A Gente diz

Pai e madrasta de Isabella chegam ao Fórum de Santana


Do G1,da Globo News

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, madrasta e pai da menina Isabella Nardoni, chegaram às 8h25 desta segunda-feira (22) ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, onde serão julgados pela morte da menina, ocorrida em março de 2008. Os dois deixaram as penitenciárias onde estão presos em Tremembé, a 147 de São Paulo, pouco antes das 6h30. Eles seguiram em dois carros separados, em comboio escoltado pela Polícia Militar.

O júri popular que começa às 13h desta segunda é previsto em crimes contra a vida, como homicídio, tentativa de homicídio e auxílio ao suicídio. Nele, cidadãos comuns escolhidos por sorteio decidem se os réus são culpados ou inocentes.

A poucas horas do início do julgamento, o pedreiro Gabriel dos Santos Neto, uma das testemunhas de defesa, ainda não foi localizado. Na época da morte de Isabella, ele chegou a dizer que um ladrão invadiu uma obra, que fica nos fundos do Edíficio London, onde o casal morava. Depois, ele negou tudo. O pedreiro não foi encontrado para receber a convocação do júri.

VICE VAI A JÚRI POPULAR POR MATAR PREFEITO

“o sorriso do largarto”

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Foto: Pimenta na Muqueca

O pastor Giovanni Lopes Gagliano, ex-viceprefeito  do município de Aurelino Leal, no sul do estado, acusado de ter mandado matar o prefeito Gilberto Ramos Andrade, no dia 7 de maio de 2007, para assumir o mandato, vai a júri popular. A decisão é do juiz Antonio Carlos Betacco, substituto da Comarca de Aurelino Leal, que julgou procedente a denúncia do Ministério Público (MP-BA) e decretou a sentença de pronúncia. Além dele, três outros implicados têm sentenças idênticas. Informa a coluna Tempo Presente, do Jornal A Tarde, que o envolvimento de Giovanni Gagliano no assassinato de Gilberto causou perplexidade na região. Gagliano era integrante do Comando Vermelho, tornou-se um pastor evangélico respeitado e querido, “do tipo que dava conselhos pessoais”. Na denúncia do MP consta que o ex-prefeito José Augusto Neto, outro acusado, quando tramava o crime, apresentou um cidadão a Gagliano como ‘um homem de Deus, mas já matou uns dez’.informações de Bahia Noticias

Transposição divide partidos na Bahia

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As obras de transposição do Rio São Francisco já foram motivo para jejuns públicos do bispo da diocese de Barra, dom Luiz Cappio, nos anos de 2005 e 2007, e ano de eleições não será propício para arrefecimento das polêmicas em torno do projeto. Orçadas em R$ 5,53 bilhões, as obras são tocadas pelo Ministério da Integração Nacional, mas a paternidade é disputada com vigor por PT e PMDB baianos: o interesse, claro, é fazer bonito no pleito de outubro.

A “salvação” do povo nordestino da seca será, sem sombra de dúvidas, utilizada em campanha, e peemedebistas, interessados na eleição do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), e petistas, buscando reconduzir Jaques Wagner para mais quatro anos no Palácio de Ondina fazem de tudo para mostrar com quem mais se parece a “criança”. “Tudo isso que o ministro Geddel está apresentando, fomos nós que desenvolvemos”, disse o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, referindo-se aos anos em que esteve na superintendência da Codevasf na Bahia (2003 a 2005) e na direção nacional de revitalização do Rio São Francisco, entre 2006 e 2008, também à frente da Codevasf.

O ministro Geddel ironizou a lembrança do petista. “Este é um debate medíocre. Eu sei o que estava no papel e o que não estava quando assumi o projeto em 2007. Agora eu convivi com ele (Jonas Paulo) quando ele era de escalão inferior na Codevasf e fazia até certa reverência quando me via. Ele não pode dizer que preparou nada”, disse. Mas numa questão não divergem: para conter as críticas da oposição, defendem que as obras de transposição, nos eixos Norte (até o Ceará) e Leste (até a Paraíba), podem ser concomitantes às ações de revitalização. Leia mais em A Tarde (para assinantes). Seções

Alucinação assassina

Tomar o chá alucinógeno da seita Santo Daime quando se tem um transtorno psíquico, afirmam especialistas, é o mesmo que jogar gasolina sobre um incêndio. Tudo indica que foi o caso de Cadu, o assassino do cartunista Glauco e de seu filho Raoni

