A Gente diz

Em sessão Extraordinária, Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista aprova antecipação de feriado da Padroeira da Cidade.

Fato não muito comum, mais justificável, O Poder Legislativo de Vitória da Conquista se reuniu, na manhã deste domingo (24), em uma sessão extraordinária virtual e aprovou por maioria matéria do Projeto de Lei nº 03/2020, encaminhado pela Prefeitura Municipal. Que trata da antecipação para a próxima quarta-feira (27) do feriado referente à Nossa Senhora das Vitórias, padroeira do município, celebrado todo ano no dia 15 de agosto.

Esta medida adotada pela prefeitura de Conquista, em antecipar o feriado municipal para quarta-feira soma-se, com as adotadas pelo Governo Estadual. Que praticamente usaram da mesma prerrogativa.  A Assembleia Legislativa da Bahia aprovou, em Sessão Extraordinária, a antecipação dos feriados de São João (24 de junho) e Independência da Bahia (2 de julho) para segunda, 25, e terça-feira, 26, em todo o estado.

As justificativas tanto da parte da prefeitura como do governo do Estado, se propõem a proporcionar a redução da circulação de pessoas nas ruas, de forma a evitar a disseminação do novo coronavírus – Covid 19. E no âmbito estadual, o governo da Bahia sugere que  os demais municípios também façam ajustes no sentido acompanhar estas mesmas diretrizes.

Portaria do Detran-BA regulamenta sistema remoto para aulas teóricas em autoescolas

A pandemia do coronavírus provocou mudanças também no processo de obtenção da primeira carteira de habilitação no país, com o surgimento de novas regras para o funcionamento das autoescolas. Na Bahia, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) publicou, nesta quinta-feira (21), a portaria que regulamenta o sistema remoto para as aulas teóricas em Centros de Formação de Condutores (CFCs) credenciados ao órgão, enquanto durar a crise sanitária. A portaria do Detran-BA cumpre a deliberação 189, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que trata das alterações no modelo de ensino dos CFCs. Os alunos podem aguardar o retorno das aulas teóricas presenciais ou dar continuidade ao curso, agora com aulas exclusivamente remotas. Os interessados no modelo virtual devem agendar na autoescola a coleta dos dados biométricos, seguindo medidas de prevenção à Covid-19, para que eles tenham acesso ao monitorando em tempo real. Em casa, o aluno vai precisar usar dispositivos eletrônicos compatíveis com o sistema da autoescola, equipamentos exigidos pelo Contran para a aplicação da aula remota. Para garantir a segurança no procedimento, o Detran-BA determinou que os CFCs façam um relatório das atividades, que deverá ser enviado ao órgão em até 72 horas, após o término da aula, contendo as seguintes informações:  – Identificação do Centro de Formação de Condutores;  – Data e horários de início e término da aula remota, com o registro biométrico facial do instrutor e do aluno; – Conteúdo da aula agendada; – Quantidade de alunos, com a presença de cada um registrada virtualmente.

Bahiagás doa R$ 280 mil para compra de respiradores

Conforme publicação no Diário Oficial do Estado de hoje (21), a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIESB) será responsável por conseguir os equipamentos. O prazo de execução é de seis meses

Foto : Divulgação

Por João Brandão no dia 21 de Maio de 2020 ⋅ 16:20

A empresa de economia mista Bahiagás, que tem como sócio majoritário o governo da Bahia, doou R$ 280 mil para compra de respiradores a serem destinados à Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) ou a hospitais públicos do Estado.

Conforme publicação no Diário Oficial do Estado de hoje (21), a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIESB) será responsável por conseguir os equipamentos. O prazo de execução é de seis meses.

Ontem (20), o governo da Bahia recebeu uma carga com 159 respiradores mecânicos. O material foi desembarcado no terminal de cargas da empresa Latam em Salvador e encaminhado a um depósito para posterior esterilização.

Bahia tem mais 17 cidades com transporte suspenso; total chega a 196

Decreto publicado hoje também autoriza a retomada do transporte em quatro municípios

Foto : Portal da Copa/ME

Por Juliana Rodrigues no dia 22 de Maio de 2020 ⋅ 10:00

O transporte intermunicipal será suspenso em Aporá, Apuarema, Barra do Rocha, Canavieiras, Governador Mangabeira, Igrapiúna, Itanagra, Itapebi, Itororó, Jacaraci, Mairi, Mirante, Olindina, Sátiro Dias, Saubara, Tabocas do Brejo Velho e Ubaíra a partir de amanhã (23). A decisão, publicada em decreto no Diário Oficial do Estado de hoje (22), tem como objetivo conter o avanço do coronavírus na população baiana.

