A Gente diz

Lula cobra de ministros plano integrado de combate ao crack

Brasília – Preocupado com o aumento do consumo de crack no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou hoje (9) dos ministros da Justiça, Luiz Paulo Barreto, da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, José Gomes Temporão, além do secretário nacional de Política Sobre Drogas, Paulo Roberto Uchôa, que apresentem, em 15 dias, um plano integrado de combate ao consumo e o tráfico da droga.

De acordo com o ministro da Justiça, a apreensão da pasta base de cocaína – usada para produzir as pedras de crack – cresceu de 500 quilos, em 2008, para 4,5 mil quilos em 2009. Barreto informou que o presidente pediu que as ações realizadas separadamente pelos ministérios sejam sistematizadas.

Segundo o ministro, proporcionalmente, a apreensão de crack foi maior do que outros tipos de droga, como a maconha e cocaína. “Quantitativamente, as apreensões de maconha e de cocaína ainda são maiores. Agora, houve esse aumento mais significativo [de crack], entre 2008 e 2009”, disse o Barreto acrescentando que, em 2010, até o mês de março, os números permanecem semelhantes aos registrados no ano passado.

De acordo com o ministro, a integração das políticas antidrogas deverá trazer um resultado mais eficaz no combate ao crack. “Vamos poder usar médico do Programa Saúde da Família, identificar o uso do crack no primeiro momento e dar aos usuários um atendimento na rede de saúde. Poderemos também fazer a prevenção nas escolas.”

Edição: João Carlos Rodrigues Ivan Richard

Repórter da Agência Brasil

“O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.”

O futuro do PT – Lúcia Hipólito

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.

Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposicão brasileira.

Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT… Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.

Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.

O PT lançava e elegia candidatos, mas não “dançava conforme a música”. Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.

O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.

Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.

Tudo muito chique, conforme o figurino.

E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidencia da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.

A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plinio de Arruda Sampaio Junior.

Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.

Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida Frei Betto.

E agora, bem mais recentemente, o senador Flavio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.

Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.

Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.

Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.

Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando beneficios para os seus.

Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Alem do governo federal, naturalmente.

É o triunfo da pelegada.

Por Lucia Hippolito
O Globo.com

O caminho é este, aponta Aercio Neves e, José Serra confirma:”Ninguém deve esperar que joguemos estados do Norte contra o Sul, urbano contra rural, azuis contra vermelhos, indústria contra serviço, comércio contra agricultura. É deplorável que haja gente que, em nome da política, tente dividir o Brasil.”

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– Adriano Ceolin e Marcelo Diego

O ex-governador José Serra (SP) se lançou neste sábado pré-candidato a presidente da República batendo na tecla da união, tanto a partidária como a dos eleitores. Seu discurso, que não citou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi permeado pelo bordão de que o País “pode mais”. “Quero ser o presidente da união”, declarou o tucano.

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Serra durante lançamento de candidatura em Brasília

Em 59 minutos de fala, Serra disse que o “governo deve servir ao povo, não a partido, não a corporações que não representam o interesse público”.

“Ninguém deve esperar de mim disputa de ricos e pobres. Quero todos lado a lado na construção de um país justo. Ninguém deve esperar que joguemos estados do Norte contra o Sul, urbano contra rural, azuis contra vermelhos, indústria contra serviço, comércio contra agricultura. É deplorável que haja gente que, em nome da política, tente dividir o Brasil. O nós contra eles não cabe numa nação. Lutamos pela união dos brasileiros, não pela divisão. Vamos trabalhar somando, nunca dividindo, nunca excluindo”, afirmou o tucano.

José Serra, 68, se lançou pré-candidato em evento realizado pelo PSDB em um centro de convenções em Brasília. O encontro teve a presença de governadores tucanos e parlamentares de diversas siglas. Discursaram o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), o presidente do PPS, Roberto Freire, o ex-governador de Minas Aécio Neves e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Estratégia de Lula

Serra não citou o PT, nem diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência. Suas declarações foram entendidas como uma contraposição ao discurso petista, que tem por estratégia comparar gestão de FHC com a de Lula, presidente com altos índices de popularidade, e que recentemente expôs a tese da divisão do país devido as duas candidaturas.

