A Gente diz

Saiba quais são as reclamações de pessoas que trabalham no Google

Business Insider divulgou uma série de desabafos pesados feitos por pessoas que trabalham no Google e, ao contrário do que possamos imaginar, não se consideram donas de muita sorte nem acreditam que estão no melhor trabalho do mundo. Veja a seguir algumas das principais reclamações e depois nos diga se a grama do vizinho é realmente mais verde:

1 – Segundo Joe Cannella, ex-gerente sênior de contas

“Basicamente, você acaba passando a maior parte da sua vida comendo comida Google, com colegas de trabalho Google, usando dispositivos Google, falando em siglas Google, enviando e-mails Google em celulares Google, e você eventualmente começa a perder a noção de como é ser independente do grande G, e todo canto da sua vida é programado para reforçar a ideia de que você seria absolutamente insano por querer estar em qualquer outro lugar”, disse.

Ele completa dizendo que as pessoas tendem a ver com maus olhos um funcionário que reclame de trabalhar no Google, justamente porque quem trabalha lá “tem de tudo”: “Mas esse é meio que o ponto. Você ganha tudo o que poderia querer, mas isso custa as únicas coisas que realmente importam no final das contas”.

2 – Para Vlad Patryshev, ex-engenheiro de software

“É realmente difícil discutir qualquer questão a não ser que você esteja falando com um amigo… Discussões objetivas são bastante raras uma vez que todo mundo é territorial e não está interessado em opiniões de outras pessoas, a não ser daquelas que são deuses importantes”.

3 – Para Katy Levinson, ex-engenheira de software

Katy diz que as pessoas sempre perguntam por que alguém deixa de trabalhar no Google, onde supostamente tudo é perfeito: “Elas não querem ouvir nada menos do que total entusiasmo pela sua sorte de entrar no Google e sobre como você quer ficar lá. Se você sai ou se tem qualquer coisa além de arco-íris e pôneis para falar a respeito, quase todo mundo, da minha mãe ao motorista de táxi, realmente exigem que você explique por que sentiria qualquer coisa além de emoção por trabalhar no Google”.

4 – Para um funcionário anônimo

Aqui o ponto levantado é a respeito do recrutamento de novos funcionários e dos planos de carreira. Ele conta que uma promoção leva muito mais de um ano para acontecer e que, por causa da alta concorrência, as pessoas que trabalham no mesmo time não costumam ser gentis umas com as outras.

5 – Ainda segundo as promoções, por outro funcionário anônimo

Ele conta que mesmo fazendo tudo certo, cumprindo todas as tarefas e fazendo de tudo pela empresa, algumas pessoas simplesmente não têm seus esforços reconhecidos. Ele diz conhecer pessoas que estão na mesma função há oito anos e nunca foram promovidas.

6 – Para Katy Levinson, ex-engenheira de software

“Qualquer melhoria não baseada em uma métrica rígida era um uso de tempo não respeitado. Usabilidade? Números de bugs? Ninguém se importava. Se você não medisse isso, ninguém estava interessado”.

7 – Para um ex-funcionário anônimo

“O maior ponto negativo, de longe para mim, foi o cancelamento aparentemente arbitrário de projetos. Para piorar, as pessoas que trabalham em projetos que foram cancelados têm promoções negadas por não ter tido impacto”.

8 – Segundo John L. Miler, ex-engenheiro de software

“A pior parte do trabalho no Google para mim foi, como para muitos outros, se sentir subutilizado. Como alguém com 25 anos de experiência em programação, gerenciamento e arquitetura eu não estava fazendo nada que uma pessoa contratada por uma boa faculdade com dois anos de experiência não pudesse fazer. Essa é uma situação deprimente”.

9 – Segundo Jeff Nelson, criador do Google Chrome

“Uma fração muito grande do que você ouviu sobre o Google – do lado de fora do Google – é uma besteira. Muitas vezes essa besteira é propagada porque isso ajuda com a reputação da empresa”, revelou Nelson, que afirmou que as pessoas espalham essa visão fantasiosa dos empregos no Google justamente para que a empresa tenha sempre uma boa imagem.

