A Gente diz

Mãos que Ajudam e o Grupo Costura do Bem se Unem na Batalha Contra a COVID-19

Em Vitória da Conquista Sueli Ribeiro do grupo “Costura do Bem”, e Liliam Cavalcante do projeto “Mãos Que Ajudam” de A Igreja de Jesus Cristo dos santos dos últimos dias, reuniu um grupo costureiras todas voluntárias, para produzirem máscaras e doar, para asilos, postos de saúde, hospitais, casas de acolhimento, pessoas carentes, etc. Essa ideia surgiu quando Sueli conheceu o projeto fábrica do bem que é comandado por seus irmãos Elizandro e a Elizandra na cidade de Carazinho RS. A ideia consiste em proteger pessoas com o uso da máscara e dessa forma diminuir a contaminação dos indivíduos pelo coronavírus. Sabendo que as máscaras sumiram das farmácias a opção foi produzir com material reutilizável nesse caso o tnt que é recomendado para pacientes e acompanhantes. O grupo denominado “Costura do Bem” Hoje conta com 25 costureiras todas voluntárias que desenvolve o trabalho de produção de máscaras com muito amor e dedicação. Liliam Cavalcante responsável pelo projeto “Mãos Que Ajudam” se uniu em parceria com o grupo “Costura do Bem” e assim multiplicou o número de voluntários e doadores de materiais com o projeto Mãos que Ajudam a Vencer o Coronavírus. A Linda Joia através da empresária Maria da Paz prontamente atendeu a solicitação do Mãos que Ajudam e providenciou o corte do tnt arrecadado gerando mais de 11 mil cortes nas medidas para produção de máscaras.

Revista Conquista Top parabeniza essas valorosas mulheres por esse ato de amor e preocupação com o próximo. Sabemos que nesse tempo de pandemia só com fé, amor, união e muito trabalho poderemos vencer esse terrível vírus. Parabéns, Sueli, Liliam Cavalcanti, Nilda, Rosana, Maria, Catiane, Maria da Paz, Rosângela, Katia, Luciana, Antônia, Roseli, Marluce, Maria José, Patrícia, Rose, Rosália, Lilia, Solange, Zandy, Dalva, Mariana, Angélica, Dona Branca, Elza, Gisélia, Guiomar, Lia, Mariana design de modas, Marilene, Sandra, Zildenira, Rose Costa, Elisiane, Verônica Mercês, Nilzete, professora Dinalva, Zenira, Zenaide, Sirleide Dias, Norma e tantos outros voluntários que não medem esforços para ajudar nessa nobre causa. Maiores informações no tel 77 98846-5818. Vejam abaixo nossa galeria de fotos com os voluntários nessa nobre causa.Por Pedro Ribeiro Neto Conquista top Bahia

 

Parentes de detentos realizam manifesto cobrando inauguração e funcionamento do presídio de Brumado

 

Parentes de detentos da cidade de Brumado que hoje se encontram em presídios fora do domicílio, realizaram uma manifestação cobrando do Governo do Estado a inauguração da unidade prisional do município. O ato foi realizado no último sábado (18) nas proximidades do presídio de Brumado. O equipamento de segurança está pronto há mais de três anos, porém ainda não foi entregue à comunidade. O secretário de ressocialização do estado da Bahia, Nestor Duarte, já havia garantido a abertura de licitação para administração do presídio, no último mês de março (veja aqui). Em entrevista ao site Achei Sudoeste, uma das manifestantes, que preferiu não se identificar, disse que é um transtorno para a família ter que se deslocar para outras cidades para visitar os parentes detidos. “Independente de qualquer coisa, Brumado tem presídio para acolher todos os filhos da cidade. O que a gente quer é que inaugurem o presídio. Gastou-se muito dinheiro aqui. Pra que construíram o presídio se não vai inaugurar?”, questionou.

