A Gente diz

Temer cede à pressão de grevistas, estabelece frete mínimo e reduz R$ 0,46 no diesel

 

O presidente Michel Temer anunciou na noite deste domingo (27) uma série de medidas para tentar debelar a greve de caminhoneiros que chegou ao sétimo dia. Entre as iniciativas, o governo editou uma Medida Provisória para estabelecer o valor de frete mínimo e ainda baixou em R$ 0,46 por litro de diesel pôr sessenta dias,  com a redução da Cide e do PIS/ Cofins somadas prometeu isenção em pedágios de todo país de caminhão vazio, tebela com preço mínimo de fretes, 30% dos fretes da comab, refem desde a última quinta-feira (24) quando anunciou um acordo inexistente, o governo foi obrigado a recuar para tentar desobstruir rodovias em todo o país. “Vamos pagar essa diferença de custo sem nenhum prejuízo para a Petrobras”, afirmou Temer em pronunciamento. “Compreendemos as dificuldades naturais dos caminhoneiros, mas são incríveis os depoimentos que temos recebido referente à falta de medicamentos e insumos básicos na área medicamentosa”, completou o presidente.

A Gente Diz – PRF faz 10 operações para escoltar cargas essenciais na Bahia

 

 

Policiais rodoviários escoltam cargas consideradas essenciais

Policiais rodoviários federais (PRF) realizaram 10 operações de escolta de cargas essenciais desde a última quinta-feira, 24, na Bahia. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira, 28.

As ações são para garantir a chegada nas cidades baianas de cargas consideradas essenciais, como combustíveis, insumos hospitalares, cargas vivas ou perecíveis.

As escoltas permitem a manutenção de serviços básicos, como transporte público, saúde e aviação. A medida é realizada por conta da greve dos caminhoneiros, iniciada no último dia 21.

A Gente Diz – Horário de Funcionamento do Comércio no mês de Junho, em Vitória da Conquista

A  Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Vitória da Conquista divulga para a população conquistense,  o horário de Funcionamento do Comércio para o  período Junino do ano de 2018.

De acordo  o entendimento  firmado com os Sindicatos do Comércio Varejista e Atacadista, dos Empregados do Comércio e a Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL, as horas extras trabalhadas serão remuneradas com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da hora normal, podendo ser remuneradas através de folgas compensatórias. Tanto o pagamento pelo labor extraordinário quanto as concessões das folgas compensatórias deverão ser efetuados no prazo de até 90 (noventa) dias, contados da feitura das horas extras trabalhadas.

E nos dias de prorrogação de jornada os intervalos intrajornadas serão normais. O trabalho realizado no domingo dia 17 (dezessete) de junho será pago em dobro, podendo ser compensado através de folga compensatória no prazo de até 180 (cento e oitenta) dias, contados do domingo laborado.

 Horário de Funcionamento do Comércio de Vitória da Conquista no período Junino do ano de 2018, acordado entre os Sindicatos do Comércio Varejista e Atacadista, dos Empregados do Comércio e a Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL. Parágrafo primeiro – Nos dias de prorrogação de jornada os intervalos intrajornadas serão normais. Parágrafo segundo – As horas extras trabalhadas serão remuneradas com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da hora normal, podendo ser remuneradas através de folgas compensatórias. Tanto o pagamento pelo labor extraordinário quanto as concessões das folgas compensatórias deverão ser efetuados no prazo de até 90 (noventa) dias, contados da feitura das horas extras trabalhadas. Parágrafo terceiro – O trabalho realizado no domingo dia 17 (dezessete) de junho será pago em dobro, podendo ser compensado através de folga compensatória no prazo de até 180 (cento e oitenta) dias, contados do domingo laborado. E por estarem de acordo com o aqui convencionado, assinaram: Sindicato dos Comerciários de Vitória da Conquista  Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Vitória da Conquista  Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória da Conquista

Prefeito, representantes das Polícias Militar e Rodoviária Estadual e Federal e Corpo de Bombeiros concedem coletiva à imprensa, e fala sobre as ações emergenciais que estão sendo adotadas por conta da paralisação que ocorre em todo o pais.