10 – Segundo Anne K. Hlsall, designer de produto

“Com todas as áreas abertas para alimentação, jogos, TV, conversas técnicas etc, pode ser surpreendentemente difícil encontrar um lugar silencioso e privado para pensar”, revelou a designer, que contou que os quatro principais prédios da empresa são repletos de funcionários espremidos.

11 – Para outro ex-funcionário anônimo

“Trabalhei no Google por três anos e foi muito difícil sair, mas houve um fator importante que me ajudou a tomar a decisão: o impacto que eu poderia ter no negócio como indivíduo era mínimo. Conforme observado em muitas respostas abaixo, o Google é uma máquina incrível que imprime dinheiro graças ao AdWords. A menos que você seja um engenheiro incrivelmente talentoso que comece a criar algo novo, é provável que você seja simplesmente um cara/ uma mulher com um óleo que possa lubrificar as engrenagens dessa máquina”.

Caixa suspende crédito com FGTS para imóvel de até R$ 950 mil

A Caixa Econômica Federal suspendeu a oferta de uma das linhas de crédito imobiliário mais baratas do mercado: a que usa dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a chamada pró-cotista. Mesmo após a injeção de R$ 2,54 bilhões em dinheiro extra no mês passado, o dinheiro acabou novamente e o banco suspendeu novos créditos para compra de imóveis de até R$ 950 mil. “A Caixa Econômica Federal informa que estão suspensas as contratações de novas operações da linha de crédito pró-cotista – recursos FGTS, em razão do comprometimento total do orçamento disponibilizado pelo Conselho Curador do FGTS para o exercício de 2017”, cita a nota à imprensa divulgada pelo banco federal. A linha pró-cotista tinha originalmente R$ 5 bilhões para o ano, mas os recursos estavam muito perto de acabar no mês passado. Sem saldo, a Caixa pediu mais recursos e o Ministério das Cidades atendeu ao pedido com a realocação de R$ 2,54 bilhões extras. O dinheiro novo, porém, acabou se esgotando novamente em pouco mais de 30 dias. Ainda que a interrupção da oferta dessa linha de crédito seja uma má notícia para os clientes, o cenário mostra algum sinal de recuperação do mercado – o que é positivo e, em momentos de crise, pode até ser motivo de comemoração. Em todo o ano passado, essa linha para compra da casa própria do FGTS liberou R$ 5,5 bilhões. O ritmo em 2017 é bem mais forte e a marca de R$ 7,54 bilhões foi alcançada em seis meses. O número, portanto, mostra que há mais demanda pelo crédito imobiliário. A Caixa não comenta as razões para o fim do recursos e nota que o tema é uma decisão do Conselho Curador do FGTS. Vale lembrar, porém, que as contas inativas do Fundo de Garantia têm sido sacadas em um programa de forte apelo popular anunciado pelo governo Michel Temer. Ao todo, R$ 41,4 bilhões estavam em contas inativas e estão à disposição dos cotistas para saque. Dados preliminares mostram que a retirada dos recursos tem sido elevada e boa parte desse montante deve sair do FGTS – o que pode influenciar a capacidade dos gestores em financiar projetos ou o segmento imobiliário. A linha pró-cotista só pode ser usada por trabalhadores com pelo menos três anos de vínculo com o FGTS. Além disso, eles precisam estar trabalhando ou ter saldo na conta do Fundo de Garantia que some valor de pelo menos 10% do imóvel. A linha financia a compra de imóveis de até R$ 950 mil nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e de até R$ 800 mil nos outros Estados. É a linha de empréstimo habitacional mais barata depois do Minha Casa Minha Vida. A taxa de juro para não correntistas do banco é de 8,61% ao ano. Já no financiamento com recursos da poupança, a taxa é de 10,49% ao ano.

