Relatório preliminar divulgado ontem pela Controladoria Geral da União (CGU) sobre o uso de recursos repassados pela União ao governo do Distrito Federal (GDF) aponta indícios de irregularidades que somam R$ 495 milhões. Entre 2006 e 2009, o GDF recebeu R$ 27 bilhões em repasses da União. O G1 tentou contato com o governo do DF, mas não obteve retorno.Os principais problemas apontados no relatório da CGU são pagamentos indevidos, superfaturamento de obras e licitações e a retenção de verbas que deveriam ser investidas pelo governo do Distrito Federal em obras de urbanização de favelas, recuperação de rodovias, ampliação do metrô, além de investimentos em saúde e educação. Informações do G1.
Senador BORGES RECHAÇA ACORDO SEM PROPORCIONAIS
A falta de um acordo que contemple a montagem de uma chapa para a disputa na proporcional (para eleger os candidatos a deputados federais e estaduais) ainda é o principal entrave para a formalização da aliança entre o PR do senador César Borges com o PT do governador Jaques Wagner. “Queremos ser recebidos como parceiros”, cobrou nesta segunda-feira (5), em Brasília, o senador César Borges. “Como presidente do PR na Bahia, tenho responsabilidade partidária. Nossas bancadas têm que ser no mínimo reeleitas e se possível reforçadas”, salientou. Desta forma, Borges reitera a sua posição de não aceitar a exclusão do PR numa eventual formação de chapas proporcionais. O senador destaca que o Wagner “não fechou as portas” e que a liderança do processo dentro do PT é do governador, “e ele está interessado em avançar”. Para o presidente estadual do PCdoB, deputado federal Daniel Almeida, o “chapão” para a disputa federal deverá provocar um desequilíbrio em favor dos partidos de centro nas chapas proporcionais. “O melhor cenário é ter mais de uma chapa para deputados federais. Por exemplo, uma reunindo os partidos de esquerda, e a outra com os de centro”, disse Almeida. A presidente do PSB na Bahia, deputada federal Lídice da Mata, concorda com Almeida, porque a aliança “aumenta a linha de corte”, mas ela assegura que seu partido está disposto a analisar a questão. “Como não temos candidatos em número suficiente para sairmos sozinhos, nossa tendência é estarmos numa chapa com outros. É um remédio inevitável”, conforma-se. Informações do A Tarde.
Cresce movimento na base do governo baiano contra chapão

Com a demora na definição da indicação de César Borges para candidato ao Senado na chapa de Jaques Wagner (PT) cresceu imensamente nas últimas horas o movimento entre deputados de partidos aliados ao governo e do próprio PT contra a aliança com o PR presidido pelo senador para a chapa proporcional (de deputados).
O principal argumento deles é de que, com a cada vez mais distante perspectiva de Borges de fechar um acordo com os candidatos do DEM, Paulo Souto, e do PMDB, Geddel Vieira Lima, o governo “vacila” em buscar se submeter à pressão do senador para selar a coligação proporcional com o PR.
“O PR nacional já fechou apoio a Dilma, Geddel diz que não quer mais Borges, o mesmo diz o DEM. Para onde Borges vai agora, se não for para a chapa de Wagner?”, questiona um petista de alto coturno na Assembleia Legislativa, observando que o governador ainda não percebeu que estaria na hora de “virar o jogo” contra Borges.
Por virar o jogo, ele entende uma decisão de Wagner no sentido de aceitar apenas o senador, como sempre foi o desejo do PT, vetando a coligação do PR com seu partido para a chapa de deputados. “De muito boa, a situação de Borges e do PR ficou muito ruim. Agora, eles só terão coligação para deputado por generosidade do PT”, disse o mesmo petista.
Segundo ele, não teria sido por outro motivo que o deputado estadual Capitão Tadeu, um socialista que não comunga exatamente com a cartilha do governo, apesar de a presidente de seu partido, Lídice da Mata, estar praticamente fechada como outra candidata ao Senado na chapa de Wagner, teria atacado ontem na Assembleia a aliança com o PR.
“O que o PR e César Borges não perceberam é que o senador deixou de ser a vedete das eleições. A fila andou. Agora, ele não tem alternativa, senão a chapa de Wagner ou não vai concorrer. Portanto, nenhum partido quer mais dar coligação na proporcional ao PR, como já estava praticamente acontecendo”, disse um oposicionista agora há pouco ao Política Livre.