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Kalleo Coura e Renata Betti

Montagem com fotos de Christian Rizzi/AGP/Folhapress e Marcos Mendes
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Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, assassino confesso do cartunista Glauco e de seu filho Raoni: alucinações levaram ao crime
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No universo das tragédias, há as do tipo previsível e as que fulminam suas vítimas com a imprevisibilidade de um raio. O assassinato do cartunista Glauco Vilas Boas, de 53 anos, e de seu filho Raoni Ornellas Vilas Boas, de 25 anos, cometido por Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, certamente não pertence à primeira categoria. Cadu, como é conhecido o criminoso confesso, nasceu em uma família de classe média alta de São Paulo e estudou nas melhores escolas da capital paulista. Morava em bairro nobre, frequentava os bares da moda, ia a baladas de black music e, segundo a família, nunca havia demonstrado comportamento violento. Os avós, com quem ele morava, sabiam que o neto usava maconha (“Como fazem hoje em dia 90% dos jovens”, disse Carlos Nunes Filho, o avô) e, embora lamentassem o fato de ele ter começado três faculdades sem terminar nenhuma (direito, artes visuais e gastronomia), não viam nisso mais do que uma indecisão em relação ao seu futuro profissional. Glauco e o filho Raoni tampouco tinham perfil ou comportamento que poderia ser classificado como “de risco” – nada que contribuísse para fazer deles vítimas potenciais de um assassinato. Nenhum dos dois tinha inimigos e ambos mantinham como ideário de vida a assistência ao próximo: drogados em busca de recuperação, no caso de Glauco, e comunidades indígenas isoladas, no caso de Raoni. Ainda assim, não se pode dizer que a tragédia ocorrida em Osasco no último dia 12 não deu pistas de que vinha se aproximando.

Nos últimos três anos, Cadu, de 24 anos, vinha exibindo claros sinais de que estava sofrendo de distúrbios psíquicos. Esse período, segundo seu pai, Carlos Grecchi, coincide com o tempo que o filho começou a frequentar o Céu de Maria, igreja fundada por Glauco e pertencente à seita Santo Daime, que mistura elementos do cristianismo, espiritismo e umbanda e prega o consumo de um chá com efeitos alucinógenos como forma de “atingir o autoconhecimento e a consciência cósmica”. O comportamento de Cadu, diz Grecchi, começou a se transformar quando ele passou a fazer uso da dimetiltriptamina (DMT), o princípio ativo presente na beberagem consumida por adeptos da seita. Por diversas vezes, tanto Grecchi como os avós de Cadu ouviram o jovem dizer que era a reencarnação de Jesus Cristo. Também por diversas vezes os parentes flagraram o jovem rezando, numa ocasião debaixo de chuva forte, para plantas que ele dizia serem reencarnações de entidades religiosas.

Gabriel Boieras
CULTO E “MIRAÇÃO”
A comunidade Céu do Mapiá, no Acre, abriga a sede da seita (à dir.). Ao lado, culto no Céu de Maria.
Quem vai tem de beber o chá

Às tentativas de levá-lo a um psiquiatra ou a uma clínica de internação, Cadu reagia com determinação e pavor. Dizia que não queria ficar como sua mãe, portadora de esquizofrenia. A esquizofrenia faz com que suas vítimas sejam acometidas por delírios e alucinações, em surtos que duram, no mínimo, um mês. Vozes e seres imaginários solapam a percepção da realidade. Falsas ideias de perseguição e possessão tornam a vida um pesadelo contínuo. A esses surtos se intercalam períodos de uma apatia profunda, marcados por lentidão de raciocínio e desordem de pensamento. O risco de desenvolver essa psicose sobe de 1% para 13% no caso de pessoas cujo pai ou mãe sofre do transtorno. Na família de Cadu, além da mãe, também uma tia-avó foi diagnosticada com esquizofrenia. Seu pai diz estar convencido de que o filho herdou a doença (veja entrevista abaixo). E começa aqui a parte em que a tragédia do Céu de Maria atravessa o campo do imponderável para adentrar o espaço aterrador das desgraças que talvez pudessem ter sido evitadas.

Grande parte dos portadores de esquizofrenia consegue levar uma vida razoavelmente normal desde que sob tratamento – que, além de medicação, inclui manter distância de certas substâncias. Como chás alucinógenos, por exemplo. A DMT aumenta a concentração no cérebro de três neurotransmissores: a serotonina, a noradrenalina e a dopamina. Como os portadores de esquizofrenia têm um aumento na atividade da dopamina, a sobrecarga dessa substância pode fazer com que eles percam a noção de realidade e tenham alucinações – estado que pode continuar mesmo depois que o efeito da droga termina. Em outras palavras, permitir que portadores de psicoses como a esquizofrenia bebam o chá da seita Santo Daime equivale a jogar gasolina sobre uma casa em chamas. Tudo indica que foi exatamente o que os seguidores da seita fizeram durante os três anos em que Cadu frequentou o local.

