A Gente diz

COELBA ENTRE AS EMPRESAS MAIS RENTÁVEIS DO PAÍS

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Entre as companhias de capital aberto brasileiras, as empresas de energia elétrica são as mais rentáveis, segundo levantamento feito pela Economática, empresa de informação financeira. Entre as nove companhias que conseguiram manter um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) acima de 30% nos últimos cinco anos, cinco são do setor de energia elétrica, a saber AES Tietê, Companhia Energética do Maranhão, Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), Elektro e Tractebel. De acordo com Reginaldo Takara, analista da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, o resultado pode ser explicado pelo fato de as empresas de energia serem grandes pagadoras de dividendos e, ao distribuírem quase todo o lucro, não terem alterados seus patrimônios líquidos. O analista destaca ainda que, em algumas dessas empresas, o grosso do investimento já foi feito no passado, restando gastos apenas com manutenção e operação. O crescimento econômico também tem sido um forte aliado dessas empresas. Com mais demanda, tanto o consumidor residencial quanto a indústria usam mais eletricidade, elevando a receita destas companhias, sejam elas geradoras ou distribuidoras, como é o caso da Coelba. Informações da Folha de S.Paulo.

Detran diminui valor do laudo psicológico para taxistas

Os taxistas, que antes desembolsariam R$ 250 a R$ 300, agora vão pagar R$ 115,40
Os taxistas baianos vão pagar menos pelo valor do laudo psicológico para continuar a ter direito a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), na compra de veículos.

Em reunião com representantes da categoria, na sexta-feira (14), o Detran/BA decidiu que vai exigir apenas o exame psicológico, possibilitando a diminuição da taxa. Com isto, os taxistas, que antes desembolsariam R$ 250 a R$ 300, agora vão pagar R$ 115,40.

O presidente do órgão, Adriano Romariz, explicou que para ter direito a isenção, a Receita Federal exige que na Carteira Nacional de Habilitação dos taxistas tenha a observação “exerce atividade remunerada”. Entretanto, a inclusão deste dado só acontece após os profissionais serem submetidos a um psicoteste e a exames médicos para reemissão da nova CNH.

“Os taxistas que desejam a isenção do IPI para aquisição do veículo são obrigados a fazer o exame psicológico e a comprar o laudo, havendo um custo financeiro. Por isso, resolvemos encontrar uma saída econômica viável para todos. Estamos atendendo à categoria, mas cumprindo a legislação”, afirmou Romariz.

PMDB NÃO TEM PRESSA PARA DEFINIR CHAPA

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Lúcio e Geddel Vieira Lima seguem caurtelosos na estratégia do PMDB
O presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, diz não ter pressa para definir a chapa do partido que concorrerá nas próximas eleições majoritárias no estado. O dirigente relatou ao Bahia Notícias que a medida é para que o seu partido não cometa o que considera “equívocos estratégicos” na composição do PT. “Quem antecipou voltou atrás. Primeiro eles (PT) queriam ter César Borges e Otto Alencar no Senado. Depois botaram Otto para vice e disseram que não teria ninguém do PT no Senado, pois as vagas seriam de Lídice da Mata e César. Agora já falam que vão ter dois candidatos do PT na chapa. Não quero cometer os mesmos erros. Faremos as definições na hora certa”, enfatizou. Depois da reprogramação do posto no grupo e desistência do empresário João Carlos Cavalcanti, bem como a declaração de amor da deputada estadual Virgínia Hagge (PMDB) à Assembleia Legislativa, o mais provável é que o time peemedebista vá a campo com Geddel, candidato a governador, Edvaldo Brito (PTB), vice, Edmundo Pereira e César Borges

O Povo, na sua sabedoria, já sentenciou: “da discussão nasce a luz”

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Genebaldo Correia

O Povo, na sua sabedoria, já sentenciou: “da discussão nasce a luz”

Talvez seja esse o fundamento básico da Democracia. Talvez seja essa sentença a razão de ser da existência dos Parlamentos, dos Tribunais, dos Conselhos e Foros de toda ordem.

Mas, a discussão, para que produza o esperado resultado, há que ser bem conduzida, dentro de parâmetros previamente estabelecidos e, por uma autoridade que tenha legitimidade e capacidade de liderança para tanto.

Aprendi, no Congresso Nacional, com o meu Líder Ibsen Pinheiro, que, no debate, devemos buscar o consenso e, quando este não é encontrado, organiza-se o dissenso e apura-se o resultado.

