A Gente diz

Bahia explosiva


Candidato à reeleição na Bahia, o governador Jaques Wagner, do PT, tem enfrentado um início de campanha conturbado. Primeiro, o PMDB, que ele esperava ver em sua chapa, decidiu lançar candidato próprio ao governo, o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Depois, o PR também abandonou o barco. Agora, Wagner terá outro problema pela frente: explicar o aumento da violência na Bahia em sua gestão. De 2006 para 2009, os homicídios dolosos no estado aumentaram 48%, chegando a 4 777.

A Bahia já responde por 10% de todos os homicídios brasileiros. Para combater a explosão do crime, o secretário de Segurança Pública, César Nunes, anunciou que a estratégia é “partir para cima dos bandidos”.

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De Fábio Portela:

Livraria Nobel, Maxtour Turismo e a Yes Locadora de Veiculos ganha novas Instalações

anuncio1_22X15_FINAL-02 A Maxtour Turismo, Yes Locadora de Veiculos, Livraria Nobel e a Agência de Publicidade Gente,  empresas ligdas ao empresário Jose Maria Caries, em breve estará funcionando no Centro Comercial – Maria Helena   Caires           Av. Otávio Santos, o   edificio fica bem enfrente da Faculdade Juvêncio Terra. bairro Recreio. Vitóira da Conquista. Ba. A previsão é que, até o final  do mês de abril, ja esteja funcionando a todo vapor neste novo endereço.


OS ERROS DE WAGNER E UM CHAMADO À LUTA… QUEM VAI?

Diversas lideranças políticas do PT da região Sudoeste e Serra Geral, há  alguns meses antes das eleições de 2008, estiveram reunidas com o governador Jaques Wagner. Eu estava lá.

O objetivo da reunião foi discutir a realidade nos municípios e buscar o apoio do governador nas eleições daquele ano. O momento era de muita apreensão por parte dos pré-candidatos a prefeito do PT.

Fiel a Geddel Vieira Lima, na busca da governabilidade, o governador reforçou que ficaria neutro em lugares onde o PMDB da primeira hora estivesse disputando a eleição, enquanto Geddel subia em palanques e distribuía aquilo que o Jornal Nacional mostrou na semana passada: uma talhada gorda de recursos federais para obras na Bahia, elegendo e reelegendo seus prefeitos por aí à fora.

Na reunião ficou acertado que nos lugares onde os prefeitos do carlismo tivessem migrado para o PMDB, após a eleição de 2006, Wagner defenderia as candidaturas do PT. Entretanto, não foi isso o que se assistiu: ele falhou com a militância e deixou os petistas à deriva, sem qualquer consideração a história de luta dos companheiros, configurando-se o seu primeiro grave erro na estratégia política. Fazendo alusão à história de Vitória da Conquista, naquele suntuoso palácio se deu, o que só saberíamos depois, o nosso “banquete da morte”.

O segundo erro, foi subestimar Geddel. O Ministro do PMDB aos poucos foi demonstrando seu poder de fogo e de articulação, mantendo, como sempre fez ACM, fidelidade com os seus princípios e com seus pares, ao passo que Wagner, passou a abrir mão dos seus pares, e, ao convidar Otto Alencar para a sua vice, dos seus princípios. Ele próprio asseverou, em entrevista à Rede TV, veiculada no dia 18 de janeiro de 2009, que “quem fizer política somente com princípios vai ficar dentro de um armário”.

O comandante Wagner segue sua estratégia política de governo e de reeleição sob uma falsa percepção de que derrotou o carlismo, esquecendo-se que o carlismo na Bahia (porque no Maranhão ou no Pará, tem outros nomes) não é uma personalidade sepultada, mas um estilo político, uma espécie de instituição informal, que não foi escrita à lápis, nem se pode apagar com a borracha. Oxalá, fosse possível!…

O terceiro erro, foi a presunção em acolher para seu nicho a figura do senador Cesar Borges, que passava pela política baiana, como quem se despede da política. Wagner, meu irmão, o que fizeste?! Deu visibilidade a quem não tinha mais brilho, chamou para o centro da mídia, “a bela adormecida”, com um ósculo que ele sempre negou aos seus defensores da primeira hora, leia-se: os companheiros da esquerda do interior profundo, que foram oprimidos pelo poder do dinheiro e das oligarquias, na campanha de 2008, enquanto ele assistiu a tudo sem sequer acenar com a mão. Por reclamarem da falta de apoio, ainda sofreram as tentativas de “enquadramento” do então Rasputin das Relações Institucionais, quando buscavam, nem cargos, nem obras, no mínimo, a consideração.

