A Gente diz

Centro Empresarial Maria Helena Caires, é o mais novo point empresarial de Vitória da Conquista.

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Os empresário José Maria Caíres e Walmaria Caíres, e seu filho, o publicitário Lucas Caíres e a equipe de funcionários, que atuam nas empresas do grupo, recepcionaram na manhã de ontem, segunda feira, 10, com um delicioso Café da Manhã; Jornalistas, publicitários, blogueiros, radialistas, editores de revista e colunista sociais. Ocasião em que, também, concederam entrevista aos meios de comunicação local e falou do novo espaço em que está funcionando as empresas: Maxtour – Agência de Turismo, a livraria Nobel, a agência de propaganda Gente, Adega Porto dos Vinhos e a locadora de veículos Yes Rent a Car. Trata-se do Centro Empresarial Maria Helena.
Na coletiva dada a imprensa local, o empresário José Maria Caíres falou do empreendimento e como ele vai proporcionar à população, de Vitória da Conquista e região do sudoeste da Bahia e norte de Minas Gerais, mais comodidade, segurança, e facilidade para o cliente. Ele diz, ainda que: “Esta nova estrutura conta com um ambiente climatizado e amplos espaços e possui arquitetura moderna e dentro dos padrões e das novas regras de sustentabilidade e ecologicamente correto, oferecemos inúmeros serviços que vai facilitar a vida das pessoas, além de oferecermos condições para que o nosso cliente possa estacionar seu carro com segurança, temos uma uma garagem coberta e ampla, que cabe mais de 70 carros”. finalizou José Maria Caires.
O Centro empresarial Maria Helena Caíres, é o mais novo point empresarial de Vitória da Conquista, além de oferecer inúmeros serviços, conta com um ambiente agradável e receptível. Faça uma vista e comprove o que estou falando. Funciona Na Avenida Otávio Santos, frente à Faculdade Juvêncio Terra. Bairro Recreio. Vitória da Conquista – Bahia.

Obs: Em tempo. o fotógrafo e artista plástico. José Carlos D”Almeida, que acompanhou a obra desde a sua concepção, até a finalização, com registros fotográficos de todos os processos da edificação e finalização do edifício, exmpôs parte do material coletado e o mesmo foi apresentado à imprensa e aos convidados presente ao café da manhã oferecido pelos diretores do Centro Comercial Maria Helena, e continua exporto na agência de publicidade Gente, que funciona no mesmo local. Trata-se de excelentes fotos que narrra de forma artistica passo a passo da concretização de um sonho paara os seus idelizadores, vale a pena ser vista.
Site. www.agentediz.com.br

O ACERTO DA PROMOTORA

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Por Jeremias Macário

Jeremias Macário é jornalista

Confesso que errei no julgamento sobre o trabalho da força-tarefa do Ministério Público Estadual com relação às investigações da chacina no bairro Alto da Conquista, praticada por policiais embrutecidos entre os dias 28 e 29 de janeiro quando 11 pessoas foram barbaramente mortas e três adolescentes desaparecidos. Foi bom assim que eu tenha me enganado como muitos de nós que também não acreditaram em punição.
Diante de tanta impunidade neste nosso país, ficamos descrentes, principalmente diante de crimes que contam com a blindagem e a couraça do corporativismo. Sem rodeios, quero aqui elogiar a posição firme e corajosa da promotora Genísia Oliveira que tocou as apurações, mesmo diante de forte pressão. Isso nos faz acreditar que nem tudo está perdido neste país de tantas corrupções, desmandos e injustiças.
No exercício da minha profissão de quase quarenta anos, sei o que é sofrer ameaças quando você tem consciência de que está no caminho certo e não pode trair sua formação e seus princípios. O Ministério Público ainda é uma instituição que nos faz crer no sonho da esperança.
Critiquei aqui a morosidade, o sigilo e a sonolência das investigações, bem como o papel da imprensa que, sem informações, só registrava o factual. Agora o trabalho fluiu e a sociedade está tendo uma resposta mais concreta. No entanto, a prisão provisória de 10 policiais bandidos não é tudo porque sabemos que mais de 30 (fala-se em 35, 37 e até 50) subiram à Serra para invadir as casas, espancar, torturar e atirar friamente, como se tivessem permissão da rainha da Inglaterra para matar.
Por outro lado, esses policiais cometeram assassinatos e deviam ser julgados pela justiça comum, principalmente porque eles são funcionários públicos fardados incumbidos de proteger os cidadãos, respeitar as leis e não transgredir. Não é ainda tudo, mas a posição do Ministério Público, na pessoa da promotora Genísio Oliveira merece todo apoio da sociedade, como também o juiz que determinou a prisão.
Está na hora dos segmentos sociais, da turma dos intelectuais, dos sindicatos, da Igreja Católica, dos estudantes, dos partidos ditos de esquerda e das pessoas de bem em geral se levantarem para apoiar, sem pieguices, a ação corajosa da força-tarefa do Ministério Público. Conquista vai ficar calada?
O que mais incomoda e preocupa, neste momento, é o silêncio dos bons. Nada de “caminhada pela paz”, mas manifestação de solidariedade à promotora e contra a tortura que, infelizmente, não se acabou nos quartéis e nas cadeias com o fim da ditadura. Os policiais que invadiram as casas e usaram da força brutal sem respeitar as leis são bandidos. Somando à chacina do Pero Vaz em Salvador, a imagem da polícia só fez piorar.
Sou um cidadão que sempre cumpri com meus deveres, mas não sei o que é pior na situação atual, se um marginal apontando uma arma para mim ou um policial embrutecido me revistando com uma metralhadora, me chamando de bandido, sem que eu possa explicar e cobrar meus direitos. Esse comportamento precisa mudar urgentemente. Isso só é possível através de uma revisão no processo de treinamento da polícia.
Não basta ter hierarquia; aprender a marchar; e seguir normas rigorosas de disciplina. Na sua preparação, o policial precisa ter mais tempo para treinamento pessoal; receber aulas de formação humana, de relações públicas e conhecimentos gerais sobre como lidar com o público. Como está, parece que o policial recebe uma bronca do comandante e depois termina descontando no cidadão. Não se trata, especificamente, de questão salarial.
Essa discussão precisa ser mais aprofundada e analisada pelo Estado e pela sociedade. Sobre a chacina de Conquista ocorrida entre os dias 28 e 29 de janeiro, e não 29 de fevereiro como insiste o jornal A Tarde em suas últimas edições (não teve 29 de fevereiro neste ano como cita o repórter), existe muita coisa ainda a ser esclarecida e não foram somente 10 policiais responsáveis pela chacina.
Ainda não foi revelada a investigação propriamente dita sobre o policial assassinado Marcelo Marcio Silva e o que ele e seu colega estavam fazendo naquela noite de 28 de janeiro, subindo o Alto da Conquista. Simplesmente foram visitar um colega? E os traficantes foram ouvidos? As famílias que tiveram suas casas invadidas sem mandado judicial vão ser indenizadas pelo Estado?
Pelos fatos apurados até agora e pelo testemunho das vítimas, o mínimo que se espera é que esses policiais sejam punidos exemplarmente, e que a chacina de Conquista sirva de exemplo para que não se cometa mais matanças, invasão de casas e torturas. Foi uma noite de terror, e nem imagino estar no lugar daquelas famílias.
O atentado ao carro da promotora é mais uma prova de estupidez e insensatez que se somam à chacina e á violência generalizada em nosso meio. Nesta semana ouvi comentário de um cidadão dizendo que o Ministério Público havia desfalcado nossa segurança com a prisão de 10 soldados, tendo em vista que já temos pouco policiamento. Entendo, porém, que foi um benefício para a sociedade e para a corporação.
Infelizmente, nossa sociedade ainda imagina a polícia como uma força armada que chega em qualquer lugar batendo forte, espancando e torturando. Enquanto esse conceito não for mudado e não se fizer uma revisão na formação da polícia, inclusive no aspecto da seleção (sem apadrinhamento), a violência vai continuar e aumentar. É claro que junto a outros fatores econômicos e sociais, o Estado tem que oferecer educação de qualidade para todos.

