A Gente diz

Patrimônio do deputado João Bonfim cresce em R$ 1 milhão em apenas quatro anos

19-07-2010-11-08-351

“O registro de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral, revelou o “talento” do deputado estadual João Bonfim (PDT) à frente da administração dos seus bens pessoais. Em sua declaração, os valores quase que dobraram em relação à última eleição disputada pelo parlamentar. Os números mostram que o patrimônio do pedetista saltou de R$1.090.831,37 em 2006 para R$ 2.100.781,39 este ano, um crescimento de R$ 1.009.950,02, revelando que a parte mais substanciosa de seu patrimônio está sendo construída junto com a sua trajetória política.

Primo e principal aliado do prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos (PSDB), o deputado João Bonfim é um desses fenômenos que merecem ser examinados de perto, porque começou modesto e conseguiu enriquecer ao mesmo tempo que se dedicava à política.

De acordo com a biografia do político, a sua vida foi iniciada atuando profissionalmente como um simples funcionário do Banco do Brasil, onde exerceu funções administrativas, entre 1973-1994. De outro lado, ao adentrar na vida publica a partir do ano de 1995, João Bonfim foi eleito deputado estadual em quatro ocasiões, além de ter
ocupado o cargo de vice-prefeito de Guanambi.

Como o pedetista conseguiu impulsionar tão bem seus negócios pessoais enquanto se entretinha em defender os interesses de seus eleitores?, Perguntam todos os que tomaram conhecimento de sua história de sucesso. Se não é banqueiro nem dono de poços de petróleo, este cidadão deve ser um mago das finanças, espantou-se um importante político ligado ao grupo do prefeito Eduardo Vasconcelos que pediu para que a sua identidade fosse preservada.

Já os analistas financeiros que foram consultados, ao confrontarem os dados da evolução patrimonial do parlamentar, concluíram que “para chegar aonde chegou, ele teria de ser uma versão brasileira do Warren Buffett.

Buffett ficou milionário em Wall Street, nos Estados Unidos, jogando dinheiro de uma ação para outra. Só fazia isso, catorze horas por dia. Os especialistas disseram ainda que, “um outro jeito de enriquecer assim tão depressa é saber usar informações privilegiadas ou beneficiar-se de cargos públicos para fazer bons negócios”.

fonte site pura politica

(Vanessa Barroso,

JUSTIÇA PROÍBE GREVE DE POLICIAIS CIVIS


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O juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Ricardo d´Avila, determinou que a paralisação dos policiais civis não deve extrapolar as 72 horas anunciadas inicialmente – a categoria planejava realizar uma assembléia na terça-feira (20) para definir o prolongamento do protesto. A Justiça ordenou ainda que o Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipoc) retire do site da instituição a convocação de paralisações. O descumprimento da ordem judicial tem como conseqüência a multa diária de R$100 mil. A insatisfação dos policiais civis se deve a uma portaria que altera a escala de serviço. Para o delegado geral da Polícia Civil, Joselito Bispo, o movimento é “abusivo e ilegal”. Ele chegou a ameaçar o corte do ponto dos policiais que aderissem à paralisação. “A Justiça entendeu a importância do trabalho dos nossos policiais e os propósitos da nossa instituição no sentido de garantir a segurança e o bem estar do cidadão”, classificou Joselito.

Líder do DEM ecoa Índio e liga PT as Farc e ao tráfico

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Divulgação

Num instante em que José Serra e o seu PSDB manuseiam panos quentes, o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), levou as mãos ao galão de gasolina.

Filho de Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM, Paulinho, como o deputado é chamado por seus pares, saiu em defesa do vice de Serra.

Fez mais: reiterou os ataques que o colega Índio da Costa (DEM-RJ) dirigira ao PT. E lançou dúvidas sobre os pendores democráticos de Dilma Rousseff.

Paulo Bornhausen manifestou-se por meio de seu microblog. Ele ratificou a vinculação que Índio fizera entre o PT, a guerrilha colombiana e o tráfico de drogas.

Anotou: O “vice Índio falou o que todos já sabem: o PT tem ligações umbilicais com as Farc, que, por sua vez, vive do narcotráfico. O que falta é a Justiça agir!”

Noutra nota, Bornhausen fez uma analogia entre o petismo, a candidata de Lula e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Escreveu: “O PT e Dilma odeiam o tal ‘Estado de Direito’. Gostam mesmo é do controle social da mídia e de coibir os órgãos fiscalizadores. Xô, chavismo!”

Mais adiante, retomou a linha inaugurada por Índio. Disse que, além de ser “aliado das Farc”, o PT acolheu um membro da guerrilha no Brasil.

Recordou: “Deu asilo ao Olivério Medina, porta-voz das Farc, e empregou a mulher dele no Planalto”.

Acrescentou: “A turma da patrulha petista está a todo vapor. O medo de perder a boquinha é grande. Não adianta chorar. Serra/Indio: o Brasil pode mais!”

Curiosamente, o timbre empregado por Bornhausen destoa até do tom moderado que Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM, decidiu empregar.

“Não dá para cravar que o PT tenha relação com as Farc”, disse Rodrigo. O pai dele, Cesar Maia, ex-prefeito do Rio e mentor de Índio, também optou pela moderação.

Em vez de endossar as declarações de Índio, Cesar Maia preferiu interpretar as acusações do pupilo, atenuando-as: “Creio que ele queria ter dito ‘pessoas do PT’…”

“…O PT como partido –e pela sua diversidade, especialmente pela hegemonia do sindicalismo— não tem essa ligação” com as Farc e o narcotráfico.