No momento, por conta da pandemia do Covid-19, o novo coronavírus, segundo ela, as famílias estão tendo dificuldades para ter notícias dos parentes. “Estamos há mais de trinta dias sem ter notícias. Eles erraram, mas queremos que paguem o erro aqui. Pra facilitar pra todo mundo”, completou. No presídio de Vitória da Conquista, em uma das alas das celas, cerca de 30 brumadenses estão custodiados no local. A unidade prisional de Brumado conta com mais de 500 vagas e custou R$ 21 milhões.Fonte Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

PMVC divulga mais um Boletim epidemiológico : dos 23 casos confirmados, 18 evoluíram para cura

Data -19/04/2020 – Boletim

Em Vitória da Conquista, o número de casos notificados com suspeita clínica e epidemiológica de infecção pelo Novo Conoravírus chegou a 501, até às 17h deste domingo (19). Os casos confirmados são 23, sendo que 18 deles evoluíram para a cura e 1 evoluiu para óbito.

De acordo com o Boletim epidemiológico divulgado hoje (19) pela Secretaria Municipal de Saúde, do total de casos suspeitos notificados, 394 já foram descartados e 84 estão sendo investigados, dos quais: 24 aguardam resultado laboratorial e 60 aguardam coleta.

A análise das amostras, bem como a divulgação dos resultados são feitas pelo Lacen Estadual, em Salvador, que transmite as informações à Vigilância do município por meio do sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL).

Os bairros Centro, Brasil, Recreio, Alto Maron, Urbis VI, Candeias, Primavera e Lagoa das Flores, foram as localidades que registraram casos confirmados de pacientes com Covid-19.

Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, desde o dia 20 de março, a transmissão do novo coronavírus passou a ser considerada comunitária em todo o território nacional, e, por esse motivo, definições operacionais foram discutidas com o objetivo de orientar o serviço de Vigilância na identificação e notificação dos casos de Covid-19. Essas definições são orientadas por meio do Guia de Vigilância Epidemiológica Emergência de Saúde Pública de importância Nacional pela doença da Covid-19 e na Nota Técnica COE Saúde Nº 54 de 8 de abril de 2020, da Secretaria de Saúde do Estado.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de que, neste momento, a população siga as orientações de distanciamento físico e isolamento social, mantendo os cuidados de higiene, evitando aglomerações e, caso apresente sintomas da doença, entre em contato imediatamente com uma Unidade de Saúde ou com o Call Center.

Call Center – A Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza um Call Center para tirar dúvidas da população sobre a Covid-19 e atender pessoas que apresentem febre de início súbito, acompanhada de tosse ou dor de garganta ou dificuldade respiratória, na ausência de outro diagnóstico específico. Além disso, crianças com menos de 2 anos de idade, considera-se também como casos de Síndrome Gripal: febre de início súbito e sintomas respiratórios (tosse, coriza e obstrução nasal), caso também não tenha outro diagnóstico específico.

Contatos:

  • Telefones fixos: (77) 3429-7451/3429-7434/3429-7436
  • Celulares: (77) 98834-9988/98834-9900/98834-9977/98834-9911

Centro Universitário UniFTC lança campanha de arrecadação de livros infantis

Bahia tem 1.230 casos confirmados de Covid-19

A Bahia registra 1.230 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19). Deste total, 44 óbitos foram registrados nos municípios de Salvador (21), Lauro de Freitas (5) sendo que um dos óbitos é residente no Rio de Janeiro, Gongogi (2), Itapetinga (1), Utinga (1), Adustina (1), Araci (1), Itagibá (1), Uruçuca (2), Ilhéus (2), Itabuna (1), Belmonte (1), Vitória da Conquista (1), Feira de Santana (1), Ipiaú (1), Itapé (1) e Juazeiro (1). Estes números contabilizam todos os registros de janeiro até as 12 horas deste domingo (19).

Dos casos confirmados, 157 são profissionais de saúde. Ao todo, 315 pessoas estão recuperadas e 138 encontram-se internadas, sendo 50 em UTI. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais.

Perfil dos óbitos:

42° óbito – Homem, 37 anos, residente em Itabuna, com histórico de doenças cardiovasculares e renal. Falecimento em 16 de abril. Estava internado em um hospital filantrópico no município de Itabuna.
43° óbito – Homem, 27 anos, residente em Salvador, com histórico de esclerose tuberosa. Falecimento em 16 de abril. Não estava internado.
44° óbito – Homem, 26 anos, residente em Ipiaú, com histórico de obesidade e diabetes. Falecimento em 18 de abril. Estava internado em um hospital público no município de Salvador.

