A Gente diz

Curta 5 – Festival Estudantil de Curtas comemora 10ª edição

Entre os 23 a 27 de setembro de 2019 acontecerá em Vitória da Conquista a 10ª edição do Curta 5 – Festival Estudantil de Curtas, projeto de extensão realizado pelo IFBA Campus Vitória da Conquista.
Sua programação será composta de mostras infantis, exibição de curtas-metragens, sessões competitivas, desfile cosplay, coral estudantil, teatro, planetário, exposições.
A primeira etapa do festival aconteceu entre 18 a 20 de setembro em Itabuna e Ilhéus, já que nessa edição foi celebrada uma parceria em o IFBA campus Vitória da Conquista e o campus Ilhéus. Vitória da Conquista sediará a segunda etapa do Curta 5, entre os dias 23 a 27 de setembro que ocorrerá na Casa Rafiki, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima e no Shopping Conquista Sul.
As escolas interessadas em participar podem entrar em contato para realizar agendamento, por meio do número (77) 9 8882-3323 (whatsapp). Toda programação do Curta 5 é gratuita e aberta à comunidade.
Bahia e suas regionalidades
Na campanha gráfica desse ano, buscou-se inspiração nas regiões baianas que já abrigaram o Festival Estudantil de Curtas.
A primeira, teve seu marco na Região Sul, Região Cacaueira, Terra Indígena, Costa do Descobrimento (Itabuna, Ilhéus, Eunápolis e Itabela); a segunda na Região Paraguaçu (Feira de Santana) e a terceira, e não menos importante, nova sede do Curta 5 desde 2014, Região Sudoeste (Vitória da Conquista) – terra natal de Glauber Rocha, conhecida por sua caatinga e região cafeeira.
Sobre o Curta 5 – Festival Estudantil de Curtas
Criando em 2010, o Festival Estudantil de Curtas foi idealizado com o objetivo de incentivar e promover a produção audiovisual, a partir do espaço escolar, e estimular o desenvolvimento e a produção de vídeos de cunho educativo, artístico e cultural, possibilitando a criação, a reflexão e a difusão do cinema estudantil com a participação da sociedade, educadores, cineastas e pesquisadores do audiovisual.
O Curta 5 valoriza a criatividade através da experimentação com produção audiovisual, utilizando-se de novas mídias, a fim de descobrir e promover talentos como fonte de cultura e lazer, valorizando a produção de vídeo como ferramenta de construção do conhecimento; a valorização, exibição e compartilhamento de práticas pedagógicas relacionadas com a produção de vídeo, a partir do ambiente escolar.
Além da exibição de filmes, o CURTA 5 promove uma série de atividades paralelas como debates, oficinas, mostras infantis, mostras competitivas, desfile cosplay e exposições.
Em 2018, foram mais de 60 vídeos estudantis exibidos, oriundos de escolas públicas e privadas de cidades como Alvorada-RS, Angra dos Reis-RJ, Barreiras-BA, Campo Bom-RS, Campinas-SP, Canavieiras-BA, Eunápolis-BA, Feira de Santana-BA, Gramado -RS, Ilhéus-BA, Palmas -TO, Rio de Janeiro-RJ, Salvador -BA, São Leopoldo-RS, Santo Antônio de Jesus-BA e Vitória da Conquista -BA.
Acesse aqui a programação completa

O Município de Santo Amaro na Bahia ainda sofre com as consequências da extração do minério de chumbo na região.

Edição Especial: Justiça manda fábrica indenizar as vítimas do chumbo em Santo Amaro.

Fonte; Correio da Bahia

Em janeiro deste ano, a espera por Justiça dos moradores de Santo Amaro, no Recôncavo baiano, que já dura 17 anos, ficou mais próxima de ter um fim. A 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu que a mineradora Plumbum, a União e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) são culpadas pelos danos ambientais e humanos decorrentes da contaminação por chumbo e cádmio no município.

Poucos meses antes da decisão do TRF1, em dezembro de 2018, a 11ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, condenou a mesma Plumbum ao pagamento de R$ 40 milhões em indenização por danos ambientais e à saúde dos moradores de Adrianópolis, município onde explorou o chumbo durante 57 anos. De acordo com o documento, a empresa encerrou as atividades em 1995, mas abandonou 177 mil toneladas de escória de chumbo na cidade, sem qualquer cuidado de contaminação. Além disso, segundo a sentença, a mineradora jogou resíduos tóxicos no Rio da Ribeira de Iguape.

Para Santo Amaro, em decisão expedida no dia 28 de janeiro, o juiz federal Roberto Carlos de Oliveira, ao reafirmar sentença de 2014, determinou que a União e a Funasa “foram omissas, cada uma em sua área de competência, em adotar as medidas para coibir e para reparar os danos ambiental e humano”. Ainda no mesmo documento, ficou decidido que a fábrica deverá indenizar a população santamarense com 10% do faturamento bruto anual da empresa, que continua operando em outros estados.

