A Gente diz

Vergonha: PT espera receber mais doações que PSDB em 2010

ElRotoPoliticoJura360

Está pavimentado o caminho que ligará a campanha de Dilma Rousseff (PT) às caixas registradoras das maiores empresas do país.

A cúpula do PT estima que as arcas eleitorais de Dilma serão de três a cinco vezes mais robustas que as do rival José Serra, do PSDB.

blog ouviu nas últimas duas semanas dirigentes petistas e tucanos. Detectou, de um lado, certezas e otimismo. Do outro, dúvidas e desânimo.

“No passado, quando o PSDB era governo, para cada milhão doado pra eles o PT recebia R$ 200 mil. Agora vai ser o contrário”, vaticinou um grão-petê.

Confrontado com a estimativa, um dirigente tucano familiarizado com a coleta de fundos de campanha concordou com o raciocínio.

O partido de Serra avalia que, neste ano, a desvantagem monetária em relação ao PT será maior do que a registrada em 2006.

Naquele ano, o PSDB levara às urnas o nome de Geraldo Alckmin. Amealhara, no oficial, R$ 62 milhões.

Uma cifra insuficiente para cobrir as despesas declaradas da campanha: R$ 81,9 milhões. Restara um passivo de R$ 19,9 milhões.

O PT, que comparecera à disputa com o projeto reeleitoral de Lula, arrecadara R$ 94,4 milhões. Despesas: R$ 104,3 milhões. Um vermelho de R$ 9,87 milhões.

Na sucessão de 2002 –Serra X Lula— o volume de verbas movimentado por cima da mesa fora quase o mesmo: R$ 33,7 milhões para o PT; R$ 34,4 para o PSDB.

Na atual fase de pré-campanha, o petismo atribuiu ao ex-ministro Antonio Palocci a tarefa de achegar-se aos grandes doadores.

No tucanato, mercê da demora de José Serra em retirar sua candidatura do armário, a coisa atrasou. Só agora os contatos começam a ser planejados.

Um dirigente do PT federal listou para o repórter cinco razões que levam a turma de Dilma a contar com um ovo que a galinha ainda não botou:

1. “Se é verdade que os pobres estão satisfeitos com o governo Lula, os muitos ricos também não têm do que reclamar”.

2. “A indústria naval brasileira, que estava quebrada, foi reativada graças às encomendas da Petrobras”.

3. “Grandes construtoras, que entraram em dificuldades com a crise internacional, tiveram acesso a crédito oficial”.

4. “O programa Minha Casa, Minha Vida reativou o setor da construção civil, antes voltado para um filão que agonizava, o de classe média alta”.

5. “Os bancos também não têm do que reclamar. Registraram no governo Lula recordes de lucratividade”.

Do lado da oposição, um dirigente do PSDB disse que, afora o fato de o PT controlar os grandes cofres da República, há o “fator TSE”.

É como se refere à resolução baixada pelo TSE para coibir as chamadas doações ocultas.

Dinheiro repassado pelas empresas aos partidos, não aos candidatos. Na prestação de contas, apontava-se como origem da verba a legenda, não a logomarca privada.

“A prevalecer o novo entendimento, a empresa que fizer doações para a oposição terá o nome exposto no jornal na semana seguinte”, queixou-se o grão-tucano.

E daí? “Nenhuma empresa gosta de ficar exposta à pressão de governo com o qual mantém contratos”.

Citou um caso que diz ter ocorrido em 2006. O PSDB precisava de dinheiro para financiar as despesas da convenção que apontaria Alckmin como seu candidato.

Contactado, um grande empresário –não quis mencionar o nome— topou custear o evento partidário. Fez a primeira doação numa conta do Banco do Brasil.

Segundo o tucano, o governo ficou sabendo. E o doador foi chamado ao Planalto. Pressionado, fechou o bolso.

Encerrou o relato com uma pergunta: “Qual é o grande fornecedor da Petrobras que vai correr o risco de fazer doações abertas para a oposição?”

PT e PSDB encerraram o ano de 2009 no vermelho. João Vaccari Neto, que assumiu a tesouraria petista há duas semanas, herdou um passivo de cerca de R$ 35 milhões.

O buraco é grande. Mas é menor do que o rombo de R$ 55 milhões que o ancetessor Paulo Ferreira, herdara de Delúbio Soares nas pegadas do mensalão.

