A Gente diz

A História do Voto Feminino no Brasil: Pioneirismo, Lutas e Conquistas

Este marco foi resultado de décadas de esforço, luta e pioneirismo de mulheres que abriram caminhos para a participação ativa no cenário político do país

Por: Sara Dutra
Fonte: TSE
Fonte: TSE

O dia 24 de fevereiro marca uma das mais importantes conquistas na história dos direitos políticos no Brasil: a instituição do voto feminino. Foi nessa data, em 1932, que as mulheres brasileiras finalmente garantiram o direito ao sufrágio, por meio do Decreto 21.076, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. No entanto, essa vitória foi resultado de uma luta longa e árdua, que remonta ao século XIX, e contou com o protagonismo de várias mulheres pioneiras que desafiaram as normas vigentes para abrir caminho para a participação feminina na política.

Em 1955, eleitora vota para presidente da República. Foto: Senado Notícias 

A reivindicação pelo direito ao voto feminino começou ainda no século XIX, impulsionada pelo movimento feminista que buscava a equiparação de direitos entre homens e mulheres. Um marco inicial dessa luta ocorreu em 1880, quando a cientista Isabel de Souza Mattos encontrou uma brecha na Lei Saraiva, que permitia o voto de brasileiros com título científico, sem especificar o sexo. Isabel, então, exigiu na Justiça o direito ao voto, sendo uma das primeiras mulheres a questionar formalmente sua exclusão do processo eleitoral.

No início do século XX, a mobilização feminina se fortaleceu com a criação de associações e partidos políticos voltados à causa. Em 1910, Leolinda de Figueiredo Daltro fundou o Partido Republicano Feminino, com o objetivo de defender os direitos políticos das mulheres. Mais tarde, em 1920, surgiu a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher, liderada pela professora Maria Lacerda de Moura e pela bióloga Bertha Lutz, que desempenhou um papel fundamental na luta pela igualdade política.

A oficialização do voto feminino no Brasil

A luta das mulheres pelo voto ganhou ainda mais força na década de 1920, com a atuação de Bertha Lutz e da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), considerada a primeira organização feminista do Brasil. Graças à pressão dos movimentos feministas, em 24 de fevereiro de 1932, Getúlio Vargas assinou o Decreto 21.076, instituindo o Código Eleitoral e reconhecendo, oficialmente, o direito das mulheres ao voto.

Bertha Lutz na conferência da fundação da ONU, em 1945. Foto: Senado Notícias 

No entanto, essa conquista ainda era limitada. Inicialmente, somente mulheres maiores de 21 anos e alfabetizadas podiam votar, mas de forma facultativa. A obrigatoriedade do voto feminino só foi equiparada ao dos homens em 1965, com a Lei 4.737.

O pioneirismo do Rio Grande do Norte e as primeiras mulheres eleitas

Embora o direito ao voto feminino tenha sido reconhecido nacionalmente apenas em 1932, algumas mulheres conseguiram votar e até mesmo ser eleitas antes disso, graças a iniciativas estaduais progressistas. O estado do Rio Grande do Norte foi pioneiro, sendo o primeiro a estabelecer a não distinção de sexo para o exercício do voto, por meio da Lei Estadual 660, de 1927.

Graças a essa legislação inovadora, Celina Guimarães Vianna, professora de Mossoró (RN), tornou-se a primeira mulher a se alistar como eleitora e a votar no Brasil, em 1928. No mesmo ano, Alzira Soriano foi eleita prefeita da cidade de Lajes (RN), tornando-se a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, com 60% dos votos válidos.

Em 1928, antes mesmo da conquista do voto feminino, Alzira Soriano foi eleita prefeita da cidade de Lajes (RN)

Além delas, outras mulheres potiguares também se destacaram: Júlia Alves Barbosa e Joana Cacilda de Bessa foram eleitas para o cargo de intendente municipal, equivalente ao de vereadora atualmente. Essas conquistas foram fundamentais para impulsionar o debate sobre a inclusão das mulheres na política em todo o país.

Essas conquistas no Rio Grande do Norte foram fundamentais para impulsionar o debate sobre a inclusão das mulheres na política em todo o país. E, ao longo dos anos, outras mulheres em diferentes estados também quebraram barreiras e deixaram suas marcas na história política brasileira.