Fachin estima ter maioria no STF para permanecer como relator da delação da JBS

Com a proximidade da votação que vai decidir se continua como relator da delação da JBS no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin já está fazendo as contas. Pessoas próximas ao magistrado afirmam que ele acredita ter entre seis e sete votos favoráveis à sua permanência na relatoria do processo, segundo informações do blog Painel, da Folha de S. Paulo. A sessão plenária que vai tratar do assunto foi marcada para esta quarta-feira (21). De acordo com a publicação, Fachin aguarda receber críticas durante o julgamento, mas está focado no resultado, que espera ser positivo. Os mesmos aliados apontam que o atual relator pode também falar, pela primeira vez, sobre seus encontros com donos e diretores do grupo empresarial antes e depois de sua nomeação para o STF. A JBS, por sua vez, apresentou dois pareceres que defendem a homologação do acordo por Fachin.

Aécio teme prisão e diz viver situação “kafkiana”.

Fechado em sua casa no Lago Sul, em Brasília, desde o dia 17 de maio, quando foi divulgado conteúdo do áudio que registrou o pedido de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista sob o argumento de que precisava de dinheiro para custear sua defesa na Operação Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem dito a quem o visita que sua situação é “kafkiana”.

Segundo aliados que estiveram com ele nos últimos dias, o tucano avalia que em condições normais de temperatura e pressão o pedido de prisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot – previsto para ser analisado na próxima terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal –, seria rejeitado. O senador avalia, porém, que no atual cenário tudo pode acontecer. Esse temor se cristalizou quando a Primeira Turma do STF manteve a prisão de sua irmã, Andrea Neves. Ao saber da decisão, Aécio se desesperou.

O tucano não consegue conter o choro quando fala sobre Andrea. “Ele está profundamente indignado, sobretudo com a situação da irmã”, disse José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela.
Por Estadão Conteúdo

Secretário da Segurança Pública e Comandante geral da PM inaugura sede do Esquadrão Falcão em Vitória da Conquista.

 

 

Unidade  de motociclista denominada de Esquadrão de Motociclistas Falcão foi inaugurada na manhã dessa segunda, 19, pelo Secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anselmo Brandão e o Comandante de Policiamento Especializado, Coronel Humberto Filho.

No evento  inúmeras autoridades locais fizeram presente ao acontecimento. Em que foram  inaugurada a sede própria e as novas motocicletas que darão suporte na segurança pública em Vitória da Conquista.

Além do chefe do executivo municipal  –  prefeito Herzem Gusmão Pereira e a vice prefeita,   que esteve presente no ato,  foi constados também na solenidade,  os deputados estaduais, vereadores conquistenses, autoridades  que atuam na segurança pública no município: oficiais da PM  e delegados e convidados.

O prédio onde funciona a unidade é resultado da parceria do Governo do Estado com empreendedores locais.

O secretário  de Segurança Pública da Bahia, Mauricio Barbosa  afirma que: “A reforma e ampliação desta importante unidade de combate ao tráfico de drogas foi possível através do apoio do Conselho Comunitário de Segurança da cidade. A sociedade Civil tem sido um parceiro importante na manutenção da segurança aqui em Conquista”, Afirmou o Sec Mauricio.

 

 

 

SAJ: Adolescente de 15 anos é morta com tiro de espingarda na cabeça por ciúmes

Foto: Reprodução / Voz da Bahia

Uma adolescente de 15 anos foi morta com um tiro de espingarda na manhã deste domingo (18) em Santo Antônio de Jesus. A Polícia Civil afirmou que o autor do crime tenha sido o companheiro de Tamires de Jesus Santos, que supostamente a agredia constantemente por ciúmes. O suspeito, de 22 anos, fugiu após o ato. Ainda de acordo com a polícia, o casal teria discutido na noite anterior e Tamires teria ameaçado deixar a casa. O homem teria perdido o controle e efetuado os disparos na cabeça dela. De acordo com informações do blog Voz da Bahia, a arma utilizada no crime foi deixada no local. O corpo de Tamires foi removido para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Santo Antônio de Jesus.