Em qualquer situação, porém, é imprescindível a discussão.

Esse site, www.genebaldocorreia.com.br , surge hoje, oficialmente, como uma modesta contribuição ao debate político na Bahia.

Nem todo velho é sábio por ser velho. Se verdadeira essa afirmativa agradaria muito aos idosos que teriam a presunção de que basta ser velho para acumular sábios conhecimentos.

De qualquer forma, os cabelos brancos e a longa militância na atividade política encorajam-me a externar o que penso sobre a agenda conjuntural em debate no âmbito dos partidos e das correntes de opinião.

Porque assim penso é que quis marcar o lançamento oficial deste site com um debate sobre a Reforma Política. Trata-se de um tema desgastado pelo tempo e de pouco apelo popular.

Mas, nem por isso, deixa de ser tão atual e tão imprescindível o aprofundamento de sua discussão, de modo que ele possa chegar à sociedade e esta, mobilizada, faça a legítima pressão sobre o Congresso Nacional, no sentido de uma definição.

Abertas inscrições para o novo FIES

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FNDE é o novo agente operador do programa

Já estão abertas as inscrições para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o novo agente operador do programa FIES – Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

Estudantes da FTC Conquista, interessados no financiamento, devem fazer sua inscrição no site http://sisfies.mec.gov.br. O setor de Convênios da Faculdade também está à disposição para tirar qualquer dúvida sobre o programa. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h30.

FNDE – O FIES é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições não gratuitas. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em cursos superiores que tenham avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação.

A partir deste ano, o FIES passa a funcionar em um novo formato. Agora, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o novo Agente Operador do Programa e os juros caíram para 3,4% ao ano. Além disso, o financiamento poderá ser solicitado em qualquer período do ano.

Para os estudantes que se candidatarem este ano não será necessário ter realizado a prova do ENEM. Para os estudantes ingressantes no FIES a partir do primeiro semestre do ano letivo de 2011 será exigido que o estudante tenha prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Outras informações e solicitações:

Shirley de Queiroz – Assessora de Imprensa

(77) 3083 9655 e 3422 8801

Em Recife, Serra diz que a popularidade de Lula é merecida

Ivan Pacheco/Terra

José Serra, pré-candidato à presidência da República
Em entrevista ontem à Radio Jornal, de Recife (PE), o pré-candidato José Serra (PSDB) disse que a popularidade do presidente Lula é merecida, mas que como ele não é candidato “o Brasil tem que olhar o futuro”. “O Lula está acima do bem e do mal”, acrescentou Serra. Mais tarde falando com repórteres, esclareceu que “não é uma ironia, é uma imagem”. Embora tenha elogiado projetos da gestão petista no Estado como o aeroporto de Guararapes, a construção da rodovia Transnordestina e a duplicação da BR 101, Serra criticou as trocas de ministros e assessores durante o governo do presidente Lula. Ele afirmou categoricamente que em seu governo não existirá o que chamou de “loteamento” e que “deputado não nomeará Ministério”. O objetivo dele na região é acelerar os projetos iniciados. “Tem muita coisa no começo e no meio do caminho e precisa agora acelerar”, afirmou. Ele continuou dizendo que o governo precisa gastar menos com a máquina pública para fazer mais pela população. De acordo com o pré-candidato, com as trocas de pessoas nos cargos, o funcionamento da administração fica prejudicado. “O governo tem um problema de gestão. É impossível uma empresa funcionar bem com tanto troca-troca e a Infraero é um exemplo disso”, criticou. (Terra)

“Confronto PT versus PSDB é perdido”, diz especialista em estratégias eleitorais

O cientista político e especialista em estratégias eleitorais, Antonio Lavareda, afirmou durante um seminário “Eleições e Emoções”, na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo: – Os tucanos querem esvaziar o protagonismo do presidente e fazer da eleição a disputa pelo melhor currículo. Para fazer frente à comparação de governos nas próximas eleições, como quer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PSDB mostra que deve levar o pleito para o embate entre os currículos do ex-governador José Serra e da ex-ministra Dilma Rousseff. Para isso, os tucanos tentarão despolitizar e “despartidarizar” a disputa para diminuir a relevância do presidente e de seus oito anos de governo. Lavareda acredita: – O confronto PT versus PSDB é perdido. O cientista político identifica no discurso recente do pré-candidato José Serra a tentativa de colocar no mesmo patamar todos os governos desde a redemocratização, em 1984. – Isso começa com Tancredo Neves, passa por José Sarney, continua com Fernando Collor, vai a Itamar Franco, FHC e chega a Lula. Todos eles, a despeito de terem pertencido a partidos políticos diferentes, estão sendo de certa forma homogeneizados no discurso do pré-candidato. A função básica disso é diluir a relevância do governo petista. (R7)

Fala Geddel: “…Juntos ajudamos o presidente Lula a mudar o Brasil”!!

