A Gente diz

O Município de Vitória da Conquista é destaque em reportagem especial editada pela Revista Veja, que qualifica como uma das 233 cidades brasileiras que avançou na última década.

Veja

A edição especial fala sobre a força e a qualidade de vida das cidades médias que mais crescem no Brasil. Considerando-as, como “o Brasil que já deu certo”. E conquista figura entre e como uma das mais importantes na área de comercio e pólo regional do varejo e do atacado.
Segundo a reportagem, Vitória da Conquista faz parte do seleto grupo que manteve entre os anos de 2002 e 2007 uma taxa de crescimento econômico igual ou superior à nacional, que foi de 4%, tendo alcançado um crescimento de 8,6%.

Além dos dados sobre o crescimento econômico, a reportagem ainda destacou que os serviços de saúde são um dos atrativos da terceira cidade mais populosa da Bahia.  SECOM

Mais de 70% do eleitorado não sabe em quem votar para deputado

1

1

Há muita indecisão sobre candidatos a deputado na Bahia

Os 972 candidatos às 63 vagas na Assembleia Legislativa da Bahia e às 39 cadeiras do Estado na Câmara dos Deputados já estão com as campanhas nas ruas há quase três meses, mas, até agora, o eleitor ainda não se decidiu. A 33 dias da votação, 71% dos baianos não sabem em quem votar para deputado estadual, de acordo com a primeira pesquisa ATARDE/ VoxPopuli sobre as eleições 2010. Na escolha dos candidatos a deputado federal, a incerteza é ainda maior atinge 75% dos eleitores baianos. Entre as mulheres, que representam 52% dos 9,5 milhões de eleitores baianos, a indefinição quanto à escolha dos próximos deputados chega a 81%. Ou seja, em cada grupo de cinco eleitoras, quatro ainda não definiram em quem vão votar nas próximas eleições. Os mais jovens, com idade entre 16 e 29 anos, acompanham as mulheres na dúvida sobre os próximos legisladores. Nesse grupo, 78% ainda não se decidiram. Entre os eleitores com idade superior a 50 anos e os que vivem com uma renda familiar acima de cinco salários mínimos, a incerteza quanto ao voto cai para 69% e 66%, respectivamente. (A Tarde)

Governo cadastra médicos-peritos temporários a partir desta terça


Segurados aguardam atendimento na agência das Mercês do INSS para agendar consultas

O atendimento de médicos-peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) continua com apenas 50% do efetivo. Há 68 dias, a categoria está mobilizada com paralisação parcial do quadro. O Ministério da Previdência, conforme assessoria de imprensa, pretende ainda esta semana iniciar o credenciamento de médicos temporários para substituir os grevistas, seguindo determinação da 19ª Vara da Justiça Federal, em São Paulo.

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, informou nesta segunda-feira, 30, que o governo vai contratar médicos-peritos temporários, independentemente do retorno ao trabalho dos profissionais que estão em greve há mais de dois meses. O objetivo é reduzir o número de processos acumulados.

O presidente da associação nacional da categoria, Luiz Argolo, afirma que os peritos aguardam ser chamados pelo ministro para negociação. Nesta segunda, conforme a assessoria do Ministério da Previdência, estava agendado uma reunião com representação do ministério, da Federação Nacional dos Médicos e da Associação dos Médicos Peritos. Entretanto, não houve representação dos peritos.

Luiz Argolo afirmou ao A TARDE que a categoria não se sente representada pela Federação dos Médicos e quer negociar com o Ministério da Previdência de forma direta. “Já enviamos 13 ofícios ao ministério e não tivemos retorno, estamos aguardando”, disse Luiz Argolo.

Enquanto isso, o segurado precisa de paciência para agendamento de perícia. O autônomo Henrique Oliveira, 61, foi nesta segunda pela terceira vez à agência do INSS das Mercês para fazer a perícia. Ele tenta dar entrada no benefício e já está há quatro meses sem trabalhar por causa de três cirurgias na coluna. “Há mais de 30 anos pago ao INSS e é a primeira vez que preciso e não consigo atendimento”, disse, indignado por ter remarcado a consulta duas vezes por causa da paralisação.

Danile Rebouças l A TARDE

Luciano da Matta/Agência A TARDE

Para 67% dos baianos, Wagner representa Lula

geddel_lula_wagner

Luiz Fernando Lima

Segundo revelou a última pesquisa Vox Populi, a satisfação dos baianos com o governo do presidente Lula é de 89%. Ainda, para 67% dos entrevistados, o candidato ao governo que é apoiado pelo presidente é Jaques Wagner (PT). Para outros 26%, ainda não está claro quem seria este postulante, enquanto o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), aliado do governo federal, é apontado por 7% dos baianos como candidato do presidente.

O fato só reforça a tese de que os esforços do PMDB para associar a imagem de Geddel à do presidente Lula não tem surtido efeito. No entanto, os peemedebistas se ancoram em outro dado apresentado no levantamento para sustentar a possibilidade de mudança na tendência.

Para o presidente estadual da sigla, Lúcio Vieira Lima, a informação de que 37% dos eleitores só vão votar no postulante apoiado por Lula se concordarem com a indicação é o dado que o outro palanque da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) prefere evidenciar.