Alunos do Bolsa Família tem melhor desempenho nas escolas

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De acordo com o Ministério da Educação (MEC), com dados do censo escolar, alunos do Bolsa Família tem apresentado um desempenho positivo na educação. O desenvolvimento desses alunos tem sido semelhante à média dos alunos que estão no ensino fundamental das escolas públicas. Já em relação aos alunos matriculados no ensino médio, o índice de aprovação é superior.
Esta mudança é referente ao avanço do programa nos resultados da educação. Antes o acompanhamento se restringia ao registro de frequência às aulas, condição para a permanência das famílias no programa.
O Bolsa Família já vem atuando nesse campo há seis anos, com uma média de um terço de alunos matriculados em escolas públicas. Foram registrados 16,8 milhões de alunos, entre 6 e 17 anos nas escolas. Os alunos que freqüentarem as aulas, suas famílias recebem a bolsa auxilio entre R$ 22 e R$ 200 por mês.

Com dívida de R$ 100 bi, Petrobras precisa se capitalizar

Os esforços do governo para destravar o processo de capitalização da Petrobras indicam a difícil equação com a qual a empresa terá que lidar nos próximos anos. Com uma dívida na casa dos 100 bilhões de reais, a estatal está prestes a atingir seu limite de endividamento. Sem a capitalização, dizem analistas, a empresa não terá condições de arcar com todos os investimentos anunciados, como o desenvolvimento do pré-sal e as novas refinarias.
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A capitalização da Petrobras esteve em pauta nos últimos dias, diante de medidas aprovadas pelo governo para agilizar o processo e de algumas reações negativas, que culminaram com o rebaixamento das ações da empresa pelos bancos JP Morgan e UBS. Nos dois primeiros dias da semana, quando os rebaixamentos foram anunciados, as ações da companhia caíram quase 7,5%. Os papéis continuaram em queda, mas com forte influência da crise financeira global.
Mesmo com todas as dúvidas sobre o processo, é consenso no mercado que a Petrobras conseguirá fazer algum tipo de capitalização, mesmo que os prazos políticos não permitam a aprovação do projeto de lei que prevê a venda de reservas do governo para a estatal, processo chamado de cessão onerosa. Há expectativa sobre um plano B, que seria a colocação de ações no mercado sem a cessão, em uma capitalização de menor porte.
O adiamento de alguns projetos não parece ser levado em conta pela companhia, que já anunciou investimentos entre 200 bilhões de dólares e 220 bilhões de dólares para os próximos cinco anos. Tal orçamento é justamente a razão pela qual o governo pressiona pela capitalização. A Petrobras fechou o ano de 2009 com uma dívida de 100,329 bilhões de reais, a maior de sua história, 55% superior ao registrado no fim de 2008.

Geddel expõem em entrevista suas críticas em relação a gestão do governo do Estado e apresenta soluções para atuais demandas