Ele relatou ter conversado com o deputado Capitão Tadeu ontem à tarde. Teria saído convencido de que, quando se posicionou contra a aliança com o PR, o parlamentar do PSB não teria falado apenas em seu nome exclusivamente. “Não posso dizer que Tadeu foi aconselhado por ninguém a criticar a aliança. Mas ele não está sozinho”, revelou.
Blog de César Borges
Palanques múltiplos são problema
Depois de deixar a Casa Civil para poder cuidar oficialmente de sua campanha presidencial, a petista Dilma Rousseff sabe que uma de suas prioridades será pacificar os aliados em pelo menos cinco Estados estratégicos eleitoralmente. Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Maranhão terão aliados governistas em choque direto, o que poderá comprometer o desempenho da candidata.
Juntos, esses cinco Estados representam cerca de 35,3% do eleitorado nacional, ou um contingente de 46,8 milhões de votos. Se os aliados de Dilma estivessem unidos, teriam mais capacidade para transferir seu prestígio regional para a candidata petista. Divididos, criam constrangimentos para Dilma e para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que precisarão redobrar a cautela para evitar crise entre os aliados por conta de uma eventual preferência dada a algum desses candidatos em detrimento de outros. Informações da Agência Estado.
Bento XVI pede que humanidade passe por “conversão espiritual e moral”
O Papa Bento XVI pediu neste domingo, 4, que a humanidade passe por uma “conversão espiritual e moral” para sair de uma “crise profunda”, que precisa de mudanças, começando pela consciência individual. Essa foi a mensagem de Páscoa pronunciada da sacada da praça de São Pedro do Vaticano diante de milhares de fiéis.
O Sumo Pontífice não fez qualquer menção aos escândalos que afetam a Igreja Católica da Europa e dos Estados Unidos por padres pedófilos, nem à polêmica provocada pelo sermão de sexta-feira do pregador da Casa Pontifícia, que comparou os ataques à igreja ao antissemitismo e pediu desculpas neste domingo.
O Papa recebeu mais uma vez a solidariedade pública de toda a hierarquia católica, que considera injustas as críticas a sua atitude quando era cardeal e agora como pontífice. “A humanidade necessita de um êxodo, que consista não apenas em retoques superficiais, mas em uma conversão espiritual e moral”, clamou Bento XVI.
“Precisa da salvação do Evangelho para sair de uma crise profunda e que, por consequência, pede mudanças profundas, começando pelas consciências”, acrescentou Bento XVI pouco antes de pronunciar a benção “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo).
Na mensagem, na qual mencionou os conflitos que o mundo sofre, do Oriente Médio até a África, condenou o aumento do narcotráfico e enviou uma mensagem de solidariedade às populações do Haiti e do Chile, países abalados por terremotos devastadores no início do ano. “Que a Páscoa de Cristo represente, para aqueles países latino-americanos e do Caribe que sofrem um perigoso recrudescimento dos crimes relacionados com o narcotráfico, a vitória da convivência pacífica e do respeito do bem comum”, pediu o Papa na mensagem “Urbi et Orbi”.
“Que a querida população do Haiti, devastada pela terrível tragédia do terremoto, realize seu ‘êxodo’ do luto e do desespero a uma nova esperança, com a ajuda da solidariedade internacional”. “Que os amados cidadãos chilenos, assolados por outra grave catástrofe, enfrentem com tenacidade, e sustentados pela fé, os trabalhos de reconstrução”. Também mencionou os conflitos na África, em particular Congo, Guiné e Nigéria, e condenou as perseguições de cristãos no Paquistão e no Iraque.
O Papa concluiu a mensagem com a saudação de “Feliz Páscoa” em 65 línguas, entre elas aramaico e latim.
Internet rápida já chegou a 66% das escolas da rede pública do país
A Câmara dos Deputados votará nesta semana o Projeto de Lei 1481/07, do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que torna obrigatório até 2013 a universalização do acesso às redes de informação, inclusive a internet, em estabelecimentos de ensino de todo o país. A medida deve ser aplicada em estabelecimentos públicos e particulares de educação básica e superior.
A proposição altera a lei que institui o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para estipular que 75% dos recursos arrecadados pelo Fundo, de 2008 a 2013, sejam aplicados no acesso às redes digitais. Os senadores haviam decido que o projeto seria votado com urgência. Mesmo assim, ele foi retirado da pauta na semana passada. Informações do Jornal do Brasil.
