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Chegaram hoje (10), a Manaus (AM), os primeiros agentes da Força Nacional de Segurança Pública que vão ajudar as forças policiais estaduais a tentar conter a crise no sistema penitenciário amazonense.O pedido de reforço de pessoal e de equipamentos foi feita pelo governador José Melo, no último domingo (8), depois que pelo menos 64 presos foram assassinados em três estabelecimentos prisionais da capital. Na semana passada, o governo estadual já tinha pedido ao Ministério da Justiça o envio de tornozeleiras eletrônicas, scanners corporais, bloqueadores de sinal de celular e recursos para ampliar e reaparelhar o Instituto Médico Legal e o Instituto de Criminalística. Segundo a Força Aérea Brasileira, os primeiros dos 100 agentes que vão participar da operação desembarcaram em Manaus perto das 5 horas (horário de Brasília; 3 horas no Amazonas), a bordo de um avião C-99 da força. Um segundo grupo chegou à capital do estado as 10h30. Um terceiro voo estava previsto para partir da Base Aérea do Galeão para Manaus às 10h45.O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciou na noite dessa segunda-feira (9), que os policiais da tropa especial vão fazer policiamento, apoio nos bloqueios nas estradas e no perímetro das penitenciárias. Além disso, dez agentes penitenciários federais serão deslocados para o estado para colaborar com a administração dos presídios. O Departamento Nacional Penitenciário (Depen) vai realizar um diagnóstico das penitenciárias do Amazonas para propor um protocolo de segurança para estruturação do sistema, bem como um protocolo de segurança para revistas, atuação e treinamento operacional.

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Foto: AFP
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O mundo do futebol se reuniu nesta segunda-feira (9), na sede da Fifa, em Zurique, na Suíça, para prestigiar o melhor jogador da temporada: o português Cristiano Ronaldo. O atacante do Real Madrid bateu o argentino Lionel Messi, do Barcelona, e o francês Antoine Griezmann, do Atlético de Madrid, e levou a premiação pela quarta vez, se forem unidos os troféus da Bola de Ouro e da Fifa. Ele ultrapassou o brasileiro Ronaldo e o francês Zinedine Zidane, que venceram a principal premiação individual do futebol em três oportunidades. Ele agora só fica atrás de Messi, com cinco troféus.

Perante uma incessante chuva, Francisco refletiu sobre o conceito de “piedade”
O papa Francisco lamentou neste sábado (14) que haja gente que sinta compaixão pelos animais, mas depois mostre indiferença perante as dificuldades de um vizinho, ao refletir sobre o conceito de “piedade” durante a Audiência Geral realizada na praça de São Pedro.
Quantas vezes vemos gente que cuida de gatos e de cachorros e depois deixa sem ajuda o vizinho ou vizinha que passa fome?
Perante uma incessante chuva, Francisco oficiou hoje diante de dezenas de milhares de pessoas uma das chamadas audiências jubilares, que são realizadas um sábado de cada mês durante o Jubileu, e alertou que não se deve confundir a piedade com a comiseração hipócrita.
“Hoje precisamos estar atentos e não confundir a piedade com a comiseração, que consiste só em uma emoção superficial, que não se preocupa com o outro”, explicou.
“Quantas vezes vemos gente que cuida de gatos e de cachorros e depois deixa sem ajuda o vizinho ou vizinha que passa fome?”.
“Não se pode entender a compaixão com os animais, enquanto fica indiferente perante o sofrimento do próximo”, acrescentou.
O pontífice argentino explicou aos fiéis que para Jesus “sentir piedade” é “compartilhar a tristeza de quem encontra, mas ao mesmo tempo agir em primeira pessoa para transformá-la em alegria”.
Francisco pediu então “que seja cultivada a piedade deixando de lado a indiferença que nos impede de reconhecer o sofrimento dos irmãos que nos rodeiam e nos libertar da escravidão do bem-estar material”.