Carlota Pereira de Queirós, por exemplo, tornou-se a primeira deputada federal do Brasil, eleita em 1933 para a Assembleia Nacional Constituinte. Antonieta de Barros foi a primeira deputada negra do país, eleita em 1934 para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, onde defendeu pautas voltadas à educação e à igualdade racial. Já Eunice Michiles fez história ao se tornar a primeira senadora do Brasil em 1979, seguida por Laélia Alcântara, que, em 1981, tornou-se a primeira senadora negra.

Essas mulheres abriram caminho para muitas outras que, ao longo das décadas, passaram a ocupar espaços na política e na sociedade, ampliando a representatividade feminina.

O legado do voto feminino e os desafios atuais

Atualmente, as mulheres representam cerca de 53% do eleitorado brasileiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, a sub-representação feminina nos cargos políticos ainda é uma realidade preocupante. As mulheres ocupam pouco mais de 18% das cadeiras na Câmara dos Deputados, evidenciando que a luta por maior igualdade na política continua.

A conquista do voto feminino foi um marco na história da democracia brasileira, mas a participação ativa das mulheres na política segue sendo essencial para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. O legado das mulheres que lutaram pelo direito ao voto nos lembra que os avanços conquistados não podem ser subestimados e que a mobilização feminina ainda é necessária para garantir maior representatividade e equidade nos espaços de poder.

O Dia da Conquista do Voto Feminino, celebrado em 24 de fevereiro, nos convida a refletir sobre a trajetória das mulheres na política brasileira e os desafios que ainda persistem. O direito ao voto foi apenas o primeiro passo de uma caminhada que ainda exige resistência e mobilização. Inspiradas pelas pioneiras que desafiaram o machismo e as restrições de sua época, as mulheres de hoje seguem reivindicando mais espaço e influência na construção do futuro do país. Afinal, a democracia só é plena quando todas as vozes são ouvidas e representadas.

IPTU Digital: Prefeitura de Conquista garante desconto de 10% na parcela única até 10 de março

O contribuinte que optar pelo pagamento da parcela única do IPTU, com emissão do boleto digital, terá direito ao desconto de 10%, caso o pagamento seja efetuado até o dia 10 de março. O usuário pode solicitar seus boletos pelo site da Prefeitura, na aba “Serviços Sefin Online” ou, se preferir, pelo Whatsapp da Secretaria Municipal de Finanças e Execução Orçamentária (Sefin), pelo número: (77) 98856-5247.

Verificado com o selo azul de segurança, o serviço do IPTU, via Whatsapp, funciona 24 horas em todos os dias da semana. Para acessar o boleto e outras opções disponíveis, o interessado pode enviar uma mensagem para o número (77) 98856-5247, no aplicativo instalado no seu celular e escolher a opção desejada.

Pela plataforma, o contribuinte também poderá optar pelo pagamento dividido em oito vezes, sem o desconto. O pagamento dos boletos podem, além disso, ser feitos de maneira simples e prática, através do PIX.

Os contribuintes que possuem dívidas antigas com o município também podem utilizar o sistema para consulta e pagamento das dívidas.

Já para aqueles que optarem pela impressão do boleto na sede da Secretaria Municipal de Finanças e Execução Orçamentária (Sefin) – Rua Zeferino Correia, no Edifício Laudionor Brasil (na lateral da Prefeitura, próximo à Catedral Nossa Senhora das Vitórias) – garantirá o desconto de 5%.

Sobre o IPTU

O valor do IPTU é calculado com base em três variáveis: avaliação do imóvel na época da elaboração da planta genérica de valores, preço do metro quadrado na região e alíquota do imóvel definida por lei. Para determinar o valor estimado do imóvel, são considerados critérios como zoneamento, metragem da área construída, valor do metro quadrado na região e as características da construção.

De acordo com a Lei Complementar nº 2.645, de 21 de junho de 2022, a alíquota do IPTU também varia de acordo com o tipo de imóvel e localização. Por exemplo, imóveis construídos têm alíquota de 1%, terrenos com muro possuem alíquota de 1,5%, imóveis sem muro em regiões mais afastadas têm alíquota de 2%, e terrenos não murados na região central têm alíquota de 3%.

Caso haja distorções nas informações sobre o imóvel, o contribuinte pode solicitar uma revisão comparecendo à sede da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) e protocolando um pedido. Um fiscal será enviado para verificar se há alguma incorreção nos dados e, consequentemente, no valor cobrado.

Restrição ao uso do celular nas escolas: quais são as orientações gerais do MEC às redes de ensino

A Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas, já está valendo. Conforme o Ministério da Educação (MEC), é de responsabilidade de cada uma das redes de ensino e escolas, públicas e privadas, definir suas próprias estratégias de implementação até o início do ano letivo. A Pasta informa que o objetivo é mitigar os impactos negativos do uso excessivo de celulares pelos estudantes, como na concentração e na saúde mental desse público.