Ficam proibidas nesses municípios a circulação, a saída e a chegada de qualquer transporte intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans.

O decreto também autoriza a retomada do transporte em América Dourada, Boa Vista do Tupim, Itaguaçu da Bahia e Nilo Peçanha, cidades com 14 dias ou mais sem novos casos de covid-19.

Lista de municípios com transporte suspenso

No total, a Bahia possui 196 municípios com restrição no transporte. São eles: Abaíra, Água Fria, Aiquara, Alagoinhas, Amargosa, Amélia Rodrigues, Anagé, Anguera, Aporá, Apuarema, Araçás, Aracatu, Araci, Arataca, Aurelino Leal, Banzaê, Barra, Barra do Choça, Barra do Rocha, Barreiras, Barro Preto, Barrocas, Belmonte, Bom Jesus da Lapa, Boquira, Buerarema, Cachoeira, Caém, Caetanos, Caetité, Cairu, Caldeirão Grande, Camacã, Camaçari, Camamu, Campo Alegre de Lourdes, Canavieiras, Candeias, Capela do Alto Alegre, Capim Grosso, Cardeal da Silva, Castro Alves, Catu, Coaraci, Cocos, Conceição da Feira, Conceição do Almeida, Conceição do Coité, Conceição do Jacuípe, Condeúba, Coração de Maria, Cravolândia, Cristópolis, Cruz das Almas, Dário Meira, Dias D’Ávila, Dom Basílio, Encruzilhada, Entre Rios, Euclides da Cunha, Eunápolis, Feira de Santana, Floresta Azul, Gandu, Gongogi, Governador Mangabeira, Iaçu, Ibicaraí, Ibirapitanga, Ibirataia, Igrapiúna, Ilhéus, Ipecaetá, Ipiaú, Irará, Irecê, Itabela, Itaberaba, Itabuna, Itacaré, Itagi, Itagibá, Itajuípe, Itamaraju, Itanagra, Itaparica, Itapebi, Itapicuru, Itapitanga, Itarantim, Itatim, Itiúba, Itororó, Jacaraci, Jacobina, Jaguarari, Jaguararipe, Jaguaquara, Jequié, Jitaúna, Juazeiro, Lafaiete Coutinho, Laje, Lajedo do Tabocal, Lapão, Lauro de Freitas e Licínio de Almeida.

A suspensão inclui ainda Livramento de Nossa Senhora, Luís Eduardo Magalhães, Madre de Deus, Mairi, Manoel Vitorino, Maracás, Maragogipe, Maraú, Mata de São João, Medeiros Neto, Mirangaba, Mirante, Monte Santo, Morpará, Morro do Chapéu, Mucugê, Mucuri, Mundo Novo, Muritiba, Mutuípe, Nova Ibiá, Nova Soure, Nova Viçosa, Olindina, Oliveira dos Brejinhos, Ouriçangas, Paramirim, Paratinga, Pau Brasil, Paulo Afonso, Piripá, Piritiba, Pojuca, Ponto Novo, Porto Seguro, Potiraguá, Prado, Presidente Dutra, Presidente Tancredo Neves, Queimadas, Quixabeira, Rafael Jambeiro, Remanso, Retirolândia, Riachão do Jacuípe, Ribeira do Pombal, Rio Real, Rodelas, Ruy Barbosa, Salvador, Santa Bárbara, Santa Luzia, Santa Maria da Vitória, Santaluz, Santanópolis, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, Santo Estevão, São Desidério, São Félix, São Francisco do Conde, São Gonçalo dos Campos, São Sebastião do Passé, Sátiro Dias, Saubara, Saúde, Seabra, Senhor do Bonfim, Serrinha, Simões Filho, Sobradinho, Tabocas do Brejo Velho, Taperoá, Teixeira de Freitas, Teofilândia, Ubaíra, Ubaitaba, Ubatã, Umburanas, Una, Urandi, Uruçuca, Valença, Valente, Várzea da Roça, Vera Cruz, Vereda, Vitória da Conquista e Wenceslau Guimarães.