O jornalista Jeremias Macário e sua esposa Vandilza Gonçalves recepcionam, importantes personalidades e intelectuais, e sobretudo amigos mais próximos para um encontro quinzenal denominado de o Sarau. Aonde importantes temáticas são previamente anunciadas e discutidas com as pessoas que participam do encontro, que acontece na sala principal da residência – uma biblioteca – ao qual foi batizada de espaço Cultural Cascalho. Os encontros já são realizados há 5 anos.
O Jornalista esta muito feliz com a repercussão e a participação dos amigos, que também compartilha na realização do evento, colaborando com ofertas voluntárias para serem degustada entre os participantes durante a programação: vinhos, licores, salgados etc, e dada ao grande sucesso dos sucessivos encontros ‘saraus’ ele diz que: “para 2017 estamos com a proposta de abrir espaço para exposições de artes plásticas e fotografia, convidando artistas da nossa terra”. Concluiu Jeremias.
Segue fotos do ultimo saraus e uma matéria que foi veiculada no blog estrada de sua autoria.

O SARAU DO ENCONTRO DE BOBY DILLAN COM GERALDO VANDRÉ
Com cerca de 30 pessoas entre artistas da música, professores, fotógrafos e amigos, o Sarau do Espaço Cultural Cascalho, realizado no último sábado (dia 17/12), com o tema “O Encontro de Boby Dillan com Geraldo Vandré” encerrou o ano de 2016 com chave de ouro, prometendo voltar em 2017 com mais força, inclusive com exposições de artes plásticas e fotografias.
Participaram do encontro de encerramento do ano os cantores e compositores Walter Lages, Dorinho, Baducha, Moacyr Mocego, Marta Moreno, Mano di Sousa e outros artistas que abrilhantaram o evento com suas violas em disparada até altas horas da madrugada, ao som de grandes canções e cancioneiros brasileiros.
Como sempre, o professor Itamar Aguiar se fez presente quando falou sobre Boby Dillan, o ganhador do premio Nobel de Literatura de 2016, suas origens e importância na música e nas letras. Geraldo Vandré foi também nosso homenageado da noite. Jésus arrasou com suas belas declamações de poetas populares, com interpretações primorosas.
O encontro também teve a participação de Helen, Kika, Adilson, o irmão de Jésus, os fotógrafos José Silva e José Carlos D´Almeida, Cléo, Céu, Jailton, Zélia, Maria Luíza, Cleide, Jonas, Inês, Vitorino, com quem estudei em Amargosa, Gildásio Amorim, a dona da casa Vandilza Gonçalves, que recebeu a todos com seu sorriso de sempre, entre outros convidados.
Sobre Geraldo Vandré, o rei dos festivais, o jornalista Jeremias Macário fez um relato sobre sua vida e suas canções até o seu auge com a composição “Pra Não Dizer que não Falei das Flores” (Caminhando), que também serviu de motivo para sua ruína com a perseguição militar. Vandré foi obrigado a se exilar, no início de 1969, passando pelo Chile, Alemanha, França, Bélgica, Bulgária e outros países, retornando em meado de 1973 ainda em plena ditadura. Nunca mais quis se apresentar em público dizendo-se decepcionado com a invasão da cultura de massa.
Além da violada de artistas locais que sempre frequentaram nosso encontro, com muita honra, a noite foi recheada de belas declamações de poesias e um bate papo saboroso de causos, histórias, estórias e piadas, acompanhados de um vinho, uma cerveja e uma caipirinha feita por Walter Lages, que mais parecia um gaúcho nordestino. Claro que não faltou uma comida que ninguém é de ferro.
Nosso Sarau é colaborativo e socialista onde todos trazem uma bebida e uma comida para forrar o estômago. Assim todos curtem a noite num ar de cultura e aprendizagem na troca de ideias as mais diversas, num clima totalmente democrático por mais que as discussões fiquem acaloradas.
Para 2017 estamos com a proposta de abrir espaço para exposições de artes plásticas e fotografia, convidando artistas da nossa terra. Foi mais uma noite memorável e o Espaço Cultural Cascalho agradece a presença de todos, desejando boas festas e um próximo ano de mais saraus.
Como começou o Sarau !
