Onze candidatos pernambucanos do concurso da Polícia Militar foram levados presos em flagrante para a Delegacia de Homicídios, no bairro dos Barris, em Salvador, acusados de tentativa de fraude durante a realização da prova, na manhã deste domingo, no Colégio da PM, em Dendezeiros. O esquema com pontos eletrônicos de escuta para transmissão e recepção de respostas foi descoberto quando um deles foi ao banheiro após três horas do início do exame e acabou sendo pego pelo detector de metais. Logo em seguida, a fiscalização se estendeu a todas as salas do local, encontrando os outros dez envolvidos. Segundo o Capitão da PM Everaldo Marciel, os acusados confessaram que estavam portando os equipamentos eletrônicos para a fraude. O oficial contou ainda que um veículo de marca Honda, modelo Civic, de cor preta, com placa de Serra Talhada, Pernambuco, estava do lado de fora da escola em atitude suspeita, com três ocupantes dentro que deviam estar envolvidos no esquema. Desconfiados de que estavam sendo vigiados, fugiram do local antes da abordagem policial. (A Tarde)
Jornalista envolvido com crise do dossiê diz que aceita acareação com ex-delegado da PF
O jornalista Amaury Ribeiro Júnior disse que aceita ser acareado com o delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo das Graças Sousa. Em entrevista à revista “Veja”, o delegado disse que recebeu pedido da campanha eleitoral de Dilma, durante uma reunião ocorrida em Brasília, em abril, para que investigasse “coisas pessoais” do pré-candidato tucano à Presidência, José Serra (PSDB). Amaury, que participou do encontro, negou que o pedido tenha ocorrido. Segundo o jornalista, na reunião o delegado relatou que pessoas ligadas ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estão levantando dossiês contra pessoas do PMDB, que vai indicar o vice na chapa de Dilma. (Folha)
Plataforma da campanha de Geddel Vieira Lima para Governo do Estado é discutido em encontro do PMDB em Brumado
A movimentação dos militantes do PMDB no município de Brumado, reuniu diversas lideranças no espaço – Casa de Shows – Olímpia, na última sexta-feira (04). Com uma concentração de quase três mil pessoas que estiveram presentes e discutiram sobre os problemas da região, as eleições deste ano e a pré-candidatura de Geddel Vieira Lima ao Governo do Estado e, a virtual composição da chapa majoritária para senadores: César Borges e Edvaldo Brito.
Empresários locais, associações e toda a comunidade marcaram presença no evento, que contou também com a participação do vice-governador, Edmundo Pereira; da deputada estadual Marizete Pereira (PMDB); dos vereadores peemedebistas Leonardo Vasconcelos e Marcelo Viana; do também vereador e presidente do PMDB local, Zé Ribeiro; e do prefeito de Rio de Contas, Márcio Farias.
Lideranças como a presidente do PMDB Mulher de Brumado, Norma Celeste; o ex-vice-prefeito da cidade, José Luiz Athaíde e o presidente do a Juventude do PMDB no município, Hector Alan também estiveram presentes.
O vice-governador Edmundo Pereira disse estar confiante na vitória de Geddel. “Tenho viajado pelo interior e sei que chegou o momento do PMDB eleger um governador. Esse é um momento ímpar, pois vejo em todos os lugares a receptividade das pessoas. Não tenho dúvidas de que a Bahia quer Geddel”, declarou.
Para a deputada Marizete Pereira, a população baiana vive hoje um momento de reflexão política. “Sabemos que não queremos o passado nem o presente. Agora, só temos a opção de votar na esperança, que se chama Geddel”, afirmou a deputada, que aproveitou o evento para prestar contas do seu mandato na Assembleia Legislativa da Bahia.“O problema não é a droga que está acabando com os jovens, mas a falta de políticas públicas para acolher e capacitar essa juventude que está sendo perdida para as drogas, aumentando a violência”, finalizo a deputada Marizete.
Ao final dos pronunciamentos das lideranças locais, o presidente do PMDB da Bahia, Lúcio Vieira Lima, encerrou os discursos falando da sua alegria em ver o otimismo de todas as forças políticas da região em eleger Geddel governador. “Me sinto feliz em ver todos se mobilizando para fazer com que a Bahia cresça, comandada por uma pessoa capaz de alavancar o estado, que tem perdido seus investimentos para outros estados da região Nordeste. Não podemos mais permitir que a Bahia sofra com o descaso do atual governador, estamos vulneráveis em segurança pública, a cada dia em Salvador morrem quatro pessoas. Esse encontro reflete a força do PMDB em Brumado e mostra que estamos fortalecendo cada vez mais a musculatura da pré candidatura de Geddel”, finalizou.