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Dilma Rousseff sempre teve meu apoio e do PMDB na Bahia
O presidente Lula foi muito claro sobre minha intenção de disputar o governo da Bahia. Disse que não era o que ele preferia mas respeitava minha decisão e sabia do apoio do PMDB a Dilma na Bahia”.
Como colegas de trabalho, sempre admirei Dilma
O meu apoio à pré-candidata à presidência em nenhum momento foi questionado. Mesmo que o presidente Lula não tivesse feito esta exigência, a própria Dilma, minha amiga e hoje ex-ministra como eu, sabia que teria o apoio do PMDB e o meu próprio aqui na Bahia.
Trabalhamos juntos como ministros do governo Lula e aprendi a ver em Dilma Rousseff uma pessoa totalmente empenhada em levar adiante o projeto do presidente por um Brasil mais justo, mais igual e mais forte.
Vejo na pré-candidata Dilma a seqüência de um trabalho que ajudamos a tornar realidade e considero indispensável que este rumo seja mantido.
Por isso, soa muito estranho e novamente parece uma declaração de um nefelibata, o atual governador da Bahia dizer que o PMDB demora muito em decidir se apóia ou não Dilma Rousseff.
Ora, isto já estava decidido em relação à Bahia antes mesmo que eu deixasse o Ministério da Integração.
Além disso, é muito curioso o governador falar em lentidão quando a imagem que ele possui hoje junto ao povo da Bahia é a de própria lentidão. Às vezes eu acho que o governador termina se excedendo em algumas declarações. Ele se atreve a ficar dando pitaco no partido dos outros, enquanto tem tantos problemas no partido dele.

Juntos ajudamos o presidente Lula a mudar o Brasil
O que realmente me parece escandaloso, já que existe o compromisso firmado perante o presidente Lula, de tanto o PMDB quanto o PT apoiarem Dilma na Bahia, é a atitude do governador ao aplaudir prefeitos que votam em José Serra, desde que votem também nele.
Isso mostra a importância que o governador confere ao projeto nacional do presidente Lula e com o compromisso assumido.
Em mais um momento tipicamente nefelibata disse ao prefeito que tem dois lados o seguinte: “Político tem que ter lado. Não pode acender uma vela para Deus e outro para o Diabo.”.
Qual o lado dele então? PT aqui e PSDB para a presidência? Acho que a cúpula do PT ficou pouco satisfeita com suas declarações, mas não tenho nada a ver com isso. Estou empenhado em apresentar um projeto para a Bahia e este projeto tem sintonia com o projeto do presidente Lula e da pré-candidata e ex-ministra Dilma.

Na Bahia, Dilma tem meu apoio e do PMDB, sempre
Na Bahia, Dilma Rousseff tem e continuará tendo o apoio total meu e do meu partido. Quanto aos outros nada posso dizer. Não costumo pensar pela cabeça de ninguém.
Fonte ; WWW.blogdogeddel.com.br

Silas Mafaia demonstrou toda sua homofobia em debate na Câmara

PASTOR COMPARA UNIÃO GAY A ZOOFILIA E NECROFILIA

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A audiência pública que discutiu a reforma do direito de família no Brasil, realizada nesta quarta-feira (12) na Câmara dos Deputados, virou palco de embate entre defensores da união homoafetiva e religiosos. O alvo da polêmica foi o reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo, e a possibilidade de casais gays adotarem crianças. O pastor evangélico Silas Malafaia, membro da Assembleia de Deus, foi o mais enfático contra a inclusão da união homoafetiva no projeto de lei. Ele afirmou que não é qualquer prática social que deve ser incluída na legislação, como a liberação das drogas e a união entre pessoas do mesmo sexo. “Vamos colocar na lei tudo o que se imaginar. Quem tem relação com cachorro, vamos botar na lei. Eu vou apelar aqui. É um comportamento, ué, vamos aceitar. Quem tem relação com cadáver, é um comportamento, vamos botar na lei”, ironizou. Informações da Folha.