A nova legislação não proíbe totalmente o uso de celulares, mas restringe o uso dos aparelhos durante aulas, recreios e intervalos. O uso é permitido para fins pedagógicos com autorização do professor e em casos de acessibilidade, saúde e segurança​.

Com vistas a auxiliar na implementação da lei, o MEC lançou dois guias no dia 31 de janeiro. Um documento é destinado às redes de ensino, já o outro às escolas. Porém, as publicações elencam orientações gerais a serem seguidas, como:

  • Comunicação e conscientização: as escolas devem informar professores, alunos e famílias sobre a vigência da lei e as novas regras para uso de celulares​;
  • Material de apoio: o MEC já disponibiliza cursos para professores sobre como orientar os alunos no uso responsável da tecnologia​;
  • Autonomia escolar: cada rede e escola pode definir formas de aplicação da norma, com respeito à legislação e adequando as regras à sua realidade​ educacional;
  • Acompanhamento e fiscalização: o cumprimento da lei deve ser monitorado pelas próprias escolas e redes de ensino. Não há penalizações universais impostas pelo governo federal​.
  • Suporte para as famílias: o MEC oferecerá webinários e orientações específicas para os pais, para que compreendam a importância da restrição e como apoiar seus filhos no processo.

Fonte: Brasil 61

Aumento da pena para furto de celular em análise no Senado

Projeto prevê o dobro da pena atual, com reclusão de 4 a 8 anos e multa, e tipificação como crime qualificado

 

O projeto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), prevê tipificar o furto de celular como crime qualificado e assim, dobrar a pena prevista — passando para pena de reclusão de 4 a 8 anos e multa. Hoje, o furto está previsto no artigo 155 do Código Penal e a pena é de reclusão de um a quatro anos e multa.

A motivação para o PL 494/2025 veio de dados da segurança pública que mostram que, no Brasil, um celular é roubado ou furtado a cada 33 segundos. Os números são do 18º anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado em 2024 e que traz dados de 2023. Segundo o documento, em 2023, 107 aparelhos de celular foram roubados ou furtados por hora, o que representa um total de 937.294 celulares que foram parar nas mãos de criminosos.

Invasão de privacidade

Mais do que um aparelho para fazer e receber ligações, o smartphone hoje é um computador portátil, que carrega consigo infinitas informações. Para o senador Flávio Bolsonaro, esse tipo de crime implica numa potencial invasão da privacidade, provocando danos à segurança das pessoas e à integridade emocional das vítimas.

O parlamentar ainda ressalta que o avanço dos criminosos na invasão dos aplicativos de bancos nos aparelhos tem resultado em prejuízo financeiro — em alguns casos, os bandidos conseguem, até mesmo, esvaziar as contas das vítimas.

O projeto ainda aguarda para ser despachado na Mesa do Senado e, então, nas comissões.

Com informações da Agência Senado

O Prefeito de Brumado Fabrício Abrantes vivencia dois grandes desafios: estruturar e da operacionalidade a gestão, e atender às inúmeras demandas  reivindicadas pela população.

 

foto web

 

A Gestão do prefeito Fabrício Abrantes completa dois meses, e ainda se encontra em ajustes, especialmente, no que diz respeito à estruturação do organograma Administrativo; de Secretários, Coordenadores e Gerentes. Há rumores de que o gestor enviará projeto de Lei para a Câmara Municipal para criar mais uma ou duas Secretarias. Para da melhor operacionalidade politica administrativa  da gestão pública municipal.

Até o momento, não há muitos questionamentos da população em relação ao desempenho da equipe de governo e nem da atuação do prefeito,  em detrimento, inclusive, dos  interesses de muitos setores da sociedade,  que ainda não tenha ou seja acolhidos ou atendidos, e isso se estende tambem para a edilidade,  que compõe a bancada de oposição na Câmara Municipal. Que não tem se posicionado, e atuado de forma morna neste quisto.

Ainda assim, uma boa parcela da população está ávida para expor a sua opinião em relação à  Gestão.  A muitas demandas que requer resposta, decisão e execução.

Acredito que ao chegar a marca dos 100 dias de governo, a população terá todas as respostas e do alinhamento e ajuste da gestão municipal.