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O pré-candidato do PMDB ao governo da Bahia, Geddel Vieira Lima, fala sobre o rompimento da aliança do PMDB com o PT baiano, sobre o caos na segurança pública e na saúde e apresenta soluções para os problemas que afligem os baianos.
Leia a entrevista na íntegra:
Pergunta – Como o senhor viu as declarações do governador Jaques Wagner (PT) de que a sua intenção seria dominar PSDB e DEM na Bahia?
Geddel – Essa foi a entrevista de um nefelibata. Ou de alguém que quer reescrever a história. Quem se aproximou do PSDB pensando em dominar, oferecendo a presidência da Assembleia (Legislativa), apoiando o candidato do PSDB à prefeitura de Salvador foi ele, não fomos nós. E no segundo turno das eleições de Salvador, quando ele abandonou a administração do PMDB, para lançar uma candidatura própria, contrariamente ao que tinha acordado conosco, foi ele. Eu vejo estas declarações como surpresa. Aliás, surpresa não. Como marco do jeito Wagner de fazer política. Quando ele se acha no direito de poder conversar com todo mundo, de somar, de aglutinar, sempre tem um interesse nobre por trás. Quando são os outros, sempre encontra de uma forma gentil de insinuar que há algo de estranho nas alianças. Eu continuo preferindo a opinião do Wagner que dizia que nossa participação foi fundamental para ele, que nós fomos muito importantes, que durante tanto tempo rasgou tantos elogios à minha pessoa. Eu guardo mais essa imagem.
Pergunta- Agora, deputado estas declarações do governador torna ainda mais difícil qualquer possibilidade de reconciliação com o PT após as eleições?
Geddel – No meu pensamento não há reconciliação. Eu vou vencer as eleições. O PT da Bahia vai ser oposição ao nosso futuro governo.
Pergunta- Ele também comentou que desde 2008 o PMDB já demonstrava…
Geddel – Volto a lhe dizer. Ele quer reescrecer a história. Eles renegociaram, eles têm um termo próprio deles, eles fizeram uma repactuação com a admnistração do PMDB, do prefeito João Henrique, em 2007 e fizeram mais dois secretários além dos dois que tinham. Para depois, em abril (de 2008) lançar um candidato próprio. Apoiar a candidatura do PSDB (em Salvador), fazer todo tipo de aliança pelo interior, o que lhe aparecesse na frente. E vim dizer que nós, desde 2008, tínhamos projeto diferente? Nosso projeto surgiu quando percebemos que os sonhos que sonhamos em 2006 não se realizavam, nem política e muito menos administrativamente. O governo, infelizmente, é um fracasso.
Pergunta – O que deu errado nesse caminhar de PMDB e PT de 2006 para cá?
Geddel – Já lhe disse. Em 2008, essa posição deles nas eleições municipais e depois a questão administrativa. Os números que o Wagner coloca em relação à segurança pública é que o transformam num nefelibata. É por isso que as pessoas dizem e cantam em cada lugar da Bahia que querem morar na propaganda do governo. Porque o que se anuncia é que a Bahia é responsável hoje por 10% dos homicídios dolosos do Brasil, o que se mostra é que se rouba um carro por hora em Salvador e na Região Metropolitana. Inclusive o carro blindado do governador. Se mostra que em cidades como Feira de Santana e Vitória da Conquista está se matando uma pessoa por dia. Todos os indicadores da segurança aumentaram, portanto é um governo que perdeu o controle sobre setores importantes da administração. Na saúde pública, as imagens que mostram gente morrendo de meningite, dengue descontrolada. Tudo absolutamente equivocado. O governador coloca entre as suas obras a entrega de um hospital que demorou 20 anos para ser realizado. Nós, como deputados, inclusive, trouxemos emendas. O que o governo federal conclui agora, ele incorpora como se fosse obra dele. Esta semana, num hospital que ele disse que entregou, morreu uma senhora com traumatismo craniano, na recepção, porque não foi atendida.
Pergunta – No hospital de Santo Antônio de Jesus?
Geddel – Sim, no hospital de Santo Antônio de Jesus. Até a concessão da Bahia-Feira, da BR 116, eles tentam passar para a sociedade como se fosse obras deles. São do presidente Lula, do governo federal. Não há sequer parceria nisso. Aquele conjunto de viadutos na Rótura do Abacaxi (em Salvador) é obra do governo federal. O governo do estado entra apenas com contrapartida. Aquela rotatória do Aeroporto Dois de Julho (hoje já é Luís Eduardo Magalhaes), é governo federal. O governo (do estado) entra apenas com contrapartida legal. Repito. Eu li a entrevista de um nefelibato.
Pergunta- O governador negou o caos na segurança pública. Como o senhor vê a declaração?
Geddel – Eu acabei de lhe dar números confiáveis que mostram que há, sim, caos. O que o governo Wagner tem tentado fazer é repetir uma velha tática: alugar carros de polícia para dar a prefeitos na tentativa de cooptá-los politicamente. Prefeito não recebe carro de polícia. Carros de polícias são entregues às polícias Militar e Civil para fazer o seu trabalho. O que você tem hoje, sim, são prefeituras pobres assumindo um papel que deveria ser do estado, colocando gasolina em carros de polícia. As prefeituras mantêm presos em delegacias, dão o alimento dos presos. As prefeituras terminam responsáveis por remunerar policiais para que eles possam fazer seu trabalho. Não é só um caos. É um absoluto e preocupante caos. O que está acontecendo na segurança e em outras áreas da administração do Estado.
Pergunta- O governador afirmou que ninguém teria uma vara de condão. Qual seria a solução?

Geddel – Não é preciso vara de condão. Tem que ter atitude diferenciada, iniciativas. O que não vai acontecer nesta campanha é o que Wagner quer. Ele fica jogando tudo para a comparação. Ele gostaria que o debate fosse entre um governo que não fez com um governo que não faz. Não. Nós vamos mostrar que é possível fazer e que tem como fazer. Que tem soluções, propostas e projetos. E que tem atitudes diferentes da letargia e da leniência com que o atual governo da Bahia está tratando questões administrativas.
Pergunta- E sobre a vantagem que o governador diz ter sobre a sua candidatura, que seria de quatro vezes a mais?
Geddel – O governador, realmente, tem um discurso para cada circunstância, de acordo com sua conveniência. Há alguns anos, quando ele veio para a Bahia com uma candidatura que era considerada uma piada, ele desqualificava a pesquisa e dizia que isso não tinha importância nenhuma. Talvez porque o candidato de então, o Paulo Souto (DEM), tivesse seis ou sete vezes mais intenção de votos do que ele. Agora, que é interessante para ele, ele quer comparar o conhecimento de um candidato que nunca disputou uma eleição majoritária com ele, que já perdeu duas, é o atual governante, e que gasta R$ 500 mil por dia com propaganda na televisão. Vamos aguardar a manifestação da população. Eu tenho absoluta certeza que há um claro descontentamento com um governo que prometeu muito e que administrativamente muito pouco tem realizado.
entrevista conceditda ao Portal Terra, em de maio 2010

Ministério Público investiga atentado a promotora, que contesta declaração do secretário César Nunes

Genísia está à frente do inquérito que investiga crimes envolvendo PMs
Os promotores de Justiça do grupo de operações especiais do Ministério Público já retornaram para Salvador. Eles foram à Vitória da Conquista apurar detalhes sobre o atentado que a promotora Genísia Oliveira teria sofrido. Ela investiga uma chacina ocorrida na cidade.
Os promotores do grupo de operações especiais do Ministério Público, que chegaram à Vitória da Conquista sexta-feira (7) à noite, já voltaram para Salvador. Eles se reuniram para discutir a denúncia de atentado contra a promotora Genísia Oliveira.
Na madrugada da última terça-feira (4), o carro que o marido da promotora dirigia teria sido atingido por dois tiros. O secretário de Segurança Pública do Estado falou sobre caso. ‘Até agora, não se tem nenhuma evidência concreta, nenhuma evidência firme de que ela esteja sofrendo ameaças’, afirmou o secretário.