E logo após o encerramento dos trabalhos, o presidente do PMDB, Lucio Vieira Lima, e a deputada Marizete Pereira Fernandes ao aproximar-se, das pessoas para agradecer e contemplar as suas presenças ao evento era recepcionadas com carinho e muita simpatia e abraços. O que demonstra o prestígio e a confianças daquela população ao projeto político do candidato Geddel Vieira Lima rumo ao governo do Estado da Bahia e aos potenciais candidatos a deputado estadual e federal.
Futebol: Unidos pelo DNA
da Revista Veja
Os estudos genéticos iluminam a rota migratória da humanidade. Os ancestrais de Luis Fabiano e de Charles Miller, introdutor do futebol no Brasil, saíram juntos da África, agora palco da grande festa do esporte
Charles William Miller, filho de um escocês que chegou ao Brasil para ajudar a administrar a estrada de ferro Santos-Jundiaí e de uma brasileira de família inglesa, retornou de uma viagem de estudos a Southampton, na Inglaterra, no fim de 1894, com peças curiosas na mala. Segundo relato do escritor e historiador John Mills, Miller trouxe na bagagem um livro de regras do Association Football, duas bolas de capotão, um par de chuteiras e uma bomba de ar. Em 14 de abril de 1895, no campo da Várzea do Carmo, em São Paulo, ele organizaria a primeira partida de futebol oficial do Brasil, entre as equipes The GasWorks Team e The São Paulo Railway Team.
LUIS FABIANO: O craque da seleção brasileira: ele vai brilhar no continente onde nasceu o Homo sapiens, ancestral de toda a humanidade
Luis Fabiano Clemente tinha 13 anos de idade quando foi levado para treinar em seu primeiro clube, o Guarani de Campinas. Ele era um dos grandes destaques de um campinho lindamente apelidado de Buracanã. Criado pela mãe e pelo avô materno, Benedito, o Ditão, dava trabalho na escola e logo se empregou em uma oficina mecânica. O adolescente inquieto que se tornaria cen-troa-vante da seleção de Dunga na África do Sul se alegrava mesmo era no Buracanã praticando o jogo que Charles Miller, falecido em 1953, apresentara ao Brasil 100 anos antes e que foi aqui adotado não apenas como esporte, mas como religião nacional. Clique no gráfico abaixo para ampliar:
Milhões de brasileiros de seis gerações devem ao filho de escocês as emoções insubstituíveis proporcionadas pelo futebol. Centenas de craques saíram dos Buracanãs para a glória, a riqueza e a fama mundial. Para celebrar o encontro, na verdade, o reencontro de Luis Fabiano com Charles Miller e a África, de onde saíram os antepassados comuns deles – e de toda a humanidade –, VEJA decidiu valer-se dos mais modernos métodos da genética para traçar as rotas migratórias das correntes humanas que produziram o artilheiro e o pioneiro do futebol.
VEJA pediu a dois descendentes do pioneiro – Charles Rudge Miller, seu neto, e Angela Susan Fox Rule, sobrinha-bisneta – e a Luis Fabiano que colhessem material genético e permitissem que ele fosse estudado em laboratório. Todos concordaram, e as células (raspadas da parte interna da bochecha) foram submetidas ao teste conhecido como DNA de ancestralidade pelo laboratório Gene, de Belo Horizonte, um dos mais reputados do mundo. Os avanços desses testes de DNA – os kits podem ser encomendados pela internet – fizeram da antropologia genética um dos métodos mais precisos e rápidos de investigação da evolução e das rotas migratórias da humanidade a partir de seu berço africano.
A Copa do Mundo da África do Sul, a primeira no continente negro, está eivada de simbolismos – a começar pelo fascínio de ser realizada em um país que, até vinte anos atrás, abrigava uma das mais violentas atrocidades do século XX, o regime racista do apartheid, derrotado pela liderança de um personagem mítico, Nelson Mandela. É fascinante também imaginar que jogadores e torcedores das 32 seleções estejam com a atenção voltada para o continente onde o Homo sapiens surgiu. Ao esmiuçar a jornada genética de Charles Miller e Luis Fabiano – um branco, genuinamente europeu, outro mulato, descendente de escravos africanos –, esta reportagem demonstra a estupidez da “ciência das raças” que, no século XX, embasou o mal absoluto do Holocausto com seus 5 milhões de vítimas “biologicamente inferiores” e deu sustentação ao apartheid sul-africano. Hoje, a melhor ciência informa que as raças são variações cosméticas do núcleo genético humano, incapazes sozinhas de determinar a superioridade de um indivíduo ou grupo sobre outros. Diz Sérgio Pena, médico fundador do laboratório Gene: “Não somos todos iguais, somos igualmente diferentes”.