“Tenho certeza de que estes eleitores não vão votar em Wagner. Isto porque, se eles pararem para avaliar como está a segurança, a saúde e o transporte, vão perceber que Geddel é muito mais competente e também é apoiado por Lula”, afirma.
Para os petistas os resultados apresentados falam por si. De acordo com o prefeito de Camaçari e coordenador da campanha de Wagner, Luiz Caetano (PT), “em uma campanha os adversários sempre vão procurar argumentos para confundir o eleitor.

O fato é que Lula já disse quem apoia. Além disso, acredito ser mais provável que a maior parte destes 37% venha para o nosso lado”. O levantamento ainda registrou que 36% das pessoas entrevistadas vão votar no candidato de Lula independente de quem seja o indicado. Para Caetano, isto é reflexo do amadurecimento político do eleitor, que sabe quem é quem em uma disputa eleitoral.

“Já na pré-campanha nós estávamos dizendo que isto ia acontecer. Lula e Wagner são do mesmo partido. As declarações dele (Lula) mostram cada vez mais que os dois estão fechados. Não adianta o PMDB tentar minar isto por que não vai conseguir”, alfineta.

PMDB contesta PT baiano

No entanto, o presidente peemedebista contesta a opinião de Caetano. Para comprovar as razões pelas quais é preciso duvidar do coordenador da campanha de Wagner, Lúcio recorre a dados da mesma pesquisa.

“A popularidade de Lula é de 90%, enquanto o candidato petista na Bahia está com 46% das intenções de votos. Se todos os eleitores que estão com o presidente estivessem com ele (Wagner), o resultado seria outro. O desempenho do atual governador também está bem distante do de Eduardo Campos (PSB) , governador de Pernambuco, que não é do mesmo partido do presidente Lula, mas é apoiado por ele”, relaciona.

Para Lúcio, ainda é cedo para que as análises das pesquisas ganhem maiores proporções. “Faltam mais de 30 dias para as eleições. As pesquisas demonstram a opinião do eleitor num determinado momento, que estão sujeitas a mudanças. Ainda temos muitos programas eleitorais pela frente”, explica. O presidente estadual do PMDB afirma ainda que as imagens de Lula vão continuar sendo usadas no horário eleitoral de seu candidato.

“Vamos mostrar os elogios que o presidente fez a Geddel em momentos administrativos. Afinal, não se trata de uma disputa para ver quem é mais amigo do presidente”, provoca.

Os petistas, por outro lado, respondem que não estão preocupados com isto. Para além, os coordenadores da campanha de Wagner buscam não exaltar excessivamente os resultados das pesquisas. “Em eleições não existe espaço para salto alto. Precisamos continuar o processo de mobilização da militância e seguirmos em frente”, conclui Caetano. (LFL)

Jornal do Brasil chega pela última vez às bancas

Hoje, 31 de agosto, um dos maiores símbolos históricos da imprensa nacional, o Jornal do Brasil, terá a última edição em seu formato tradicional, o papel. A partir de 1º de setembro, o JB vai poder ser lido exclusivamente em sua versão digital, pela internet.

A última edição não deve ser especial, porque o jornal não quer dar a ideia de término, apenas de mudança e renovação. O jb.com.br, que se apresenta como “O primeiro jornal brasileiro na internet”, será a continuação virtual do produto jornalístico do grupo.

O motivo da mudança é a crise financeira enfrentada pelo diário desde os anos 90, que levou a dívidas, considerável queda de vendas, perda de credibilidade e demissões em série de jornalistas. Atualmente, a redação tem apenas 60 integrantes.

Sem o mesmo prestígio e influência, o JB foi descredenciado do IVC (Instituto Verificador de Circulação), órgão responsável por auditar o número de exemplares vendidos das publicações brasileiras, e hoje se estima que a circulação seja de 17 mil exemplares durante a semana, em um momento que os jornais brasileiros crescem 2% em vendas.

Com o fim da edição impressa do Jornal do Brasil, o Rio de Janeiro segue a tendência de grandes cidades americanas de reduzirem o número de diários. Agora, a Cidade Maravilhosa fica com apenas dois grandes jornais.

Ministro das Comunicações não descarta afastar diretor dos Correios


O ministro José Artur Filardi (Comunicações) cancelou agenda que cumpriria hoje em Belo Horizonte para ir a Brasília conversar com o diretor de Operação dos Correios, Eduardo Artur Rodrigues Silva, sobre a denúncia de que a Martel Consultoria, administrada pela filha dele, presta serviço para uma empresa que ganhou recentemente contrato milionário nos Correios.

No site da Martel Consultoria, controlada por Tatiana Silva Blanco, consta o nome da Master Top Linhas Aéreas como uma das clientes da empresa. O ministro vai recomendar ao diretor que a empresa da filha dele rompa o contrato com a Master para evitar conflito ético, caso contrário ele pode ser afastado dos Correios. (Folha)

Quadrilha rouba dois bancos ao mesmo tempo na Bahia


Agência Estado

Uma quadrilha composta por oito homens fortemente armados roubou na manhã de hoje duas agências bancárias no município de Cordeiro, na Bahia. De acordo com a polícia, o grupo chegou ao município em uma camionete e se dividiu para invadir, simultaneamente, as agências do Banco do Brasil (BB) e do Bradesco. Ninguém ficou ferido e não houve confronto com a polícia.

Três pessoas foram feitas reféns e levadas pelos bandidos durante a fuga. Elas foram abandonadas na saída da cidade. A quadrilha conseguiu fugir por uma estrada de terra, na direção da cidade de Presidente Jânio Quadros. O valor da quantia levada ainda não foi divulgado. Quatro equipes da polícia da cidade de Vitória da Conquista estão no local para ajudar nas investigações.

