O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou neste domingo (01) o Censo 2010. Em Salvador, 14,5 mil recenseadores começam a visitar os domicílios, divididos em 3,5 mil setores, para coletar informações sobre a infraestrutura da residência e o perfil da população. O questionário incluiu perguntas sobre a renda familiar, religião e quantos computadores na casa estão conectados à internet.
Os dados são usados principalmente para planejar políticas públicas. Para evitar golpes, é preciso estar atento ao uniforme dos recenseadores. Todos estarão trajando colete azul-marinho; boné da mesma cor, com aba amarela e o símbolo do Censo 2010 na parte da frente; crachá e um computador de mão, usado para armazenar as informações.
A assistente administrativa Dalva Ferreira, 54 anos, será uma das responsáveis por visitar 123 estabelecimentos em Cajazeiras X e Fazenda Grande I e II. “Vamos chegar com um jeitinho camarada para a população colaborar”, brincou. Apesar da simpatia premeditada, todos são obrigados, por lei, a participar do censo.
fonte CORREIO
Brasil pode ter 355 mil pessoas com HIV sem diagnóstico
G1
A projeção é que ao menos 11 mil brasileiros vão morrer por causa da Aids em 2010. Estima-se que no país 355 mil pessoas tenham HIV, mas não tenham a doença diagnosticada. Desde o final da década de 1990, quando houve uma redução drástica nas mortes por causa da introdução de novos medicamentos, os casos de morte vêm subindo lentamente. Para o médico infectologista Esper Kallás, pesquisador da Faculdade de Medicina da USP, menos pessoas poderiam morrer se fizessem mais cedo o exame para detectar HIV, o vírus causador da Aids. “De cada cem pessoas que fazem o diagnóstico, 16 morrem no primeiro ano”, afirma. O problema, segundo o médico, é que a descoberta da infecção é feita muito tarde, quando doenças graves já se instalaram por causa da baixa imunidade causada pela Aids. Segundo o clínico-geral Teodoro Suffert, muitas pessoas acabam descobrindo que têm a doença por causa de uma infecção oportunista. “Pode ser tuberculose, emagrecimento, diarreia crônica. A forma de apresentação é variável”, conta o médico. Os testes de HIV são gratuitos. Segundo o Ministério da Saúde, em 2008 foram feitos 6,4 milhões desses exames no país. Em 2009, o número subiu para 7,4 milhões.
CANDIDATOS MAIS RICOS DO PAÍS DISPUTAM A SUPLÊNCIA
Entre os 30 candidatos às eleições de outubro mais ricos do País, todos com patrimônio pessoal acima dos R$ 49 milhões, sete entram na disputa tentando se eleger suplentes de senadores. Eles são empresários e reúnem fortunas que somadas chegam a R$ 2,04 bilhões. Levantamento feito pelo jornal Estadão na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que esses homens, que na política almejam virar apenas reservas de senadores, têm bens vultosos concentrados em ações de empresas, terrenos, obras de arte e carros de luxo. Três desses candidatos a suplentes se destacam mais por ocuparem a terceira, a quarta e a quinta posições do ranking da riqueza. O processo de escolha de candidatos à suplência dos senadores sempre foi nebuloso. Parentes dos titulares ou estreantes na política com muito dinheiro para ajudar a financiar campanhas são os critérios mais usados. O empresário João Claudino Fernandes, com R$ 623,5 milhões, é o terceiro candidato mais rico do País e está filiado ao minúsculo PRTB – que não tem representação no Congresso. Vai tentar se eleger 1.º suplente na chapa liderada por Ciro Nogueira (PP-PI), hoje deputado. Em comparação ao titular, que registrou patrimônio de R$ 1,97 milhão no TSE, João Claudino é 315 vezes mais rico. Fundador e ex-presidente da Videolar, Lirio Parisotto (PMDB-AM) declarou patrimônio de R$ 616,05 milhões. Contentou-se em ser 2.