A Gente diz

Plano Municipal de Transporte Público será discutido em Audiência Pública

 

Apresentar e discutir o Plano Municipal de Transporte Público. Esse é o objetivo da audiência pública, que será realizada nesta quinta-feira (26), às 9h30, no auditório do Cemae.

 

O Plano Municipal de Transporte Público faz parte do Plano Municipal de Mobilidade Urbana e está sendo elaborado pela Emurc em parceria com a Via 11. Trata-se de um estudo sobre a situação atual do transporte coletivo do município, gerando subsídios para as projeções no setor. O objetivo é garantir um transporte público de qualidade e um atendimento ainda melhor à população.

O encontro é aberto a toda comunidade. “Essa é uma das etapas do processo licitatório para contratação de empresa para o Lote 1 do transporte coletivo, que atualmente está sendo operada em caráter emergencial”, destacou o coordenador municipal de Transporte, Micael Silveira.

Contratado pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurc) e executado pela Via 11 Engenharia, o Plano Municipal de Transportes apresenta, entre outras questões, adequações relacionadas às linhas, número de passageiros, frequência dos veículos, dentre outros.

*Fonte: PMVC

 

Cide realiza programação festiva dos 30 anos de existência

Programação especial marca os 30 anos da Associação Conquistense de Integração do Deficiente

 

Na manhã desta terça-feira, 24, está acontecendo uma palestra sobre Autoestima, ministrada pelo professor Adão Albuquerque. O evento faz parte da programação especial pela passagem dos 30 anos de fundação da Associação Conquistense de Integração do Deficiente.

Professor Adão Albuquerque ministrando palestra na manhã desta terça-feira

Referência no atendimento às pessoas com deficiência, a ACIDE completa 30 anos de trajetória neste mês. A comemoração acontece ao longo desta semana com uma extensa programação e uma solenidade agendada para o dia 27 de setembro. A instituição foi fundada em 23 de setembro de 1989, em Vitória da Conquista, por um grupo de pessoas com deficiência, seus familiares e cidadãos que buscavam a efetivação de políticas públicas voltadas para essa parcela da sociedade. Atualmente, a ACIDE atende pessoas com deficiência visual, física, intelectual e múltipla, da região Sudoeste e do Norte de Minas Gerais.

Em três décadas de trajetória, a ACIDE se transformou em um importante centro de educação especializada e de reabilitação, que vem prestando serviços à comunidade, oferecendo às pessoas com deficiência uma atenção mais específica, com recursos e metodologias apropriadas.

No espaço, são ofertados serviços de orientação e mobilidade, letra cursiva, artesanato, informática adaptada, alfabetização braille, estimulação visual, psicologia, karatê, apoio pedagógico na rede regular entre outros.

 

SERVIÇO

Programação de Aniversário de 30 Anos da ACIDE

Quarta (25): Palestra com o oftalmologista Fabrício Laughton e dinâmica com as psicólogas Dinalva Correia e Camila Nunes, a partir das 9h.

Quinta (26):  Passeio ao Campus Vivant, saída a partir das 8h.

Sexta (27):  Festa comemorativa, às 14h.

Local: Sede da ACIDE. Rua Siqueira Campos, 2000, Candeias – Vitória da Conquista- BA

Contato: (77) 3424-9954

Fonte: Ascom

Rede – FTC realiza neste sábado mais um Dia de Responsabilidade Social

O Centro Universitário de Tecnologia e Ciências (FTC) realiza no próximo sábado, 28 de setembro, mais uma edição do Dia de Responsabilidade Social. Crianças, adultos e idosos de toda a comunidade poderão participar de diversas atividades e desfrutar de serviços fundamentais da área de saúde.

O evento acontecerá na quadra da Igreja Batista Farol, no bairro Bruno Bacelar, das 8h às 17h.

Dentre as dezenas de serviços gratuitos oferecidos, haverá teste de glicemia, tipagem sanguínea, aferição de pressão arterial, massagem terapêutica, simulação de parto, exame e triagem de animais, orientações biomédicas, conscientização na utilização de fitoterápicos, jogos educativos, atendimento jurídico, etc.

Diversas outras atividades serão promovidas nas áreas de Publicidade & Propaganda (Curso de Fotografia), Sistema de Informação (Apresentação do Grupo de Robótica e Realidade Virtual) e Administração (Preparação de Currículo, Ação de Merchandising e Orientações sobre Carreiras).

De acordo com o Diretor Geral da FTC, Aureliano Tavares, a Instituição de Ensino tem como compromisso educacional a formação humanística, ética, crítico-científica e, acima de tudo, de promoção da cultura, do bem comum e da justiça social. “Temos a satisfação de realizar periodicamente esse evento porque acreditamos que a responsabilidade social é um processo contínuo e ininterrupto”, afirma Tavares.