Um novo boletim com a descrição detalhada do local de ocorrência dos casos será publicado a partir das 17h de hoje.

Secretário  de Saúde do Estado  divulga novo gráfico e diz que ‘esforço da nossa sociedade está sendo bem sucedido’

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Em todo o Brasil, os acordos com os sindicatos para conter demissões já chegaram a 2,4 milhões de trabalhadores

Em Vitória da Conquista, as negociações ainda não chegaram a um consenso, principalmente  no segmento do transporte Coletivo da Cidade, o entrave estar sendo justamente patrocinado pelo  sindicato da Categoria, que de forma equivocada  não aceita ou delibera um entendimento, para facilitar e permitir , que as empresas aderem ao plano de apoio do governo federal para ajudar custear os salários  dos funcionários nas empresas, por 90 dias. O Que leva a crer, que se a justiça não se posicionar em defesa do emprego destas pessoas, centenas serão demitidos.

Os acordos coletivos para permitir a adoção de medidas contra demissões pela crise econômica da pandemia do coronavírus já chegaram a aproximadamente 2,4 milhões de trabalhadores na base dos sindicatos no Brasil, segundo estudo realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O balanço não considera os acordos individuais já realizados e enviados à Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

Entre as medidas estão a facilitação na concessão de férias coletivas e individuais, regras mais flexíveis para a formação de banco de horas e usufruto de feriados, além do aval dos sindicatos de nove setores para a realização de acordos individuais de redução de jornada e salário ou suspensão do contrato de trabalho.

Pelo menos 21 sindicatos e federação buscaram negociação com os representantes das empresas e fecharam termos aditivos às convenções de cada categoria.

O levantamento foi fechado no dia 14 de abril e, ainda não considera outro acordos em negociação e que já foram concluídos, como o da Embraer –sindicatos que representam 16 mil funcionários da empresa aprovaram a adoção de suspensão por 60 dias dos contratos de trabalho e redução de salários de quem fica em 25% por 90 dias.

Em alguns casos, esse acordos reduzem o alcance das medidas divulgadas pelo governo federal no enfrentamento da crise. Na negociação do Sindicato dos Comerciários em Mogi das Cruzes, por exemplo, a redução de jornada e salário está limitada a 25%.

No acordo fechado pela federação da mesma categoria e com vigência para todo o estado, os funcionários do comércio poderão ser colocados em licença, desde que a empresa forneça algum tipo de curso online e mantenha 60% do salário.

A negociação da federação que representa os trabalhadores das indústrias químicas libera o corte de salário e jornada, mas determina que os funcionários atingidos serão ressarcidos depois da pandemia.

O levantamento do Dieese mostra um esforço dos sindicatos em garantir participação nas negociações, uma vez que o acordo individual está liberado.

Na sexta (17), o STF (Supremo Tribunal Federal) confirmou, por maioria de votos, que as empresas não precisam do aval dos sindicatos para utilizar os mecanismos previstos na Medida Provisória 936, que está em vigor desde sua publicação em 1º de abril.

Na quinta (16), a Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência) já contabilizava 2,5 milhões de negociações diretas entre empresas e empregados.

A expectativa do governo é de que esse número aumente -segundo sindicatos patronais, só não está maior porque o sistema criado pelo governo registra instabilidade no decorrer do dia- e chegue a 24,5 milhões de trabalhadores formais. O número 73% de toda a mão de obra com carteira assinada no Brasil.

Segundo o Dieese, as negociações feitas pelos sindicatos até agora incluíram também regras sanitárias para os locais de trabalho, licenças remuneradas ou não, além de suspensão temporária por meio de lay-off. Nesse último, parte do salário é pago pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Essas medidas já eram previstas na legislação antes da pandemia do coronavírus e do decreto de calamidade pública assinado pelo governo federal. As demais foram liberadas por meio das medidas provisórias 927 e 936, ambas publicadas em meio a um conjunto de anúncios que buscam reduzir os efeitos econômicos da redução na atividade econômica e dos decretos de quarentena obrigatória no estados.