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Aécio durante lançamento da candidatura de Serra

“Governo deve servir ao povo, não a partido, não a corporações que não representam o interesse público. Deve unir sempre a união. Ninguém deve esperar de mim disputa de ricos e pobres. Quero todos lado a lado na construção de um país justo.”

“Se o povo permitir, vamos governar com todos e todas. Chamar ao diálogo. Valorizar o talento, a honestidade e o patriotismo, ao invés de indagar o partidarismo. Minhas convicções partidárias sempre estiveram comprometidas com a unidade do país”, reafirmou.

Serra ainda procurou exaltar a unidade do partido em torno de um projeto nacional. O tucano foi candidato a presidente em 2002, quando acabou derrotado por Lula em segundo turno. Na ocasião, o partido rachou e mesmo membros de partidos aliados desembarcaram da sua candidatura.

“Não temos problema com passado”

Dizendo que iria fazer um discurso mais emocional, Serra elencou suas realizações na vida pública e denotou que irá priorizar investimentos em educação, saúde e infraestrutura, caso seja eleito presidente.

O tucano também defendeu, por diversas vezes, o legado de FHC. “Não temos problemas com nosso passado, não temos mal-entendido com nosso passado”, disse.

Na sua fala, também, citou possíveis contraposições em relação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “Democracia e estado de direito são valores universais, inegociáveis. Honestidade, caráter, verdade, coerência, brio profissional, perseverança, soa essenciais no exercício do poder. Que ninguém se engane sobre minhas crenças e meus valores.”

Serra voltou a comentar ataques de adversários como “falanges do ódio” e disse que na campanha a cada mentira será devolvida uma verdade.

O discurso do tucano relembrou seu passado, exaltou a memória de seu pai, sua trajetória na vida pública e ainda listou exemplos de, segundo ele, quais mudanças deveriam ocorrer no país. Citou necessidade de mais investimentos em educação, de mais ênfase na segurança pública, no reposicionamento do Brasil na diplomacia internacional – criticando veladamente o apoio do Brasil a países com regime não-democrático. “Não tem operário morrendo de fome por greve de discorrer do regime”.

Durante suas palavras, Serra citou o escritor Guimarães Rosa e o poeta, músico e escritor Vinicius de Moraes. O encontro do PSDB reuniu cerca de 4.000 pessoas e terminou ao som do jingle de campanha cujo refrão era “Serra é do bem”.

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Geddel, Wagner,Borges e Souto iniciam semana enredados, diz Tribuna

Deu na coluna Raio Laser, da Tribuna: “A montagem das chapas com que os candidatos ao governo da Bahia pretendem disputar as eleições de outubro ganhou ontem um novo fio eletrizante depois que parte da imprensa noticiou que o senador César Borges (PR) teria decidido marchar com o peemedebista Geddel Vieira Lima, fato posteriormente desmentido pelo republicano. O fato é que, apesar das promessas de dias anteriores, nenhum dos três postulantes ao Palácio de Ondina – o governador Jaques Wagner (PT) à frente, além do próprio Geddel e do candidato Paulo Souto (DEM) – avançou no anúncio de seus companheiros de chapa nem Borges fez o movimento derradeiro, dando a entender para a opinião pública que os quatro permanecem enredados num jogo de negociações aparentemente longe de um termo final. Resta aguardar, porque novidades, certamente, ocorrerão até a semana que vem.”

TSE aprova Resolução nº 23.191 que liberar a realização de debates político-eleitorais entre candidatos na internet

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Decisão do TSE sobre web é histórica

Mais uma vez a Justiça Eleitoral reafirmou o caráter de território livre da internet para a expressão de ideias. Ontem (8.abr.2010), sob a presidência do ministro Carlos Ayres Britto, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou uma mudança no texto da Resolução nº 23.191 para liberar a realização de debates político-eleitorais entre candidatos na internet. Eliminou assim, de uma vez, a equiparação da rede mundial de computadores a emissoras de rádio e televisão para esse fim. Todas as menções restritivas à internet foram eliminadas.