Dilma quer levar banda larga a 40 milhões de brasileiros


size=2 width=”100%” align=center>

Brasília – A ampliação da banda larga de 12,2 milhões para 40 milhões de brasileiros e a redução dos custos de acesso estão entre as propostas de governo para a área de inclusão digital da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, caso seja eleita. Dilma disse no domingo (29) que pretende levar a banda larga a todas as 27 capitais e a 4.283 municípios no período de 2011 a 2014. Segundo ela, isso será feito por meio da Telebras e usando as fibras óticas das empresas de eletricidade e os gasodutos da Petrobras.

“Vamos tornar disponível a rede básica de transmissão de dados, de voz e de imagens de grande extensão”, disse. Ela afirmou ainda que pretende ampliar a banda larga, de preferência, em parcerias com o setor privado. Dilma ressaltou que o preço da banda larga no Brasil é alto, sendo 2,5 vezes o valor cobrado, por exemplo, pelo México. “Além disso, ela é lenta. Nós vamos oferecer entre R$ 15 e R$ 35 o mínimo de 512 quilobyte (kb) por segundo”.

Dilma Rousseff disse também que o acesso à banda larga está concentrada nas famílias de classe médias, médias altas e altas. Ela informou que na ampliação do sistema devem ser gastos até 2014 cerca de R$ 3 bilhões. “Nosso objetivo é que o governo seja também impulsionador da concorrência, que leve a preços menores [da banda larga] no Brasil”.

Em relação às especulações sobre nomes a ocupar cargos em um futuro governo da petista, caso eleita, Dilma Rousseff afirmou que essa discussão não cabe neste momento. “Qualquer discussão de nomes, da minha parte e da minha equipe de campanha, é factoide. Eu desautorizo todas as especulações sobre quem quer que seja. Porque nós não achamos isso politicamente correto, eticamente correto, e é colocar o carro na frente dos bois”, afirmou.

Iolando Lourenço, da Agência Brasil

Mais de 400 cidades baianas estão sem regulamentação para motos

Enquanto o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por meio da Resolução nº 350, deu prazo até dezembro para que os motoboys façam curso específico para exercer suas atividades, a regulamentação da categoria na Bahia parece longe de ser realidade.

De acordo com o Sindicato dos Motociclistas, Motoboys e Mototaxistas da Bahia (Sindimotos), somente dez das 417 cidades baianas têm o serviço de mototáxi e motoboy com legislação própria. Pela Lei nº 12/2009, que determina o serviço no País, cabe aos municípios elaborar legislação para que a atividade seja exercida legalmente.

“Hoje tem mototáxi em quase toda cidade da Bahia”, afirmou o vice-presidente do Sindimotos, Jerônimo Batista. O sindicato informa que não dispõe de números específicos sobre quantas pessoas usam a moto como ferramenta de trabalho na Bahia, onde, até maio deste ano, foram licenciadas 655.215 motos, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Detran).

Batista garante que ao menos 60% da frota de motocicletas no Estado estão sendo usadas como ferramenta de trabalho. Deste total, que corresponde a cerca de 400 mil motos, pelo menos a metade dos donos não é ligada à entidade própria da categoria. Na Bahia, as cidades que mais tiveram veículos desse porte licenciados até maio deste ano foram Feira de Santana, Juazeiro e Vitória da Conquista. Nelas, há, no total, 32.635 motocicletas.

Pela Resolução nº 350 do Contran, as pessoas que trabalham com moto têm de fazer um curso com carga horária de 30 horas-aula, no qual deverá aprender noções básicas de legislação, gestão do risco sobre as duas rodas, segurança e saúde.

Os profissionais precisam fazer também aulas práticas de pilotagem profissional. E, para fazer o curso, a pessoa deve ter 21 anos e estar pelo menos dois anos com habilitação na categoria A.

O curso é obrigatório porque há a necessidade de se garantir aos motociclistas profissionais a aquisição de conhecimento e padronização de ações, o resultaria numa melhor segurança no trânsito. Fica a cargo do Detran de cada Estado a realização os cursos. A Tarde. Mário Bittencourt l Sucursal Eunápolis

Em entrevista ao site bahianoticia, Geddel faz uma análise contextual de sua campanha e do processo político na Bahia.


entrevista-293x300

Dentre as inúmeras questões apresentada na entrevista, o candidato ao governo da Bahia, Geddel Vieria Lima  destacou  e mostrou de forma bastante transparente seus pontos de vista em relação ao processo político da Bahia, com citações de inúmeras situações  e reflexões políticas. E ainda, apresentou proposições e soluções em que pretende colocar em prática, caso seja eleito gestor dos baianos.

” Se eu acreditasse só em pesquisa, talvez vocês tivessem entrevistando, quando forem cumprir o seu papel, como governador Paulo Souto e não Wagner, e talvez o prefeito de Salvador fosse Imbassahy ou ACM Neto e não João Henrique. Então, vamos deixar que as pessoas que lêem se manifestem. O povo sabe o que faz, na hora que faz. Não vamos imaginar que o povo é um bando de cordeiros a ser tocado por um pastor.”

“Houve, inquestionavelmente, esse afastamento político entre João e Geddel. Isso está patente, por exemplo, na situação da deputada Maria Luiza”

Por Evilásio Júnior e Gusmão Neto

Bahia Notícias – Recentemente ocorreram diversas polêmicas que envolveram a Prefeitura de Salvador, Ademi, Transcons e derrubada das barracas de praia. Até que pontos esses episódios podem prejudicar a sua campanha?