Fonte: Ascom

Texto: Léo Pereira

Discursos na ONU mostram sintonia total entre Trump e Bolsonaro

por Patrícia Campos Mello | Folhapress

Foto: Reprodução

Se é que havia dúvidas, a Assembleia Geral da ONU foi a prova de que o presidente Jair Bolsonaro e seu ídolo, o americano Donald Trump, estão em sintonia –ao menos nos discursos. Ambos os líderes falaram essencialmente a mesma coisa, só os nomes dos vilões é que variaram: para Trump, o eixo do mal é composto por Irã, China e ONGs que defendem imigrantes, enquanto, para Bolsonaro, a encarnação do demônio é feita de Cuba, Foro de São Paulo, Venezuela e ONGs ambientalistas.

A narrativa de Trump e Bolsonaro é a mesma disseminada pelos populistas de direita, do húngaro Viktor Orbán ao filipino Rodrigo Duterte: precisamos combater o globalismo e fortalecer o nacionalismo. Abaixo organizações transacionais, como a própria ONU, que querem violar a soberania dos países para impor aos governos nacionais sua agenda de defesa das minorias e o que consideram bobagens de esquerda politicamente corretas. “O futuro não pertence aos globalistas, o futuro pertence aos patriotas, às nações independentes e soberanas que protegem seus cidadãos”, disse Trump na tribuna da ONU.

Minutos antes, em seu discurso com a marca registrada dos paladinos da luta contra o globalismo -o assessor internacional Filipe Martins e o chanceler Ernesto Araújo-, Bolsonaro havia dito: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um ‘interesse global’ abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global. É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer”.

Enquanto o resto do planeta concentra seus esforços em medidas (globalistas) para lidar com as mudanças climáticas, a grande bandeira abraçada por Trump e Bolsonaro é o combate à perseguição religiosa, principalmente a de cristãos. A pregação é música para os evangélicos, eleitorado importante para os dois líderes, e alívio para a indústria de combustíveis fósseis e seus acólitos céticos do aquecimento global. “O Brasil condena, energicamente, todos esses atos e está pronto para colaborar, com outros países, para a proteção daqueles que se veem oprimidos por causa de sua fé. É inadmissível que, em pleno século 21… Ainda haja milhões de cristãos e pessoas de outras religiões que perdem sua vida ou sua liberdade em razão de sua fé”, disse Bolsonaro.

Trump vai na mesma linha. “Americanos nunca vão abandonar seus esforços de defender e promover a liberdade de crença e religião.” Mas o republicano é mais explícito nos objetivos da recém-criada aliança para liberdade religiosa. “Sabemos que muitos projetos da ONU tentaram garantir direito a aborto financiado com dinheiro do contribuinte. Burocratas globais não têm nada que atacar a soberania de nações que querem proteger vidas inocentes. Como muitas outras nações aqui, nós, na América, acreditamos que todas as crianças, nascidas e por nascer, são um presente sagrado de Deus.

“Como bons populistas de direita que são, os dois demonizam o socialismo e usam a Venezuela como exemplo do fracasso desse modelo. Bolsonaro recorre ao socialismo para atacar os governos do PT, enquanto Trump tacha de socialistas os democratas, que vêm propondo programas de acesso universal à saúde e imposto sobre grandes fortunas.”Meu país esteve muito próximo do socialismo, o que nos colocou numa situação de corrupção generalizada, grave recessão econômica, altas taxas de criminalidade e de ataques ininterruptos aos valores familiares e religiosos que formam nossas tradições”, disse Bolsonaro, para depois dizer que a Venezuela “experimenta a crueldade do socialismo”.

Segundo Trump, “os acontecimentos na Venezuela nos lembram que socialismo e comunismo não trazem justiça, igualdade”. “Socialismo e comunismo só servem para dar poder à classe dominante. Hoje eu repito para o mundo uma mensagem que já passei para nosso país –a América nunca será um país socialista. “Os inimigos diferem, mas o tom é o mesmo. Trump classifica o Irã como “maior estado patrocinador de terrorismo”, critica as práticas comerciais da China e ataca “ativistas radicais e ONGs que promovem tráfico de pessoas”, em uma ofensiva aos que defendem imigrantes.