º suplente na chapa do ex-governador do Amazonas Eduardo Braga (PMDB-AM), com R$ 16,48 milhões de patrimônio. Numa eventual vacância, a primeira a assumir a cadeira no Senado será Sandra Braga (PMDB-AM), mulher do titular. Além de ações no mercado financeiro, Parissotto declarou R$ 450 mil em “diversas obras de arte”, R$ 51,4 mil numa moto Harley Davidson e R$ 1,4 milhão em “numerário em mãos”. O quinto político mais rico é ex-banqueiro, ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde do Rio: Ronaldo Cezar Coelho (PSDB-RJ) tem R$ 564,53 milhões. Apesar da experiência política – disputou seis eleições e ganhou quatro – e de ser próximo do presidenciável tucano José Serra, Coelho optou por papel coadjuvante este ano. Será 1.º suplente do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), candidato ao Senado. Pedro Chaves (PSC-MS), com R$ 69,31 milhões; Osório Adriano (DEM-DF), com R$ 64,43 milhões; Raimundo Lira (PMDB-PB), com R$ 54,34 milhões; e Sander Salomão (PMDB-RR), com R$ 49,33 milhões, são outros candidatos a suplentes de senador.
MAIS DE 1 MILHÃO DE ELEITORES VOTARÃO COM IDENTIFICAÇÃO DE DIGITAIS ESTE ANO
As urnas com leitor biométrico, que permitem a identificação de eleitores por meio da impressão digital, serão usadas em 60 municípios de 23 estados brasileiros nas eleições de 2010, atendendo mais de 1 milhão de pessoas.
O mecanismo, adotado pela primeira vez nas eleições de 2008, exclui a possibilidade de uma pessoa votar no lugar de outra. Os únicos estados que não terão votação biométrica este ano são Mato Grosso, Roraima e o Amazonas, além do Distrito Federal.
A urna biométrica não alterará de forma significativa o rito de votação: o eleitor ainda precisará se apresentar ao mesário com o título de eleitor e o documento oficial de identificação com foto. Entretanto, o novo sistema permite que o próprio eleitor libere a urna para votação ao inserir suas digitais, o que deve dar mais agilidade na hora de votar. Até então, o mesário ficava encarregado da liberação.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há a possibilidade de ocorrerem falhas na identificação com o sistema biométrico. Isso porque as impressões digitais podem ser danificadas com uso de produtos químicos ou por problemas de descamação nas mãos.
Caso o sistema falhe ou haja dúvidas sobre a identidade do eleitor no dia da votação, o mesário terá um caderno de votação com os dados e foto do eleitor para checar as informações. Se o eleitor não for reconhecido nem pelo caderno de votação nem pelo sistema biométrico, não poderá votar e precisará justificar a ausência à Justiça Eleitoral.
Fonte: Agência Brasil
TWITTER CHEGA À MENSAGEM NÚMERO 20 BILHÕES
O site de microblogging Twitter alcançou neste fim de semana a marca de 20 bilhões de mensagens.
O tweet foi gerado na tarde do sábado por um designer gráfico em uma agência de publicidade de Tóquio.
Sem saber, o usuário GGGGGGo_Lets_Go, um ávido torcedor de baseball, postou no serviço de microblogging uma mensagem comum sobre o seu dia-a-dia.
Momentos depois, começou a ser inundado com mensagens de parabéns provenientes de todo o mundo.
Mais tarde, GGGGGGo_Lets_Go postou uma mensagem sobre o episódio:
“Parece que postei o tweet número 20 bilhões. Estou recebendo mensagens de pessoas em todo o mundo”, disse.
“É assustador. Qual é a probabilidade disto acontecer? Talvez eu vá morrer.”
O serviço de microbloging, no qual os usuários têm de mandar o seu recado limitando-se a 140 caracteres por mensagem, tem conhecido níveis de popularidade fantásticos.
O Twitter levou quatro anos para chegar ao tweet número 10 bilhões, em março, e apenas cinco meses para dobrar o volume de tráfego.