Secretário de Segurança, César Nunes, comentou o atentado
A promotora investiga o envolvimento de policiais militares com a morte de onze pessoas e o desaparecimento de três adolescentes. O suposto atentado teria ocorrido na madrugada do mesmo dia em que dez policiais, acusados de participação nos crimes, foram presos e transferidos para a região metropolitana de Salvador. Genísia Oliveira apresentou o para-choque do carro com as marcas dos tiros e contestou as declarações do secretário.
‘Ele foi incauto quando disse que a perícia do meu veículo não constatou nenhum tiro. O tiro não foi no veículo, foi na lataria do carro e essa retirada foi feita do veículo porque logo depois dos tiros meu marido bateu o carro, em virtude do susto que ele tomou. Para cautelar provas, nós tiramos a parte desse material da lataria do veículo, que está aqui conosco. Portanto, os dois tiros estão aí. Se foi atentado, se foi tentativa de assalto ou se foi uma brincadeira, eu não sei’, afirma a promotora.
O secretário César Nunes disse, por telefone, que só vai voltar a falar sobre o caso depois das provas que a promotora promete apresentar. O procurador-geral do estado, Wellington Lima e Silva informou que também vai esperar a conclusão dos laudos da perícia técnica para voltar a falar sobre o assunto.
Promotora contesta declarações de César Nunes
A peça do carro da promotora Genísia Oliveira, vítima de um suposto atentado em Vitória da Conquista vai ser periciada em Salvador. O carro dela foi atingido por tiros na madrugada da última terça-feira (4).
A promotora contesta a declaração feita pelo secretário de Segurança Pública, César Nunes, sexta-feira (7), ao BATV, de que não há indícios de que ela estaria sofrendo ameaças.
Os promotores do grupo de operações especiais do Ministério Público chegaram sexta-feira a Vitória da Conquista. A equipe veio apurar a denúncia de atentado contra a promotora Genísia Oliveira.
Dois soldados da assistência militar do Ministério Público também estão na cidade para fazer a segurança particular da promotora. Genísia Oliveira está à frente do inquérito que investiga a participação de policiais militares na morte de 11 pessoas e no desaparecimento de três adolescentes no mês de janeiro.
Na última terça-feira, véspera da prisão de dez policiais que teriam participação nos crimes, e que já foram transferidos para a região metropolitana de Salvador, a promotora teria sofrido um atentado.
Ontem, o secretário de Segurança Pública do estado falou sobre o caso. ‘Até agora, não há nenhuma evidência concreta, nenhuma evidência firme de que ela esteja sofrendo ameaças. Determinamos de imediato que ela fosse ouvida, que fossem ouvidas as testemunhas desse suposto atentado. O carro não tem marca de bala nenhuma. As diligências estão sendo realizadas também pela Polícia Civil de Conquista’, afirmou o secretário de Segurança.
A promotora Genísia Oliveira contestou as declarações do secretário e apresentou o para-choque do carro com as marcas dos tiros. ‘Ele foi incauto quando ele disse que a perícia do meu veículo não constatou nenhum tiro. O tiro não foi no veículo, foi na lataria do carro e essa retirada foi feita do veículo porque logo depois dos tiros meu marido bateu o carro, em virtude do susto que ele tomou. Para cautelar provas, nós tiramos a parte desse material da lataria do veículo, que está aqui conosco. Portanto, os dois tiros estão aí. Se foi atentado, se foi tentativa de assalto ou se foi uma brincadeira, eu não sei’, afirma a promotora.
O secretário de Segurança Pública César Nunes disse hoje, por telefone, que vai esperar pelas provas que a promotora vai apresentar para voltar a falar sobre o assunto.
O procurador geral do estado, Welligton Lima e Silva, disse que também vai esperar a conclusão dos laudos da perícia técnica para voltar a falar sobre o assunto.
fonte site: iBahia

Gays: A geração tolerância

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da Revista Veja
Os adolescentes e jovens brasileiros começam a vencer o arraigado preconceito contra os homossexuais, e nunca foi tão natural ser diferente quanto agora. É uma conquista da juventude que deveria servir de lição para muitos adultos
Apresentar boletim escolar com notas ruins, bater o carro novo da casa, arrumar inimizade com o vizinho já são situações difíceis de enfrentar diante do tribunal familiar, com aquela atemorizante combinação de intimidade com autoridade dos pais. Imagine parar ali diante deles e dizer a frase: “Eu sou gay”. Não é fácil para quem fala, menos ainda para quem ouve. As mães se assustam, mas logo o amor materno supera o choque do novo. Os pais demoram mais a metabolizar a novidade. A orientação sexual ainda é e vai ser por muito tempo uma questão complexa e tensa no seio das famílias. Isso muda muito lentamente. O que mudou muito rapidamente, porém, foi a maneira como a homossexualidade é encarada por adolescentes e jovens no Brasil. Declarar-se gay em uma turma ou no colégio de uma grande cidade brasileira deixou de ser uma condenação ao banimento ou às gozações eternas. A rapaziada está imprimindo um alto grau de tolerância a suas relações, a um ponto em que nada é mais feio do que demonstrar preconceito contra pessoas de raças, religiões ou orientações sexuais diferentes das da maioria.

Longe do estereótipo: “Sempre tive atração por meninas, só que morria de vergonha de me aproximar delas e revelar o que sentia. Precisei de alguns anos para aceitar, eu mesma, a ideia. Foi na internet que consegui arranjar a primeira namorada. Quando a coisa ficou séria e eu quis levá-la a minha casa, contei a meus pais, que, como era esperado, sofreram. Meus amigos também já sabem que sou homossexual. No começo, estranharam. Nunca me enquadrei no estereótipo da menina gay, masculinizada, mas não tenho dúvida quanto à minha opção. O melhor: depois de um processo difícil, isso acabou se tornando natural para mim e para todos à minha volta.” Harumi Nakasone (sentada à esq.), 20 anos, estudante de artes visuais em Campinas
Esses meninos e meninas estão desfrutando uma convivência mais leve justamente em uma fase da vida de muitas incertezas, quando a aceitação pelos pares é decisiva para a saúde emocional e mental. Isso é um avanço notável. Por essa razão talvez, a idade em que um jovem acredita que definiu sua preferência sexual tem caído. Uma pesquisa feita pelas universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uerj) e de Campinas (Unicamp) tem os números: aos 18 anos, 95% dos jovens já se declararam gays. A maior parte, aos 16. Na geração exatamente anterior, a revelação pública da homossexua-lidade ocorria em torno dos 21 anos, de acordo com a maior compilação de estudos já feita sobre o assunto. À frente do levantamento, o psicólogo americano Ritch Savin-Williams, autor do livro The New Gay Teenager (O Novo Adolescente Gay), resumiu a VEJA: “O peso de sair do armário já não existe para os jovens gays do Ocidente: tornou-se natural”.
Os jovens que aparecem nas páginas desta reportagem, que em nenhum instante cogitaram esconder o nome ou o rosto, são o retrato de uma geração para a qual não faz mais sentido enfurnar-se em boates GLS (sigla para gays, lésbicas e simpatizantes) – muito menos juntar-se a organizações de defesa de uma causa que, na realidade, não veem mais como sua. Na última parada gay de São Paulo, a maior do mundo, a esmagadora maioria dos participantes até 18 anos diz estar ali apenas para “se divertir e paquerar” (na faixa dos 30 o objetivo número 1 é “militar”). A questão central é que eles simplesmente deixaram de se entender como um grupo. São, sim, gays, mas essa é apenas uma de suas inúmeras singularidades – e não aquela que os define no mundo, como antes. Explica o sociólogo Carlos Martins: “Os jovens nunca se viram às voltas com tantas identidades. Para eles, ficar reafirmando o rótulo gay não só perdeu a razão de ser como soa antiquado”. Ícone desses meninos e meninas, a cantora americana Lady Gaga os fascina justamente por ser “difícil de definir o que ela é”. São marcas de uma geração que, não há dúvida, é bem menos dada a estereótipos do que aquela que a precedeu. Diz, com a firmeza típica de seus pares, a estudante paulista Harumi Nakasone, 20 anos: “Nunca fiz o tipo masculino nem quis chocar ninguém com cenas de homossexualidade. Basta que esteja em paz e feliz com a minha opção”.