Na manhã desta segunda-feira (28), o prefeito Herzem Gusmão concedeu coletiva à imprensa, no Salão Nobre do Gabinete Civil, acompanhado por secretários municipais, pelo Comitê de Gerenciamento de Crise instituído e representantes das Polícias Militar e Rodoviárias Estadual e Federal e Corpo de Bombeiros.

O encontro teve como objetivo informar à imprensa sobre as ações emergenciais adotadas pelo Governo Municipal para garantir a manutenção de serviços essenciais para a população em razão da paralisação nacional dos caminhoneiros, iniciada no último dia 21.

“Desde sexta-feira, estamos nos reunindo com os secretários e autoridades para garantir que a população tenha os serviços essenciais garantidos. Estamos trabalhando diuturnamente sem cessar para tentar amenizar ao máximo os impactos para toda a comunidade”, afirmou o prefeito, Herzem Gusmão.

Durante todo o fim de semana, reuniões foram realizadas para alinhar as ações e adotar novas medidas. No domingo (27), foram feitas duas reuniões, uma pela manhã com o Comitê, outra no fim da tarde, para avaliação e repercussão das ações realizadas. Todas foram avaliadas como positivas pelas autoridades de segurança.

À noite, o Governo Municipal publicou decreto que estabeleceu a suspensão das aulas na Rede Municipal de Educação até nova orientação.

No início da tarde desta segunda, outro decreto será publicado dispondo sobre o funcionamento dos órgãos municipais em caráter de “turnão” das 8h às 13h. Os secretários, diretores, coordenadores, gerentes e demais servidores comissionados, bem como os servidores efetivos designados por estes, deverão ficar de sobreaviso para o atendimento de situações emergenciais.

Ministro do STF diz que o Brasil não pode ser ‘refém de qualquer categoria profissional’

‘Os danos ao interesse público que resultam desses atos de paralisação são extremamente graves’, disse, em entrevista ao Estadão

Foto : Wilson Dias/Agência Brasil

O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, afirmou hoje (25) que o Brasil não pode “tornar-se refém de qualquer categoria profissional”.

“Os danos ao interesse público que resultam desses atos de paralisação são extremamente graves e, portanto, não podem ser admitidos. Em síntese, é isso o que eu penso dessa séria situação em que se envolve o país”, declarou em entrevista ao Estadão/Broadcast.

Greve dos caminhoneiros já provocou perdas de mais de R$ 10 bilhões

A greve nacional dos caminhoneiros, que provoca uma crise de abastecimento no país, já provocou perdas de ao menos R$ 10,2 bilhões na economia. O levantamento foi divulgado pela Folha de S. Paulo neste domingo (27), com base em estimativas de diferentes setores. Os mais prejudicados foram o da construção e da indústria de carnes, com prejuízo de R$ 2,4 bilhões cada. A paralisação dos caminhoneiros teve início no último dia 18. Desde então, os trabalhadores bloqueiam estradas e dificultam o transporte de mercadorias. Na avaliação do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, 40% das atividades do setor foram atingidas. No mercado de carnes, exportações deixaram de ser feitas, o abate está sendo postergado e produtos estão apodrecendo. Ainda segundo o levantamento divulgado pela Folha de S. Paulo, pelo menos outros quatro setores da economia acumulam perdas de mais de R$ 1 bilhão desde o início da greve: indústria automotiva, indústria têxtil, indústria de leite e indústria farmacêutica.Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

STF deve julgar em 6 de junho uso de voto impresso nas eleições

Por Agência Brasil

 

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar em 6 de junho se aceita um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para revogar o uso do voto impresso nas eleições deste ano. O julgamento foi marcado ontem (25) pela ministra Cármen Lúcia, presidente da Corte. Para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, autora da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) sobre o assunto, o voto impresso “causará transtornos ao eleitorado, aumentará a possibilidade de fraudes e prejudicará a celeridade do processo eleitoral”, sendo inconstitucional também por ter o potencial de comprometer o sigilo do voto. Raquel Dodge pediu uma liminar (decisão provisória) urgente para revogar a implementação do voto impresso, previsto na lei 13.650/2015 (minirreforma eleitoral). Para ela, a medida cautelar é necessária para evitar gastos desnecessários na proximidade das eleições. O relator inicial da ADI era o ministro Luiz Fux, mas após assumir a presidência do TSE, em fevereiro, ele declarou-se suspeito para julgar a ação. O processo foi redistribuído para Gilmar Mendes, que resolveu não decidir sozinho sobre a concessão de liminar e enviou a ADI diretamente ao plenário do Supremo. Desde 2015, a lei prevê que o voto impresso seja 100% implementado nas eleições deste ano, mas o TSE informou ao Congresso, com anuência do Tribunal de Contas da União (TCU), não ter condições técnicas nem dispor em orçamento dos R$ 2 bilhões previstos para tal. A Corte Eleitoral assinou, em 30 de abril, um contrato de R$ 57 milhões para instalar impressoras em apenas 30 mil urnas eletrônicas, 5% do total.