Ex-prefeito do Município de Cordeiros.Ba, Djalma Gusmão, tem contas rejeitadas pelo TCM

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Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) rejeitou nesta quarta-feira (12), as contas da Prefeitura de Cordeiros, da responsabilidade de Djalma Gusmão da Silva, relativas ao exercício de 2008.
Djalma Gusmão que é um dos nomes cotados para disputar uma vaga a deputado estadual pelo PMDB de Vitória da Conquista, foi determinado a devolver aos cofres do município o montante de R$ 12.787,39, referente a ausência de comprovação de despesa, e imputou multa de R$ 5 mil, que pode recorrer da decisão.
A prestação de contas foi encaminhada ao tribunal fora do prazo estabelecido, além de não constar nenhuma comprovação de que foram colocadas em disponibilidade pública.
A análise técnica constatou ainda a abertura de crédito adicional suplementar sem a indicação dos recursos correspondentes, indo de encontro às leis que regem o assunto.
Foram abertos créditos adicionais suplementares no total de R$ 6.384.139,27 e contabilizados na quantia de R$ 6.382.139,27, divergindo em R$ 2 mil.

GEDDEL PODERÁ TER BRITO VICE E HAGGE SENADORA

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Mudança teria sido exigida por César Borges, mas o “chefão” do PR nega
Uma reviravolta poderá acontecer na composição da chapa do deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB) para a disputa do governo do Estado. O vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PTB, deverá ser deslocado do Senado para vice e a vaga cedida a um peemedebista: ou à deputada estadual Virgínia Hagge ou para Edmundo Pereira, atual vice-governador. “Não posso responder nada ainda. Não posso confirmar ou negar”, despistou o secretário-geral do PMDB na Bahia, Almir Melo. Nos bastidores, circula a informação de que a mudança teria sido exigida pelo senador César Borges (PR), para que a sua reeleição não fosse ameaçada. Obviamente, o fato foi negado pelo presidente estadual republicano. “Não posso interferir nisso. Essa posição é do candidato (Geddel). Respeito tanto o vice-prefeito quanto Edmundo e Virgínia. Quanto mais forte for a chapa, melhor. Geralmente a chapa é eleita junta”, sentenciou Borges.

“Analisando as alianças políticas e o coeficiente eleitoral da política baiana”

