A Gente diz

Farmacias se tornou o comércio da saúde, que virou negócio de tudo.

Por que tem tanta farmácia na sua rua: setor esconde modelo de negócio que inclui venda de dados, fraudes e influência.

 

Você já parou para se perguntar porque tem tanta farmácia em Salvador? Não importa o bairro, o cenário sempre se repete: ruas com duas, três, quatro drogarias coladas — às vezes, uma em frente à outra —, empreendimentos que fecham as portas e de uma hora para outra dão lugar a grandes redes de farmácias. São lojas gigantes, iluminadas, com estacionamento privado, dezenas de funcionários, prateleiras sempre cheias e pouquíssimos clientes, funcionando dia e noite como se a cidade estivesse sempre doente. O que sustenta essa expansão? Vende-se mais que remédio: vende-se dado, estilo de vida e até doença. É o comércio da saúde que virou negócio de tudo — menos de gente saudável.

Uma farmácia em cada esquina

Um passeio pela movimentada Dom João VI, em Brotas, comprova essa expansão: são ao menos seis farmácias em um percurso de cerca de menos um quilômetro – algumas até da mesma rede. Fácil se questionar se uma não rouba a clientela da outra – mas os executivos das grandes redes batem o pé e defendem que poucos metros fazem a diferença para os clientes.

Se antes a capital baiana era conhecida como a cidade das igrejas (são 589), hoje já tem muito mais farmácias. São 966 drogarias em Salvador – quase dez vezes mais do que era registrado em 2010, segundo dados do Conselho Regional de Farmácia do Estado da Bahia (CRF-BA). Uma explosão que tem, por trás, não só o envelhecimento da população, a busca por melhor qualidade de vida e a febre da automedicação.

 

A situação é tão explicita que, em algumas cidades  numa extensão de menos de 1 km, se ver 3, 4 farmácias  – algumas até da mesma rede .

A mágica do CPF

Para começar a entender esse mistério, dê uma passada na farmácia mais próxima da sua casa — não precisa nem comprar nada, só observe. Ou faça melhor: relembre suas últimas idas. Em todas elas, você deve ter escutado “CPF na nota?”. Parece uma pergunta inofensiva, mas é o primeiro passo para abrir a porta do seu histórico pessoal a empresas privadas que coletam e vendem dados em um mercado milionário.

Redes como a RaiaDrogasil armazenam todas as compras feitas desde 2008: do antidepressivo ao cotonete. Esses dados formam um retrato completo da vida do cliente — doenças, frequência sexual, rotina de cuidados, idade dos filhos e até se ele precisa de fralda geriátrica ou planeja engravidar. O consumidor acha que está apenas garantindo um desconto; na prática, está fornecendo um mapa detalhado da própria intimidade.

Anúncios que valem mais que medicamentos

Essas informações sobre o consumo, o comportamento e a vida dos clientes viram moeda de ouro nas mãos de empresas de publicidade. A RaiaDrogasil, por exemplo, tem a RD Ads, um braço de marketing do grupo, que promete unir consumidores e anunciantes. Ela usa os dados de clientes para oferecer audiências a outras empresas e ganhar dinheiro com a privacidade alheia.

Empresas compram anúncios direcionados com base em filtros que vão de doenças crônicas a hábitos de consumo. Quer vender suplemento para um fisiculturista ou fralda para bebês de até dois anos? Basta cruzar dados coletados no balcão com o CPF informado no aplicativo. Tudo isso é feito com a aparência de legalidade e a conivência de milhões de clientes que entregam seus dados sem questionar e sem ter noção dos riscos. Nos Estados Unidos, pedir o equivalente ao CPF na farmácia poderia ser caso de polícia – o próprio CEO da RD Ads, Vitor Bertoncini, já reconheceu isso em entrevista; mas no Brasil, 97% das pessoas informam o documento sem hesitar.

Foto: Metropress

Truque do desconto

Por trás dessa coleta disfarçada de cortesia, está outro truque: o desconto que não é desconto. O cliente vê 70% de abatimento e comemora, mas o preço cheio exibido é inflado de propósito para tornar o benefício atraente. Segundo o Idec (Instituto de Defesa dos Consumidores), a diferença entre o valor final com “desconto” e o teto oficial de preços estabelecido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) pode chegar a quase oito vezes.