Como se sabe, no Brasil, há várias regras restritivas para realização de debates eleitorais em rádio e em TV (aliás, algum dia alguém poderá argumentar a inconstitucionalidade dessas normas). O fato é que essas determinações continuam valendo, mas não se aplicam mais à web.

A decisão de ontem do TSE foi unânime e aprovada por sugestão do ministro Arnaldo Versiani, relator das resoluções que regulam as eleições deste ano e 2010.

A principal alteração da Resolução nº 23.191 se refere ao artigo 30, cuja redação inicial era: “Inexistindo acordo, os debates, inclusive os realizados na internet ou em qualquer outro meio eletrônico de comunicação, deverão obedecer as seguintes regras:”. Seguia-se então um rosário restritivo. Agora, esse artigo 30 passou a ter a seguinte redação: “Inexistindo acordo, os debates transmitidos por emissora de rádio ou televisão deverão obedecer as seguintes regras:”. Ou seja, as normas passam a valer só para emissoras de rádio e de TV.

Ao retirar qualquer regra imposta para debates na web, o TSE alinhou sua resolução a várias determinações legais recentes. A mais importante consta da ementa (resumo) do julgamento da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 130 no STF (Supremo Tribunal Federal), que considerou inconstitucional a lei 5.250, de 1967, a chamada Lei de Imprensa em uma decisão de 30.abr.2009. Eis o trecho mais relevante a respeito da web: “Silenciando a Constituição quanto ao regime da internet (rede mundial de computadores), não como se lhe recusar a qualificação de território virtual livremente veiculador de ideias e opiniões, debates, notícias e tudo o mais que signifique plenitude de comunicação”.

Mais claro, impossível.

Mas não fosse essa decisão do STF já suficiente, o Congresso tentou novamente manietar a internet por meio da aprovação da lei 12.034, em 29.set.2009, que regula as eleições de 2010. Havia ali uma tentativa inconstitucional de equiparar a web ao rádio e à TV para efeito de realização de debates eleitorais. O dispositivo foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em sua mensagem de veto ao sancionar a lei, Lula escreveu: “A internet é, por natureza, um ambiente livre para a manifestação do pensamento, sendo indevida e desnecessária a regulamentação do conteúdo relacionado à atividade eleitoral em vista da existência de mecanismos legais para evitar abusos. Ademais, a equiparação da radiodifusão com a rede mundial de computadores é tecnicamente inadequada, visto que a primeira decorre de concessão pública.

Tudo somado, deu-se um enorme avanço institucional na direção de liberar o uso livre da internet durante períodos eleitorais no Brasil. Ainda falta muito, mas debates eleitorais, pelo menos, já estão liberados. A democracia, penhorada, agradece.

Informações da uol Fernando Rodrigues,

O ALUGUEL E A PROLE Vésperas de eleições majoritárias, o prefeito local era correligionário e amigo do governador, tinha a pretensão de instalar uma agência do banco do estado na sua cidade, fez ciente ao governador esse desejo e recebeu sinal verde desde que conseguisse um imóvel adaptável e no centro da cidade.

ANIVERSÁRIO BRUMADO E ALAB 153[1]Artigo

O ALUGUEL E A PROLE

Vésperas de eleições majoritárias, o prefeito local era correligionário e amigo do governador, tinha a pretensão de instalar uma agência do banco do estado na sua cidade, fez ciente ao governador esse desejo e recebeu sinal verde desde que conseguisse um imóvel adaptável e no centro da cidade.

Dentre os imóveis apresentados foi escolhido, até por injunções políticas, o de Oflávio Torres mais conhecido por Flavinho.  Os trâmites legais foram cumpridos e a obra teve início com inauguração antes da realização do pleito, rendendo dividendos eleitorais para o prefeito, o governador e os políticos que gravitavam em torno destes.

