
Novembro Roxo 2025: Hospital Esaú Matos reforça cuidados com bebês prematuros e suas famílias



O programa do governo federal “AfirmaSUS – Programa Nacional de Apoio à Permanência, Diversidade e Visibilidade para Discentes na Área da Saúde” aprovou o projeto dos discentes da Uesb, campus de Jequié. Intitulado “Promoção do cuidado e saúde em comunidade quilombola do território médio Rio de Contas na Bahia”, o projeto visa apoiar a permanência estudantil de grupos historicamente vulneráveis.
A ideia é contribuir promovendo o ensino, pesquisa, extensão e cultura de maneira interseccional, unindo ensino, serviço e comunidade. Voltado para estudantes que ingressaram no ensino superior por ações afirmativas com foco na área de saúde, o AfirmaSUS engloba cerca de 160 projetos, em 2025, de instituições públicas de todo país, entre eles o da Uesb. Os detalhes podem ser conferidos aqui.
Segundo Cristiane Domingues, coordenadora da Pró-reitora de Ações Afirmativas Permanência e Assistência Estudantil (Coafir-Proapa), o Programa reconhece a importância da inclusão ativa de populações historicamente marginalizadas. “A promoção da saúde integral e da qualidade de vida e o fortalecimento da atenção primária e dos movimentos sociais do território são alguns dos resultados esperados deste projeto” conta.

A estrutura de apoio financeiro contempla estudantes bolsistas, tutores, orientadores de serviço com ensino médio, orientadores com ensino superior e preceptores não bolsistas. As bolsas viabilizadas pelo programa são a partir de R$560,00. Conforme o edital, o grupo ainda poderá receber o incentivo financeiro de até R$7.000.
O processo seletivo para a formação do grupo de discentes e para professor tutor serão abertos posteriormente. Poderão participar estudantes matriculados nos cursos de Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Medicina e Odontologia do Campus de Jequié.
Sobre o projeto – As ações do projeto serão realizadas na Comunidade Quilombola do Barro Preto, em Jequié. Atualmente, a comunidade representa 9% da população do município, com mais de sete mil moradores que se autodeclaram pardos. O programa tem como objetivo promover a saúde integral e a qualidade de vida na região quilombola, por meio de ações interdisciplinares integrando ensino, serviço e comunidade.
Além disso, a proposta tenta reduzir os contrastes sociais enfrentados pela população quilombola no que tange o acesso à saúde pública de qualidade. Segundo Cristiane “a proposta se justifica pelas desigualdades históricas enfrentadas por essa população no acesso à saúde e pelos determinantes sociais que impactam esses territórios”.

Por outro lado, o projeto oferece, aos estudantes que ingressaram por meio de ações afirmativas, a experiência de amenizar vulnerabilidades durante sua trajetória acadêmica nos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo pró-reitor de Graduação, professor Reginaldo Pereira “a ideia é articular ensino, pesquisa, extensão, cultura, garantindo a permanência dos nossos estudantes. Além disso, há uma responsabilidade social e institucional, com a melhoria dos índices de saúde dessas comunidades do entorno da Uesb, em Jequié”, pontua
O projeto na Comunidade Quilombola do Barro Preto terá parcerias com o Conselho de Promoção Municipal de Promoção da Igualdade Racial, com o Conselho das Religiões de Matriz Africana de Jequié e com o Conselho Municipal de Saúde de Jequié. “Este é um projeto ímpar, tanto para a universidade como para melhoria das condições dos serviços de saúde ofertadas às populações marginalizadas”, disse Reginaldo.
Apostas podem ser feitas até as 20h30

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A Caixa Econômica Federal realiza nesta terça-feira (4) o sorteio do concurso 2.936 da Mega-Sena, às 21h, no Espaço da Sorte, em São Paulo. O prêmio principal está acumulado em R$ 41 milhões.
O sorteio será transmitido ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa, permitindo que o público acompanhe em tempo real.
As apostas podem ser registradas até as 20h30 em lotéricas credenciadas ou pela internet. O jogo simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