A mãe torce para que ele ache um bom companheiro “Aos 16 anos, quando contei à minha mãe que preferia os homens às mulheres, ela ficou possuída de raiva. Eu achava que a notícia não causaria tanta comoção. Não havia aberto o jogo sobre minha sexualidade, mas tinha certeza de que minha mãe já desconfiava. Nunca levava garotas em casa nem falava delas. O dia em que contei tudo, no entanto, foi um divisor de águas para nós dois. A relação ficou muito tensa. É interessante como a coisa, depois, vai sendo assimilada. Ela abandonou o sonho de me ver chefe de uma família tradicional e, no lugar disso, passou a sonhar com um bom companheiro para mim. Isso ainda não aconteceu. Hoje, no entanto, minha vida é ótima. Não escondo das pessoas de que mais gosto o que realmente sou.” Gabriel Taverna, 19 anos, estudante de São Paulo
A tolerância às diferenças, antes verificada apenas no ambiente de vanguardas e nas rodas intelectuais e artísticas, está se tornando uma regra – especialmente entre os escolarizados das grandes cidades brasileiras. Uma comparação entre duas pesquisas nacionais, distantes quase duas décadas no tempo, dá uma ideia do avanço quanto à aceitação dos homossexuais no país. Em 1993, uma aferição do Ibope cravou um número assustador: quase 60% dos brasileiros assumiam, sem rodeios, rejeitar os gays. Hoje, o mesmo porcentual declara achar a homossexualidade “natural”, segundo um novo levantamento com 1?500 adolescentes de onze regiões metropolitanas, encabeçado pelo instituto TNS Research International. O mesmo estudo dá outras mostras de como a maior parte dos jovens brasileiros já se conduz pela tolerância em vários campos: 89% acham que homens e mulheres têm exatamente os mesmos direitos e em torno de 80% se casariam com alguém de outra raça ou religião. “À medida que as pessoas se educam e se informam, a tendência é que se tornem também mais intransigentes com o preconceito e encarem as questões à luz de uma visão menos dogmática”, diz a psicóloga Lulli Milman, da Uerj. Foi o que já ocorreu em países de alto IDH, como Holanda, Bélgica e Dinamarca. Lá, isso se refletiu em avanços na legislação: casamentos gays e adoção de crianças por parte desses casais são aceitos há anos. No Brasil, onde não há leis nacionais como essas, a apreciação fica sujeita a cada tribunal.

Recém-saídos do armário: Reprimidas durante anos, celebridades das mais diversas áreas resolveram vir a público nos últimos meses para assumir-se gays com estardalhaço: da esquerda para a direita, a cantora gospel Jennifer Knapp, o jogador de rúgbi galês Gareth Thomas e o cantor Ricky Martin
Ainda que o preconceito persista em alguns círculos, atingiu-se um estágio de evolução em que professá-lo se tornou um gesto condenável pela maioria – um sinal de progresso no Brasil. Nas Forças Armadas, onde a aversão a gays sempre se pronunciou em grau máximo (apesar de o regimento interno repudiar a perseguição aos homossexuais), a diferença é que, agora, quando surge um caso desses entre os muros do Exército, o assunto logo suscita indignação. Ocorreu com um general que, neste ano, veio a público posicionar-se contra a presença de gays nas Forças Armadas. Sob pressão, precisou retratar-se. Recentemente, o lutador de vale-tudo Mar-celo Dourado, 38 anos, surgiu no programa Big Brother Brasil, da Rede Globo, dizendo que “homem hétero não pega aids”. Além de uma bobagem, a declaração foi tachada de preconceituosa – e a Globo precisou ocupar seu horário nobre com as explicações do Ministério da Saúde sobre o tema. Mesmo que às vezes usados como bandeira por bandos de militantes paparicados por políticos em busca de votos, pode-se dizer que tais episódios apontam para uma direção positiva. Afirma o filósofo Roberto Romano: “A experiência mostra que o desconforto com o preconceito cria um ambiente propício para que ele vá sendo exterminado”.

Não era uma fase: “No início da adolescência, já me sentia atraída por meninas. Aluna de um colégio de freiras, havia crescido ouvindo que o amor entre pessoas do mesmo sexo era algo imperdoável, mas nunca vi a coisa assim. A mim, parecia natural. Aos 14, até tentei namorar um menino. Não funcionou. Um ano depois, quando me apaixonei de verdade por uma garota, resolvi contar a meus pais. Minha mãe repetia: ‘Calma que passa, é uma fase’. A aceitação da ideia é um processo lento, que envolve agressões de todos os lados e decepção. Sei que contrariei o sonho da minha família, de me ver de grinalda e com filhos, mas a melhor coisa que fiz para mim mesma foi ser verdadeira. Por que me sentir uma criminosa por algo que, afinal, diz respeito ao amor?” Amanda Rodrigues, 18 anos, estudante de artes visuais no Rio de Janeiro

OS GAYS NA ARTE: Homossexualidade contida na tela de Caravaggio (à esq.) e escancarada na taça romana do século I
A notícia de que um filho é homossexual continua a causar a dor da decepção a pais e mães (descrita pela maioria dos ouvidos por VEJA como “a pior de toda a vida”). Com pavor de uma reação violenta do pai, meninos e meninas preferem, em geral, contar primeiro à mãe. “Quando meu filho me disse que gostava de meninos, sabia que os velhos sonhos teriam de ser substituídos por algo que eu não tinha a menor ideia do que seria”, relata a analista financeira paulista Suerda Reder, 41 anos. É com o tempo que a vida vai sendo reconstruída sob novas expectativas. Dois anos depois da revelação, o namorado de Victor, filho de Suerda, frequenta sua casa sem que isso seja motivo de constrangimento. Muitos pais já compreendem (com algumas idas e vindas) que, ao apoiar os filhos, estão lhes prestando ajuda decisiva. “Quando a própria mãe trata o fato com naturalidade, a tendência é que o preconceito em relação a ele diminua”, diz a estilista gaúcha Ana Maria Konrath, 55 anos, em coro com uma nova geração de mães – também mais tolerantes. O que elas sabem por experiência a ciência em parte já investigou. Segundo um estudo americano, conduzido pela Universidade Estadual de São Francisco, jovens gays que convivem em harmonia com os pais raramente sofrem de depressão, doença comum entre vítimas de preconceito.