“A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável.” (Kathleen Norris)
Ministro da Justiça diz que acabou a impunidade no Brasil
O ministro Luiz Paulo Barreto (Justiça) acha que só a História julgará os acontecimentos que culminaram com a crise que corrói o poder no Distrito Federal, mas alerta: “Acabou no Brasil a época da impunidade”. Ele garante que haverá mudança radical na segurança do Rio, com foco dos programas federais na capacitação e no reaparelhamento, para substituir a política de confronto pela prevenção. Informações do Jornal do Brasil.
Importantes figurões da política desistem de tentar a reeleição
Desilusão com a produtividade no Legislativo, o altíssimo custo das campanhas eleitorais, os financiamentos obscuros e o risco crescente de escândalos na classe política. Esses são os motivos alegados para que prestigiados senadores e deputados desistam de concorrer à reeleição este ano. Com história política notável e alguns com votos mais do que suficientes para tentar novos mandatos, eles seguem a trilha aberta pelo ex-governador e atual presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) e dizem que não têm mais entusiasmo para continuar na vida parlamentar. Na lista há nomes como os do líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC), do deputado mais votado do PSDB em 2006, Emanuel Fernandes (SP) e do secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo (SP). Informações da Folha.
Nome da deputada Marizete Pereira é apontado como opção na vice da chapa de Geddel, diz nota do jornal A tarde
“Marizete, Edmundo e Maia aparecem como novas opções para chapa de Geddel”
O jornal A Tarde de hoje diz que nos últimos dias o nome da deputada estadual Marizete Pereira (PMDB), mulher do vice-governador, Edmundo Pereira (PMDB), apareceu como opção para vice na chapa do candidato a governador do PMDB, Geddel Vieira Lima (Integração Nacional). O nome do próprio Edmundo é cogitado por Geddel, que pretende anunciar a chapa na semana que vem. Outro quadro peemedebista que surge como alternativa para o ministro é o presidente da União dos Municípios da Bahia, Roberto Maia, que teria o inconveniente, entretanto, de ser obrigado a renunciar ao cargo e à Prefeitura de Bom Jesus da Lapa na hipótese de aceitar entrar na disputa.
Rastreador ajuda a encontrar oficina de desmanche
O aparelho rastreador (GPS) instalado em um Fiat Uno levou a polícia a descobrir um esquema de desmanche e adulteração de veículos furtados na manhã de ontem. Quatro homens foram presos em flagrante na oficina em que o automóvel equipado com o dispositivo de localização estava, na Rua Clériston Andrade, em São Caetano.
O dono do veículo, um assistente administrativo de 20 anos, contou ter indicado a policiais militares da 9ª Companhia Independente (Pirajá) o local em que seu carro era mantido. Ao revistarem o estabelecimento, os policiais encontraram seis carros em processo de desmontagem e adulteração de características ou já adulterados – todos com restrição de furto. Informações do jornal A Tarde.
Em diálogo na Assembleia, peemedebista chama chapa de Wagner com César e Otto de “Herança maldita”
Um grupo de três deputados do PMDB conversava na terça-feira na Assembleia Legislativa descontraidamente quando um petista se aproximou, vangloriando-se do fato de o governador Jaques Wagner (PT) ter fechado o apoio de Otto Alencar e estar em vias de receber a adesão do senador César Borges (PR) à sua chapa: “Resolvendo a questão da disputa para deputado, Borges já está dentro. E voces, vão anunciar a chapa em junho, é?”, perguntou de forma irônica, sugerindo que o peemedebista Geddel Vieira Lima estivesse tendo dificuldades para escolher seus companheiros de campanha.
Tentando manter a indiferença, um dos peemedebistas retrucou com sarcasmo: “Ah, é verdade. Voces são muito rápidos mesmo. Soube que o governador já tem até o nome da chapa com Otto e César”.
Espantado, o petista não segurou a curiosidade: – Mas isso eu não sabia. Nome da chapa? Qual é?
Foi quando um dos peemedebistas que se mantinha calado e sério resolveu intervir: Ah, o nome da chapa é… o nome é…
– Herança maldita!, gritou o terceiro, em socorro do colega, levando os três a caírem numa sonora gargalhada.
Com jeito de quem não gostou da brincadeira, o deputado do PT deixou a conversa de fininho, sem contra-argumentar.