“Será que é mais incrível que ganhar na loteria? Eu pensei que fosse uma piada”, blogou GGGGGGo_Lets_Go.
Segundo informações do Twitter, os japaneses enviam 8 milhões de mensagens por dia, cerca de 12% do total do serviço. São os segundos em tráfego, atrás apenas dos americanos, que respondem por uma fatia de 25%.
O serviço também é um sucesso no Brasil – um levantamento da consultoria francesa Semiocast indica que o país é o quarto da lista, atrás da Indonésia.
Os brasileiros geram 11% dos tweets mundiais. O português é a terceira língua mais popular no serviço.
Fonte: G1
Homicídios crescem 18,4% nas cidades do interior do Estado
Exumação de corpo de adolescente morto numa chacina em Conquista em março
Os assassinatos de produtores rurais cometidos nas duas últimas semanas, nos municípios de Barreiras e Vitória da Conquista (a 857 km e 509 km da capital, respectivamente), ilustram o avanço da violência no interior do Estado – que fica mais evidente conforme as estatísticas da própria Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Os dados disponibilizados no site da pasta mostram que foram registrados 1.207 homicídios dolosos (quando há intenção de matar) no interior da Bahia, entre janeiro e maio deste ano. No mesmo período de 2009, a SSP contabilizou 1.019 casos nas cidades do interior (um aumento de 18,4%). Os números não incluem municípios que integram a Região Metropolitana de Salvador.
As deficiências no policiamento são apontadas como as principais causas do crescimento da criminalidade. “Tem cidade de 50 mil habitantes que só conta com um policial militar”, disparou Marco Prisco, presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar.
Segundo Prisco, o efetivo total da PM na Bahia é de 32 mil integrantes. “O ideal é termos 50 mil. O governo cria novas companhias independentes, só que com o mesmo efetivo, dando uma falsa sensação de reforço na segurança”, reclamou.
Para Marcos Maurício, presidente do Sindicato dos Policiais Civis, faltam estrutura e qualificação aos policiais do interior: “O aumento da criminalidade é reflexo também da falta de organização. Em 130 municípios, temos agentes de prefeituras fazendo o trabalho de policiais, inclusive usando armas e coletes”, denunciou Maurício.
Diretor do Departamento de Polícia do Interior, o delegado Bernardino Brito Filho afirmou que providências estão sendo tomadas pelo governo. “Estamos agindo dentro de um planejamento. Na última semana, nomeamos 120 investigadores e 40 escrivães para as unidades do interior. Temos observado que a maior concentração dos homicídios está nos grandes centros do interior, justamente onde há maior presença do tráfico”, observou.
O delegado reconheceu que há déficit no efetivo, mas disse que já há “um planejamento de reposição de agentes pedido pelo governador”. De acordo com o presidente do Sindpoc, a Bahia conta com 3.760 policiais civis. “Só que 1.200 já estão prestes a se aposentar. Hoje, há um déficit de 3 mil policiais”, alertou
Samuel Lima l A TARDE
Lúcio Távora/Agência A TARDE
Nova resolução prorroga auxílio-doença
O trabalhador pode solicitar a prorrogação do benefício de auxílio-doença na agência do INSS
Maria do Amparo, por meio de comentário no blog do Cidadão Repórter de A TARDE, contou que deixou de trabalhar por ter câncer de mama e que, por isso, buscou amparo do auxílio-doença concedido pelo Instituto Nacional do Serviço Social (INSS).
O benefício, segundo ela, foi garantido até dezembro de 2009, quando houve a marcação de uma nova perícia no órgão previdenciário. Desde então, afirma Maria, está sem “receber um centavo do INSS”. “Só com medicação, tenho um gasto mensal de R$ 960”, reclama ela.
Contudo, a publicação da Resolução de nº 97 no último 20 de julho, no Diário Oficial da União, trouxe mudanças para situações como a de Maria. A medida permite que o trabalhador peça a prorrogação do auxílio-doença enquanto aguarda a realização de nova perícia médica.