Ninguém duvida de que a igreja fundada por Glauco reúna homens e mulheres de boa vontade, ótimas intenções e um propósito louvável: o de ajudar a livrar os jovens das drogas, coisa que o próprio Glauco havia conseguido fazer consigo mesmo, segundo afirmava, graças ao Santo Daime. Se, no entanto, o que diz Grecchi, o pai de Cadu, não estiver distorcido pela dor e pelas circunstâncias, Glauco foi, sim, solicitado a não mais ministrar o alucinógeno a Cadu ainda em 2007. Por descuido ou desconhecimento acerca do estado de saúde do rapaz, ele não atendeu ao pedido. Em depoimento à polícia, Cadu afirmou que bebeu o chá todas as vezes em que foi ao Céu de Maria.

A DMT é proibida em quase todo o mundo. Ao lado do LSD e da mescalina, ela aparece na lista de drogas controladas na Convenção sobre Substâncias Psicotrópicas da Organização das Nações Unidas. Essa lista é seguida por 183 países, o Brasil incluído. A convenção, entretanto, não proibiu plantas ricas na substância, como a erva-rainha ou chacrona, que dá origem à beberagem do Daime. Isso permite a interpretação de que apenas a substância é proibida e a planta, que tem pequena concentração dela, não. No Brasil, em 1992, graças a uma campanha liderada por “ayahuasqueiros”, o Conselho Federal de Entorpecentes liberou o consumo do chá daimista “para fins religiosos”. Foi o primeiro de uma sucessão de erros que culminou com a consagração do chá como “bebida sagrada”, título concedido à substância alucinógena pelo estado brasileiro em janeiro passado. O advogado criminalista Fernando Fragoso considera a interpretação casuística. “Uma droga não deixa de ser droga se for consumida no meio de um ritual. A substância é lícita ou não é”, diz. A Associação Brasileira de Psiquiatria também já se manifestou contra a liberação do chá, sob o argumento de que não existem estudos suficientes para descrever em profundidade a ação no cérebro da DMT presente na beberagem.

De acordo com a família de Cadu, a última vez que ele ingeriu o chá foi por ocasião do Ano-Novo. Nesse período, conforme afirmou à polícia, Cadu já estava traficando maconha com o propósito de juntar dinheiro e comprar, por 1 900 reais, a arma com que matou suas vítimas. O propósito seria obrigar o cartunista e líder religioso a dizer a sua família que seu irmão mais novo, Carlos Augusto, seria a reencarnação de Jesus Cristo. A mãe de Cadu, Valéria Sundfeld Nunes, mora sozinha no bairro do Pacaembu, na zona oeste de São Paulo, mas é assistida de perto pelos pais, que a visitam duas vezes por dia. Ela trabalha em uma ótica, mas está há três meses afastada, segundo o patrão, por problemas de saúde. O avô de Cadu conta que ela reagiu à notícia da prisão do filho com apatia: “Parecia que haviam dito que ele tinha ido ao supermercado”.

Marlene Bergamo/Folha Imagem
MEDO
A viúva de Glauco, Beatriz Galvão (de camiseta clara), com a filha, Juliana; ao lado, Ipojucã, filho do cartunista, e a namorada de Raoni, Gersila: a família não quis voltar para casa e foi abrigada por amigos

Cadu foi preso na noite de domingo em Foz do Iguaçu (PR), depois de tentar atravessar a fronteira para o Paraguai, na Ponte da Amizade. Num Fiesta preto que havia roubado em São Paulo, disparou cerca de quinze tiros pelo para-brisa do carro em movimento contra os policiais federais que quiseram impedi-lo. Feriu um deles no braço e só parou do lado paraguaio da ponte ao ver que sua passagem estava trancada por outra barreira montada pelo país vizinho. Nesse momento, sem que ninguém lhe perguntasse, saiu do carro com os olhos esbugalhados, bradando: “Sou o Cadu. Fui eu que matei o Glauco”. Apesar da confissão, o crime ainda guarda pontos obscuros. O primeiro diz respeito ao papel de Felipe Iasi, o amigo que teria sido coagido a levar Cadu ao Céu de Maria na noite do assassinato. Por meio do rastreador instalado no carro do rapaz pela companhia de seguros, a polícia reconstituiu o trajeto que Iasi percorreu depois de deixar a casa de Glauco. A análise inicial mostrou que o itinerário de Iasi coincide, ao menos nos primeiros 8 quilômetros, com aquele percorrido por Cadu e revelado por meio do sinal do seu celular. Isso indicaria a possibilidade de Iasi ter dado cobertura ao amigo na fuga. Há ainda a possibilidade de Cadu ter omitido outra informação: em depoimento, ele diz que roubou o Fiesta no domingo de manhã e seguiu viagem. O rastreamento do veículo indica, porém, que, às 13 horas do domingo, o carro encontrava-se no Parque do Ibirapuera. A polícia vai investigar o que Cadu pode ter ido fazer lá. Por fim, há que esclarecer por que motivos o advogado e amigo da família de Glauco, Ricardo Handro, mentiu a respeito das circunstâncias em que se deu o crime. Ele chegou a dar detalhes à imprensa do que teria sido uma tentativa de sequestro seguida de homicídio. Sua versão só mudou quando se tornou insustentável diante dos fatos revelados pela polícia – entre eles o de que o assassino era conhecido das vítimas e frequentador da igreja Céu de Maria. Ele se defende dizendo que não havia falado com a mulher de Glauco quando divulgou sua falsa versão. A polícia considera o argumento pouco plausível.