Bolsonaro afirma que os médicos cubanos são agentes infiltrados de Cuba, que o Foro de São Paulo é uma “organização criminosa” criada para difundir o socialismo e que pessoas “apoiadas em ONGs” querem manter os “índios como verdadeiros homens das cavernas”. No Twitter, o deputado Eduardo Bolsonaro afirmou: “Aos que perguntam se Jair Bolsonaro e Donald Trump combinaram o discurso, pois deram recados semelhantes: isto foi apenas a síntese de ser conservador e falar a verdade sem se preocupar com o politicamente correto”.

Mas, apesar de todas as semelhanças, Trump não vai tão longe. Bolsonaro insiste em atacar um de seus espantalhos favoritos: a dita “ideologia de gênero”. “Tentam ainda destruir a inocência de nossas crianças, pervertendo até mesmo sua identidade mais básica e elementar, a biológica.”

Já Trump afirma que os EUA “estão cooperando com outros países para acabar com a criminalização da homossexualidade”. “E estamos solidários com as pessoas da comunidade LGBTQ que vivem em países que punem, prendem ou executam pessoas por causa de suas orientação sexual.”Ainda que a menção seja hipócrita, porque Trump adotou políticas como o veto a pessoas trans nas Forças Armadas, o presidente americano é pragmático e faz ao menos um aceno ao eleitorado gay.

Câmara pensa em lançar nota de repúdio contra diretor que atacou Fernanda Montenegro

Foto: Reprodução / “Quatro Cinco Um”

A Comissão de Cultura da Câmara pretende analisar, nesta quarta-feira (25), a divulgação de uma moção de repúdio contra os recentes ataques do dramaturgo e diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, Roberto Alvim, a Fernanda Montenegro (clique aqui e entenda). A informação é da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

Em uma publicação nas redes sociais, Alvim disse que a atriz era “sórdida” e “mentirosa”, além de dizer que tem “desprezo” por ela. Os ataques foram motivados pelo fato da artista estampar a capa da revista “Quatro Cinco Um”, na qual aparece vestida de bruxa, em uma fogueira de livros. “A ‘intocável’ Fernanda Montenegro faz uma foto pra capa de uma revista esquerdista vestida de bruxa”, escreveu o dramaturgo. “Na entrevista, vilipendia a religião da maioria do povo, através de falas carregadas de preconceito e ignorância. Essa foto é ecoada por quase toda a classe artística como sendo um retrato fiel de nosso tempo, em postagens que difamam violentamente o nosso presidente”, defendeu.

Bolsonarista, Roberto Alvim ganhou um cargo no governo federal após alegar ter sido boicotado pela classe artística, por conta de sua posição política (clique aqui). Ao assumir o novo emprego, ele convocou “artistas conservadores” para compor um banco de dados e criar uma “máquina de guerra cultural” (clique aqui e saiba mais).

Congresso derruba 18 vetos de Bolsonaro à Lei de Abuso de Autoridade

 

 

Congresso Nacional

O Congresso derrubou 18 vetos do presidente Jair Bolsonaro à Lei do Abuso de Autoridade. Entre os dispositivos da proposta retomados pelos deputados e senadores, está um que criminaliza o ato de uma autoridade de violar prerrogativas de advogados. Outro veto que causava polêmica também foi derrubado. O Congresso retomou o ponto do projeto que enquadra como abuso de autoridade a atitude de decretar medida de privação da liberdade, como prisão, “em manifesta desconformidade com as hipóteses legais.” Para o Planalto, o dispositivo gera insegurança jurídica e fica aberto a interpretação. Por outro lado, 15 vetos no projeto foram mantidos. Entre eles, o que proíbe o uso de algemas quando o preso não manifestar resistência.

Estadão Conteúdo

Congresso derruba 18 vetos de Bolsonaro à Lei de Abuso de Autoridade

Congresso derruba 18 vetos de Bolsonaro à Lei de Abuso de Autoridade

 

Congresso Nacional

O Congresso derrubou 18 vetos do presidente Jair Bolsonaro à Lei do Abuso de Autoridade. Entre os dispositivos da proposta retomados pelos deputados e senadores, está um que criminaliza o ato de uma autoridade de violar prerrogativas de advogados. Outro veto que causava polêmica também foi derrubado. O Congresso retomou o ponto do projeto que enquadra como abuso de autoridade a atitude de decretar medida de privação da liberdade, como prisão, “em manifesta desconformidade com as hipóteses legais.” Para o Planalto, o dispositivo gera insegurança jurídica e fica aberto a interpretação. Por outro lado, 15 vetos no projeto foram mantidos. Entre eles, o que proíbe o uso de algemas quando o preso não manifestar resistência.