Segundo Marcelo Caetano, chefe do Serviço de Administração de Informação ao Segurado do INSS, se 15 dias antes de acabar a cobertura o beneficiário solicitar a prorrogação do auxílio, o INSS não pode mais cancelar o benefício dos trabalhadores que ainda não se recuperaram.
Ele diz que o cancelamento do auxílio sempre foi agendado com base na data da perícia médica, que é o procedimento que avalia se o assegurado tem condições de voltar a trabalhar. Quando, por falta de vaga ou médicos, a perícia precisava ser remarcada, o trabalhador ficava com o benefício suspenso.
“É preciso deixar claro que a resolução é válida para os requerimentos solicitados a partir de 19 de julho (data em que a resolução foi editada). Quem fez o requerimento após essa data volta a receber o benefício automaticamente”, explica o chefe do Serviço de Informação ao Segurado.
Se o pagamento do benefício não ocorrer automaticamente, o trabalhador deve ir a uma agência do INSS. A solicitação de prorrogação do auxílio também pode ser feita no INSS, de preferência na agência onde o trabalhador é atendido. É necessário levar documentos pessoais.
Justiça – Conforme Caetano, a Resolução de nº 97 é fruto de uma ação civil pública, cujo julgamento considerou que o atraso é um descumprimento do prazo estabelecido em lei e que, por isso, o benefício deve ser estendido até que se faça a perícia e se defina a situação do trabalhador.
O auxílio-doença é concedido aos assegurados pelo INSS que, por doença ou acidente, não podem desempenhar as atividades profissionais por mais de 15 dias.
Euzeni Daltro l A TARDE
Fernando Amorim/Agência A TARDE
Levantamento do Congresso em Foco mostra que alguns candidatos preferiram renunciar às suas candidaturas
Por conta da ficha limpa, 13 já desistiram
Levantamento do Congresso em Foco mostra que alguns candidatos preferiram renunciar às suas candidaturas diante da possibilidade de ficarem inelegíveis por conta da nova lei. Entre eles, Júnior Brunelli, o deputado da oração do mensalão de Brasília
Junior Brunelli, o deputado da oração da propina, foi um dos 13 que desistiram de concorrer para não enfrentar a ficha limpa
As contestações de candidaturas com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10), que proíbe candidatos com problemas na Justiça, já fez com que pelo menos 13 pessoas desistissem da disputa eleitoral de outubro. Desses, oito se inscreveram para concorrer a uma vaga nas assembleias legislativas, quatro para a Câmara dos Deputados e um para primeiro suplente de senador. Ao contrário da impugnação, que precisa ser julgada, uma vez que o candidato renuncia ele está fora do pleito.
O levantamento do Congresso em Foco foi feito no Divulga, sistema administrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e abastecido pelas cortes regionais com informações dos candidatos. Para saber quem renunciou por conta da Lei da Ficha Limpa, o site cruzou a lista publicada com os ações de impugnação feitas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e a situação de cada um de acordo com o TSE. No entanto, como o andamento de cada processo é de reponsabilidade dos TREs, a situação pode demorar para ser oficialmente modificada.
Entre os que desistiram, está o ex-deputado distrital Júnior Brunelli (sem partido, ex-PSC), que apresentou sua renúncia ontem (30) no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Brunelli renunciou ao cargo de deputado distrital para evitar um processo de cassação por quebra de decoro parlamentar na Câmara Legislativa. Ele ficou conhecido nacionalmente após aparecer em dois vídeos divulgados durante a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. A investigação revelou um extenso esquema de propina envolvendo membros do Executivo e do Legislativo locais, que foi apelidado de mensalão do Arruda, em referência ao ex-governador José Roberto Arruda, que chefiava o esquema.