No entanto, mais uma vez, todas as três rés recorreram da sentença, interpondo embargos de declaração, o que suspende as obrigações até que eles sejam julgados. Quanto a isso, não há prazo na lei para que o TRF1 aprecie os recursos. Essa é a última etapa processual antes de as acusadas, principalmente, a Plumbum, iniciarem as reparações dos danos cometidos ao longo quase seis décadas de contaminação.

Foto: Arisson Marinho/CORREIO

A decisão acontece na ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal em 2002. Segundo acusação inicial, a empresa exerceu atividade no município baiano entre os anos 60 e 1993 e, ao fechar, deixou para trás cerca de 500 mil toneladas de escória de chumbo e outro metais pesados, além de ex-funcionários e moradores da região contaminados.

O MPF afirmou, também, que a fábrica se beneficiava da extração de minérios e produzia lingotes de chumbo (espécie de barra de metal fundido). Os resíduos da produção eram descartados de maneira inadequada, o que transformou Santo Amaro na cidade mais poluída por chumbo no mundo e com vários ecossistemas degradados, segundo constataram estudos desenvolvidos pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e outras instituições nacionais e internacionais  a partir da década de 70.

A fábrica fechou em dezembro de 1993, mas o local onde funcionava não foi devidamente isolado, o que levou a Justiça, em 2014, a obrigar que fossem tomadas providências para cercar a área, colocar avisos para a população sobre o perigo de contaminação e elaborar plano de permanência e revezamento de vigilantes na entrada da antiga fábrica. A empresa também foi obrigada a tomar cuidado para a escória não se dissipar no solo, atingindo lençóis freáticos e o Rio Subaé. A equipe do CORREIO esteve no local entre os meses de maio e julho de 2019 e, mesmo após cinco anos da primeira decisão, ainda é possível observar que as sinalizações não são suficientes e o cercamento da área é precário.

A mineradora foi condenada, ainda, ao pagamento de indenização pelos danos ambientais sofridos, em valor correspondente a 10% do seu faturamento bruto, apurado mês a mês desde a data em que sucedeu a extinta Cobrac (em 1989) até quando encerrou suas atividades no local em 1993 (em montante devidamente atualizado). Segundo a decisão, que foi mantida em janeiro deste ano, o valor é para a recuperação do meio ambiente nas áreas atingidas por chumbo e cádmio.

No mesmo documento, ficou determinado que competiria à empresa promover o encapsulamento dos resíduos poluentes, guardando atenção às normas técnicas brasileiras e sob acompanhamento do Inema. Também foi determinada a proibição de retirada e alienação de quaisquer bens sob titularidade da empresa ré naquele município, para que sirvam de garantia para o cumprimento das obrigações previstas. Por fim, a Justiça condenou a União e a Funasa à criação, no prazo máximo de seis meses, de um centro de referência para tratamento de pacientes vítimas de contaminação por metais pesados, elaborando plano efetivo de atendimento. Um dos problemas mais graves está neste ponto, uma vez que, em razão da demora do Judiciário em apreciar os recursos, o projeto do centro continua apenas no papel.

De acordo com o procurador regional da República Francisco Marinho, responsável pelo caso no MPF, “quanto à responsabilidade da empresa pelos danos materializados assim como o risco à saúde da população de Santo Amaro, é importante ressaltar que a situação é crítica, necessitando até mesmo de um Centro de Tratamento Especializado para as pessoas contaminadas como medida imprescindível e emergencial, tendo em vista que os postos de saúde e hospitais relacionados ao SUS não se acham devidamente qualificados para oferecer o atendimento adequado às vítimas”.

Segundo o procurador, mesmo com a decisão, as três rés, ao se utilizarem dos embargos de declaração, pretendem adiar o desfecho final do processo, já que este recurso é permitido apenas quando há omissão, obscuridade e dúvida na sentença do tribunal, coisa que não houve no caso em questão. “É mais um instrumento de adiar o trânsito em julgado do processo e o início da execução”, garantiu ele, afirmando que, após o julgamento dos embargos, a Plumbum, União e Funasa já serão intimadas para fazer o que foi determinado pelo TRF1. Mesmo assim, explicou Francisco Marinho, as três acusadas ainda podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal, sem, no entanto, os recursos suspenderem a execução da sentença de primeiro grau.

Foto: Yuri Rosat/CORREIO

Diante da demora da Justiça e das manobras das acusadas para atrasar a sentença, a Defensoria Pública da Bahia, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde de Santo Amaro, da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), membros do Ministério da Saúde e da sociedade civil, criou um Grupo de Trabalho para discutir as consequências da exposição e da contaminação da população por chumbo e outros metais pesados. Um dos defensores responsáveis pela ação, Rodolfo Barbieri, que atua no município do Recôncavo, afirmou que o propósito do grupo, que se reuniu pela última vez no último dia 3 de setembro de 2019, é discutir a melhor forma de auxiliar os moradores da região.

“A primeira reunião foi realizada em abril deste ano e a gente discutiu que caminhos vamos seguir. Desde a década de 70 já se discutem os problemas na cidade, que começou com a aterramento das ruas com material contaminado da empresa. Aos poucos foi-se descobrindo quais as consequências de todo o problema. No entanto, tudo está pulverizado, não há nada de concreto. É preciso unir tudo e tomar atitudes que, de fato, vão impactar na resolução da questão, declarou Rodolfo.