O contrato fora feito atendendo às exigências do locador quanto ao prazo e a sua renovação, essa era uma das cláusulas exigidas além dos preceitos legais vigentes.

Quando da renovação do contrato a agência local se disse impossibilitada de fazê-lo, vez que o contrato foi feito em Salvador pela sede do banco e, dessa forma, só a diretoria podia renová-lo.

Diante desse impasse o proprietário, que era amigo do presidente da Assembléia Legislativa, solicitou agendasse uma entrevista com o presidente do banco para tratar do assunto, porquanto, reivindicava uma revisão contratual em conformidade com o mercado pela defasagem do aluguel.

Depois de agendada a entrevista o assessor do presidente da Assembléia Legislativa levou pai e filho até a sede do banco e, após serem revistados, mantiveram contato com o presidente que os encaminhou para o diretor de agências do interior.

Lá, Oflávio fez as suas ponderações e, dentre elas, disse ao diretor que o aluguel precisava ser atualizado, porquanto, tinha 85 (oitenta e cinco) filhos para criar e dependia dessa renda para cumprir as suas obrigações.

O diretor que ficou surpreso com a declaração do proponente possuir tantos filhos procurou ao filho se o pai estava brincando ou se a revelação era verídica, tendo desse a confirmação da veracidade do fato.

Por não ter filhos e, diante do fato inusitado apresentado, ligou para a esposa dizendo estar presente o Sr. Oflávio, pessoa do interior, que veio para solucionar problemas de seu interesse e que o referido senhor lhe contara que tinha oitenta e cinco filhos, um caso inédito, em sua opinião, e deu à esposa a oportunidade de uma conversa já que eles não tiveram a graça de conceber um rebento.

Perante tais informações, falou com seu Oflávio e depois dos cumprimentos de praxe terminou por pedir um dos filhos dele para criar e a resposta desencantou a mulher, pois o protagonista disse que só daria de seis filhos em diante que um só não lhe convinha.

O contrato fora realizado por um valor que satisfez às partes. Pela cordialidade do encontro saíram de lá com cheque especial do estabelecimento bancário com limite a nível de diretoria, uma quantia bastante superior ao da agência que não tinha autonomia para tanto.

Folclore ou não, Flavinho, dava asas à imaginação das pessoas quando o assunto era perguntado sobre a veracidade de tantos filhos. Sempre respondia que a sua turma era produto de várias mulheres que possuiu calando a curiosidade do inquiridor indiscreto, com isso, alimentava a difundir a sua concupiscência.

Certa feita uma moça, hoje senhora casada, contou que a fama de conquistador de Oflávio lhe causava medo, quando o via, ela corria para o outro lado da rua, porquanto, disseram-lhe que ele tinha “olho de lobo” e ao fixar numa mulher esta era atraída pela força do seu olhar e terminava como sua presa. Segundo ela, ele era visto como o bicho-papão das mulheres sugestivas.

Bem, “Quem tem fama… deita na cama”.  Muitos vêem Oflávio, apenas pelo lado negativo ou intuitivo de preconceitos deletérios e se esquecem das atividades de valores positivos feitos pelo engrandecimento da cidade onde mourejava pautado no trabalho e no engrandecimento social, político, religioso, comercial, esportivo e cultural, feitos com dedicação, produtos da inteligência peculiar do seu entendimento e perspectivas futuristas. Expectativa  de que Brumado era a cidade do futuro desejado.

Não está em poder das pessoas explicarem o comportamento dos indivíduos, essa é uma dimensão social da vida humana, eles agem por livre arbítrio e têm o direito de escolher o que acha justo segundo o seu propósito e compromisso de vida. Coisas do destino.

O indivíduo é responsável pela qualidade moral de vida que constrói na sociedade e pelo tipo de relações humanas que exerce sem transferência de seus atos para outrem.

Antonio Novais Torres

[email protected]

Brumado, 8 de março de 2010.