A Gente Diz – Criança morre aos 2 anos após estupro, e padrasto é o suspeito em Paulo Afonso

 

 

 

Uma criança de dois anos morreu nesta sexta-feira (16), após ser vítima de estupro na cidade de Paulo Afonso, no norte da Bahia, segundo informações da Polícia Civil do município. O principal suspeito é o padrasto da criança, de 59 anos, que está preso. A mãe da menina foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. Até a publicação desta reportagem, ela não havia sido liberada. Segundo a polícia, a criança morava junto com o suspeito e mãe. A menina foi levada para um hospital da cidade após desmaiar em casa. Conforme a família relatou à polícia, a equipe médica que atendeu a criança disse que a criança tinha sinais de abuso sexual e agressão. De acordo com o G1, o corpo da menina foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Paulo Afonso e ainda não foi liberado. A polícia ainda não deu detalhes da investigação.

Organizações criminosas deixam rombo de R$ 123 bilhões

Em quatro anos, a Polícia Federal deflagrou 2.056 operações contra organizações criminosas que provocaram prejuízos estimados em R$ 123 bilhões ao País. Os números revelam que o maior rombo não é o apurado pela Lava Jato, mas o causado pelas fraudes nos fundos de pensão investigadas na Operação Greenfield, que alcançam R$ 53,8 bilhões ou quatro vezes o valor de R$ 13,8 bilhões desviados pelo esquema que agiu na Petrobrás. Esse quadro é o resultado da conta feita pelos investigadores federais com base em valores de contratos fraudulentos, impostos sonegados, crimes financeiros e cibernéticos, verbas públicas desviadas e até mesmo danos ambientais causados por empresas, madeireiras e garimpos.

Tudo misturado ao pagamento de propina a agentes públicos e políticos. Os dados são da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor), da PF, e foram obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Segundo especialistas em máfias e grupos criminosos, a análise dos números mostra a mudança do perfil do trabalho da PF, priorizando a investigação patrimonial das organizações. As informações são do Estadão Conteúdo.

BANCOS CORTAM CARTÃO DE CRÉDITO DE CLIENTES DE BAIXA RENDA – CALOTE CHEGOU A 40%

Os bancos têm cortado cartões de crédito de clientes de classes sociais mais baixas. O argumento é que o público representa mais riscos para as instituições financeiras. Conforme o Estadão Conteúdo, só os dois maiores bancos do país (Banco do Brasil e Itaú Unibanco) retiraram de circulação 1,2 milhão de cartões nos primeiros quatro meses deste ano. Os dados são dos próprios bancos. Em relação aos quatro primeiros meses de 2016, a queda foi ainda maior. A base de cartões do Banco do Brasil caiu de 22,2 milhões para 17,2 milhões, e a do Itaú recuou de 32,1 milhões para 28,9 milhões. Bradesco e Santander não abrem os números sobre a emissão e retirada dos cartões, porém

executivos dizem que as instituições passaram a excluir clientes mais arriscados. A justificativa é para diminuir os juros e as taxas do crédito parcelado, a nova modalidade que o governo impôs no lugar do crédito rotativo.  Ainda segundo reportagem, símbolo da ascensão da classe C ao universo do consumo, o uso de cartão de crédito dá sinais de exaustão diante da recessão e da cautela dos operadores com o calote que chegou aos 40% no crédito rotativo.

Bahia noticias

É possível morrer de medo?

Existem pessoas que morrem de medo de altura, outras que morrem de medo de aranhas, assim como as que morrem de medo de subir em montanhas-russas e as que morrem de medo de morrer mesmo! No entanto, apesar de a expressão morrer de medo ser usada com enorme frequência e em uma grande variedade de contextos, será que alguém poderia literalmente bater as botas desse jeito?

De acordo com Erin McCarthy, do portal Mental_Floss, é possível que uma pessoa literalmente morra de medo sim, embora isso seja relativamente raro. Segundo explicou, quando nos vemos em uma situação que nos amedronta ou assusta, o mecanismo de “fuga ou luta” é acionado pelo nosso organismo, e uma porção de coisas começam a acontecer conosco.