Uma das preocupações atuais da Defensoria, além de agilizar a construção do centro de tratamento das vítimas de exposição e contaminação por chumbo e outros metais, é quanto à falta de proteção dos operários que têm trabalhado na requalificação da cidade. “Essas obras são feitas sem nenhum cuidado. Os operários não usam equipamento e, os que utilizam, eu acredito que a luva não vai ser suficiente para barrar o contato deles com o chumbo, já que uma das formas de exposição é a via aérea. A empresa está isolada, mas o chumbo continua aqui, contaminando o solo, a água, criando problemas à saúde da população”, afirmou.

Foto: Arisson Marinho/CORREIO

Indenizações não passam de R$1,8 mil
Enquanto a ação civil pública, aberta pelo MPF na Bahia em 2002, corria na Justiça Federal, a Associação das Vítimas por Contaminação por Chumbo, Mercúrio e Outros Elementos Químicos do Estado da Bahia (Avicca) ajuizou, em 2011, ação coletiva em nome dos ex-funcionários contra a mineradora Plumbum. Apesar de a primeira decisão ter sido em 2014, o documento também aparece como a última movimentação relevante do processo na Justiça. Ou seja: tudo está parado. Não há impetração de recursos nem novos despachos nem sequer houve encaminhamento ao tribunal.

Em 16 de junho de 2014, a juíza Ana Gabriela Duarte Trindade indeferiu o pedido da Avicca para que a mineradora custeasse as despesas médicas dos associados e ex-funcionários da fábrica, alegando que não há como adiantar o valor sem que haja prova da real necessidade de tratamento dos autores. Para a magistrada, o pedido não pode ser reconhecido, porque é necessário comprovar que, de fato, os danos à saúde existem. Após isso, segundo movimentação processual, a Avicca não recorreu da decisão, que foi favorável para a Plumbum.

Foi com esse misto de tristeza e esperança que a equipe do CORREIO encontrou alguns dos ex-funcionários da mineradora, além de filhos e viúvas daqueles que já morreram. Eles lutam com toda as forças para que o tratamento seja garantido, independentemente de qual das ações judiciais reconhecer primeiro este direito. Presidente da Avicca, Adailson Pereira, conhecido em Santo Amaro como Pelé, que trabalhou na empresa por apenas seis meses, contou que sofre com múltiplos problemas de saúde e que não vai descansar enquanto a justiça não for feita. “Eu tinha que trabalhar nessa fábrica para hoje estar representando os trabalhadores”, disse Pelé.

A Plumbum fechou as portas em 1993, deixando para trás cerca de 1,2 mil funcionários que tinham como o único sustento o trabalho com os metais. E pior, além de não ter mais emprego, a maioria deles sequer recebeu qualquer tipo de indenização no momento da demissão. Pelé contou que isso aconteceu por um motivo específico: os ex-funcionários, todos pobres, não conseguiram dinheiro para custear os exames junto ao Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador (Cesat), em Salvador, ficando reféns do médico da mineradora, que, nos relatórios demissionais, não indicou nenhum tipo de problema de saúde nos empregados.

“Naquela época, a gente tinha um sindicato, que não fez nada pelos funcionários. Não foi feito nenhum exame demissional, levando em consideração apenas relatórios médicos emitidos pelo doutor Ademário Spínola, do Instituto de Saúde Coletiva da Ufba, que era o médico contratado pela empresa. Era esse médico quem fazia todos os estudos com o trabalhador, inclusive, se alguém adoecia, ele dava injeção na barriga para baixar o nível de chumbo no sangue, e nada saía de lá, ficava tudo em segredo”, disse o presidente da Avicca. O CORREIO tentou contato por e-mail e telefone com o Dr. Ademário, mas, até o fechamento da matéria, não houve retorno.

Ex-funcionário da casa de forno durante 1 ano e 3 meses, Moacyr Boa Morte Martins, 60 anos, acusou a juíza que homologou as demissões de coagir os empregados da mineradora. “Recebi R$ 1,8 mil de indenização e a juíza coagiu a gente antes de entrar na sala – ‘se não aceitar esse dinheiro, vai ter de fazer exame do próprio bolso’. Não me restou alternativa. A fábrica sabia que ninguém tinha como custear os exames. Nunca mais chegou nada pra gente”, contou.

Foto: Arisson Marinho/CORREIO

Um dos poucos que receberam valor diferente foi José Carlos Gomes Ribeiro, o Seu Zeca, 77 anos, que foi mecânico industrial da Plumbum durante 15 anos. “A gente não teve direito a nada, nem a plano de saúde. Na época do fechamento, a gente recebeu um cala a boca no lugar das indenizações. Depois, eu recebi 100 mil reais, porque fiz os exames com dinheiro de meu bolso. Minha esposa, que já morreu, também trabalhava  e me ajudou a pagar. Mas, isso foi há apenas 3 anos, demorou muito de sair o dinheiro”, declarou.