Folha de S.Paulo

Drauzio Varella prevê ‘tragédia nacional’ por coronavírus: ‘Brasil vai pagar o preço da desigualdade’

O médico Dráuzio Varella disse em entrevista à BBC Brasil que viveremos uma “tragédia nacional” devido à pandemia do novo coronavírus, agravada pela desigualdade do país. “Eu acho que nós vamos ter um número muito grande de mortes, vamos ter um impacto na economia enorme, uma duração prolongada”, prevê, destacando que a naturalização histórica das mazelas sociais do Brasil será o principal determinante de tal tragédia.

“Agora é que nós vamos pagar o preço por essa desigualdade social com a qual nós convivemos por décadas e décadas, aceitando como uma coisa praticamente natural. Agora vem a conta a pagar. Porque é a primeira vez que nós vamos ter a epidemia se disseminando em larga escala em um país de dimensões continentais e com tanta desigualdade”, diz, em entrevista à BBC News Brasil, concedida por meio de teleconferência.

Na pandemia, fica mais evidente a ameaça da desigualdade social a todos os segmentos da sociedade, na visão do médico. “Enquanto tivermos essa disseminação em lugares impróprios para a vida humana, você não se livra do vírus. E é esse vírus que ameaça a todos, o tempo inteiro”, afirma Varella, que prevê que a pandemia também deixará mudanças profundas na sociedade.

Leia a entrevista completa aqui.

Vale alimentação estudantil será distribuído ao longo da semana em Salvador e mais 21 cidades do interior

 

O vale-alimentação estudantil começa a ser distribuído, nesta segunda-feira (20), pelo Governo do Estado da Bahia, para 284 mil estudantes da rede estadual de ensino em Salvador e 21 cidades do interior do Estado. A recomendação da Secretaria da Educação do Estado é para que o estudante, o pai, a mãe ou o responsável, cujo CPF está cadastrado na escola, procure evitar aglomerações como medida de proteção, diante do combate ao novo Coronavírus, planejando a retirada dos alimentos ao longo da semana. O vale-alimentação poderá ser usado durante o período de suspensão das aulas.

 

Parte dos estudantes receberá o benefício na Cesta do Povo e em suas lojas credenciadas, e parte, na Rede Assaí. A ida aos supermercados está orientada por escola. A lista com esta distribuição está disponível no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br). Na lista, também tem uma indicação para que o estudante vá, preferencialmente, à rede localizada mais próxima da sua escola.

 

Horário de funcionamento

 

A rede Assaí funciona das 7h às 22h. A Cesta do Povo e as lojas conveniadas, na capital, abrem das 7h às 20h, e no interior das 8h às 20. Por conta do decreto municipal de Salvador, os supermercados atendem, preferencialmente, aos idosos das 7h às 9h.

 

O superintendente de Planejamento Operacional da Rede Escolar da SEC, Manoel Calazans, chama a atenção para a ida planejada ao supermercado. “Somente deve ir uma pessoa por família, mesmo que sejam dois, três ou mais estudantes beneficiados. Orientamos que o beneficiado, antes de ir ao supermercado,  consulte seu nome na lista no Portal da Educação ou ligue para a escola em que estuda para ver qual é a loja do Assaí ou da Cesta do Povo e conveniadas onde fará a retirada dos alimentos. Só saia de casa com máscara de proteção e, nos supermercados, faça suas compras de forma rápida”, afirmou.

 

Para a retirada do vale-alimentação e adquirir os produtos do mercado, o estudante deverá ir ao setor de atendimento ao cliente portando CPF e documento de identificação com foto. O vale é destinado, exclusivamente, para a compra de gêneros alimentícios, como feijão, arroz, macarrão, açúcar, café e leite, dentre outros.

 

Supermercados

A Rede Assaí está nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Camaçari, Juazeiro, Jequié, Ilhéus, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Guanambi, Serrinha, Senhor do Bonfim e Itapetinga. Em Salvador, as lojas Assaí estão nos bairros de Paripe, Pau da Lima e Cidade Baixa.