Refém dos políticos de centro-direita, e tendo destroçado com a esquerda que o elegeu, e que ousava brotar entre as pedras da desesperança, nos rincões desse estado, o nosso governador parece só acreditar na força da militância da capital, estando exposto ao deboche midiático, depois de tomar um “não”, de quem jamais deveria ter sido convidado para a “dança”, principalmente quando o baile era de “máscaras”.

O quarto erro de Wagner, que é transversal aos demais, é tentar copiar Lula em escalas socioespaciais diferentes. A Bahia não é o Brasil. Ô meu Deus… Em se tratando de estatística política, essa amostra não reflete o todo. Se Lula se dá ao luxo de atrair velhas raposas, não implica Wagner fazendo o mesmo, pois no universo político, existem singularidades que não podem ser comparadas, nem copiadas, na espera de um mesmo efeito. Pode até chegar perto, no concernente aos vices. O José (de Lula) e o Otto (de Wagner), ambos tem o “Alencar”, e, mesmo assim, são historicamente incomparáveis.

O quinto erro… Não sei qual é, mas, com certeza, para a tristeza da militância petista do interior profundo, está sendo construído… Em algum gabinete, por um outro Rasputin qualquer…

Nessa horas de retorno das sombras medievais, oremos, ao Pai Celestial, e levantemos de novo a bandeira vermelha (e esfarrapada) da última hora… Companheiros, ainda não perdemos a guerra! Ainda temos a enobrecedora missão de “comer poeira” de novo em razão do que sonhamos…

Esqueçamos o passado! Admitamos que Wagner é bom, e errou porque foi desumano. E foi desumano porque é humano. E é humano, como todos nós…

Esqueçamos o abandono sofrido nos campos de batalha, porque o orgulho e a mágoa não levam a nada. Abracemos a causa do nosso “algoz”, fazendo por ele, o que ele não soube fazer por si mesmo, e nem por nós…

Façamos pela Bahia.
Tomara que alguém responda…

Luis Rogério

Enfermeiro, professor (UFBA)

A força da naturreza: vulcão islandês mantém 17 mil voos e 1,3 milhão de passageiros no solo

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Força da natureza. Fumaça expelida pelo Eyjafjallajokull, em seu segundo dia de atividade, força o fechamento de aeroportos de Londres, Paris, Frankfurt e Amsterdã; autoridades europeias advertem que paralisação deve se estender pelo fim de semana

Caos. Tráfego aéreo foi interrompido na Grã-Bretanha, França, Holanda e Alemanha. A previsão é de que a paralisação se estenda pelo fim de semana. Foto: Steffen Schmidt/AE

PARIS – As cinjas lançadas na atmosfera pela erupção do vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia, continuam provocando caos no sistema aéreo internacional. Ontem, 17 mil voos foram cancelados na Europa, de um total de 28 mil, deixando no chão mais de 1,3 milhão de passageiros em 20 países.

O fenômeno interrompeu totalmente o tráfego nos quatro maiores aeroportos do continente – Heathrow, na Grã-Bretanha; Charles de Gaulle, na França; Schiphol, na Holanda; e Frankfurt, na Alemanha. Segundo as autoridades, a paralisação deve se estender pelo fim de semana.

Fotos de satélite divulgadas pela Organização Europeia para a Exploração de Imagens Meteorológicas (Eumetsat) revelaram ontem a extensão do fenômeno. As cinzas – que na noite de quinta-feira começavam a alcançar o território da França, após encobrir a Grã-Bretanha, a Escandinávia, a Bélgica e a Holanda – já estavam sobre o norte da Itália, no Mar Mediterrâneo. A leste, a nuvem de poeira também chegava à Polônia e à Eslováquia.

O resultado foi a paralisação de todos os maiores entroncamentos aéreos da Europa. Na Grã-Bretanha o fechamento do espaço aéreo foi estendido pelo menos até as 12 horas locais.