“A maioria recebeu R$ 1,8 mil na época que a fábrica fechou, em 1993. Me ofereceram também, mas eu não aceitei. Eu disse que preferiria ficar sem nada, porque não dava nem pra fazer mercado. Até me ameaçaram. Depois me chamaram pra me oferecer 20 mil, depois 50 mil e, por último, os 100 mil que eu aceitei há três anos. Nesse dia tinham 8 pessoas lá pra fechar o acordo. Foi o dinheiro bruto, sem honorário”, garantiu Seu Zeca.

A equipe do CORREIO procurou a Plumbum, mas não obteve retorno até o momento do fechamento das reportagens. Os advogados da empresa que constam no processo, Gilberto Neto e Joaquim Jair Aguiar Júnior também foram procurados, mas não responderam aos contatos Nem a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) nem o médico e professor da UFBA, Ademário Galvão Spínola respondeu aos e-mails e telefonemas feitos pelo CORREIO.

Com o processo na Justiça Federal travado e com a ação coletiva sem movimentação, a situação das vítimas é cada vez mais difícil e até desesperadora, já que muitos não conseguiram se aposentar, em razão da documentação recebida no momento da demissão, outros aceitaram indenizações de baixíssimo valor e todos têm em comum os problemas de saúde e a falta de dinheiro para custear os tratamentos. Desta forma, só restam às vítimas esperar.

O que dizem os órgãos oficiais
Em resposta à equipe do CORREIO, por meio de nota, o Ministério da Saúde afirma que realizou estudo de avaliação de risco à saúde da população de Santo Amaro e, “em parceria com as Secretarias de Saúde Municipal de Saúde de Santo Amaro e Estadual da Bahia, em 2010, publicou o Protocolo de Vigilância e Atenção à Saúde da População Exposta a Chumbo, Cádmio, Cobre e Zinco em Santo Amaro (BA)”.

Já a Advocacia Geral da União (AGU), que defende a União na ação movida pelo Ministério Público Federal, disse que “a sentença ainda não transitou em julgado, de modo que, no momento, não se pode falar em descumprimento de ordem judicial”. Além disso, a AGU declarou que, após se esgootarem os recursos cabíveis, “a União poderá adotar as medidas necessárias ao seu cumprimento, no que lhe couber”.

Veja a linha do tempo da história do chumbo em Santo Amaro:

  • 1960: Cobrac é instalada em Santo Amaro – tentativa de industrializar a região. Subsidiária da empresa francesa Penarroya Oxide S.A produz lingotes de chumbo – que era extraído em mina na cidade de Boquira na Chapada Diamantina;
  • 1970: Início de estudos sobre a suspeita de contaminação de moradores. Cobrac pede aumento de produção em 15 mil toneladas – governo do estado nega e sugere a transferência da empresa para o Centro Industrial de Aratu (CIA), o que não aconteceu;
  • 1975: Os estudos detectaram que havia contaminação de crianças que moravam próximas ao Rio Subaé. Desde o início, a população santamarense reclamava de mal estar relacionado à fumaça;
  • 1980: Construção de chaminé (mas filtro é instalado só em 1989). Estudo da Ufba constata: 96% das crianças que moravam em raio de 900 m da fábrica estavam contaminadas por chumbo.  Escória é fornecida para a prefeitura pavimentar cidade. Em 1989, empresa vendida ao Grupo Trevo e passa a se chamar Plumbum – com 100% de capital nacional;
  • 1989: A Cobrac é vendida para o Grupo Trevo e passou a se chamar Plumbum, tendo 100% de capital nacional;
  • 1990: Fechamento da fábrica, em 93, deixa desempregadas 1,2 mil pessoas. Novo estudo, em 98, atesta que, mesmo depois do fechamento, local onde ficava metalurgia e cidade continuavam fonte de exposição a chumbo;
  • 2000: Zona urbana de Santo Amaro classificada como altamente contaminada por chumbo e outros metais. Ministério Público Federal ajuíza, em 2002,  ação civil pública pedindo que empresa,  União e Funasa respondam pelos danos;
  • 2014: Primeira decisão da Justiça Federal condena a mineradora ao pagamento de indenização de 10% do faturamento bruto da empresa, que seria utilizado para custear a construção do centro de saúde destinado às vítimas de chumbo na cidade. A antiga Cobrac foi condenada ainda a realizar o cercamento da área da fábrica e instalar placas de sinalização, alertamento sobre os perigos da área. Também foram condenadas a União e a Funasa à construção do centro de saúde e realização de estudos para tratamento da população;
  • 2019: Após recursos, nova decisão manteve a condenação anterior, mas embargos de declaração interpostos pelas três acusadas impedem que a sentença seja proferida. Neste momento, o processo aguarda o julgamento dos recursos.

O CORREIO publica a partir de hoje um especial sobre o chumbo de Santo Amaro, um problema que há décadas atinge a cidade do Recôncavo. Neste e nos dois próximos domingos (29 de setembro e 6 de outubro), vamos denunciar a mais recente exposição ao metal pesado sofrida pela população e mostraremos como viveram e morreram os mais de 3 mil santamarensens com sequelas causadas por chumbo, cádmio e outros metais pesados.

O CORREIO flagrou que uma obra da prefeitura da cidade desenterra resíduo tóxico de chumbo. 