Por que sim Comendador Gildásio Amorim Fernandes Março de 2025

Por unanimidade, STF homologa liberação das emendas parlamentares

 

Foto – Lula Marques / Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta segunda-feira (3), por unanimidade, homologar o plano de trabalho para aumentar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares ao Orçamento da União. A medida foi elaborada em conjunto pelos poderes Legislativo e Executivo.

A decisão do ministro Flávio Dino foi referendada pelo plenário da Corte, em sessão virtual de julgamento, que começou na sexta-feira (28) e, mesmo com a votação de todos os ministros, segue aberta até quarta-feira (5). O compromisso dos parlamentares foi enviado na terça-feira (25) ao ministro, que é relator dos processos que tratam das medidas de transparência determinadas pelo STF para o pagamento das emendas. Ao homologar o plano, Dino liberou o pagamento das emendas deste ano e dos anos anteriores suspensas por decisões da Corte. Pelo plano de trabalho da Câmara e do Senado, a partir do exercício financeiro deste ano, não será mais possível empenhar emendas sem a identificação do deputado ou senador que fez a indicação e da entidade que vai receber os recursos.

Conforme a decisão de Dino, não entram na liberação: emendas específicas para organizações não governamentais (ONGs) e entidades do terceiro setor que foram alvo de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU); recursos para a saúde que não estão regularizados em contas bancárias específicas e emendas de bancada; emendas de bancada e de comissão que não foram convalidadas em atas das respectivas comissões e que estejam sem identificação do parlamentar.

Prefeito do Rio decide: comprar/desapropriar e transformar o imóvel do filme “Ainda Estou Aqui” na Casa do Cinema Brasileiro.

Eduardo Paes publicou em suas redes a ideia da compra nesta segunda-feira (3), um dia após o filme ganhar o Oscar de Melhor Filme Internacional

Foto: Reprodução TV Globo

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou nas redes sociais que a cidade vai adquirir o imóvel onde foi gravado o filme Ainda Estou Aqui para transformá-lo na Casa do Cinema Brasileiro.

A decisão de comprar a casa, situada no bairro da Urca, na Zona Sul do Rio, foi divulgada nesta segunda-feira (3), um dia após a produção vencer o Oscar de Melhor Filme Internacional.

“Hoje sairá publicado em Diário Oficial Extra da Prefeitura do Rio que decidimos comprar/desapropriar e transformar o imóvel do filme “Ainda Estou Aqui” na Casa do Cinema Brasileiro. Vamos tornar público e abrir para visitação o espaço que trouxe o primeiro Oscar do Brasil em quase 100 anos da premiação”, postou o prefeito.

Segundo o decreto publicado pela Prefeitura do Rio nesta segunda-feira (3), o imóvel na Urca foi declarado de utilidade pública. O texto justifica a ação por levar em conta a relevância da obra de Marcelo Rubens Paiva, autor do livro que deu origem ao filme.

Ainda Estou Aqui conquista prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025

Longa dirigido por Walter Salles conta a história da família Paiva na década de 70, em meio ao contexto da ditadura militar brasileira

Foto: Reprodução

Dirigido por Walter Salles, o filme brasileiro ‘Ainda Estou Aqui’ conquistou na noite deste domingo (2), o prêmio de Melhor Filme no Oscar 2025. A vitória do longa reflete a potencial presença de filmes internacionais nos principais prêmios da indústria cinematográfica mundial.

A obra é baseada no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva sobre o próprio pai, o deputado federal Rubens Paiva, que foi preso e morto durante a ditadura militar. Após a morte do marido, Eunice Paiva precisa mudar de rotina e vira ativista de direitos humanos. A produção já conquistou vários prêmios, incluindo o de Melhor Roteiro no Festival de Veneza deste ano, um dos festivais de cinema mais importantes do mundo.

Ainda estou aqui – garanti o OSCAR de 2025, como o Melhor Filme Internacional de 2025.

O  filme – ainda estou aqui –antes de conquistar o OSCAR 2025, foi comtemplado em 6 dos 8 eventos internacionais de cinema, como um dos melhores filmes internacional.  O filme foi Inspirado no livro de mesmo nome,  de autoria de Marcelo Rubens Paiva, filho de Eunice e Rubens Paiva.

A premiação  ao filme foi uma escolha acertada  da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas – OSCAR 2025.