Assumidos, mas discretos: “Aos 15 anos, depois de alguns flertes com meninos e nenhuma relação com meninas, conheci meu atual namorado. Apaixonado e angustiado por viver escondido, achei que não havia outro caminho senão abrir a questão para os meus pais. Até hoje, não falamos muito sobre o assunto, mas eles já aceitam a situação, e até levo o Leandro para dormir lá em casa. Às vezes, andamos de mãos dadas, mas não trocamos beijos em público. Não preciso ficar expondo minha sexualidade. Prefiro as boates que meus amigos, gays ou não, frequentam ao circuito GLS.” Victor Guedes, 19 anos, produtor de moda (à esq.), com o namorado Luiz Leandro Caiafa, 20, estudante de ensino técnico no Rio de Janeiro

“Nunca me escondi”: “Cheguei a beijar garotas, mas foi só quando troquei o primeiro beijo com um menino, aos 14 anos, que senti uma emoção real. Era tão claro para mim que resolvi contar a meus amigos mais próximos da escola que era gay. A princípio, eles estranharam. Cheguei a ser alvo de olhares tortos e gritos de ‘bicha’, mas logo passou. Quando contei a meus pais, no ano passado, eles no fundo já sabiam. Nunca me preocupei em levar garotas para casa só para me passar pelo que não era. Também não tenho necessidade de ficar me reafirmando gay na frente dos outros. Isso é bobo demais. Para mim, é só mais uma de minhas características.” Hector Gutierrez, 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio numa escola particular de Minas Gerais
Um conjunto de fatores ajuda a explicar o fato de a atual geração gay ser mais livre de amarras – alguns de ordem sociológica, outros culturais. Um ponto básico se deve à sua aceitação por outros adolescentes. Para esses jovens, o conceito de tribo perdeu o valor, como chamou atenção o antropólogo americano Ted Polhemus, por meio de suas pesquisas. Ele apelidou essa geração de “supermercado de estilos” – ou só “sem rótulos”. Nesse contexto, não há mais lugar para algo como o grupo em que apenas ingressam os gays ou os negros, algo que as escolas brasileiras já ecoam. Antes fonte de tormento para alunos homossexuais, alvo de piadas, quando não de surras e linchamentos, o colégio se tornou um desses lugares onde, de modo geral, impera a boa convivência com os gays. Um sinal disso é que a ocorrência de casos de bullying por esse motivo tem caído gradativamente. “É também mais comum que eles andem de mãos dadas no recreio, sem ser importunados, ou que se tornem líderes de turma”, conta a pedagoga Rita de Cássia, da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Os próprios colégios reconhecem que, no passado, conduziam a questão à sombra de certo preconceito. “Se surgia um aluno gay, tratava-se imediatamente o assunto como um problema, e os pais eram logo chamados”, lembra Vera Malato, orientadora no Colégio Bandeirantes, em São Paulo. “Hoje a postura é apenas dar orientação ao aluno se for preciso.”
Para boa parte dos jovens gays de hoje, a vida subterrânea nunca fez sentido. Diz o produtor de moda carioca Victor Guedes, 19 anos: “Desde que ficou claro para mim que meu interesse era pelo sexo masculino, não pensei em esconder isso dos meus pais. Só esperei a hora certa para abrir o jogo, com todo o tato”. É gritante o contraste com as gerações anteriores, às quais lança luz o livro Cuidado! Seu Príncipe Pode Ser uma Cinderela (a ser lançado pela editora Best Seller), das jornalistas Consuelo Dieguez e Ticiana Azevedo. O conjunto de depoimentos ali reunido revela o sofrimento diário enfrentado por políticos, diplomatas e figurões do mercado financeiro que nunca saíram do armário.

“Meus sonhos precisaram ser reconstruídos”: “Acho que toda mãe percebe, a contragosto e com dor, quando seu filho é gay. Sempre tive certeza disso em relação ao Igor, mas alimentava esperanças de que ele mudasse. Cheguei a rezar anos a fio por um milagre. No dia em que meu filho finalmente se abriu comigo, aos 17 anos, fiquei sem chão. Passado o choque, entendi que meus sonhos em relação a ele precisariam ser completamente reconstruídos. Não escondo mais de ninguém que meu filho é homossexual. Sinto que o fato de uma mãe tomar essa iniciativa ajuda a espantar o preconceito. Sempre que arranja um namorado, ele frequenta a minha casa e saímos juntos. Meu filho está feliz. Não é isso que todos nós buscamos?” Ana Maria Konrath, 55 anos, estilista gaúcha, mãe de Igor Konrath, 20, estudante de comunicação social
Ao longo da última década, a indústria do entretenimento tem refletido, de forma acentuada, as mudanças culturais em relação à sexualidade. Na televisão, nunca houve tantas séries retratando o universo gay. Entre as produções de maior sucesso, figuram o seriado americano Glee, que tem como um dos protagonistas um adolescente recém-assumido gay para o pai, e The L Word,sobre um grupo de lésbicas atraentes e chiques de Los Angeles. Nas novelas brasileiras, os homossexuais já não são mais tratados de maneira tão caricatural. “É possível exibir na TV a vida comum de casais gays sem que isso provoque a rejeição do público, como no passado. Hoje, esses personagens fazem o maior sucesso”, analisa Manoel Carlos, autor da atual novela das 8,Viver a Vida. Isso não só ajuda a levantar o diálogo sobre a homossexualidade em casa como ainda minimiza a resistência a ela. O rol de celebridades que se assumem gays também cumpre, em certo grau, esse papel. O último a deixar o armário foi o cantor porto-riquenho Ricky Martin, autor do sucesso Livin’ la Vida Loca, que, aos 38 anos, declarou ser gay em tom profético: “Hoje aceito minha homossexualidade como um presente que a vida me deu”.
A atual geração jamais espera tanto. A idade precoce com que os gays trazem à tona sua orientação sexual chama a atenção dos especialistas. Aos 16 anos, estão ainda na adolescência – uma fase de experimentação e dúvidas. Pondera a doutora em psicologia Ceres Araujo: “Esperar que essa escolha seja eterna para todos é uma simplificação. O que dá para afirmar é que esses jovens têm grande propensão de seguir se relacionando com pessoas do mesmo sexo”. Para eles, a homossexualidade está longe de ter a conotação negativa de tantos outros períodos da história. Durante as trevas da Inquisição, arremessavam-se os gays à fogueira. Na Inglaterra do século XIX, eles eram considerados nada menos que criminosos. Em 1895, num dos mais famosos julgamentos de todos os tempos, o escritor irlandês Oscar Wilde, homossexual assumido, foi acusado de sodomia e comportamento indecente. Penou dois anos na prisão. Na Hollywood dos anos 50, o agente do galã Rock Hudson arranjou, às pressas, um casamento de fachada para o ator, com uma secretária. Às voltas com fofocas sobre sua homossexualidade, ele corria o risco de perder contratos. Só em 1985, aos 59 anos e vitimado pela aids, doença que o mataria naquele ano, Hudson se assumiu gay. Num cenário inteiramente diferente, os novos gays não precisam mais passar por esse tormento. Resume o estudante mineiro Hector Gutierrez, 17 anos – típico da geração tolerância: “O dia em que eu contei a verdade a todos foi o primeiro em que me senti realmente livre e feliz”.