Morreu nas primeiras horas de hoje a Sra. Maria Amélia Santos, ex-primeira-dama da Bahia e esposa do ex-governador e ex-reitor Roberto Santos, considerado uma das pessoas mais íntegras da política baiana, da qual estava afastado. A Sra. Maria Amélia, como primeira-dama, na segunda metade dos anos 70, teve uma participação ativa na gestão do seu marido, atuando na área de filantropia. Será sepultada às 16h de hoje no Cemitério Jardim da Saudade.Tratava-se de uma pessoa muito respeitada e querida dos baianos.

Senador César Borges deve anunciar apoio a Geddel nas próximas horas

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Informações chegadas há pouco da capital  baiana nos dão conta de que o Senador César Borges (PR) deve anunciar nas próximas horas seu apoio ao candidato do PMDB a governador, Geddel Vieira Lima, contrariando todas as previsões feitas até agora, que davam como certo que se associaria ao projeto de reeleição do governador Jaques Wagner (PT). Borges teria tomado a decisão nesta madrugada, depois de uma demorada reunião com as bancadas federal e estadual do PR, cuja posição teria sido decisiva para a escolha política do senador.  Borges deve ligar agora pela manhã para o governador Jaques Wagner a fim de avisá-lo da decisão, em respeito, inclusive, ao alto nível das conversas que vinham mantendo até agora. Dirá que não podia fechar o acordo com ele esquecendo da eleição dos deputados, como queria o PT.

Lula defende Geddel nas acusações de repasses

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Depois de lamentar a tragédia que aconteceu no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou os críticos que acusaram o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), de ter canalizado a maior parte de recursos do Programa de Prevenção e Preparação para Desastres para a Bahia, terra natal de Geddel (que pretende concorrer ao governo estadual). “Eu acho pobre é que as pessoas esperam acontecer uma desgraça dessa magnitude para ficar tentando fazer joguinho político pequeno”, disse o presidente Lula.

Lula disse que sugeriu ao ex-ministro que procure o Tribunal de Contas da União (TCU) para reclamar da denúncia contra ele e exigir provas das denúncias. “Não é possível, em função de uma desgraça que se abate, fazer uma leviandade. É uma leviandade de quem falou”, disse. O TCU recebeu denúncia de que municípios da Bahia receberam mais repasses do programa de prevenção para desastres e que o Rio de Janeiro teria recebido apenas 1% das verbas destinadas pelo Ministério.

Neste momento, segundo o presidente, o primeiro a ser feito é se solidarizar com o povo do Rio e “pedir a Deus que a chuva pare no Rio e em São Paulo e que vá para o Nordeste”. Lula contou que conversou com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e com o de Niterói, Jorge Roberto Silveira (PDT), e avisou a eles “que o governo federal está totalmente disposto a fazer o que for preciso, o que tem de ser feito para ajudar o Rio”.

Lula confirmou que será assinada uma Medida Provisória com liberação de verba emergencial de R$ 200 milhões. O presidente disse ainda que, quando acontece uma tragédia como essa, tem de esperar parar de chover para fazer um levantamento real das necessidades. Ele disse que conversou com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, e pediu que quatro mil casas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sejam repassadas para o Programa Minha Casa, Minha Vida para atender as necessidades das pessoas que moram em área de risco.

Segundo o presidente, é preciso aumentar o nível de consciência dos dirigentes para que eles não permitam que as pessoas mais pobres construam suas casas em áreas de encosta ou em beira de córrego. “Quando acontece uma desgraça, não aparece o responsável que deixou as pessoas irem para as encostas. Se tivesse cuidado no começo… quando tem uma casa, pode cuidar. Quando tem mil, vira problema social e não se consegue mudar mais nada”, disse. Informações Jornal A Tarde

Fala Bahia, Fala Geddel: Nunca se enganou tanto a Bahia

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O governo estadual insiste em usar a propaganda como forma de esconder o seu real desempenho ao longo dos últimos 3 anos. Trata-se agora da campanha em que o governo afirma que “nunca se trabalhou tanto na Bahia”. O meu partido, o PMDB, entrou com representação junto ao Ministério Público Eleitoral.