Alunos da UniFTC buscam soluções para a crise do novo Coronavírus durante hackathon 

UniFTC de Vitória da Conquista realiza Colação de Grau Drive Thru

Bolsonaro pede a governadores apoio a veto que congela salário de servidores

(Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

“Temos que trabalhar em conjunto a sanção de um socorro aos senhores governadores”, afirmou

O presidente Jair Bolsonaro pediu a governadores que apoiem o veto que pretende fazer ao projeto de socorro a Estados e municípios para proibir que o funcionalismo tenha reajustes até o fim de 2021.

Acompanhado de ministros, Bolsonaro realizou nesta quinta-feira (21) ma videoconferência com governadores para discutir ações relacionadas ao enfrentamento da crise de saúde e econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus. O encontro foi marcado por um tom conciliatório.

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), participaram da videoconferência. Antes, tiveram uma audiência com Bolsonaro.

“Temos que trabalhar em conjunto a sanção de um socorro aos senhores governadores, de aproximadamente R$ 60 bilhões, também extensivo a prefeitos”, disse o presidente na abertura do encontro. “O que se pede apoio aos senhores é a manutenção de um veto muito importante.” Bolsonaro pediu o apoio aos governadores porque um possível veto dele ao projeto pode ser derrubado por deputados e senadores em sessão do Congresso.

Segundo Bolsonaro, congelar reajustes na remuneração de todos os servidores públicos até o fim do não que vem é o “remédio menos amargo” para o funcionalismo, “mas de extrema importância para todos os 210 milhões de brasileiros”.

“Bem como nesse momento difícil que o trabalhador enfrenta, alguns perderam seus empregos, outros tendo salário reduzido, os informais que foram duramente atingidos nesse momento, buscar maneiras de, ao restringirmos alguma coisa até 31 de dezembro do ano que vem, isso tem a ver com servidor público da União, Estados e municípios, nós possamos vencer essa crise”, afirmou o presidente na abertura do encontro.

Segundo dados oificiais, mais de 8 milhões de trabalhadores da iniciativa privada tiveram o salário cortado ou o contrato suspenso. A expectativa da equipe econômica é que 73% dos empregados com carteira assinada vão ser atingidos com uma das duas possibilidades. Outros 51 milhões de brasileiros estão recebendo o auxílio emergencial de R$ 600 porque tiveram a renda atingida pelos efeitos da pandemia.

O presidente disse que vai sancionar o projeto “o mais rápido possível”, após “ajustes técnicos” na proposta que permite contratação de agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

Da forma como foi enviado ao Congresso, o congelamento garantiria uma economia de R$ 130 bilhões para União, Estados e municípios. Depois das modificações feitas pelos deputados e senadores, a economia caiu para R$ 43 bilhões.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, foi o próprio Bolsonaro que deu aval para que o Congresso aumentasse a lista de categorias que podem ter reajuste até o fim do ano que vem, contrariando as orientações da equipe econômica. Depois, no entanto, o presidente passou a se comprometer, em público, a vetar a possibilidade para reajustes.

Ele tem até o dia 27 de maio para sancionar o socorro aos Estados e municípios, com o veto à possibilidade de aumento salarial para o funcionalismo. Como mostrou o Estadão/Broadcast, o presidente segura os vetos para permitir reajustes a algumas categorias, como as polícias civil e militar do Distrito Federal, cuja autorização para o aumento foi aprovada na semana passada pelo Congresso. Outros Estados, como Mato Grosso e Paraíba, também deram aumentos para servidores nesse período.

Em seu discurso, Maia defendeu o projeto de socorro aos Estados e pregou a união entre estados, municípios e governo federal para o enfrentamento da crise. “Esse projeto vem nessa linha, projeto construído no Congresso Nacional junto com governo federal, que hoje vem à sua sanção em um momento muito importante no enfrentamento à crise. A união de todos no enfrentamento à crise vai criar com certeza as condições para que nos segundo momento possamos tratar do pós-pandemia da recuperação econômica, da recuperação dos empregos”, disse o presidente da Câmara.

O presidente do Senado, em sua fala na abertura do encontro, alertou que os políticos e governantes têm responsabilidade de conduzir o país durante a crise da pandemia e também depois, quando, segundo ele, as desigualdades na sociedade devem aumentar.

