A Gente diz

Estado de saúde do prefeito  de Vitória da Conquista, ainda continua crítico

Na última sexta-feira (12), o prefeito Herzem Gusmão, que estava internado na UTI, apresentou agravamento do quadro clínico com necessidade de intubação.

Além da necessidade do uso do respirador, a equipe médica iniciou um tratamento com antibióticos mais potentes, pois trata-se de um quadro infeccioso grave.

No momento, o quadro clínico é estável, o prefeito permanece intubado e com necessidade de sedação contínua.

A família agradece as inúmeras mensagens e orações que vem recebendo.

Atenciosamente,

Assessoria Pessoal do Prefeito Herzem Gusmão
https://www.instagram.com/p/CMZnAtvMpI4/?igshid=1ary2dlbcwtje

. .. A família se encontra unida e presente e se encontra confiante na recuperação, até a postagem desta matéria, as 8.48h, a assessoria pessoal do prefeito não havia apresentado nenhuma nota apresentando o real quadro clínico do prefeito.

Governo Federal após pressão política dos governadores diz que pretende fazer aquisição das vacinas da Pfizer, da Janssen e da Moderna. Ainda neste semestre de 2021.

Covid-19: governo federal negocia 168 milhões de doses de vacina

O governo federal negocia a compra de 168 milhões de novas doses de vacina contra a covid-19. Neste total estão tratativas para a aquisição das vacinas da Pfizer, da Janssen e da Moderna. No caso da vacina da Pfizer, foi publicada uma dispensa de licitação para a obtenção de 100 milhões de doses. Com a Janssen o mesmo recurso foi adotado, mas para um lote de 38 milhões de doses. O Ministério da Saúde espera adquirir 30 milhões de doses com a Moderna, mas ainda espera proposta da farmacêutica. O Executivo Federal também negocia mais 30 milhões de doses da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac, e de 110 milhões da vacina Oxford/AstraZeneca, produzida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz. Até o momento, o governo federal contratou 284,9 milhões de doses. Neste total entram as 112,4 milhões da Oxford/AstraZeneca, 100 milhões da Coronavac, 10 milhões da Sputnik V do Instituto Gamaleya em parceria com a União Química, 20 milhões da Covaxin e 42,5 milhões do consórcio Covax Facility

Quatro nomes são cotados para ocupar Ministério da Saúde

Além de dois deputados, médicos cardiologistas são cogitados.

Depois de o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, solicitar a saída da pasta da saúde, quatro nomes estão sendo considerados para comandar o ministério. Entre as possibilidades para o cargo estão os nomes de dois deputados federais e de dois médicos cardiologistas. Para aliados do governo, é importante que quem venha a ocupar a vaga deixada por Pazuello seja da área médica.

Entre as possibilidades de fora do Planalto tem força os nomes dos cardiologistas Ludhmila Abrahão Hajjar e Marcelo Queiroga. O primeiro nome, é o preferido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e de deputados do Centrão para assumir a vaga. Hajjar é professora associada de Cardiologia da USP. Já Queiroga preside a Associação Brasileira de Cardiologia.

Já se o substituto de Pazuello vier de dentro do próprio Planalto a escolha deve acontecer entre os deputados Luiz Antônio Teixeira (PP-RJ)  e Hiran Gonçalves (PP-RR). Além do partido, os dois deputados têm em comum também a formação  em medicina. O deputado carioca, conhecido como Dr. Luizinho, é ortopedista e defende abertamente a vacinação em suas redes sociais. Já Gonçalves é oftalmologista.