No interior, a Cesta do Povo e as redes parceiras estão presentes nos municípios de Mata de São João, Simões Filho, Valença, Dias D´Ávila, Santo Estevão, Gandu, Santa Bárbara, Morro do Chapéu e Ituberá. Em Salvador, as lojas da Cesta do Povo estão localizadas nos bairros de Mussurunga, Boca do Rio, Ogunjá, Castelo Branco, Marechal Rondon e Mata Escuta.

Tanto na capital quanto no interior, a Cesta do Povo tem redes parceiras. Em Paripe é a Rede Mix que atenderá um grupo de escolas. Em Feira de Santana, Santa Bárbara e Santo Estevão, asredes parceiras da Cesta do Povo são a Bem Barato e a Olhos D’Água. Em Valença, Ituberá e Gandu, os estudantes devem se dirigir ao Megabom; em Morro do Chapéu, ao Super Pop I; e em Simões Filho, à Rede Mix.

 Cartão alimentação

Para os estudantes que moram em municípios não atendidos por essas duas redes de supermercado, estão sendo feitos os cartões alimentação, que serão entregues diretamente aos estudantes pelas escolas. Quem ainda não tem o CPF informado no ato da matrícula deve fazer a atualização no sistema Siadiante, acessando o Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br).  Dúvidas também podem sanadas pelo telefone: 0800 284 0011.

Foto: Geraldo Carvalho

Coronavírus: Baiano que desenvolve vacina passou infância vendendo frutas e geladinho

(Acervo Pessoal) 

Nascido em Tucano, imunologista Gustavo Cabral coordena equipe do Incor, em São Paulo


Vê esse homem com cara de professor e cientista? Pois bem. Ele, de fato, é professor e cientista dos bons. Agora, consegue imaginá-lo na infância? É difícil conceber, mas, aos oito anos, Gustavo Cabral trabalhava em uma feira. Vendia manga, coco e geladinho na cidade de Tucano, no nordeste da Bahia, onde nasceu. O máximo que alcançou na área de vendas foram duas bancas de carne, pequenos açougues em outras cidades do interior. Nessa época, não conseguia estudar muito porque tinha que trabalhar.

De olho nas pessoas que conseguiram crescer na vida, Gustavo chegou à conclusão que a maioria delas havia se dedicado aos estudos. Foi quando, aos 15 anos, vendeu os dois açougues para se matricular em uma escola particular. Passou a se dedicar exclusivamente aos estudos. A partir de então foi só meter a cara nos livros, o que lhe credenciou a passar no vestibular do curso de Ciências Biológicas da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

De família humilde, a mãe ajudante geral de uma escola e o pai agente de saúde, penúltimo de quatro filhos, Gustavo foi o primeiro da casa a entrar no ensino superior. Passou parte do curso vivendo com R$ 50 que a família enviava, o que não o impediu que fizesse um mestrado em imunologia. “Aí dei um pouco de sorte. Por volta de 2004, ocorreu um investimento governamental muito grande em ciência e tecnologia nas universidades públicas brasileiras”.

Agora sim com bolsas de estudo, fez doutorado na Universidade de São Paulo (Usp) e pós-doutorado no exterior. Morou em Portugal, estudou três anos e meio na Universidade de Oxford, na Inglaterra, e mais um ano e meio na Suíça. Nas duas últimas se especializou em vacinologia. Em seus estudos, usou um método em que desenvolveu a vacina contra o vírus da zica ainda em modelos animais. Foi capa da prestigiada revista Vaccines.

Há poucos meses, deixou a Europa para levar seus conhecimentos (e o sotaque do interior da Bahia) para o Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. No primeiro dia do novo trabalho, onde inicialmente daria continuidade às suas pesquisas sobre bactérias, estreptococos e uma vacina contra a chikungunya, foi chamado para almoçar com o chefe, o cardiologista Jorge Kalil.

Naquele almoço veio o convite para coordenar, aos 38 anos, a equipe que passaria a desenvolver no Brasil a vacina contra a Covid-19. Gustavo é o mais jovem entre os coordenadores da pesquisa. “Ele (o chefe) me deu as boas-vindas e a primeira coisa que falou foi: ‘então, vamos desenvolver a vacina do novo coronavírus’. A partir daí o tucanense não parou mais de trabalhar, mas arrumou um tempinho na agenda para conversar por telefone com o CORREIO.