Estadão Conteúdo

Curta 5 – Festival Estudantil de Curtas comemora 10ª edição

Entre os 23 a 27 de setembro de 2019 acontecerá em Vitória da Conquista a 10ª edição do Curta 5 – Festival Estudantil de Curtas, projeto de extensão realizado pelo IFBA Campus Vitória da Conquista.
Sua programação será composta de mostras infantis, exibição de curtas-metragens, sessões competitivas, desfile cosplay, coral estudantil, teatro, planetário, exposições.
A primeira etapa do festival aconteceu entre 18 a 20 de setembro em Itabuna e Ilhéus, já que nessa edição foi celebrada uma parceria em o IFBA campus Vitória da Conquista e o campus Ilhéus. Vitória da Conquista sediará a segunda etapa do Curta 5, entre os dias 23 a 27 de setembro que ocorrerá na Casa Rafiki, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima e no Shopping Conquista Sul.
As escolas interessadas em participar podem entrar em contato para realizar agendamento, por meio do número (77) 9 8882-3323 (whatsapp). Toda programação do Curta 5 é gratuita e aberta à comunidade.
Bahia e suas regionalidades
Na campanha gráfica desse ano, buscou-se inspiração nas regiões baianas que já abrigaram o Festival Estudantil de Curtas.
A primeira, teve seu marco na Região Sul, Região Cacaueira, Terra Indígena, Costa do Descobrimento (Itabuna, Ilhéus, Eunápolis e Itabela); a segunda na Região Paraguaçu (Feira de Santana) e a terceira, e não menos importante, nova sede do Curta 5 desde 2014, Região Sudoeste (Vitória da Conquista) – terra natal de Glauber Rocha, conhecida por sua caatinga e região cafeeira.
Sobre o Curta 5 – Festival Estudantil de Curtas
Criando em 2010, o Festival Estudantil de Curtas foi idealizado com o objetivo de incentivar e promover a produção audiovisual, a partir do espaço escolar, e estimular o desenvolvimento e a produção de vídeos de cunho educativo, artístico e cultural, possibilitando a criação, a reflexão e a difusão do cinema estudantil com a participação da sociedade, educadores, cineastas e pesquisadores do audiovisual.
O Curta 5 valoriza a criatividade através da experimentação com produção audiovisual, utilizando-se de novas mídias, a fim de descobrir e promover talentos como fonte de cultura e lazer, valorizando a produção de vídeo como ferramenta de construção do conhecimento; a valorização, exibição e compartilhamento de práticas pedagógicas relacionadas com a produção de vídeo, a partir do ambiente escolar.
Além da exibição de filmes, o CURTA 5 promove uma série de atividades paralelas como debates, oficinas, mostras infantis, mostras competitivas, desfile cosplay e exposições.
Em 2018, foram mais de 60 vídeos estudantis exibidos, oriundos de escolas públicas e privadas de cidades como Alvorada-RS, Angra dos Reis-RJ, Barreiras-BA, Campo Bom-RS, Campinas-SP, Canavieiras-BA, Eunápolis-BA, Feira de Santana-BA, Gramado -RS, Ilhéus-BA, Palmas -TO, Rio de Janeiro-RJ, Salvador -BA, São Leopoldo-RS, Santo Antônio de Jesus-BA e Vitória da Conquista -BA.
Acesse aqui a programação completa

O Município de Santo Amaro na Bahia ainda sofre com as consequências da extração do minério de chumbo na região.

Edição Especial: Justiça manda fábrica indenizar as vítimas do chumbo em Santo Amaro.

Fonte; Correio da Bahia

Em janeiro deste ano, a espera por Justiça dos moradores de Santo Amaro, no Recôncavo baiano, que já dura 17 anos, ficou mais próxima de ter um fim. A 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu que a mineradora Plumbum, a União e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) são culpadas pelos danos ambientais e humanos decorrentes da contaminação por chumbo e cádmio no município.

Poucos meses antes da decisão do TRF1, em dezembro de 2018, a 11ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, condenou a mesma Plumbum ao pagamento de R$ 40 milhões em indenização por danos ambientais e à saúde dos moradores de Adrianópolis, município onde explorou o chumbo durante 57 anos. De acordo com o documento, a empresa encerrou as atividades em 1995, mas abandonou 177 mil toneladas de escória de chumbo na cidade, sem qualquer cuidado de contaminação. Além disso, segundo a sentença, a mineradora jogou resíduos tóxicos no Rio da Ribeira de Iguape.

Para Santo Amaro, em decisão expedida no dia 28 de janeiro, o juiz federal Roberto Carlos de Oliveira, ao reafirmar sentença de 2014, determinou que a União e a Funasa “foram omissas, cada uma em sua área de competência, em adotar as medidas para coibir e para reparar os danos ambiental e humano”. Ainda no mesmo documento, ficou decidido que a fábrica deverá indenizar a população santamarense com 10% do faturamento bruto anual da empresa, que continua operando em outros estados.