No primeiro vídeo, Brunelli aparece recebendo dinheiro das mãos de um dos operadores do esquema, o ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa. Mas esse acabou passando despercebido por conta do choque provocado pelas imagens da outra gravação. Ele, junto com o então distrital Leonardo Prudente (que também renunciou para evitar a cassação) e Barbosa, fazem uma oração, pedindo a Deus para proteger o ex-secretário. O caso ficou conhecido como “oração da propina”.
Veja aqui a oração da propina:
Por conta do seu envolvimento com o mensalão e a citação no inquérito 650DF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o PSC decidiu não dar legenda para Brunelli concorrer em outubro. Antes do escândalo estourar, ele cheogu a ser cotado para concorrer ao Senado na chapa de Joaquim Roriz (PSC). Porém, com a renúncia, o partido resolveu não lança-lo. Mesmo contra a determinação da legenda, o ex-distrital decidiu inscrever seu nome sozinho.
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-DF), então, entrou com uma ação de impugnação de registro de candidatura contra Brunelli. Dois argumentos estavam contidos na representação, assinada pelo procurador eleitoral Renato Brill de Góes. A primeira era a renúncia dele para escapar da cassação. A nova redação da Lei Complementar 64/90, que trata das inelegibilidades, feita pela Ficha Limpa, diz que quem renunciar fica inelegível por oito anos após o término da legislatura. O outro motivo para a contestação é que Brunelli não foi escolhido na convenção partidária.
Estados
O levantamento do Congresso em Foco mostra que, com Brunelli, as renúncias estão espalhadas por 11 unidades da federação. Acre e Santa Catarina têm duas cada. Bahia, DF, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia e São Paulo completam a lista. Um dos impugnados que desistiu da corrida foi Everaldo França Nunes (PPS). Ele se registrou para concorrer a uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Pará. No entanto, por conta da rejeição de contas, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), relativas ao período em que ele foi presidente do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Esportivo, Social e Cultural de Conceição do Araguaia, acabou desistindo.
Ele não é o único. O deputado Alceni Guerra (DEM-PR) se inscreveu para tentar a reeleição à pedido do partido. No entanto, ele mesmo desistiu de concorrer para, oficialmente, dedicar-se à coordenação de campanha de Beto Richa (PSDB) ao governo do Paraná. A PRE-PR entrou com uma ação de impugnação, e o parlamentar acabou renunciando para evitar o desgaste de ter que recorrer e tentar reverter uma possível decisão contrária. “Não sou candidato e, mesmo que fosse, não teria problemas, pois sou ficha limpa”, disse, na época da impugnação, à imprensa paranaense.
Francimar Fernandes de Albuquerque (PT) queria uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre. No entanto, por ter contas reprovadas pelos tribunais de contas do Estado (TCE) e da União (TCU) teve a candidatura contestada pelo Ministério Público. Já José Juarez Leitão dos Santos (PT), que também se inscreveu para deputado estadual, foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC) e foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
Rejeição de contas é o que levou a PRE da Bahia a contestar a candidatura de Misael Aguilar Silva Junior a deputado estadual. Foi o mesmo caso de Carlos Oliveira Galvêas (PSDB), que foi escolhido para ser o primeiro suplente de senador da deputada Rita Camata (PSDB-ES). As contas referentes a 2002 do município de Vitória foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Ele respondia pela Secretaria de Administração da cidade. De acordo com a PRE-ES, foram detectadas irregularidades de gestão na contratação de serviços de fornecimento de refeições.
Mário Coelho
Crise nos Correios – Relatório dos Correios aponta ‘mal generalizado’ na empresa
“A cada três objetos postados, praticamente um está sendo entregue com atraso”, diz o relatório. “A postagem de um objeto passa a ser uma aposta”
Uma carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos diretores regionais dos Correios e um relatório com dados da empresa, aprovado em abril deste ano, indicam uma queda na qualidade dos serviços no segundo semestre de 2009 e nos primeiros seis meses de 2010. A conclusão dos papéis, a que VEJA.com teve acesso, é de que “a empresa parece padecer de um mal generalizado”, segundo balanço assinado por Marco Antonio Marques de Oliveira, diretor de operações dos Correios. Como pano de fundo para esse desempenho ruim existe a forte marca do aparelhamento político – os funcionários estão mais interessados na manutenção de fatias de poder para os seus padrinhos e partidos do que na qualidade dos serviços que têm de prestar.
Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu o presidente da empresa, Carlos Henrique Custódio, e o diretor de Gestão de Pessoas, Pedro Magalhães Bifano. Os dois foram indicados pelo ex-ministro das Comunicações Hélio Costa, candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais. O próprio diretor de operações Marques de Oliveira, responsável pelo relatório que critica os serviços, foi indicação dos peemedebistas – assim como Décio Braga de Oliveira, diretor Econômico-Financeiro. Marques de Oliveira foi demitido em junho.
O PT tem três diretorias nos Correios. No mês passado, Lula chegou a adiar a decisão de demitir os indicados pelo PMDB para não abalar o apoio do partido à campanha presidencial de Dilma Rousseff. Mudou de ideia. Os diretores que foram demitidos pelo presidedente assumiram os cargos após o mensalão, ocorrido em 2005. Maior escândalo do governo Lula, o episódio teve início na estatal, após VEJA revelar um vídeo em que o funcionário Maurício Marinho aparecia recebendo um pacote de dinheiro, cujo destino final seria o PTB.
Extravios e reclamações – A correspondência enviada a Lula expressa a “preocupação com a falta de decisões e definições contundentes da diretoria”. A carta foi assinada por 29 diretores regionais. A ata do balanço operacional de 2009 mostra gráficos com quedas na distribuição de produtos como o Sedex 10, cartas e encomendas (veja nas imagens ao fim do texto). “A leitura dos gráficos indica que a deterioração do padrão de qualidade dos serviços se deu tanto em âmbito interestadual, quando no estadual”, diz o relatório.
De acordo com os dados, em dezembro de 2009, de cada quatro correspondências postadas para outros estados, uma foi entregue fora do prazo. No caso de entrega de objetos, mais de 100 milhões perderam o prazo de entrega no último mês de 2009. As indenizações por extravio cresceram 16,3% no mesmo ano, na comparação com o ano anterior.
O desempenho dos Correios foi notado pela população. No último trimestre de 2009 as reclamações aumentaram 47,7% em relação ao mesmo período de 2008. Em janeiro de 2010, o aumento foi de 60,2% quando comparado com o mesmo período de 2009 – mais de 577.000 reclamações foram registradas em apenas um mês.
“Como é possível observar, os resultados operacionais obtidos nos três principais e mais promissores segmentos de negócios da empresa no final do ano de 2009 indicam uma grave tendência de deterioração da qualidade dos serviços prestados pela ECT, recomendando, em caráter de urgência, uma mobilização conjunta das diversas áreas com vistas à reversão do quadro reinante”, diz o relatório sobre 2009.
Deficiências – O texto pedia “urgentes medidas gerenciais internas, com o necessário suporte de recursos que envolvam pessoal, equipamentos, infrestrutura e contratação de transporte”. O texto apontava a falta de 2.500 carteiros no início deste ano. Entre os problemas mencionados aparecia a indisciplina: folgas foram dadas em períodos de muito tráfego, contrariando a determinação da Diretoria de Operações dos Correios. Isso ocorreu nos dias 24, 28 e 31 de dezembro do ano passado e no dia 4 de janeiro deste ano – em porcentuais de ausência que variavam entre 30% e 100%.
“Os índices falam por si só, sendo desnecessário qualquer comentário adicional para enfatizar a gravidade da situação. A empresa encerrou o ano de 2009 (e iniciou o ano de 2010) praticando um padrão de qualidade em torno de 70% nos seus principais serviços. Isto significa que a cada três objetos postados, praticamente, um está sendo entregue com atraso”, diz o relatório técnico. “Com deficiências nos níveis de serviço em tais patamares, pode-se dizer que a ECT deixa de oferecer aos seus clientes confiança historicamente praticada e a postagem de um objeto passa a ser uma aposta.”