O Dia de Finados foi instituído inicialmente no século X, na abadia beneditina de Cluny, na França, pelo abade Odilo (ou Santo Odilon [962-1049], que sugeriu, no dia 02 de novembro de 998, aos membros de sua abadia que, todo ano, naquele dia, dedicariam suas orações à alma daqueles que já se foram. A ação de Odilo resgatava um dos elementos principais da cosmovisão católica: a perspectiva de que boa parte das almas dos mortos está no Purgatório, passando por um processo de purificação para que possam ascender ao Paraíso.
Nesse dia os cristãos católicos, cultuam a memória dos seus mortos com visita aos túmulos. Orna-os com flores, acendem velas e rezam, numa demonstração de sentimentalismo, reverência e saudades. É o dia de celebrar os que partiram. Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim ainda que esteja morto viverá” (cf. Jo 11, 24). Em outra passagem ele disse: “Todo aquele que crê em mim não morrerá para sempre” (Jo 11, 26).
Celebrar os mortos não é uma exclusividade brasileira, diversos países comemoram essa data de diferentes maneiras. Rezar pelos mortos é uma demonstração de amor e afeto, uma vez que através das orações os fiéis acreditam que o sofrimento daqueles que se foram pode ser diminuído.
Nos cemitérios onde existe capela, são rezadas missas em sufrágio das almas dos mortos. A morte não significa o fim, mas o reviver em outra dimensão. Os que têm fé religiosa creem na ressurreição dos justos entre os mortos, tal qual ocorreu com Jesus Cristo por desígnios de Deus.
Em Jó no capítulo 14.1-2, reza: “O homem nasce como a flor e murcha, foge como a sombra”. És pó e ao pó retornarás” (Gn, 3-19). Ninguém escapará da morte, portanto não deve temê-la.
Uns vivem até a senilidade, outros morrem no ventre da mãe ou ainda em tenra idade ou na maturidade, conforme o propósito de Deus. Portanto, a vida e a morte são uma incógnita, um mistério que só a DEUS pertence decidir como responsável pela vida e pela morte.
Embora a morte seja um fenômeno natural, não há conformação das pessoas envolvidas no falecimento de parentes e ou amigos íntimos. Num sentimento de comiseração pelo finado, choram e sentem a falta do ente querido.
Pesquisas que tratam do assunto (morte) esclarecem: os exegetas afirmam não haver nenhum respaldo bíblico para a celebração do Dia de Finados. Na bíblia, não há menção desse fato. Os cristãos protestantes não cultuam esse dia por não reconhecerem a legitimidade dessa celebração. Dizem: é um rito da religião católica, determinada pelo Vaticano, para celebração dessa data.
Não existe nenhuma censura, quando sentimentos movidos pelas saudades dos parentes ou pessoas amigas falecidas, se faz nesse dia visita aos cemitérios, rezam e enfeitam os túmulos, acendem velas, é uma questão religiosa.
Os católicos acreditam em ressurreição e vida eterna, mas não acreditam existir comunicação de mortos com os vivos. Os espíritas acreditam na reencarnação e vidas contínuas até a purificação da alma. Há também outros conceitos e dogmas professados por diversas religiões.
A morte é vista de acordo com a fé individual, de forma diferente, nas religiões com doutrinas específicas: catolicismo, protestantismo, islamismo, judaísmo, espiritismo, budismo, hinduísmo etc. Cada um com o seu entendimento e o arbítrio da escolha conforme a sua cultura e crença. Sendo assim, há de se respeitar a religião escolhida para se professar.
Esse conceito de liberdade religiosa está contido na Constituição, no Art. 5º parágrafo VI: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e sua liturgias”. Portanto, não há de se criticar ou contestar.
As reverências aos falecidos com orações e pedidos de misericórdia divina, para o acolhimento da alma ou espírito do defunto, merecem respeito e compreensão humana. Os mortos devem ser lembrados sempre em orações cotidianas, e não apenas na comemoração do Dia de Finados. As orações com fé, objetiva espiritualmente a absolvição dos pecados do morto para que seja alcançada a graça divina.
Para os que creem em Deus, a morte é percebida na vida cristã como passagem para outra vida, eterna e sem sofrimentos. No luto, existe dor, mas também amor, gratidão, lembranças e cumplicidade.
Muitos vão ao cemitério, por crença, para cumprir as suas obrigações religiosas, enquanto outros apenas para cumprir uma obrigação social e familiar, sem observar os cânones religiosos da ocasião.
O versículo “tu és pó e ao pó voltarás” está em Gênesis 3:19. Este versículo fala sobre a finitude da vida humana e que o corpo físico voltará à terra de onde foi criado.
Deus Eterno e Todo-Poderoso, dê àqueles a quem chamastes deste mundo, segundo o seu merecimento, o descanso eterno com as bênçãos divinas de paz e luz.
A oração do Pai Nosso se encontra na Bíblia no Novo Testamento, nos evangelhos de Mateus (6:9–13) e Lucas (11:2–4).
“Pai Nosso que estais no Céu: Santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso Reino. Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação. Mas livrai-nos do mal. Amém”.
Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
FONTES:
Pesquisas realizadas na Web;
Enciclopédia Bíblica;
Bíblia Sagrada;
Catecismo da Igreja Católica.
Antonio Novais Torres
Brumado, 02/11/2025.