Ele conta tudo no Twitter: “Solitário, aos 14 anos resolvi dividir com a minha irmã aquilo que já era muito claro para mim: gostava de meninos, e sabia que isso decepcionaria minha família. Ela chorou, disse que logo essa fase passaria, e o pior: contou para todo mundo. Minha família chegou a me encaminhar ao psicólogo. Depois, à igreja. Não foi fácil, mas o alívio de compartilhar a situação me transformou em outra pessoa. Pouco falo sobre meus namoros, e agiria da mesma forma se eles fossem com meninas. Fico, no entanto, bem à vontade para falar de minha vida amorosa no Twitter, no qual tenho mais de 1 700 seguidores. De onde menos se espera às vezes ainda vem uma agressão gratuita, mas a coisa está mudando para melhor.” Lucas El-Osta, 17 anos, estudante do 2º ano do ensino médio no Rio de Janeiro
União estável de homossexuais
O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para decidir, pela primeira vez na história, sobre o mérito de uma questão controversa: o regime jurídico das uniões estáveis previsto no Código Civil poderá ser estendido aos casais homossexuais. Os ministros julgarão uma ação proposta pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que sugere o reconhecimento legal da união estável de casais de gays e lésbicas. A ação já recebeu parecer favorável da Advocacia-Geral da União, em junho. Não caberá aos ministros decidir se duas pessoas do mesmo sexo têm o direito de viver juntas, o que já é uma realidade no país, mas sim se as leis brasileiras devem tratar tal relacionamento da mesma maneira como fazem com um homem e uma mulher. Entenda a atual situação dos casais gays no país – e o que pode mudar caso a ação seja aprovada.
1. O que propõe a ação movida por Cabral??
A ação, uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental, pede que o casamento entre homossexuais seja considerado união estável. Assim, a união estável de pessoas do mesmo sexo teria, diante da Lei, o valor de uma união entre parceiros heterossexuais. Os casais homossexuais passariam a ter direito, por exemplo, a pensão em caso de morte do cônjuge, pensão alimentícia e herança. Cabral optou por esse tipo de ação porque, de acordo com ele, o tratamento diferenciado aos casais gays é um desrespeito à Constituição. A ação afirma que os princípios constitucionais violados são a igualdade, a liberdade e dignidade da pessoa humana, além da segurança jurídica.

2. Essa forma de união pode ser considerada casamento?
Não, já que não se trata apenas de uma equiparação plena de direitos. Ainda assim, é muito próxima disso. Caso aprovada, a proposta seria um dispositivo legal que garantiria aos gays seu reconhecimento como casal, mas não lhes daria as mesmas garantias que os casados têm, como a permissão para adotar o sobrenome do companheiro. Ainda assim, é um grande avanço, tendo em vista que, atualmente, a união entre homossexuais juridicamente não existe nem pelo casamento, nem pela união estável, e configura apenas sociedade de fato – ou seja, em caso de separação, por exemplo, as uniões gays não são julgadas em varas de família, mas em varas cíveis, apenas para tratar da divisão de bens. A união homossexual é tratada, basicamente, como um acordo comercial.
3. É a primeira vez que uma ação desse tipo chega ao STF?
Não. Em 2006, chegou ao Supremo uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Associação Parada do Orgulho Gay, que contestava a definição legal de união estável: “entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família”, segundo o artigo 1.723 do Código Civil. A ação não chegou, no entanto, a ser julgada no mérito. Ela foi extinta pelo seu relator, o ministro Celso de Mello, por razões técnicas. Mello indicou como instrumento correto para tratar da questão uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental, e não uma Adin. O ministro também disse que a união homossexual deve ser reconhecida como entidade familiar e não só como “sociedade de fato”.
4. O que diz a legislação brasileira a respeito da união entre homossexuais?

O GALÃ E A DIVA: O ator Rock Hudson (à esq.), que manteve casamento de fachada, e Lady Gaga, atual ícone dos jovens gays
No Brasil, a diversidade de sexo é exigida para configurar união estável. A Constituição Federal, em seu artigo 226, parágrafo 3º, estabelece que “para efeito da proteção do estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. Já o Código Civil, em seu artigo 1.723, reconhece como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família. Em nenhum momento a união entre homossexuais é citada.
5. Quais direitos os casais do mesmo sexo já possuem no Brasil?
Alguns tribunais brasileiros já firmaram jurisprudência em conceder a casais homossexuais direitos em relação à herança (metade do patrimônio construído em comum pode ficar para o parceiro); plano de saúde (inclusão do parceiro como dependente); pensão em caso de morte (recebimento se o parceiro for segurado do INSS); guarda de filho (concessão em caso de um dos parceiros ser mãe ou pai biológico da criança) e emprego (a opção sexual não pode ser motivo para demissão).
6. Quais as principais diferenças, em termos jurídicos, de casais hétero e homossexuais que mantenham uniões estáveis?
Os casais gays não são reconhecidos como entidade familiar, mas sim como sócios. Isso faz com que, em caso de emergência, um homossexual não possa autorizar que seu marido ou esposa seja submetido a uma cirurgia de risco. Além disso, casais do mesmo sexo não podem somar renda para aprovar financiamentos, não somam renda para alugar imóvel, não inscrevem parceiro como dependente de servidor público, não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação, não têm licença-maternidade para nascimento de filho da parceira, não têm licença-luto (para faltar ao trabalho na morte do parceiro), não têm usufruto dos bens do parceiro, não têm direito à visita íntima na prisão, não fazem declaração conjunta do imposto de renda e não podem deduzir no IR o imposto pago em nome do parceiro.
7. Há estados em que a união civil homossexual é reconhecida?
Sim. No Rio Grande do Sul, os cartórios trabalham desde 2004 com uma norma que possibilitou aos casais homossexuais com algum tipo de união estável fazer um registro nesse sentido. Nesse estado, processos que envolvem relações homossexuais são julgados pela Vara de Família. Já o Rio de Janeiro foi, em 2007, o primeiro estado a conceder pensão a parceiros e parceiras de homossexuais.
8. Como o governo lida com a questão do homossexualismo?
O governo lançou em 2006 o programa Brasil sem Homofobia, com o objetivo de combater a violência e a discriminação contra homossexuais. O programa apóia projetos de fortalecimento de instituições públicas e não-governamentais que atuam na promoção da cidadania homossexual e no combate à homofobia, além de capacitar profissionais e ativistas que atuam na defesa dessas pessoas. Em 2004, o Brasil apresentou nas Nações Unidas uma resolução que classifica o homossexualismo como direito humano inalienável. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu, em 2008, a 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, em Brasília. Lula não possui, porém, um bom histórico em relação aos homossexuais — em 2000, o petista chamou a cidade gaúcha de Pelotas de “pólo exportador de veados”.
9. Há outros projetos de lei que regulamentam o casamento entre homossexuais?
Sim. Desde 1996, o Congresso tem entre seus projetos uma proposta, de autoria da ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy, que autoriza a parceria civil entre homossexuais no Brasil. Em todos esses anos, a proposta sequer chegou a ser votada. Caso fosse aprovada reconheceria, no papel, a união de casais do mesmo sexo, o que já existe na prática.
10. Em quais países o casamento gay é legalizado?
Na Holanda, desde 2001, os direitos de casamento valem para todos os cidadãos, sem distinção, no texto da lei, entre homossexuais e heterossexuais. Não há nem mesmo como saber quantos casamentos gays já foram realizados no país, já que os registros não dão conta se os noivos eram do mesmo sexo. A união civil entre gays também é aceita na Bélgica, no Canadá, na França, na Espanha, no Uruguai, nos estados americanos de Massachusetts e Califórnia e na capital argentina, Buenos Aires.