José Serra evitou desaprovar Índio em público. Numa aparição que fez neste domingo (18), foi crivado de perguntas sobre o tema. Abespinhado, silenciou.

Em privado, porém, Serra considerou inadequadas as declarações de seu vice. Avaliou que destoaram do discurso que pretende esgrimir na campanha.

Para desassossego do tucanato, as palavras ácidas de Paulo Bornhausen foram à web no momento em que Serra se prepara para visitar o Estado dele, Santa Catarina.

Pinheiro terá que mudar, se quiser chegar ao Senado

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O senador César Borges é daqueles políticos que preferem apresentar propostas e debater ideias a tecer meras críticas a seus adversários. Terminando seu primeiro mandato como senador, ele, que já foi governador e vice-governador da Bahia na era ACM, diz que a população do Estado terá a possibilidade de atestar ou não seu mandato. Presidente estadual do PR, César diz que a gestão Wagner não correspondeu às expectativas e diz que das candidaturas postas, a de Geddel é a única que possui condições reais de crescer.

Formado em Engenharia Civil pela Ufba, ele fala sobre a amizade e gratidão ao senador Antonio Carlos Magalhães e sobre o fim do carlismo, personificado na figura do ex-senador. Quando questionado sobre o clima de animosidade com o ex-governador Otto Alencar, César chega a falar em “recalques do passado”.

Nessa entrevista à Tribuna da Bahia, o senador fala do período em que foi cortejado pelo PT, pelo DEM e PMDB (inclusive, da relação com o governador Jaques Wagner). Já sobre o candidato Walter Pinheiro, que disse recentemente que os senadores da Bahia tinham um fraco desempenho, disparou que se o petista quisesse, de fato, chegar ao Senado, teria que começar mudando o comportamento atual.

“Não será de forma rancorosa, nem sendo o escudeiro do governador que ele chegará a lugar algum”. E diz ainda que a carapuça não lhe serviu, pois possui muito trabalho a mostrar aos baianos. César acredita também que a eleição só será definida nos últimos dias da campanha, sob forte influência da propaganda eleitoral do rádio e televisão.

Tribuna da Bahia – A sensação que se tem é que a campanha ainda não engrenou. A forma e a dinâmica da eleição mudaram?
César Borges –
Você tem que distinguir o tipo de campanha. A campanha majoritária, sem sombra de dúvidas, passou a depender do rádio e da televisão. Hoje, há uma difusão completa nesses dois tipos de veículos. O rádio e a tevê alcançam quase toda a população, de forma instantânea. Aquele método tradicional de comício e reuniões existe, mas não com a força e repercussão que tem a propaganda eleitoral gratuita, que só vai ser iniciada no mês de agosto. Por isso, não tenho dúvida que a eleição será definida a partir da propaganda eleitoral gratuita.

TB – O DEM está enfraquecido? Geddel vai conseguir passar Souto e ir para o segundo turno?
César –
Eu acredito na candidatura de Geddel Vieira Lima. Eu vejo esta candidatura com estruturação para crescer. Inclusive, eu acho que das candidaturas postas, aquela que possui mais condições de crescimento é a do PMDB. Primeiro, porque um é o governador do estado e vinha com uma propaganda muito forte, que ocupava espaço com outdoors triplos, ocupava rádio, televisão, com propaganda pesada, feita com recursos públicos que passavam dos R$100 milhões. Segundo, a candidatura democrata tem à frente uma pessoa que está disputando pela quinta vez um cargo majoritário. E Geddel é um nome que representa o novo. Então, a projeção de Geddel e do PMDB a um nível maior no estado se deu a partir do momento em que ele foi ministro da Integração Nacional e pode fazer um trabalho de destaque, beneficiando a Bahia inteira. Então, eu vejo que é um candidato que tem pista para decolar. Eu acredito que Geddel vai ter posição de destaque na eleição.

TB – Ele vai passar Paulo Souto?
César –
Eu não quero dizer que vai passar A ou B, quero dizer que, ou ele (Geddel) ganha ou vai estar no segundo turno muito bem.

TB – O senhor acredita que o carlismo acabou com a morte do ex-senador Antonio Carlos Magalhães?
César –
O carlismo, para mim, existia com a presença do senador Antonio Carlos Magalhães. O carlismo não era um movimento ideológico ou institucionalizado. Era a presença do senador Antonio Carlos, que agregava em torno dele lideranças políticas de vários setores, naipes e cores, uns mais próximos, outros menos. Claro que dentro deste movimento existiam também aqueles que faziam até um contraponto, achavam que era excessiva a participação do senador. Na medida em que você não tem a presença dele, ficaram os amigos, aqueles que têm por ele uma reverência, um homem que teve um espírito público e se devotou pela Bahia. Eu sou um deles. Sempre eu direi que todo o meu aprendizado com o senador ACM foi um aprendizado rico, e sou grato ao período em que nós participamos juntos. Entretanto, agora, a situação política ficou diversa. As pessoas que faziam parte daquele grupo se reposicionaram. Não houve, assim, uma continuidade daquele grupo político.

TB – Há quem diga que a chapa que tem menos carlistas é a do DEM…
César –
Agora cada um vai se posicionar diante dos novos fatos políticos. Essa questão de que “a chapa tem menos carlistas” é que, aqui na Bahia, se procura caracterizar as pessoas. Então, havia o carlismo, o anticarlismo, e dentro do carlismo você tinha o carlista puro- sangue. Então, isso muitas vezes é que se caracteriza que há menos carlistas na chapa de Paulo Souto. Mas eu acho que não é uma questão do carlismo ou não. Aí é uma questão de quem tinha mais proximidade com o senador, que o aceitava como uma liderança, e aqueles que não o aceitavam como uma liderança. Hoje, eu vejo que alguns até se arvoram em defensores do legado de Antonio Carlos e que, na verdade, quando ele era vivo, faziam até uma certa oposição a ele dentro do próprio grupo.