“A gente tem que ter a consciência de que essa crise é sem precedente na nossa vida, mas seremos cobrados por qual atitude tomamos para enfrentar a dificuldade de saúde pública que já tirou a vida de 20 mil brasileiros, milhares perdendo a chance de um futuro promissor. Nós temos responsabilidade com 210 milhões de brasileiros. Após essa pandemia o nosso país terá muito mais desigualdade. Essa diferença nas classes sociais se ampliará. A gente precisa ter responsabilidade e compromisso público”, disse o presidente do Senado. Fonte correio24horas.com.br/noticia

Casos de doenças causados pelo arbovírus do mosquito Aedes Aegypti: Dengue, Chikungunya e Zika, são crescentes em Vitória da Conquista.

 

 

 

O Portal de notícias  A Gente Diz solicitou da Secretaria Municipal de Saúde, através da Ascon, informações relacionadas aos inúmeros  casos provenientes   do   arbovírus do mosquito  Aedes Aegypti; Dengue, Chikungunya e Zika, que acontece praticamente em todos os bairros e distritos de Vitória da Conquista. Sem, que tenha um posicionamento mais efetivo dos órgãos municipal, estadual e federal.

“Enquanto todos os olhares e foco são direcionados nas campanhas do Covid-19, a nossa cidade vivencia uma calamidade, são centenas de pessoas que contraíram e continuam sendo afetada por essa doença, e o poder público não toma as providências necessárias”, protesta, o morador do Bairro Bateias, Zona Oeste da Cidade, Manoel Ribeiro.

Da mesma forma, o senhor Gilvan Fernandes, morador da Urbis VÏ, e membro do Conselho de Saúde do Município, se manifesta; “as autoridades municipais estão deixando em segundo plano a questão da Dengue, e estar causando uma devassa e contaminando muita gente.” Comentou Fernandes.
Contudo, estas reivindicações precisa também serem feitas pela Câmara de Vereadores e o Ministério Público, para que os gestores responsáveis possam pelo menos amenizar  e equacionar a situação dos  casos notificados de Dengue, Zika e Chikungunya, na cidade.

 

Em resposta ao Portal de notícias  A Gente, a Secretaria Municipal de Saúde, através do Centro de Controle de Endemias, divulgou um  boletim informando  sobre as notificações de casos de Dengue, Zika e Chikungunya – doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti – que ocorre em Vitória da Conquista, correspondente  ao período de janeiro a 8 de maio de 2020.

Segue a nota: De acordo com o levantamento de dados, foram notificados 2.498 casos suspeitos de Dengue, Zika ou Chikungunya:

Dengue – foram registrados 1.923 casos notificados para suspeita de dengue, sendo 212 confirmados, 56 descartados e 200 apresentaram diagnóstico inconclusivo em relação a doença. Outros 1.453 pacientes aguardam resultado laboratorial. Quanto aos óbitos, foram registrados dois falecimentos por dengue grave hemorrágica no município, de moradoras dos bairros Alto Maron e Guarani.

Zika – 342 casos suspeitos de Zika foram notificados até o momento, sendo que dois foram confirmados, 331 aguardam resultado e nove apresentaram diagnóstico inconclusivo em relação à doença.

Chikungunya – Já foram notificados 233 casos suspeitos de Chikungunya no município, sendo dois casos confirmados e 222 ainda aguardam resultado laboratorial. Não houve nenhum resultado com diagnóstico inconclusivo em relação a doença.

O aumento no número de ocorrências de casos já estava previsto pelo Ministério da Saúde desde 2019, quando foi sinalizado que no Nordeste e nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo haveria um aumento significativo de notificações de Dengue, Zika e Chikungunya em 2020, por conta do vírus que está circulando nessas regiões que é o tipo 2. Esse tipo ainda não havia circulado nessas regiões e, por isso, uma vez que as pessoas não tiveram contato com ele, a possibilidade de disseminação é grande.

Em caso de sintomas de febre, dores articulares, dores abdominais e ao redor dos olhos, diarreia ou a presença de manchas avermelhadas pelo corpo, a pessoa deve procurar atendimento médico na unidade de saúde mais próxima de casa, onde será notificada e orientada para o cuidado.