O PSDB, que saíra da campanha de 2006 com uma dívida maior que a do PT, terminou 2009 com passivo bem menor: algo como R$ 4 milhões.

Num e noutro caso, o equilíbrio da escrituração partidária depende da coleta que cada legenda for capaz de realizar neste ano eleitoral de 2010.

A julgar pelos relatos feitos nos subterrâneos, o PT largou na frente.
http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-03-01_2010-03-31.html#2010_03-15_07_57_58-10045644-27

artigo colaboração de  Helinho Gusmão Filho

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), pré-candidato ao Governo do Estado, enviou nota à imprensa baiana, alusiva as afirmações do governador Jaques Wagner (PT) de que montará uma chapa para “destruir os adversários”. Geddel Se diz “perplexo” e pretende promover um debate construtivo e discutir a Bahia de forma afirmativa.” Esta postura de Wagner se assemelha a de antigos adversários que ele ajudou a derrotar na Bahia. ”

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Palácio Rio Branco volta à cena política

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Após três décadas, o Centro de Salvador volta a ser palco das decisões político-administrativas do Estado. A mudança se dá com a reabertura do Palácio Rio Branco – após uma reforma em sua estrutura – e com o desejo do governador Jaques Wagner de despachar no local. A intenção é que isso aconteça duas vezes por semana. Primeira sede do governo no Brasil, a história do Rio Branco começou em 1549, com a fundação da cidade pelo governador-geral Thomé de Souza.

Eleições provocarão quatro meses de “recesso branco” no Congresso


O Senado vai renovar este ano dois terços das 81 cadeiras parlamentares na Casa, cenário que vai esvaziar os trabalhos legislativos a partir do recesso parlamentar de julho. Entre os meses de julho e outubro, praticamente não haverá trabalhos na Casa em consequência das eleições –prática que não interrompe o pagamento dos salários e benefícios a cada um dos 594 congressistas.

Como 54 senadores vão perder o mandato em outubro, a maioria vai dedicar o segundo semestre para as campanhas, o que, pela tradição, compromete

as votações na Casa.

Na Câmara, o cenário se repete, já que todos os 513 deputados têm que disputar cargos eletivos em outubro se desejarem permanecer na Casa –ou em outros cargos eletivos do Legislativo e do Executivo– nos próximos quatro anos.

Na prática, o Congresso vai ficar com suas atividades paralisadas entre os meses de julho e outubro, sem que os parlamentares deixem de receber salários e gratificações previstas pela Câmara e Senado. No período, batizado de “recesso branco”, não há votações em plenário, nem nas comissões da Casa. A presença não é obrigatória, o que evita cortes nos salários.

A expectativa é que as Casas realizem duas semanas de esforço concentrado –uma em agosto, outra em setembro– para não paralisar por completo as suas atividades ao longo dos quatro meses pré-eleitorais. Alguns parlamentares só retomarão as atividades no final de outubro, caso disputem ou apoiem candidatos que vão chegar ao segundo turno.

Muitos parlamentares admitem que o modelo de “esforços concentrados” adotado pelo Congresso nos últimos anos não trouxe resultados práticos à atividade legislativa em ano eleitoral. A convocação para os trabalhos no período tem demonstrado pouca eficiência uma vez que os parlamentares estão envolvidos diretamente nas campanhas estaduais –com muitos que nem chegam a retornar a Brasília.

Segundo cálculos da ONG Contas Abertas, cada deputado pode chegar a custar mensalmente R$ 108,6 mil por mês aos cofres públicos –incluindo o salário e os benefícios concedidos. Em um ano, o valor pago a cada parlamentar é da ordem de R$ 1,3 milhão. Em ano eleitoral, os gastos são os mesmos, apesar dos deputados estarem fora da Casa por pelo menos quatro meses.

No Senado, cada parlamentar tem em média um custo mensal de R$ 168,8 mil, também incluindo o vencimento e as regalias existentes, de acordo com a ONG. Com isso, cada parlamentar da Câmara e do Senado recebe por mês, em média, R$ 138,7 mil. A ONG tomou como base o salário mensal de R$ 16,5 mil por mês, destinado aos parlamentares, assim como o 13º salário, 14º e o 15º salários –pagos no início e no final de cada sessão legislativa.

Os parlamentares também contam com a verba indenizatória no valor de R$ 15 mil mensais (para gastos como aluguel, manutenção de escritórios estaduais e locomoção, entre outros), assim como outros benefícios, como: verba de gabinete, auxílio-moradia (para quem não ocupa imóveis funcionais), despesas mensais com caixa postal e telefônica, além da cota de passagens aéreas.