Foto : Arte: Metropress

Por Gabriel Amorim 

É preciso fechar o Brasil para o país não colapsar’, diz neurocientista

 

Foto: Reprodução/TV Globo

A cada dia mais um triste recorde no número de mortes por Covid-19 no Brasil. Na última quarta, 10/3, foram 2349 mortos. E os prognósticos não são nada bons. Neurocientista e professor, Miguel Nicolelis, baseado em estudos e modelos matemáticos, previu que se nada for feito chegaremos aos 3 mil mortos ainda em março. Entrevistado no Encontro, o especialista fez uma análise da situação descontrolada e foi incisivo em dizer que só um lockdown eficiente é capaz de reduzir os números. “É preciso fechar o Brasil para o Brasil não colapsar”, disse ao G1. Segundo Nicolelis, faltou decisão política, visão estratégica e ter os cidadãos como prioridade. E nesse momento em que pessoas mais jovens, que se expuseram mais, estão sendo boa parte das vítimas, o neurocientista compara a situação com uma guerra. “Estamos falando de uma guerra de extermínio. Aumentar o número de leitos já não adianta. A única saída é decretar um lockdown nacional pelas próximas três semanas. Isso é apoiado pela comunidade internacional científica. A velocidade de crescimento do vírus é exponencialmente mais veloz que a capacidade de criar, equipar e por gente no leito de UTI. Não tem como combater isso criando mais vagas nos hospitais. É preciso decretar lockdown de pelo menos 21 dias e pagar um auxílio financeiro para que as pessoas fiquem em casa”, diz ele, que aplaude o lockdown praticado em Araraquara (SP). “Araraquara é um exemplo claro de que a medida do fechamento funciona, é uma luz no fim do túnel. Precisamos de gestores que tenham coragem e determinação”. Além do lockdown imediato, Nicolelis aponta outras medidas para achatar a curva: “Criar uma comissão de salvação nacional reunindo a sociedade civil, STF, Congresso, cientistas, governadores e prefeitos para manejar a pandemia da forma adequada, e aumentar em 10 vezes a vacinação, alcançando, pelo menos, 2 milhões de pessoas por dia para que em 90 a 120 dias saiamos da fase mais crítica”.

Governo sanciona lei que beneficia Santas Casas durante pandemia da Covid-19

Projeto de autoria do deputado federal Antonio Brito prorroga suspensão do cumprimento de metas quantitativas e qualitativas pelas Santas Casas e hospitais filantrópicos

[Governo sanciona lei que beneficia Santas Casas durante pandemia da Covid-19]
Foto : Reprodução

Por Adele Robichez

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou o projeto de lei de autoria do deputado federal Antonio Brito (PSD/BA), que prorroga a suspensão do cumprimento de metas quantitativas e qualitativas pelas Santas Casas e hospitais filantrópicos.

A interrupção dos objetivos contratualizados com o gestor local do Sistema Único de Saúde (SUS) garante o pagamento pelos valores constantes dos contratos das instituições, sem gerar impacto em seus faturamentos.

A nova lei também desburocratiza a concessão da renovação da Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (Cebas) às Santas Casas, autorizando a utilização da declaração do gestor local do SUS como instrumento comprobatório da prestação de serviços ao sistema durante a pandemia da Covid-19.

“O país está enfrentando uma das maiores crises de saúde pública da sua história. Por isso, a importância de fortalecer as santas casas e entidades filantrópicas que estão concentradas no enfrentamento ao coronavírus”, justificou o parlamentar.

Boletim epidemiológico de Vitória da Conquista: Já são 21.315 casos confirmados e 336 óbitos.

 

De acordo com o Boletim epidemiológico desta quinta-feira (11), já foram confirmados o diagnóstico de infecção por Covid-19 de 21.315 pessoas do município.

Desse total, 20.513 delas já estão recuperadas e 466 estão sintomáticas e seguem em recuperação – 39 estão internados em Vitória da Conquista; cinco, em outros municípios; e 422 em tratamento domiciliar.

Outros 3.544 casos notificados por suspeita de infecção pela Covid que aguardam classificação final por investigação clínico-epidemiológico e/ou laboratorial. Além disso, 14.998 casos foram descartados para a doença.