Na unidade de saúde também serão solicitados exames específicos para detecção da Dengue, Zika ou Chikungunya. A coleta da amostra de sangue para exame poderá ser feita na própria unidade ou o paciente será encaminhado para realizar a coleta no Laboratório Central Municipal (Lacem). Atualmente, a amostra é enviada ao Lacen Estadual, em Salvador, que realiza a análise laboratorial e dá um prazo de, no mínimo, 30 dias para entrega do resultado.

De acordo com Eliezer Silveira, coordenador do Centro de Controle de Endemias: “há uma demora, pois estamos diante de um cenário de pandemia da Covid-19 e também um aumento expressivo de casos de arboviroses em toda Bahia”, explica o coordenador.

AÇÕES – Mesmo sem os resultados dos exames, as ações de controle e prevenção são tomadas a partir de cada notificação enviada ao Centro de Controle de Endemias, como explica o coordenador: “Fazemos uma triagem, atualização do Sistema Nacional de Notificação de Agravo (Sinan) e atendemos a situação de cada caso com o trabalho de controle vetorial no imóvel e no quarteirão onde haja casos suspeitos notificados, fazendo um bloqueio”.

Neste momento, a Secretaria Municipal de Saúde convoca o apoio de toda a população nesta luta contra o mosquito Aedes aegypti. Pequenas ações diárias são essenciais para evitar a proliferação do mosquito como: verificar a vedação adequada de caixas d’água, evitar o descarte incorreto do lixo na rua, fiscalizar os pratinhos de planta, garrafas, e qualquer outro objeto que possa acumular água parada no quintal. Continuamos juntos nesta batalha!

Canudos: Homem e mulher grávida são presos transportando 100Kg de maconha na BR-116

 

Um homem e uma mulher grávida foram presos na noite de terça-feira (19), na BR-116, trecho da cidade de Canudos, no norte da Bahia, após serem flagrados transportando 100 quilos de maconha em um carro. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caso ocorreu na altura do Km-154. No veículo, alugado, estavam apenas o motorista e a companheira dele, de 22 anos, que está grávida. A PRF informou que, para tentar escapar da fiscalização, o homem disse aos policiais que a mulher estava em trabalho de parto e precisava procurar um hospital com urgência. A equipe da PRF desconfiou da história e decidiu fazer uma fiscalização no veículo, quando a droga foi encontrada no compartimento de carga, dividida em quatro sacos de lixo, pronta para consumo. Os presos, o veículo e o entorpecente foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil em Euclides da Cunha. O crime de tráfico de drogas tem pena prevista de cinco a 15 anos de prisão.

Barroso vota para que MP de Bolsonaro não blinde atos que afrontam normas na pandemia

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta quarta-feira (20) para restringir o alcance dos efeitos da medida provisória que protege servidores públicos de responsabilização por atos administrativos durante a pandemia do novo coronavírus.

O plenário deu início ao julgamento de seis ações que questionam a constitucionalidade da MP editada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A sessão foi suspensa e será retomada nesta quinta-feira (21).

Segundo a medida, durante a crise da Covid-19 somente poderão responder nas esferas civil e administrativa da Justiça os agentes públicos que “agirem ou se omitirem com dolo ou erro grosseiro”.

Barroso votou para que a MP seja interpretada de acordo com a Constituição e afirmou que o texto deve ser mantido na integralidade. Ponderou, no entanto, que, na aplicação da norma, devem ser excluídos do conceito de erro grosseiro medidas que “não observem normas e critérios técnicos estabelecidos por autoridades sanitárias do Brasil e do mundo”.

Além disso, defendeu que equívocos que violem os princípios da precaução e da prevenção também devem ser excluídos dos critérios de aplicação da MP.

O ministro fez uma defesa enfática das evidências científicas e, em um recado ao Palácio do Planalto, disse que acabar com o isolamento social é sujeitar o país “ao risco de genocídio”.

O magistrado também sublinhou que “a eficácia ou a segurança” do uso da hidroxicloroquina ainda são “controvertidas na comunidade científica” no combate ao novo coronavírus. A declaração ocorre no mesmo dia em que o Ministério da Saúde divulgou protocolo para liberar a aplicação do medicamento para todos pacientes da Covid-19, inclusive aqueles com sintomas leves.

Outra previsão da MP é de que “a responsabilização pela opinião técnica não se estenderá de forma automática ao decisor que a houver adotado como fundamento de decidir”.