A ÚLTIMA PARADA: A hoje urbanizada Eritreia foi a porta de saída mais provável da África para os ancestrais comuns de Luis Fabiano e Charles Miller
Para desenhar o mapa que ilustra esta reportagem, foram usados os resultados dos exames de ancestralidade paterna dos personagens. VEJA encomendou também exames que permitem traçar a rota das linhagens maternas de Luis Fabiano e Charles Miller. A linhagem materna é obtida pelo estudo das mutações no DNA mitocondrial que cada pessoa herda apenas da mãe. Ela é menos precisa que as marcas deixadas pelo caminho evolutivo no cromossomo Y, definidor do sexo masculino. A ancestralidade materna mostra que Luis Fabiano teve uma tataravó da etnia banto, que é predominante na maior parte do continente africano. A linha materna de Charles Miller remonta ao que parece ser a origem comum de quase 100% do DNA mitocondrial, uma Eva mitocondrial africana que viveu entre 11 000 e 15 000 anos atrás.
Em 1972, o biólogo americano Richard Lewontin demonstrou experimentalmente que 85,4% da diversidade dos genes humanos ocorriam entre indivíduos de uma mesma população. Ou seja, quando se examina o núcleo genético, um sueco pode ser mais diferente de outro sueco do que de um indivíduo negro de origem africana. Sérgio Pena faz um curioso raciocínio: “Imagine que um cataclismo nuclear destruísse toda a população da Terra, deixando ilesa apenas a população africana. O que nos sobraria em termos de riqueza genética? Quase tudo, porque as populações africanas, vistas muitas vezes como homogêneas, são bastante diversificadas. No exemplo catastrófico que estamos utilizando aqui, 93% da diversidade total da humanidade seria preservada. Se apenas a população zulu da África do Sul sobrevivesse, mesmo assim 85% da variabilidade da raça humana estaria presente nos genes dos indivíduos”.
O italiano Luigi Cavalli-Sforza, geneticista que primeiro organizou uma árvore genealógica da espécie humana e a relacionou com a evolução das línguas, acredita que sempre fomos induzidos pela aparência a considerar que “as raças são puras (isto é, homogêneas) e muito diferentes entre si”. Escreve ele em Genes, Povos e Línguas: “É difícil encontrar outro motivo para explicar o entusiasmo dos filósofos e cientistas políticos do século XIX, como Gobineau e seus seguidores, pela preservação da pureza racial. Como só podiam estudar os traços visíveis na época, não era absurdo imaginar que raças puras existissem. Hoje, porém, sabemos que as coisas não são bem assim e que seria praticamente impossível criar uma raça pura. Para obter com efeito uma ‘pureza’ parcial (ou seja, uma homogeneidade genética que nunca ocorre espontaneamente em populações de animais superiores), precisaríamos de, no mínimo, vinte gerações de endogamia”.
ARTE NA CAVERNA: Como mostraram Darwin e seus seguidores, o clima frio da Europa chancelou as mutações de pele clara nas populações que pintaram essas cavernas
Charles Miller e Luis Fabiano são diferentes na aparência, mas não no seu coração genético. O estudo comparativo do DNA de ambos mostra que os ancestrais deles começaram juntos a grande aventura migratória da humanidade há cerca de 50 000 anos. Quase 5 000 anos depois, já fora da África, o último ancestral comum de ambos deu origem a descendentes que escolheram rumos diferentes na vida. Eles começaram a carreira-solo com absolutamente a mesma bagagem genética. Como é sabido, o DNA é uma molécula capaz de se duplicar – ou seja, fazer uma cópia de si mesma. Como toda reação bioquímica, a duplicação do DNA não produz cópias absolutamente perfeitas. O processo sofre influên-cias externas de origem química, da radiação solar e de outras fontes radioativas. Essas pequenas imperfeições tendem a ocorrer seguindo determinado padrão. Elas vão se acumulando com o tempo e tornam-se variações passadas como herança genética para os descendentes, criando uma linhagem. O isolamento entre as populações que escolheram rotas migratórias diferentes impede que as variações acumuladas por um grupo sejam compartilhadas com o outro – o que, a longo prazo, eliminaria as maiores diferenças pela miscigenação e as duas linhagens se fundiriam em uma só.