No entanto, mais uma vez, todas as três rés recorreram da sentença, interpondo embargos de declaração, o que suspende as obrigações até que eles sejam julgados. Quanto a isso, não há prazo na lei para que o TRF1 aprecie os recursos. Essa é a última etapa processual antes de as acusadas, principalmente, a Plumbum, iniciarem as reparações dos danos cometidos ao longo quase seis décadas de contaminação.

Foto: Arisson Marinho/CORREIO

A decisão acontece na ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal em 2002. Segundo acusação inicial, a empresa exerceu atividade no município baiano entre os anos 60 e 1993 e, ao fechar, deixou para trás cerca de 500 mil toneladas de escória de chumbo e outro metais pesados, além de ex-funcionários e moradores da região contaminados.

O MPF afirmou, também, que a fábrica se beneficiava da extração de minérios e produzia lingotes de chumbo (espécie de barra de metal fundido). Os resíduos da produção eram descartados de maneira inadequada, o que transformou Santo Amaro na cidade mais poluída por chumbo no mundo e com vários ecossistemas degradados, segundo constataram estudos desenvolvidos pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e outras instituições nacionais e internacionais  a partir da década de 70.

A fábrica fechou em dezembro de 1993, mas o local onde funcionava não foi devidamente isolado, o que levou a Justiça, em 2014, a obrigar que fossem tomadas providências para cercar a área, colocar avisos para a população sobre o perigo de contaminação e elaborar plano de permanência e revezamento de vigilantes na entrada da antiga fábrica. A empresa também foi obrigada a tomar cuidado para a escória não se dissipar no solo, atingindo lençóis freáticos e o Rio Subaé. A equipe do CORREIO esteve no local entre os meses de maio e julho de 2019 e, mesmo após cinco anos da primeira decisão, ainda é possível observar que as sinalizações não são suficientes e o cercamento da área é precário.

A mineradora foi condenada, ainda, ao pagamento de indenização pelos danos ambientais sofridos, em valor correspondente a 10% do seu faturamento bruto, apurado mês a mês desde a data em que sucedeu a extinta Cobrac (em 1989) até quando encerrou suas atividades no local em 1993 (em montante devidamente atualizado). Segundo a decisão, que foi mantida em janeiro deste ano, o valor é para a recuperação do meio ambiente nas áreas atingidas por chumbo e cádmio.

No mesmo documento, ficou determinado que competiria à empresa promover o encapsulamento dos resíduos poluentes, guardando atenção às normas técnicas brasileiras e sob acompanhamento do Inema. Também foi determinada a proibição de retirada e alienação de quaisquer bens sob titularidade da empresa ré naquele município, para que sirvam de garantia para o cumprimento das obrigações previstas. Por fim, a Justiça condenou a União e a Funasa à criação, no prazo máximo de seis meses, de um centro de referência para tratamento de pacientes vítimas de contaminação por metais pesados, elaborando plano efetivo de atendimento. Um dos problemas mais graves está neste ponto, uma vez que, em razão da demora do Judiciário em apreciar os recursos, o projeto do centro continua apenas no papel.

De acordo com o procurador regional da República Francisco Marinho, responsável pelo caso no MPF, “quanto à responsabilidade da empresa pelos danos materializados assim como o risco à saúde da população de Santo Amaro, é importante ressaltar que a situação é crítica, necessitando até mesmo de um Centro de Tratamento Especializado para as pessoas contaminadas como medida imprescindível e emergencial, tendo em vista que os postos de saúde e hospitais relacionados ao SUS não se acham devidamente qualificados para oferecer o atendimento adequado às vítimas”.

Segundo o procurador, mesmo com a decisão, as três rés, ao se utilizarem dos embargos de declaração, pretendem adiar o desfecho final do processo, já que este recurso é permitido apenas quando há omissão, obscuridade e dúvida na sentença do tribunal, coisa que não houve no caso em questão. “É mais um instrumento de adiar o trânsito em julgado do processo e o início da execução”, garantiu ele, afirmando que, após o julgamento dos embargos, a Plumbum, União e Funasa já serão intimadas para fazer o que foi determinado pelo TRF1. Mesmo assim, explicou Francisco Marinho, as três acusadas ainda podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal, sem, no entanto, os recursos suspenderem a execução da sentença de primeiro grau.