Na França, 20 aeroportos foram fechados durante o dia. Aterrissagens foram autorizadas no Aeroporto Internacional Charles de Gaulle entre as 12 e as 16 horas, mas depois o tráfego voltou a ser interrompido, devendo permanecer assim até a manhã de hoje. Como efeito colateral, a linha férrea Eurostar, que liga a França à Grã-Bretanha, ficou lotada durante todo o dia.

A interrupção também permanece válida nos aeroportos de Amsterdã e de Frankfurt, na Alemanha – onde 15 dos 16 aeroportos foram fechados. Na Áustria, Bélgica, Dinamarca, Polônia, República Checa, Eslováquia, Lituânia, Letônia e Estônia os voos também estavam suspensos.

Passageiros. Mas em alguns países a abertura do espaço aéreo começou ontem. A Irlanda permitiu pousos e decolagens. Na Suécia e na Noruega a retomada foi progressiva à tarde. Por volta de 16 horas, o balanço do escritório Eurocontrol, responsável pelo controle do tráfego aéreo na Europa, indicava a manutenção de 11 mil voos, ou 40% do previsto em um dia de semana normal. O número de pontes aéreas canceladas quase dobrou na quinta-feira, quando 8 mil aviões deixaram de decolar.

Na vida prática, milhares de passageiros não foram para os aeroportos, orientados pelas companhias aéreas. Mas outros tantos insistiram em passar horas à espera de notícias nos terminais.

Estimativas indicaram que cerca de 1,3 milhão de passageiros teriam sido prejudicados, a maior parte pelo cancelamento de voos internacionais – em especial entre EUA e Europa.

Não bastasse a extensão do problema, a perspectiva ontem era de um sábado tão confuso quanto a sexta-feira. “É claro que haverá perturbações significativas no tráfego aéreo amanhã (hoje)”, afirmou Brian Flynn, chefe de operações do Eurocontrol.

Andrei Netto, correspondente Paris – O Estado de S.Paulo

‘EU NÃO DESISTO!’ diz: CIRO GOMES:

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O pré-candidato à Presidência da República pelo PSB, deputado Ciro Gomes, enfrenta resistência de seu próprio partido para manter a candidatura. Em artigo publicado em seu blog, o deputado lamentou a situação: “A pouco mais de 60 dias do prazo final para as convenções partidárias que formalizam as candidaturas às eleições gerais de 2010, não consigo entender o que quer de mim o meu partido”. Como argumento para manter a candidatura, ele afirma: “A se dar crédito às pesquisas eleitorais, eu estaria falando por algo ao redor de 15 milhões de brasileiros (…), apesar de não dispor de nenhuma máquina”. Ele apelou ainda para a justificativa de que a disputa ajudaria a projetar o PSB: “É óbvio que o partido só tem a ganhar apresentando uma candidatura (…) Os partidos que disputaram, cresceram. Os que não disputaram definharam. Merecidamente, diga-se de passagem. (…) O que é o PSB? Um ajuntamento como tantos outros, ou a expressão de um pensar audacioso e idealista sobre o Brasil? Vai se decidir isto agora”, anotou. O deputado criticou ainda a polarização da campanha na disputa entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). “É fato notório o mal que faz ao Brasil esta polarização amesquinhada, porém mutuamente conveniente, entre o PT e o PSDB”. Ele atribui o fenômeno à “briga provinciana dos políticos de São Paulo”. Sustenta que, nesse Estado, tucanos e petistas “são iguais, especialmente nos defeitos”.

Justiça determina que Wagner e João Bonfim retirem propaganda em Brumado


Acusados de propaganda eleitoral antecipada em representação feita pelo PMDB, o governador Jaques Wagner e o deputado estadual João Bonfim (DEM) foram notificados pelo Tribunal Regional Eleitoral a retirar dezenas de faixas espalhadas na cidade de Brumado, a 415 quilômetros de Salvador, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. O relator, juiz Rosalvo Vieira da Silva, acolheu a alegação de que tanto o governador quanto o parlamentar se utilizaram de propaganda subliminar, com o objetivo de promoção pessoal.

As frases “Wagner e João Bonfim: uma parceria em nome do desenvolvimento de Brumado”; “Agora sim Brumado terá o desenvolvimento com que tanto sonhamos. É a parceria entre Eduardo, Wagner e João Bonfim”; “Com Eduardo, Wagner e João Bonfim. Retomada das obras e novos benefícios” e “Esta parceria sim desenvolve Brumado” foram espalhada por praticamente toda a cidade e, na interpretação do juiz do TRE, se caracterizam como propaganda eleitoral no prazo que antecede o estabelecido na legislação.