Fred Chalub/Folha Imagem
MAIS SUSPEITO
Nova perícia policial sugere que o estudante Felipe Iasi deu cobertura à fuga de Cadu

As origens da seita Santo Daime estão ligadas à descoberta, pelos seringueiros do Acre, da ayahuasca, como os índios que viviam na Floresta Amazônica no século XIX chamavam o chá. Um dos primeiros a consumir a bebida, o seringueiro Raimundo Irineu Serra teria tido uma visão de Nossa Senhora, na qual ela ordenava que ele passasse a chamar o chá de santo-daime (a palavra viria da exortação “dai-me luz”) e criasse uma doutrina em torno dele. O ritual criado por Irineu e replicado em todo o país se desenrola da seguinte forma: o interessado em provar da ayahuasca passa por uma breve entrevista para que os “fardados”, os daimistas graduados, questionem suas motivações. Apenas em algumas igrejas se pergunta ao interessado se ele tem problemas psíquicos. Uma vez aceito, o calouro daimista pode participar do culto. Os participantes se sentam formando um círculo, os homens separados das mulheres. Cantam hinos de letra singela e repetitiva, que misturam referências cristãs e espíritas. Depois de algumas músicas, chega o momento do primeiro chá. As pessoas se organizam em fila e tomam meio copo do alucinógeno. Em geral, isso se repete quatro vezes. O culto pode durar até doze horas. Só recebem autorização para uma saída rápida do salão os que precisam vomitar, ocorrência que costuma afetar os daimistas de primeira viagem. Hoje, a seita tem mais de 100 igrejas em todo o país. Só a Céu de Maria tem 11 000 adeptos que tomam regularmente a DMT.

Na semana passada, uma entidade da Bahia chamada Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos entrou com uma petição no Supremo Tribunal Federal pedindo a liberação da maconha “para uso terapêutico e religioso”. Caso a petição seja aceita, são grandes as chances de outras drogas entrarem para o rol de “sagradas”. Tolerância em excesso, combinada com negligência na mesma medida e uma boa dose de vulnerabilidade, física ou emocional das partes envolvidas: eis uma boa receita para construir uma tragédia.

Claudio Rossi

“Ele só falava da igreja”

Alexandre Schneider
FOI O DAIME
Carlos Grecchi, o pai do jovem que matou Glauco: “O chá foi o fator desencadeante”

O comerciante Carlos Grecchi, pai de Carlos Eduardo, o assassino confesso de Glauco e Raoni, atribui o agravamento do estado psíquico de seu filho ao consumo do santo-daime. Na última quinta-feira, Grecchi, que vive em Goiás, falou a um grupo de jornalistas no escritório de seu advogado, em São Paulo.

DAIME E ESQUIZOFRENIA
“Para mim, o chá que Carlos Eduardo tomava no Céu de Maria foi o fator desencadeante de um surto psicótico – que, rezo a Deus, não se transformará numa esquizofrenia profunda. Eu sei como é um surto psicótico, porque convivi com a mãe dele, que tem esquizofrenia. O exame toxicológico feito nele deu positivo para maconha. Vocês acham que alguém que fuma maconha teria ficado daquele jeito? Agora, na Polícia Federal, ele não está usando drogas e continua alterado. Que droga teria um efeito tão prolongado?”