CORREIO: Como era sua vida em Tucano e o que você se lembra do trabalho na feira desde os 8 anos de idade?
Gustavo Cabral: Sempre fomos muito humildes. Meu pai era agente de saúde, hoje aposentado, e minha mãe ajudante geral em uma escola. Eu passava boa parte do dia na feira para ajudar a família. Vendia manga e coco. Depois ficava até mais tarde vendendo geladinho. Ia para as feiras de Tucano e Jorro, que é vizinha. Aos 15 anos eu fui trabalhar em um açougue em Euclides da Cunha. Cheguei a ter duas bancas de carne, uma em Euclides e outra em Monte Santo. Eu estudava em escola pública, mas não conseguia estudar direito por causa do trabalho. Vendi as duas bancas e me matriculei em uma escola particular com um ensino melhor. Aquele dinheiro deu pra pagar o terceiro ano colegial na época.

O que fez um adolescente que trabalhava desde criança ter a iniciativa de investir tudo nos estudos?
Inicialmente, eu só queria ter uma vida melhor. Para ser bem sincero, eu pensava em mim, em Gustavo. Daí eu imaginei: ‘vou parar com isso daqui porque eu quero ter uma vida melhor’. Eu não quero viver só para trabalhar e me preocupar se vou conseguir comprar minha comida. Foi aí que eu vi que a maioria das pessoas que estudavam tinha uma condição de vida boa.

Por que Ciências Biológicas?
Primeiro porque eu não tinha condição nenhuma de me manter financeiramente em Salvador. Tinha que ser um curso em uma cidade mais barata. Tinha o curso de Biologia na Uneb de Senhor de Bonfim. Também sempre achei legal as aulas de ciências. Achava interessantíssimo. Passei a me imaginar naquilo e acabei passando no vestibular. Minha família ajudava um pouco, eles conseguiam mandar R$30, R$40, R$ 50 por semana. No segundo ano da Uneb já consegui bolsas de pesquisa. Percebi que meus professores, mestres e doutores, tinham uma vida boa. Pensei: ‘Oxe, vou fazer mestrado também’. Foi quando fui trabalhar com imunologia na Ufba.

Em que pé está a pesquisa e porque demora tanto para ter uma vacina?
Estamos na fase experimental, as coisas estão caminhando bem. Nós temos um corpo intelectual muito bom, com grandes cientistas. Você imagina como é que a gente vai aplicar alguma coisa no ser humano sem ter passado por todos os testes? É muito arriscado por duas questões: efeito colateral e simplesmente o fato de não funcionar. Imagina você expor a população a um sentimento de esperança, vacinar todo mundo e simplesmente não funcionar? Ou ter um efeito maléfico. Você submeteria um filho seu a uma vacina sem que tenham sido feitos todos os testes? Se tem uma coisa que a ciência nos ensina é ser humildes. Ciência segue rigores. E mesmo assim quando você acha que está no caminho certo, ela te leva para outro lugar.

Aí você tem que ser humilde para não insistir e voltar atrás. Então, é preciso ter o máximo de rigor possível. É daí que vem a confiabilidade. Quando um desafio do tamanho desse vírus nos pega de surpresa, é preciso ter muita calma. Quem disser que está prestes a conseguir uma vacina contra o coronavírus está fazendo marketing.

Tem muitas empresas fora do Brasil que gostam de fazer marketing em cima disso. Já anunciaram que tem vacina testada em animais e que vão testar vacinas em seres humanos. Mas não vi ainda nenhuma publicação sobre essa vacina.

Mas teremos uma vacina produzida pelo Brasil?
Para essa pandemia é muito difícil termos uma vacina, seja lá onde ela for produzida. A nossa melhor vacina hoje é o isolamento, a participação de todos, a informação, a solidariedade e o apreço à vida humana. A ideia é que nos próximos dois anos a vacina esteja pronta para ser usada na população. Outros países também estão desenvolvendo fórmulas, mas é importante que o Brasil tenha seus próprios produtos.