Geddel Vieira Lima – Eu acho que a ponto nenhum. Esta é uma responsabilidade do prefeito de Salvador, que é o gestor da cidade. Eu acho que as pessoas na vida pública desacostumaram a falar a verdade. Todos sabem que eu perdi há algum tempo, desde a eleição (2008), a posição de influenciar mais diretamente as políticas públicas de Salvador. Isso não é segredo de ninguém. Mas a vida é assim: tem ônus e bônus. Se tem ônus, apesar de eu não ter nenhuma ingerência nisso, paciência, há de se assumir.

BN – Em relação à campanha, também se percebe também que a imagem de João Henrique não tem sido utilizada na propaganda do PMDB. Isso é por uma questão de agenda ou um motivo estratégico?

GVL – Não é nem questão de agenda. É porque houve, inquestionavelmente, esse afastamento político entre João e Geddel. Isso está patente, por exemplo, na situação da deputada Maria Luiza (PSC, mulher do prefeito). Ou as pessoas que lêem o Bahia Notícias não sabem disso? Mas, se João Henrique em determinado momento quiser dar algum depoimento, não há nenhuma dificuldade. Eu não sou político que tenta enganar as pessoas. Acho que a sociedade da Bahia está absolutamente madura, pronta, para fazer as suas próprias avaliações dos fatos políticos. E eu os enfrento com clareza, com transparência, com nitidez. Eu não uso as palavras para tentar enganar as pessoas. Eu acho que a vida é como ela é. Você carrega ônus e tem bônus. E se eu tiver, nesse momento, que carregar ônus, carregarei com dignidade.

BN – Esse afastamento tem causado algum tipo de tensionamento dentro do partido?

GVL – Não. Em absoluto. É uma questão política que não envolve problemas de ordem pessoal.

BN – E a aproximação entre João Henrique e Jaques Wagner, que ficou a ponto de ser sacramentada como aliança oficial. O que o senhor tem a comentar sobre isso?

GVL – A gente viu isso de forma tão nítida, né? O governador fazendo charme para o prefeito, o prefeito aceitando o charme, os dois convivendo, e até surgiu muita especulação de que ele poderia deixar o PMDB para cair nos braços do governador. Teria sido uma boa oportunidade, talvez, para naquele momento o governador propor uma solução pública para as barracas de praia e para outros problemas da cidade de Salvador. Eu acho estranho que só agora, quando a comoção toma conta, o governador Wagner se mostre tão interessado nas causas de Salvador. Mas, enfim, a população tem discernimento para saber que quando ele tinha a chance de fazer não fez absolutamente nada. Eu fiz parceria real com Salvador.


“Reconheço no presidente da República o direito de manifestar suas preferências. Preferia que assim não fosse”

BN – Sobre a declaração do presidente Lula, que pediu voto para Jaques Wagner e disse que você não poderia reclamar, pois o teria aconselhado a não se candidatar. Como o senhor avalia a questão?

GVL – Eu não vi declaração de Lula. Eu vi uma frase atribuída ao presidente Lula. Conheço o presidente Lula e sei que aquela frase não é dele.

BN – Mas, na disputa pelo Senado, ele entrou de vez na campanha para pedir voto para Lídice e Pinheiro. Como está isso em relação ao candidato da sua chapa, o senador César Borges (PR)?

GVL – Aí só você perguntando ao PR. Em relação ao PMDB, de forma muito clara, eu quero te dizer o seguinte: reconheço no presidente da República o direito de manifestar suas preferências. Preferia que assim não fosse. Mas, de novo, a vida é como a vida é. Eu não tenho nenhuma crítica e nenhuma queixa ao presidente Lula, até porque, do berço, aprendi a cultivar o sentimento de lealdade. Sou grato ao presidente Lula por ter me dado a grata oportunidade de servir à minha pátria e ao meu estado, como ministro da Integração Nacional. E continuarei minha campanha falando com vocês que me lêem, vocês que acompanham o horário gratuito, apresentando propostas de quem tem a convicção de que pode realizar um governo melhor para a Bahia. O presidente Lula, para tristeza minha e tristeza de muitos baianos, não será mais o presidente da República a conviver com o próximo governador. E se o atual governador é tão amigo do presidente Lula, por que não tirou do papel já o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste, por que não resolveu a questão da orla marítima de Salvador, por que, como líder maior do Estado, não resolveu o problema dos barraqueiros? Não agora, quando o problema está na rua, mas lá atrás. Por que não resolveu o problema dos portos da Bahia durante todo esse período, por que não resolveu a questão da segurança pública, por que não melhorou a saúde pública? Ou será que vocês que lêem nesse momento estão verdadeiramente satisfeitos com o que estão vivendo nessas áreas? Será que vocês estão, efetivamente, convencidos pela propaganda enganosa do governo, de que o que eles dizem que fizeram foi feito? Eu acho que esse é o debate. No que diz respeito ao presidente Lula, meu apreço, meu carinho, meu respeito e minha gratidão também pelas referências que ele fez, permanentemente, à competência com que exerci o Ministério. Pelo trabalho que realizei. Isso ninguém me tira. Ninguém reescreve a história.

BN – Já que o senhor tocou nesse ponto, sobre a questão das barracas, onde estaria a responsabilidade do Estado?