Em discurso na ONU, Bolsonaro destaca riqueza da Amazônia e do Brasil

 

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (24) que a Organização das Nações Unidas (ONU) não pode aceitar a volta do colonialismo e defendeu a soberania brasileira na Amazônia. Durante seu discurso na abertura da 74ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nos Estados Unidos, Bolsonaro reafirmou o compromisso do país com a preservação do meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável da região. “O Brasil é um dos países mais ricos em biodiversidade e riquezas minerais, nossa Amazônia é maior que toda Europa Ocidental e permanece praticamente intocada, prova de que somos um dos países que mais protege o meio ambiente”, disse ele aos chefes de Estado. Cerca de 14% do território brasileiro é demarcado como terras indígenas e Bolsonaro destacou que não pretende demarcar novos territórios. “Quero deixar claro: o Brasil não vai aumentar para 20% sua área já demarcada como terra indígena, como alguns chefes de Estados gostariam que acontecesse”, afirmou. “O índio não quer ser latifundiário pobre em cima de terras ricas. Especialmente das terras mais ricas do mundo. É o caso das reservas Ianomâmi e Raposa Serra do Sol. Nessas reservas, existe grande abundância de ouro, diamante, urânio, nióbio e terras raras, entre outros”, disse, destacando que o Brasil usa 8% de seu território para produção de alimentos.

Agência Brasil

Foto – Alan Santos / PR

Futuros escrivães, investigadores e delegados da Polícia Civil iniciam curso de formação

Foto – Carol Garcia / GOVBA

A aula inaugural do Curso de Formação 2019 da Academia da Polícia Civil da Bahia (Acadepol) reuniu, na manhã desta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa do Estado (Alba), todos os aprovados no último concurso realizado para preenchimento de vagas na corporação. Ao todo, 340 futuros delegados, investigadores e escrivães iniciaram a preparação, que acontecerá nos próximos quatro meses. Presente no evento, o titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Maurício Barbosa, fez questão de desejar boa sorte aos formandos da Polícia Civil da Bahia (PC-BA). “Essa formação é necessária e obrigatória. Só depois da aprovação do grupo será possível nomear e dar posse aos novos escrivães, investigadores e delegados, e boa parte deve atuar no interior do estado. Há municípios com cerca de 50 mil habitantes que clamam por um reforço na polícia investigativa”, explicou. Delegado-geral da PC-BA, Bernardino Brito Filho, ressaltou que dentro de pouco tempo todos estarão na ativa. As aulas iniciadas esta semana incluem palestras do delegado-geral da PC-BA e do coordenador da Coordenação de Operações Especiais (COE), Hélio Jorge Oliveira Paixão. Toda a preparação reúne a parte teórica e também visitas técnicas e estágio supervisionado, para que os aprovados obtenham a experiência prática antes de estarem aptos para a nomeação.

Câmara Municipal realiza audiência pública e celebra o dia do Contador

 
Dia 20 setembro, aconteceu na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, uma audiência Pública em homenagem ao Dia do Contador. A sessão foi de iniciativa do vereador Coriolano Moraes (PT). Participaram do evento, contadores, representantes do Conselho Regional de Contabilidade e da Receita Federal.
Professor Cori abriu a audiência afirmando que a contabilidade é uma ciência atraente. Lembrou que desde o século XV, quando o monge italiano Luca Pacioli descreveu em seu livro, o método das partidas dobradas, a essência do trabalho do contador continua desafiadora, exigindo dos profissionais muito mais do que raciocínio lógico e puramente matemático. “A capacidade de exercer a abstração e de aplicar essa habilidade à ciência contábil é um dos grandes desafios da profissão. Indispensável para a gestão econômica, financeira e patrimonial do mundo empreendedor; peça fundamental no âmbito da esfera pública para a garantia de transparência, controle social e combate à corrupção”.

 

Ainda, conforme o vereador Professor Cori, muitas são as transformações sobre o papel do profissional da contabilidade e, “entre tantas funções, está uma das atividades mais importantes: de ser ator social. E, para atuar no incentivo à prática solidária”. Para ele, a sociedade que clama por maior controle da gestão dos recursos públicos e mais justiça social é a mesma que espera dos profissionais da contabilidade o compromisso com a ética e com a verdade, “indispensáveis para o restabelecimento do crescimento econômico e do desenvolvimento social do Brasil”.

CRCBA atua em três frentes – A contadora Mércia Cristina Andrade representou o presidente do Conselho Regional de Contabilidade da Bahia (CRCBA), Antônio Carlos Ribeiro da Silva. Ela explicou que a contabilidade é uma atividade milenar e, atualmente, uma profissão fundamental. Em sua fala, destacou a importância do CRCBA, que atua em três frentes – registro de profissionais, fiscalização e educação. Segundo Cristina, que responde pela área de registro do CRCBA, o cenário é de desafios para os contadores com a assimilação de novas tecnologias à profissão. Para ela, a contabilidade 4.0 exige uma reflexão sobre qual tipo de contador esse cenário cada vez mais tecnológico exige.