Ocupação de Leitos – Neste momento, 106 pacientes estão internados em parte dos 148 leitos disponíveis (78 enfermarias e 70 leitos de UTI) na rede SUS para tratamento de pacientes confirmados ou com suspeita de infecção pelo novo Coronavírus. Além de moradores de Vitória da Conquista, também estão internados residentes dos seguintes municípios:

  • Anagé;
  • Barra do Choça;
  • Belo Campo;
  • Brumado;
  • Caatiba;
  • Caculé;
  • Caetanos;
  • Caetité;
  • Cândido Sales;
  • Caraíbas;
  • Caturama;
  • Dom Basílio;
  • Eunápolis;
  • Guajeru;
  • Guanambi;
  • Ibicuí;
  • Ibipitanga;
  • Igaporã;
  • Itambé;
  • Itapetinga;
  • Jacaraci;
  • Jânio Quadros;
  • Jequié;
  • Licínio de Almeida;
  • Livramento de Nossa Senhora;
  • Macarani;
  • Macaúbas;
  • Malhada;
  • Malhada de Pedras;
  • Maracás;
  • Palmas de Monte Alto;
  • Paramirim;
  • Pindaí;
  • Planalto;
  • Riacho de Santana;
  • Rio de Contas;
  • Rio do Pires;
  • Tanhaçu;
  • Tremedal;
  • Saquarema-RJ.

Clique aqui para acessar o Boletim epidemiológico completo.

Call Center– A Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza um Call Center para tirar dúvidas da população sobre a Covid-19 e atender pessoas que apresentem sintomas suspeitos.

  • Telefones fixos:(77) 3429-3468/3429-3469/3429-3470
  • Celulares:(77) 98834-9988 / 98834-9900 / 98834-9977 / 98834-9911 / 98856-4242 / 98856-4452 / 98856-3722/ 98825-5683/ 98834-8484
  • Call Center Noturno:(77) 98856-3397/98856-5268
  • Call Center do Trabalhador de Saúde:(77) 98856-3345 / 98809-2919 / 98809-2965

Anvisa autoriza importação de vacinas contra Covid-19 por estados, municípios e setor privado

Medida foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República Jair Bolsonaro

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou ontem (10) a resolução que regulamenta a autorização excepcional e temporária para que os estados (e o DF), os municípios e o setor privado possam importar vacinas e medicamentos contra a Covid-19, mesmo sem aprovação para uso no Brasil. A medida foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido).

Os produtos precisam ter sido aprovados por alguma autoridade sanitária estrangeira e ter passado, ao menos, pela fase 3 dos estudos clínicos ou ter resultados provisórios.

São permitidas as compras de vacinas e remédios para o coronavírus registrados ou autorizados para uso emergencial por, no mínimo, uma das seguintes autoridades sanitárias estrangeiras e autorizados à distribuição em seus respectivos países:

-Estados Unidos;
– União Europeia;
– Japão;
– China;
– Reino Unido da Grã-Bretanha;
– Irlanda do Norte;
– Rússia, Índia;
– Coreia;
– Canadá;
– Austrália;
– Argentina;
– Outras autoridades sanitárias estrangeiras com reconhecimento internacional e certificadas, com nível de maturidade IV, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ou pelo Conselho Internacional para Harmonização de Requisitos Técnicos para Registro de Medicamentos de Uso Humano (ICH) e pelo Esquema de Cooperação em Inspeção Farmacêutica (PIC/S).

Por Adele Robichez

Adutora do Sudoeste entra em operação para regularizar abastecimento em bairros de Vitória da Conquista


Empreendimento reforçará abastecimento em bairros situados na área externa da alça sul e sudoeste do anel-viário

A Embasa colocou em operação, no início desta semana, o sistema distribuidor da Zona Sudoeste para regularizar a distribuição de água tratada em diversos bairros situados na área externa da alça sul à sudoeste do anel-viário de Vitória da Conquista. Foram investidos R$11 milhões na implantação de 13 quilômetros de tubulações em ferro fundido de 400 milímetros para possibilitar o atendimento a 16 mil novas ligações de água para novos empreendimentos em áreas de expansão imobiliária da cidade.
Nesta primeira fase, o equipamento contemplará cerca de 6.500 imóveis na Urbis VI, Renato Magalhães, Parque Santa Mônica, Vila Elisa e a localidade de Barrocas. No segundo momento a Adutora do Sudoeste atenderá ao Conveima II, Jardim Sudoeste, Lage Grande, Santa Tereza, Jardim Copacabana, Campinhos, Jardim Valéria, Henriqueta Prates e Recantos das Águas, além de reforçar o abastecimento em diversas localidades rurais de Vitória da Conquista no sentido sul da BR-116 e na cidade de Belo Campo.
Com a conclusão desta obra, os bairros Patagônia, Kadija, Cidade Modelo, Conveima I terão uma melhora significativa na oferta de água distribuída. Segundo o gerente regional, Joselito Pires, “a obra se soma a um conjunto de ações promovidas pela Embasa para possibilitar maior regularidade no fornecimento de água em Vitória da Conquista, atendendo a expansão imobiliária em todas as áreas da cidade e possibilitando assim qualidade de vida para a população”, explica.