A FAMÍLIA “ACHOU LEGAL”
“Quando meu filho contou que estava frequentando a igreja, a família até achou legal. Mas, pouco tempo depois, ele começou a querer doutrinar os amigos. Só falava da igreja, chegou a ponto de rezar para as plantas, falando que elas eram encarnação de Jesus… Eu falei que ia ter de interná-lo. Ele se ajoelhou e pediu pelo amor de Deus para não interná-lo, porque não queria ficar igual à mãe”

ELE TAMBÉM EXPERIMENTOU
“No ano em que ele passou a frequentar a igreja, eu fui até lá e tomei o chá para saber o que meu filho estava tomando. É claramente alucinógeno. Você fica viajando, fora da realidade”

UM PEDIDO À IGREJA
“Tentei convencê-lo a não ir mais ao Céu de Maria. Em 2007, fui até lá pedir pessoalmente para que não o deixassem mais tomar o chá. O Glauco disse que não podia fechar as portas para ninguém. Minha mãe, que tem 80 anos, também foi reclamar, mas ofereceram o chá para ela”

O ÚLTIMO CHÁ
“No réveillon, meu filho foi até o Céu de Maria. Ele me ligou quando tentava voltar para casa, dizendo que estava morrendo. Eu o encontrei num estado lamentável, dentro do carro, em um barranco. Ele estava tremendo, suado, e havia urinado e defecado nas calças. Segurava o celular. Eu tinha ligado umas vinte vezes, e ele não conseguia atender. Levei-o para casa, e ele disse que havia exagerado um pouco no tal do chá”

Com reportagem de Marcelo Bortolotti, Igor Paulin e Thiago Mattos

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Esporte amador em Vitória da Conquista -Ba.CAMPEONATO INTERBAIRROS . GRANDE FINAL 21/03- DOMINGO NO CAMPO DO PACHECÃO (7 CAMPOS) JOGO DE VOLTA. JUREMA X ALVORADA – 10:00.

Estatística

N° EQUIPES N° JOGOS N° PONTOS N° VITORIAS SALDO DE GOLS GOL FAVOR

1º JUREMA 12 34 11 22 31

2º ALVORADA 12 24 07 06 16

3° QUINCAS BRITO 11 19 05 10 22

4° CONJ. DA VITORIA 11 17 05 -02 11

5° VILA DA CONQUISTA 09 14 03 02 11

6° ALTO DAS PEDRINHAS 09 13 04 03 15

7° ALTO DO GUARANI 09 13 04 02 14

8° KADIJA 09 13 03 07 14

9° PANORAMA 07 09 02 – 01 12

10° BAIRRO BRASIL 07 08 02 – 01 10

11° RENATO MAGALHÃES 07 08 02 -06 09

12° JARDIM VALERIA 07 07 02 00 16

13° PEDRINHAS 07 07 02 -04 09

14° URBIS V 07 07 02 -03 11

15° SANTA TEREZINHA 07 06 01 -01 09

16° BATEIAS 06 05 01 -05 04

17° Nª Sª DE LURDES 05 05 01 -08 07

18° SANTA CRUZ 05 03 00 -04 06

19° URBIS VI 05 02 00 -04 02

20° MOR DOS PASSAROS 05 01 00 -11 03

J DATA DIA FINAL – IDA LOCAL H

79 13/03 SAB ALVORADA 01 X 02 JUREMA 7 CAMPOS 15:45

J DATA DIA FINAL – VOLTA LOCAL H

80 21/03 DOM JUREMA X ALVORADA C. DO PACHECÃO 10:00

( 7 CAMPOS )

J DATA DIA COPA G4 LOCAL H

81 27/03 SAB ALVORADA X QUINCAS BRITO 7 CAMPOS 14:45

82 27/03 SAB JUREMA X CONJ. DA VITÓRIA C. DO PACHECÃO 14:45

J DATA DIA FINAL DA COPA G4 LOCAL H

83 27/03 SAB Venc,J81 X Venc.J82 C. DO PACHECÃO 15:45

Obs. A COPA G4 são as 04 melhores equipes do CAMPEONATO INTERBAIRROS e valerá 01 troféu de posse definitiva e R$ 1.000,00.

CONVITE

Convidamos Vossa Senhoria, família e amigos para nos brindar com sua presença nesses eventos.

Marcos Lelis

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“Fala Bahia, fala Geddel” – Segurança: onde prender o bandido?

algemas

Em sua última visita à Bahia, antes de deixar o Supremo Tribunal Federal, o Ministro Gilmar Mendes, presidente também do CNJ-Conselho Nacional de Justiça, segundo suas próprias palavras, cobrou providências do governo do estado no sentido de resolver a situação carcerária na Bahia.  Nosso estado é recordista brasileiro de presos reclusos em delegacias.