Mais de 50 mil frangos morrem por falta de ração na Bahia

Foto: Divulgação

A falta de ração por causa da paralisação dos caminhoneiros resultou na morte de pelo menos 50 mil frangos em granjas no interior da Bahia, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. As perdas dos animais aconteceram em cidades do recôncavo baiano como Santo Antônio de Jesus, Conceição da Feira e Governador Mangabeira. A Associação Baiana de Avicultura (ABA) afirmou que ainda não tem um balanço consolidado e que o número de animais mortos tende a ser maior. Ao todo, a Bahia tem 485 granjas e 17 milhões de aves. “O cenário é crítico. Temos milhares de frangos há três ou quatro dias sem ração”, contou Patrícia Nascimento, diretora-executiva da ABA, ao jornal. Milhares de animais mortos estão sendo retirados com tratores e caminhões de dentro das granjas. Segundo Nascimento, há um temor que situação acabe se tornando um problema de saúde pública, já que os produtores não têm como descartar tamanha quantidade de animais num curto espaço de tempo.

Em carta aberta, governadores se posicionam sobre greve nacional dos caminhoneiros

 

O governador Rui Costa assinou, neste sábado (26), a “Carta Aberta dos Governadores Integrantes da Sudene”, junto com os chefes do Poder Executivo do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Minas Gerais. O documento elenca 11 pontos sobre a greve nacional dos caminhoneiros e a grave crise de desabastecimento de combustíveis que está afetando o país.

Para os governadores que assinam a carta, é “absolutamente incompreensível que o Governo Federal autorize a Petrobras a adotar uma política de preços direcionada, unicamente, à obtenção de lucro e ao acúmulo de receitas”, sendo este um dos motivos para a elevação assustadora dos preços de insumos básicos para a população, como o gás de cozinha, a gasolina e o óleo diesel.

“Consideramos absolutamente inaceitável a tentativa do Governo Federal de transferir para os Estados a responsabilidade pela solução de uma crise que foi provocada pela União, através de uma política de preços de combustíveis absurda, perversa e irresponsável”, diz a carta divulgada neste sábado (26).

Leia o documento na íntegra:

 

 

 

 

 

CARTA ABERTA DOS GOVERNADORES DOS ESTADOS INTEGRANTES DA SUDENE

Os Governadores dos Estados do Nordeste e Minas Gerais a seguir listados, que se encontram sob a jurisdição da SUDENE – Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Minas Gerais – em face da grave crise de desabastecimento de combustíveis que tanto vem afligindo os cidadãos brasileiros, dirigem-se, agora, à população de seus Estados e de todo o Brasil para firmar o seu posicionamento sobre esse grave tema:

  1. Em um momento de tão grandes dificuldades, como o que vem sendo vivido por todo o povo brasileiro – constantemente sacrificado pelos efeitos adversos de crise econômica e política sem precedentes – é absolutamente incompreensível que o Governo Federal autorize a Petrobras a adotar uma política de preços direcionada, unicamente, à obtenção de lucro e ao acúmulo de receitas;
  2. A política da Petrobras toma por base a premissa de que a empresa deve precificar seus produtos sempre em patamares superiores aos do mercado internacional, acompanhando as suas oscilações apenas quando há elevação de preços, sem jamais repassar aos consumidores brasileiros as suas eventuais reduções;
  3. Essa política de preços foi elevando, de forma assustadora, os preços de insumos básicos para a população, como o gás de cozinha, a gasolina e o óleo diesel, cujo custo repercute, diretamente, sobre todos os preços da economia, a começar por itens de consumo básico, como os alimentos, que exercem forte impacto sobre o orçamento das famílias mais pobres;
  4. Os preços do gás de cozinha e da gasolina têm registrado aumentos de tal magnitude e com tamanha frequência que, algumas vezes, têm sido anunciados reajustes a cada 24 horas, numa política que tem levado produtos de primeira necessidade a ficarem completamente fora do poder de compra dos brasileiros, chegando-se a ter 11 reajustes em, apenas, 17 dias;
  5. Em decorrência dessa perversa política de preços, é cada vez mais comum que famílias – mesmo aquelas que vivem nos grandes centros urbanos – passem a recorrer a fogões de lenha para cozinhar, aumentando, de forma assustadora, o número de acidentes com queimaduras e, muitas vezes até, com perdas humanas e materiais;
  6. Neste grave momento, quando irrompe um movimento radical que – justificado pela desenfreada escalada de reajustes – bloqueia os canais de distribuição de combustíveis e coloca em risco a mobilidade, a saúde, a segurança e a integridade física de milhões de brasileiros, o Governo Federal tenta fugir às suas responsabilidades convocando os governos estaduais – já tão sacrificados pela injusta concentração de recursos na União – a renunciar às suas receitas do ICMS, supostamente para atender demandas dos representantes dos transportadores participantes da paralisação;
  7. Diante disso, nós – Governadores dos Estados integrantes da SUDENE – consideramos absolutamente inaceitável a tentativa do Governo Federal de transferir para os Estados a responsabilidade pela solução de uma crise que foi provocada pela União, através de uma política de preços de combustíveis absurda, perversa e irresponsável. Colocar sobre os Estados Federados o ônus de qualquer redução da alíquota sobre os combustíveis – além de ser desrespeitoso – é atitude inconsequente e, por isso mesmo, inaceitável;
  8. Para agravar ainda mais o contorno da proposta do Governo Federal, ventila-se a incoerente retirada da CIDE da parcela de recursos destinada à manutenção das rodovias, que é – por Garantia Constitucional – executada por Estados e Municípios da Federação;
  9. Nós – Governadores dos Estados integrantes da SUDENE – reafirmamos nossa viva disposição de colaborar com o Governo Federal na concepção de propostas que permitam a aceleração da nossa da economia e a retomada do crescimento do Brasil, mediante a geração de emprego e renda e da inclusão de todos os brasileiros no processo de desenvolvimento da Nação;
  10. Ressaltamos, no entanto, que o Governo Federal precisa rever – com urgência – a política comercial da Petrobras, reposicionando-a com responsabilidade e espírito público, trabalhando pelo saneamento das finanças da empresa, mas mantendo – acima de tudo – a consciência de que é completamente inaceitável aumentar, ainda mais, o enorme contingente de famílias brasileiras entregues ao desemprego e mergulhadas na miséria e na desesperança;
  11. Por fim, destacamos nosso inarredável compromisso com os valores democráticos, ao tempo em que manifestamos nossa disposição de enfrentar – energicamente – qualquer tentativa de relativização ou destruição das conquistas democráticas do povo brasileiro nas ultimas décadas, na certeza de que a única via para superar os desequilíbrios e conflitos é a consolidação da democracia, com estrito respeito de suas práticas, princípios e processos.

 

A Gente Diz – Seleção da Semdes: provas adiadas

A Prefeitura de Vitória da Conquista informa que as provas da seleção da SEMDES (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social) para prover o quadro de pessoal técnico e de apoio do Suas (Sistema Único de Assistência Social) foram adiadas, em virtude da paralisação dos caminhoneiros que está afetando o transporte em todo o país.

A decisão ocorre exclusivamente para não prejudicar candidatos que morem em outros municípios ou dependam do transporte para chegar aos locais de prova.

As provas passam a ser aplicadas no dia 3 de junho, às 8h, horário local. Os locais de prova estão mantidos.

Protestos de caminhoneiros continuam mesmo após acordo anunciado pelo governo

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Mesmo após acordo com o governo fechado na noite desta quinta-feira, 24, caminhoneiros mantêm protestos pelo Brasil. Há bloqueios nos dois sentidos da rodovia Anhanguera, em São Paulo. Às 7h, era registrada interdição, no sentido capital, de uma faixa e do acostamento no km 148. No sentido interior, havia fechamento da faixa também no km 148. A CCR AutoBan, concessionária que administra a pista, aconselha os motoristas a optarem pela rodovia dos Bandeirantes.