Foto: Reprodução / TV Sudoeste
A Polícia Civil, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais, está em curso com uma operação, deflagrada nesta quinta-feira (30), para cumprir mandados de busca e apreensão contra um homem, de 55 anos, em Vitória da Conquista, no Sudoeste. O termo “Usurários” da operação é uma referência à pessoa que empresta dinheiro com juros exorbitantes.
Segundo a TV Sudoeste, o homem é suspeito de extorsão [com ameaças]; lavagem de dinheiro; falsidade ideológica; e fraude em licitações. Ele ainda usava três CPFs.
A investigação teve início a partir de uma denúncia de um idoso, de 72 anos, que relatou à polícia ter tomado um empréstimo com o investigado e, pouco tempo depois, passou a ser ameaçado de morte caso não arcasse com juros “altíssimos”, que superavam o valor original conseguido.
Ainda segundo a polícia, as investigações revelaram que o suspeito não apenas atuava no ramo de postos de combustível, como também seria proprietário de uma empresa que presta serviços a várias prefeituras baianas. Os nomes das gestões não foram informados.
Com as prefeituras, o homem atuava para conseguir superfaturamento e pagava propinas para vencer licitações. Segundo a polícia, prefeitos estariam favorecendo o investigado ao montar licitações direcionadas, o que inclui o uso de empresas de fachada, cartas convite viciadas e a completa ausência de competição.
Até o momento, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Trinta policiais participaram da operação que já apreendeu celulares, computadores, tablets e pen drives. Os itens passarão por perícia e podem indicar a participação de outras pessoas no esquema.Cont Web

A Prefeitura de Vitória da Conquista manifesta profundo pesar pelo falecimento do ex-prefeito Raul Carlos Andrade Ferraz, ocorrido nesta quarta-feira (29), em Brasília. Em edição extra do Diário Oficial, a prefeita Sheila Lemos decretou luto oficial de três dias, em reconhecimento à contribuição do ex-gestor ao município que ajudou a transformar.
Raul Ferraz foi prefeito de Vitória da Conquista de 1973 e 1977, deixando um importante legado de desenvolvimento e modernização para o município. Sua gestão se destacou por iniciativas que marcaram a história da cidade, como a ampliação da infraestrutura urbana, a valorização da educação, o incentivo à cultura e a participação comunitária. Raul teve uma atuação pública pautada pelo compromisso com o progresso do município e pelo amor à cidade.
Antes de assumir a Prefeitura, Raul Ferraz foi vereador de Vitória da Conquista (1963–1967). Após o mandato como prefeito, representou a cidade e a Bahia como deputado federal (1983–1987) e deputado federal constituinte (1987–1991), participando da elaboração da Constituição Federal de 1988.
O corpo do ex-prefeito será velado e sepultado em Brasília (DF), onde residia com a família.
Neste momento de dor, a prefeita Sheila Lemos, em nome do Governo Municipal, externa seus sentimentos de solidariedade aos familiares e amigos de Raul Ferraz.
A memória e legado de Raul Ferraz permanecerão vivos na história e no coração do povo conquistense.
Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, 29 de outubro de 2025.