Era para ser uma simples reunião de uns poucos amigos, mas se tornou uma festa. Foi a reunião de sexta feira (23/07/2010) na casa do jornalista Jeremias Macário regada a vinhos finos e vinis. A ideia partiu do fotógrafo D’Almeida para ouvirmos os maravilhosos vinis da coleção de Jeremias que ele guarda com muito carinho. E aí começou a sessão. Velhas canções italianas (Tornero), francesas, (Aline) espanholas e tangos argentinos dos saudosos anos 60/70 do século passado. Os tira-gostos rolavam a todo instante. Castanha do Pará, amendoins, frango desfiado, mortadela, salsichas e queijo de várias qualidades e sabores. Daí começou a chegar os convidados e cada um trazendo uma garrafa de vinho. Os vinis foram mudando de país e de ritmo. E aí alguém disse: “toca Raul”, e o discotecário não se fez de rogado, meteu na radiola a chamada. “Viva a sociedade alternativa”. Foi o início do rock roll que estava para acontecer naquela noite.
Este texto foi postado pelo companheiro MannodiSousa em 27 de julho de 2010. De lá para cá se passaram seis anos e o Encontro do Vinho Vinil se transformou num grande sarau entre amigos artistas da música, da poesia, do cordel e da literatura. Durante esses anos vários temas rolaram, sempre nas noites de sábado. Na roda entraram Vinicius de Morais, Milton Nascimento, Geraldo Vandré, Bob Dyllan, os tropicalistas, Patativa, Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Afrânio Peixoto, Neruda e outras discussões no campo da política, da economia e da cultura em geral.
A sintonia sempre foi forte em nossos encontros que não ficaram somente nos vinhos e nos vinis. A música popular brasileira tomou conta do espaço cultural, hoje denominado de Cascalho, com o suporte do Blog Aestrada. Como não poderia deixar de ser, outros ingredientes, como a cerveja e uma cachacinha entraram no cardápio diversificado trazido pelos participantes mais assíduos, como o professor Itamar Aguiar, Moacir Morcego, Marta Moreno, Mano Di Sousa, Walter Lages, Dorinho, Cleide, Jésus, Baducha e muito mais gente que vai se juntando ao grupo que vara as noites nas cantorias. A anfitriã da casa, Vandilza Gonçalves, sempre recebeu todos muito bem com sua graça, alegria e sorriso.
Hoje no país só se fala de crise econômica, política e moral e se esquece de outros segmentos, instituições e até expressões artísticas da nossa sociedade que vivem no limite da decadência. A educação e a cultura não conseguem retomar o seu fio condutor de conteúdo e de qualidade que deram bons frutos no passado.
Vive-se em tempo de banalização da estética do inútil e do fútil. Trocou-se a ética pela inversão de valores, e o que era anormal virou normal. As famílias se desestruturaram e a disciplina foi banida do cardápio. O corpo aquece nas academias para se afinar, enquanto a mente se atrofia na ausência do pensar e refletir. A lógica racional cede espaço para a desvalorização do ser humano.
Bem, são temas que rendem boas discussões. No entanto, minha matéria-prima específica aqui é sobre a crise de identidade que sofre a nossa mídia, seja a escrita, falada, televisada e a “internetada” nas redes virtuais. Se me permitem fazer algumas classificações adjetivadas, a imprensa atual está desbotada, desfigurada, amassada e perdeu o fio da meada.
Ela também está atravessando momentos de crise ao se acomodar em ser mera repetidora de notícias, a maioria extraída do factual dos boletins oficiais de ocorrências. Sem entrar na questão do monopólio da informação por alguns poucos grupos, não estou me referindo apenas da mídia de papel que se baratinou com o surgimento da internet. Esta também anda desandada e ainda atordoada.
No âmbito da grande mídia, sem apontar os pequenos e alternativos veículos que lutam para sobreviver com parcos recursos humanos e financeiros, de uns tempos para cá foi-se esvaziando a principal função de caçadora, apuradora e investigadora dos fatos para se acomodar como simples repassadora de notícias oficiais.
Esquerdas e detentores do poder quando são ligados aos escândalos de corrupção costumam taxar a imprensa de elitista, fascista e perseguidora. Se esse poder fosse mais competente e apurasse os acontecimentos com maior rigor, as maracutaias tomariam proporções maiores. Exemplo é que pouco tem se cobrado sobre a cassação do presidente da Câmara diante dessa enxurrada de denúncias. Deveriam ficar calados, pois as feridas poderiam ser mais expostas.