Barroso, por sua vez, se posicionou para que as autoridades exijam das áreas técnicas que os pareceres tratem de critérios científicos com respaldo em entidades médicas e sanitárias do Brasil e do mundo, além de obrigá-los a observar os princípios constitucionais da precaução, “sob pena de se tornarem corresponsáveis por eventuais violações a direitos”.

A inclusão relâmpago das ações na pauta desta quarta-feira do plenário do Supremo representa uma mudança de estratégia da corte na análise de matérias de autoria do Executivo.

Após críticas pelas recorrentes decisões monocráticas de membros da corte, Barroso e o presidente do STF, Dias Toffoli, preferiram levar a discussão ao plenário, a fim de dar mais peso ao entendimento firmado sobre o tema.

Assim, em vez de apreciar sozinho as impugnações à MP, Barroso se articulou com Toffoli para levar o caso ao plenário. O presidente do STF então mudou a previsão de julgamentos para atender ao pedido do colega.

No julgamento, Barroso fez duras críticas à redação da MP. Segundo ele, a norma não atinge o objetivo de dar mais segurança jurídica para agentes públicos tomarem decisões céleres no enfrentamento à pandemia.

“Passou a impressão, possivelmente errada, de que se estava querendo proteger coisas erradas. Essa foi a percepção do sentido e alcance do texto”, disse o ministro.

A proteção prevista na MP vale para sanções por medidas adotadas, direta ou indiretamente, no âmbito do enfrentamento da emergência sanitária e no combate aos efeitos econômicos decorrentes da doença.

O texto entrou em vigor na última quinta-feira (14) e, para não perder a validade, precisaria ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.

A Rede Sustentabilidade argumentou que a MP restringe a punição de agentes públicos num contexto de pandemia, quando os controles dos atos da administração pública estão flexibilizados. No Ministério da Saúde, por exemplo, contratos milionários têm sido firmados com inexigibilidade de licitação.

“A União acaba por permitir que danos ao erário não sejam devidamente ressarcidos”, diz um dos trechos da ação.

O partido argumenta que a “blindagem” do servidor gera perdas à coletividade, pois ele “não precisará refletir adequadamente sobre suas decisões”, estando protegido “a priori de qualquer pretensa responsabilização, bastando-lhe alegar que não agiu por culpa grave (erro grosseiro) ou dolo”.

Ministros do STF ouvidos em caráter reservado pela Folha já haviam considerado a MP, da forma como foi redigida, vaga e inconstitucional.

O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), José Mucio Monteiro, afirmou que o texto estimula mal-intencionados e que não pode haver salvo-conduto quando os gastos com a pandemia já consumiram mais de R$ 600 bilhões.

Para definir responsabilizações, a MP definiu erro grosseiro como “erro manifesto, evidente e inescusável praticado com culpa grave, caracterizado por ação ou omissão com elevado grau de negligência, imprudência ou imperícia”.

Para isso, têm que ser levados em conta, entre outros pontos, os “obstáculos e as dificuldades reais do agente público”, a “complexidade da matéria e das atribuições exercidas”, a “circunstância de incompletude de informações na situação de urgência ou emergência”, além do “contexto de incerteza acerca das medidas mais adequadas para enfrentamento da pandemia e das suas consequências, inclusive as econômicas”.

Segundo relataram interlocutores à Folha, desde o início da crise da Covid-19 existe preocupação entre técnicos do governo sobre possíveis responsabilizações por medidas tomadas na pandemia. Eles argumentam, por exemplo, que o sistema de compras públicas teve de ser modificado e que é preciso algum tipo de proteção para processos de caráter emergencial.

Para formar uma convicção sobre o tema, Barroso disse que conversou com o ex-ministro da Controladoria-Geral da União Valdir Simão.

No diálogo, segundo o magistrado, ambos concluíram que a norma não resolve os problemas de gestores no país e que pode passar a impressão de proteção a condutas mal-intencionadas.

Barroso citou que muitos processos contra atos administrativos levam anos para serem julgados e que o mais efetivo seria montar um sistema de monitoramento e prestação de contas em tempo real.

Folhapress

Foto: Gabriela Biló/Estadão

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal) 20 de maio de 2020 | 20:00

Barroso vota para que MP de Bolsonaro não blinde atos que afrontam normas na pandemia

brasil

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta quarta-feira (20) para restringir o alcance dos efeitos da medida provisória que protege servidores públicos de responsabilização por atos administrativos durante a pandemia do novo coronavírus.