GVL – Para quem se diz tão amigo do presidente, podia ter colocado o Estado como parceiro da Prefeitura para viabilizar, através de recursos, a requalificação da orla, para fazer investimentos, como foi feito, por exemplo, quando João Durval Carneiro era o governador. Qual foi o convênio firmado entre Estado e a Prefeitura de Salvador? Mesmo no primeiro período de João Henrique, quando o PT exercia funções relevantes no Município. Quando pessoas que hoje ocupam cargos de destaque no Governo do Estado, como o secretário Robinson (Almeida, Comunicação), era funcionário da Prefeitura. Por que não requalificaram a orla, não lutaram tanto para ajudar? E o segundo mandato, já como governador, por que não fizeram? Agora, esse discurso de agora de bater no prefeito, de aproveitar a onda criada de comoção, legítima comoção, é oportunismo político e eu não partilho de oportunismo político. Tenho divergências com o modo como foi feito, mas acho que é indigno eu expressar essas divergências agora.


“Não tem carta na manga. É conversar com a sociedade, é mostrar as propostas, mostrar que o atual governo não cumpriu com as coisas que prometeu em 2006”

BN – Em relação à campanha, o senhor tem ficado nas pesquisas com um índice em torno de 11%, qual seria a carta na manga que Geddel teria para promover uma virada?

GVL – Não tem carta na manga. É conversar com a sociedade, é mostrar as propostas, mostrar que o atual governo não cumpriu com as coisas que prometeu em 2006…ou fez? Ele disse que ia pagar o Bolsa Família complementar com recursos do Governo do Estado. Pagou? Ele disse que ia investir menos em propaganda e que o governo passado fazia uma coisinha aqui uma coisinha ali, e tome propaganda. Ele reduziu? Uma série de promessas, peças que foram feitas, que não saíram do papel. Eu vou mostrar isso, cada vez mais à sociedade e contrapor com o que fiz, na oportunidade que tive como ministro. Obras em Salvador, em que fui parceiro da prefeitura. Estão aí Canal do Imbuí, Canal da Aliança, 64 ruas no Subúrbio Ferroviário, Avenida Centenário, centenas de encostas, escadarias drenantes, obras de macrodrenagem, fim de alagamentos ali no Itaigara, enfim, são obras por todo o estado, mostrando que quando tive oportunidade, eu trabalhei pela Bahia. E acreditar no discernimento da sociedade, que eu acho que não quer ninguém com tanta hegemonia na política. Se eu acreditasse só em pesquisa, talvez vocês tivessem entrevistando, quando forem cumprir o seu papel, como governador Paulo Souto e não Wagner, e talvez o prefeito de Salvador fosse Imbassahy ou ACM Neto e não João Henrique. Então, vamos deixar que as pessoas que lêem se manifestem. O povo sabe o que faz, na hora que faz. Não vamos imaginar que o povo é um bando de cordeiros a ser tocado por um pastor.

BN – O PMDB tem comentado que a realidade pelo interior da Bahia não é a mesma que dizem as pesquisas, então, no seu entendimento, até que ponto as pesquisas dizem de fato a verdade?

GVL – Eu não discuto pesquisa, eu não desqualifico pesquisa. Eu acho que pesquisa é um instrumento importante que quem está na frente comemora e quem está atrás trabalha para virar. Eu digo é que meu sentimento de rua é extremamente positivo e que vamos aguardar a maturidade da população depois de examinar os programas eleitorais. Eu acho que você só começa a ter uma definição na segunda quinzena de setembro. Até lá, o povo estará analisando e olhando. O povo está assuntando.

BN – Qual é o principal problema que o senhor enxerga hoje na atual gestão e o que pretende fazer de diferente?

GVL – Saúde pública. Ao contrário do que diz a propaganda, eles não expandiram, por exemplo, o Programa de Saúde da Família (PSF). Teve um crescimento pífio, foram 6% apenas. O que eu pretendo fazer é negociar com o Tribunal de Contas, como foi feito no Paraná, viabilizar abertura na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para entender que é preciso criar carreira de estado no SUS, fazendo concurso para os profissionais de saúde, de forma que eles possam ir para o interior viabilizar o PSF, em que 85% dos problemas podem ser resolvidos. Implantar, que o governo não implantou, salas de estabilização nos municípios, com respirador, ressuscitador, de forma que quem sofra ali um problema, por exemplo de coração, possa ser estabilizado ali até que o pré-hospitalar Samu possa transferi-lo para um hospital em que haja leito. Descentralizar e dar outro modelo à tal da regulação, que hoje é apenas um escolha entre quem vai viver e quem vai morrer. E entender que é importante construir hospitais, e nós propomos a construção de um hospital do câncer em Salvador, e de centro de tratamento do câncer, mas é sobretudo importante você dar resolutividade; fazer funcionar aquilo que existe. Parcerias com as filantrópicas, parcerias com as entidades privadas, de forma que não aconteça o que aconteceu. Você anuncia a construção de hospitais, mas quando você vai ao Data SUS, no Ministério da Saúde, você vê que houve redução de leitos. O que nós precisamos é gestão na saúde. É gerenciar melhor os leitos, descentralizar o atendimento. Quem me lê, quer é tratamento de qualidade: médico e remédio onde ele precisa, e não ir para o HGE ou para o Hospital Roberto Santos, ou para o Hospital de Santo Antônio de Jesus, e ficar esperando nos corredores.