O filme Ainda Estou Aqui, dirigido pelo cineasta  Walter Salles, ao vencer como Melhor Filme Internacional de 2025 – OSCAR 2025,   comtempla não só a atriz Fernanda Montenegro, mas todo o cunjunto de atores e protagonista do filme e sua direção. De fato seria injusto, que apenas a atriz montinegro fosse comtemplada. Por que o filme no seu conjunto é muito bom. E é, um dos melhores filmes ja produzido no Brasil.

A síntese do filme segue uma narrativa em tornou da família Paiva. Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas.

O longa Ainda Estou Aqui já concorreu a 8 prêmios como Festival de Veneza, Vancouver International Film Festival, Festival de Pessac, na França, o famoso Globo de Ouro, entre outros. Entre estas indicações, o filme já conquistou 6 premiações em diversas categorias, como Melhor Roteiro, Filme Favorito do Público, Prêmio do Público e Prêmio Danielle Le Roy

Deputada Ivana Bastos faz história e assume presidência da ALBA após 190 anos

  • Foto: Raphael Müller | Ag. A TARDE

    A deputada estadual Ivana Bastos (PSD) assume oficialmente a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo em 190 anos de história do Legislativo baiano. A posse definitiva ocorrerá após o Carnaval, consolidando um marco para a representatividade feminina na política do estado. A confirmação da permanência de Ivana Bastos no comando da ALBA veio após a segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manter, por unanimidade, o afastamento do então presidente Adolfo Menezes (PSD).

    Os magistrados não determinaram a realização de uma nova eleição para a presidência do Legislativo baiano. Com a decisão, Ivana, que já vinha exercendo a função interinamente será efetivada no cargo. O julgamento virtual da segunda turma do STF foi concluído nesta sexta-feira (28), com o ministro André Mendonça seguindo o relator Gilmar Mendes e os demais ministros Dias Toffoli, Edson Fachin e Nunes Marques. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou favoravelmente ao afastamento de Adolfo Menezes.

    A decisão tem um peso significativo porque não foi apenas um posicionamento individual de um ministro do STF, mas da própria Suprema Corte, representada por uma de suas turmas. Além disso, a liminar que determinou o afastamento já contém os fundamentos que sustentam a decisão final, tornando o julgamento de mérito uma mera formalidade. Menezes foi afastado no dia 10 de fevereiro, poucos dias após ter sido reeleito presidente da ALBA com os votos de 61 dos 63 deputados da Casa.

    A medida foi resultado de uma ação do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), que, mesmo tendo sido derrotado na disputa pela presidência, levou o caso ao Supremo argumentando que a reeleição violava a jurisprudência da Corte, que impede um terceiro mandato consecutivo para presidentes de poderes legislativo. Ivana Bastos assumirá oficialmente a presidência da ALBA, passando a ocupar, inclusive, o gabinete presidencial. Antes da posse definitiva, ela deve se reunir com líderes partidários e com o próprio Menezes para alinhar a transição. “Assumo a presidência da ALBA com a responsabilidade de garantir que o Legislativo baiano continue sendo uma Casa democrática, transparente e comprometida com o povo da Bahia. Sei do tamanho do desafio, mas sigo determinada a trabalhar com seriedade, diálogo e respeito para fortalecer o Parlamento e contribuir para o desenvolvimento do nosso estado”, declarou Ivana Bastos. As informações são do Bahia Notícias parceiro Conteudo bahia noticias

Blitz do Silêncio atuará em regime de plantão para garantir sossego aos moradores durante feriadão, em Conqista

 


Mesmo sem carnaval em Vitória da Conquista, neste final de semana e feriadão de Carnaval, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep), por meio da Gerência de Posturas, estará atuando com a Blitz do Silêncio para garantir sossego e tranquilidade aos moradores. No sábado e no domingo (1º e 2 de março), a equipe trabalhará no horário normal, das 19h às 0h, e na segunda e terça-feira (3 e 4), em regime de plantão, das 7h às 14h.

De acordo com o secretário Luís Paulo Sousa, a Blitz do Silêncio é uma iniciativa feita com muita responsabilidade. “Com a ação, visamos promover a conscientização sobre a importância do silêncio, especialmente em ambientes, a exemplo de bares, que têm residências próximas”, explicou Luís.

Ronda Animal

Também será realizada a Ronda Animal, que visa garantir o bem-estar e a segurança de motoristas, pedestres e dos animais encontrados em situação de risco ou de abandonos. A ronda funcionará no sábado e domingo, das 7h às 22h, e na segunda e terça-feira, das 7h às 14h.