Então o senhor é a favor do isolamento social?
Sem dúvida. Uma doença que em três meses atinge mais de um milhão de pessoas e mata mais de 60 mil é algo muito grave.[Na sexta-feira (17), já eram 2,2 milhões de casos e 153 mil mortes]. Isso é número de guerra mundial, cara! Se alguém não considera isso letal essa pessoa precisa ser estudada. Isso a gente não tá contando as subnotificações. O isolamento é a única forma de se proteger.

Tenho muito receio porque a coisa aqui está no início. Dizer que a gente precisa ‘ir pra rua manter a economia funcionando’ é fugir da responsabilidade. É hora do sistema proporcionar segurança para a sociedade.

A gente precisa parabenizar os governadores. Tiveram uma postura, além de política, humana. Eles bateram o pé e seguiram as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso nos deu um certo alívio. O Governo Federal, o presidente, tem sido irresponsável.

O vírus te surpreendeu? Lá no início você esperava que ele se espalhasse dessa forma?
Foi uma surpresa muito ruim. A princípio achei que seria controlado. Com o conhecimento tecnológico que a gente tem hoje em dia não dava para esperar que se tornasse uma pandemia. Mas o vírus tem uma particularidade. Transmite muito facilmente. Ele surgiu há pouco mais de três meses. Quando surge algo desse tipo, a ideia é que ele fique naquela região e dali não saia. Mas é um vírus que se espalha muito rápido e pode ser letal.

Como se desenvolve uma vacina?
A primeira coisa é formar um corpo de intelectuais capacitados. Depois a gente vai para o laboratório e faz o trabalho in vitro, fora de qualquer corpo ou organismo, ou seja, trabalha com a célula. Só depois de muitos testes a gente vai utilizar, por exemplo, de modelos animais. E mesmo que dê certo em animais não é garantia de nada. Nesse caminho você pode ter que reformular sua teoria inicial diversas vezes. Até que você tem uma vacina capaz de proteger contra o vírus. Mas ainda não é o fim. A partir daí você vai fazer experimentos para saber se a vacina é tóxica para o ser humano. Não basta proteger contra o vírus. Não pode ser tóxica ou causar ainda mais problemas. Porque tem as variações de cada vírus. Se eu for desenvolver vacina contra a dengue, por exemplo, eu tenho que ter o maior cuidado com efeito colateral. A gente sabe que uma pessoa infectada com um tipo de dengue, se eu fizer uma vacina que não abrace todos os tipos da doença, em vez de proteger ela pode induzir a doença ainda mais forte em uma pessoa.

O que o seu método de desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus traz de inovador?
Quando o vírus entra no corpo ele é reconhecido como algo estranho. O sistema imunológico ataca ele para destruí-lo. A gente tem que ativar o sistema imunológico, mas não pode utilizar o vírus. O que a gente faz? A gente cria uma partícula em laboratório chamada VLT (Virus Like Particle), ou seja, uma partícula semelhante ao vírus. Mas sem usar nenhum tipo de material genético, como faz a maior parte dos estudos. Ele tem a estrutura muito parecida com a do vírus, mas é feita de proteína. Com essa estrutura eu consigo ativar o sistema imunológico. Aí eu coloco um pedaço do coronavírus nessa partícula, justamente o pedaço que o vírus utiliza para entrar na célula, e induzo o sistema imunológico a responder. Aí o corpo vai atacar essa chave que o vírus utiliza. Sem a chave, ele não abre a porta. Foi com esse método que cheguei a uma vacina contra o vírus da zica ainda em modelo animal.

Você disse que a ciência nos ensina a ser humildes. O que esse vírus já nos ensinou e pode nos ensinar?
Olha, a ciência vinha sendo muito desrespeitada. Espero que esse momento sirva de lição. A ciência precisa de suporte. Se nossos governantes não respeitam os cientistas, quem sofre é a sociedade. Não existe estabilidade social sem ciência. Se a gente quer uma sociedade estável e segura, a gente precisa dessas pessoas. Se a gente quer ter uma saúde boa para todos, a gente precisa da ciência. Produzimos conhecimento. Conhecimento é muito caro. Vamos continuar importando esse conhecimento ou vamos desenvolver aqui? Vai ser tudo com a tecnologia dos outros?