O problema começa na própria regulação. O Preço Máximo ao Consumidor (PMC), que deveria proteger o bolso do paciente, é artificialmente alto e desconectado da realidade. Um antibiótico como o Clavulin tem teto de R$ 422,86, mas era vendido por cerca de R\$ 166,81 antes do último reajuste. Como o aumento anual incide sobre o valor máximo, e não sobre o preço real praticado, as farmácias podem dobrar ou triplicar o valor de um dia para o outro sem infringir nenhuma regra.

O que dizem os órgãos:

Idec: “avalia que condicionar descontos à entrega de dados pessoais é uma prática abusiva e informa que o tema segue em investigação por diferentes autoridades”.

ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados): classifica os descontos como potencialmente fictícios

Procon Bahia: realizou uma operação motivada pelo aumento de denúncias sobre a exigência de CPF e está consolidando os dados da fiscalização. O órgão reforça que “nenhum consumidor é obrigado a fornecer seus dados pessoais como condição para acessar descontos ou promoções”

Vende-se remédio e doença

De volta à sua última ida à farmácia. Você provavelmente não percebeu, mas, por trás das prateleiras e dos descontos fantasiosos, há a venda de um estilo de vida que busca soluções em comprimidos. É a fabricação da doença para a venda do remédio.

Uma prática comum, porém pouco debatida, é a chamada “comissão por indicação”. Funcionários de farmácia recebem porcentagens por cada unidade vendida de medicamentos de determinados laboratórios. Ou seja: o balconista que recomenda um analgésico específico pode não estar interessado no bem-estar do cliente, mas no valor que aquela venda vai agregar ao seu salário. A indústria, por sua vez, abastece essas farmácias com material de marketing, brindes e até treinamentos – que mais se assemelham a cursos de vendas do que a orientações em saúde. Embora regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  limitem a propaganda de medicamentos, o controle sobre as práticas internas é frágil.

Foto: Agência Brasil/Elza Fiúza

Diagnóstico de faturamento

Essa lógica transforma a doença em oportunidade de lucro. Em vez de combater causas, o foco é manter o ciclo da prescrição e consumo e convertê-lo em faturamento. No ano passado, o grande varejo farmacêutico movimentou R$ 103,14 bilhões no Brasil. A rede RaiaDrogasil manteve a liderança pelo 14º ano consecutivo. Em seguida veio o Grupo DPSP (união da Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco) e as Farmácias Pague Menos. Quem paga esse preço é o consumidor, muitas vezes convencido de que precisa combater algo que sequer foi diagnosticado.

Lavagem de dinheiro 

Provavelmente em um das suas últimas idas a uma farmácia você não deve ter pego filas, não deve ter esperado como é comum em negócios em alta. A drogaria deveria estar vazia, a não ser pelos poucos clientes e os muito funcionários. A pergunta que vem à cabeça aqui é: como elas se sustentam vazias e com muitos concorrentes?
E essa resposta passa, em alguns casos, por operações com propósitos bem mais obscuros. Investigações recentes da Polícia Civil da Bahia e da Polícia Federal revelam que esses empreendimentos podem ser usados, facilmente, como fachadas para a lavagem de dinheiro. Em 2023, uma investigação da Polícia Federal revelou que uma rede criminosa desviou quase R$ 40 milhões do programa Farmácia Popular por meio de drogarias de fachada, o dinheiro era movimentado com o uso de CNPJs de “laranjas” e CPFs de pessoas inocentes.

Modelo a se repetir

Em Salvador, a Operação Farmácia Legal, deflagrada em janeiro deste ano, apreendeu quase 1,5 mil unidades de medicamentos controlados que estavam sendo vendidos irregularmente em bairros como Cabula, Itapuã, Boca do Rio e Fazenda Coutos. A operação não apenas revelou a venda de remédios sem prescrição ou autorização da Anvisa, mas também expôs como esse ambiente pode ser favorável à prática de outros crimes financeiros.
Farmácias são atrativas para lavagem de dinheiro por operarem com alto volume de vendas diárias, aceitarem pagamentos em dinheiro e terem uma estrutura jurídica simples de constituição. Esses fatores facilitam a inserção de recursos ilícitos no fluxo financeiro como se fossem lucros legítimos. Ou seja: é um tipo de negócio com aparência de legalidade, mas mecanismos operacionais que dificultam a detecção de irregularidades.