Música será conteúdo obrigatório na Educação Básica

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A partir de 2012, todas as escolas serão obrigadas a incluir o ensino de Música em seus currículos. Até lá, a discussão fica centrada na formação dos professores e nos conteúdos que deverão ser trabalhados

ESPECIAL

Muito além de formar músicos profissionais ou especialistas na área, a Educação Musical auxilia no desenvolvimento cultural e psicomotor, estimula o contato com diferentes linguagens, contribui para a sociabilidade e democratiza o acesso à arte. Por isso, a partir de 2012, a Música será conteúdo obrigatório em toda Educação Básica. É o que determina a Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008.

Embora ainda não se saiba se os conteúdos serão trabalhados em uma disciplina específica ou nas aulas de Artes, com professores polivalentes, as escolas devem adaptar seus currículos até o início do ano letivo de 2012. Tocar, ouvir, criar e entender sobre a História da Música são pontos fundamentais de ensino. Para a professora do Departamento de Música da Universidade de São Paulo, Teca Alencar de Brito, contudo, os currículos não devem ser engessados. “Não se pode ensinar Música a partir de uma visão utilitarista. Estamos falando de arte. É preciso explorar as sensibilidades”, afirma a especialista, criadora da Teca Oficina de Música.

Outro ponto nebuloso da nova legislação diz respeito a não obrigatoriedade da graduação em Música para ministrar as aulas. O artigo da lei que previa a formação específica na área foi vetado pelo Ministério da Educação sob alegação de que, no Brasil, existem diversos profissionais atuantes na área sem formação acadêmica. A discussão, agora, está a cargo da Fundação Nacional de Artes (Funarte) que, a partir de um protocolo de parceria firmado entre o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação, está organizando encontros regionais com acadêmicos, especialistas, Secretarias de Educação e Associações de Estudos Musicais para realizar uma espécie de mapeamento do ensino de Música nos estados brasileiros.

Do primeiro encontro, realizado no Rio de Janeiro, formaram-se dois grupos de trabalho. Um que deve propor nortes para as questões curriculares e outro, formado por representantes das universidades, responsável por articular propostas de ampliação das licenciaturas em Música e demais cursos de formação continuada na área, inclusive, os ministrados a distância. Os objetivos são elaborar uma nova proposta de regulamentação da Lei nº 11.769, assim como um manual aplicativo destas determinações, que auxiliem os gestores escolares e educadores da área de Música.

Apesar das indefinições, desde 2002, os cursos de graduação em Música superaram em número os cursos de graduação em Artes Visuais. Atualmente, são cerca de 70 cursos de licenciatura em Música em todo o país. Para Teca Alencar, o processo de adaptação das escolas e de formação dos educadores será lento, mas o primeiro passo, o da mobilização para que as escolas se organizem, já foi dado. “A discussão sobre o ensino de Música já é um avanço. Os cursos de graduação, especialização e formação continuada estão crescendo. Há profissionais preocupados em desenvolver materiais didáticos para ensinar Música. Isso é muito importante”, diz.

Para discutir todos os pontos da nova legislação sobre o ensino de Música na Educação Básica, NOVA ESCOLA promove um fórum. Até o dia 30 de abril, você pode enviar perguntas para nossa consultora, a professora Teca Alencar de Brito, especialista em Educação Musical na Educação Infantil. Para participar, comente esta matéria. As respostas serão publicadas em forma de comentário, nesta página.

Paula Nadal ([email protected])

Segredos e métodos capciosos marcam pesquisas eleitorais de 2010

Arres Ésoj do BDSP não é candidato à Presidência neste ano, mas aparece em um dos questionários apresentados em uma pesquisa eleitoral feita pelo instituto Vox Populi, em janeiro, segundo documentos entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na verdade, o candidato de nome estranho é José Serra (PSDB) de forma invertida. A campanha eleitoral de 2010 mal começou, mas as últimas semanas foram recheadas de detalhes “curiosos” das metodologias das pesquisas eleitorais.

De acordo com o Vox Populi, o nome do tucano apareceu ao contrário por causa de “problemas técnicos no programa de conversão para PDF”. A deficiência técnica, garante o Vox Populi, foi sanada na hora de botar a pesquisa na rua. “No formulário que foi utilizado na pesquisa de campo todos os nomes estão legíveis.” Teoricamente, os dados entregues à Justiça são exatamente os utilizados pelos entrevistadores.