TB – Por que esse clima de animosidade entre o senhor e o ex-governador Otto Alencar?
César –
Eu tenho notado que o Otto Alencar tem procurado entrar num clima de conflito. Eu fico imaginando que tanto ele quanto Walter Pinheiro têm se arvorado em ser escudeiros do governador, uma vontade de prestar serviços ao PT e ao governo. Eu tenho me colocado em outra posição. Acho que a questão política e o debate das ideias não passam por aí. Passa por discutir a Bahia de hoje e a Bahia de amanhã, a que nós queremos. Então, eu não vou entrar nesse clima nem com A nem com B.

TB – Seriam problemas do passado, já que ele foi seu vice?
César –
Eu fico a compreender certas coisas. Se alguém guarda recalques do passado, porque eu fui governador da Bahia, tive minha posição sempre correta, reconhecida politicamente pela sociedade, minha relação com o senador Antonio Carlos. Por exemplo, houve uma espécie de reação muito forte quando eu cheguei ao PR, como presidente, comandada pelo conselheiro Otto Alencar, que era conselheiro do Tribunal de Contas e comandou essa reação interna no PR, procurando desestabilizar a minha presidência. Isso aí, quem tem que explicar, na verdade, não sou eu. Essas questões são intimas de cada um, profundas de suas idiossincrasias, seus recalques internos. Isso tem que cada um explicar, porque eu não tenho isso aí. Acho que o povo baiano me deu tudo que eu pude requerer na vida pública. Fui governador, estou no Senado. Acho que o reconhecimento do meu trabalho, inclusive até pouco tempo todas as forças políticas me desejavam, todas me cortejam e hoje passam a ser oposição diferente. Então, são críticas sem fundamentos, não são sinceras e coerentes com a posição de pouco tempo atrás, quando os jornais estampavam que eu era desejado para estar compondo a chapa, seja do governador, seja do DEM. Então, a população assistiu e fará seu julgamento.

TB – Pinheiro disse recentemente que os senadores da Bahia tinham um fraco desempenho. Isso o incomodou?
César –
Tenho respeito por todos os políticos, inclusive pelo deputado Walter Pinheiro, mas acho que se ele tem vontade de chagar ao Senado, tem que mudar um pouco. Não será de forma rancorosa, nem sendo o escudeiro do governador (aquele que vai bater no lugar do governador), que ele chegará a lugar algum. Até porque, o Senado não tem esse nível de posição. Ele usa termos que não são adequados. Waldir Pires, por exemplo, não usaria esses termos, porque ele tem outro tipo de padrão. Então, eu acho que o Walter tem que se adequar. No momento que ele tenta fazer essa crítica, para mim é uma crítica fraca, sem fundamento. Essa carapuça não cai em mim. Porque eu sou um senador que tem destaque e reconhecimento dos meus pares, da sociedade baiana e brasileira e, inclusive, dos pares do PT que compõem a base aliada no Senado Federal e nos ministérios. Os ministros reconhecem o meu trabalho, a importância, minhas relatorias. Então, não é comigo. Agora, ele tem que detalhar e nominar quem são os dois senadores, porque a carapuça não caiu em mim.

TB – Líder nas pesquisas, o senhor acredita que vai vencer? Há chances reais para isso?
César –
Pesquisa não define eleição. Pesquisa é um indicador de momento. Eu estando hoje na liderança das pesquisas, eu diria de forma bastante confortável, acho que é fruto de um trabalho desenvolvido no Senado, e fico muito mais satisfeito pelo reconhecimento da população ao meu trabalho. Agora, a eleição é algo que vai se definir na campanha eleitoral. Então, eu tenho que fazer o meu trabalho da melhor forma, agora no campo da campanha eleitoral, que é o que nós estamos fazendo e que vamos desaguar na campanha gratuita de rádio e televisão nas eleições de 3 de outubro.

TB – Como ex-governador, qual a avaliação do governo Wagner?
César –
Acho que é um governo que traçou uma perspectiva de desenvolvimento e melhorias para o estado da Bahia e de modificações, que não aconteceram. Acho que a Bahia, por exemplo, não avançou na Infraestrutura, porque a construção de uma sociedade e de um estado é uma tarefa permanente de cada um. Então, quando o governador faz a sua parcela, a gente avança; quando não faz, fica um passivo que você tem que recuperar. Então, nós temos que sempre sermos ativos e avançar sobre o que nós encontramos. Então, o governador Wagner encontrou uma base que, diferentemente do que ele chama de herança maldita, era uma base muito boa para continuar o desenvolvimento do estado. Em todos os aspectos, eu falo aspectos sócios e aspectos econômicos. Porque, nos aspectos econômicos, a Bahia é a sexta maior economia. A Bahia representava, há pouco tempo, 35% da economia do Nordeste, mas hoje ela está reduzindo. A Bahia representa mais de 50% das exportações, e tudo isso foi conseguido de um trabalho árduo feito no passado. A conquista da Ford é um grande exemplo, o Polo Petroquímico é outro grande exemplo. Então, nada disso foi conseguido no atual governo. Então, era preciso dar continuidade e em quais setores? Em alguns setores como a infraestrutura, o setor portuário, o setor aeroportuário (a Bahia tem 60 aeroportos, mas 20 estão interditados).