Um xarope chamado lobby

Da sua ida à farmácia, um pulinho no Congresso Nacional. E da lavagem de dinheiro para p lobby. Com faturamentos na casa dos bilhões e um apetite insaciável por influência, as grandes empresas da área da saúde descobriram um caminho certeiro para emplacar suas prioridades: o investimento estratégico na Câmara e no Senado — ou melhor, em quem faz parte dele.
A conquista do espaço no Parlamento via contribuições milionárias já é de praxe na área da saúde. Nas eleições de 2022, por exemplo, Pedro de Godoy Bueno, presidente da Dasa (Diagnósticos da América S.A.) e herdeiro do grupo Amil (planos de saúde), doou R$ 2,95 milhões a mais de 50 candidatos de dez partidos.

Lucro sem fronteira

As empresas da saúde não se limitam a acompanhar de perto os debates legislativos no Congresso. Ela pauta, propõe, e, às vezes, até escreve os projetos. No Senado, há um projeto de lei, o PL 2.158/2023, que quer estabelecer que os medicamentos sem necessidade de prescrição médica podem ser vendidos fora das farmácias, como estabelecimentos de supermercados, por exemplo.

É uma tentativa de ampliar ainda mais as fronteiras desse ambiente, que, por trás de suas prateleiras, traz um negócio baseado na fabricação de doenças, a venda de dados, suspeitas de lavagem de dinheiro e um lobby poderoso que garante a proteção desse sistema. O resultado é perverso e quem paga a conta é o consumidor – mesmo saindo com um sorriso no rosto, acreditando no desconto via CPF.

Por: Ana Clara Ferraz, Daniela Gonzalez, Duda Matos, Ismael Encarnação e Luanda Costa Matéria publicada originalmente no Jornal Metropole

Acontece hoje, 07 de agosto, na livraria Nobel – lançamento do livro Tulipas Raras, de autoria de Poliana Policarpo.

O livro narra experiência e vivências, do ser, do existir, de dores, alegrias, tristezas e superação. O livro, é sobretudo um tributo à mulher Comum, àquela que resiste e se refaz, mesmo quando o mundo em sua volta parece desabar.

O lançamento do livro acontece na Livraria Nobel, Av. Otávio Santos, bairro Recreio, a partir das 19hs.

Ivana Bastos diz que palavras de incentivo dos parlamentares demonstram acerto de sua gestão

PRESIDENTE DA ALBA MANIFESTA GRATIDÃO PELO APOIO RECEBIDO
 Motivada pelas palavras de incentivo à sua gestão, de parlamentares da maioria dos partidos representados na Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA, a presidente Ivana Bastos reafirmou que não medirá esforços para que a produção da Casa no segundo semestre seja superior à do primeiro. “As palavras de incentivo das deputadas e deputados confirmam que estamos no caminho certo”, disse a presidente, manifestando gratidão pelo apoio e conclamando todos a continuarem unidos em torno das propostas de interesse das baianas e baianos.
 Ivana Bastos reconhece que as divergências políticas em um Parlamento plural são naturais, mas aposta que na hora de fazer o melhor por uma sociedade mais justa e menos desigual sempre se chegará a um consenso. “Nos 190 anos do Legislativo baiano sempre houve disputas ideológicas, há e haverá no futuro. É da natureza humana se agrupar em torno de ideias e ideais. Mas, com a habilidade para a conciliação, que é inata na mulher, acredito que, como primeira presidente após todos esses anos, terei respaldo para continuar a conduzir os trabalhos de modo compartilhado”, observou.
 Ao adotar o lema “firme no trabalho, presente no cuidado” Ivana Bastos aponta os caminhos que o seu mandato presidencial seguirá até fevereiro de 2027: ouvir e compartilhar as decisões e dividir as conquistas com os 62 parlamentares, tendo o apoio dos servidores de todos os setores da Assembleia Legislativa, para atender as demandas da sociedade baiana. “É tempo de retomar os debates, apresentar projetos, fiscalizar, ouvir a sociedade e transformar ideias em ações concretas”, ressaltou a presidente.
Fotos: Sandra Travassos/ALBA