Embasa garante atendimento à população de Vitória da Conquista durante novo pico da pandemia

Usuários podem acionar a Embasa pelos canais virtuais ou atendimento agendado

Durante o novo pico da pandemia causada pelo novo coronavírus, a Embasa mantém à disposição da população de Vitória da Conquista diversos canais de atendimento. Além da Agência Virtual (Aplicativo e Site) e o Teleatendimento Gratuito 0800 0555 195, o atendimento virtual também está disponível pelo Whatsapp das 8h às 17h de segunda a sexta.
Os pedidos para novas ligações de água e de esgoto, e parcelamento de débito estão disponíveis pelo número de Whatsapp (77) 3422-8255. Já os pedidos para religação, consulta de débito, análise de consumo, 2ª via de conta, entre outros, estão disponíveis pelo número de Whatsapp (71) 99613-2858. A população também poderá solicitar serviços emergenciais como correção de vazamento na rede distribuidora de água, desobstrução na rede coletora de esgoto e denunciar irregularidades como ligação clandestina de água tratada.
O atendimento presencial acontece na loja do SAC do Centro somente por meio do agendamento realizado no aplicativo SAC Digital Bahia. O atendimento no Espaço Cultural Glauber Rocha (Bairro Brasil) está temporariamente suspenso.
Neste momento de dificuldade a Embasa solicita o apoio da população tendo em vista que sua equipe de trabalhadores segue determinada em prestar um serviço de qualidade, mantendo a população assistida, principalmente no abastecimento de água tratada, uma vez que é um bem necessário e essencial à vida humana.

Museu Regional da Uesb promove exposição virtual “Mulheres Conquistenses: protagonistas da história”

Com o objetivo de destacar o Dia Internacional da Mulher, o Museu Regional de Vitória da Conquista realizará, a partir de 8 de março, a exposição virtual “Mulheres Conquistenses: protagonistas da história”. A homenagem estará disponível no perfil do Museu no Instagram e no Facebook.

A exposição tem o objetivo de ampliar o conhecimento sobre personalidades femininas da história da cidade, cuja  atuação ainda é desconhecida por grande parte da população. Durante todo o mês de março, a história e atuação dessas mulheres poderão ser conferidas virtualmente.

Museu Regional Casa Henriqueta Prates – Um importante espaço para história da cidade, o Museu Regional foi construído há mais de 100 anos. O espeço, ao longo do anos, recebe inúmeras vistas de estudantes e pesquisadores da cidade e da região, além de abrigar eventos como cursos, exposições, palestras, oficinas e seminários. O Museu é, ainda, responsável por publicações científicas e didático-informativas sobre a cultura e a história regionais.

Para mais informações, entre em contato com o Museu pelos perfis nas mídias sociais ou pelo e-mail: [email protected].

Prefeitura inicia reforma no Estádio Municipal da Zona Oeste, o “Murilão”

A reforma do Estádio Municipal da Zona Oeste foi iniciada nessa segunda (8)

A semana começou trazendo o início de mais uma grande obra em Vitória da Conquista: a reforma do Estádio Municipal da Zona Oeste, o “Murilão”. Na manhã desta terça-feira (9), a prefeita em exercício, Sheila Lemos, foi até o local acompanhar a execução do trabalho.