Homenagem às Mães

BEBE

Para o bem recebido, provenha este de nossos semelhantes, de animais ou de coisas que rodearam ou rodeiam nossa existência, devemos guardar uma consciente gratidão. Com ela conseguiremos destruir a falsa gratidão, aquela que é tão comum e se limita a uma palavra ou uma frase expressada com maior ou menor ênfase. A gratidão consciente não necessita de expressões externas e contribui para fazer ditosa a existência, porque mediante ela se acaricia intimamente a recordação, identificando-a com a vida.
Deter por um instante, pois, o pensamento naqueles que nos proporcionaram um bem é render-lhes uma justa homenagem, da qual a alma jamais se arrepende, especialmente porque nesses instantes a própria vida parece adquirir outro conteúdo, e o ser, como se uma força titânica, sublime e cheia de ternura o impulsionasse, sente-se disposto a ser mais bondoso e melhor. Por acaso, na circunstância de tributar essa homenagem de gratidão, não se experimenta uma nova ventura, ao sentir que o fato revivido forma parte da própria vida? Totalmente contrário é o que acontece com os que, seguindo outra conduta, desprezam aquele ou aqueles que lhe fizeram um bem, sem perceberem que com isso vão mutilando suas existências, ao truncarem tenros brotos que poderiam mais tarde se transformar em ramalhetes de flores.
A gratidão, como sentimento de imponderável valor, parece ser um dos tantos segredos que o ser humano deve descobrir, para extrair dele esse bem que geralmente se busca ali onde não está e que, encontrado, se desvaloriza e se esquece.

Trechos extraídos de artigo da Coletânea da Revista Logosofia, tomo 2, p. 229

MAMOGRAFIA DEMORA 2 ANOS EM VITÓRIA DA CONQUISTA

O caos na saúde pública de Vitória da Conquista (509 km de Salvador) tem punido quem depende de marcação de consultas e atendimento de média complexidade. Além de ser obrigado a aguardar por até dois anos por atendimento, os pacientes são discriminados em clínicas conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo pacientes, o fato de madrugar na fila ou ser um dos primeiros a chegar ao local do exame não garante o chamado, já que a ordem obedecida pelas atendentes beneficia os que pagam em dinheiro, seguidos dos conveniados e, por fim, pacientes do SUS. Uma paciente, que prefere não ser identificada, comprovou ter esperado mais de dois anos por um exame de mamografia. “Fiz a marcação dia 28 de fevereiro de 2008 no Posto de Saúde Régis Pacheco e só fui atendida dia 3 de março deste ano”, conta. “Disseram que é assim mesmo. O atendimento só é feito quando surge uma vaga. Estou com outro exame marcado, ultrassonografia, e temo que passe pelo mesmo problema de novo”, conclui. As informações são do A Tarde online.

JOÃO CARLOS CAVALCANTE CEDE A PRESSÕES E DEIXA CHAPA DE GEDDEL

foto do doutor com doutor gildasio

JC afirma ter se chateado com o mundo político
O empresário João Carlos Cavalcanti comunicou nesta sexta-feira (7) ao Bahia Notícias que decidiu não disputar mais as eleições deste ano. Ele iria concorrer a deputado federal, depois de ser cotado para vice e senador na chapa do PMDB, mas não resistiu às pressões de empreendedores, parentes e políticos. “Estou saindo definitivamente. Primeiro porque tive uma reunião com uns empresários americanos que exigiram que eu retirasse a candidatura para ingressar em um grande projeto que cria um fundo mundial de commodities de mineração. Segundo que os meus sócios brasileiros também pediram que eu saísse da política. Terceiro, os meus familiares que não gostavam da ideia e quarto que havia muitos empresários que diziam que eu iria para Brasília criar um lobby do setor de mineração no Congresso”, enumerou. De acordo com JC, ele foi convencido de que teria como contribuir de forma mais efetiva com o Brasil e a Bahia com a sua atividade profissional. Embora não quisesse falar do desgaste com as lideranças peemedebistas, ele admitiu que ficou “muito chateado com a política”. “No mundo empresarial o que se acorda se cumpre. A quantidade de prefeitos, deputados estaduais e federais que me procuravam era demasiada. Parecia que eu ia coligar com a Bahia inteira”, lamentou. Apesar disso, ele descarta que tenha se afastado da política terminantemente. “Ainda tenho planos para 2014”, projetou. Cavalcanti comunicará a decisão na segunda-feira (10) ao presidente do partido, Lúcio Vieira Lima, ao pré-candidato ao Palácio de Ondina, Geddel Vieira Lima, e ao senador César Borges (PR).

PAULO SOUTO MANDA RECADO PARA FERNANDO GOMES

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Fernando Gomes
O pré-candidato a governador da Bahia pelo DEM, Paulo Souto, mandou um recado ao seu correligionário ex-prefeito de Itabuna Fernando Gomes, que declarou apoio ao peemedebista Geddel Vieira Lima, na corrida pelo Palácio de Ondina. Em entrevista ao site O Trombone, Souto preferiu não entrar em detalhes sobre uma possível expulsão do itabunense da legenda, mas disse que Gomes deve analisar direito a história. “Itabuna sabe exatamente o trabalho que eu fiz aqui, inclusive quando ele era prefeito, nas duas vezes. Acho até que, se ele pensar um pouco, vai entender de que lado ele deve ficar nessas eleições”, anunciou.
(Gusmão Neto)