Prefeitura prorroga prazo do Regularize 2025. Decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial

Em virtude do grande movimento registrado nos últimos dias na Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), por conta da renegociação de débitos dos contribuintes com o Município, a Prefeitura de Vitória da Conquista decidiu prorrogar o prazo de vigência do Programa Municipal de Recuperação Fiscal (Regularize 2025), que oferece descontos de até 90% nos juros e multas para pessoas físicas e jurídicas. A prorrogação foi estabelecida pelo DECRETO Nº 23.824, publicado em edição extra no Diário Oficial do Município (DOM) desta segunda-feira (4).

O prazo para que os contribuintes em débito com o município e inscritos na Dívida Ativa pudessem quitar suas dívidas encerrava hoje. Mas mesmo tendo estendido o horário de atendimento e ampliado o número de atendentes, a demanda na Sefin continuou alta, motivo pelo qual o Regularize 2025 foi prorrogado.

Na renegociação, o valor mínimo das parcelas é R$ 50,00 para pessoas físicas e Microempreendedor Individual (MEI); R$ 100,00 para Microempresa, optante do Simples Nacional; R$ 250,00 para empresa de Pequeno Porte, optante do Simples Nacional, e de R$ 1.000,00 para os demais contribuintes. Já o parcelamento acima de 12 meses exige entrada mínima de 10% (pessoa física) ou 20% (pessoa jurídica).

A adesão ao Regularize pode ser feita de forma on-line, através do WhatsApp (77) 98856-5247. Para a validação do parcelamento nesta modalidade, além do envio dos documentos exigidos, será necessária a assinatura digital do termo de parcelamento por meio da plataforma Gov.br. O contribuinte também pode se dirigir à sede da Secretaria Municipal de Finanças e Execução Orçamentária (Sefin), localizada na Rua Orlando Silveira Flores, nº 304, ao lado da Catedral Nossa Senhora das Vitórias.

É importante destacar que a entrega das senhas acontece até as 16h, pois o atendimento para renegociação de dívidas é demorado e o horário de funcionamento da Sefin é até 17h, já que o setor não fecha no intervalo de almoço, que vai das 12h às 14h, para que as pessoas que trabalham em horário comercial possam utilizar esse horário para resolver pendências na secretaria.

O programa, que teve início em abril, após a publicação da Lei nº 2.977, contempla débitos relacionados ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviços (ISSQN), taxas municipais e preços públicos (PP), e débitos inscritos em Dívida Ativa até 31 de janeiro de 2025, incluindo aqueles que já tenham sido objeto de parcelamento ou reparcelamento. Não estão inseridos no programa, débitos de empresas optantes pelo Simples Nacional, relativos a tributos de competência da Receita Federal

Sequestrou o taxista Joaquim Pinto de Santana, em Brumado, foi julgado e sentenciado a 19 anos de prisão.

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Nesse domingo (03), o criminoso que sequestrou o taxista Joaquim Pinto de Santana em Brumado foi julgado e sentenciado a quase 19 anos de prisão. O taxista viveu horas de terror após aceitar uma corrida. Ele foi sequestrado, ameaçado com um punhal e mantido refém por criminosos armados. Santana teve o carro e todos os seus pertences roubados. Também foi obrigado a ingerir cachaça e simular embriaguez. O crime aconteceu em abril de 2023, quando o motorista foi atraído para uma falsa corrida até a zona rural.Durante o trajeto, um dos supostos passageiros anunciou o assalto. Em seguida, outros dois criminosos chegaram em um Mobi branco. O trio rendeu o taxista, encapuzou a vítima e a levou para um matagal, onde foi mantida sob vigilância. Enquanto isso, os bandidos circularam pela cidade. Com os cartões bancários e as senhas da vítima, fizeram saques, compras e transferências. O prejuízo chegou a R$ 15 mil. Horas depois, o grupo retornou, amarrou os braços do taxista e o conduziu até uma estrada vicinal próximo à Anagé, onde foi abandonado. Em estado de choque, ele conseguiu ajuda em uma fazenda. As investigações identificaram Wilk Ferreira Silva Amaral como um dos autores. Ele foi flagrado por câmeras usando o cartão da vítima em um supermercado. Wilk já era investigado por outros crimes semelhantes. A Justiça considerou a ação como roubo majorado e extorsão qualificada, aplicando pena total de 18 anos e 11 meses de prisão, em regime fechado. | Achei Sudoeste.