TB – O que deixou de ser feito?
César –
É preciso se ampliar o Aeroporto de Salvador, é preciso que se repense a infraestrutura baiana. A Ferrovia Oeste-Leste é um grande projeto, mas lamentavelmente continua tendo problemas ainda para ser efetivado. E veja que estou falando de obras estruturantes, inclusive de responsabilidade do governo federal. O governador se arvora muito amigo do presidente (Lula), mas não utiliza essa amizade para o uso da Bahia, que eu acho que essas obras estruturantes deviam colocar a Bahia sempre no papel de líder do Nordeste brasileiro. Eu não tenho nada contra o desenvolvimento de Pernambuco e Ceará, mas a posição relativa da Bahia, nesse quadro, é que nós perdemos posição.

TB – Após a desistência de ir para a chapa do PT, como ficou sua relação com o governador Jaques Wagner?
César –
É uma relação normal e civilizada. Não há dificuldade. Eu só acho que, quando se fala quase, na verdade aí é uma expressão muito forçada. Porque esse quase poderia estar até na cabeça do governador, como, aliás, ele declarou, à véspera da solução, de que estava certo comigo, mas não estava com o meu partido. Na minha visão, e eu disse isso claramente ao governador, nunca essa questão esteve resolvida. E até é bom que se frise, eu nunca tive uma iniciativa de procurar o governador para qualquer tipo de conversa ou entendimento. A iniciativa partiu dele em me procurar. E como eu acho que, na política, o diálogo é sempre um bom caminho, que nunca deve ser desprezado, não me furtei a ter esse diálogo. Mas nunca considerei a situação quase resolvida; considerei que havia conversa, mas que não era situação fácil de resolver.

TB – O senhor apoia a candidata do PT, Dilma Rousseff. Acredita que ela sustentará o debate direto com Serra?
César –
Eu não tenho dúvida disso. Já tive algumas oportunidades junto com a candidata Dilma Rousseff e vi a sua competência em todos os assuntos. Ela é estudiosa, ela domina, ela tem capacidade de entendimento. Já participei de algumas audiências públicas em que ela esteve presente e ela se saiu muito bem no Senado Federal. Ela é técnica, mas também é política. Porque tem político de vários matizes e você faz política de várias formas. Um tem o gosto mais para o popular, outro tem frases bombásticas e há outros que têm um estilo mais moderado para colocar as suas posições. Isso é do estilo de cada um. Mas isso não é deficiência. Acho que as pessoas têm que ser honestas com os seus estilos.

TB – Sobre as chantagens contra a Ademi. Há muita coisa a ser esclarecida?
César –
Essa questão da chantagem foi explicitada numa carta da Ademi, assinada, que eu repercuti no Senado. Chantagem é crime e tem que ser apurado. O que eu acho é que os órgãos competentes citados têm a obrigação de investigar se está acontecendo ou não este tipo de chantagem através de ações judiciais promovidas, muitas vezes, para que amanhã apareçam condições de executar uma chantagem. Agora, eu tenho defendido a indústria de construção civil na Bahia, pela sua capacidade de geração de emprego. Fiz discursos no Senado dizendo que é prejudicial manter uma insegurança jurídica com relação à ocupação dos espaços urbanos, sem saber quem é que tem a autoridade sobra a ocupação. É a prefeitura municipal, é o governo do estado, é o governo federal, através do Ibama? É o Ministério Público Federal ou Estadual? Então, fica o envolvimento de muitos setores, o que traz uma insegurança jurídica, porque na hora que você vai fazer um empreendimento, o banco vai financiar esse empreendimento, o consumidor vai adquirir um apartamento, ele quer segurança nessas relações. Nós estamos, através de legislação no Congresso, para resolver essa questão do conflito de competência sobre a área ambiental. A área sendo urbana, o Congresso vai definir que o ente federativo competente é o município e os outros órgãos poderão opinar.

Colaborou: Evandro Matos

Osvaldo Lyra – Editor de Política

Inf.Tribuna da Bahia

José Serra afirma que segurança pública “piorou muito” na Bahia

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O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, chegou a Itabuna (429 km de Salvador), no começo da tarde deste sábado, 17, com mais de duas horas de atraso em relação à previsão inicial. O político foi recebido na Avenida Cinquentenário, centro da cidade, por cerca de 100 correligionários e populares com faixas, bandeiras e carros de som. Serra driblou a imprensa ao inverter a agenda que havia sido divulgada anteriormente e que previa uma visita a Ilhéus (465 km de Salvador) e, em seguida, a Itabuna.

Junto a Serra estavam presentes o candidato ao governo do estado pelo DEM, Paulo Souto, vários candidatos a deputado e cerca de 200 militantes do PSDB, DEM, e PPS.
Candidato do PSDB à presidência da República faz corpo a corpo com eleitores

Esta foi a primeira visita de Serra à Bahia depois de ter sua candidatura à Presidência da República homologada oficialmente. Ele passou uma hora cumprimentando pessoas, abraçando-as e tirando fotos, em meio a grande tumulto. O candidato também parou várias vezes para entrar em lojas.

Durante a caminhada, o candidato à presidência tocou numa questão problemática do estado: a segurança pública. “Aqui na Bahia, o quadro de segurança tem piorado muito, e eu quero criar o Ministério da Segurança Pública precisamente para ter uma união nacional na luta pela segurança das famílias”. Serra comentou também que o enfrentamento do contrabando de armas e drogas é uma tarefa exclusiva do Governo Federal.

Outro assunto na pauta de sua visita é a crise cacaueira no sul da Bahia. Serra prometeu enfrentar e resolver o problema num prazo de cinco anos. “Vamos enfrentar a situação num período de 5 anos, que é o tempo que a árvore do cacau leva para se desenvolver”. Ele deixou a Avenida Centenário por volta de 13h30 e seguiu para a vizinha cidade de Ilhéus (a 35km de Itabuna), onde deve visitar bairros carentes.