Trabalho

Os deputados e senadores argumentam que não deixam de exercer suas atividades parlamentares no período em que se dedicam às campanhas eleitorais –o que justifica a manutenção dos salários e benefícios. “Em todos os lugares do mundo, quando você tem eleição, o parlamentar se dedica mais à atividade política. É um equívoco achar que o parlamentar trabalha só quando está no Congresso”, disse o senador Francisco Dornelles (PP), presidente do PP.

Na opinião de Dornelles, no período eleitoral os parlamentares têm a oportunidade de manter contato direto com os eleitores –o que considera necessário para o bom andamento de seus trabalhos no Legislativo. “O deputado ou senador tem que ir lá nesse período prestar contas do seu mandato ou pedir desculpas, se não tiver exercido bem sua representação”, afirmou.

Para o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, os regimes democráticos convivem com o afastamento de seus congressistas durante períodos eleitorais.

“A democracia é um regime cheio de defeitos, mas é o melhor que a gente conhece. Acho que a gente pode funcionar em regime de esforço concentrado”, afirmou.

Virgílio disse que, mais grave que o esvaziamento do Congresso no período eleitoral, é a sua paralisia em períodos nos quais deveria estar funcionando a todo vapor. “Não é o fato do Congresso parar, é o fato de não estar produzindo nada”, criticou Informação da folha Online –

. GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Governo federal prevê gastos de R$ 2,17 bi em concursos; vagas chegam a 300 mil no ano

GIULIANA VALLONE
da Folha Online

Os interessados em participar de concursos públicos têm diversas oportunidades de fazê-lo neste ano: ao todo, as oportunidades previstas para 2010 ultrapassam os 300 mil postos. Atualmente, as vagas já anunciadas por órgãos e instituições federais e também do Estado de São Paulo somam pelo menos 198 mil.

O Orçamento da União para 2010 autoriza a contratação de 77.882 funcionários públicos pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e também pelo Ministério Público –número maior que o dobro das vagas autorizadas no ano passado, de 33.667. As despesas previstas com essas contratações, se todas forem efetuadas, será de R$ 2,17 bilhões. Além disso, há concursos estaduais e municipais em todo o país.

De virada, Bahia mete cinco no Feirense

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Éder Ferrari

Como se estivesse em casa, o Bahia não tomou conhecimento do Feirense no estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana, assumiu o controle da partida desde o minuto inicial, goleou por 5×1 e assumiu a liderança do grupo no saldo de gols. No primeiro tempo, o tricolor começou melhor, pressionando a saída de bola, criando algumas chances de gols, mas, no primeiro lance de ataque do time da casa, saiu o gol. Aos 14, Cristiano cobrou falta da direita, a zaga ficou parada e Crill desviou de cabeça. Fernando chegou a tocar na bola, mas ela bateu na trave e entrou.

BOM JESUS DA SERRA: PREFEITO É PRESO PELA PF

O prefeito de Bom Jesus da Serra, no sudoeste baiano, foi preso nesta sábado (13) pela Polícia Federal, acusado de compra de votos na campanha eleitoral de 2008 e interferência nas investigações. A prisão preventiva de Edinaldo Meira Silva (PMDB) foi decretada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nesta sexta-feira (12). De acordo com o A Tarde Online, o delegado-chefe da PF em Vitória da Conquista, Eduardo Adolfo Assis, não pode revelar mais detalhes sobre a prisão, pois o processo corre em segredo de justiça. Além do peemedebista, um funcionário particular também foi detido. Ambos ficarão à disposição da Justiça Eleitoral no Presídio Nilton Gonçalves. Informação do Bahia Noticias.

Política: Arruda está preso na Polícia Federal há um mês

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Agência Brasil

Hoje (13), o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), completa um mês preso na Superintendência da Polícia Federal acusado de suborno de testemunha. Arruda teria oferecido R$ 200 mil para que o jornalista Edson Sombra prestasse depoimento em seu favor no inquérito 650 do Superior Tribunal de Justiça.

O inquérito apura complexo esquema de corrupção no governo do Distrito Federal. O ex-secretário de Relações Institucionais do governo, Durval Barbosa, filmou Arruda e mais três deputados distritais recebendo dinheiro para favorecer empresas em votação de projetos e contratos com o governo.