Morre aos 79 anos Carlos Farani Paranhos de Azevedo, empresário baiano e pai do deputado Vitor Azevedo

Foto: Reprodução

Faleceu na noite desta segunda-feira (4), aos 79 anos, o empresário Carlos Farani Paranhos de Azevedo, pai do deputado estadual Vitor Azevedo (PL). O sepultamento será realizado nesta terça-feira (5), às 15h, no cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador.

Nascido em Alagoinhas, Carlos Farani era filho do ex-deputado estadual e ex-deputado federal Josaphat Paranhos de Azevedo. Era casado com Maria das Graças Viana Paranhos de Azevedo, com quem teve uma filha, Patrícia Viana Paranhos de Azevedo, além do filho Vitor e Carlos Farina Paranhos de Azevedo Filho, já falecido. Deixa ainda três netos.

PF deflagra operação contra acusado de armazenar conteúdo de abuso sexual infantil em Brumado.

Foto: Lay Amorim / Achei Sudoeste

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (5) uma operação de combate ao abuso sexual infantojuvenil em Brumado, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano.  Durante a operação, intitulada de Kori, foi cumprido um mandado de busca e apreensão contra um suspeito, que não teve a identidade informada.

 

Os agentes coletaram equipamentos eletrônicos, como computadores e celulares de uso pessoal do investigado. Segundo a PF, a apuração foi iniciada com base em relatórios enviados por organizações, que monitoram o tráfego de conteúdo ilegal nas redes sociais.

 

A partir do trabalho se verificou indícios de que o suspeito armazenava arquivos com cenas de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes, o que configura, em tese, o crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

 

O material apreendido será levado para análise e catalogação, com o intuito de subsidiar a investigação em curso e, eventualmente, identificar outros envolvidos. O nome da operação [Kori] faz referência a uma divindade (orixá) africana ligada à juventude e à proteção das crianças

Política – Senado Federal vivencia momentos de expectativas, movimentação, articulação e decisão, em vista da eminente votação do impeachment de Alexandre de Moraes.

Veja como votam os senadores da Bahia sobre o impeachment de Alexandre de Moraes

Decisão de seguir, ou não, com um pedido de impeachment de um ministro do Supremo cabe ao presidente do Senado

Veja como votam os senadores da Bahia sobre o impeachment de Alexandre de Moraes

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A intenção em avançar com o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conta com apoio de 34 senadores, 19 são contra, e há ainda outros 28 indefinidos, segundo site divulgado por oposicionistas.

Na Bahia, os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PT) votaram contra a abertura do processo, e senador Angelo Coronel (PSD) tem voto indefinido.

A decisão de seguir, ou não, com um pedido de impeachment de um ministro do Supremo cabe ao presidente do Senado. São necessários 54 votos, ou 2/3 do plenário, para confirmar a destituição.