Doações para o fundo da criança e do adolescente – O delegado da Receita Federal, Andrey Soares de Oliveira, foi convidado para proferir uma palestra para os contadores. Em sua fala, ele explicou o funcionamento de doações para o fundo da criança e do adolescente no sistema de Declaração do Imposto e das transformações sociais e responsabilidade dos contadores. Andrey ressaltou que “os contadores estão para o Fisco assim como os advogados estão para a justiça”.  Lembrou que a Declaração de Imposto de Renda deve ser entendida em dois tempos: “o que se faz hoje é referente ao ano anterior. Exemplo: a Declaração feita hoje é referente ao exercício de 2018”. Abordou a questão sobre como declarar doações durante a declaração do imposto e ressaltou a importância dos contadores na gestão fiscal do país, principalmente no que diz respeito as doações para fundos voltados para crianças e adolescentes do município.

Maiores empresários brasileiros conhecem contabilidade – O professor Paulo Pires decretou que a contabilidade não vai acabar, pois é fundamental para empresas e instituições. Ele frisou a necessidade de se valorizar o conhecimento teórico e afirmou que a academia é o centro teórico por excelência. Segundo Pires, a contabilidade é uma área de destaque e ações como a audiência é um indicativo do quanto é importante discutir a atividade. Em sua fala, o professor destacou figuras ilustres como os roqueiros Mick Jagger, vocalista do The Rolling Stones, e Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin. O professor ressaltou que os maiores empresários brasileiros têm conhecimentos de contabilidade.

Investir hoje para não ressocializar amanhã – Josafá Barreto, representando o SINCONTEC, iniciou seu discurso falando do quanto é feliz em ser contador. “Quando estamos em um evento como este passa um filme de nossa história na profissão”, contou. Josafá contou um pouco da sua história e das amizades que fez durante todos os anos de profissão e das pessoas que o ajudaram a crescer na profissão. Ressaltou a importância do sindicato em sua vida profissional e falou sobre a campanha de doação ao Fundo de Amparo à Criança e ao Adolescente: “vamos ver se conseguimos atingir os R$ 5 milhões para não ter que trabalhar a ressocialização dessas crianças no futuro, lembrando do seu trabalho de ressocialização com adultos envolvidos com drogas.

Contadores à frente de órgãos públicos – Josana Mota, representando o delegado do CRC, o senhor Amauri Soares, iniciou sua fala ressaltando que o “diferencial na conscientização da melhor arrecadação é por você ser contador”, referindo-se ao trabalho do delegado da Receita Federal, Andrey Soares. “Quando você nos buscou, eu fiz minha parte e ajudei a aumentar essa arrecadação”, contou. Josana agradeceu a presença dos alunos e pediu que eles vissem “como é lindo ver contadores à frente de órgãos públicos”. E disse que “o futuro dessa classe depende dos estudantes. Sou contadora e amo minha profissão”.

Projetos poderão ajudar a área de contabilidade – O vereador Valdemir Dias (PT) lembrou que é o autor da lei que criou o Dia Municipal do Contador, festejado no dia 22 de setembro. Ele afirmou que não poderia deixar de participar de uma homenagem a uma categoria que trabalha por um país mais justo e livre de corrupção. Segundo Valdemir, na condição de administrador compreende que o contador é fundamental, atua como um conselheiro. Ele acredita que mesmo com o advento das novas tecnologias, “nada substituirá o contador”.

O parlamentar afirmou que vem trabalhando em projetos que, caso sejam aprovados, terão impactos positivos na contabilidade. Uma das iniciativas prevê a desburocratização do Habite-se – projeto foi entregue ao executivo. Já o outro cria uma espécie de alvará condicionado, no qual o proprietário recebe um alvará provisório e ganha um período de tempo para regularizar o imóvel.

Curso já formou mais de 700 profissionais – O professor Josenaldo Alves, coordenador do curso de Ciências Contábeis da FAINOR, agradeceu o convite e a homenagem que recebeu durante a audiência. “A gente fica muito feliz”, falou para destacar o reconhecimento ao trabalho que faz à frente da coordenação do curso. Ele frisou que a graduação é importante para Vitória da Conquista e região, pois já são mais de 700 profissionais formados pela instituição. Segundo Alves, muitos são empresários da área ou ocupam os espaços de contabilidade em empresas.

Heróis da contabilidade devem ser reconhecidos – O professor e coordenador do curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Manoel Antônio, afirmou que a contabilidade ilumina, fornece o material para o economista e o administrador. Ele frisou que o momento é de crise generalizada exige uma reflexão ética. Em sua fala, defendeu o reconhecimento dos heróis da contabilidade, como o professor Paulo Pires e as militantes da área, Josana Mota e Mércia Cristina.

Relação de confiança – A vice-prefeita do município, Irma Lemos, ressaltou a importância da relação entre o empresário e o contador: “Deve ser uma relação de afinidade e confiança”. Lembrou que o contador para os pequenos empresários é muitas vezes um advogado, um conselheiro. Prestou homenagem ao seu primeiro contador e destacou a importância da confiança criada entre eles. “Quero ainda, agradecer ao delegado da Receita Federal por defender a bandeira da doação para o fundo da criança e do adolescente no município: “Passamos de uma arrecadação de R$ 11 mil para R$ 79 mil, graças a sua campanha junto aos contadores e esperamos que em 2020 o senhor esteja à frente, dando continuidade a essa bandeira”. Finalizou parabenizando a todos os contadores pelo seu dia.