Fuga ou luta

Primeiro ocorre uma descarga de adrenalina que, por sua vez, faz com que o coração bata mais depressa e, assim, mande mais sangue aos músculos. Além disso, a respiração fica acelerada, as pupilas se dilatam, a musculatura fica tensa, os vasos sanguíneos mais superficiais se contraem, e algumas funções fisiológicas — como a digestão, por exemplo — desaceleram.

Todas essas respostas fazem com que nos tornemos mais rápidos e fortes do que o normal temporariamente, aumentando as nossas chances de fugir ou lutar em uma situação de perigo. O problema é que, apesar de o coração normalmente conseguir lidar com tudo isso sem maiores problemas, a adrenalina, embora seja produzida e liberada pelo nosso organismo, é uma substância tóxica que, em excesso, pode nos fazer mal.

Descarga tóxica

A adrenalina age sobre os receptores existentes nas células musculares do coração desencadeando uma reação química que afeta o sistema que regula o ritmo cardíaco, fazendo com que o músculo cardíaco se contraia. Entretanto, quando a descarga dessa substância é muito grande, pode acontecer de a adrenalina fazer com que o coração se contraia e não consiga relaxar ou que ele passe a trabalhar com um ritmo que não é compatível com a vida.

Um desses efeitos é o que os cardiologistas chamam de fibrilação ventricular, que faz com que os ventrículos — que são as câmaras que ficam na parte inferior do coração — não se contraiam completamente, impedindo que o sangue seja bombeado e desencadeando a parada cardiorrespiratória.

Por sorte, esse tipo de problema não costuma ocorrer com frequência em pessoas saudáveis. Contudo, caso se trate de alguém que sofra de alguma cardiopatia — como artérias bloqueadas, por exemplo —, então a coisa muda, e o risco de morrer de medo se torna algo bastante real.

E já que estamos no assunto, Erin ainda explicou que é possível morrer de alegria também. Segundo disse, emoções positivas muito fortes também podem desencadear um processo em nosso organismo semelhante à resposta ao medo e provocar a morte do superfeliz.

site: Mega curioso

Maria Bethânia e Gal Costa não se falam há mais de dez anos

Gilberto Gil já cantou que mistério sempre há de pintar por aí. Mas um deles em especial intriga os fãs da MPB há mais de dez anos. Por que Gal Costa e Maria Bethânia não se falam durante todo esse tempo? O mistério voltou à tona nos últimos dias com a estreia do documentário “O nome dela é Gal”, uma homenagem aos 50 anos de carreira da cantora de “Meu bem, meu mal”.

No fim do primeiro episódio, Bethânia, que admitiu surpresa ao ser convidada para dar um depoimento, entrega que há muitos anos as duas não se encontram. A última vez foi quando, em 2002, elas se juntaram a Caetano Veloso e Gilberto Gil para uma reedição dos Doces Bárbaros, que marcara a carreira do quarteto nos anos 1970.

O silêncio só foi quebrado uma única vez na ocasião da morte de Dona Canô, há quase cinco anos. Gal Costa mandou uma mensagem de pêsames para Maria Bethânia pela perda da mãe (a história é contada no documentário). A cantora estaria retribuindo o mesmo carinho que Bethânia teve com ela, comparecendo ao velório de Dona Mariah Costa, mãe de Gal, em 1993. “Nessa época, as duas já estavam afastadas. Embora tenham até dividido o palco, algumas vezes, depois disso. Após Doces Bárbaros, elas passaram a não conviver mais”, revela um produtor musical.

As cantoras começaram praticamente juntas (Bethânia um pouco antes) na década de 1960. Na época, em Salvador, em meio a revolução de costumes, ensaiaram um namoro. Quando viajavam em turnê, dividiam o mesmo camarim. Os meninos, Gil e Caetano, ficavam em outro. A rivalidade, mais alimentada pelos fãs e pela mídia, sempre existiu. Uma era conhecida pela voz; a outra, pela dramaticidade.