O que quero dizer é que a nossa mídia perdeu o faro e ficou insossa, monótona e desmilinguida. Diante do espetáculo, banalizou-se e não teve cabeça para segurar a fama como ocorre com muitos “famosos” de sucesso de quinze segundos. Diria que o baixo nível é hoje o maior calcanhar de Aquiles da nossa mídia que deixa barrigadas e buracos por onde passa.
Até o caso do mensalão a imprensa nos deu material substancioso adquirido através do seu tino investigativo. No impeachment de Fernando Collor publicou matérias inéditas fora dos dossiês e das declarações aspeadas. Já no caso da “Operação Lava Jato” virou noticiário digitalizado de boletins repetitivos de ocorrências das delações, não passando muito disso.
O formato pouco muda nos jornais, revistas, rádios e emissoras de televisão, incluindo sites e blogs, com raras exceções. Não incluo aqui as redes sociais, cujas fofocas, boatos e notas infundadas não podem ser considerados como jornalismo. Mesmo com todo avanço tecnológico, observo que nosso jornalismo definhou. Falta profissionalismo.
Por falar nisso, com conteúdo e qualidade que deixam a desejar, as reportagens jornalísticas são incompletas em termos de dados e referências e, consequentemente, pouco atrativas. A impressão que passa é que foram feitas às pressas e dentro das redações fechadas e frias diante da tela de um computador. Não passam inteligência e emoção para o leitor, ouvinte ou telespectador.
Outro ponto é a questão da suíte, ou seja, o seguimento do desenrolar da matéria. Cada um faz seu espetáculo no intuito de angariar audiência ou espaço e depois segue o silêncio. O assunto cai no esquecimento, sem contar a falta de aprofundamento. Até mesmo um leigo percebe que a matéria não foi bem trabalhada como devia e manda o bom jornalismo.
No Brasil, por exemplo, a “Operação Zelotes” que descobriu fraudes de bilhões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais da Receita Federal não recebeu o devido acompanhamento da mídia. Ninguém fala mais nisso. Por sua vez, a morte tem hierarquia na grade dos grandes veículos de comunicação. A morte de duas ou três pessoas nos Estados Unidos, vítimas de atentado terrorista, tem mais repercussão que um massacre de 100 pessoas no Paquistão, ou mil no Bangladesch.
Não poderia deixar de abordar também o aspecto da liberdade de expressão tão reivindicada pela mídia, mas mal usada. Sempre digo que o direito à liberdade de imprensa acaba quando não se tem ética e responsabilidade. Quando o repórter, apresentador, locutor ou coisa que seja ultrapassa as linhas dessas fronteiras, cessa sua liberdade.
Lembra daquela cena dos refugiados na Hungria quando uma cinegrafista passa uma rasteira num senhor com uma criança nos braços? Pois é, aqui temos muitos “profissionais” passando rasteiras, não fisicamente, quando em programas de televisão ou nas rádios apoiam, aos berros, ações policiais truculentas, dizendo em viva voz que tem que dar porrada e matar mesmo.
Não interessa se é bandido, ou não. Quem faz isso não merece liberdade de expressão e não passa de um protótipo falsificado de jornalista. O pior é que parte da sociedade desinformada e inculta apoia o imbecil e diz que o cara é um “retado” e corajoso. Tanto nas emissoras abertas como fechadas por assinaturas, os programas em geral estão abaixo do nível. Nem com o controle remoto se salva da péssima qualidade.
Só para terminar meu modesto comentário, entendo que a mídia regional do interior não soube aproveitar o desenvolvimento tecnológico e tropeça nos mesmos vícios quando proliferavam por toda parte os impressos, ou jornais de papéis.
Talvez os erros maiores estejam nas empresas que se arvoram em dar notícias de fora que a internet e outros veículos grandes já divulgaram, ao invés de priorizar os fatos locais. Tem matérias que são bolorentas de tão desatualizadas. O que incomoda não é tanto a omissão, mas divulgar um fato capenga cheio de buracos por todo lado.