A obra conta com diversos serviços que irão promover a completa reestruturação do espaço. Destaque para a substituição do gramado por grama sintética; construção de sala multiuso para prática de artes de marciais e dança; academia ao ar livre; pista de corrida; recuperação da infraestrutura de vestiários, banheiros e cabines de rádio; novos alambrados; passeios; construção de acesso alternativo para o espaço do Sesc; e paisagismo.

A prefeita Sheila Lemos inspecionou a obra juntamente com membros da Secretaria de Infraestrutura e da empresa Lagotela

“Isso é um sonho de mais de 20 anos, que nós estamos aguardando. Estamos, todo mundo, felizes e alegres. Quero agradecer ao Governo Municipal por estar realizando o sonho da nossa comunidade, com Herzem e Sheila à frente desse trabalho”, comemorou o presidente da Associação de Moradores do bairro Bruno Bacelar, Marcelo Alves de Sousa, que também participou da visita.

A prefeita em exercício, Sheila Lemos, destacou os benefícios que serão gerados a partir da reforma: “O estádio ‘Murilão’ estava há muito tempo abandonado. A gente sabe que é um equipamento que vai promover muito o esporte e o lazer da região oeste. O Estádio está aqui, no bairro Bruno Bacelar, mas é para toda a zona oeste.”

O prazo para finalizar a obra é até setembro de 2022. Mas, de acordo com o secretário de Infraestrutura Urbana, José Antônio Vieira, haverá um esforço para entregar o equipamento à comunidade ainda neste ano. “Isso vai melhorar demais a qualidade de vida das pessoas que moram nas redondezas, naquele lema do prefeito Herzem Gusmão, que lutou muito por essa obra, de criar uma cidade cada vez mais para pessoas”, afirmou.

A reforma do Estádio Municipal da Zona Oeste está sendo executada pela empresa Lagotela. Estão sendo investidos quase R$ 3 milhões na obra, oriundos do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa 2), da Caixa Econômica Federal.

Nova postura: Bolsonaro usa máscara e defende vacinas em evento no Planalto

Pressionado pelo avanço da Covid-19 e críticas sobre a omissão do governo federal na distribuição de vacinas, o presidente Jair Bolsonaro mudou radicalmente sua conduta e usou máscara em evento no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, 10, no qual sancionou um projeto para facilitar a compra de mais vacinas. Desde o começo da pandemia, Bolsonaro tem minimizado a doença, desestimulado o uso da proteção e o distanciamento social e rejeitado propostas de compra de imunizantes.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) também mudou o tom e pediu aos seus seguidores para compartilhar nas redes sociais uma foto de seu pai com a frase: “Nossa arma é a vacina”. O filho do presidente também disse que nos próximos meses o Brasil vai vacinar “dezenas de milhões de brasileiros”.

A nova conduta ocorreu horas após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter atacado a gestão do governo no enfrentamento da pandemia. O petista, em seu primeiro pronunciamento após ter as condenações na Lava Jato anuladas pelo Supremo Tribunal Federal, disse que fará propaganda para a população se vacinar, num movimento oposto ao que Bolsonaro adotou até hoje. Ele recomendou que a população não siga nenhuma “decisão imbecil do presidente da República ou ministro da Saúde”, além de apoiar governadores que tentam obter vacinas por conta própria.

Em seu discurso, Bolsonaro adotou tom moderado, não fez ataques a governadores e prefeitos e citou de passagem fármacos sem eficácia contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina, que se tornou uma aposta do governo durante a crise. O presidente disse que o País terá mais de 400 milhões de vacinas até o fim do ano.

O evento no Planalto marcou a sanção de três leis que tratam da pandemia. Um dos textos (PL 534/2021) autoriza a União a assumir riscos e custos de efeitos adversos das vacinas, medida que destrava a compra dos imunizantes da Pfizer e Janssen. A exigência era um dos entraves do governo federal para os negócios. Além disso, o texto permite que Estados e municípios comprem os imunizantes. A iniciativa privada também pode adquirir as doses, mas deve doar 100% ao Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto grupos prioritários são imunizados pela rede pública.

