Mas discordo daqueles que colocam jogos emocionantes, em função das falhas defensivas, nesta lista. O que está acontecendo é que os jogadores de ataque estão induzindo, provocando mais os erros dos sistemas defensivos”.

Para demonstrar que tem gostado da disputa do Campeonato Brasileiro, Mano Menezes comparou a competição com o Campeonato Inglês para ressaltar a força dos clubes do país. “Os jogos têm sido disputados em um ritmo muito forte, próximo ao que se vê, por exemplo, na Liga Inglesa. Isso é importante pra gente, porque isso induz a outra característica de jogo, formação de outro tipo de jogar, e isso vai se refletir na base da Seleção”, encerrou.

Fonte: Fonte: Portal da Metrópole e agências

Datafolha: Vantagem de Wagner cai 11 pontos, mas ele ainda venceria no 1º turno

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A vantagem do governador Jaques Wagner (PT) sobre seus adversários na disputa pelo governo da Bahia diminui 11 pontos percentuais em uma semana, mas o petista ainda venceria no primeiro turno, se as eleições fossem hoje, aponta pesquisa Datafolha. Wagner passou de 53% para 48%, uma variação superior à margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos. O percentual de intenções de voto de todos os seus adversários soma 36%. Na semana passada, a soma era de 23%. Para vencer a eleição, um candidato precisa ter mais de 50% dos votos válidos. Ou, calculando de outra forma, precisa ter mais votos que todos os seus adversários somados.

Considerando apenas votos válidos, Wagner tem 58% das intenções de voto. Na semana passada ele chegava a 64%. O segundo colocado na pesquisa é Paulo Souto (DEM), que passou de 16% para 21%, abrindo boa vantagem sobre o terceiro colocado, Geddel Vieira Lima (PMDB), que variou de 11% para 12%. Bassuma (PV) tem 2%. Marcos Mendes (PSOL) aparece com 1%. Sandro Santa Barbara (PCB) e Professor Carlos (PSTU) não atingiram 1%. Os indecisos na Bahia são 11% dos eleitores. Pretendem votar em branco ou anular o voto outros 5%. O Datafolha ouviu 1.100 eleitores em 43 cidades da Bahia entre terça e quarta-feira desta semana. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 31.421/2010. (Folha)