Permanece uma política equivocada que vem do governo passado de entregar viaturas de polícias aos prefeitos para fazer a cooptação política”

BN – E a Segurança Pública?

GVL – Segurança Pública também é outro problema. Fala-se que este é um governo que trabalha para quem mais precisa, no entanto, na Barra você tem um policial para cada 250 habitantes, já no subúrbio é um policial para cada 2,8 mil habitantes. Não se construiu, ao longo de quatro anos, uma delegacia em Salvador. Não se qualificou as delegacias existentes. No Subúrbio Ferroviário, onde vivem mais de 700 mil baianos, só tem uma delegacia de polícia. Módulos fechados, desativados e depredados. O atual governo fala que foi que foi o que mais alugou viaturas, motocicletas e carros, mas em uma demonstração de gestão ineficiente, deixa 400 motos paradas, de 40 a 50 dias, ao sol e à chuva, por falta de emplacamento e motociclistas. Permanece uma política equivocada que vem do governo passado de entregar viaturas de polícias aos prefeitos para fazer a cooptação política e permite que as prefeituras, já quebradas, ainda tenham que arcar com custos de delegacia, com manutenção dos veículos e oferecimento de combustível. Esse é o diagnóstico.

BN – E qual seria a solução?

GVL – Qualificar o policial, implantar um programa habitacional no estado que privilegie também o funcionário público, sobretudo o policial. Promessa feita em 2006, mais uma, que não foi cumprida. Entender que viatura de polícia e aparelho policial quem tem que receber não é o prefeito. É a polícia que deve administrar. Implantar o programa de controle de entradas e saídas das divisas do estado, evitando o entra e sai livre dos bandidos. Ocupar, através de polícia comunitária, pacificadora, um exemplo que deu certo no Rio de Janeiro e outros estados, em virtude da queda nos índices de criminalidade, as áreas que a inteligência policial identifique como mais violentas. Enfim, são propostas claras e objetivas, apontando fontes de recurso e financiamento. E minha experiência mostra que eu sei tirar do papel. Sei cumprir prazos e estabelecer metas. É isso que eu ofereço à Bahia.

BN – E para a educação? A oposição critica que não foi construída nenhuma escola na atual gestão…

GVL – O atual governo tem um único projeto visível de educação que é o Topa. É uma mudança de nome de um projeto federal que é o Brasil Alfabetizado. Que visa alfabetizar jovens, adultos e idosos, que terá continuidade no nosso projeto. Mas a grande prioridade que o governo não deu na rapidez que nós queremos é o investimento na creche. Criar uma rede universalizante de creches, com a parceria da iniciativa privada, investir na pré-escola e no ensino fundamental, alavancar mais o estabelecimento de metas para o ensino profissionalizante, aproveitando as vocações regionais. Nossa meta é em quatro anos transformar 50% das vagas no ensino médio em ensino profissionalizante. É possível fazer isso. Eu aprendi a administrar com pressa com o presidente Lula, que sempre nas reuniões e nos telefonemas cobrava: “Geddel, rapidez. As coisas precisam sair do papel. Vamos fazer com pressa. O Brasil quer que as coisas aconteçam”. E ficava muito feliz quando eu dizia, presidente, a pressa deu resultado. Temos mais uma obra para inaugurar. Portanto, podemos faze sim mais pela educação no estado. Valorizar a universidade, trazer a ciência e tecnologia para uma prioridade efetiva dentro da universidade, com a parceria da iniciativa privada esse estado pode alavancar com mais rapidez o seu desenvolvimento.


“Busque a reeleição, mas não venha justificar a incapacidade de fazer em quatro anos como argumento para você ter mais quatro”

BN – Você promete fazer uma grande reforma administrativa no Estado. Como isso aconteceria?

GVL – Reduzir secretarias, dar outro protagonismo à Secretaria da Fazenda, criando duas subsecretarias. A Secretaria da Fazenda acabou sendo ideologizada. Ali sempre foi um centro gerador de inteligência, Temos que focar nos contribuintes que são responsáveis por grande parcela da arrecadação do nosso estado, fazer da ciência e tecnologia uma prioridade verdadeira, interiorizando os parques tecnológicos. Você veja que esse Parque Tecnológico de Salvador tem quatro anos. É uma construção apenas, não tem nem a definição de quem vai estar ali dentro, quem não vai estar. Quatro anos para construir um parque tecnológico. Quatro anos é muito tempo para as obras acontecerem. Sabe um exemplo que eu dou de estilo de gestão? O atual governador da Bahia, por quem eu tenho um respeito pessoal, era ministro da Articulação Política do primeiro governo do presidente Lula, e o presidente Lula quis fazer a obra de transposição do Rio São Francisco, e determinou que fosse feita. O bispo da Barra entrou em greve de fome. Foi designado o então ministro e hoje governador para ir lá fazer o diálogo e resolver o problema. Ele foi. Qual foi o resultado? Acabou a greve de fome, mas a obra parou. Não foi adiante, foi a contrapartida. Eu, ministro da Integração Nacional, e o presidente da República determinou que se fizesse a obra, que muitos consideravam que seria a minha sepultura política. Eu comecei a obra. Fizemos as licitações, as negociações ambientais, implantamos, chamamos os empresários, cobrando pressa. O mesmo bispo iniciou uma greve de fome. Nós fomos determinados pelo presidente para resolver o problema, abrimos diálogo e qual foi o resultado? A greve de fome acabou, mas um trecho da obra já vai ser inaugurada no final do ano pelo presidente da República. Isso é diferença de garra, de querer fazer, de entender que o diálogo é importante e que o entendimento é fundamental. Que a busca de posições consensuais engrandece o homem público, quando for necessária, quando atinge os interesses do nosso estado, da nossa população, que quer urgência nas realizações. Nós temos que ter coragem para fazer determinados enfrentamentos.