Dois desses deputados renunciaram para fugir da cassação: Júnior Brunelli, filmado fazendo uma oração em agradecimento ao dinheiro recebido, o que ficou conhecido como oração da propina, e Leonardo Prudente, que aparece nas filmagens guardando dinheiro nas meias. Eurides Brito, filmada colocando maços de notas na bolsa, afirmou que não vai renunciar e que pretende se defender das acusações em plenário.

As denúncias atingiram também o então vice-governador, Paulo Octávio. A pressão política e a ameaça de processo de impeachment fizeram com que ele também renunciasse ao mandato. Sem Arruda e Paulo Octávio no comando da capital, o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima, assumiu o governo.

A crise resultou em diversos pedidos de impeachment, não só contra deputados distritais, mas, principalmente, contra o governador afastado. De maioria governista, a Câmara Legislativa postergou o quanto pode a análise desses processos. Mas, diante da possibilidade de intervenção federal, os parlamentares resolveram dar uma resposta à sociedade – e ao Supremo Tribunal Federal (STF) – em nome da chamada governabilidade: acataram três pedidos de impeachment contra Arruda.

A admissibilidade dos processos já foi aprovada em plenário. Agora, o governador afastado terá de apresentar sua defesa, que será novamente votada pelo plenário. Se a maioria decidir pela continuidade do processo, Arruda é afastado do cargo por 120 dias e o julgamento final é feito por um tribunal especial, formado por cinco desembargadores do Tribunal de Justiça e cinco deputados distritais.

No mesmo dia em que Arruda foi preso, chegou ao STF pedido de intervenção federal no DF, feito pela Procuradoria-Geral da República. A alegação é de que, como o governador e diversos deputados distritais são acusados de envolvimento, não há condições de governabilidade.

O pedido está sob análise do STF. Se for aprovado, é encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que escolhe o interventor e quanto tempo ele fica no cargo. Entretanto, essa decisão, para começar a valer, ainda precisa de aprovação do Congresso Nacional, que discutirá o assunto em sessão extraordinária.

Além de mudar o comando do Distrito Federal, a intervenção prejudica os trabalhos legislativos. Durante esse período, são proibidas as emendas à Constituição.

Colegiado do Curso de Comunicação/Jornalismo da Uesb, em nota divulgada à imprensa, questiona a forma de gerenciamento em que a atual gestão da UESB vem praticando no Surte – Sistema Universitário de Rádio e Televisão Educativa. Principalmente, a recém inaugurada Rádio Uesb.”Para onde vai a rádio Uesb? Para o mercado FM?”

PARA ONDE VAI A RÁDIO UESB? PARA O MERCADO FM?

Por que não chamar logo a Rádio Uesb de 97,5 FM? Assim aproxima-se mais ainda de suas congêneres comerciais, a 96 FM, a 100,1 FM, hoje Transamérica FM, ou Band FM ou…. A própria escolha do nome já deixa transparecer o propósito que a preside, o de reproduzir um padrão de rádio no ar há mais de vinte anos. A recém inaugurada Rádio Uesb nasce então com um discurso envelhecido, repetindo os bordões das rádios privadas em busca de audiência e a conhecida voz empostada de seus locutores: “você está na melhor, Uesb FM”. Melhor o que?

Foram muitos anos de luta para a nossa universidade conquistar uma televisão e uma rádio públicas, patrimônio que poucas instituições acadêmicas dispõem, e o que se observa é o gerenciamento do Surte – Sistema Universitário de Rádio e Televisão Educativa – nos moldes das empresas privadas, em que a voz do dono ou de seus prepostos prevalece sobre os interesses coletivos. Destaca-se a obscura forma como foram contratados os radialistas.

Nossa preocupação também passa pela formação para o exercício do jornalismo. O ensino praticado nas faculdades é voltado em grande parte para o mercado, restrito a grandes redes empresariais, comprometidas com interesses privados. Nós temos um curso de Jornalismo com doze anos de existência e vários alunos formados atuando em distintas áreas. Nosso propósito sempre foi de contribuir para a modificação e o aprimoramento do jornalismo praticado na região. Agora, quando temos a oportunidade de dispor de nossos próprios veículos de comunicação, enquanto instituição e como curso, em que não precisaremos mais nos submeter aos ditames do propalado mercado e nas suas fórmulas de enquadramento, vemos nossos sonhos serem transformados em quimeras, pelas mãos de nossos próprios dirigentes e nos prepostos por eles delegados para cumprir a missão de ‘tocar’ a nossa rádio e a nossa televisão, segundo seus próprios interesses e visão de mundo e de comunicação.