Em Ilhéus, Serra tem como principal compromisso uma reunião com empresários da indústria do cacau. Está programada a entrega de um documento para o político com propostas de renegociação das dívidas cacaueiras e melhorias na produção.

Supresa – O candidato foi aguardado no aeroporto de Ilhéus, desde o começo da manhã, por jornalistas que tinham a informação que o voo trazendo o político chegaria às 10h30, mas surpreendeu a todos ao seguir direto para Itabuna.

* Com informações de Biaggio Talento | A Tarde.

solução para construção do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Leste-Oeste, já foi confirmada

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O senador César Borges (PR-BA) afirmou que confia na solução definitiva para que comece a construção do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Leste-Oeste (FIOL), ao ver confirmada hoje, com a publicação da nova data de 18 de agosto para a abertura da concorrência da obra, a informação que recebeu do presidente da Valec Engenharia, José Francisco das Neves, no início da semana. “As informações do presidente da Valec me deixaram confiante de que todos os obstáculos serão removidos”, afirmou. Na conversa, o senador renovou sua disposição para dar apoio político ao esforço de iniciar a obra. “Venho acompanhando desde 2008 a questão, quando consegui suprimir no Senado uma emenda aprovada na Câmara que tirava o trajeto da ferrovia na Bahia, e sei que os problemas agora são menores”, afirmou. A Valec Engenharia, Construções e Ferrovias é uma empresa pública, vinculada ao Ministério dos Transportes, com a função de construção e exploração de infra-estrutura ferroviária.

Política – Geddel quer descentralizar o estado

Luiz Fernando Lima

Ministro da Integração Nacional na última gestão do presidente Lula, o candidato ao Governo do Estado pela coligação “Para chegar e resolver”, Geddel Vieira Lima (PMDB), aposta na experiência adquirida nos cinco mandatos como deputado federal e nos três últimos anos à frente do ministério para disputar a eleição deste ano, em pé de igualdade com os seus concorrentes.

Vieira Lima fez parte da base do governador Jaques Wagner (PT) por mais de dois anos, antes de “retirar o time de campo” e assumir a candidatura própria. “Se eu achasse que o atual governo estava cumprindo com seus deveres nas áreas fundamentais do estado, como saúde, educação, segurança, cultura e infraestrutura, é claro que não sentiria a necessidade de apresentar uma alternativa”, revelou o candidato peemedebista.

De acordo com Geddel, o seu programa de governo foi desenvolvido para que a Bahia retome o dinamismo econômico perdido nas últimas gestões; promova uma inclusão social com foco na diminuição das desigualdades regionais e também para que a gestão pública seja totalmente modificada.

“Para se ter uma ideia, a Bahia era responsável por 37% do PIB do Nordeste, atualmente temos cerca de 30%. Ou seja, perdemos 7%”, aponta o ex-ministro. Entre as propostas apresentadas para o desenvolvimento econômico, Geddel, deseja descentralizar as atividades através do “Programa crescer por igual”. Neste programa estão previstas diversas ações, entre as quais a reformulação do sistema de promoção e atração de investimentos, que serão realizadas por uma nova agência estadual.

O postulante se compromete a requalificar todo o segmento industrial do estado. De acordo com ele, é preciso definir claramente qual é o papel do Governo no diálogo com os setores econômicos. Políticas públicas para a agroindústria, bem como para a agricultura também estão previstas pelo peemedebista. Um dos programas destacados no projeto é o que cria a assistência tecnológica e a modernização da agropecuária para grandes e pequenos produtores.

Ações voltadas para o turismo

Ações para turismo e meio ambiente completam a lista de atividades enumeradas para alcançar os objetivos relativos ao desenvolvimento econômico do Estado no programa de diretrizes de governo registrado pelo candidato ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no último dia 5.

“Precisamos com urgência resolver o problema dos portos no nosso estado, não dá mais para deixar projeto no papel”, disse. O programa prevê ainda a construção de diversas estradas e a manutenção e duplicação de outras tantas. Entre os destaques está a proposta de estadualização do metrô de Salvador e dos portos. O segundo eixo de trabalho é o de desenvolvimento social.

O tema é subdivido em oito seções distintas, sendo que a primeira delas é a própria inclusão das pessoas mais carentes. Entre as propostas está prevista uma complementação de renda do Bolsa Família, de até R$ 120 para os beneficiados. Contudo, o pagamento estaria condicionado à freqüência nas escolas e à participação nos programas de vacinação.

“Um dos programas que vai me tocar mais, caso eu seja eleito, é o que vai permitir que nós selecionemos os 100 municípios com pior IDH e PIB na Bahia, e ali fazermos investimentos em saúde, educação e infraestrutura de forma que ao fim de quatro anos possamos tê-los remetido ao nível  médio de desenvolvimento do restante do estado”, divulga Geddel. (LFL)

Educação está entre prioridades

Outro setor contemplado neste eixo é a educação. Segundo o postulante peemedebista, o principal programa de educação do governo Wagner é o Topa, que não mexe no cerne do problema, que é a qualidade, tampouco favorece o principal público da educação, que são as crianças e os jovens.

“O nosso programa começa com a reformulação da educação básica. Vamos aplicar recursos para capacitar os professores, para que eles possam se reciclar e ficar motivados. O dinheiro para isto vem do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), além de ter recursos do Estado que podem ser utilizados.