O Presidente da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista Ivan Cordeiro – divugou nota oficial manifestanto as suas condulencias e pesar pela passagem do ex-prefeito Raul Ferraz. Segue a nota: é com profunda consternação que a Câmara Municipal de Vereadores de Vitória da Conquista recebe a dolorosa notícia do falecimento do Dr. Raul Carlos Andrade Ferraz, ocorrido nesta quarta-feira, 29 de outubro de 2025, em Brasília.
Aos 90 anos, parte um dos mais ilustres filhos e líderes de nossa terra, deixando um legado indelével na política, no urbanismo e na história de nosso município e do Brasil.
Raul Ferraz foi um dos artífices da atual fisionomia urbana de Vitória da Conquista, tendo também uma trajetória ativa de contribuição para a redemocratiização do nosso país.
Raul Ferraz foi um arquiteto de nossa cidade moderna. Seu mandato como prefeito, de 1977 a 1983, pelo MDB, foi um período de coragem e planejamento, confrontando o crescimento desordenado de uma cidade que se transformava em polo regional. Sua visão de futuro resultou em marcos que são até hoje pilares de nossa infraestrutura e identidade:
O Cristo de Mário Cravo: um símbolo de fé e arte que abraça a cidade do alto da Serra do Periperi, consolidando o potencial turístico e cultural de Conquista.
O Ginásio de Esportes: um espaço essencial para o fomento do esporte e lazer, que promove a saúde e o convívio comunitário.
O viaduto da Paulino Santos: uma obra de engenharia urbana fundamental que transformou a mobilidade, sinalizando a necessidade de soluções arrojadas para o tráfego crescente.
Criação da EMURC (Empresa Municipal de Urbanização): uma iniciativa pioneira para estruturar o planejamento e a execução das obras urbanas, crucial para dar suporte ao desenvolvimento e que permanece fundamental para a gestão da cidade.
Sua história política, iniciada nesta Câmara como vereador pelo PSD (1963-1967), demonstrou desde cedo seu compromisso com a causa pública e sua postura firme em defesa da democracia, notável em sua posterior filiação ao MDB, em franca oposição ao regime militar, o que o levou inclusive a ser preso político.
O estadista e o Constituinte
Além de grande gestor municipal, Raul Ferraz foi um notável estadista. Como Deputado Federal Constituinte (1987-1991) pelo PMDB, ele não apenas participou da elaboração da Constituição Cidadã de 1988, mas o fez de forma atuante e vanguardista, defendendo temas sensíveis e cruciais para a reforma do Estado, como a tese da “inutilidade do Estado-membro” e a defesa de direitos e reformas sociais.
Sua visão reformadora é expressa, acima de tudo, no Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001). O projeto que deu origem a este marco legal do urbanismo brasileiro, que regulamenta a função social da propriedade e estabelece diretrizes para a política urbana democrática, nasceu de sua autoria na Constituinte, fruto de uma luta de mais de uma década que reflete seu profundo conhecimento e dedicação aos desafios urbanos.
A última visita
Ressaltamos, em especial, a recente e honrosa visita do Dr. Raul Ferraz a esta Câmara Municipal, em 23 de abril de 2025. Foi um momento de profunda significância histórica e aprendizado, onde ele, com a lucidez e a paixão de sempre, compartilhou com os vereadores e a comunidade as dificuldades, os desafios e as conquistas de sua gestão e trajetória.
Sua presença, a apenas alguns meses de sua partida, serviu como uma poderosa ponte entre o passado e o presente, reforçando o valor da memória política e a importância do planejamento urbano sustentável, tema que ele abraçou com vigor. Sua fala inspiradora e suas reflexões sobre a construção da cidade permanecerão gravadas na memória desta Casa.
Vitória da Conquista perde um líder visionário, um educador político e um cidadão de imensa coragem. Mas seu espírito, impresso no Ginásio, no viaduto, na EMURC e, sobretudo, em sua inestimável contribuição para a Constituição e para a Lei que organiza nossas cidades, viverá para sempre.
Em nome de todos os vereadores, funcionários e colaboradores desta Casa Legislativa, expressamos o mais sincero e profundo sentimento de pesar à sua família, amigos e a toda a população conquistense, que hoje se despede de um de seus mais notáveis cidadãos.
Ivan Cordeiro
Presidente
Por Francisco Lima Neto e Nicola Pamplona/Folhapress