Precisa entender que ciência também é economia, é estratégia de saúde, é segurança, é muito além. O Brasil tem intelectuais do mais altíssimo nível. E os outros países vão continuar importando nossas cabeças, como eu mesmo que fui estudar fora? Se tivéssemos incentivo, se a criatividade do brasileiro fosse usada na ciência, seríamos uma potência científica. Ou você acha que meu passado em Tucano, onde eu tinha que me virar como podia, não serviu para mim enquanto pesquisador? Eu tinha que ser hábil para vender minha manga, meu geladinho, e ainda estudar.

A desvalorização da ciência é um problema ainda maior no Brasil?
Sim! Quando eu cheguei na Inglaterra para estudar, tive que apresentar meu passaporte a uma policial no aeroporto. Ela perguntou: ‘qual o motivo da sua vinda ao Reino Unido’. Respondi: ‘Sou pesquisador e vou trabalhar em Oxford’. A fisionomia dela mudou na hora. Me deu boas vindas e explicou tudo como eu fazia para chegar lá. Quer dizer, a cultura é muito importante. Aprender a valorizar um cientista enquanto agente de estabilidade social é muito importante.

O senhor também acredita em uma transformação das pessoas após a pandemia?
Uma coisa está atrelada a outra. Respeitar a ciência é, antes de tudo, respeitar o ser humano. Nós vamos ter muitas perdas, mas vamos passar por essa fase e espero que a gente melhore muito enquanto pessoas. Ciência é vida real, é sociedade. Acredito que uma nova sociedade vem por aí e essa fase de transição vai ser difícil, mas acho que vá valer a pena. A sociedade e a ciência têm muito a ganhar com um mundo em que todos são respeitados.

Nascido em Tucano, imunologista Gustavo Cabral coordena equipe do Incor, em São Paulo

Fonte Correio da Bahia

Setores de Saúde em Conquista, em alerta.  Curva volta a subir e 23 casos são confirmados de Covid-19 em Vitória da Conquista.

No ultimo registro, que aconteceu no sábado (18), abril,  mais 3 casos tiveram resultados positivos para infecção pela Covid-19, totalizando 23 casos confirmados em Vitória da Conquista.

Destes, 17 casos evoluíram para cura e 1 para óbito. As informações são do último Boletim epidemiológico que acaba de ser divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde,
Até às 17h de hoje, já foram registrados no município 495 casos notificados com suspeita clínica e epidemiológica da infecção pelo novo coronavírus. 346 casos foram descartados e 126 estão em investigação, sendo que 70 aguardam resultado laboratorial e 56 aguardam coleta de amostras para serem enviadas ao Lacen Estadual, em Salvador, onde é feita a análise por meio de biologia molecular.
A divulgação dos resultados dos exames também é feita pelo Lacen, que transmite as informações à Vigilância do município por meio do sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL).

Norte e Nordeste poderão observar chuva de meteoros entre os dias 21 e 22 de abril

Foto: Divulgação

O Norte e o Nordeste do Brasil serão um dos melhores lugares para ver a chuva de meteoro Líridas,  um fenônemo que ocorre todos os anos no mês de abril, causado pela poeira do Cometa Thatcher (C/1861 G1) entrando em nossa atmosfera. Como a chuva acontece na direção da constelação de Lyra, recebeu o nome em sua homenagem. 

O pico do fenômeno deve ocorrer entre os dias 21 e 22 de abril, começando a noite indo até o amanhecer. No pico, são esperados 10 e 20 meteoros por hora, a depender do local. Para observar a chuva de meteoros não é preciso utilizar nenhum tipo de equipamento especial. Na região Norte e Nordeste poderão ser observados até 16 meteoros por hora, contra apenas 7 na região Sul. 

Todo o Brasil, porém, poderá acompanhar o espetáculo astronômico: basta ficar em um quintal, uma varanda ou em um lugar que dê uma boa visão do céu aberto. Quanto mais escuro o ambiente, melhor.  Na fase da Lua Nova, a chuva de meteoros poderá ser melhor vista a olho nu. O melhor horário para observação é por volta das 2h do dia 22 de abril, quando a atividade dos meteoros estará maior, e ficar até pouco antes do amanhecer.