  • Senadores a favor (33)

Alan Rick (União Brasil – AC)
Alessandro Vieira (MDB – SE)
Astronauta Marcos Pontes (PL – SP)
Carlos Viana (Podemos – MG)
Carlos Portinho (PL – RJ)
Cleitinho (Republicanos – MG)
Damares Alves (Republicanos – DF)
Eduardo Girão (Partido Novo – CE)
Eduardo Gomes (PL – TO)
Esperidião Amin (Progressistas – SC)
Flávio Bolsonaro (PL – RJ)
Hamilton Mourão (Republicanos – RS)
Izalci Lucas (PL – DF)
Jaime Bagattoli (PL – RO)
Jorge Kajuru (PSB – GO)
Jorge Seif (PL – SC)
Lucas Barreto (PSD – AP)
Luis Carlos Heinze (Progressistas – RS)
Magno Malta (PL – ES)
Marcio Bittar (União Brasil – AC)
Marcos do Val (Podemos – ES)
Marcos Rogério (PL – RO)
Nelsinho Trad (PSD – MS)
Oriovisto Guimarães (Podemos – PR)
Plínio Valério (PSDB – AM)
Professora Dorinha Seabra (União Brasil – TO)
Rogério Marinho (PL – RN)
Sérgio Moro (União Brasil – PR)
Styvenson Valentim (Podemos – RN)
Tereza Cristina (Progressistas – MS)
Wellington Fagundes (PL – MT)
Wilder Morais (PL – GO)
Zequinha Marinho (Podemos – PA)

  • Senadores contra (19)

Ana Paula Lobato (PT – MA)
Augusta Brito (PT – CE)
Beto Faro (PT – PA)
Chico Rodrigues (PSB – RR)
Cid Gomes (PDT – CE)
Fabiano Contarato (PT – ES)
Fernando Farias (MDB – AL)
Humberto Costa (PT – PE)
Irajá Abreu (PSD – TO)
Jaques Wagner (PT – BA)
Leila Barros (PDT – DF)
Omar Aziz (PSD – AM)
Otto Alencar (PSD – BA)
Paulo Paim (PT – RS)
Randolfe Rodrigues (AP – sem partido)
Rodrigo Pacheco (PSD – MG)
Rogério Carvalho (PT – SE)
Teresa Leitão (PT – PE)
Weverton Rocha (PDT – MA)

  • Senadores indefinidos (29)

Angelo Coronel (PSD – BA)
Ciro Nogueira (PP – PI)
Confúcio Moura (MDB – RO)
Daniella Ribeiro (PSD – PB)
Davi Alcolumbre (União Brasil – AP)
Dr. Hiran (Progressistas – RR)
Eudócia Caldas (PSD – AL)
Eduardo Braga (MDB – AM)
Efraim Filho (União Brasil – PB)
Eliziane Gama (PSD – MA)
Fernando Dueire (MDB – PE)
Flávio Arns (PSB – PR)
Giordano (MDB – SP)
Ivete da Silveira (MDB – SC)
Jader Barbalho (MDB – PA)
Jayme Campos (União Brasil – MT)
Jussara Lima (PSD – PI)
Laércio Oliveira (PP – SE)
Mara Gabrilli (PSD – SP)
Marcelo Castro (MDB – PI)
Margareth Buzetti (MDB – MT)
Mecias de Jesus (Republicanos – RR)
Pedro Chaves (MDB – GO)
Renan Calheiros (MDB – AL)
Romário (PL – RJ)
Sérgio Petecão (PSD – AC)
Soraya Thronicke (Podemos – MS)
Veneziano Vital do Rêgo (MDB – PB)
Zenaide Maia (PSD – RN)

Vestibular UESB 2026: divulgado prazo para solicitação de isenção do Universidade Para Todos

Nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, a Uesb aplicará as provas do seu tradicional Vestibular. Entre os candidatos que têm direito à isenção da taxa de inscrição, estão os alunos matriculados no Programa Universidade Para Todos 2025.

Conforme o Edital 259/2025, para garantir o benefício, é necessário que o estudante tenha concluído ou esteja concluindo, no ano de 2025, o Ensino Médio regular ou equivalente na rede pública estadual ou municipal da Bahia; não tenha diploma de nível superior; não esteja matriculado em qualquer Instituição de Ensino Superior; e esteja de acordo com os critérios estabelecidos pelo Programa para concessão da isenção da taxa de inscrição.

A solicitação da isenção deve ser feita, de 5 a 14 de agosto, pela coordenação do Programa Universidade Para Todos. A equipe deverá encaminhar à Comissão Permanente de Vestibular, através do e-mail [email protected], a relação dos candidatos aptos à gratuidade do pagamento da taxa de inscrição, contendo nome completo, número do CPF e data de nascimento.