Cláudio Castro
Foto: Divulgação/Arquivo
Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, voltou a defender na manhã desta quarta-feira (29) a Operação Contenção, realizada ao longo de terça (28). Ele afirmou que somente os quatro policiais mortos em confrontos são considerados vítimas e que, fora essas mortes, a operação foi um sucesso.
“Não vamos ficar chorando, ajudaram ou não ajudaram. Não dá para contar com apoio, a gente fez a nossa operação e foi um sucesso. Tirando a vida dos policiais, o resto da operação foi um sucesso”
“De vítima, ontem, lá, só tivemos os policiais”, disse Castro em entrevista coletiva. Ele afirmou que a operação foi “um duro golpe” na criminalidade.
Ele afirmou que ontem foi um dia histórico para o Rio de Janeiro.
“A maior operação da história das polícias. Muitos ensinamentos foram tirados. Ontem, pode ter sido o início de um grande processo no Brasil. Temos convicção que temos condições de vencer batalhas. Mas sozinhos não temos condições de vencer essa guerra. Guerra contra um poder bélico e financeiro”, falou.
O governador disse que esteve em contato com membros do governo federal e espera contato para definição de ideias e de quem irá ao Rio de Janeiro.
Ele afirmou que nem ele ou secretários vai ficar respondendo a ministros ou outras autoridades que queiram trasformar o momento em batalha política.
“Quem quiser somar com o Rio de Janeiro nesse momento no combate a criminalidade é bem-vindo. Os outros, que querem fazer politicagem, nosso recado é: suma. Ou soma ou suma. Não entraremos nessa armadilha de ficar querendo polarizar ou politizar uma das maiores ações que já houve”, declarou.
O governador também afirmou que o trabalho de perícia e fiscalização da operação estará aberto às autoridades.
Castro disse que se reuniu com governadores, incluindo o de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e ficou feliz ao entender que todos perceberam a importância da operação, e que recebeu apoio.
Ele declarou esperar do governo federal um foco no Rio de Janeiro, de integração e trabalho conjunto.
OPERAÇÃO
Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levaram na madrugada desta quarta-feira (29) ao menos 70 corpos para a praça São Lucas, na comunidade.
Eles foram localizados na mata entre os complexos do Alemão e da Penha, onde foi realizada a operação mais letal da história do estado, nesta terça (28).
Ao menos 64 corpos foram retirados da mata até as 10h. O presidente da associação de moradores local, Eriberto Leão, disse que durante a madrugada levou outros 6 corpos em uma kombi até o Hospital Getúlio Vargas.
Se somados esses mortos encontrados pelos moradores com os 64 anunciados pelo governo na terça-feria, a operação terá resultado em mais de uma centena de corpos.
A operação da polícia tinha como objetivo prender membros do Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, e somava até essa terça (28) 64 mortes, sendo quatro policiais.
A ação e a resposta do Comando Vermelho —que usou armamento pesado e ordenou o fechamento de vias— deixou diversas regiões da segunda maior cidade do país com um cenário de guerra, com caos nas ruas, tiroteios e veículos queimados .
Suspeitos de integrarem o Comando Vermelho chegaram a usar drones para lançar bombas contra as equipes policiais e a população da Penha, para atrasar o avanço das forças de segurança durante a manhã desta terça.
A megaoperação policial tinha como objetivo cumprir 69 mandados de prisão de membros do Comando Vermelho em 180 endereços. O governo estadual disse que 81 pessoas foram presas na ação, mas não divulgou quantos mandados foram cumpridos. Além disso, os agentes apreenderam mais de 100 fuzis que eram usados pela facção.

Órgão reforça exclusividade investigativa das polícias Civil e Federal
Foto: Divulgação/Ana Araújo/CNJ
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por unanimidade, na terça-feira (28), uma recomendação orientando magistrados da área criminal a rejeitarem pedidos feitos diretamente pela Polícia Militar (PM) sem a ciência do Ministério Público (MP). O documento reafirma que a PM não possui competência para realizar investigações ou solicitar diligências, exceto em crimes militares cometidos por seus próprios integrantes.
A medida foi tomada após a Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo (ADPESP) relatar casos em que juízes paulistas concederam mandados de busca e apreensão solicitados pela PM-SP sem o aval do MP. Entre os registros, estão operações em Bauru e na Cracolândia, em São Paulo, envolvendo prisões e buscas autorizadas sem participação ministerial.
O CNJ reforçou que a Constituição atribui a investigação criminal exclusivamente às polícias Civil e Federal e que a atuação da PM deve respeitar os limites legais estabelecidos. A recomendação determina que, mesmo quando houver parecer favorável do MP, o cumprimento de diligências solicitadas pela PM deve ser acompanhado por agentes da Polícia Judiciária e do Ministério Público.
O Conselho destacou ainda o precedente do “caso Escher”, julgado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos em 2009, que condenou o Brasil por interceptações telefônicas ilegais realizadas pela PM do Paraná contra integrantes do MST, violando direitos de privacidade, honra e garantias judiciais.
Foto: Divulgação/Ana Araújo/CNJ