Era a interpretação de Maria Bethânia para a canção “Um índio”, de autoria do irmão, o momento mais aplaudido da apresentação que os quatro faziam juntos. “O índio só desce uma vez por noite”, costumava brincar Bethânia nos bastidores, no fim de cada apresentação.

Já no Rio, as duas moravam no mesmo bairro, em São Conrado, mas não se frequentavam. Bethânia, na casa que vive até hoje, na Estrada das Canoas. Assim que foram construídos edifícios na região, Gal mudou-se para uma cobertura — perto de outra cantora, Simone.

A especulação imobiliária, com vários prédios altos surgindo, acabou com a vista que a irmã de Caetano tinha do mar. Gal Costa, anos depois, ainda se mudaria para Trancoso e, em seguida, para Salvador. Hoje, mora em São Paulo. A distância entre as duas passaria a ser também geográfica.

A última vez que Maria Bethânia assistiu a uma apresentação de Gal Costa foi em 1981, no show “Fantasia”, no extinto (e saudoso) Canecão. É de conhecimento de todos, no entanto, que ela é avessa a badalações. Nunca é vista em eventos ou estreias. “Quando Moreno, o primeiro filho de Caetano, nasceu, ele teve que levar o menino para Bethânia conhecer”, lembra um amigo próximo: “Ela não gosta de sair de casa, é seu refúgio”.

Quando Gal Costa ficou alguns anos sem lançar disco ou fazer show, depois do lançamento de “Hoje”, em 2005, o curioso é que foi Maria Bethânia uma das incentivadoras do seu retorno. Ela e alguns amigos, incluindo Caetano Veloso, pediram que o compositor José Miguel Wisnik fosse ao encontro dela e tentasse convencê-la a voltar. A iniciativa não teve sucesso, e Gal só retornaria em 2011 com “Recanto”, incentivada por Caetano.

“Elas não se falam nem no aniversário. Difícil dizer se houve de fato uma briga, algum desentendimento. Talvez seja uma questão íntima, que só mesmo elas sabem”, acredita um músico. Neste domingo, Maria Bethânia completa 71 anos. E deve passar o dia sem o “parabéns” da antiga amiga. Tem mistério que dura para sempre.

Lei proíbe cerol em linha de pipa e impõe fim de tradição

Soltar pipa é uma prática que, tradicionalmente, mistura ludicidade com espírito competitivo. Normalmente, destaca-se aquele empinador que, além de elaborar a arraia mais estilosa, utiliza o cerol – material produzido à base de vidro ou mármore moído – para cortar a linha da pipa do oponente.

No entanto, os soteropolitanos amantes deste jogo terão de mudar a estratégia. Isso porque o prefeito ACM Neto sancionou, no início deste mês, o projeto de lei que proíbe o uso de quaisquer objetos cortantes na preparação das linhas de pipas, arraias e papagaios.

O texto, de autoria do vereador Tiago Correia (PSDB), visa, primeiramente, advertir o soltador irregular de papagaio. Em caso de reincidência, será aplicada uma multa de R$ 70. O montante arrecadado será destinado ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA).

Sancionada pelo Executivo, a lei tem um prazo de 60 dias para regulamentação. Após isso, o município vai decidir qual órgão será responsável pela fiscalização.

Segundo Tiago Correia, a proibição do uso de materiais cortantes é necessária para evitar acidentes e mortes com motociclistas e ciclistas, além de coibir interrupções de energia elétrica, que são provocadas por arraias presas na rede.

Dados da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) registraram, até maio deste ano, 110 interrupções de energia em Salvador e na região metropolitana (RMS) acarretadas por linhas de pipa.

De acordo com a assessoria de comunicação da empresa, os bairros da Boca do Rio, Itapuã e Paripe estão na lista dos mais afetados.