As diferenças entre grupos isolados geograficamente tendem a se acentuar também pelas razões expostas por Charles Darwin e seus sucessores no estudo da Teoria da Evolução. As variações genéticas ocorrem ao acaso e, com o tempo, algumas se tornam predominantes em uma população porque elas se mostraram vantajosas para aquela espécie naquele determinado ambiente. Tome-se o exemplo das peles claras e escuras. O Homo sapiens tinha uma população inteiramente formada por indivíduos de pele escura quando saiu da África. As variações genéticas que tendem a produzir pele clara certamente ocorreram indistintamente em todos os contingentes humanos. Mas elas só se firmaram como mutações vantajosas para os grupos humanos que foram povoar as latitudes mais baixas do globo terrestre, onde o efeito protetor da melanina, o pigmento que dá cor escura à pele, é desnecessário – e até prejudicial por filtrar a fraca insolação das regiões frias, impedindo a absorção da vitamina D garantida pelos raios ultravioleta da luz solar.
“Os resultados dos exames de ancestralidade de Charles Miller e Luis Fabiano são bonitos porque confirmam, cientificamente, o que imaginávamos encontrar”, diz Sérgio Pena. É uma beleza, do ponto de vista da antropologia genética, e demonstra a utilidade de entendê-la e esperar que, um dia, ela ajude a desvendar o enigma clássico da condição humana que é a eterna desconfiança do outro, do diferente, do estrangeiro com sua aparência, cultura e religião estranhas. O DNA nada sabe desse sentimento. No seu coração genético, a espécie humana é tão mais forte e sadia quanto mais variações apresenta. Se para a humanidade o inferno sempre foram os outros, para o DNA o inferno é o fim das diferenças.
O drible veio de fora
GARRINCHA: A Alegria do Povo foi o maior driblador do futebol. Agradeçamos ao escocês McLean
Driblar, para não fugir da linha genética, está no DNA do brasileiro. Mas quem introduziu o recurso no Brasil foi um escocês quase desconhecido por aqui, embora celebrado por lá. Archie McLean, funcionário de uma tecelagem escocesa enviado ao Brasil em 1912 para trabalhar, ganhou fama entre os praticantes do nascente esporte bretão pela velocidade com que passava os pés por cima da bola e pela agilidade com que trocava passes com o companheiro ao lado, nos primórdios da tabelinha. Conhecido como A Pequena Gazela, pelo porte dentro de campo, é personagem injustamente secundário. McLean aparece numa fotografia da seleção paulista de 1914 ao lado de Arthur Friedenreich – não se tem notícia de que tenha sido identificado, e a rara imagem sempre foi usada para mostrar o brasileiro de origem alemã. “McLean surpreendia com seu estilo de jogo, habilidoso, o avesso do que vigorava na Inglaterra e na Escócia”, diz John Mills, autor da biografia de Charles Miller. Ali, com chuva em profusão, as equipes eram forçadas a mandar a bola para o alto, na gênese do chuveirinho, que marca o futebol inglês desde sempre (embora tenha melhorado muito com a chegada de jogadores e treinadores estrangeiros). A bola alçada foi recurso inovador porque era impossível fazê-la correr na grama, encharcada. No futebol, tal como na evolução de nossa espécie, o ambiente faz a diferença e molda a vida. É o darwinismo aplicado ao esporte mais popular do mundo.
Em outros palcos
É mais fácil identificar o DNA que nos remete à origem da humanidade que o DNA dos primórdios do futebol. Há muita controvérsia, embora os historiadores recentemente tenham chegado a algum acordo. Há relatos de uma modalidade semelhante por volta de 3 000 anos antes de Cristo, entre os militares chineses. Depois das guerras, como modo de celebração, eles formavam equipes para chutar cabeças decepadas de soldados inimigos. Com o tempo, as cabeças foram sendo substituídas por bolas de couro revestidas de cabelos. No Japão, um pouco mais tarde, nasceu o kemari, com oito jogadores para cada lado e, pela primeira vez, redes feitas de fibras de bambu. Depois, já no século I antes de Cristo, foi a vez dos gregos de Esparta, que usavam a redonda feita de bexiga de boi cheia de areia ou terra.