São poucos os empregos formais

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A propaganda é contestada por números oficiais da própria SEI, órgão da Secretaria do Planejamento do Estado e do CAGED- Cadastro Geral de Empregados e Desempregados que mostram uma realidade bem distante do que afirma a propagada.

No ano passado, a Bahia aparece em sexto lugar no Brasil em geração de empregos formais. Porém, cai para a 23ª colocação quando o número de se refere à geração de vagas per capita. Em 2009, apenas 13,7% da população baiana possuia emprego formal, ou seja, com carteira assinada.

No Nordeste, a Bahia só não perde nesse quesito para o Piauí.  A Bahia, além disso, tem criado sistematicamente menos empregos formais que Ceará e Pernambuco. Os números mostram que  a Bahia criou 6,48 vagas por mil habitantes nos últimos doze meses encerrados em fevereiro, enquanto Ceará criou 8,89 e Pernambuco, 6,55.

Então é essa a Bahia na qual nunca se trabalhou tanto?

Números não podem ser contestados

Cansado de ver o dinheiro público sendo gasto em propaganda enganosa, o PMDB baiano entrou com uma representação junto ao Ministério Público Eleitoral contra propaganda ilícita do governo do estado “Nunca se trabalhou tanto na Bahia” e acaba de obter liminar nesta representação.

Naturalmente nem eu, nem o PMDB, nem a Bahia toleram mais ver o dinheiro público continuar sendo utilizado para veicular conquistas que não existem.

O mérito da questão foi julgado pelo   Procurador Regional Eleitoral, Sidney Pessoa Madruga, em irretocável parecer, datado do último dia 5 de abril.

O pronunciamento do Procurador começa ao concordar que as peças publicitárias  violam o princípio da impessoalidade, ressaltando que “além de configurar evidente propaganda antecipada, a conduta ilícita torna-se ainda mais grave porque a publicidade é veiculada com o pretexto de promover propaganda institucional, custeada com recursos públicos”.

O Procurador observa que a peça faz comparações entre a atual gestão e a anterior com o objetivo de atribuir qualidades ao governador que é candidato à reeleição: ”A comparação extrapola os objetivos da legítima publicidade institucional, prestando-se muito mais a exaltar o grupo político atualmente no poder em detrimento de adversários do que levar à população informações de relevância pública”.

Ao acolher a representação do PMDB, o Procurador Sidney Madruga chama a atenção para que “os instrumentos de marketing hoje utilizados por determinados políticos como forma de divulgação antecipada e ilícita de suas pré-candidaturas representa um grande desafio à Justiça Eleitoral”.

A propaganda não combina com a realidade

A simples análise das palavras do Procurador é suficiente para confirmar o que todos estão vendo: milhões de reais em propaganda para esconder a realidade.

Mas, é oportuno observar outro aspecto, não menos importante.

Enquanto os números oficiais mostram outra coisa e enquanto o Procurador Regional Eleitoral desqualifica a propaganda, no site da agência que elaborou a campanha publicitária do governo do estado, encontramos o seguinte texto: “Sobram motivos para comemorar o sucesso da campanha, afinal foram 170 mil empregos gerados até agora. Esse número representa o maior crescimento do emprego já registrado em nosso Estado em 3 anos. São empregos formais: carteira assinada, garantia de direitos trabalhistas e previdenciários.”

É muito desprezo pela história da Bahia, é muita falta de respeito com o cidadão baiano. Não vamos permitir que isto continue acontecendo. A Bahia precisa de trabalho, dedicação, desenvolvimento e igualdade social.

A Bahia não precisa de propaganda enganosa.

Dicas de Saúde – Sonnar – Dormir de Barriga para Cima é mais Seguro

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Dormir de Barriga para Cima é mais Seguro

Uma questão totalmente cultural, que diverge opiniões no Brasil, diz respeito à posição correta do bebê dormir. Pesquisas indicavam que a maior parte, entre mães, vovós e bisavós, colocava o bebê para dormir de lado ou de bruços, e que em nosso país a orientação mais indicada era posicionar o bebê de lado.