Foto: Yuri Rosat/CORREIO

Diante da demora da Justiça e das manobras das acusadas para atrasar a sentença, a Defensoria Pública da Bahia, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde de Santo Amaro, da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), membros do Ministério da Saúde e da sociedade civil, criou um Grupo de Trabalho para discutir as consequências da exposição e da contaminação da população por chumbo e outros metais pesados. Um dos defensores responsáveis pela ação, Rodolfo Barbieri, que atua no município do Recôncavo, afirmou que o propósito do grupo, que se reuniu pela última vez no último dia 3 de setembro de 2019, é discutir a melhor forma de auxiliar os moradores da região.

“A primeira reunião foi realizada em abril deste ano e a gente discutiu que caminhos vamos seguir. Desde a década de 70 já se discutem os problemas na cidade, que começou com a aterramento das ruas com material contaminado da empresa. Aos poucos foi-se descobrindo quais as consequências de todo o problema. No entanto, tudo está pulverizado, não há nada de concreto. É preciso unir tudo e tomar atitudes que, de fato, vão impactar na resolução da questão, declarou Rodolfo.

Uma das preocupações atuais da Defensoria, além de agilizar a construção do centro de tratamento das vítimas de exposição e contaminação por chumbo e outros metais, é quanto à falta de proteção dos operários que têm trabalhado na requalificação da cidade. “Essas obras são feitas sem nenhum cuidado. Os operários não usam equipamento e, os que utilizam, eu acredito que a luva não vai ser suficiente para barrar o contato deles com o chumbo, já que uma das formas de exposição é a via aérea. A empresa está isolada, mas o chumbo continua aqui, contaminando o solo, a água, criando problemas à saúde da população”, afirmou.

Foto: Arisson Marinho/CORREIO

Indenizações não passam de R$1,8 mil
Enquanto a ação civil pública, aberta pelo MPF na Bahia em 2002, corria na Justiça Federal, a Associação das Vítimas por Contaminação por Chumbo, Mercúrio e Outros Elementos Químicos do Estado da Bahia (Avicca) ajuizou, em 2011, ação coletiva em nome dos ex-funcionários contra a mineradora Plumbum. Apesar de a primeira decisão ter sido em 2014, o documento também aparece como a última movimentação relevante do processo na Justiça. Ou seja: tudo está parado. Não há impetração de recursos nem novos despachos nem sequer houve encaminhamento ao tribunal.

Em 16 de junho de 2014, a juíza Ana Gabriela Duarte Trindade indeferiu o pedido da Avicca para que a mineradora custeasse as despesas médicas dos associados e ex-funcionários da fábrica, alegando que não há como adiantar o valor sem que haja prova da real necessidade de tratamento dos autores. Para a magistrada, o pedido não pode ser reconhecido, porque é necessário comprovar que, de fato, os danos à saúde existem. Após isso, segundo movimentação processual, a Avicca não recorreu da decisão, que foi favorável para a Plumbum.

Foi com esse misto de tristeza e esperança que a equipe do CORREIO encontrou alguns dos ex-funcionários da mineradora, além de filhos e viúvas daqueles que já morreram. Eles lutam com toda as forças para que o tratamento seja garantido, independentemente de qual das ações judiciais reconhecer primeiro este direito. Presidente da Avicca, Adailson Pereira, conhecido em Santo Amaro como Pelé, que trabalhou na empresa por apenas seis meses, contou que sofre com múltiplos problemas de saúde e que não vai descansar enquanto a justiça não for feita. “Eu tinha que trabalhar nessa fábrica para hoje estar representando os trabalhadores”, disse Pelé.

A Plumbum fechou as portas em 1993, deixando para trás cerca de 1,2 mil funcionários que tinham como o único sustento o trabalho com os metais. E pior, além de não ter mais emprego, a maioria deles sequer recebeu qualquer tipo de indenização no momento da demissão. Pelé contou que isso aconteceu por um motivo específico: os ex-funcionários, todos pobres, não conseguiram dinheiro para custear os exames junto ao Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador (Cesat), em Salvador, ficando reféns do médico da mineradora, que, nos relatórios demissionais, não indicou nenhum tipo de problema de saúde nos empregados.

“Naquela época, a gente tinha um sindicato, que não fez nada pelos funcionários. Não foi feito nenhum exame demissional, levando em consideração apenas relatórios médicos emitidos pelo doutor Ademário Spínola, do Instituto de Saúde Coletiva da Ufba, que era o médico contratado pela empresa. Era esse médico quem fazia todos os estudos com o trabalhador, inclusive, se alguém adoecia, ele dava injeção na barriga para baixar o nível de chumbo no sangue, e nada saía de lá, ficava tudo em segredo”, disse o presidente da Avicca. O CORREIO tentou contato por e-mail e telefone com o Dr. Ademário, mas, até o fechamento da matéria, não houve retorno.