Ministro Gimar Mendes: cobrança ao governo do estado

O ministro Gilmar Mendes veio a Salvador para o lançamento dos projetos Integrar, Casas de Justiça e Cidadania, Começar de Novo e Advocacia Voluntária. O evento aconteceu no auditório do Tribunal de Justiça da Bahia. Destes projetos, dois me parecem ter uma fundamental importância no sentido de reduzir a violência e a criminalidade em nossa terra: o projeto Integrar, que tem como maior objetivo a modernização e aprimoramento da gestão do Judiciário Baiano e principalmente o projeto Começar de Novo que busca  reintegração na sociedade de presos e ex-detentos.

Na Bahia, temos uma população carcerária em torno de 14 mil pessoas. Destas, mais de 40%, ou seja cerca de 6 mil pessoas, estão presas em delegacias, num flagrante desrespeito aos direitos humanos e à própria legislação.

Delegacias possuem celas destinadas a prisioneiros que aguardam ou um mandato de prisão ou a libertação, caso não haja flagrante ou provas e indícios concretos da ação criminosa, o que determinaria a remoção para uma instituição carcerária até julgamento.

A prisão por tempo indefinido em celas de delegacias é uma ponta do iceberg, o aspecto visível da situação caótica que não se limita à segurança pública.  Mesmo quando um suspeito é detido, sua prisão em delegacias dispara um efeito dominó que só faz ampliar os erros existentes. Celas de delegacias superlotadas significam a impossibilidade de se deter novos suspeitos.  Significam também a convivência forçada de cidadãos inocentes com criminosos muitas vezes de alta periculosidade.

Delegacia: presído improvisado

As condições sub humanas e a indignidade a que são submetidos estes detidos em delegacias, por um tempo que só Deus sabe quanto será,  gera uma reação de revolta que potencializa a violência dos criminosos e acaba gerando em cidadãos inocentes ou que cometeram pequenos delitos,  o estopim para crimes verdadeiros, complicando ainda mais a segurança pública.

Não tenho conhecimento de qualquer projeto de construção ou de ampliação de unidades carcerárias na Bahia. Também não tenho conhecimento de projetos no sentido de modernizar e principalmente agilizar a gestão judiciária na Bahia.

Ao mesmo tempo em que somos recordistas no Brasil em população carcerária em delegacias, somos também -por exemplo- o único estado brasileiro onde os serviços de cartórios não são privatizados, funcionando de forma caótica, com filas que começam às 5:00 da manhã e atendimento que se encerra às 10:00, ajudando a emperrar ainda mais o andamento de documentação e processos legais.

Enquanto o governo federal, através da máxima  instância do Legislativo busca a modernidade do judiciário e a socialização de detentos, aqui fazemos o inverso: marginalizamos quem ainda não tem uma culpa comprovada por algum crime e ajudamos a atravancar o caminho da justiça.  Por tudo isso, a segurança hoje na Bahia chegou ao fundo do poço.

Tags: delegacias, eleições 2010, geddel, governador, Ministro Gilmar Mendes, população carcerária, segurança pública, STF

Artigo de Geddel Vieira Lima – http://www.blogdogeddel.com.br/

Em carta a católicos irlandeses, papa pede perdão por abusos sexuais

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‘Abertamente expresso a vergonha e o remorso que todos nós sentimos.’
Bento XVI ordenou ‘visita pastoral’ a dioceses e seminários na Irlanda.

Do G1, com agências internacionais

Papa Bento XVI ouve seu secretário particular Georg Gaenswein durante a audiência semanal na Praça de São Pedro (Foto: Andreas Solaro / AFP 17-03-2010)

O papa Bento XVI afirma em carta pastoral enviada aos católicos da Irlanda que os bispos daquele país cometeram “graves erros de julgamento” no que diz respeito a casos de abuso sexual cometidos por religiosos e pediu ação decisiva, honestidade e transparência.

Eu só posso compartilhar a consternação e o sentimento de traição que tantos entre vocês vivenciaram”

O pontífice pediu perdão às vítimas e anunciou uma investigação formal das dioceses e seminários envolvidos em escândalos sexuais. Nas últimas semanas, o Vaticano tem sido obrigado a lidar com uma série de acusações não só na Irlanda, mas também na Alemanha, Áustria e Holanda.

“Vocês sofreram gravemente e eu verdadeiramente sinto muito… Eu abertamente expresso a vergonha e o remorso que todos nós sentimos”, afirma o papa na carta pastoral. “Eu só posso compartilhar a consternação e o sentimento de traição que tantos entre vocês vivenciaram ao tomar conhecimento desses atos pecaminosos e criminosos e da forma como as autoridades eclesiásticas na Irlanda lidaram com eles”, declarou Bento XVI.