Durante a audiência, foram homenageados:

 

 

 

 

 

 

Clóves Flores

Professor Paulo Pires

Edvaldo Paulo

Delegado da Receita Federal, Andrey Soares

Contadora Mércia Andrade

Contador Josafá Barreto

Paloma Campos Souza – Estudante da Fainor

Vanaide Freitas – Estudante Uesb

Coordenador do curso de contabilidade da FAINOR – Josenaldo Alves Coordenador do curso de contabilidade da UESB – Manoel Antônio

Primeiro delegado do CRC Senhor Givaldo

Primeira mulher baiana a ser registrada no CRC – Eleonice Ferraz de Souza

Contador Manoel Jerônimo

Contador Senhor Dalvadisio

Funcionário da Receita Federal – Tarcísio Luís

 

Viatura da Polícia Militar capota ao desviar de animal na zona rural de Livramento de Nossa Senhora

 

 

Uma viatura da Polícia Militar capotou na última segunda-feira (23), na localidade de Amoreira, região do distrito de Iguatemi, na zona rural da cidade de Livramento de Nossa Senhora, a 68 km de Brumado, após desviar de um animal que atravessou a pista de forma repentina. Segundo informou a polícia ao site Achei Sudoeste, os oficiais que estavam a bordo da viatura foram conduzidos com ferimentos leves para a Unidade de Pronto Atendimento (Upa 24h) do referido município. De acordo com a 46ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), os policiais foram liberados, após a terem realizados diversos exames. A viatura ficou bastante danificada. Fonte Achesudoeste

Guedes vai propor criação de ‘Copom’ das contas públicas

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai propor a criação do Conselho Fiscal da República. A ideia é que o conselho seja uma espécie de Comitê de Política Monetária (COPOM) das contas públicas. A proposta é que o novo órgão tenha uma representatividade maior, incluindo representantes do Judiciário, Legislativo e governadores e prefeitos para avaliar as decisões de política fiscal e redução de despesas. O presidente da República deve fazer parte do novo conselho. O que se espera com esse desenho é uma avaliação mais global das finanças e com ela também uma maior responsabilização do impacto das decisões de gastos e redução de receitas para as contas do setor público. O foco é garantir um processo organizado de redução das despesas públicas. O “Copom fiscal” vai se reunir periodicamente e traçar as metas fiscais. O desenho ainda está sendo formulado pela equipe econômica. Segundo apurou o Estado, a criação do Conselho Fiscal da República vai integrar a Proposta de Emenda Constitucional do chamado Pacto Federativo, que Guedes pretende enviar ainda esse ano ao Congresso. O modelo é mais amplo do que o Conselho de Gestão Fiscal (CGF), previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) mas que ainda não foi regulamentado. Projeto em tramitação no Senado prevê a organização e funcionamento do CGF para monitorar as despesas dos Estados, além de promover debates e divulgar análises, estatísticas fiscais, estudos e diagnósticos.

Estadão Conteúdo

 Prefeito, vereadores e comunidade do Conveima I  celebram a assinatura da ordem de serviço para pavimentação do Bairro.

Em um momento festivo e de demonstração de alegria, a população do Bairro Conveima I recepcionou o Prefeito, Secretários e Vereadores de Vitória da Conquista, e os Diretores da Caixa Econômica Federal, no ato, em que celebrou a tão aguardada pavimentação asfáltico no Bairro.

 

O evento aconteceu na Escola Municipal Maria Santana, na noite desta segunda-feira (23 de setembro de 2019). A Ordem de Serviço para a execução das obras nas diversas Ruas, foi assinada pelo Prefeito Herzem Gusmão, e contou com as presenças do presidente do Legislativo Conquistense, do Superintendente da Caixa Econômica Federal e, foi marcado por aplausos dos moradores do bairro, de membros da equipe do governo municipal, vereadores de todas as agremiações partidárias e convidados. E para realçar ainda mais o clima de vitória e a sensação de alegria, membros do governo municipal soltaram fogos de artifício.

 O loteamento Parque Conveima I foi projetado e executado há mais de 30 anos, passando por sucessivos governos sem que fosse dada a atenção devida, e com o financiamento do (Finisa 1), feita pela Caixa Econômica Federal, a tão aguardada pavimentação do Bairro começa nesta quarta-feira (25).

O Presidente da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, Luciano Gomes, (PR) fez questão de apontar e fazer referência aos 21 vereadores nominalmente, como importante, pela aprovação, quase que unânime para que o projeto fosse aprovado e, a realização tão sonhada da pavimentação asfáltica do Bairro viesse a acontecer.

 O Senhor Prefeito Herzem Gusmão, em sua fala disse que o ato, é uma celebração dos moradores do Bairro, da Câmara de Vereadores e da Prefeitura. “A noite é de agradecimento à Deus. No momento que as Prefeituras sofrem com a falta de recursos, em Vitória da Conquista as bênçãos estão chegando. Depois de 40 anos de criação, chegou a hora de pavimentar o Conveima I, pois a população merece”. Concluiu o Prefeito Herzem Gusmão.