Fernando Mello
PMDB baiano ameaça expulsar quem apoiar adversários
Deu na Folha: “O PMDB da Bahia aprovou resolução cobrando fidelidade dos filiados à candidatura de Geddel Vieira Lima ao governo. O texto diz que “é expressamente vedado o apoio, ainda que indireto”, a outros candidatos, sob pena de expulsão. No caso de “filiados infiéis eleitos para cargo executivo ou legislativo”, a ameaça é que eles terão seus mandatos “imediatamente reivindicados” na Justiça Eleitoral. A resolução visa cortar pela raiz qualquer tentativa de debandada do barco de Geddel, hoje em terceiro lugar nas pesquisas.”
Eleição de 2012 já é alvo de cobiça. Nomes estão no páreo
Nem bem as eleições de 2010 finalizaram e o pleito de 2012 já virou alvo de cobiça. Nomes não faltam para o futuro embate. No âmbito do PT, por exemplo, já são três os possíveis representantes da legenda. Além de Nelson Pellegrino e Walter Pinheiro, que não escondem o desejo de administrar Salvador, rumores dão conta de que já passa pela cabeça do vereador Henrique Carballal (PT), o mais votado do PT na capital, de que até lá poderá conquistar projeção popular e, consequentemente, força política para entrar na disputa.
No PMDB, embora isso seja negado de forma veemente, informações dão conta de que se o candidato ao governo estadual, Geddel Vieira Lima, não conseguir emplacar como governador, já estaria nos planos da legenda lançá-lo como nome forte ao Palácio Thomé de Souza. Entre os tucanos, estaria no rol o presidente do PSDB, Antonio Imbassahy, que nas eleições passadas disputou sem sucesso.
A maioria, entretanto, prefere cautela e não confirma a possibilidade. É o caso do ex-ministro Geddel, que em alto e bom som declarou que no PMDB nenhum nome está sendo pensando para as eleições municipais. “Discutir 2012 chega às raias do ridículo, da irresponsabilidade. Isso é para quem só esta pensando em ganhar uma boquinha”, disparou.
Assim como Geddel, Pellegrino ponderou que é muito cedo para falar em 2012. “Antes de 2012, temos que vencer em 2010. Neste momento, minha cabeça esta focada na eleição de Dilma (Rousseff) e de Wagner (Jaques), assim como em ajudar a eleger os companheiros Lídice (da Mata) e Pinheiro (Walter). Sem falar que estou trabalhando muito para minha reeleição”, declarou.
Contudo, vale lembrar que ao desistir da disputa pelo Senado na chapa majoritária de Wagner, surgiram rumores de que o fato se deu após Pellegrino ter recebido a promessa de que seria o nome petista para as próximas eleições municipais. Na ocasião, o petista negou. “Isto foi um gesto meu pensando no partido. Mas claro que defendo o rodízio dentro da legenda e considero natural a candidatura em 2012. Mesmo assim, não há nada definido quanto a isso, não houve negociação”.
Já Pinheiro, que no embate passado chegou a disputar o segundo turno com o prefeito João Henrique (PMDB), mas foi derrotado, preferiu não adiantar o debate. “Eu estou discutindo 2010. O Senado é um mandato de oito anos. Quem vai definir (o candidato a prefeito de Salvador) é o partido em 2012. Eu não sou o dono da vaga. Acho que é antecipar o debate”, minimizou.
No páreo pode surgir ainda a socialista Lídice da Mata, que na sucessão anterior abriu mão da própria candidatura em prol de Pinheiro. Antonio Imbassahy e Henrique Carballal foram procurados pela Tribuna da Bahia, mas não foram encontrados.
Fonte tribuna da Bahia – Fernandea Chagas