O plenário deu início ao julgamento de seis ações que questionam a constitucionalidade da MP editada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A sessão foi suspensa e será retomada nesta quinta-feira (21).

Segundo a medida, durante a crise da Covid-19 somente poderão responder nas esferas civil e administrativa da Justiça os agentes públicos que “agirem ou se omitirem com dolo ou erro grosseiro”.

Barroso votou para que a MP seja interpretada de acordo com a Constituição e afirmou que o texto deve ser mantido na integralidade. Ponderou, no entanto, que, na aplicação da norma, devem ser excluídos do conceito de erro grosseiro medidas que “não observem normas e critérios técnicos estabelecidos por autoridades sanitárias do Brasil e do mundo”.

Além disso, defendeu que equívocos que violem os princípios da precaução e da prevenção também devem ser excluídos dos critérios de aplicação da MP.

O ministro fez uma defesa enfática das evidências científicas e, em um recado ao Palácio do Planalto, disse que acabar com o isolamento social é sujeitar o país “ao risco de genocídio”.

O magistrado também sublinhou que “a eficácia ou a segurança” do uso da hidroxicloroquina ainda são “controvertidas na comunidade científica” no combate ao novo coronavírus. A declaração ocorre no mesmo dia em que o Ministério da Saúde divulgou protocolo para liberar a aplicação do medicamento para todos pacientes da Covid-19, inclusive aqueles com sintomas leves.

Outra previsão da MP é de que “a responsabilização pela opinião técnica não se estenderá de forma automática ao decisor que a houver adotado como fundamento de decidir”.

Barroso, por sua vez, se posicionou para que as autoridades exijam das áreas técnicas que os pareceres tratem de critérios científicos com respaldo em entidades médicas e sanitárias do Brasil e do mundo, além de obrigá-los a observar os princípios constitucionais da precaução, “sob pena de se tornarem corresponsáveis por eventuais violações a direitos”.

A inclusão relâmpago das ações na pauta desta quarta-feira do plenário do Supremo representa uma mudança de estratégia da corte na análise de matérias de autoria do Executivo.

Após críticas pelas recorrentes decisões monocráticas de membros da corte, Barroso e o presidente do STF, Dias Toffoli, preferiram levar a discussão ao plenário, a fim de dar mais peso ao entendimento firmado sobre o tema.

Assim, em vez de apreciar sozinho as impugnações à MP, Barroso se articulou com Toffoli para levar o caso ao plenário. O presidente do STF então mudou a previsão de julgamentos para atender ao pedido do colega.

No julgamento, Barroso fez duras críticas à redação da MP. Segundo ele, a norma não atinge o objetivo de dar mais segurança jurídica para agentes públicos tomarem decisões céleres no enfrentamento à pandemia.

“Passou a impressão, possivelmente errada, de que se estava querendo proteger coisas erradas. Essa foi a percepção do sentido e alcance do texto”, disse o ministro.

A proteção prevista na MP vale para sanções por medidas adotadas, direta ou indiretamente, no âmbito do enfrentamento da emergência sanitária e no combate aos efeitos econômicos decorrentes da doença.

O texto entrou em vigor na última quinta-feira (14) e, para não perder a validade, precisaria ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.

A Rede Sustentabilidade argumentou que a MP restringe a punição de agentes públicos num contexto de pandemia, quando os controles dos atos da administração pública estão flexibilizados. No Ministério da Saúde, por exemplo, contratos milionários têm sido firmados com inexigibilidade de licitação.

“A União acaba por permitir que danos ao erário não sejam devidamente ressarcidos”, diz um dos trechos da ação.

O partido argumenta que a “blindagem” do servidor gera perdas à coletividade, pois ele “não precisará refletir adequadamente sobre suas decisões”, estando protegido “a priori de qualquer pretensa responsabilização, bastando-lhe alegar que não agiu por culpa grave (erro grosseiro) ou dolo”.

Ministros do STF ouvidos em caráter reservado pela Folha já haviam considerado a MP, da forma como foi redigida, vaga e inconstitucional.