Ele anunciou uma “visita apostólica” de algumas dioceses, seminários e ordens religiosas no país, mas não respondeu à pressão para que os bispos envolvidos sejam afastados.

Visitas apostólicas são espécies de inquéritos em que inspetores encontram-se com bispos, diretores de seminários e conventos e responsáveis por paróquias para revisar a forma como certos assuntos foram conduzidos no passado. O resultado são sugestões de mudança de conduta ou até mesmo ações disciplinares.

Estas são as principais manchetes sobre os desvios de conduta desses religiosos pelo mundo. On-lene. Clik na manchete abaixo para ler o texto na íntergra

Vaticano cria ‘muro de silêncio’ sobre abusos, diz ministra alemã

Aprendizado e diversão para milhares de alunos na Expoconquista 2010

teatroA integração dos alunos da rede pública e privada de ensino com o meio rural é o principal objetivo do “Projeto Empreendedor Rural do Futuro – ADAB na Exposição”, que será realizado durante a Expoconquista 2010 pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), autarquia vinculada à Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (SEAGRI), através da Coordenadoria Regional de Vitória da Conquista. No ano passado, cerca de oito mil crianças participaram desse projeto durante a Expoconquista.

Em parceria com a Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (Coopmac), Prefeitura Municipal, e SESC Núcleo de Vitória da Conquista, milhares de alunos estarão fazendo visitas ao Parque de Exposições Teopompo de Almeida, no período de 22 a 26 de março, e participando de atividades como: mini-palestras técnicas sobre segurança alimentar dando ênfase à necessidade do consumo de carne e leite com qualidade, uso correto de agrotóxicos, apresentação da peça de teatro “Carne e leite com qualidade” – ressaltando a necessidade do consumo de produtos inspecionados e o papel da ADAB dentro desse contexto, além de atividades recreativas com distribuição de material didático educativo.

O projeto é uma estratégia de ação para abordagem de um tema de extrema importância para a população, Educação Sanitária. A Educação Sanitária é um tema transversal, relacionado com várias áreas do conhecimento científico, e compreende várias questões, entre elas, Preservação da saúde pública; Aplicação de medidas fitossanitárias e zoosanitárias; Oferta de alimentos seguros: Inspeção de produtos e subprodutos de origem animal e vegetal (SIF, SIE, SIM); Controle de qualidade: análise de riscos em todos os elos das cadeias produtivas agropecuárias e industriais; Controle integrado de pragas e doenças; Preservação ambiental e Cidadania.

A parte recreativa do Empreendedor Rural do Futuro- ADAB na Escola será realizada através do SESC – Núcleo de Vitória da Conquista, que fará apresentação de esquetes de teatro, pintura de rosto, escultura com bolas, além de jogos e muita diversão para os participantes. É uma oportunidade especial para que as crianças conheçam o mundo rural de uma forma gostosa, divertida, instrutiva e tudo de graça.

Poderão participar do projeto alunos da rede pública de ensino de Vitória da Conquista e região, como também alunos provenientes da rede particular de ensino. A participação é gratuita, inclusive com entrada franca no Parque de Exposições, desde que a escola esteja inscrita junto ao referido Projeto. As inscrições das escolas podem ser feitas através da internet, pelo e-mail [email protected], diretamente na Coopmac ou através da Coordenadoria Regional da ADAB em Vitória da Conquista

TOQUE DE RECOLHER EM VITÓRIA DA CONQUISTA


A comunidade do bairro Alto da Colina, periferia de Vitória da Conquista (sudoeste baiano), está assustada com o crescimento da violência. Moradores dizem que a situação piorou depois do assassinato do soldado da PM, Marcelo Márcio Silva Lima, 32, no último dia 28 de janeiro. Outras 14 mortes e três desaparecimentos – ocorridos em seguida e que teriam relação com a morte do policial – são investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco), do Ministério Público. Segundo os moradores, se tornou cada vez mais comum a ocorrência de tiroteios no bairro a qualquer hora do dia. Muitas pessoas preferem não comentar sobre a onda de violência no bairro. As famílias vivem uma espécie de toque de recolher não oficializado no local. “É difícil ver gente nas ruas depois das 6 da tarde. Ninguém sai à noite. As pessoas se trancam dentro de casa”, disse a dona de casa M.S.A., 45. Informações do Jornal A Tarde.