A relação dos candidatos contemplados está prevista para ser divulgada no dia 19 de agosto, no site da Uesb. É importante ressaltar que os candidatos aprovados na seleção de isenção não estão, automaticamente, inscritos no Vestibular. Por isso, é necessário ficar atento aos prazos definidos no Edital do processo seletivo, realizar sua inscrição e não emitir o boleto bancário.

Todas as novidades do processo seletivo podem ser acompanhadas pelo site do Vestibular e pelos canais oficiais da Uesb no Instagram e no WhatsApp. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou, ainda, pelo telefone (77) 3424-8757.

Entregas e investimentos do Governo do Estado movimentam Encruzilhada durante a ExpoVila


O distrito de Vila do Café, em Encruzilhada, recebeu neste sábado (2) a visita do governador Jerônimo Rodrigues durante a 3ª edição da Exposição do Café da Agricultura Familiar (ExpoVila). A agenda foi marcada por inaugurações e anúncios de obras voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e da infraestrutura local. Entre os principais destaques, foram entregues o novo Mercado Municipal e a Casa do Café.

O mercado contou com um investimento de mais de R$ 864 mil e vai abrigar feirantes e produtores da região, criando melhores condições para comercialização e geração de renda. Já a Casa do Café, implantada pela prefeitura, funcionará em parceria com o Governo do Estado como espaço permanente de valorização dos cafés especiais do município.

A expectativa é que as estruturas ampliem a geração de renda para famílias agricultoras e fortaleçam a economia local. “A entrega desses equipamentos representa dignidade, emprego e mais qualidade de vida para quem vive do campo”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

Para o produtor de café Fábio Santana, as novidades chegam em boa hora. “A Casa do Café vai ajudar muito a gente, principalmente os pequenos produtores, porque agora o café vai ser classificado e pontuado aqui mesmo, sem depender de atravessador. Isso valoriza o nosso produto, dá mais transparência no preço, e a gente consegue vender direto, com apoio da cooperativa Copperbac, recebendo um valor mais justo pelo nosso trabalho”, disse.

Pavimentação
Durante a programação, também foi anunciada a publicação da licitação para a pavimentação de dois trechos da Rodovia BA-270: entre a sede de Encruzilhada e o distrito de Boa Vista da Tapera (20,6 km), e de Boa Vista até Vila do Café (10,1 km). A obra, orçada em R$ 39 milhões, será executada pela Seinfra e deve melhorar o escoamento da produção agrícola e a mobilidade de moradores da zona rural.

ExpoVila

Vila do Café concentra cerca de 87% da agricultura familiar do município e é reconhecida como polo de cafés especiais na Bahia. A ExpoVila, que segue até o dia 3 de agosto, promove exposição e competição de cafés, além de palestras, workshops e debates sobre produtividade, qualidade e cooperativismo. A expectativa é que o evento movimente cerca de R$ 30 milhões em negócios.

Repórter: Tácio Santos/GOVBA
Fotos Joá Souza GOVBA

Ex-ministra do STJ e Ex-corregedora do  CNJ  disse que o STF se fecha em torno de Moraes, por puro corporativismo. “Eles não são amigos. É um serpentário que protege o próprio poder”.

foto web

 

Ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon criticou duramente o Supremo Tribunal Federal em entrevista. Para ela, a Corte atua politicamente e sem limites. A jurista defendeu as sanções dos EUA contra Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky, e disse haver irregularidades nas ações do ministro.

Segundo Eliana, Moraes age como vítima, acusador e julgador nos casos relacionados a Bolsonaro e aos atos de 8 de janeiro. “Isso é inaceitável”, afirmou. Ela apontou ilegalidades no inquérito das fake news, aberto em 2019, e questionou a ausência de indiciados formais em seis anos de investigação.

A ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disse que o STF se fecha em torno de Moraes por puro corporativismo. “Eles não são amigos. É um serpentário que protege o próprio poder”. Criticou também a atuação internacional de Moraes, que enviou ordens por e-mail a empresas dos EUA, ignorando tratados e protocolos legais.