Qual a diferença, em termos de programação, de enfoque, de pauta, em relação às emissoras privadas de rádio e televisão? O que irão aprender nossos alunos estagiários em emissoras que se estruturam sob este perfil? Onde se encontra o experimentalismo, a inovação, a ousadia, característica de quem busca o novo, sem medo de errar neste caminho? Por que não lançar um olhar sobre o que se anda fazendo na Rede Pública de Rádio e Televisão e em outras rádios e televisões universitárias? Por que não se pautar nos indicativos aprovados na 1ª Conferência Nacional de Comunicação?

Para nós, a premissa fundamental que deve orientar uma rádio e uma televisão universitária e educativa é o conceito de emissora pública, que presta serviços aos seus públicos e que deve se pautar por uma perspectiva de construção da cidadania. Este deve ser o caminho que norteia a estruturação da programação, e não o contrário, a criação de programetes sem articulação entre si e que apenas realizam a intenção de seu produtor e do gestor institucional.

Onde aparece o Conselho Deliberativo do Surte, órgão responsável, segundo determinação do Consu, pela definição e aprovação da programação da rádio e da televisão da Uesb?  Mais uma vez deverá cumprir com a rádio o mesmo papel que lhe foi imposto no caso da televisão Uesb, o de aprovar a grade de programação meses depois de estar no ar, em que uma situação de fato já se configurava e que não havia como retirar os programas do ar. Inclusive o Colegiado de Comunicação e a representação da Adusb, que têm assento neste Conselho, sentem-se constrangidos de ter que assumir este tipo de responsabilidade regimental. Não mais o faremos!

A rádio e a televisão públicas ocupam um lugar privilegiado de distribuição de poder, cujo potencial está em pleno desenvolvimento. Este modelo sugere uma alternativa ao profissional de jornalismo. Propõe uma aproximação entre o ensino nas faculdades de comunicação e uma atividade mais liberta, distinta da realizada em âmbito empresarial. Proporciona uma aproximação entre a teoria e a prática, na busca de uma Comunicação Social mais ética, livre e consciente do seu papel junto às comunidades onde se insere.

Vitória da Conquista, 11 de março de 2010.

Colegiado do Curso de Comunicação/Jornalismo

Mudança em royalties pode afetar relação de Lula com PMDB, diz O Globo

Se o presidente Lula não vetar a nova regra para a distribuição dos royalties do petróleo, ou se a base parlamentar do governo derrubar o veto presidencial com o mesmo ímpeto com que aprovou a mudança das normas, estará criada uma situação política de tensão entre o governo e um de seus mais importantes apoiadores, o governador do Rio, Sérgio Cabral. Além do mais, estará instalada a divisão interna dentro do PMDB, pois os dois estados mais afetados, Rio e Espírito Santo, são governados pelo partido, e o autor da mudança, Ibsen Pinheiro, é do PMDB do Rio Grande do Sul. Por uma dessas trapaças da política, também o ex-governador Garotinho, provável adversário de Cabral na corrida ao governo do estado, estará solidário no repúdio à nova lei, que levará seu município, Campos, a um prejuízo tão grande ou maior do que o que afetará o estado do Rio como um todo. Informações do jornal O Globo.

Ação refuta pontos da reforma eleitoral

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O STF (Supremo Tribunal Federal) incluiu na pauta de julgamentos do plenário uma ação do PDT que pretende derrubar 12 pontos da legislação eleitoral, entre eles os que restringem a propaganda eleitoral paga na internet, jornais, revistas e outdoors. Assinada pelo deputado federal Miro Teixeira (RJ), a ação direta de inconstitucionalidade 4.352 ataca ainda as regras que permitem às TVs fatiar os debates eleitorais, retirando os nanicos do encontro, além de outras que dificultam a possibilidade de punição a candidatos com problemas em suas contas de campanha. O PDT questiona principalmente modificações aprovadas pelo Congresso na minirreforma eleitoral de 2009. O partido, entretanto, foi favorável à época ao projeto devido a um acordo que permitiu a aprovação de alguns pontos que defendia, como o voto em trânsito para presidente da República. Informações da Folha de S. Paulo.