 Com uma população de aproximadamente 7 mil moradores, o   Conveima I vivencia um momento de alegria e de acolhimento. “É com muita alegria e satisfação que recebemos o Prefeito Herzem e comemoramos esse grande feito que esperamos por muitos anos. Somos gratos, pois nenhuma gestão olhou para esse bairro, como esse governo tem olhado para o Conveima I″, celebrou Jackson Sales, que representou os moradores do loteamento na Comitiva do Poder Público.

 O Prefeito assegurou aos moradores do Bairro Conveima 1, que todas as ruas serão asfaltadas no Bairro. A Prefeitura Municipal tem um orçamento previsto para execução das obras em torno de R$ 25 milhões, oriundos do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa 1), da Caixa Econômica Federal. Além dos 16 km de asfalto, também serão realizados serviços de drenagem, construção de meio-fio, calçadas com acessibilidade e implantação de sinalização. A obra será executada pela Empresa Municipal de Urbanização de Vitória da Conquista (Emurc).

 

Justiça Federal condena prefeito de Belo Campo por improbidade administrativa

 

Prefeito Municipal de Belo Campo José Henrique Silva Tigre, conhecido como Quinho, foi condenado pela 1ª vara da Justiça Federal de Vitória da Conquista por improbidade administrativa, relacionadas a procedimentos licitatórios, em razão de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.

 

Na ação, o juíz federal João Batista de Castro Júnior, imputou a Júnior José Tigre, o: i) ressarcimento integral do dano presumido, a ser fixado definitivamente em liquidação, acrescentado de correção monetária e juros; ii) perda de função pública, se em alguma estiver; iii) suspensão dos direitos políticos por 6 (seis) anos; iv) multa civil correspondente a 2/3 (dois terços) do valor do dano presumido, a ser definitivamente apurado em liquidação; v) proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

 

A empresa Tigre E Pontes Transportes E Logística LTDA, foi penalizada  quanto às questões relativas ao Pregão Presencial 002/2009 em: i) ressarcimento integral do dano presumido, a ser fixado definitivamente de correção monetária e juros; ii) muita civil correspondente a 2/3 (dois terços) do valor do dano presumido, a ser definitivamente apurado em liquidação; iii) proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária, pelo prazo de cinco anos.

 

Um pedido de justiça gratuita formulado pelo prefeito foi indeferido. A sentença é datada na última sexta-feira (20).

Foto: Reprodução / Blog de Giorlando Lima

MEC vai exigir contratação de professor sem concurso para universidade que aderir ao Future-se

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Abraham Weintraub

Abraham Weintraub

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, vai estimular as universidades federais a contratarem professores e técnicos pelo regime CLT (de carteira assinada). Hoje, eles passam por concurso público e têm direito à estabilidade. A contratação via CLT será exigência para a entrada das universidades no Future-se, novo programa do MEC que vai captar recursos junto à iniciativa privada. Segundo a pasta, boa parte dos novos investimentos no ensino superior federal será pelo programa.

No Future-se, cuja adesão das universidades é facultativa, contratos de novos docentes e técnicos serão intermediados por Organizações Sociais (OSs), entidades privadas que prestam serviços públicos e não precisam seguir a Lei de Licitações e Concursos. Embora Weintraub afirme que os funcionários seguiriam com estabilidade, o Supremo Tribunal Federal decidiu, em 2018, que empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista regidos pela CLT não fazem jus à estabilidade prevista na Constituição. No novo modelo das federais, ainda não detalhado, a ideia é o servidor ter a permanência atrelada ao desempenho. Um dos ministros mais próximos ao presidente Jair Bolsonaro, Weintraub argumenta que é preciso cortar o gasto na folha de pagamento, que chama de “bomba-relógio”. Estudos do Ministério da Educação mostram que 85% da verba nas federais é gasta com pessoal.

Estadão Conteúdo

Comunicado: Embasa em Vitória da Conquista

 

Abastecimento interrompido em bairros da Zona Oeste nesta segunda (23) durante a realização de serviços de melhorias

 

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) informa que para possibilitar a realização de serviços de melhorias no abastecimento nos bairros Vila Serrana, Miro Cairo, Senhorinha Cairo e Sobradinho, o fornecimento de água estará interrompido nesta segunda-feira (23). A suspensão ocorre durante mais uma etapa das obras de ampliação do sistema de abastecimento da Zona Oeste de Vitória da Conquista e conta com investimento de aproximadamente R$95 mil.

Os trabalhos serão concluídos no início da noite e o abastecimento será regularizado gradativamente em até 48 horas nas áreas afetadas. Enquanto realiza a intervenção, a Embasa recomenda o uso criterioso da água armazenada nos reservatórios domiciliares, evitando todas as formas de desperdícios e redobrando os cuidados com a água armazenada. Os moradores que possuem reservatório com capacidade suficiente para o atendimento das necessidades diárias não sentirão os efeitos da interrupção