BN – Há um discurso na sua campanha de que quatro anos são suficientes para governar. O senhor acredita que nesse período conseguirá fazer as transformações que pretende fazer?

GVL – Quatro anos são suficientes para fazer. Não é questão de acreditar. Os exemplos estão aí. Quanto tempo tem o instituto da reeleição. Quantas reeleições nós tivemos? O Brasil foi construído assim. Juscelino Kubistchek ergueu Brasília em quatro anos. Na Bahia, Roberto Santos teve quatro anos e fez um governo excepcional. As grandes transformações que a Bahia sofreu ao longo do tempo foram feitas por governadores que governaram o nosso estado por quatro anos. Esse discurso de que quatro anos é pouco é discurso de quem quer reeleição. Busque a reeleição, mas não venha justificar a incapacidade de fazer em quatro anos como argumento para você ter mais quatro. Você pode até ter mais quatro, mas não porque quatro anos é pouco.

BN – Muita gente fala que o discurso do PMDB, de criticar o atual governo depois de romper com o PT, seria um ranço. Ocorre que além da gestão de Jaques Wagner que o PMDB critica, o outro adversário que está à sua frente nas pesquisas, Paulo Souto (DEM), governou por oito anos. Qual a crítica que o senhor faz à gestão de Souto? Há quem diga que há uma estratégia de parceria para evitar os ataques, já visando o segundo turno.

GVL – É preciso deixar bastante claro o seguinte: nós apoiamos a candidatura de Wagner em 2006. Agora, nós não fizemos um compromisso “até que a morte nos separe”. Se nós começamos a perceber que aquilo que se sonhou em 2006 não estava acontecendo, tanto no campo político quanto no campo administrativo. Demos contribuição no governo, mas quando achamos que esse caminho não estava mais certo, procuramos o governador de forma honesta e entregamos um documento apontando divergências que poderiam ser a base do diálogo. A opção foi dizer “não tive tempo de ler”. Apresentamos à sociedade outro caminho. Diferente da posição do PT com João Henrique. Participaram do primeiro governo todo. Em dezembro de 2007 fizeram uma tal de um repactuação, ocuparam mais espaço no governo, para em abril de 2008, seis meses antes da eleição, nos abandonar. Nossa divergência é político-administrativa. Eu não faço críticas de ordem pessoal ao senhor governador. Isso é como casamento. Você casa imaginado que a sua companheira ou o seu companheiro só tem qualidades e que o casamento vai ser “até que a morte os separe”. No meio da jornada, você descobre divergências que não havia antes. Você tem dois caminhos: ou vive na hipocrisia ou ousa e busca novas estradas para trilhar. Foi o que nós fizemos. Eu ousei. Saí do conforto. Saí do comodismo. Fui na contramão do que dizem que é a política brasileira, onde as pessoas trocam cargos e espaços por apoio.

BN – Mas há algum tipo de estratégia para evitar o confronto com Paulo Souto?

GVL – Nenhuma. Não tenho nenhum problema pessoal com Paulo Souto, mas meu campo é outro. Se eu apoiei em 2006 a candidatura de Wagner é porque não concordava com a gestão de Paulo Souto. Portanto, é livre se especular sobre tudo na política. Às vezes eu leio os jornais e morro de ri. São frases aspeadas que eu nunca disse, informações em off que eu nunca falei, bastidores de que eu nunca participei. Isso é da vida. Não vou sair desmentindo toda hora todo mundo, virando uma pessoa amargurada. Não há nenhum tipo de entendimento, de parceria, de diálogo, compromisso com a candidatura do Democratas.


“Cadê o resultado daquelas apurações? Já deviam ter ido para a Justiça”

BN – O senhor acredita que Jaques Wagner já está garantido no segundo turno com Geddel nesse confronto?

GVL- Eu acho que seria absolutamente desmerecedor da inteligência dos baianos não reconhecer que Jaques Wagner é o favorito para o segundo turno. O que eu não acredito, como eles querem fazer crer, é que a eleição está definida no primeiro turno. Esse mesmo erro cometeu Paulo Souto. Eu respeito muito a consciência e os votos das pessoas, e acho que as pessoas não querem uma eleição em primeiro turno. Querem ver um debate mais franco no segundo turno, dois candidatos confrontando posições. Com tempo, propostas e ideias brigando. Nisso eu aposto, é nisso que eu acredito e é isso que estou sentindo nas ruas.

BN – Sobre aquele episódio da Agerba, algumas pessoas do PMDB, inclusive o senhor mesmo, foram grampeadas, sob a acusação de cometer irregularidades no setor de transportes. O senhor se sente perseguido pelo Governo do Estado?