Entretanto, estudos foram aplicados em vários países, como os Estados Unidos, atestando para a posição ‘barriga para cima’ ser a correta, por terem comprovado a redução considerável da morte súbita com esta orientação. No Brasil, somente em 22 de junho de 2009, foi lançada uma campanha mais intensiva pela Pastoral da Criança (com o apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria, Ministério da Saúde, Unicef e Criança Esperança), em que orienta as mães sobre esta forma correta para o sono dos bebês. Desta vez, a pesquisa aqui mesmo no país, feita pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) demonstrou – também como a pesquisa feita nos Estados Unidos – que colocar o bebê para dormir de barriga para cima reduz em até 70% o risco de morte súbita, uma das principais causas de mortes de crianças menores de um ano.

Entretanto, mesmo após esses dados e a forte campanha da Pastoral da Criança, há uma resistência por parte dos pais e avós quanto a este posicionamento. Segundo a pediatra Mary Borba Freire¹, “a posição supina – conhecida popularmente como a posição de barriga para cima – evita sobremaneira a Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL)”, que é a morte súbita e inesperada, durante o sono, de criança com menos de 1 ano de idade, em que a história clínica, o exame físico, a necropsia e o exame do local do óbito não demonstram a causa específica do mesmo.

Por que somente a posição supina é indicada para o sono do bebê?

Dormir de barriga para cima favorece a criança a despertar diante de qualquer alteração no bem estar, por isso, é errado acreditar que esta posição pode fazer com que o bebê afogue ou se asfixie com o próprio vômito. Ao contrário disso, nesta situação, e com a posição, por instinto, o bebê tende a tossir – protegendo-se da aspiração -, e com isso chama atenção dos pais.

Já a Posição barriga para Baixo (de bruços, ou posição prona), faz com que o bebê respire o mesmo ar que ele já expirou, além de reduzir o reflexo de despertar, mesmo diante de algum fator de desconforto.

De acordo com Mary Borba, “o decúbito lateral (ou seja, a posição de lado) não pode ser considerado seguro – apesar de menor risco que a posição prona -, já que durante a noite, com a movimentação, o bebê pode virar de barriga para baixo, aumentando o risco de aspiração e morte súbita”.

Dados indicam ainda que além do posicionamento, os bebês que convivem com fumantes, ou dormem na mesma cama com os pais têm maiores chances de sofrer a síndrome da morte súbita do lactente. O período de maior incidência da síndrome está entre 2 a 5 meses de vida.
PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES (da Sociedade Brasileira de Pediatria)²

Vômito: Se o bebê vomitar, e estiver de barriga para cima, a tendência é tossir e chamar a atenção dos pais. Se estiver de bruços ou de lado, pode aspirar ao vômito.

Superaquecimento: Evite agasalhar demais o bebê na hora de dormir, pois isso dificulta os movimentos, e pode superaquecê-lo.

Inclinação: A inclinação da cama não precisa ser mais do que 5%. Deixe os braços para fora da coberta para evitar que o bebê deslize e fique sufocado pelo cobertor.

Objetos Decorativos: Deixe o berço livre de almofadas, travesseiros, “cheirinhos”, pelúcias e outros brinquedos, pois eles podem dificultar a respiração.

Veja mais no site da sonnar – WWW.sonnar.com.br

Cresce o número de pessoas com plano de saúde no país, aponta IBGE 31.03

Cresceu de 24,5% (2003) para 26,3% (2008) o número de pessoas com algum tipo de plano de saúde no país, revela a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) -Suplemento Saúde-, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no Rio.

Segundo o estudo, um quinto dos planos de saúde são bancados integralmente por empregadores. Já na área rural o percentual de segurados cai para 6,7%, contra 29,7% nas cidades.

A pesquisa mostra ainda que 63,2% da população com rendimento domiciliar maior que cinco salários mínimos tinha plano de saúde há dois anos.

A maioria dos segurados (14,5%) pagava entre R$ 100 e R$ 200 de mensalidade. E pelo menos 4,5 deles gastavam mais de R$ 500.

FONTE: FOLHA ONLINE