Em pesquisas eleitorais, detalhes são fundamentais e a ordem dos fatores altera o produto final. Por exemplo: a sequência de perguntas ou a forma como elas são elaboradas levam a resultados diferentes. Questionar sobre a popularidade de um candidato à reeleição antes de perguntar a intenção de voto pode alterar o patamar atingido por ele.

“Diferentes métodos de colher os dados provocam debates entre os especialistas e podem dar resultados diferentes. Diferenças acontecem e podem ser relevantes. Há detalhes em questionários que podem ser inseridos propositalmente para alterar resultados. Isso não é regra, mas ocorre”, diz o cientista político Alberto Carlos de Almeida, autor de Erros nas Pesquisas Eleitorais e de Opinião e A Cabeça do Eleitor. “Nos EUA se faz muito média das pesquisas, que é uma maneira de diluir o erro.”

Em um questionário do Instituto Mapear, o eleitor se depara, em uma primeira pergunta, com as opções de voto em Dilma Rousseff, José Serra, Ciro Gomes e Marina Silva. Em outra questão, as opções apresentadas são Serra, Ciro Gomes, Marina Silva ou “Dilma, a candidata do Lula”, como mostra a figura abaixo:

Cláudio Gama, do Mapear, diz que a pesquisa foi feita por conta própria e a intenção era medir o grau de transferência de votos de Lula. O instituto divulgou um alerta de que, em toda divulgação, a questão que apresenta Dilma como candidata de Lula deveria ser considerada como uma pesquisa de tendência, “nunca sendo divulgada isoladamente”.

“Nós construímos a hipótese de que a Dilma não era conhecida e não havia associação a Lula. O ponto central era o desconhecimento do nome. Nossa hipótese é de que, diferentemente de outras eleições, neste ano haveria uma forte possibilidade de transmissão de voto do presidente para sua candidata”, afirma Gama.

Segundo ele, na Baixada Fluminense, quando se apresenta Dilma como candidata de Lula, a ex-ministra chega a ter o dobro das intenções de votos. “Fizemos essa pesquisa por conta própria porque era uma questão interessante a se verificar. Não trabalhamos para o PT nem PSDB nesse nem naquele momento.”

Tucanos e petistas bateram boca nesta semana sobre os diferentes resultados de institutos diversos.

Outros dados entregues pelo Vox Populi ao TSE mostraram que os pesquisadores repetiram o itinerário (incluindo ruas, casas e endereços dos entrevistados) em duas sondagens, feitas em abril e janeiro. Em ambos os casos, Dilma Rousseff apareceu em ascensão (no mais recente, tecnicamente empatada com Serra). O instituto negou ter repetido o itinerário.

Segundo especialistas, ao voltar aos mesmos lugares a pesquisa pode ter resultado viciado. Institutos como o Datafolha preferem variar os municípios e/ou os endereços pesquisados.

Em outro caso, o instituto Sensus indicou como contratante de uma pesquisa um sindicato que, na realidade, não encomendou o levantamento. O próprio Sensus reconheceu que os dados entregues ao TSE estavam errados e indicou que o real contratante era o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo. O Sintrapav tem cerca de 4.500 filiados, trabalhadores de empreiteiras de obras públicas e privadas.

Filiado à Força Sindical, do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, que integra a base de apoio do governo federal, o sindicato estima ter receita anual entre 1 milhão e 1,2 milhão de reais. Isso significa que o pagamento da pesquisa correspondeu a cerca de 10% do orçamento anual.

O Sintraprav está realmente interessado na disputa eleitoral deste ano. Ao custo de mais 50.000 reais, contratou outro levantamento da Sensus para saber a intenção de votos para presidente, governador e senador. Ocorre que o sindicato de São Paulo pagou por um levantamento feito apenas em municípios do Rio de Janeiro.

16 de abril de 2010

Por Fernando Mello e Mirella D’Elia

Faculdades Particulares de Vitória da Conquista em Guerra para conquistar mais adeptos

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As Faculdades particulares de Vitória da Conquista vivenciam um clima de guerra, no jogo de marketing e da promoção das mesmas. A ponto de expor outdoors e outras mídas pela cidade  inteira, com peças elaboradas de publicidade, alusivas aos resultados contabilizados pelos seus cursistas e  aos graduados, principalmente do Curso de Direito.