Jeremias Macário é jornalista e autor de importantes livros documentários
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Foto: Reprodução
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Vinte municípios baianos receberão do governo federal ambulâncias para atendimentos de alta complexidade e para atenção básica. Cada uma das cidades terá direito a um veículo. As ambulâncias estão entre as 340 que serão enviadas para municípios de todo o país. As cidades de Alagoinhas, Camaçari, Chorrochó, Itapetinga, Livramento de Nossa Senhora, Maetinga, Paramirim, Santa Rita de Cássia, Vera Cruz e Vitória da Conquista receberão os veículos de alta complexidade. Já as de Cândido Sales, Carinhanha, Castro Alves, Itambé, Jaguarari, Laje, Medeiros Neto, Poções, Prado e Presidente Tancredo Neves foram contempladas com ambulâncias usadas na atenção básica.

Durante a conversa, os familiares residentes em Vitória da Conquista relataram o processo de tombamento e aquisição do casarão, que a gestão anterior havia encabeçado, mas que não saiu do papel. De acordo eles, a conversa já se estendeu por mais de quatro anos, sem nenhum resultado. “Sinto que agora o processo terá andamento e Vitória da Conquista poderá, então, desfrutar da rica história de Glauber”, disse Paloma.
A Secretária de Cultura, Tina Rocha, expressou o interesse da prefeitura no projeto e se colocou à inteira disposição para que o mesmo se concretize o mais rápido possível: “Preservar a Casa de Glauber Rocha é resgatar parte da história da Cidade”.
O prefeito enfatizou a importância do tombamento e aquisição da casa de Glauber para a construção de um memorial à altura do nome do cineasta, reconhecido internacionalmente como um dos maiores de todos os tempos. “A cultura é uma ferramenta fundamental de transformação da sociedade e nós vamos tratá-la com o devido respeito. Glauber Rocha levou o nome de nossa cidade para além das fronteiras e precisamos preservar sua rica memória e todo seu legado. Tenho certeza de que conseguiremos presentear a cultura brasileira com o memorial Glauber Rocha na terra onde ele nasceu, Vitória da Conquista”.
Essa foi a primeira reunião para dar início aos trâmites legais para o tombamento, aquisição e posterior abertura do memorial. O casarão foi construído em 1938 na Rua Dois de Julho, centro da cidade.
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Foto: Divulgação
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Na Bahia, o democrata Fernando Gomes, em Itabuna, seguiu a cartilha
Em Montadas, pequena cidade da Paraíba, quem tem o sobrenome Souza pode se considerar um felizardo. Sete dos nove secretários tem o mesmo sobrenome do prefeito eleito Jonas de Souza (PSD.). Todo são parentes: a mulher, três irmãos, um tio e dois primos. Assim como ele, outros prefeitos recém-empossados nomearam parentes para assumir secretarias. De acordo com a súmula do Supremo Tribunal Federal (STF), por ser considerada uma nomeação política, a prática é permitida. Segundo a Folha de S. Paulo, as nomeações para a chefia de pastas aconteceram em cidades de médio porte, como Itabuna e Mossoró (RN), e em outros municípios menores. Ainda segundo a publicação, outros prefeitos ignoraram as promessas de campanha e colocaram parentes como seus auxiliares. No Maranhão, o novo prefeito de Caxias, Fábio Gentil (PMDB), nomeou a mulher, um irmão e uma prima como secretários. No entanto, meses antes, criticou o antecessor por nomear parentes. Na Bahia, o democrata Fernando Gomes, em Itabuna, seguiu a cartilha. Nomeou a mulher Sandra Neilma para a secretaria de Ação Social, o sobrinho Dinailson Gomes para a Administração e o filho Sérgio Oliveira para o Trânsito. Oliveira não tem experiência em gestão na área. A prefeitura, contudo, informou que contratará um engenheiro de tráfego para o cargo de subsecretário. Por meio de sua assessoria, Gomes defendeu as nomeações e disse que, caso a Justiça um dia considere a prática uma ilegalidade, demitirá todos os parentes.