Calmon considera certa a condenação de Bolsonaro. “Não pela culpa, mas como forma de o Supremo manter a própria imagem”, declarou. Sobre o Senado, disse que não age contra o STF porque muitos senadores têm processos nas mãos da Corte. “É jogo de interesses”, cravou.

Ela também reforçou que não voltará à política. Hoje, atua na advocacia privada em Brasília, com foco em causas tributárias e administrativas. A jurista afirmou que não advoga em casos políticos por falta de isenção. “Fui próxima da Lava Jato e de Moro. Não posso atuar nesses processos”. Por fim, disse que o Judiciário melhorou desde sua gestão, mas ainda convive com corrupção. “A raiz está na política. E ela segue podre”. Fonte site sudoesteacontece

de práticas abusivas Agência suspeita de práticas abusivas e ilegais, contra aposentados e pensionistas, é fiscalizada e atuada em Vitória da Conquista, pelo Procon.

Na manhã da da última sexta-feira (1º), foi realizada uma operação conjunta de fiscalização pela Procuradoria-Geral do Município e pela Superintendência Municipal de Defesa do Consumidor de Vitória da Conquista (Procon/Vitória da Conquista), com apoio da Secretaria de Estado de Estado da  Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia, por meio da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon),  e da Comissão de Direito Previdenciário da Subseção Vitória da Conquista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Vitória da Conquista), tendo como alvo a agência da Crefisa – Instituição Financeira especializada na concessão de crédito pessoal – localizada na Rua Maximiliano Fernandes, no centro da cidade. A operação teve como foco investigar possíveis práticas ilegais, especialmente contra aposentados e pensionistas, apontadas por denúncias recebidas recentemente.

De acordo com o Procurador Geral do Município, Jônatan Nunes Meireles, a ação foi desencadeada após uma denúncia formal feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), tanto pela Seccional Bahia quanto pela Subseção local, junto à  Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), órgão da estrutura da Secretaria de Estado de Estado da  Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia, apontando possíveis práticas abusivas no atendimento ao público e na concessão de crédito, especialmente a consumidores hipervulneráveis (idosos, pessoas com deficiência e de baixa escolaridade) em agências da Instituição Financeira em diversos municípios do Estado, inclusive a de Vitória da Conquista.

“Relatos, denúncias e dossiês reunidos indicam condutas potencialmente vedadas pela legislação, especialmente relativas à administração de benefícios”, explicou Procurador Geral do Município, Jônatan Nunes Meireles. Segundo ele, entre as irregularidades investigadas em Vitória da Conquista, especificamente, estão a formação de longas filas e tempo excessivo de espera, ausência de acessibilidade adequada nas agências, insuficiência de assentos e banheiros adequados, informações confusas ou incompletas prestadas aos consumidores, possíveis falhas na formalização de contratos e atuação de correspondentes bancários, cobranças indevidas e juros abusivos.

A vice-presidente da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Vitória da Conquista (OAB/Vitória da Conquista, Juliana Vaz Barbosa de Araújo, que acompanhou de perto a toda a operação,  destacou a relevância dessa atuação conjunta para coibir práticas abusivas e promover maior segurança jurídica para a população. Segundo ela, a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil possui a prerrogativa de identificar irregularidades e buscar o apoio do município para garantir a efetividade de seu poder fiscalizatório. Além disso, ressaltou, cabe à Entidade realizar visitas técnicas, elaborar relatórios e validar os apontamentos feitos pela Comissão de Direito Previdenciário. “A fiscalização de hoje (sexta-feira, 1º de agosto) tem como objetivo analisar aspectos estruturais e procedimentais de uma agência bancária, para que, posteriormente, sejam adotadas as medidas cabíveis e todos os direitos dos hipervulneráveis sejam assegurados”, sublinhou a Advogada Juliana Vaz.

A operação não se restringe a Vitória da Conquista, mas faz parte de uma ação mais ampla que está acontecendo em outras cidades do Estado, conforme destacou Jônatan Nunes Meireles.

Foto: Secom/PMVC