SHAKESPEARE: Em A Comédia dos Erros, o maior de todos os dramaturgos colocou o futebol em campo na fala do escravo Drômio: “Serei, acaso, redondo assim, para me dardes pancada sem parar, como se eu fosse uma bola de futebol?”
Espírito de seu tempo, as versões antigas do futebol caminhavam de mãos dadas com a sociedade. Na Idade Média, violência era a regra, como se todos fossem zagueiros portugueses a caçar Pelé na Copa de 1966. O soule (ou harpastum) tinha 27 militares de cada lado. Eram permitidos socos, pontapés e rasteiras. O gioco del calcio italiano, também medieval, tornou-se popular por ser praticado em praças públicas, e não mais em campos escondidos. Na Inglaterra, mãe do futebol, o rei Eduardo II, assustado com a agressividade, proibiu a brincadeira, em 1314, que renasceria entre os nobres, agora sem pancadaria.
Era o início da civilização no futebol – ainda que, mesmo hoje, os brancos sul-africanos usem um provérbio segundo o qual o rúgbi, esporte de sua predileção, “é um jogo criado pelos hooligans e jogado por nobres, enquanto o futebol é um jogo criado por nobres e jogado por hooligans”. Em A Comédia dos Erros, escrita por volta de 1592, William Shakespeare pôs o futebol em campo como metáfora. Em uma das cenas da peça, o escravo Drômio de Éfeso reclama dos abusos aos quais o submetem. “Serei, acaso, redondo assim, para me dardes pancada sem parar, como se eu fosse uma bola de futebol? Sem mais nem menos, me aplicais pontapés. A durar isso, tereis de me mandar forrar de couro.” Apenas no século XVII, finalmente surgiram as regras muito próximas às que vingaram até hoje.
Pesquisa Ibope aponta empate entre Serra e Dilma
Folha
Serra e Dilma estão empatados com 37%, segundo Ibope; Marina Silva tem 9%
Os pré-candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão empatados com 37% das intenções de votos na disputa presidencial, segundo pesquisa Ibope, feita a pedido da TV Globo e do jornal “O Estado de S. Paulo”. No levantamento, a senadora Marina Silva (PV) aparece em terceiro lugar com 9%. O levantamento anterior do Ibope, feito em abril, mostrava Dilma com 32% das intenções e Serra com 40%. Marina tinha 9%. O empate entre a petista e o tucano continua em um eventual segundo turno com 42% para cada. Em abril, Serra tinha 46% e Dilma, 37%. Os indecisos somam 8% dos entrevistados e 9% disseram que votarão em branco, nulo ou em nenhum candidato. Essa foi a primeira pesquisa feita depois do programa partidário do PT, que teve Dilma como estrela, e do DEM, que foi ocupado por Serra em 75% dos 10 minutos. Em fevereiro, a diferença entre os dois era de 13 pontos percentuais –Serra tinha 41% e Dilma, 28%. Em março, caiu para cinco pontos –38% e 33%, respectivamente. Em abril, a diferença voltou a subir e chegou a oito pontos. Nesse mesmo período, Marina teve 10%, 8% e 9% das intenções de voto segundo o Ibope. Serra é o pré-candidato com a maior rejeição com 24% dos eleitores dizendo que não votarão nele, enquanto 19% rejeitam Dilma e 15% Marina. De acordo com o Ibope, 21% disseram que têm muito interesse nas eleições, 32% têm interesse médio, 27% têm pouco interesse e 19% não têm interesse nenhum. O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 141 cidades entre os dias 31 de maio e 3 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 13642/2010. (Folha)
TSE NÃO TEM DATA PARA ANALISAR FICHA LIMPA
Caberá à Justiça Eleitoral decidir se o projeto Ficha Limpa, que veta aos candidatos condenados judicialmente por um colegiado o direito de candidatar-se, valerá já para as eleições de outubro. Em maio, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) protocolou uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a validade da nova regra. O relator da matéria é o ministro Hamilton Carvalido e, segundo a assessoria do tribunal, não há data prevista para o magistrado levar o caso ao plenário. No entanto, no dia 20 de maio, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que o plenário iria responder se a lei da ficha limpa valerá para as eleições deste ano antes do fim do prazo para registro de candidatos, que termina no dia 5 de julho. Outra forma de a validade do ficha limpa ser definida é o protocolo de Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). Já a partir de segunda-feira (7), a Suprema Corte poderá receber questionamentos em relação ao prazo de validade da norma. Informações do G1.