Já a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a Polícia Civil e a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) não registram estatísticas de acidentes envolvendo cerol.

Porém o presidente do Sindicato dos Motociclistas, Motoboys e Mototaxistas (Sindmoto), Henrique Baltazar, reconhece o alto índice de pilotos feridos com linhas de arraia. Ele lembra que, há cinco anos, um motociclista morreu após ser atingido por linha na região da Boca do Rio.

Baltazar, que elogiou a lei, toma algumas medidas de segurança para evitar problemas com cerol. “Minha moto tem antena corta-pipa. Eu também reduzo a velocidade quando passo pela orla da Boca do Rio, onde sempre há um pessoal empinando arraia”, diz.

Divergência

Se a proibição das linhas de cerol agradou a quem trafega sob duas rodas, a medida não foi bem-vinda entre os amantes da prática que ocupam o espaço do antigo Aeroclube.

O autônomo Cláudio César, que empina arraia há 24 anos, explica a importância do cerol na linha para valer a competição. “Assim como todo esporte, na pipa existem vencedores e vencidos. Usar a linha cortante para derrubar a arraia do outro é uma forma de vencer a disputa”, defende.

Cláudio ainda criticou a falta de diálogo do poder público na aprovação da lei. “Os políticos nos enxergam como marginais, não como esportistas”, protesta.

Sobre a competição, o aposentado Antônio Mendes, que também é empinador, interpreta como algo cultural que, segundo ele, precisa ser respeitado.

“São gerações de famílias que soltam pipa na Boca do Rio. Nesse grupo, não há registro de assalto e tráfico de drogas, porque as pessoas se respeitam”, diz.

Para Antônio, o poder público deveria construir um local apropriado para soltar pipa (pipódromo). “Esses espaços já existem em outros países, como Chile, Índia e França”, diz.

Praticantes propõem criação de ‘pipódromo’

Em resposta à lei que proíbe o uso de cerol nas linhas de pipa, o comerciante Heraldo Carvalho solicitou uma audiência com a prefeitura e o Legislativo para discutir a construção de um pipódromo em Salvador.

“A intenção é fazer com que sejamos reconhecidos como esportistas. A prática da pipa não pode ser marginalizada”, explica Heraldo sobre as razões da reunião.

Ele, que também educa crianças sobre empinar arraia de forma segura, vem negociando com o vereador Tiago Correia a construção do espaço.

Diante desse debate, a Câmara Municipal já enviou ao prefeito ACM Neto um documento com a solicitação de estudo para construir o espaço exclusivo para empinar pipas.

Heraldo sugere o local do areal de Itapuã, próximo à Lagoa do Abaeté, como um dos lugares possíveis para implantar um pipódromo.

“Lá é longe da pista de carros e de postes de energia. Além disso, as pessoas estão acostumadas a empinar arraia nesse lugar”, explica.

Sobre o endereço do local destinado aos soltadores de pipa, o vereador Tiago Correia acatou a sugestão de Heraldo, mas pediu cautela.

“É preciso fazer estudos sobre os impactos ambientais da construção de um pipódromo. Além disso, é necessário estabelecer um local que não ofereça risco às pessoas. Por enquanto, ainda não há lugar decidido”, esclarece o legislador.

Associação

A falta de diálogo para aprovar a lei foi a principal crítica dos empinadores de pipa. Sobre esta questão, Tiago Correia explica que a falta de uma entidade que represente os praticantes do esporte dificulta as negociações com a categoria.

O empinador Heraldo Carvalho reconhece esse impasse, mas vem articulando lideranças do esporte para implantar a associação baiana de pipas.

“Além de servir para representar os empinadores diante do poder público, a entidade será responsável por organizar campeonatos na capital e no interior”, planeja o vendedor.

Heraldo acredita que a marginalização do esporte prejudica a formação de atletas promissores.

“Com a proibição do esporte, os garotos que, na maioria dos casos, são talentosos podem seguir o caminho das drogas e do crime”, apela.

*sob a orientação do editor-coordenador Luiz Lasserre