Ao mesmo tempo em que Bolsonaro passou a defender a vacina, o Ministério da Saúde admite que a campanha nacional de imunização pode parar pela escassez dos imunizantes. Em carta enviada à Embaixada da China para tentar a compra de 30 milhões de vacinas, a pasta afirma estar ciente da importância de conter a nova variante da Covid-19 e impedir que o vírus “se espalhe pelo mundo, recrudescendo a pandemia”.

Vacina da China e ‘jacaré’

O discurso da pasta contrasta com declarações anteriores do presidente. Ele já afirmou que não compraria doses da Coronavac, desenvolvida na China, devido a sua “origem”. Disse ainda, em dezembro, que a pressa pela chegada dos imunizantes “não se justifica” e que as farmacêuticas é que deveriam estar interessadas em negociar com o governo. “Pessoal diz que eu tenho que ir atrás. Não, quem quer vender (que tem). Se sou vendedor, eu quero apresentar”, disse Bolsonaro em 28 de dezembro.

O imunizante da Pfizer, citado hoje como solução, já foi alvo de desdém do próprio presidente. “Lá no contrato da Pfizer está bem claro: ‘Não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um jacaré, é problema de você’”, disse Bolsonaro em 17 de dezembro.

Em contraste com discursos anteriores, o presidente ainda evitou críticas a restrições de circulação e lockdowns. Disse que no começo da pandemia essas restrições foram adotadas para que hospitais fossem aparelhados com leitos de UTI e respiradores. “Nenhum prefeito, governador, reclamou de falta de recursos para que tivesse, então, hospitais, leitos e UTI e respiradores.”

Em seu discurso, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que as medidas aprovadas no Congresso possibilitaram a compra da vacina da Pfizer, em referência à cláusula sobre a responsabilidade por efeitos colaterais. Em aceno a Bolsonaro, que por meses criticou as exigências da farmacêutica, o general disse que o presidente “pessoalmente” conseguiu adiantar o cronograma de entrega desta vacina em um trimestre. O presidente reuniu-se na segunda-feira, 8, com representantes do laboratório.

“Estamos garantidos para março entre 22 e 25 milhões, podendo chegar a 38 milhões de doses”, disse Pazuello. Ele afirmou que o SUS tem capacidade de vacinar de 1 milhão a 1,5 milhão por dia. Desde 17 de janeiro, quando a imunização começou no País, 8,7 milhões de pessoas receberam ao menos uma dose, o que representa 4,13% da população do País.

O ministro também afirmou que todas as vacinas compradas com recursos públicos serão distribuídas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), em um recado a prefeitos e governadores que planejam realizar a compra de vacinas em paralelo ao governo federal.

Projetos

Ao sancionar projetos relacionados à vacinação, Bolsonaro vetou trecho do PL 534/2021 que previa o uso de recursos da União para Estados e municípios comprarem imunizantes. Prefeitos e governadores podem adquirir, mas desde que com dinheiro próprio.

O presidente sancionou ainda projeto com mudanças na MP 1026/2021. O texto permite que vacinas sejam compradas mesmo antes de aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A lei também dá um prazo de sete dias para a agência se manifestar sobre a permissão de uso emergencial de vacinas já autorizadas em outros países, como Estados Unidos, Rússia, Argentina e Índia.

O texto pode beneficiar a entrada no País de vacinas como a Sputnik V e a Covaxin, desenvolvidas na Rússia e Índia, respectivamente, e já adquiridas pelo ministério. A nova regra dá condições para a Anvisa, se preciso, pedir informações e até negar este aval. No mês passado, Bolsonaro vetou um dispositivo que obrigava a agência a conceder o uso emergencial em cinco dias a imunizantes autorizados em outros países.

O terceiro texto assinado por Bolsonaro (PL 2809/2020) prorroga a suspensão da manutenção das metas quantitativas e qualitativas no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de indicadores que devem ser cumpridos por prestadores de serviço do SUS para que recebam recursos do governo. Como a pandemia alterou o perfil dos serviços mais prestados – cirurgias eletivas foram canceladas em alguns momentos, por exemplo –, o texto suspende a análise destas metas.

Estadão Conteúdo