O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), José Mucio Monteiro, afirmou que o texto estimula mal-intencionados e que não pode haver salvo-conduto quando os gastos com a pandemia já consumiram mais de R$ 600 bilhões.

Para definir responsabilizações, a MP definiu erro grosseiro como “erro manifesto, evidente e inescusável praticado com culpa grave, caracterizado por ação ou omissão com elevado grau de negligência, imprudência ou imperícia”.

Para isso, têm que ser levados em conta, entre outros pontos, os “obstáculos e as dificuldades reais do agente público”, a “complexidade da matéria e das atribuições exercidas”, a “circunstância de incompletude de informações na situação de urgência ou emergência”, além do “contexto de incerteza acerca das medidas mais adequadas para enfrentamento da pandemia e das suas consequências, inclusive as econômicas”.

Segundo relataram interlocutores à Folha, desde o início da crise da Covid-19 existe preocupação entre técnicos do governo sobre possíveis responsabilizações por medidas tomadas na pandemia. Eles argumentam, por exemplo, que o sistema de compras públicas teve de ser modificado e que é preciso algum tipo de proteção para processos de caráter emergencial.

Para formar uma convicção sobre o tema, Barroso disse que conversou com o ex-ministro da Controladoria-Geral da União Valdir Simão.

No diálogo, segundo o magistrado, ambos concluíram que a norma não resolve os problemas de gestores no país e que pode passar a impressão de proteção a condutas mal-intencionadas.

Barroso citou que muitos processos contra atos administrativos levam anos para serem julgados e que o mais efetivo seria montar um sistema de monitoramento e prestação de contas em tempo real.

Folhapress

 

Na quarentena, Fligê inicia série de lives no Instagram

A partir de sexta-feira (22/05), às 19 horas, a Fligê inicia uma série de lives no Instagram em que serão discutidos vários temas que perpassam a Feira.

A primeira abordará arquitetura, patrimônio histórico e tombamento de uma cidade cuja identidade arquitetônica e urbana é tão marcante: Mucugê, sede da Fligê.

Vamos falar sobre história, a necessidade de preservar as características identitárias da cidade e as políticas de patrimonialização e tombamento no município.

Para tratar do tema, o convidado é Fellipe Decrescenzo, arquiteto e mestrando PPG-AU/UFBA. A conversa será conduzida por Érika Camargo, jornalista da Fligê.

Essas lives integram a Quarentena Fligê, que tem o intuito de aproximar a literatura de questões atuais, considerando que o universo literário oferta múltiplas chaves para interpretar a realidade.

RESUMO

TEMA: Mucugê em retrato

DATA: 22/05

HORÁRIO: 19h

No Instagram da Fligê: www.instagram.com/fligemucuge

                                             

Presidente Bolsonaro comenta atitude de Salomão em barbearia, em Vitória da Conquista, veja vídeo

 

A atitude do vereador David Salomão (PRTB) na última quinta-feira (14), continua recebendo elogios dos bolsonaristas. O vereador expulsou fiscais do Setor de Posturas da Prefeitura que cumpriam uma ordem de interdição a uma barbearia. Após a deputada federal Carla Zambelli elogiar o vereador nas redes sociais, hoje foi a vez do presidente Jair Bolsonaro enaltecer a atitude.

Em uma entrevista realizada nesta terça-feira (19), por videoconferência, ele apoiou a atitude e disse ainda que a permissão de funcionamento faz parte de uma lei federal. “Ele botou os fiscais para correr, pô. Esse decreto é o decreto do presidente. Ele aqui é das leis”, afirmou Bolsonaro.

Contudo, vigora um decreto municipal que não permite a abertura desses estabelecimentos em virtude da pandemia de Coronavírus.

Apesar dos elogios, a atitude de Salomão não teve eficácia, uma vez que, na sequência, os fiscais voltaram acompanhados da Polícia Militar e o estabelecimento foi interditado. A loja de óleo dentro da qual a barbearia funciona também emitiu uma nota dizendo não ter concordado com a postura de Salomão.

Um boletim de ocorrência foi registrado pelos trabalhadores contra o vereador e a Prefeitura acionou a Procuradoria Geral do Município contra Salomão.

Nos últimas dias, o município registrou um aumento espantoso nos casos confirmados de Coronavírus, chegando a 95. Parte desse aumento se deve ao fato de muitas pessoas não obedecerem ao isolamento social. Blog do Sena