GEDDEL SERÁ HOMENAGEADO POR VEREADORES

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O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), será agraciado com a principal homenagem concedida pela Câmara Municipal de Salvador. Na próxima segunda-feira (22), o peemedebista recebe a medalha Thomé de Souza em virtude da sua contribuição para o desenvolvimento da cidade. O  tributo proposto ainda em 2006, quando atuava em seu posto eletivo na Câmara dos Deputados, é de autoria dos ex-vereadores Silvoney Sales (PMDB) e Marcos Medrado, atualmente parlamentar federal pelo PDT. As principais ações que habilitaram o político a ser homenageado são embasadas no apoio à instituições filantrópicas. Porém a sua administração à frente da pasta do governo federal o credencia ainda mais pelo gesto, segundo Sales. A cerimônia será realizada no plenário da Casa Legislativa, às 19h.

Erros médicos preocupa

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Honrar e homenagear uma pessoa tida como guerreira e com grande senso de justiça e, principalmente, trazer à tona uma discussão sobre crimes médicos que ficam impunes por falta de notoriedade. Essa é a proposta da campanha em prol da valorização da vida, lançada no site de relacionamento Orkut e idealizada pelos parentes da funcionária pública Rose Mary Silva Portugal, 51 anos. Ela faleceu no último dia 28, no Hospital São Rafael, em Salvador, vítima, segundo familiares, de imperícia, negligência e imprudência. O hospital poderá ser indiciado por homicídio culposo pelo Ministério Público.

“É chegado o momento de refletir sobre o sistema de saúde deste país, as estruturas dos hospitais, obsoletas, o despreparo dos profissionais e principalmente a falta de humanismo capaz de levar à morte, de forma criminosa, vidas como a de minha mãe e tantas outras que não tiveram essa notoriedade”, escreveu na comunidade sob título “Vítimas do Hospital São Rafael”, que tem dezenas de membros, o filho de Rose Mary, Cláudio Portugal Rios.

Na página, há relatos ainda de outras pessoas vítimas de descaso, como o de Helena Conserva. Ela conta que realizou uma cirurgia no Hospital São Rafael para retirada de um tumor na mama, em 2006, e que precisou realizar transfusão de sangue. “Uma luz me disse para conferir o nome na bolsa de sangue, resultado: o sangue era para outra paciente, Maria da Conceição sei lá das quantas, e era incompatível com o meu”, conta Helena, informando que também abriu processo. A equipe de reportagem tentou entrar em contato com ela, para obter mais detalhes sobre o assunto, mas sem sucesso.

Rose Mary Silva Portugal foi internada no último dia 25 (E não 28, como publicado na matéria sob título Família acusa hospital de negligência, da edição da Tribuna, dia 15) para uma cirurgia de tireóide e retirada de um cisto maligno na mesma região. Durante a cirurgia, foi necessário fazer uma traqueostomia, procedimento cirúrgico no pescoço que estabelece um orifício artificial onde é colada uma cânula para facilitar a respiração.

Cláudio esclarece que o erro que ocasionou a morte de sua mãe foi pós-cirúrgico, mais precisamente na Ala 3C do hospital. “Em uma das graves situações, o corpo de enfermagem já havia aferido várias vezes os sinais vitais dela e constatado aumento da pressão, mas sem nenhuma preocupação para o fato. Como não havia prescrição, os plantonistas se negavam a ligar para o médico, dizendo ‘já ligamos e não conseguimos falar’, porém, minha tia, Sônia Portugal, ligou no mesmo momento e conseguiu falar com o médico que informou que ligaria imediatamente para o posto de enfermagem”, conta Cláudio.

Logo em seguida, de acordo com familiares, o corpo de enfermagem informou que não possuía o medicamento Aradois, na dosagem que Rose Mary precisava. Os parentes então disseram que possuíam e questionaram se poderiam dar. O médico foi consultado e deu autorização para que dessem à medicação que os familiares possuíam.

Os nomes dos envolvidos neste ato serão apurados pelo Ministério Público. O promotor de Justiça designado para o caso, Waldemir Leão, colheu depoimentos da psicóloga Sofia Portugal, sobrinha de Rose Mary, que a acompanhava no momento que ela asfixiou. E do irmão de Cláudio, Vinicius Portugal, que chegava ao apartamento para visitá-la quando Sofia acabava de sair do apartamento pedindo socorro e urgência no atendimento. Informação tribuna da Bahia por    Rodrigo Lago

Serra: governo federal ‘empata’ melhorias em aeroportos


Possível candidato do PSDB à Presidência, o governador de São Paulo, José Serra, cobrou hoje do governo federal, em discurso, melhorias na estrutura de aeroportos e do setor de turismo no País. Para o tucano, os aeroportos, de responsabilidade da União, são um “tremendo ponto de estrangulamento”, o processo de concessão de Viracopos, em Campinas, “não avançou nada” e a proposta paulista de concessão dos terminais regionais foi “empatada” pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Informações da Agência Estado.