A rodovia Régis Bittencourt (BR-116) permanece com três pontos de bloqueio. O tráfego está liberado para veículos leves, mas congestionamentos se formam nos trechos com protestos.

Caminhoneiros também fazem protesto no Rodoanel de São Paulo, entre as rodovias Anchieta e Imigrantes. Os acessos ao Porto de Santos (SP) continuam bloqueados em razão das manifestações, tanto na margem esquerda, pela rodovia Cônego Domênico Rangoni, no Guarujá, quanto na margem direita, pela rodovia Anchieta, em Santos.

Governo anuncia acordo para suspender paralisação de caminhoneiros por 15 dias

Governo e representantes de caminhoneiros chegaram a um acordo e a paralisação será suspensa por 15 dias. Em troca, a Petrobras mantém a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. A Petrobras mantém o compromisso de custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União.

O governo também prometeu uma previsibilidade mensal nos preços do diesel até o final do ano sem mexer na política de preços da Petrobras e irá subsidiar a diferença do preço em relação aos valores estipulados pela estatal a cada mês. “Nos momentos em que o preço do diesel na refinaria cair e ficar abaixo do fixado, a Petrobras passa a ter um crédito que vai reduzindo o custo do Tesouro”, disse o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

O governo também se comprometeu a zerar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para o diesel até o fim do ano e negociará com os estados buscando o fim da cobrança de pedágio para caminhões que trafegam vazios, com eixo suspenso.  “Chegou a hora de olhar para as pessoas que estão sem alimentos ou medicamentos. O Brasil é um país rodoviário. A família brasileira depende do transporte rodoviário. Celebramos esse acordo, correspondendo a essas solicitações, dizendo humildemente aos caminhoneiros que precisamos de vocês”, disse o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Sem unanimidade

A decisão de suspender a paralisação, porém, não é unânime. Das onze entidades do setor de transporte, em sua maioria caminhoneiros, que participaram do encontro, uma delas, a  Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa 700 mil caminhoneiros, recusou a proposta. O presidente da associação, José Fonseca Lopes, deixou a reunião no meio da tarde e disse que continuará parado. “Todo mundo acatou a posição que pediram, mas eu não. […] vim resolver o problema do PIS, do Cofins e da Cide, que tá embutido no preço do combustível”, disse Lopes.

Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Valter Casimiro (Transportes), além do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, se sentaram à mesa com representantes dos caminhoneiros decididos a ter um respiro na paralisação, que afeta distribuição de produtos em todo o país. Os ministros entendem que o governo e a Petrobras têm mostrado iniciativa suficiente.

Os representantes dos caminhoneiros pedem o fim da carga tributária sobre o óleo diesel. Eles contam com a aprovação, no Senado, da isenção da cobrança do PIS/Pasep e da Cofins incidente sobre o diesel até o fim do ano. A matéria foi aprovada ontem pela Câmara e segue agora para o Senado. Caso seja aprovava, a isenção desses impostos precisará ser sancionada pelo presidente da República.

Quarto dia de paralisação

No quarto dia de paralisação dos caminhoneiros. foi registrada falta de alimentos e combustível em vários estados. Na Bahia, a previsão do Sindicato de Combustíveis da Bahia (Sindicombustíveis) é que 80% dos postos podem ficar sem estoque se o movimento perdurar nesta sexta, 25.

Em Brasília, postos fecharam porque o estoque de combustível zerou. Filas de dezenas de carros se formaram nos postos que ainda têm gasolina em seus estoques.

Em São Paulo, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do estado, José Alberto Paiva Gouveia, informou que, desde o início dessa quarta os postos de abastecimento do estado não receberam combustível e há estoque para operar só por até três dias.

No Rio de Janeiro, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Município (Sindcomb), ao menos metade dos postos da capital estará, nesta quinta-feira, sem algum dos três combustíveis: gasolina, diesel ou etanol. Também começa a faltar gás de cozinha na cidade, pois os caminhões trazendo botijões ficaram retidos nos pontos de mobilização nas rodovias, o que praticamente zerou o estoque dos distribuidores do produto.

Marcelo Brandão l Agência Brasil