Geddel Vieira Lima elogia a decisão do ministro da Agricultura, em garantir verba integral à produtores e agricultores baianos
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, em entrevista coletiva na quinta-feira (03), no município de Luis Eduardo Magalhães-BA, assegurou que, os produtores agrícolas terão a verba integral da venda de seus produtos garantida. Ele veio à Bahia atendendo convite do pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado, ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, que lhe havia solicitado que a medida fosse adotada em benefício dos agricultores baianos.
“A partir de sexta-feira, quando a Conab estará aberta, vou determinar, a pedido do nosso companheiro e deputado Geddel Vieira Lima, que é um batalhador pelas questões da agricultura e é um homem preocupado com a produção na Bahia, que se exija a comprovação do pagamento integral na conta do produtor. Vamos trabalhar para que esse dinheiro que é um apoio do governo federal chegue ao produtor, pois é pra isso que ele existe”, anunciou o ministro ao participar, em companhia do pré-candidato do PMDB, da Feira de Tecnologia Agrícola e Negócios Bahia Farm Show.
Geddel Vieira Lima, elogiou a decisão do ministro da Agricultura que, segundo ele, representa uma contribuição efetiva na solução das demandas dos produtores.
“Eu entendo que homens públicos e o governo estão aí para resolver os problemas. Não dá mais para ficar buscando explicação. O nosso estado e, sobretudo essa região, têm pressa”, disse Geddel.
Professores da UESB planejam entrar em greve dia 9
Os professores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia decidiram paralisar as atividades a partir do dia 9 de junho (quarta-feira) e prometem entrar em estado de greve por tempo indeterminado. A medida foi tomada após a análise de uma proposta enviada pelo governo do Estado, que foi recusada pela categoria do quadro docente. Os educadores prometem uma grande mobilização no dia 9 às 15h em frente ao shopping Iguatemi, com a participação de todos os Campi da Uesb.
PRESOS TEM ACESSO A DROGAS E ARMAS, em Presídio de VITÓRIA da CONQUISTA:
Os detentos do Presídio Regional Advogado Nilton Gonçalves, em Vitória da Conquista, sudoeste baiano, não encontram dificuldades para conseguir drogas e até armas. Os objetos chegam por meio de visitantes ou são arremessados por cima do muro dos fundos da penitenciária. Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores Penitenciários (Sinspeb), Edfran Silva Costa, em média, chegam a ocorrer cerca de oito arremessos diários. Além de drogas e objetos em garrafas, pães e sacolas plásticas, entram bolas de futebol “recheadas” de maconha, crack e cocaína. Os agentes apontam que, por falta de efetivo suficiente, a revista fica comprometida. Das sete guaritas existentes, apenas duas estão em atividade. As demais ficam sem vigilância. Além disso, não existe sistema de alarme e vídeo-monitoramento. A audácia dos presos é tanta que, em 2 de dezembro do ano passado, presos explodiram o muro com uma banana de dinamite arremessada de fora para dentro, possibilitando a fuga de 27 deles. No dia 7 de maio deste ano, um caminhão foi utilizado parar abrir um buraco no muro do módulo 1 e dar fuga a 10 presos. Informações do A Tarde.
Marina se declara contra casamento gay
Na semana do Orgulho Gay, a pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, declarou ter opinião “não favorável” ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. “O casamento é uma instituição entre pessoas de sexos diferentes, uma instituição que foi pensada há milhares de anos para essa finalidade”, afirmou em entrevista ao site UOL. Marina acrescentou que seu posicionamento “não pode ser confundido com discriminar essas pessoas do ponto de vista de seus direitos”. Horas depois, em resposta à polêmica gerada na internet pelas declarações, ela amenizou sua posição e afirmou ser a favor da união civil “de bens” entre homossexuais. “Prefiro que o movimento gay olhe para mim e diga: ‘a Marina nesse aspecto não pensa igual a mim’”, disse, admitindo que pode perder votos com as declarações. Ela reconheceu que as opiniões se devem a sua religião – Marina é fiel da Assembleia de Deus –, mas garantiu que, se eleita, não usará o governo para “fazer proselitismo religioso”. Disse ainda considerar “legítimas” as reivindicações do movimento GLBT. (Estadão)
Carga tributária embutida na conta de luz alcança 45%, segundo avaliação de institutos esopecializados
Agência Brasil
A carga tributária repassada ao consumidor na conta de luz alcançou 45,08% em 2008. É o que revela a quarta edição de estudo elaborado em parceria pelo Instituto Acende Brasil e a empresa de consultoria internacional PricewaterhouseCoopers.