Como demonstração de prioridade, nós vamos nos comprometer em utilizar recursos do orçamento do tesouro para mudar este quadro”, promete. Entre as propostas de Geddel, aparecem os projetos de municipalização da rede pública de ensino fundamental e a implantação de um sistema de premiação aos professores. O candidato deseja desenvolver um programa chamado “Educação de Família”, nele, os professores seriam capacitados para ser agentes de educação e assim começarem a visitar a família dos alunos. “Fator comprovado de elevação da autoestima dos estudantes e retenção dos mesmos na escola”, defende. (LFL)

Módulos devem voltar

Para o candidato, a política de segurança pública do estado precisa de um choque de gestão urgente. Entre as soluções apresentadas por ele, está um programa de combate à criminalidade, com implantação de sistema de barreiras e cinturão eletrônico nas principais estradas do estado com o intuito de dificultar o trânsito de criminosos. Outro projeto prevê a recolocação dos módulos policiais nos bairros.

“Os indicadores estão aí, eles mostram que, enquanto Pernambuco tem reduzido os indicadores de criminalidade, na Bahia eles subiram assustadoramente. Passamos a ter crimes que não tínhamos antes, como assalto a banco, roubo de cargas e saidinhas bancárias e a solução não é fazermos blitze faltando dois meses para a eleição, sobretudo em áreas onde passam os carros da classe média, formadora de opinião”, acusa. Geddel chama de incompetente os gestores da segurança do estado. Segundo ele, “alugar 300 motos para servir à segurança pública e depois de 50 dias elas continuarem paradas por falta de emplacamento e de motociclista é incompetência gerencial mesmo”, defende o candidato.

A reorganização da Secretaria da Fazenda (Sefaz) se destaca entre as propostas apresentadas por Viera Lima para a reestruturação da administração do Estado. “A Sefaz é um dos nossos alvos prioritários, porque ela sempre foi um grande celeiro de técnicos, de grandes pensadores.

Estamos propondo dividi-la em duas subsecretarias, uma para cuidar do tesouro e outra para a arrecadação. Queremos que ela cumpra uma meta de aumentar a nossa receita no estado em cerca de 5% ao ano, de forma que, a partir disso, possamos estabelecer uma política pública de redução de alíquotas para atrair empreendimentos para o nosso estado”, explica. Geddel também revelou que deseja efetivar o projeto de transparência do governo. “Colocamos no programa, é um compromissos. Nossas contas estarão abertas para a sociedade”.  (LFL)

Programa Médico no Interior em prática

Para Geddel, a saúde também foi minada nesta gestão. O segundo palanque da candidata petista Dilma Roussef na Bahia, garante que, se obtiver êxito na eleição, vai colocar em prática o programa Médico no Interior, que consiste em introduzir uma nova carreira para profissionais de saúde, propiciando atração de médicos e outros profissionais da saúde para o interior. De acordo com ele, o maior problema dos postos de saúde e do Programa da Saúde da Família (PSF) é a falta de profissionais.

O postulante também criticou os outros concorrentes ao Palácio de Ondina, que, para ele, estão fazendo uma “gincana” para saber quem construiu mais hospitais.

“A nossa prioridade vai ser aumentar as parcerias com os hospitais municipais já existentes. A exemplo do que deveria ser feito na cidade de Várzea da Roça, semiárido baiano, onde a prefeitura fez uma reforma ampla no hospital da região, mas não teve dinheiro para equipar”, destacou. (LFL)

Publicada: 17/07/2010 00:39| Atualizada: 17/07/2010 00:36 Mulheres ainda são poucas nos partidos e nos parlamentos, mesmo maioria no colégio eleitoral
Publicada: 17/07/2010 15:47| Atualizada: 17/07/2010 15:47

Agência Brasil

Nas eleições presidenciais deste ano duas mulheres estão entre os três principais candidatos: Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV). O terceiro candidato é o tucano José Serra. Este fato, no entanto, não reflete a realidade da participação da mulher nos quadros dos partidos políticos e nos parlamentos, apesar de ser maioria no colégio eleitoral do país, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“As mulheres têm tradicionalmente muitas dificuldades nos partidos. Elas podem se candidatar, mas na hora da distribuição do recurso para a campanha e da definição do tempo de aparecimento na mídia, sempre ficam em desvantagem, e isto independe de sigla”, afirmou a professora de ciências políticas da Universidade Brasília (UnB), Lúcia Avelar, que, em 2007, fez um trabalho sobre o assunto.

A professora demonstrou que mesmo com o aumento da participação das mulheres na sociedade, internamente, nos partidos, a presença delas ainda é pequena. Quando se observa a evolução da participação das mulheres nos diretórios nacionais dos partidos de 1981 até 2007, verifica-se que entre os três partidos existentes na época e ainda em atividade hoje, o PDT passou de quatro mulheres para 62 (15,9%), o PMDB não tinha mulheres em 1981 e agora tem 11 (9,32%) e o PT passou de oito para 26 mulheres (30,9%).

O estudo mostra que esta realidade não é só nacional, mas ocorre também nos parlamentos latino-americanos. Em 2007, os países que se destacavam positivamente em números de mulheres no Parlamento eram a Argentina, com 35% de deputadas e 43% de senadoras, e a Costa Rica, com 38,60% (o país tem sistema Unicameral, não tem senadores). Nesta Legislatura (2006-2010), o Congresso Nacional tem 45 deputadas (8,7%) e dez senadoras (12,35%). O país conta ainda com três governadoras, 106 deputadas estaduais, 505 prefeitas e 6.512 vereadoras. O número total de pedidos de candidaturas registrados no TSE para todos os cargos até sexta-feira (16) é de 21.393 candidatos, destes 4.495 são de mulheres.

Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) 13 países latino-americanos têm leis de cotas que variam entre 20%, como é o caso do Paraguai, e 45%, como ocorre no Equador. No Brasil, nas eleições deste ano, uma mudança na Lei Eleitoral passou a exigir que as mulheres tenham mais espaço na política. Cada partido deverá preencher obrigatoriamente, no mínimo, 30% de suas vagas com o gênero minoritário (no caso, a mulher) e, no máximo, 70% com o majoritário (homem). Para Lúcia Avelar, que não acredita no efeito da lei, as mulheres continuarão em desvantagem dentro dos partidos.

O juiz de Direito Eleitoral aposentado, Olivar Coneglian, explicou que se um partido tem 50 candidaturas possíveis, 15 obrigatoriamente deverão ser de mulheres e 25 de homens. Caso haja apenas oito mulheres candidatas, o percentual de 30% deverá ser calculado em cima dessas oito e em função disso o número de homens deve diminuir. “O legislador mudou o texto para que os partidos abram espaço para as mulheres. Podem ocorrer interpretações diferenciadas entre os 27 tribunais regionais eleitorais [TREs] e, neste caso, o TSE deverá se manifestar”, explicou.

Quanto a possibilidade de haver candidatas que não estejam concorrendo e sirvam apenas para obedecer os 30% exigidos pela lei Coneglian afirmou que isso sempre ocorreu. “Sempre houve o preenchimento de vagas com candidatos que não faziam campanha e até de funcionários públicos que se candidatavam para tirar três meses de licença. Se as mulheres derem seu nome só para constar não estarão contribuindo para a valorização delas mesmas”, lamentou.

Bancos ignoram clientes

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Eduardo Moraes

Quando há mais de 10 anos intensificamos nossa luta pela contratação de mais bancários, menos filas e melhores condições de trabalho para a categoria em toda a nossa base sindical, tínhamos clareza de que o caminho seria árduo, pois estávamos enfrentando a poderosa classe dos banqueiros.

Na Bahia, a primeira iniciativa foi do então vereador da cidade de Salvador, Daniel Almeida, hoje deputado federal, que encaminhou projeto de lei conhecido como Lei das Filas. Mesmo com toda a pressão dos bancos, teve seu projeto sancionado e fez da capital baiana a primeira cidade do Brasil a ter uma lei com base no Código de Defesa do Consumidor (Nº 8.078/90), responsabilizando os bancos pela demora no atendimento aos clientes e usuários.

Em Vitória da Conquista articulamos junto ao ex-presidente do Sindicato dos Bancários, então vereador Miguel Felício, que entrou com um projeto semelhante, teve aprovação na Câmara e sanção do prefeito Guilherme Menezes em 1998.

A Legislação é excelente, mas infelizmente, passada uma década e com todo esforço do sindicato e dos órgãos de imprensa, a Lei ainda não foi apropriada pelos usuários dos serviços bancários, pois pouco a utilizam ou fazem valer o seu direito de consumidor. O PROCON, órgão fiscalizador, parece omisso, deitado em berço esplêndido.  Não se percebe sua atuação contumaz na defesa do cumprimento da lei.

Esta semana, após grande repercussão na mídia local sobre a insistência no desrespeito à norma pelos bancos da cidade que elevam a exploração sobre funcionários e clientes e triplicam os seus lucros, a comissão de Defesa do Consumidor da Câmara de Vereadores esteve no PROCON fazendo gestão para que o mesmo seja duro na aplicação da Lei em nosso município. Os bancos não podem continuar a ignorar os consumidores, submetendo-os diariamente à situação vexatória e humilhante. O PROCON, a Câmara de Vereadores e o Executivo municipal precisam mostrar de que lado estão: se do aviltado consumidor ou dos banqueiros infratores. É preciso agir nos rigores da Lei e por fim a essa desordem.

Cursinho Pré-Vestibular Universidade Para Todos, inicia suas atividades no Município de Barra do Choça – Bahia

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Aula inaugural marca o início das atividades do Cursinho Pré-Vestibular Universidade Para Todos. O principal objetivo do curso é facilitar o acesso à universidade de alunos da escola pública. O preparatório é um projeto oferecido numa parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e o Governo do Estado. As aulas são ministradas na Escola Municipal Francisco Amorim por professores oferecidos pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

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O Programa oferece aos alunos egressos de escola pública um curso preparatório ao processo seletivo para Instituições de Ensino Superior (IES) da Bahia. O público-alvo do cursinho são os alunos que estão cursando o 3º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Dária Viana de Queiroz e alunos oriundos do Ensino Médio da Rede Pública Municipal ou Estadual da Bahia.

Segundo o prefeito Oberdam Rocha, o cursinho pré-vestibular representa uma oportunidade para os jovens estudantes ingressarem na universidade. “Através dessa oportunidade que é o cursinho, sob a orientação da UESB, que é uma instituição de renome e tem uma tradição de desenvolver uma boa metodologia de ensino, creio que nós teremos pessoas preparadas para poder concorrer melhor nos próximos vestibulares”, disse. O prefeito afirmou ainda esperar que o cursinho permita a ampliação do número de estudantes que ingressam nas universidades públicas.

“Esperamos que esse incentivo viabilize a ocupação de vagas nas universidades públicas para que possamos, assim, melhorar cada vez mais o nível e a capacidade de ensino e também de aprendizado desses alunos que estão hoje aqui iniciando essa atividade de preparação para o vestibular”, concluiu.

Também presente à aula inaugural, o secretário de educação Marcos Viana afirmou que o cursinho pré-vestibular é uma oportunidade para aqueles que buscam o conhecimento. “Este conhecimento leva à oportunidade de participar de outras etapas da vida, outras dinâmicas que a vida nos oferece como um vestibular, buscando maiores oportunidades ou de um concurso público, buscando ingressar na vida profissional. Essa é uma das finalidades de participar de um cursinho pré-vestibular”, disse.