Ex-funcionário da casa de forno durante 1 ano e 3 meses, Moacyr Boa Morte Martins, 60 anos, acusou a juíza que homologou as demissões de coagir os empregados da mineradora. “Recebi R$ 1,8 mil de indenização e a juíza coagiu a gente antes de entrar na sala – ‘se não aceitar esse dinheiro, vai ter de fazer exame do próprio bolso’. Não me restou alternativa. A fábrica sabia que ninguém tinha como custear os exames. Nunca mais chegou nada pra gente”, contou.

Foto: Arisson Marinho/CORREIO

Um dos poucos que receberam valor diferente foi José Carlos Gomes Ribeiro, o Seu Zeca, 77 anos, que foi mecânico industrial da Plumbum durante 15 anos. “A gente não teve direito a nada, nem a plano de saúde. Na época do fechamento, a gente recebeu um cala a boca no lugar das indenizações. Depois, eu recebi 100 mil reais, porque fiz os exames com dinheiro de meu bolso. Minha esposa, que já morreu, também trabalhava  e me ajudou a pagar. Mas, isso foi há apenas 3 anos, demorou muito de sair o dinheiro”, declarou.

“A maioria recebeu R$ 1,8 mil na época que a fábrica fechou, em 1993. Me ofereceram também, mas eu não aceitei. Eu disse que preferiria ficar sem nada, porque não dava nem pra fazer mercado. Até me ameaçaram. Depois me chamaram pra me oferecer 20 mil, depois 50 mil e, por último, os 100 mil que eu aceitei há três anos. Nesse dia tinham 8 pessoas lá pra fechar o acordo. Foi o dinheiro bruto, sem honorário”, garantiu Seu Zeca.

A equipe do CORREIO procurou a Plumbum, mas não obteve retorno até o momento do fechamento das reportagens. Os advogados da empresa que constam no processo, Gilberto Neto e Joaquim Jair Aguiar Júnior também foram procurados, mas não responderam aos contatos Nem a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) nem o médico e professor da UFBA, Ademário Galvão Spínola respondeu aos e-mails e telefonemas feitos pelo CORREIO.

Com o processo na Justiça Federal travado e com a ação coletiva sem movimentação, a situação das vítimas é cada vez mais difícil e até desesperadora, já que muitos não conseguiram se aposentar, em razão da documentação recebida no momento da demissão, outros aceitaram indenizações de baixíssimo valor e todos têm em comum os problemas de saúde e a falta de dinheiro para custear os tratamentos. Desta forma, só restam às vítimas esperar.

O que dizem os órgãos oficiais
Em resposta à equipe do CORREIO, por meio de nota, o Ministério da Saúde afirma que realizou estudo de avaliação de risco à saúde da população de Santo Amaro e, “em parceria com as Secretarias de Saúde Municipal de Saúde de Santo Amaro e Estadual da Bahia, em 2010, publicou o Protocolo de Vigilância e Atenção à Saúde da População Exposta a Chumbo, Cádmio, Cobre e Zinco em Santo Amaro (BA)”.

Já a Advocacia Geral da União (AGU), que defende a União na ação movida pelo Ministério Público Federal, disse que “a sentença ainda não transitou em julgado, de modo que, no momento, não se pode falar em descumprimento de ordem judicial”. Além disso, a AGU declarou que, após se esgootarem os recursos cabíveis, “a União poderá adotar as medidas necessárias ao seu cumprimento, no que lhe couber”.

Veja a linha do tempo da história do chumbo em Santo Amaro:

  • 1960: Cobrac é instalada em Santo Amaro – tentativa de industrializar a região. Subsidiária da empresa francesa Penarroya Oxide S.A produz lingotes de chumbo – que era extraído em mina na cidade de Boquira na Chapada Diamantina;
  • 1970: Início de estudos sobre a suspeita de contaminação de moradores. Cobrac pede aumento de produção em 15 mil toneladas – governo do estado nega e sugere a transferência da empresa para o Centro Industrial de Aratu (CIA), o que não aconteceu;
  • 1975: Os estudos detectaram que havia contaminação de crianças que moravam próximas ao Rio Subaé. Desde o início, a população santamarense reclamava de mal estar relacionado à fumaça;
  • 1980: Construção de chaminé (mas filtro é instalado só em 1989). Estudo da Ufba constata: 96% das crianças que moravam em raio de 900 m da fábrica estavam contaminadas por chumbo.  Escória é fornecida para a prefeitura pavimentar cidade. Em 1989, empresa vendida ao Grupo Trevo e passa a se chamar Plumbum – com 100% de capital nacional;
  • 1989: A Cobrac é vendida para o Grupo Trevo e passou a se chamar Plumbum, tendo 100% de capital nacional;
  • 1990: Fechamento da fábrica, em 93, deixa desempregadas 1,2 mil pessoas. Novo estudo, em 98, atesta que, mesmo depois do fechamento, local onde ficava metalurgia e cidade continuavam fonte de exposição a chumbo;
  • 2000: Zona urbana de Santo Amaro classificada como altamente contaminada por chumbo e outros metais. Ministério Público Federal ajuíza, em 2002,  ação civil pública pedindo que empresa,  União e Funasa respondam pelos danos;
  • 2014: Primeira decisão da Justiça Federal condena a mineradora ao pagamento de indenização de 10% do faturamento bruto da empresa, que seria utilizado para custear a construção do centro de saúde destinado às vítimas de chumbo na cidade. A antiga Cobrac foi condenada ainda a realizar o cercamento da área da fábrica e instalar placas de sinalização, alertamento sobre os perigos da área. Também foram condenadas a União e a Funasa à construção do centro de saúde e realização de estudos para tratamento da população;
  • 2019: Após recursos, nova decisão manteve a condenação anterior, mas embargos de declaração interpostos pelas três acusadas impedem que a sentença seja proferida. Neste momento, o processo aguarda o julgamento dos recursos.

O CORREIO publica a partir de hoje um especial sobre o chumbo de Santo Amaro, um problema que há décadas atinge a cidade do Recôncavo. Neste e nos dois próximos domingos (29 de setembro e 6 de outubro), vamos denunciar a mais recente exposição ao metal pesado sofrida pela população e mostraremos como viveram e morreram os mais de 3 mil santamarensens com sequelas causadas por chumbo, cádmio e outros metais pesados.

O CORREIO flagrou que uma obra da prefeitura da cidade desenterra resíduo tóxico de chumbo. 

Em discurso na ONU, Bolsonaro destaca riqueza da Amazônia e do Brasil

 

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (24) que a Organização das Nações Unidas (ONU) não pode aceitar a volta do colonialismo e defendeu a soberania brasileira na Amazônia. Durante seu discurso na abertura da 74ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nos Estados Unidos, Bolsonaro reafirmou o compromisso do país com a preservação do meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável da região. “O Brasil é um dos países mais ricos em biodiversidade e riquezas minerais, nossa Amazônia é maior que toda Europa Ocidental e permanece praticamente intocada, prova de que somos um dos países que mais protege o meio ambiente”, disse ele aos chefes de Estado. Cerca de 14% do território brasileiro é demarcado como terras indígenas e Bolsonaro destacou que não pretende demarcar novos territórios. “Quero deixar claro: o Brasil não vai aumentar para 20% sua área já demarcada como terra indígena, como alguns chefes de Estados gostariam que acontecesse”, afirmou. “O índio não quer ser latifundiário pobre em cima de terras ricas. Especialmente das terras mais ricas do mundo. É o caso das reservas Ianomâmi e Raposa Serra do Sol. Nessas reservas, existe grande abundância de ouro, diamante, urânio, nióbio e terras raras, entre outros”, disse, destacando que o Brasil usa 8% de seu território para produção de alimentos.

Agência Brasil

Foto – Alan Santos / PR

Futuros escrivães, investigadores e delegados da Polícia Civil iniciam curso de formação

Foto – Carol Garcia / GOVBA

A aula inaugural do Curso de Formação 2019 da Academia da Polícia Civil da Bahia (Acadepol) reuniu, na manhã desta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa do Estado (Alba), todos os aprovados no último concurso realizado para preenchimento de vagas na corporação. Ao todo, 340 futuros delegados, investigadores e escrivães iniciaram a preparação, que acontecerá nos próximos quatro meses. Presente no evento, o titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Maurício Barbosa, fez questão de desejar boa sorte aos formandos da Polícia Civil da Bahia (PC-BA). “Essa formação é necessária e obrigatória. Só depois da aprovação do grupo será possível nomear e dar posse aos novos escrivães, investigadores e delegados, e boa parte deve atuar no interior do estado. Há municípios com cerca de 50 mil habitantes que clamam por um reforço na polícia investigativa”, explicou. Delegado-geral da PC-BA, Bernardino Brito Filho, ressaltou que dentro de pouco tempo todos estarão na ativa. As aulas iniciadas esta semana incluem palestras do delegado-geral da PC-BA e do coordenador da Coordenação de Operações Especiais (COE), Hélio Jorge Oliveira Paixão. Toda a preparação reúne a parte teórica e também visitas técnicas e estágio supervisionado, para que os aprovados obtenham a experiência prática antes de estarem aptos para a nomeação.