“Animal solto no trânsito é um perigo, por isso, nossas equipes sempre atendem nos plantões, fazendo essa ronda e apreendendo animais de grande porte, os quais são levados para o curral municipal. A gente pede atenção aos tutores de animais para que evitem deixá-los soltos nas ruas, pois essa atitude pode causar muitos transtornos à comunidade”, informou o secretário.

Para acionar a fiscalização, denunciar casos de perturbação do sossego ou acionar a Ronda Animal, a população pode entrar em contato pelos telefones 77 3420-7009 e 77 98856-4737

Padilha abre transição na Saúde e diz que meta é reduzir o tempo de espera para os atendimentos

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

Alexandre Padilha e Nísia Trindade

Escolhido para comandar o Ministério da Saúde, o médico e deputado federal Alexandre Padilha (PT) disse nesta quinta-feira (27) que sua meta na pasta será reduzir o tempo de espera para atendimentos.

“A missão é se esforçar permanentemente, até o momento que for necessário, de minha parte de forma obsessiva, para reduzir o tempo de espera para quem precisa de atendimento neste país”, disse
Padilha ao chegar ao ministério pela primeira vez após ser escolhido para o cargo.

Ele participou de reunião com a equipe da ministra Nísia Trindade para organizar a troca de comando na Saúde. Nísia foi demitida por Lula (PT) na terça-feira (25).

Lula tem cobrado que o Ministério da Saúde emplaque uma ação de maior visibilidade. Com Padilha à frente da pasta, o governo deve aumentar a aposta no Mais Acesso a Especialistas. O programa, que ainda ganha tração, promete encurtar o tempo para a realização de consultas e exames especializados nas áreas de oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia.

Atual ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Padilha deve tomar posse no Ministério da Saúde no dia 10 de março. Já o nome que comandará a SRI ainda não foi anunciado.

Padilha disse que a transição na chefia da Saúde “será tranquila, construtiva e amigável”.

“Estou sucedendo uma defensora do SUS que durante dois anos se esforçou para reconstruir o Ministério da Saúde, tão atacado pelo negacionismo”, afirmou o próximo ministro da Saúde sobre Nísia.

O petista ainda disse que Lula colocou a redução do tempo para atendimentos como um “desafio”.

Atual secretário de Atenção Especializada, o médico Adriano Massuda deve assumir a Secretaria Executiva da Saúde sob Padilha. O cargo é visto como uma espécie de vice-ministro, além de lidar com temas sensíveis ao governo, como elaboração do orçamento da Saúde, compras públicas e logística.

Massuda hoje comanda a secretaria que executa o Mais Acesso a Especialistas e foi secretário-executivo substituto da Saúde em 2011 e 2012, durante a gestão anterior de Padilha na pasta. Ele ainda participou, em 2022, da banca de doutorado do novo chefe do ministério.

Padilha assumirá a pasta também com o desafio de frear crises sanitárias, como a da dengue.

Terá, ainda, de lidar com a cobiça do Congresso sobre o orçamento da Saúde. Em 2024, as emendas parlamentares drenaram mais de 40% da verba empenhada para custeio e investimentos da pasta. Na passagem anterior de Padilha pela Saúde, encerrada em 2014, menos de 20% desses recursos eram definidos por deputados e senadores.

Ex-presidente da Fiocruz, Nísia comandou a Saúde desde janeiro de 2022 e foi uma escolha da cota pessoal de Lula. A ideia do presidente era reorganizar as políticas da pasta, como o Farmácia Popular e o Mais Médicos, além de se contrapor às gestões anteriores, marcadas por falhas no combate à Covid-19.

Ao se despedir dos servidores nesta quarta-feira (26), Nísia afirmou que sua gestão teve o “papel histórico” de reconstruir o ministério. Disse também que desejava permanecer no cargo durante os quatro anos do governo e se queixou dos dias de indefinição sobre a troca de ministro, mas sem citar o presidente Lula (PT).

A gestão de Nísia vinha sendo alvo de queixas de integrantes do Congresso, de membros do Palácio do Planalto e do próprio presidente, que chegou a fazer cobranças pela falta de uma nova política que se tornasse bandeira do governo. À frente da pasta ela enfrentou uma sequência de crises, como a explosão de casos de dengue e a falta de alguns modelos de medicamentos e vacinas em todo o país.

Aliados da ministra, contudo, defendem que a gestão de Nísia retomou políticas públicas e ampliou coberturas vacinais. Em 2024, o Brasil foi recertificado pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) pela eliminação de sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita.

Conteúdo politicaa livreMateus Vargas/Folhapress