GVL – Não. Ali houve um claro movimento político, aliás eu estou até cobrando. Cadê o resultado daquelas apurações? Já deviam ter ido para a Justiça. O governador foi à televisão e disse que sabia disso e alertou supostos envolvimentos, mas não tomou providências. Ele prevaricou. Tomar providências depois que o PMDB deixou a administração? Eu não me sinto perseguido, aliás, eu já fui tão perseguido, tão investigado, tão examinado e minha vida já foi tão virada que eu tenho muita tranquilidade para fazer os enfrentamentos que tenho que fazer. O que eu acho é que onde houver denúncia, deve-se apurar, sem sensacionalismos, até para não se cometer injustiças. Veja, por exemplo, que o coordenador da campanha de Jaques Wagner (Luiz Caetano, prefeito de Camaçari) saiu da Bahia algemado (pela Operação Navalha na Carne da Polícia Federal) e depois a Justiça inocentou ao ponto de que, mesmo tendo sido algemado, virou coordenador da campanha de Wagner. Portanto, há de se ter cuidado quando se aponta o dedo para alguém para se fazer qualquer acusação.

BN – Caso o senhor seja eleito, qual será a marca do seu governo?

GVL – A marca de trazer as mulheres mais qualificadas e os homens mais competentes para enfrentar com garra, com vontade, com diálogo, com entendimento, mas com absoluta obstinação, os grandes problemas que a Bahia tem. Na infraestrutura, na saúde, na educação, na priorização agropecuária, na interiorização do nosso desenvolvimento. Eu tenho absoluta certeza, e digo isso sem nenhuma arrogância, que eleito estou experimentado para realizar o melhor governo que a Bahia já viu.

IBOPE: DILMA SOBE PARA 51% E SERRA CAI PARA 27%



10152501

Foi divulgada na manhã deste sábado (28), a pesquisa Ibope de intenção de voto, que aponta a candidata Dilma Rousseff (PT) na frente na corrida pela Presidência da República. A petista tem 51% das intenções de voto contra 27% do adversário José Serra (PSDB).De acordo com o Ibope, em terceiro lugar está Marina Silva (PV), com 7%. No  levantamento anterior do Ibope, realizado dos dias 12 a 15 de agosto, Dilma tinha 43%,  Serra, 32%, e Marina, 8%. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou menos. Isso indica que Dilma pode ter entre 49% e 53% e Serra, entre 25% e 29%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

Polícia Federal vai apurar suspeita de crime eleitoral em assalto ao PMDB

images

A Polícia Federal vai apurar suspeita de crime eleitoral no assalto ocorrido na noite da última quinta-feira na sede do Partido do MovimentoDemocrático Brasileiro (PMDB), no bairro do Costa Azul. De acordo com informações da Polícia Civil, dois homens armados teriam rendido o segurança e levado quatro notebooks, seis aparelhos celulares, dois relógios, uma TV LCD de 42 polegadas e alguns documentos do local. Dos equipamentos levados, uma CPU era da assessoria financeira, duas da secretaria da presidência e outra da presidência, além de dois notebooks do setor de eventos, de acordo com o advogado do PMDB, Jaime Vieira Filho. Nos equipamentos roubados havia informações administrativas e financeiras da campanha e dados de negociações, contatos, agenda do candidato ao governo da  Bahia, Geddel Vieira Lima, e dos demais candidatos. “Até a próxima quarta-feira, dia 1º de setembro, a agenda está garantida, mas depois não sabemos se temos mais a relação dos compromissos”, disse um dos assessores. O fato de os assaltantes terem deixado para trás câmeras de vídeo, gravadores, um carro estacionado no pátio da sede e outros objetos levantou a suspeita de o crime ter relação com o processo eleitoral. (A Tarde)

Na Bahia, Vitória da Conquista é a cidade com os menores preços na venda de combustível

imagesCA6P081XPreço do álcool varia até 37,7% na Bahia

Quem costuma abastecer com álcool  e viaja pela Bahia sente a diferença. É grande a variação no preço do produto nos postos de combustíveis baianos. Segundo dados levantados na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a diferença no preço do álcool nas bombas chega a 37,7% na Bahia.

O combustível mais barato é vendido em Vitória da Conquista, onde o álcool chega a ser vendido por R$ 1,39. Já os consumidores de Juazeiro penam com os preços mais altos da Bahia: lá, um litro do combustível chega a ser vendido por R$ 2,24. Em Salvador, principal praça em termos de volume de vendas, a média de preço fica em R$ 1,87.

Os especialistas apontam o custo com o transporte do combustível  como o principal fator que determina as variações no preço do  produto. Como a Bahia produz por ano 156 milhões de litros de  álcool, o que representa apenas 28% da demanda de 540 milhões de litros dos motoristas baianos, a maioria do combustível tem de ser importada, ampliando os gastos logísticos.

“Ainda estamos muito aquém da nossa necessidade, mas temos avançado em termos de área plantada”, explica o superintendente de agronegócio da Secretaria da Agricultura do Estado, Jairo Vaz.

Segundo dados da União da Cultura Industrial de Cana-de-Açúcar (Unica), as áreas  de produção de  álcool  no Brasil estão concentradas nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com destaque para este último, que produz 63% do etanol consumido no País. Por conta disso, o preço do combustível tende a ser mais barato nos municípios mais próximos da região sudeste, como Vitória da Conquista.

Concorrência – Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Bahia (Sindicombustíveis), José Augusto, a concorrência entre os postos  acaba interferindo no preço final.

Em municípios em que o consumo de  álcool  é maior, a disputa entre os postos tende a se acirrar. “Em Conquista, existe uma briga de mercado que  puxa o preço para baixo, beneficiando o consumidor. Mas, infelizmente, este cenário não espelha a realidade do mercado baiano”, explica  Augusto.

João Pedro Pitombo l A TARDE*

Néia Rosseto/Agência A TARDE

*Colaborou Cristina Laura