Segundo informou o secretário, o cursinho já vinha sendo oferecido há alguns anos no município de Barra do Choça. Em seguida veio a proposta do Governo Estadual de oferecer, em parceria com o município, o Cursinho Universidade para Todos. “Nós temos neste ano uma turma com 50 alunos e o nosso intuito é que, no final deste curso, eles estejam preparados a estarem competindo e participando dos vestibulares e dos concursos, tendo a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho e na realização pessoal”, concluiu Marcos Viana.

Liquidações buscam recuperar perdas no mês de junho na Bahia

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do A Tarde

Sara Schaer e Iasmine Dantas, sócias da Punket, decidiram antecipar a liquidação

Passada a Copa do Mundo, o varejo se movimenta para recuperar as perdas do mês de junho. A Câmara dos Dirigentes Lojistas aponta retração entre 15% e 20% no período, número atípico, já que este é considerado um mês forte em vendas, impulsionado, sobretudo, pelo Dia dos Namorados e pelo São João. Quem mais sentiu o impacto negativo provocado pelos jogos da Copa foram os shoppings, que registraram queda de 25% nas vendas, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira, 15, pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).

A variação ocorreu de acordo com cada segmento, apesar de todos terem sofrido impacto no período dos jogos. Nas lojas de produtos esportivos, um dos setores mais beneficiados pela Copa, o crescimento nas vendas foi de 33%, pouco abaixo da expectativa de 35%. Com estoques grandes, estas lojastambém entraram no período de promoção, anunciado desde os últimos dias do mundial de futebol.

O presidente do Sindicato dos Lojistas da Bahia, Paulo Motta, afirma que, apesar da queda em torno de 50% nas vendas nos dias de jogos da Seleção Brasileira, a saída de produtos, principalmente os verde-amarelos, crescia nos dias seguintes, em consequência do  bom desempenho do time. A tendência foi totalmente revertida após a desclassificação do Brasil.

À espera da estrela – Nas prateleiras, as camisas oficiais da seleção da Espanha, campeã do mundial, não estão tão cotadas assim. Vendedores explicam que o torcedor espera pelo novo modelo, já com a estrela de campeão.

Em uma grande rede de produtos esportivos, o uniforme da Fúria é oferecido com desconto de 40%, em média. A camisa oficial da Argentina, 46% mais barata, tem boa saída. “Para as lojas de esportes, ainda há tempo de escoar estes estoques porque o tema futebol está em alta. Se não houver promoção, este material encalha”, comenta o diretor de relações institucionais da Alshop, Luís Augusto Ildefonso da Silva.

As camisas da Seleção Brasileira não entraram na lista de descontos, mas vendedores e lojistas comentam que, após a eliminação da Copa do Mundo, o uniforme canarinho está encalhado. “Fizemos um estoque seis vezes maior que o de outras seleções, mas a procura parou depois do jogo contra a Holanda”, lamenta o gerente da Deny Sports, Florisvaldo Gomes Filho, referindo-se à derrota por 2×1, que desclassificou o Brasil ainda nas quartas-de-final do mundial.

Esvaziando estoques – A reportagem de A TARDE encontrou os maiores descontos nos segmentos de roupas e calçados, que sofreram com as perdas nos dias de jogos da Copa. Nestas lojas, em especial de produtos femininos, os descontos chegam a 70%, uma atitude agressiva dos lojistas para esvaziar estoques e garantir espaço para a coleção de verão, que deve estar nas vitrines logo após o Dia dos Pais.

JUSTIÇA NEGA LIBERDADE A GOLEIRO BRUNO

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O Tribunal de Justiça de Minas (TJ-MG) negou o pedido de habeas corpus para o goleiro Bruno, suspeito de envolvimento no desaparecimento e suposto assassinato de Eliza Samudio. A decisão foi do desembargador Doorgal Andrada, da 4ª Câmara Criminal, liminarmente, nesta quinta-feira (15). O atleta está preso no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem (MG). Segundo o TJ, os outros seis suspeitos citados na solicitação também tiveram a liberdade negada. O advogado Frederico Franco, que trabalha na defesa de Bruno, afirmou que ainda não foi informado da decisão. “Se realmente isso for verdadeiro, sem dúvida, nós iremos recorrer dessa decisão. Mas isso não nos surpreende, não. Isso já era previsto. Nós temos que respeitar a decisão do Poder Judiciário”, afirmou. Informações do G1.

Souto defende combate ao crime para preservar democracia

PauloSouto


Segundo Paulo Souto, o combate a criminalidade será uma das prioridades em seu governo

“Com o crime não se convive. A criminalidade se combate e se derrota em nome da democracia”, disse o candidato ao governo do estado pela coligação “A Bahia Merece Mais” (DEM/PSDB), Paulo Souto, na inauguração do comitê do deputado federal ACM Neto, na noite de ontem. Souto esteve acompanhado dos postulantes ao Senado Federal, José Ronaldo e José Carlos Aleluia. Para o candidato ao governo do estado, a estratégia de conviver com a criminalidade foi fatal em muitos estados da federação. “Não podemos deixar isso acontecer na Bahia, onde o governo não tem cumprido a sua obrigação de preservar a vida dos cidadãos”. Entre outras ações, o candidato ao governo do estado propõe a adoção de planos e medidas emergenciais para a preservação da vida, prevenção à criminalidade, repressão ao crime organizado, intensificação do policiamento nas ruas e atenção ao cidadão.