Em Vitória da Conquista, existem três faculdades de Direito, duas particulares (FAINOR e FTC) e uma pública (UESB). Sendo que, as particulares possuem autorização para admitir mediante vestibular 200 vagas, já a pública, 80. O  fato é: enquanto a iniciativa privada usa de todos os expedientes para sair na frente e conquistar mais adeptos, e dando a entender que, por ser particular é melhor, é que a universidade pública não é boa, e está relegada ao segundo plano.

Portanto, as autoridades, principalmente os gestores de educação, seja do governo Municipal, Estadual ou Federal  e os agentes políticos precisam atuar de forma mais severa diante desses abusos e eventuais exageros praticados por essas instituições, que na sua maioria, estão preocupadas apenas com resultados financeiros e não atuam de forma solidária com as causas sociais e as eventuais demandas, aos quais a sociedade padece., entre outras reivindicações, e exigências, possíveis, estabelecidas pelo MEC.

Mantivemos contatos com os órgãos reguladores e fiscalizadores,  até o momento do fechamento desta matéria não obtivemos retorno destas instituições.

Governador sobrevoa Região Metropolitana e pede a Lula que acione Ministérios


Depois de sobrevoar os municípios de Salvador e Lauro de Freitas, na manhã desta quinta-feira (15), o governador Jaques Wagner ligou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informando os estragos causados pela chuva e pediu que os Ministérios sejam acionados em apoio à Bahia. O presidente Lula garantiu o apoio necessário.

O governador determinou ao grupo de trabalho que há duas semanas tinha feito uma reunião preparatória ao período de chuva, que adote as providências que se fazem urgentes e prioritárias para minimizar os efeitos do temporal. O grupo, formado pela Coordenação de Defesa Civil do Estado (Cordec), Companhia de Desenvolvimento da Bahia (Conder), Secretarias de Infraestrutura, de Desenvolvimento Urbano e Casa Militar, adotará as ações emergenciais cabíveis.

Por meio de informes da Cordec, o governador acompanha a situação e monitora as ações de apoio às cidades atingidas.

Informação Assessoria do Governador Jaques Wagner

Edmundo Filho

Equipes da II Gincana Todos Contra Dengue recolhem 4.385 pneus

Todos contra a Denguedengue

Em dois dias, a Comissão de Acompanhamento da II Gincana Todos Contra Dengue, organizada pela Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista, contabilizou 4.385 pneus recolhidos pelas seis equipes participantes da competição nas zonas rural e urbana. Os pneus foram coletados em borracharias, residências e terrenos baldios da cidade, do distrito de Veredinha e dos povoados de Abelhas e São Joaquim.

As equipes tiveram 15 dias para cumprirem a prova, que valia 50 pontos por qualquer tipo de pneu (bicicleta, caminhão, trator, carros). Raiane Barros, membro da equipe “Abelhas Contra a Dengue”, que tem 46 participantes, falou do envolvimento da comunidade de Abelhas na gincana: “essa é a segunda vez que participamos e a comunidade ajuda muito. Crianças, idosos, todos nos ajudam, passamos o fim de semana todo juntando pneu”.

A equipe “Jupef”,  de Veredinha, contou com a ajuda do som da igreja local para pedir pneus à população, o que para Aline Vieira Santos, uma das 24 integrantes da equipe, tem sido muito importante para mobilizar os moradores para o combate à dengue. Já para Lúcia Correia, integrante da equipe “Unidos Somos Mais”, campeã da primeira edição da gincana, em 2009, retirar os pneus dos terrenos baldios não foi fácil: “estamos recolhendo pneus desde o primeiro dia da gincana e a maioria deles estava com água parada. Aproveitamos para orientar as pessoas sobre o perigo de deixar esse tipo de material abandonado”. Após a realização da segunda a prova, a classificação das equipes é a seguinte:

1ª Unidos Somos Mais – 131.350 pontos

2ª Vida – 50.150 pontos

3ª Criptonita– 24.000 pontos

4ª JUPEF – 6.700 pontos

5ª Abelhas Contra a Dengue- 6.500 pontos

6ª São Joaquim- 2.020 pontos

Fonte – ASCOM- PMVC