Desde 1999, com exceção apenas para o ano de 2002, a carga de tributos e encargos se mantém acima dos 40% no Brasil. Para o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, esse é um dado negativo “porque é uma carga que nos coloca na pole position [dianteira] mundial de tributos e encargos cobrados na conta de luz”.
Sales enfatizou que a energia elétrica é o insumo mais básico da sociedade moderna. “Em lugar nenhum do mundo, ela carrega tamanho peso morto de impostos porque isso se propaga ao longo de toda a cadeia de produção”. Ele observou que o impacto é maior para a população de baixa renda. “Não faz sentido cobrar tantos encargos de um consumidor que tem dificuldade para pagar o valor integral da conta”, disse.
Na comparação com outros países, o Brasil aparece na 14ª posição em carga tributária de energia elétrica para consumidores industriais, de acordo com os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2004. A Eslováquia e a Espanha são os países com menor carga tributária na conta de energia, sendo inferior a 5%. Mesmo na Áustria, que aparece na 13ª posição, o peso da carga de impostos na conta de luz é menor do que 30%. Entre os consumidores residenciais, o Brasil detém a 23ª colocação, com uma carga entre 30% e 40%.
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi identificado como o grande vilão da carga tributária na conta de luz. Na média, ele representa em torno de 20% do valor da conta paga. O Instituto Acende Brasil acredita que a redução gradual da alíquota do ICMS em 1% ao ano seria suficiente para diminuir o peso desse imposto em até 12%, em 2020.
“A redução gradual da tarifa de ICMS em 1% na conta de luz não implicaria em diminuição da arrecadação para estados e municípios”, alegou. Sales destacou que haveria o benefício de ter maior arrecadação com produtos de primeira necessidade, cujo consumo certamente aumentaria com a redução da conta de luz pela redução da carga tributária.
Com base nas guias de recolhimento de impostos apresentados nos balanços das empresas, verifica-se que o setor elétrico recolheu em tributos e encargos um total de R$ 46,6 bilhões em 2008, o que daria para construir duas usinas hidrelétricas de Belo Monte. O acréscimo, em relação a 2006, foi de 18,4%, mostra o estudo.
Sales avaliou que somente o aumento autorizado pelo governo na Medida Provisória 466, depois transformada em lei, da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), contribuirá para elevar o peso do imposto pago em toda a cadeia produtiva sobre a conta de luz para o consumidor, em 2009. “Somente isso implica em um aumento na conta de luz de, pelo menos, 2%”. A CCC é um subsídio cobrado na conta para ser destinado à aquisição de combustível das usinas termelétricas do Norte do país, em regiões que não estão interligadas à malha de transmissão.
O estudo sugere que a sociedade deve se mobilizar para mudar esse quadro e pressionar o governo e o Congresso Nacional para reduzir o volume de impostos e encargos que são cobrados pelas empresas pelos serviços prestados. É preciso, ainda, defendeu Sales, que haja maior transparência nas informações dadas ao consumidor brasileiro. “A pressão tem que vir de baixo. Aí, dá para a gente ser otimista e esperar que o governo e o Congresso reajam corretamente”.
GOVERNO BAIANO NOMEIA PAULO ROBERTO REITOR DA UESB
O governador Jaques Wagner nomeou, na tarde desta quarta-feira (2),o professor Paulo Roberto Pinto para reitor e José Luiz Rech para vice-reitor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), no quadriênio 2010-2014. Com a nomeação, o governador referenda a decisão da comunidade acadêmica da Uesb, que elegeu Paulo Roberto com 42% do total de votos válidos, nas eleições diretas realizadas no dia 20 de maio. A segundo colocada, a professora Ana Angélica, com 41%, tinha a esperança de ser nomeada, devido à pressões junto ao governador de seu maior aliado político, o deputado líder governista na Assembleia, Waldenor Pereira (PT), que é professor licenciado da Uesb. Mas pressões do PDT em favor de Paulo Roberto fizeram Wagner evitar a polemica, e ratificar o resultado da eleição.