Entenda como se elege um deputado:Coeficiente eleitoral emperra alianças
Adriano Vilella
O coeficiente eleitoral está na base dos principais impasses das eleições deste ano na Bahia. Seja na coligação do governador Jaques Wagner (PT), entre os 11 partidos que apoiam o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) – vide o conflito com a primeira-dama do município, Maria Luiza – ou entre os aliados do DEM e PSDB. Isto porque as 63 cadeiras da Assembleia Legislativa e as 39 vagas baianas na Câmara Federal são preenchidas de acordo proporcional à votação do partido ou coligação, e não no desempenho nas urnas do candidato isoladamente. O princípio é de que o mandato pertence ao partido ou coligação.
Algumas disparidades eleitorais provocadas pelo modelo do coeficiente eleitoral podem servir de exemplo. Em 2006, Raymundo Velloso (PPS, hoje no PMDB) foi eleito com 31 mil votos, enquanto Joseph Bandeira e Emiliano José (ambos PT) ficaram na suplência com votação de 51 mil eleitores. Em 2002, Eujácio Simões conseguiu 90 mil votos pelo PL, partido que, junto com o Prona, se transformou no atual PR. Naquele pleito, o PL não atingiu o coeficiente eleitoral, critério para ter direito a pelo menos um mandato, conforme explica o advogado Jota Pires.
Segundo a advogada Débora Guirra, o cálculo das eleições proporcionais é estabelecido pelo Código Eleitoral. Apuradas as urnas, cada aliança ou legenda possui um quociente partidário, número que determina quantos mandatos cada um conquistou (veja matéria abaixo). A partir daí, se elegerão os candidatos a deputado com maior votação dentro de cada chapa ou partido. Nesta lógica, faz mais deputados quem tem concorrentes com maior densidade eleitoral individual.
Por exemplo: se uma coligação fizer cinco parlamentares e os cinco de maiores votação forem de um mesmo partido, as siglas aliadas ficarão sem nenhum cargo titular. Suas votações servirão apenas para ampliar o quociente do partido maior.
O exemplo é extremo, mas não distante da realidade da união entre o DEM e o PSDBna Bahia. Em 2006, o PFL (hoje DEM) respondeu por nove entre os 15 deputados estaduais eleitos de maior desempenho nas urnas – Ricardo Gaban, Clóvis Ferraz, Gildásio Penedo, Paulo Azi, Rogério Andrade, Tarcízio Pimenta, José Nunes, João Bonfim e Luiz de Deus – contabilizando neste grupo entre 77 mil e 59 mil votos. O PSDB, por sua vez, tem o membro da AL eleito com menor votação (19.952 votos) e seus campeões de urna, Marcelo Nilo (57.535) e Arthur Maia (52.269) – estão hoje no PDT e PMDB respectivamente.
Chapão é temido
No PSC, os bastidores políticos apontam a questão do coeficiente eleitoral como uma das razões para a deputada estadual Maria Luiza Carneiro ter desistido de tentar uma vaga no Congresso Nacional. O chapão (coligação de todos os partidos que apoiam a majoritária também na disputa para deputado federal e estadual) é a tese preferida na coalizão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e do senador César Borges (PR), mas é ruim para o PSC.
O partido da primeira-dama de Salvador tem um deputado federal – o ex-secretário municipal do Planejamento, Sérgio Brito – e seu presidente estadual, Eliel Santana, que visa um mandato na Câmara Federal. Como na coligação, os concorrentes destes partidos tendem a ter maior votação – a exemplo de Arthur Maia, Lúcio Vieira Lima e os republicanos José Rocha e Maurício Trindade, que registraram votação de 115.777 e 78.119, há quatro anos -, Maria Luiza teria desistido.
A preferência do PR pelo chapão foi um dos fatores da não concretização do ingresso de César Borges na chapa majoritária encabeçada pelo governador Jaques Wagner, agravado pelo problema político: parte da bancada republicana na Assembleia é de oposição ao governo. Coligados com estes, petistas temiam assegurar coeficiente para a eleição de algum parlamentar contrário ao Executivo, a exemplo do deputado estadual Sandro Régis, embora este tenha sido o mais votado nas eleições de 2006, quando contabilizou 99.967 mil eleitores.
Entenda como o cálculo é feito
De acordo com a advogada Débora Guirra, o coeficiente nada mais é do que a divisão do número de votos válidos pelo quantitativo de vagas. É determinado pelo artigo 106 do Código Eleitoral (CE). Em 2006, houve 6,5 milhões de votos válidos para proporcional, resultando num coeficiente de 166 mil votos para a Câmara Federal e 103 mil para a Assembleia. Dividindo-se o número global de votos de cada chapa pelo coeficiente – desprezando-se a fração encontra-se o quociente partidário, variável que indica quantos mandatos a legenda ou aliança fará jus, seguindo-se o que estabelece o artigo 107 do CE.
Neste modelo, as estratégias mudam se a chapa lançada for por um partido isoladamente ou por aliança. No primeiro caso, busca-se o maior número de candidatos, num esforço concentrado para se atingir o coeficiente. “É por isso que os partidos lançam muitos candidatos sabendo que não vão ser eleitos, mas vão garantir um a dois mil votos”. Nas coligações, o ideal é ter poucos concorrentes com ampla votação.
As legendas maiores – que não enfrentam dificuldade para atingir o coeficiente – tendem a preferir sair sozinhas. É o caso do PT, que historicamente tem muitos competindo, com votação relativamente baixa. Há quatro anos, com exceção de Walter Pinheiro (200.864) e Nelson Pellegrino (171.129), os candidatos tiveram votação abaixo de 100 mil votos. A resistência ao chapão dos petistas foi empecilho na formação de uma frente anticarlista única nas eleições de 2008.
Há ainda casos de partidos menores que fazem vários deputados, mesmo saindo sozinhos. O caso mais famoso é o do ex-candidato a presidente Enéas Carneiro (Prona). Autor do bordão “Meu nome é Enéas”, Carneiro amealhou 1,5 milhão de votos em 2006, atingindo sozinho coeficiente para eleger cinco parlamentares, agraciando colegas de partido que sequer chegaram a mil votos. Outro aspecto importante é o da fração. Conforme explica Jota Pires, como a apuração do quociente partidário gera sobra de votos e de vagas, dividi-se a votação de cada partido e/ou coligação pelo número de vagas preenchidas mais 1. As melhores médias ficam com os mandatos restantes.